terça-feira, 3 de agosto de 2021

Dane Birth-Smith renunciou participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Dane Birth-Smith nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.
Foto: Jeff Salvage/Racewalk.com

O australiano Dane Birth-Smith, atleta que conquistou a medalha de bronze nos 20 km marcha no Rio-2016, numa difícil decisão baseada em razões familiares e de foro médico (não especificadas), comunicou não participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio/Sapporo.

Para Bird-Smith, que se encontrava no estágio final da equipa olímpica australiana em Cairns (Queensland) em vésperas da partida para Tóquio, desafios de saúde familiar tornaram-se uma prioridade, manifestando o desejo de voltar a competir, e vencer, pelo seu país no próximo ano e seguintes.

Apesar da ausência de Bird-Smith, é significativo o contingente de marchadores (6) na equipa de atletismo australiana para Tóquio, com Rhydian Cowley, nos 50 km masculinos, Jemima Montag, Katie Hayward e Rebecca Henderson, nos 20 km femininos, e Declan Tingay e Kyle Swan, nos 20 km masculinos.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Encontro Internacional Sub-18 (2021) em Franconville, França (resultados)

A partida feminina e fase inicial masculina das provas de marcha em Franconville.
Fotos: Streaming Val d’Oise e Emmanuel Tardi
Montagem: O Marchador

O espanhol Pablo Rodriguez e a francesa Agathe Mille foram os vencedores das provas de marcha do Encontro Internacional de Atletismo Sub-18 (França, Bélgica/Flandres, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Suíça e a região da Ilha de França) disputado no fim de semana 31/7 e 1/8 na pista do Estádio Jean Rolland na cidade de francesa de Franconville.

Pablo Rodríguez Rojas, atleta de 16 anos de idade que venceu com autoridade a prova masculina de 5.000 metros, registou 20:59.60, marca que constitui um novo recorde pessoal (anterior, 21:15.82 este ano em Nerja). Os segundo e terceiro classificados foram o francês Leo Benjelloun-Touimi, com 22:40.94, e o irlandês Jake O’Brien, com 23:09.60.

Agathe Mille, com 14:24.60 (tem como melhor 14:17.15 - Espinal/2020), apesar de ter cortado a meta na segunda posição seria declarada a vencedora da prova feminina de 3.000 metros por força da penalização atribuída à espanhola Silvia Villar Nieto (30 segundos adicionados à marca na chegada) que ficou assim no segundo lugar com um registo oficial de 14:35.59. A irlandesa Aisling Lane foi a terceira classificada, com 16:07.02.

Infelizmente a marcha atlética, cujas provas se realizaram na jornada de domingo, teve apenas a participação de atletas dos 3 países citados.

Colaboração: Emmanuel Tardi

domingo, 1 de agosto de 2021

Campeonato Mundial de Seleções de 2022 no Sultanato de Omã

Fotos: arquivo Hagen Pohle/RaceWalk Pictures e Times of Oman
Montagem: O Marchador

A World Athletics, cujo Conselho se reuniu em Tóquio, anunciou que o próximo Campeonato Mundial de Seleções de Marcha Atlética (estrada) vai ter lugar em Mascate, capital do Sultanato de Omã, no próximo ano, dias 4 e 5 de março, e que substitui Minsk, na Bielorrússia, inicialmente designada para acolher o evento.

As provas serão realizadas na área do Centro de Convenções e Exposições de Omã, com o primeiro dia reservado às provas de 20 km masculinos e femininos e ainda aos 20 km Sub-20, estando prevista para o segundo dia a realização de uma prova mista de 35 km marcha, no que poderá ser um indício do que nos reservará o programa completo da marcha nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

A organização do evento pretende transformar a jornada mundial de marcha numa mais ampla celebração do atletismo, abrangendo os dias 1 a 6 de março do próximo ano, com a realização de provas para os mais jovens atletas (1 e 2 km) e veteranos, e de um Festival de Parkrun.

Omã é um país da Península Arábica, que faz fronteira com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Iémen, uma região de dunas habitada pelos beduínos. A capital é uma cidade portuária que abriga a Grande Mesquita do Sultão Qaboos, uma grandiosa construção contemporânea, e o antigo bairro à beira-mar de Muttrah, com um mercado árabe labiríntico e um movimentado mercado de peixes.

sábado, 31 de julho de 2021

Marchadores olímpicos portugueses (1984-2016): Pedro Isidro, Miguel Carvalho e Daniela Cardoso

Daniela Cardoso (2016), Pedro Isidro (2012-2016) e Miguel Carvalho (2016).
Fotos: Jeff Salvage/Racewalk.com. Montagem: O Marchador

Pedro Isidro

Nasceu na Azambuja, a 17 de julho de 1985, iniciando-se na marcha em 1997 (tinha 11 anos de idade) pelas mãos de Egídio Bernardes, quando se encontrava na instituição “O Ninho”, em Rio Maior. Foi como júnior, em 2003, quando ingressou no SL Benfica e começou a preparar-se mais intensamente na especialidade, que passou a ser treinado por Luís Dias.

O seu percurso na marcha atlética tem sido marcado por posições destacadas em campeonatos nacionais de pista coberta, pista ao ar livre e de estrada, tendo mesmo sagrado campeão nacional na distância de 20 km marcha, em 2016, e de 50 km marcha, em 2018.

Foi 13 vezes internacional, representando o país nas maiores competições europeias e mundiais. Participou nos Campeonatos da Europa de 2014 e 2019, nos Campeonatos do Mundo de 2013, 2015 e 2017, além de registar a presença em 5 Taças da Europa de Marcha (foi 8º na edição de 2017, nos 50 km) e 6 Taças do Mundo de Marcha.

Várias vezes campeão europeu e mundial em provas de marcha para deficientes intelectuais, Pedro Isidro tornou-se o primeiro atleta portador de deficiência intelectual a nível mundial a competir em Jogos Olímpicos, nos de 2012, em Londres. E fê-lo na prova mais longa do programa do atletismo, os 50 km que, de resto, é a sua especialidade de preferência. Repetiu a participação nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

Recordes pessoais nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.24.53 (2015); 50 km, 3.55.44 (2015).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho


Miguel Carvalho

Nasceu em Rio Maior, a 2 de setembro de 1994, foi treinado por Jorge Miguel e destacou-se logo nos primeiros anos da especialização na disciplina, obtendo vários títulos nacionais nos escalões jovens. Representou a seleção nacional em 2011, no Mundial de Sub-18, e nos Europeus de Sub-20, em 2013 e 2015, nestes dois últimos com classificações honrosas.

Enquanto juvenil, júnior (10 km) e sénior (20 km), participou em várias Taças do Mundo/Campeonato do Mundo de Seleções de Marcha e Taças da Europa/Campeonatos da Europa de Seleções de Marcha. A primeira vez que representou Portugal numa grande competição internacional foi em 2011, na cidade francesa de Lille, nos 10.000 metros (pista) dos Mundiais de Sub-18.

Na primeira vez que o atleta ribatejano, então, em representação do Sport Lisboa e Benfica, participou numa prova de 50 km, realizada em Leiria, em novembro de 2016, obteve os mínimos olímpicos, com a marca de 4.00.47 h, participando nos Jogos do Rio de Janeiro desse ano. Com este feito bateu o recorde nacional da categoria sub-23, melhorando em mais de 24 segundos a marca que o seu colega de equipa, Paulo Pires, havia estabelecido nos campeonatos nacionais de Viseu, em 1989.

Recordes pessoais nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.23.31 (2017 e 2018); 50 km, 4.00.47 (2016).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho


Daniela Cardoso

Nasceu em Cascais, a 15 de dezembro de 1991, mas desde os primeiros meses de vida foi viver para Pombal. Foi treinada por Carlos Carmino, que a incentivou a especializar-se na marcha atlética, em 2008, na sua segunda época de juvenil, classificando-se na 7.ª posição nuns Nacionais de Juvenis. Mas foi na categoria de júnior que começou a salientar-se na especialidade com idas ao pódio e a conquista de títulos nacionais.

Em 2011 e 2013 participou nos Campeonatos da Europa de Sub-23, indo em 2015 às Universíadas de Verão. Nos Campeonatos Ibero-americanos de 2016 alcançou a medalha de bronze na prova dos 10.000 metros marcha.

Ainda naquele ano de 2016, no decorrer dos Campeonatos Nacionais de Marcha, realizados na Batalha, obteve os mínimos olímpicos ao alcançar o tempo de 1:33:36 horas (recorde pessoal), cumprindo, depois, aquando da sua participação no Mundial de Seleções de Marcha, em Roma, os critérios exigidos pela Federação Portuguesa de Atletismo ao ser a terceira melhor portuguesa no evento deixando para trás com outro passado histórico na especialidade, casos de Susana Feitor e Vera Santos.

Após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, entendeu suspender a sua carreira, retomando-a no final de 2018, já depois de concluída a sua licenciatura, então já orientada tecnicamente por Paulo Miguel.

Recorde pessoal na distância olímpica: 20 km, 1.33.36 (2016).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Campeonatos de Espanha Sub-18 (pista) em Huelva - resultados

Os pódios da marcha nos campeonatos de Espanha sub-18 em Huelva.
Fotos: AEMA. Montagem: O Marchador

Teve lugar este fim-de-semana a edição 70 dos Campeonatos de Espanha de Atletismo Sub-18, em pista, realizada na cidade de Huelva e que teve por cenário o Estádio Ibero-americano de Atletismo “Emilio Martín”.

Na jornada da manhã de sábado realizou-se a prova dos 5.000 metros marcha femininos, com a participação de 16 marchadoras, com o destaque para Silvia Villar (At. Alcorcón), treinada por Juan Carlos Barreto, que venceu a prova com o tempo de 23:42.69, repetindo a vitória nos campeonatos de estrada, realizados em fevereiro último, em Sevilha. Na segunda posição do pódio classificou-se Lydia Ballesteros, com 23:50.86, e completando o pódio, Isabel García (Ohmio Arahal), com 24:12.03.

Na jornada da manhã de domingo, coube a vez aos rapazes dos 10.000 metros marcha (15 participantes) com a vitória a sorrir a Pablo Rodríguez (Surco Lucena), treinado por Jacinto Garzón, e que completou as vinte e cinco voltas à pista no tempo de 46:09.37, que juntou este título ao de estrada, cinco meses antes. Pablo Postigo (At. Guadix), foi medalha de prata com o tempo de 46;56.36, enquanto o último lugar do pódio era conquistado por Francisco Espín (Cehegín Atletismo), com o tempo de 47:08.82.

Como recompensa do trabalho realizado pelos jovens atletas do país vizinho, e também pelo facto de vários daqueles terem visto gorada a presença nos Europeus Sub-18, cancelados devido à pandemia da Covid-19, os melhores atletas de cada uma das disciplinas nos Campeonatos de Espanha (Silvia Villar e Pablo Rodríguez na marcha) foram selecionados para o Encontro Internacional Sub-18 a realizar no próximo fim-de-semana na cidade francesa de Francoville e que junta oito seleções, entre as quais as dos Países Baixos, Suíça e Irlanda.

Colaboração: Felix Villar/AEMA

Classificações
10.000 m masculinos
1.º, Pablo Rodriguez Rojas, 2004 (CD Surco Lucena), 46:09.37
2.º, Pablo Postigo Gabarro, 2005 (Atletismo Guadix), 46:56.36
3.º, Francisco Espin Valera, 2004 (Cehegin Atletismo), 47:08.82
4.º, Antonio Jesus Montilla Medina, 2004 (Ohmio Arahal), 47:42.19
5.º, Javier De Arriba Castilla, 2005 (Go Fit Athletics), 48:55.39
6.º, Daniel Sanagustin Lopez, 2004 (Alcampo Scorpio 71), 49:00.48
7.º, Ruben Albiol Alhambra, 2004 (Playas de Castellon), 49:55.38
8.º, Jaime Salinas Marin, 2005 (UCAM-Athleo Cieza), 50:15.53
9.º, Alexis Salmeron Moreno, 2005 (UCAM-Athleo Cieza), 50:17.71
10.º, Daniel Morilla Garcia, 2005 (Ohmio Arahal), 50:19.84
11.º, Pedro Callado Gomez, 2005 (Unicaja Jaen Paraiso Interior), 50:20.49
12.º, David Munzon Romero, 2005 (Atletismo Axati), 53:10.73 z.p.
13.º, Izan Ramirez Cortes, 2004 (CA Montornes), 55:04.01
Desclassificados: Ismael Torres Gonzalez, 2005 (CA Bahia Almeria) e Marcos Diez De Pedro, 2004 (A.D. Marathon).

5.000 m femininos
1.ª, Silvia Villar Nieto, 2004 (Atletismo Alcorcon), 23:42.69
2.ª, Lydia Ballesteros Garrote, 2005 (Atletismo Cuenca), 23:50.86
3.ª, Isabel Garcia Sanchez, 2005 (Ohmio Arahal), 24:12.03
4.ª, Angela Casanova Peris, 2005 (CA Safor-Teika), 24:14.07
5.ª, Griselda Serret Menendez, 2005 (Runners El Vendrell), 24:31.54
6.ª, Erika Duro Romeral, 2005 (Cornellà At.), 24:44.23
7.ª, Marta Garcia Llorente, 2005 (Cehegin Atletismo), 25:09.26
8.ª, Salomé Segade Buide, 2005 (CA Millaraio), 25:42.43
9.ª, Helena Lacambra Muñoz, 2005 (CA Nou Barris), 25:51.82
10.ª, Emma Almenar Garcia, 2005 (Atletisme Els Sitges), 26:02.42
11.ª, Iria Febrero Vara, 2005 (Image FDR), 26:12.39

Os Juízes Internacionais de Marcha nos Europeus de Sub-20 e Sub-23

Os Juízes Internacionais de Marcha nos Europeus Sub-20 e Sub-23 em Tallinn-2021.
Fotos: fb Emmanuel Tardi e Jean-Pierre Dahm. Montagem: O Marchador

Tallinn, capital da Estónia recebeu este mês os Campeonatos da Europa de Atletismo nas categorias Sub-23, de 8 a 11 do corrente mês de julho, e de Sub-20, de 15 a 18, também neste mês.

Nesta peça, destacamos, nas fotos assinaladas, as equipas de juízes internacionais especialistas de marcha que atuaram nos eventos da especialidade, os Sub-23 nos 20 km (estrada) e os Sub-20 nos 10.000 metros (pista) e que usaram dispositivos eletrónicos de comunicação rápida de advertências (raquetas amarelas) e de notas de desclassificação (faltas), num eficaz sistema criado pelos nossos amigos espanhóis usando, cada um, um smartphone adequado para o efeito.

Nos Sub-23, atuaram Jean-Pierre Dahm (França), juiz-chefe, Stefan Alexandru (Roménia), Vesna Repic (Sérvia), Rolf Müller (Alemanha), Hans Van Der Knaap (Países Baixos) e Eduardo Gonçalves (Portugal), que atuou pela quarta vez no estrangeiro.

Nos Sub-20, atuaram Janusz Krynicki (Polónia), juiz-chefe, Martin Skarba (Eslováquia), Anna Veselova (Israel), Emmanuel Tardi (França), Luis Maroto (Espanha) e Joaquim Graça (Portugal), este contabilizando 29 atuações no estrangeiro.

Em ambos os eventos, a coordenar o apoio logístico e do secretariado, esteve a ex-juíza internacional do painel da European Athletics, Jutkina Jekaterina, do país anfitrião.

De notar que outros oficiais portugueses, em outras áreas e, nomeadamente, os Oficiais Técnicos Internacionais, exerceram funções naquelas competições, numa época marcada por uma elevada quantidade de nomeações para importantes eventos internacionais no âmbito da European Athletics e da World Athletics, no setor da arbitragem do nosso país que é, realmente, um dos mais elevados a nível mundial, sob o plano quantitativo e qualitativo.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

As provas de marcha nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Foto: TMZ Sports. Mapa: Architecture of the games
Montagem: O Marchador

Nos dias 5 e 6 de agosto, a cidade de Sapporo, na ilha de Hokkaido, a 800 quilómetros a norte do Japão, que recebeu em 1972 os Jogos Olímpicos de Inverno, vai acolher as provas de marcha atlética, no dia 5 os 20 km masculinos, às 16:30 horas locais, e no dia 6 os 50 km masculinos, às 5:30 horas, e os 20 km femininos às 16:30 horas, menos 8 horas em Portugal continental.

As provas vão realizar-se bem no centro da cidade, numa zona muito arborizada, com partida e chegada no Parque Odori, as provas de 20 km disputadas num perímetro de mil metros, no sentido de ida e volta, e as dos 50 km estendendo-se por outros mil metros, também ida e volta, com amplas curvas de viragem.

Os campeões olímpicos em título são, no setor masculino, o chinês Wang Zhen, nos 20 km, nos 50 km masculinos o eslovaco Matej Tóth e, no setor feminino, nos 20 km, a chinesa Liu Hong.

Os 50 km marcha vão realizar-se pela última vez nos Jogos Olímpicos, dando lugar nos Jogos de 2024, em Paris, a uma prova mista, em distância ainda a saber. Incluídos pela primeira vez no programa olímpico de Los Angeles, em 1932, o único atleta a vencer o evento em mais do que uma ocasião foi o polaco Robert Korzeniowski, em 1996, 2000 e 2004.

Referência especial, ainda na prova dos 50 km, para o espanhol Jesús Ángel García Bragado, o atleta mais velho a competir na modalidade do atletismo nos presentes Jogos. Aos 51 anos, 9 meses e 20 dias apenas será superado, na história dos Jogos Olímpicos, pelo maratonista canadiano Percy Wyer, que participou nos Jogos de Berlim, no longínquo ano de 1936, então com 52 anos de idade.

Por outro lado, García Bragado converter-se-á no atleta da modalidade com mais Jogos Olímpicos realizados, nada menos de oito, desempatando com a velocista Marlene Ottey (Eslovénia/Jamaica), com sete presenças. Bragado competiu pela primeira vez nuns Jogos em 1992, obtendo os seu melhor resultado (4.º) nos 50 km dos Jogos de Pequim’2008. Foi campeão mundial em 1993, conquistando ainda medalhas de prata nas edições de 1997, 2001 e 2009.

Serão 9 os juízes internacionais de marcha do Painel da World Athletics, que atuarão nos Jogos: Frédéric Bianchi, da Suíça (juiz-chefe) e que já atuou em Pequim’2008, na mesma função, Anne Fröberg, da Finlândia, Daniel Michaud, do Canadá, que vai para a sua terceira participação consecutiva (antes, em 2012 e 2016), Dolores Rojas, de Espanha, repetindo Atenas’2004 e Londres’2012, Jean-Pierre Dahm, que esteve nos dois últimos Jogos, José Dias, de Portugal, que vai para a sua quarta presença, depois de 2004, 2008 e 2016, Pierce O’Callaghan, da Irlanda, também nos seus quartos Jogos, depois de 2008, em que foi Assistente do JC, 2012 e 2016, Wang Tak Fung, de Hong Kong, e Zöe Eastwood-Bryson, da Austrália.

Na preparação de um muito necessário trabalho de retaguarda, incluindo os secretários dos juízes de marcha, estarão 63 juízes japoneses, incluindo os dois Assistentes do Juiz-chefe, os internacionais Tomoya Ishii e Hideo Yamada, o responsável máximo da Zona de Penalização, Akira Fujisaki, recordando, aqui, que algum(a) atleta que registe três faltas (notas de desclassificação) deverá permanecer na dita ZP por um período de 2 ou 5 minutos, consoante se trate de provas de 20 ou 50 km. A medição das referidas distâncias esteve a cargo de Hideaki Karikomi, medidor de Grau A do Painel da AIMS/WA.

Também, em relação aos outros oficiais portugueses, saliente-se a quinta participação olímpica de Jorge Salcedo, que esteve nos Jogos de Sydney, em 2000, Atenas, em 2004, Pequim, em 2008, e Rio de Janeiro, em 2016 e que agora, em Tóquio, chefiará a equipa dos Oficiais Técnicos, e de António Costa, que se estreará nuns Jogos Olímpicos e que estará escalado tanto para as provas de pista da capital nipónica como para as provas de estrada, em Sapporo.  

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Marchadores olímpicos portugueses (1984-2016): António Pereira e Augusto Cardoso

António Pereira (2008) e Augusto Cardoso (2008).
Fotos: Lusa. Montagem: O Marchador

António Pereira

Nasceu em Alfena, a 10 de julho de 1975. Iniciou-se no atletismo aos 10 anos de idade, no Atlético Clube Alfenense e foi por influência do olímpico José Magalhães, que ingressou na marcha atlética e tal como outros, prosseguindo uma tradição seguida no clube desde os primeiros tempos do surgimento da especialidade na região norte do país.

Treinado, primeiro por José Magalhães, até 2005, depois por João Vieira, de 2006 a 2008 e, depois, por João Campos, de 2008 a 2012, sagrou-se campeão nacional, nos 20 km marcha, em 2008.

Participou pela primeira vez num grande evento internacional no ano de 2002, integrando a seleção nacional na Taça do Mundo de Marcha, que teve lugar em Turim ao tomar parte na prova dos 20 km marcha. Participou ainda nas três edições seguintes da Taça do Mundo e também em cinco Taças da Europa de Marcha.

Com o seu currículo enriquecido através da participação em dois Campeonatos da Europa de Atletismo (2006 e 2010) e em dois Campeonatos Mundiais (2007 e 2009) foi, no entanto, com a presença nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, que atingiu um plano de maior notoriedade na sua carreira internacional.

Com efeito, António Pereira, aos 33 anos de idade, participando nos 50 km marcha, obteve a 10.ª posição, o segundo melhor resultado de sempre obtido por um atleta português em Jogos Olímpicos naquela especialidade, depois do feito de José Pinto nos Jogos de Los Angeles, em 1984 (8.º lugar), batendo largamente o recorde nacional ao estabelecer o tempo de 3:48:12, recorde esse que então pertencia ao seu treinador, João Vieira.

Recordes pessoais nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.25.34 (2009); 50 km, 3.48.12 (2008).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho


Augusto Cardoso

Nasceu em Paranhos (Porto), a 13 de dezembro de 1970, iniciando-se na marcha em 1987, no Atlético Clube Alfenense, pelas mãos de José Magalhães, antigo marchador olímpico, com quem sempre trabalhou, isto ao longo de mais de 30 anos.

Tudo começou quando Augusto Cardoso participou numa prova para um torneio interassociações para jovens atletas, obtendo um excelente resultado, e a partir daí não mais deixou a especialidade. Haveria de ser vice-campeão nacional nos 20 km marcha em cinco ocasiões, e nos 50 km marcha por duas vezes.

A sua estreia no plano internacional, em representação de Portugal, deu-se na Corunha, no Encontro Internacional de Seleções (8) do continente europeu, e que sendo ainda juvenil, competiu na prova de juniores. Serviu de boa motivação para os Campeonatos Europeus de Juniores (Sub-20), em 1989, na cidade croata de Varazdin, participando nos 10.000 metros marcha e obtendo o 8.º lugar, que ainda se mantém como a melhor classificação de um marchador português neste evento, passadas que estão disputadas 29 edições.

Das suas 34 internacionalizações, destaca-se a participação nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, nos 50 km marcha. Esteve ainda presente em 3 Campeonatos do Mundo (1999, 2007 e 2009), em 2 Campeonatos da Europa (2002 e 2010), em 11 Taças do Mundo de Marcha e em 8 Taças da Europa de Marcha.

Recordes pessoais nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.22.40 (1999); 50 km, 3.55.14 (2007).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho

terça-feira, 27 de julho de 2021

João Vieira e Ana Cabecinha nos Jogos Olímpicos de Tóquio

João Vieira e Ana Cabecinha. Fotos: Getty Images e COP/Tribuna Expresso.
Montagem: O Marchador

João Vieira e Ana Cabecinha são os dois únicos marchadores portugueses a marcar presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, por sinal, ambos com fortes ligações ao Algarve, o primeiro, 45 anos, natural de Portimão, mas estando radicado em Rio Maior desde tenra idade, a segunda, 37 anos, natural de Beja, mas algarvia por adoção, residindo desde criança no Algarve.

Será o número mais baixo de marchadores portugueses em Jogos Olímpicos depois da estreia da marcha atlética portuguesa nos Jogos de Los Angeles, em 1984, com José Pinto, isto, se não contarmos com a edição de Sydney, que contou com três marchadores, mas em que João Vieira, à última hora, não pode competir por razões médicas. Foi quebrada significativamente a tendência de um número expressivo de especialistas, pelo menos nas últimas quatro edições, 6 em 2004 (Atenas), 7 em 2008 (Pequim), 5 em 2012 (Londres) e 7 no Rio de Janeiro.

João Vieira, que representa o Sporting Clube de Portugal, será o primeiro a entrar em ação, competindo nos 50 km marcha, agendados igualmente para o dia 5 de agosto pelas 5:30 horas locais (dia 4, às 21:30 em Portugal continental), indo competir nos seus quintos Jogos Olímpicos, após Atenas (2004), Pequim (2008), Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016).

Treinada por Vera Santos, sua companheira, o recordista nacional dos 20 e 50 km marcha, que obteve o seu melhor resultado (10º) nos Jogos de 2004, conquistou em 2019 a medalha de prata no Mundial de Doha, tendo já em 2013, no Mundial de Moscovo, obtido a medalha de bronze.

As previsões de alguns sites internacionais e órgãos de comunicação social apontam João Vieira como um candidato às medalhas e o próprio afirmou que a “cereja no topo do bolo” seria ganhar uma medalha na última vez que a distância terá lugar nuns Jogos Olímpicos (em 2024 será substituída por uma prova mista, cuja distância ainda se desconhece) e a sua própria experiência neste género de competições, o de marchar de trás para a frente, sem se desgastar demasiadamente na primeira metade da prova, poderá ser fator importante.

Ana Cabecinha, que representa o Clube Oriental de Pechão, competirá no mesmo dia, nos 20 km marcha, prova marcada para as 16:30 horas locais (8:30 horas da manhã em Portugal continental). Uma das mais consistentes marchadoras mundiais de topo em grandes eventos mundiais, esteve presente nos últimos três Jogos Olímpicos e sempre alcançou diplomas olímpicos (oito primeiros classificados): 8.º lugar em Pequim (2008), obteve aí o ainda recorde nacional na distância (1:27:46), 8.º lugar em Londres (2012) e 6.º lugar no Rio de Janeiro (2016).

Treinada desde sempre por Paulo Murta, a atleta algarvia declarou à imprensa que o seu grande objetivo para os Jogos é lutar por um lugar de finalista e conseguir de novo um diploma olímpico.

As competições terão lugar no Parque Odori, bem no centro de Sapporo, na ilha de Hokkaido, a cerca de 800 quilómetros, a norte de Tóquio.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Gabriela Santos e Guilherme Rodrigues vencem nacionais sub-18 em Lousada

Os pódios da marcha no nacional sub-18 em Lousada.
Fotos: Guindilhas Santos e Amigos da Montanha
Montagem: O Marchador

Os Campeonatos de Atletismo Sub-18 em pista ao ar livre disputados durante o fim de semana passado em Lousada, no distrito do Porto, atribuíram os títulos nacionais das provas de 5.000 metros marcha a Gabriela Santos, da Associação Cultural e Recreativa da Senhora do Desterro, e a Guilherme Rodrigues, do Sporting Clube de Portugal.

Com a decisão dos vencedores a ocorrer apenas na derradeira volta de ambas as provas, Gabriela Santos, ainda da categoria sub-16, registou 27:08.22, superando Carolina Dias (SLA), com 27:13.04, e Guilherme Rodrigues obteve 23:37.52, à frente de Rodrigo Araújo (AMONT), com 23:40.58.

Os pódios ficaram completos, nos femininos, com Samanta Zueva (ACPV, 27:29.41), e nos masculinos, com Tiago Sucena (GCAD, 24:16.85), participando 11 atletas em cada uma das provas.

Os recordes nacionais da categoria sub-18 mantém-se assim na posse de Susana Feitor, com 21:30,91, marca obtida há 29 anos em Viena (1992), e de Joaquim Pentieiro, com 21:16,82, marca registada já lá vão 30 anos no Estádio Nacional em Lisboa (1991).

Classificações
5.000 m femininos
1.ª, Gabriela Santos (ACRSD), 27:08.22
2.ª, Carolina Dias (SLA), 27:13.04
3.ª, Samanta Zueva (ACPV), 27:29.41
4.ª, Isa Ferreira (GDP-L), 27:38.15
5.ª, Ana Zueva (ACPV), 28:02.20
6.ª, Beatriz Gonçalves (ACDSJS), 28:06.34
7.ª, Matilde Sousa (SCP), 28:09.40
8.ª, Oriana Sousa (CDQ), 28:36.85
9.ª, Mariana Mestre (COP), 28:41.82
10.ª, Carina Ferreira (ADCCJC), 28:53.20
11.ª, Marta Borrego López (CDQ), 30:03.63

5.000 m masculinos
1.º, Guilherme Rodrigues (SCP), 23:37.52
2.º, Rodrigo Araújo (AMONT), 23:40.58
3.º, Tiago Sucena (GCAD), 24:16.85
4.º, Leandro Silva (ACDSJS), 24:17.29
5.º, Bruno Coelho (CAS), 25:25.29
6.º, Dinis Silva (CRDP), 25:45.84
7.º, João Correia (JIV), 26:11.57
8.º, Filipe Fernandes (CDQ), 26:57.04
9.º, David Gregório (JV), 28:24.35
10.º, Francisco Lima (CDBBR), 33:37.38
Desclassificado: Miguel S Costa (JIV).

domingo, 25 de julho de 2021

Marchadores olímpicos portugueses (1984-2016): João Vieira e Sérgio Vieira

Sérgio Vieira (2008-2016) e João Vieira (2004-2008-2012-2016).
Foto: Manuel de Almeida/Lusa. Montagem: O Marchador

João Vieira

Nasceu em Portimão, a 20 de fevereiro de 1976, indo viver com a família para Rio Maior com apenas dois anos de idade. Começou a praticar a marcha no Clube de Natação de Rio Maior, em 1990, quando surgiu a necessidade de se encontrar um marchador iniciado para o Olímpico Jovem (então DN Jovem), experimentando o João e o Sérgio a especialidade sob orientação técnica de Jorge Miguel, que se prolongou até abril de 2007.

Com uma longa atividade competitiva ao mais alto nível, João Vieira esteve em plano de grande destaque nos Campeonatos Europeus de Gotemburgo, em 2006 (medalha de bronze), e nos de Barcelona (medalha de prata), em 2010, e ainda nos Mundiais de Moscovo, em 2013 (medalha de bronze) e de Doha, em 2019, que com 43 anos de idade, foi o único atleta da comitiva portuguesa a alcançar uma medalha, a de prata, nos 50 km marcha.

O mais titulado atleta português de sempre (59 títulos nacionais), segue na preparação final para os Jogos Olímpicos, no Japão, orientado tecnicamente pela sua esposa, Vera Santos, esta mesma, com uma carreira interessante no plano internacional, e partirá para Sapporo naqueles que serão os seus quintos Jogos Olímpicos, depois das presenças em Atenas (2004), Pequim (2008), Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016), relembrando que esteve em 2000, em Sydney, forçado pelo médico da delegação a não participar na prova dos 20 km marcha, por motivo de doença.

Recordes pessoais (e nacionais) nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.20.09 (2006); 50 km, 3.45.17 (2012).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho


Sérgio Vieira

Nasceu em Portimão, a 20 de fevereiro de 1976, com um percurso inicial na marcha atlética idêntico ao do seu irmão gémeo, João, descoberto e treinado por Jorge Miguel.

Também, tal como o João, foi o estímulo da participação na fase final do Olímpico Jovem (então DN Jovem), ainda iniciado, em representação da Associação de Atletismo de Santarém, que o fez lançar-se na especialidade.

Participou nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e nos do Rio de Janeiro (2016), aqui, já estando a ser treinado por Carlos Carmino, a que se soma quatro participações em Mundiais de Atletismo, duas em Europeus e ainda nove presenças em Taças do Mundo de Marcha e sete em Taças da Europa de Marcha.

E foi na Taça do Mundo de Marcha de 1997, na cidade checa de Podebrady, que viria a protagonizar o seu maior feito desportivo ao bater o recorde nacional dos 20 km marcha, com o tempo de 1:20:58, um segundo a menos que o seu irmão João nessa mesma prova e melhorando em um minuto e sete segundos a anterior melhor marca que estava na posse de José Urbano desde 1992.

Recordes pessoais nas distâncias olímpicas: 20 km, 1.20.58 (1997).

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho

sábado, 24 de julho de 2021

Černý e Burzalová vencem 10 km em Milovice

A partida dos 10 km em Milovice e os principais protagonistas, Dominik Černý, Terézia
Kurucová e Hana Burzalová. Fotos: Slovak Athletic Federation e Skupina Petra Mečiara
Montagem: O Marchador

Os eslovacos Dominik Černý e Hana Burzalová foram os vencedores absolutos das principais provas de 10 km da 5.ª edição da Taça de Marcha da cidade de Milovice, no distrito de Nymburk, República Checa (18/7), evento organizado pelo NSK Sports Walking Prague e que contou com a participação de mais de 100 atletas numa tarde de muito calor (mais de 30 graus Celsius).

Dominik Černý, que representa o ŠK Dukla o.z Banská Bystrica, obteve folgada vitória com a marca de 42:26, o seu melhor registo em 10 km na presente temporada. Tem como recorde pessoal 41:38 obtido em Olomouc em 2019. Tomáš Gdula, do Hvězda Pardubice, com 49:10, e Rostislav Kolář, do SK Hranice, com 49:38, obtiveram as segunda e terceira posições. Participaram 30 atletas.

Hana Burzalová, sub-23 do AK Olymp Brno, registou 49:04, depois de intensa disputa com a sua compatriota e muito jovem (16 anos) Terezia Kurucová, do ŠOG Nitra, segunda classificada com um novo recorde pessoal de 49:38 e mínimo para os mundiais de sub-20 em Nairobi. Completou o pódio a sub-20 Michaela Bakliková, do Škoda Plzeň, com 58:36. Alinharam 24 atletas à partida.

Nas provas absolutas de 5 km, referência para as vitórias, nos masculinos (31 participantes) de Kolář (terceiro nos 10 km), com 22:35, e nos femininos (21 participantes) da sub-18 Alžběta Franklová, do SK Jeseniova, com 26:19.

Resultados completos, aqui.

Campeonatos Nacionais de Sub-18 este fim-de-semana em Lousada

Foto: ADAL. Montagem: O Marchador

Lousada, no distrito do Porto, volta a receber um evento nacional de atletismo, desta vez com a realização dos Campeonatos Nacionais de Juvenis (Sub-18), uma organização da Federação Portuguesa de Atletismo, com o apoio da Associação de Atletismo do Porto, a última importante competição nacional na presente época.

As provas de marcha serão realizadas na tarde do dia de hoje, pelas 18:50 horas, ambas na distância de 5.000 metros, as meninas nas pistas 1 a 4, e os rapazes nas pistas 5 a 8, com a implementação da habitual Zona de Penalização – 30 segundos de paragem caso algum atleta registe três faltas por parte de outros tantos juízes especialistas de marcha convocados para o evento.

Deverão participar nas provas de marcha 11 atletas femininos e 11 masculinos, provenientes de clubes de 10 distritos: Algarve e Porto com 4 atletas cada, Leiria, com 3, Guarda, Lisboa, São Miguel e Setúbal, com 2 cada, Aveiro, Braga e Castelo Branco, com um cada.

No setor feminino, Gabriela Santos (ACR Senhora do Desterro) é a detentora da melhor marca do ano, com o tempo de 25.20,2, seguida de Carolina Dias (N. Sp. Almada), com 25:31,09, e de Samanta Zueva (AC P. Varzim), com 25.54,87. No setor masculino, Guilherme Rodrigues (Sporting CP), com 23:53,76, é o leader do ano, seguido de Rodrigo Araújo (Am. Montanha), e de João Correia (Juv. Ilha Verde), com 25:59,43.

Os recordes nacionais da categoria estão na posse de Susana Feitor (CN Rio Maior), com 21:30,91, tempo obtido em Viena, a 1-07-1992, e de Joaquim Pentieiro (CIPA), com 21:16,82, marca estabelecida no Estádio Nacional em Lisboa, a 7-07-1991.

Fonte: FPA

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Lebogang Shange suspenso por 4 anos (dopagem)

Lebogang Shange. Foto: Roger Sedres/ImageSA/Gallo Images

No seguimento da suspensão preventiva determinada ao marchador sul-africano Lebogang Shange em dezembro de 2019 (ver peça do blogue O Marchador, aqui) devido a controlo anti-«doping» positivo esteróide anabolizante trembolona, o Tribunal Arbitral de Desporto (TAS) sediado em Lausanne, Suíça, informou hoje (23/7) da aplicação ao atleta de um castigo de quatro anos.

A inelegibilidade decretada pelo TAS e a iniciar na presente data considera o tempo decorrido com a suspensão preventiva (períodos de 19 de dezembro de 2019 a 7 de junho de 2021 e a partir de 30 de junho deste ano), sendo anulados todos os resultados obtidos pelo atleta a partir de 9 de novembro de 2019.

Enquanto decorria o processo e na expectativa de obtenção de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, foi permitido a Shange a participação em competições em junho passado, o que aconteceu em Pietermaritzburg (10.000 m pista, 18/6), na África do Sul, e em Banská Bystrica (10 km estrada, 26/6), na Eslováquia, ambos os eventos que venceu e registou 41:08.70 e 41:06 respetivamente.

Posicionado em lugar qualificável pelo Ranking para Tóquio (20 km, 57.º lugar), Shange fica assim excluído da equipa olímpica da África do Sul.

Campeonatos Absolutos da Galiza 2021, em Vigo (resultados)

Antía e Daniel Chamosa, campeões absolutos da Galiza em 2021.
Fotos: Fotocarlosgrafias. Montagem: O Marchador

Antía Chamosa Dacasa e o eu irmão Daniel, ambos da Sociedad Gimnástica de Pontevedra, sagraram-se campeões da Galiza nas provas de 5.000 metros marcha dos Campeonatos Absolutos de Atletismo realizados nas pistas de Balaidos, em Vigo, província de Pontevedra (18/7).

No último evento da temporada realizado numa manhã fresca, no setor feminino, Antía Chamosa, campeã de Espanha de sub-23 (Nerja) e recente medalhada de bronze nos europeus da categoria (Tallinn), obteve 22:20.89, o seu melhor registo e recorde sub-23 da Galiza. Numa prova com 10 participantes, completaram o pódio absoluto Mar Chillon, do At. Femenino Celta, com 24:45.76, e a sub-20 Alba Perez, do Club Atletismo Negreira, com 24:50.90.

No setor masculino, Daniel Chamosa conquistou o título absoluto da Galiza pela nona vez, registando 19:45.84, um novo recorde pessoal por cerca de 11 segundos e que dista apenas 4 segundos do recorde galego na posse de Santiago Pérez (19:41.2 em San Sebastián-1999). Na segunda posição classificou-se Juan Manuel Morales, veterano M40 do Marineda Atletico, com 20:51.04, recorde galego da categoria, e na terceira o sub-18 Ismael Diaz Sanchez, do Club Atletismo Sada, com 23:34.68.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, Daniel Chamosa Dacasa, 1997 (S.G. Pontevedra), 19:45.84
2.º, Juan Manuel Morales Del Castillo, 1979 (Marineda Atletico), 20:51.04
3.º, Ismael Diaz Sanchez, 2004 (Club Atletismo Sada), 23:34.68
4.º, Manuel Polo Gundin, 1973 (Club Atletismo Naron), 24:52.17
5.º, Brais Suarez Tesouro, 2005 (RunGalicia-interSport), 26:14.63 z.p.
6.º, Carlos Morales Velasco, 1986 (Ourense Atletismo), 27:45.66

5.000 m femininos
1.ª, Antia Chamosa Dacasa, 1999 (S.G. Pontevedra), 22:20.89
2.ª, Mar Chillon Camaño, 1996 (At. Femenino Celta), 24:45.76
3.ª, Alba Perez Nieto, 2002 (Club Atletismo Negreira), 24:50.90
4.ª, Salomé Segade Buide, 2005 (CA Millaraio), 25:30.20
5.ª, Iaione Del Rosario Dominguez Herrera, 1994 (Club Atletismo Sada), 28:43.81
6.ª, Carla Pazos Cortizas, 2006 (Club Atletismo Naron), 29:57.09
7.ª, Andrea Cainzos Garcia, 2006 (La Mochila del Deporte), 30:46.38
8.ª, Xoana Mendez Gonzalez, 2007 (Atletismo Cuntis), 30:52.08
9.ª, Saray Duque El Loubani, 2007 (Atletismo Cuntis), 31:19.83
10.ª, Carmen Fernandez Acuña, 2005 (C.S.C.R. Beade), 31:51.85

quinta-feira, 22 de julho de 2021

«Open de France» em Bondoufle (resultados)

As provas de marcha em Bondoufle vencidas por Martin Madeline-Degy e
Marion Manaresi. Fotos: Baptiste Daniel / Capture My Sport/FFA
Montagem: O Marchador

A edição inaugural do «Open de France», evento aberto a atletas de diferentes faixas etárias e não selecionados para os Jogos Olímpicos, teve lugar em Evry-Bondoufle, na região da Ilha de França (17-18/7).

Nas provas de marcha disputadas no domingo (18) sobre 10.000 metros na pista do Estádio Robert-Bobin, sagraram-se vencedores, nos masculinos, Martin Madeline-Degy, atleta a representar o Les Pointes de Saint Sulpice, com 42:38.80, e nos femininos, Marion Manaresi, do AC Romorantin, com 49:21.75, ambos com recordes pessoais.

Os restantes lugares dos pódios foram ocupados pelos atletas do CA Balma, Kyrian Vallee, com 43:53.85, e Remi Rodriguez, com 44:02.84, nos masculinos, e Marine Rottier, do Essonne A - S/l La Postillonne, com 50:58.56, e Anne-Catherine Queneherve, do Grand Angouleme Athletisme, com 53:02.95, nos femininos.

Classificações
10.000 m masculinos
1.º, Martin Madeline-Degy, 2001 (ECLA Albi - S/l Les Pointes de Saint Sulpice), 42:38.80
2.º, Kyrian Vallee, 1994 (CA Balma), 43:53.85
3.º, Remi Rodriguez, 1989 (CA Balma), 44:02.84
4.º, Aymeric Hue, 2001 (EC Orleans Cercle Jules Ferry), 44:34.34
5.º, Come Martin, 1995 (Annecy Haute Savoie A.), 44:36.78
6.º, Sebastien Delaunay, 1974 (CAPS - S/l Montreuil Bellay), 46:26.44
7.º, Ludovic Hadula, 1987 (GRAC - S/l Grac Renwez), 47:03.00
8.º, Vincent De Bontin, 1988 (SA Autun), 50:25.18
9.º, Nicolas Picard, 1980 (AS Tourlaville), 50:33.28
10.º, Arthur Bonnomet, 2000 (EFS Reims A.), 50:43.07
11.º, Thomas Gloaguen, 1996 (APC - S/l Aix Athle Provence), 50:51.44
12.º, Sebastien Bontemps, 1990 (Gien Athle Marathon), 50:55.28
13.º, Nadir Herida, 1982 (EFS Reims A.), 51:08.55
14.º, Raphael Bessonier, 2000 (AJ Blois-Onzain), 51:41.76
15.º, Steeve Cois, 1989 (ASC Le Havre), 53:34.42
16.º, David Durand-Pichard, 1972 (Athletisme Metz Metropole), 53:57.19
17.º, Vincent Bollinger, 1984 (Dynamic Aulnay Club), 55:46.48
18.º, Patrick Robin-Brosse, 1969 (CSBJ - S/l Ea Gillonnay-la Cot), 58:40.66
19.º, Pierre-Alexandr Fougeron, 2003 (US Berry Athletisme), 1:04:08.35
Desclassificado: Eric Jouen, 1974 (Littoral Fecampois Athletisme).

10.000 m femininos
1.ª, Marion Manaresi, 2000 (AC Romorantin), 49:21.75
2.ª, Marine Rottier, 2000 (Essonne A - S/l La Postillonne), 50:58.56
3.ª, Anne-Catherine Queneherve, 1966 (Grand Angouleme Athletisme), 53:02.95
4.ª, Adele Duclos, 2000 (Athle 91 - S/l Viry Chatillon), 53:22.39
5.ª, Celia Vidalinc, 1996 (Clermontaa - S/l Stade Clermon), 55:01.63
6.ª, Sonia Demon, 1972 (EFS Reims A.), 55:18.61
7.ª, Violaine Bray, 1971 (CJF Saint-malo), 56:27.59
8.ª, Laurence Sina, 1969 (ESL- S/l Pierre Benite Athlet), 56:43.25
9.ª, Celia Jumeau, 2000 (OCCBA - S/l Bonneval A.), 57:34.71
10.ª, Amelie Rouge, 2001 (RCN - S/l Rcn Sainte Luce), 58:23.65
11.ª, Mathilde Adler, 2001 (Lille Ma - S/l Asptt Lille Met), 59:52.31
12.ª, Elodie Varoquier, 1983 (CS Bourgoin-Jallieu), 1:00:07.73
13.ª, Axelle Picard, 1999 (NAM - S/l St Max Essey Club At), 1:00:39.92
14.ª, Emma Klipfel, 2001 (NAM - S/l St Max Essey Club At), 1:00:41.71
15.ª, Mathilde Maxence, 1999 (APC- S/l Athletic Club Salona), 1:04:18.57
16.ª, Diane Duquesne, 1995 (Saint-Brieuc Athletisme), 1:04:28.87
Desclassificadas: Caroline Guillard, 1971 (Saran Loiret Athletic Club), Celia Andreani, 1999 (CSM La Seyne), Sophie Dore, 1977 (UAI Nogent-sur-Marne) e Annelies Sarrazin (Bélgica), 1981 (ESA 59 - S/l US Maubeuge Athle).

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Igor Glavan excluído da equipa olímpica da Ucrânia para Tóquio

Igor Glavan. Foto: Sergiy Kumer/Fed. Atletismo da Ucrânia

A Federação de Atletismo da Ucrânia anunciou ontem no seu «site» que o marchador Igor Glavan, já qualificado para os 50 km de Tóquio, foi excluído da equipa olímpica por força da revisão do seu processo de doping e consequente extensão de mais um ano de suspensão.

Glavan, que cumpriu uma pena de 2 anos por doping de 25/7/2017 a 24/7/19 (ver peça do blogue O Marchador, aqui), regressado à competição conseguiu os títulos nacionais de 50 km em outubro de 2019 e 2020, ambos em Ivano-Frankivsk, com 3:52:13 e 3:47:31 respetivamente. Contudo, e pelo que se depreende, todos os resultados obtidos pelo atleta no ano adicional de suspensão consideram-se anulados.

Já este ano, Glavan representou o seu país no Campeonato da Europa de Seleções de Marcha em Podebrady (16/5), onde foi 17.º classificado (3:58:12).

Valeriy Litaniuk, com um recorde pessoal de 3:51:27 (50 km, Alytus-2019), marca de qualificação pelo «Ranking», foi a escolha da federação ucraniana para ocupar o lugar em aberto para a referida prova nos Jogos Olímpicos de Tóquio, juntando-se assim a Maryan Zakalnytskyy (3:46:28, Antalya-2021) e Ivan Banzeruk (3:48:40, Alytus-2019).

terça-feira, 20 de julho de 2021

Anežka Drahotová ilibada de acusação de dopagem

Anežka Drahotová. Foto: IG da própria

Em abril passado, a marchadora checa Anežka Drahotová foi notificada, pelo Comité Antidopagem do seu país, de análise positiva de dopagem com base em amostra recolhida em 31 de julho de 2018 (ver peça do blogue «O Marchador» aqui).

O processo entretanto enviado ao Comité de Disciplina da Federação Checa de Atletismo, teve agora desta entidade uma decisão final no dia de ontem (19/7), comunicando a inocência de Drahotová.

O referido comunicado refere que a defesa da atleta provou que esta não ingeriu qualquer substância proibida, mas que a situação detectada resultou de uma mudança de hábitos alimentares e de alteração do seu estado de saúde.

Para Drahotová este desfecho, que constituiu um «grande alívio», colocou-a como qualificada para os 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Tóquio por via do «Ranking», condição que a atleta já renunciou pelo facto destes últimos três meses terem sido muito difíceis mentalmente e de não ter competido, apesar de ter treinado.

Roger Quemener (1941-2021)

Roger Quemener. Fotos: R. Martin/L'Équipe, Cybermarcheur/Perrier
e DNA/Roger Waydelich. Montagem: O Marchador

Roger Quemener, legenda da marcha atlética francesa, faleceu no domingo (18) aos 80 anos de idade, não sobrevivendo a um triplo cancro (peritónio, fígado e estômago).

Quemener foi figura de grande destaque na lendária prova de marcha de longa distância (cerca de 500 km), o Strasbourg-Paris, primeiro, que venceu em 1979 batendo, então, o recorde da prova, com triunfos em 1983, 1985, 1986, 1987, 1988 e 1989, sendo ainda, nos dias de hoje, o atleta mais bem-sucedido neste género de provas, em que perfazia, em média, cerca de 64 horas.

Nascido na Bretanha, apenas se iniciou na especialidade aos 25 anos de idade, integrando a AS Police, e rapidamente integrou a seleção nacional francesa, que representou por quatro vezes na prova dos 50 km, entre 1970 e 1973.

Entre 1971 e 1981 participou em 8 campeonatos de França de 100 km marcha em estrada, tendo obtido os títulos nacionais nos anos de 1971, 1972 e 1975. Nesta distância, mas em pista, detém a melhor marca mundial conseguida em Saint Maur, em 1976, com 9 horas 23 minutos e 56 segundos.

O triplo campeão europeu de 50 km marcha, Yohann Diniz, que recentemente regressou a França, após um estágio de preparação realizado no nosso país, com vista aos Jogos Olímpicos, expressou-se na sua página de Facebook, referindo que Quemener foi o seu ídolo da sua juventude. Ia assistir à sua passagem pelas estradas de Marne durante o Paris-Colmar, constituindo para Diniz um grande tónico para enfrentar as longas distâncias em provas de marcha.

A edição deste ano do Paris-Alsácia, sucessora do Paris-Colmar, que será dividida em cinco etapas de cerca de 100 quilómetros cada, a realizar de 25 a 28 de agosto deste ano, com partida em Aisne, em Château-Thierry, homenageará o heptacampeão, Roger Quemener.

Colaboração: Emmanuel Tardi