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segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Equador conquista inédita medalha de ouro na estafeta de maratona de marcha atlética dos Pan-americanos (Santiago 2023)

Daniel Pintado e Glenda Morejón da equipa vencedora, o Equador, e o pódio
com os elementos do Peru e Brasil. Fotos: Agencia EFE/CRISFE
Montagem: O Marchador

No passado sábado (4 de novembro) teve lugar, pela primeira vez em grandes eventos internacionais, a primeira prova de estafetas em marcha atlética, na distância da maratona (1 mulher e 1 homem a percorrerem os 42,195 km em duas etapas cada um, alternadamente), realizada em Santiago, na Explanada Campo de Marte do Parque O'Higgins, na capital chilena, e integrada nos Jogos Pan-americanos que ontem tiveram o seu epílogo.

Equador, Peru e Brasil estrearam-se no pódio da competição dos Pan-americanos e que substituiu, primeiro, os 50 km, e depois, os 35 km, e que vai entrar no programa dos Jogos Olímpicos, em Paris, no próximo ano, esperando-se que a prova seja, de facto, um sucesso, isto, para o bem da especialidade, e os primeiros indícios parecem apontar nesse sentido.

A dupla equatoriana, formada por Glenda Morejón e Brian Daniel Pintado, ganhou a medalha de ouro com o tempo de 2:56:49, que passa a constituir a melhor marca mundial, suplantando claramente o que a dupla dos EUA (Christie e Coffey) haviam realizado a 1 de outubro (3:18:40). O Peru, com Kimberly García e César Rodríguez (3:01:14), alcançou a medalha de prata, e o Brasil, com Caio Bonfim e Viviana Santana Lyra (3:02:14), a de bronze.

Ainda para o registo desta história prova de marcha, ficam, aqui, as referências dos outros participantes: o México, com Alejandra Ortega e José Luis Doctor (3:15:12), a Colômbia, com Lorena Arenas e José Leonardo Montaña (3:16:21), os EUA, com Nicholas Christie e Miranda Melville (3:16:52), a equipa de Atletas Independentes, com os guatemaltecos Mirna Ortiz e José Barrondo (3:23:30) e a Costa Rica, com Juan Manuel Calderón e Noelia Vargas (3:34:58).

Kimberly García, a tripla medalhada em Campeonatos Mundiais de Atletismo, que vai apostar nas duas provas, em Paris 2024, haveria de expressar as suas emoções ao referir-se que “…competir, descansar e competir de novo… dá-nos sensações diferentes e é duro, numa prova que não está dependente do que um só atleta faça, mas temos que nos adaptar às mudanças …”. Já, Glenda Morejón, que sonha com medalhas em Paris e que se se preparou ativamente nos últimos meses para este género de prova, achou que a pausa terá sido um pouco longa, mas, ainda assim, conseguiu manter o ritmo nas duas etapas. Caio Bonfim realçou o facto da seleção brasileira não ter registado qualquer nota de desclassificação (cartão vermelho) e enalteceu o trabalho dos biomecânicos e dos massoterapeutas do Comité Olímpico do Brasil (COB), decisivos na recuperação física dos atletas brasileiros nesta prova de estafetas.

As medalhas foram entregues pelo equatoriano Jefferson Pérez, campeão olímpico em Atlanta 1996, prata nos Jogos de Pequim 2008, e campeão mundial em 2003 (Paris), 2005 (Helsínquia) e 2007 (Osaca).

É de notar que 22 das 25 seleções nacionais que vão estar nos próximos Jogos Olímpicos, com a prova a realizar-se a 7 de agosto de 2024, 6 dias depois das provas individuais de 20 km, serão apuradas no Campeonato Mundial de Nações em Marcha Atlética, que terá lugar na cidade turca de Antalya, a 21 de abril de 2024.

Classificação

1.º, ECU - Equador, 2:56:49
Bryan Daniel Pintado (1995) & Glenda Estefânia Morejon (2000)

2.º, PER - Peru, 3:01:14
Cesar Augusto Rodriguez (1997) & Gabriela Kimberly Garcia (1993)

3.º, BRA - Brasil, 3:02:14
Caio Bonfim (1991) & Viviane Santana (1993)

4.º, MEX - México, 3:15:12
José Luis Doctor (1996) & Alejandra Ortega (1994)

5.º, COL - Colômbia, 3:16:21
Jose Leonardo Montaña (1992) & Sandra Lorena Arenas (1993)

6.º, USA - E.U. América, 3:16:52
Nicholas Steven Christie (1991) & Miranda Melville (1989)

7.º, EAI - Atletas independentes, 3:23:30
José Alejandro Barrondo (1996) & Mirna Sucely Ortiz (1987)

8.º, CRC - Costa Rica, 3:34:58
Juan Manuel Calderon (1999) & Noelia Vargas (2000)

O detalhe dos resultados com parciais está disponível aqui. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Jogos Pan-americanos - lista de saída da Estafeta Mista de Marcha (Santiago do Chile 2023)

Imagens: LOC 2023 Pan American Games. Montagem: O Marchador

É com grande expectativa que se aguarda pelo dia de amanhã (4/11) em Santiago, no Chile, com a realização da Estafeta Mista de Marcha na distância da Maratona (42,195 km), uma prova que integra o programa dos Jogos Pan-americanos que decorrem até ao próximo dia 20 do corrente mês e que constitui uma referência importante com vista aos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

A prova disputa-se no mesmo circuito de 1 km (o correcto, espera-se), instalado na Explanada Campo de Marte, com a partida marcada para as 10h30 (hora local), estando inscritas 8 equipas que representam 7 países (Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Estados Unidos da América) e atletas independentes (Guatemala).

Recorde-se que cada equipa será composta por um elemento masculino e um feminino, sendo que cada atleta tem de cumprir pelo menos 20 km no conjunto dos dois percursos (por exemplo: 11,450 km, 10 km, 10 km, 10,745 km). A ordem é masculino, feminino, masculino, feminino.

As equipas, bem como os respetivos atletas (dorsal, nome, ano nasc.) que as constituem, são as seguintes:

BRA - Brasil
78: Caio Bonfim (1991);
138: Viviane Santana (1993).

COL - Colômbia
241: José Leonardo Montaña (1992);
228: Sandra Lorena Arenas (1993).

CRC - Costa Rica
253: Juan Manuel Calderon (1999);
257: Noelia Vargas (2000).

EAI - Atletas independentes
338: José Alejandro Barrondo (1996);
342: Mirna Sucely Ortiz (1987).

ECU - Equador
358: Bryan Daniel Pintado (1995);
355: Glenda Estefânia Morejon (2000).

MEX - México
443: José Luis Doctor (1996);
457: Alejandra Ortega (1994).

PER - Peru
493: Cesar Augusto Rodriguez (1997);
485: Gabriela Kimberly Garcia (1993).

USA - E.U. América
561: Nicholas Steven Christie (1991);
608: Miranda Melville (1989).

terça-feira, 31 de outubro de 2023

David Hurtado conquista ouro nos 20 km marcha dos Jogos Pan-americanos em Santiago, Chile

Fase inicial da prova masculina de 20 km, o vencedor, David Hurtado, e o pódio.
Fotos: Atletismo Sudamericano, AP/Moises Castillo e IG David Hurtado.
Montagem: O Marchador

O equatoriano David Hurtado sagrou-se ontem (22/10) vencedor dos 20 km marcha do programa do atletismo nos Jogos Pan-americanos que decorrem em Santiago, no Chile, sendo cronometrado em 1:19:20, marca que constitui um novo recorde do evento (antes, 1:20:17 do mexicano Bernardo Segura, em Winnipeg-1999).

Numa prova cujo início contou com algum atraso face ao problema na delimitação do circuito (distância curta) ocorrido antes na competição feminina, Hurtado, com passagens aos 5 km em 19:48, aos 10 km em 39:40, e aos 15 km em 59:28 (curiosamente igual registo de 39:40 na segunda metade), impôs-se nos derradeiros quilómetros logrando uma diferença de 4 segundos sobre o segundo classificado, o brasileiro Caio Bonfim (1:19:20), que repete a posição alcançada em Lima 2019.

A fechar o pódio entrou o mexicano Andrés Olivas, com 1:19:56, a escassos 2 segundos do recorde pessoal.

A prova registou um elevado nível de resultados, com mais 4 atletas a obterem marcas na casa da 1 hora e 20 minutos, o guatemalteco José Barrondo (1:20:15), o brasileiro Matheus de Liz Corrêa (1:20:19, recorde pessoal), o mexicano José Luis Doctor (1:20:33) e o peruano César Rodríguez (1:20:49).

De notar que o campeão em título (Lima-2019), Bryan Pintado, do Equador, viria a abandonar depois de percorridos 13 km de prova.

Classificação
20 km masculinos
1.º, Alexander David Hurtado Espinoza, 1999 (ECU - Equador), 1:19:20
2.º, Caio Oliveira de Sena Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1:19:24
3.º, Andres Eduardo Olivas Nuñez, 1998 (MEX - México), 1:19:56
4.º, José Alejandro Barrondo Xuc, 1996 (EAI - Atletas Independentes), 1:20:15
5.º, Matheus Gabriel de Liz Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:20:19
6.º, Jose Luis Doctor Morales, 1996 (MEX - México), 1:20:33
7.º, Cesar Augusto Rodriguez Diburga, 1997 (PER - Peru), 1:20:49
8.º, Luis Henry Campos Cruz, 1995 (PER - Peru), 1:22:03
9.º, Evan Forsyth Dunfee, 1990 (CAN - Canadá), 1:22:14
10.º, Jose Leonardo Montaña Arevalo, 1992 (COL - Colômbia), 1:26:12 z.p.
11.º, Jose Eduardo Ortiz Flores, 2000 (EAI - Atletas Independentes), 1:28:16
12.º, Juan Manuel Cano Ceres, 1987 (ARG - Argentina), 1:28:28
13.º, Nicholas Steven Christie, 1991 (USA - E.U. América), 1:30:00
14.º, Emmanuel Campos Corvera, 1993 (USA - E.U. América), 1:36:21
Desistentes: Bryan Daniel Pintado Alvarez, 1995 (ECU - Equador) e Yassir Ameth Cabrera López, 1988 (PAN - Panamá).

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Kimberly García vence os (muito incompletos) 20 km marcha dos Jogos Pan-americanos no Chile

A partida da prova de marcha feminina, a vencedora, Kimberly García, e o pódio.
Fotos: Dylan Martinez/Reuters, AFP e Miriam Jeske/COB.
Montagm: O Marchador

A peruana Kimberly García, confirmando a posição de favorita, conquistou no dia de ontem, em Santiago, no Chile, numa manhã fria e chuvosa, a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos, o que acontece pela primeira vez para a bicampeã mundial (2022) e medalha de prata (2023), a sua segunda medalha no evento depois da de prata alcançada nos Jogos de 2019.

Depois da peruana, que realizou o inusitado tempo final de 1:12:26 para aquela que seria a suposta distância oficial, dominando a competição de princípio a fim, classificou-se na segunda posição a recordista pan-americana dos 20 km marcha, a equatoriana Glenda Morejón, que realizou a marca de 1:12:43, com a medalha de bronze a ser obtida por outra equatoriana, Evelyn Inga., com 1:14:16.

Mas a competição ficou marcada, infelizmente, pelo grave erro na medição do circuito, verificando-se que cada volta tinha menos 130 metros o que no final correspondeu a menos 2.600 metros, o que é muitíssimo. O presidente da Federação de Atletismo do Chile, Juan Luis Carter, muito lamentou que os Jogos tivessem sido manchados por esta falha inacreditável. “As voltas foram bem contadas. O problema é que não foi cumprido o protocolo uma vez que os cones foram colocados no lugar determinado, erradamente, como se viu. E deveria ter sido medido de novo, uma hora antes da competição”, apontando para o medidor, Marcelo Iturralde, nomeado pela Associação Pan-americana de Atletismo (APA), como o responsável pela situação.

Kimberly haveria mesmo de comentar à imprensa que se apercebeu, desde o primeiro quilómetro, que o tempo não corresponderia, de forma alguma, à distância e lamentando que com o erro cometido tivesse, ela própria, perdido a oportunidade de bater o recorde pan-americano (perfeitamente ao seu alcance) e também o prejuízo que significou para as suas companheiras de estrada o facto de não terem podido obter os desejados mínimos para os Jogos Olímpicos, num dia em que a temperatura era a ideal para o efeito.

Agora, terão de ser as atletas prejudicadas a encontrarem outras provas para realizarem os seus sonhos olímpicos.

Classificação
20 km femininos / aprox. 17 km! Marcas anuladas
1.ª, Gabriela Kimberly Garcia Leon, 1993 (PER - Peru), aprox. 17 km, 1:12:26
2.ª, Glenda Estefania Morejon Quiñonez, 2000 (ECU - Equador), aprox. 17 km, 1:12:43
3.ª, Evelyn Carla Inga Huaynalaya, 1998 (PER - Peru), aprox. 17 km, 1:14:16
4.ª, Viviane Santana Lyra, 1993 (BRA - Brasil), aprox. 17 km, 1:15:33
5.ª, Alejandra Ortega Solis, 1994 (MEX - México), aprox. 17 km, 1:16:56
6.ª, Magaly Beatriz Bonilla Solis, 1992 (ECU - Equador), aprox. 17 km, 1:18:54
7.ª, Paula Melina Torres Sarango, 2000 (ECU - Equador), aprox. 17 km, 1:19:03
8.ª, Mayra Karen Quispe Mancilla, 2000 (BOL - Bolívia), aprox. 17 km, 1:19:48
9.ª, Gabriela de Sousa Muniz, 2002 (BRA - Brasil), aprox. 17 km, 1:21:05
10.ª, Natalia Beatriz Alfonzo Castillo, 1994 (VEN - Venezuela), aprox. 17 km, 1:22:03
11.ª, Noelia Vargas Mena, 2000 (CRC - Costa Rica), aprox. 17 km, 1:22:50
12.ª, Mirna Sucely Ortiz Flores, 1987 (EAI - Atletas Independentes), aprox. 17 km, 1:22:57
13.ª, Maria Michta-Coffey, 1986 (USA - E.U. América), aprox. 17 km, 1:25:05
14.ª, Stephanie Casey, 1983 (USA - E.U. América), aprox. 17 km, 1:28:00
Desistente: Alegna Ariday Gonzalez Muñoz, 1999 (MEX - México).

Eis o comunicado (em inglês) da organização local sobre o sucedido quanto à medição do circuito:




sábado, 28 de outubro de 2023

Jogos Pan-americanos - participantes nos 20 km marcha (Santiago do Chile 2023)

Imagens: LOC 2023 Pan American Games. Montagem: O Marchador

Como anunciado no blogue O Marchador [aqui] quando do início dos Jogos Pan-americanos em Santiago, no Chile, que decorrem até 20 de novembro, o atletismo, que teve a maratona disputada no passado domingo (22/10), arranca em força amanhã com as provas de marcha sobre 20 km, a feminina com partida à 10h00 e a masculina às 12:30 (horas locais).

De acordo com informação divulgada pelo comité organizador, serão 31 os marchadores participantes (16 masculinos e 15 femininos), em representação de 12 países, nomeadamente da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, E.U. América, Equador, México, Panamá, Peru e Venezuela, e ainda uma equipa de atletas independentes da Guatemala (EAI).

De entre os marchadores presentes, destaque-se os medalhados e finalistas nos recentes campeonatos mundiais de Budapeste, na Hungria, nos masculinos, o brasileiro Caio Bonfim (3.º 20 km), o canadiano Evan Dunfee (4.º nos 20 km e 35 km), o equatoriano Brian Daniel Pintado (2.º nos 35 km e 7.º nos 20 km), e nos femininos, as peruanas Kimberly García (2.ª nos 35 km e 4.ª nos 20 km) e Evelyn Inga (6.ª nos 35 km), a mexicana Alegna González (5.ª nos 20 km), a equatoriana Glenda Morejón (6.ª nos 20 km) e a brasileira Viviane Lyra (4.ª nos 35 km e 8.ª nos 20 km).

Nos masculinos, Caio Bonfim é o detentor do melhor recorde pessoal nos 20 km, com 1:17:47, também a melhor marca da época e obtida nos mundiais de Budapeste-2023.

Nos femininos, Glenda Morejón detém o recorde pessoal mais expressivo, com 1:25:29 em 2019, enquanto o melhor registo da presente época pertence a Kimberly García, com 1:26:40, ambas as marcas conseguidas quando das vitórias no Grande Prémio Internacional da Corunha.

Os campeões em título nos 20 km (Lima-2019) são o equatoriano Bryan Pintado e a colombiana Sandra Arenas.

Eis os participantes:

20 km masculinos
Nome/ano nasc./país/PB/SB
Juan Manuel Cano Ceres, 1987 (ARG - Argentina), 1:22:10 / 1:24:01.1 (p)
Matheus Gabriel de Liz Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:20:49.13 (p) / 1:22:40
Caio Oliveira de Sena Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1:17:47 / 1:17:47
Evan Forsyth Dunfee, 1990 (CAN - Canadá), 1:18:03 / 1:18:03
Jose Leonardo Montaña Arevalo, 1992 (COL - Colômbia), 1:20:18 / -
José Alejandro Barrondo Xuc, 1996 (EAI - Atletas Independentes), 1:19:42 / 1:19:42
Jose Eduardo Ortiz Flores, 2000 (EAI - Atletas Independentes), 1:20:43 / 1:26:27
Alexander David Hurtado Espinoza, 1999 (ECU - Equador), 1:18:45 / 1:18:45
Bryan Daniel Pintado Alvarez, 1995 (ECU - Equador), 1:18:26 / 1:18:26
Jose Luis Doctor Morales, 1996 (MEX - México), 1:19:41 / 1:19:41
Andres Eduardo Olivas Nuñez, 1998 (MEX - México), 1:19:54 / 1:19:55
Yassir Ameth Cabrera López, 1988 (PAN - Panamá), 1:23:43 / 1:24:10
Luis Henry Campos Cruz, 1995 (PER - Peru), 1:20:56 / 1:20:56
Cesar Augusto Rodriguez Diburga, 1997 (PER - Peru), 1:19:52 / 1:19:52
Nicholas Steven Christie, 1991 (USA - E.U. América), 1:22:44 / 1:25:30.31 (p)
Emmanuel Campos Corvera, 1993 (USA - E.U. América), 1:26:38 / 1:31:31.53 (p)

20 km femininos
Nome/ano nasc./país/PB/SB
Mayra Karen Quispe Mancilla, 2000 (BOL - Bolívia), 1:35:29.6 (p) / 1:35:29.6 (p)
Gabriela de Sousa Muniz, 2002 (BRA - Brasil), 1:33:21 / 1:33:21
Viviane Santana Lyra, 1993 (BRA - Brasil), 1:28:36 / 1:28:36
Noelia Vargas Mena, 2000 (CRC - Costa Rica), 1:30:44 / 1:37:13.93 (p)
Mirna Sucely Ortiz Flores, 1987 (EAI - Atletas Independentes), 1:28:32 / -
Magaly Beatriz Bonilla Solis, 1992 (ECU - Equador), 1:31:34 / 1:33:48
Glenda Estefania Morejon Quiñonez, 2000 (ECU - Equador), 1:25:29 / 1:27:40
Paula Melina Torres Sarango, 2000 (ECU - Equador), 1:30:34 / 1:30:34
Alegna Ariday Gonzalez Muñoz, 1999 (MEX - México), 1:26:59 / 1:26:59
Alejandra Ortega Solis, 1994 (MEX - México), 1:29:35 / 1:35:43
Gabriela Kimberly Garcia Leon, 1993 (PER - Peru), 1:26:40 / 1:26:40
Evelyn Carla Inga Huaynalaya, 1998 (PER - Peru), 1:27:32 / 1:27:32
Stephanie Casey, 1983 (USA - E.U. América), 1:37:11 / 1:40:48.72 (p)
Maria Michta-Coffey, 1986 (USA - E.U. América), 1:30:49 / 1:38:23.23 (p)
Natalia Beatriz Alfonzo Castillo, 1994 (VEN - Venezuela), 1:36:28 / 1:36:28

Nota: recordes pessoais e melhores marcas da época apuradas por O Marchador na estatística da World Athletics.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Pan-americanos de Santiago do Chile 2023 arrancam amanhã

Imagens: LOC 2023 Pan American Games. Montagem: O Marchador

É já no dia de amanhã, sexta-feira (20/10) que terá início a 19ª edição dos Jogos Pan-americanos, na cidade de Santiago, no Chile, país que recebe o evento pela primeira vez, e que englobará 51 modalidades, 21 das quais atribuem vagas diretas para os Jogos Olímpicos de Paris 2024 e outras 12 de forma indireta com atribuição de pontos para o ranking ou obtenção de mínimos.

Serão 7.000 atletas, em representação de 41 países, os atletas que tomarão parte no megaevento, que se estreará nas modalidades de breaking, escalada e skate e vai prolongar-se até 20 de novembro. O atletismo inicia-se com a maratona masculina e feminina, no dia 22 deste mês, e as provas de marcha atlética nos dias 29 do corrente mês, às 7:00 horas locais os 20 km femininos e às 9:30 horas os 20 km masculinos, e 4 de novembro, aqui, com a grande novidade da inclusão da prova mista de marcha, nos mesmos moldes da que vai ter lugar nos Jogos de Paris 2024, que terá o tiro de partida às 6:30 horas da manhã. O circuito das provas terá um perímetro de 1.000 metros.

Um dos grandes destaques na delegação brasileira para os Jogos, na modalidade do atletismo, é o marchador brasileiro Caio Bonfim, que integra uma delegação de 75 atletas, o único a conquistar uma medalha para o Brasil nos últimos Campeonatos Mundiais de Atletismo – medalha de bronze nos 20 km marcha, a sua segunda no evento, e que já alcançou a medalha de bronze nos Jogos Pan-americanos de Toronto 2015 e a de prata nos Jogos de Lima 2019.

Igualmente, não poderemos deixar de referenciar outras duas grandes figuras da especialidade que marcarão presença nos Jogos, tais como o equatoriano Daniel Pintado, que conquistou a medalha de prata nos 20 km dos Mundiais de Budapeste, tendo antes vencido no GP de Rio Maior, e a peruana Kimberly García, dupla campeã mundial em 2022 e medalha de prata em Budapeste, nos 35 km.

A equipa de Juízes Internacionais de Marcha nomeados para os Pan-americanos é formada por Guillermo Vallejos (Argentina), o Juiz-chefe, Daniel Michaud (Canadá), Rubén Aguillera (Argentina), Bernardete Conte (Brasil), Ricardo Servin (México) e Solomiya Login (EUA). Os Delegados Técnicos são a brasileira Cláudia Schneck, o porto-riquenho Cándido Vélez e o colombiano Julio Roberto. A função de Vídeo Referee será assumida pelo brasileiro Nilton Ferst.

A edição de 2027 dos Jogos Pan-americanos terá lugar em Barranquilla (Colômbia), sabendo-se que a Prefeitura da cidade de São Paulo lançou a candidatura para acolher o evento no ano de 2031, o que seria a segunda vez que o organizaria, já que foi palco da edição dos Jogos de 1963.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Os juízes de marcha nos primeiros Jogos Pan-americanos Júnior (Sub-23) Cali 2021

Os juízes internacionais de marcha em Cali 2021. Foto: Carlos Barrios
Montagem: O Marchador

Nestes primeiros Jogos Pan-americanos Júnior (Sub-23), que ficam para a história do atletismo do continente americano e que decorreram na cidade de Cali, na Colômbia, destacamos, neste dia, a intervenção dos juízes internacionais de marcha nomeados para o evento.

Dos 25 atletas em competição (masculinos e femininos), 7 deles não registaram qualquer nota de desclassificação (ND) ou o chamado “cartão vermelho”, e se a estes juntarmos os 8 que apenas receberam uma ND, teremos uma percentagem de 60%. 3 atletas receberam 3 ND, correspondendo a uma penalização de tempo de 2 minutos, e 3 foram desclassificados com 4 ou 5 notas de desclassificação, neste caso, o equivalente a 12% do total. Se verificarmos a tipologia das 37 notas de desclassificação dadas pelos juízes, as de flexão (27) equivaleram 73% do total, restando 10 para as de suspensão.

Na foto que vemos, gentilmente cedida por Carlos Barrios, traçamos, em breves palavras, o perfil dos juízes que atuaram em Cali, a saber:

Carlos Barrios (Guatemala) é um dos juízes internacionais mais experientes no continente americano. Além de atuar nas provas de marcha (painel da NACAC), exerce frequentemente funções na qualidade de Oficial Técnico Internacional de Área, ou Árbitro Internacional como, futuramente, será designado. Note-se que Barrios atuou nos recentes Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Ricardo Servín Morales (México) é um dos mais antigos juízes do painel de especialistas da NACAC, habitualmente preletor em ações de formação e certificação para candidatos a juízes de atletismo no seu país.

Cándido Vélez (Porto Rico), com uma longa história de atividade no âmbito do painel da World Athletics, atualmente no da NACAC, tem exercido com muita frequência a função de Delegado Técnico em eventos internacionais, mas, aqui, recordamos a sua nomeação para juiz de marcha, entre várias outras, nos Campeonatos Mundiais de Helsínquia, em 2005 (juiz-chefe) e de Moscovo, em 2013, e nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Guillermo Pera Vallejos (Argentina) é um dos 23 membros do painel de juízes especialistas da World Athletics, o único da América do Sul. Foi o juiz-chefe das competições de marcha de Cali. Este ano, atuou nos Mundiais Sub-20, em Nairobi, no Quénia, voltando a Cali, já no próximo ano, para os Mundiais de Sub-20.

Raomir Hernandez (Venezuela), o único do país no painel sul-americano da especialidade, tendo obtido a certificação em 2010 e já atuou em diversos certames internacionais e, num dos que agora recordamos, em Barranquilla 2018, nos Jogos Desportivos Centro-americanos e do Caribe, foi o juiz-chefe.

Cesar Arenas (Colômbia), que é um dos dois do seu país no painel sul-americano (o outro é Efrain Castro) e aí tem permanecido desde há 11 anos, sendo presença assídua em eventos realizados na América do Sul.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vitória de Glenda Morejón nos 20.000 m marcha dos Jogos Pan-americanos (sub-23) em CaliValle 2021

As participantes na marcha feminina, a vencedora Glenda Morejón (dorsal 350) e as
atletas que completaram o pódio, Mary Luz Andia (447) e Laura Chalarca (256).
Fotos: Comité Olímpico Ecuatoriano e imagem de vídeo de Jocelin Flores
Montagem: O Marchador

A equatoriana Glenda Morejón confirmou o favoritismo e venceu de forma destacada os 20.000 metros marcha em pista realizados hoje de manhã em Cali, na Colômbia, prova do programa da I edição dos Jogos Pan-americanos Junior (sub-23).

Morejón, agora treinada por Julio Chuqui, viria a dominar a prova depois de cumpridos 10.000 metros, sendo cronometrada em 1:33:54.16. Cumprido o objetivo a que se propôs com esta prova, a conquista da medalha de ouro, a atleta deu por concluída a temporada, antevendo como próximas competições importantes, em 2022, o sul-americano de marcha em Lima, em fevereiro, e o mundial de seleções de marcha em Muscat, em março.

A medalha de prata foi para a peruana Mary Luz Andia, com 1:35:26.52, e a de bronze para a colombiana Laura Cristina Chalarca, com 1:35:54.97.

A prova foi participada por 12 atletas, de 9 países, com 2 atletas desclassificadas por acumulação de faltas, entre elas a campeã do mundo sub-20 este ano no Quénia, Sofía Ramos.

Classificação
20.000 m femininos
1.ª, Glenda Estefania Morejon Quiñonez, 2000 (ECU - Equador), 1:33:54.16
2.ª, Mary Luz Andia Arotaipe, 2000 (PER - Peru), 1:35:26.52
3.ª, Laura Cristina Chalarca Mojica, 2000 (COL - Colômbia), 1:35:54.97
4.ª, Maidy Emileny Monge Perez, 2000 (GUA - Guatemala), 1:37:28.91
5.ª, Rachelle Marie De Orbeta Perez, 2000 (PUR - Porto Rico), 1:38:24.92
6.ª, Mayra Karen Quispe Mancilla, 2000 (BOL - Bolívia), 1:41:46.35
7.ª, Gabriela de Sousa Muniz, 2002 (BRA - Brasil), 1:42:37.55
8.ª, Maria Fernanda Peinado Perez, 2000 (GUA - Guatemala), 1:43:31.37
9.ª, Brigitte Sheyla Coaquira Albarracin, 1999 (PER - Peru), 1:43:34.65
10.ª, Noelia Vargas Mena, 2000 (CRC - Costa Rica), 1:47:44.71
Desclassificadas: Paula Milena Torres Sarango, 2000 (ECU - Equador) e Sofia Elizabeth Ramos Rodriguez, 2002 (MEX - México).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Pan-americanos Junior Cali Valli/2021: atletas (sub-23) inscritos nos 20.000 m marcha femininos

Imagens: LOC CaliValle 2021. Montagem: O Marchador

Depois da prova de marcha masculina ontem realizada, amanhã, sexta-feira (3/12), será a vez da feminina, também sobre 20.000 metros, dos Jogos Pan-americanos Junior (Sub-23) que se disputam em Cali, na Colômbia, com o tiro de partida a ser dado pelas 7 horas da manhã (hora local).

De entre as 12 concorrentes inscritas, representando 9 países, o favoritismo vai para a olímpica equatoriana Glenda Morejón que se apresenta com a melhor marca pessoal de 1:25:29 e conseguida na Corunha/2019. Outras olímpicas em Sapporo apresentam as melhores marcas seguintes, nomeadamente a peruana Mary Luz Andia, com 1:30:50, e a costa-riquenha Noelia Vargas, com 1:30:44, ambos os registos obtidos também na Corunha, em 2019 e 2021 respetivamente.

Uma referência ainda para a participação da mexicana e campeão mundial sub-20 este ano no Quénia, Sofia Ramos, com 1:32:47 (Dudince/2021).

A equipa de juízes internacionais de marcha em Cali é formada por Cándido Vélez (Porto Rico), o juiz-chefe, Guillermo Pera Vallejos (Argentina), Cesar Arenas (Colômbia), Raomir Hernandez (Venezuela), Carlos Barrios (Guatemala) e Ricardo Servin (México).

A lista de atletas inscritos é a seguinte:
Nome, ano nasc., país, recordes pessoais em pista e estrada *)
- Brigitte Sheyla Coaquira Albarracin, 1999 (PER - Peru), 1:42:09.02/ -
- Gabriela De Sousa Muniz, 2002 (BRA - Brasil), 1:35:02.56/1:38:45
- Glenda Estefania Morejon Quiñonez, 2000 (ECU - Equador), 1:32:01.67/1:25:29
- Laura Cristina Chalarca Mojica, 2000 (COL - Colômbia), 1:38:24.46/1:40:15
- Maidy Emileny Monge Perez, 2000 (GUA - Guatemala), - /1:35:45
- Maria Fernanda Peinado Perez, 2001 (GUA - Guatemala), - /1:35:01
- Mary Luz Andia Arotaipe, 2000 (PER - Peru), 1:35:27.73/1:30:50
- Mayra Karen Quispe Mancilla, 2000 (BOL - Bolívia), 1:36:27.48/1:39:41
- Noelia Vargas Mena, 2000 (CRC - Costa Rica), - /1:30:44
- Paula Milena Torres Sarango, 2000 (ECU - Equador), 1:36:54.22/1:34:17
- Rachelle Marie De Orbeta Perez, 2000 (PUR - Porto Rico), - /1:33:31
- Sofia Elizabeth Ramos Rodriguez, 2002 (MEX - México), - /1:32:47

*) Marcas apuradas por O Marchador no site da World Athletics

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

David Hurtado vence 20.000 m marcha nos Jogos Pan-americanos (sub-23) em CaliValle 2021

Os participantes nos 20.000 metros masculinos e a frente da prova com Matheus Correa
(dorsal 187), 2.º, David Hurtado (364), 1.º, e José Ortiz (388), 3.º. Fotos: Comité
Olímpico Guatemalteco. Montagem: O Marchador

O equatoriano David Hurtado conquistou a medalha de ouro nos 20.000 metros marcha realizados na pista do Estádio «Pascual Guerrero» em Cali, Colômbia, prova que esta manhã abriu o segundo dia do programa do atletismo nos Jogos Pan-americanos Junior (Sub-23).

Hurtado completou as 50 voltas à pista em 1:21:55.03, a marca possível numa fase da época ainda de preparação geral e numa prova tática, decidida depois da primeira metade.

A medalha de prata foi alcançada pelo brasileiro Matheus Correa, com 1:22:18.90, e a de bronze pelo guatemalteco José Eduardo Ortiz, bronze, com 1:23:47.47, numa prova disputada sob elevada temperatura e humidade e participada por 13 atletas de 7 países.

Classificação
20.000 m masculinos
1.º, Alexander David Hurtado Espinosa, 1999 (ECU - Equador), 1:21:55.03
2.º, Matheus Gabriel De Liz Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:22:18.90
3.º, Jose Eduardo Ortiz Flores, 2000 (GUA - Guatemala), 1:23:47.47
4.º, César Alberto Herrera Cortes, 1999 (COL - Colômbia), 1:25:42.95
5.º, Saul Mena Gomez, 2001 (MEX - México), 1:27:23.72
6.º, Gonzalo Antonio Bustan Japon, 2000 (ECU - Equador), 1:27:36.70
7.º, Juan Manuel Calderon Zuñiga, 1999 (CRC - Costa Rica), 1:31:51.78
8.º, Oscar Macdaniel Pop Choc, 2001 (GUA - Guatemala), 1:33:39.29
9.º, Paulo Henrique Ribeiro, 2001 (BRA - Brasil), 1:33:41.29
10.º, Ismael Antonio Bernal Mejia, 1999 (MEX - México), 1:33:41.47
11.º, Noe Rodemin Quispe Quispe, 2000 (PER - Peru), 1:34:51.52
Desclassificado: Juan José Soto Ruiz, 1999 (COL - Colômbia).
Desistente: Niel Erickson Salinas Quispe, 2003 (PER - Peru).

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Pan-americanos Junior Cali Valli/2021: atletas (sub-23) inscritos nos 20.000 m marcha masculinos

Imagens: LOC CaliValle 2021. Montagem: O Marchador

Nesta quarta-feira (1/12), quando forem 7 horas da manhã em Cali, na Colômbia, tem início a prova de 20.000 metros marcha masculinos da primeira edição dos Jogos Pan-americanos Junior (Sub-23).

Para cumprirem as 50 voltas à pista do Estádio «Pascual Guerrero», encontram-se inscritos 13 atletas de 7 países.

David Hurtado, do Equador, com 1:20:37, é o detentor do melhor recorde pessoal na distância no conjunto pista/estrada, marca obtida este ano na Corunha. Também na casa da 1 hora e 20 minutos perfilam-se outros dois atletas, o guatemalteco José Ortiz, com 1:20:42 (Dudince-2021) e o brasileiro Matheus Correa, com 1:20:49.13 em pista (Bragança Paulista-2021). Todos eles estiveram presentes em Sapporo para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

A lista de atletas inscritos é a seguinte:
Nome, ano nasc., país e recordes pessoais em pista e estrada *)
- Alexander David Hurtado Espinosa, 1999 (ECU - Equador), 1:23:39.7/1:20:37
- César Alberto Herrera Cortes, 1999 (COL - Colômbia), 1:25:43.39/1:28:25
- Gonzalo Antonio Bustan Japon, 2000 (ECU - Equador), 1:30:51.90/1:28:41
- Ismael Antonio Bernal Mejia, 1999 (MEX - México), - /1:28:37
- Jose Eduardo Ortiz Flores, 2000 (GUA - Guatemala), - /1:20:43
- Juan José Soto Ruiz, 1999 (COL - Colômbia), 1:26:02.0/1:25:17
- Juan Manuel Calderon Zuñiga, 1999 (CRC - Costa Rica), 1:30:39.83/1:31:57
- Matheus Gabriel De Liz Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:20:49.13/1:22:14
- Niel Erickson Salinas Quispe, 2003 (PER - Peru), 1:35:37.68/ -
- Noe Rodemin Quispe Quispe, 2000 (PER - Peru), - / -
- Oscar Macdaniel Pop Choc, 2001 (GUA - Guatemala), - /1:25:20
- Paulo Henrique Ribeiro, 2001 (BRA - Brasil), 1:30:55.80/1:32:59
- Saul Mena Gomez, 2001 (MEX - México), - /1:24:57

*) Marcas apuradas por O Marchador no site da World Athletics

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Jogos Pan-americanos Junior (Sub-23), em Cali e Valle del Cauca, na Colômbia

Imagens: LOC CaliValle 2021. Montagem: O Marchador

O atletismo fará a sua aparição nos Jogos Pan-americanos Junior (Sub-23), em Cali, no dia de amanhã (30 de novembro) prolongando-se até 4 de dezembro, com o programa da modalidade a contemplar a realização de provas de marcha em pista, na distância dos 20.000 metros, a masculina agendada para o dia 1 e a feminina para o dia 3.

Cali, que em 2015 recebeu os Campeonatos Mundiais Sub-18 e que em 2022 sediará os Campeonatos Mundiais Sub-20, recebe a primeira edição destes Jogos, inicialmente programados para acontecerem de 9 a 19 de setembro, adiados devido à pandemia da Covid-19, contando a competição com a participação de 3.800 atletas provenientes de 41 países, notando-se as desistências dos EUA, Canadá, Barbados e Bahamas.

De referir que na edição deste ano foi alcançada a paridade entre sexos, com a presença de 1.800 homens e 1.800 mulheres. Na cerimónia de abertura dos Jogos, que foi abrilhantada com uma fabulosa demonstração da salsa, uma das danças caleñas mais conhecidas no mundo inteiro, através do desempenho de 600 bailarinos de escolas de Cali, um dos momentos mais singulares teve lugar com o juramento do compromisso do fair play, que coube a honra de o ler a dois atletas colombianos, o marchador Juan Esteban Soto, acompanhado de Lucía Paola Bautista, atleta de squash.

Vários dos talentos que se revelarão nestes Jogos, participarão nos próximos Mundiais de Atletismo, em Eugene (Oregon), nos EUA, em 2022, nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris, e voltarão à Colômbia, em 2027, ano em que acolherá os Jogos Pan-americanos absolutos, em Barranquilha.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Johana Ordóñez, primeira campeã pan-americana de 50 km marcha

Johana Ordóñez, a primeira campeã pan-americana
de 50 km marcha.Foto: Fernando Vergara, AP
A equatoriana Johana Ordóñez tornou-se este domingo, 11 de Agosto, a primeira campeã feminina pan-americana de 50 km marcha, ao vencer a prova da distância dos XVIII Jogos Pan-americanos, em Lima, no Peru, com a marca de 4.11.12 h. O resultado alcançado por Ordóñez constitui novo recorde do Equador, superando a marca obtida em 5 de Maio de 2018 por Paola Pérez durante a Taça do Mundo de Marcha, em Taicang (China), então com 4.12.56 h. Paola Pérez foi agora a terceira classificada nos pan-americanos de Lima, com 4.16.54 h, atrás da guatemalteca Mirna Ortiz, creditada no segundo lugar com 4.15.21 h.

Ordóñez e Ortiz fizeram uma prova quase sempre juntas até para lá de meio da distância, tendo passado aos 25 quilómetros com 2.07.36 h, ocasionalmente com a companhia de outras concorrentes. A marchadora da Guatemala quase repetia a dose na segunda metade, cumprida em 2.07.55 h, enquanto a atleta do Equador acelerava e cumpria as cinco léguas finais em 2.03.36 h. E nessa capacidade de reagir na segunda metade da competição esteve o «segredo» da vitória para Johana Ordóñez, que, desta forma, garantiu a «dobradinha» de vitórias obtidas pelo Equador nas provas de 50 km macha na edição deste ano dos Jogos Pan-americanos, alguns minutos depois de o compatriota Claudio Villanueva ter conquistado a medalha de ouro na vertente masculina.

A primeira campeã pan-americana de 50 km, que tal como Villanueva tem 31 anos, agradeceu no final da prova o apoio que recebe da família, referindo de forma especial o marido, que, não sendo atleta, não deixa de acompanhá-la em treinos e provas. E sublinhou também o apoio recebido do Estado Equatoriano, desde logo da Secretaria do Desporto, afirmando que o sucesso alcançado em Lima é resultado do investimento feito pela administração central na promoção das diferentes vertentes do desporto.

Seguindo o exemplo do grande campeão Jefferson Pérez, os marchadores equatorianos levam desta edição dos Jogos Pan-americanos três das seis medalhas em disputa nos 50 km (masculinos e femininos), contando também três das quatro medalhas de ouro relativas às quatros provas da especialidade (20 e 50 km, masculinos e femininos), já que Brian Pintado, cunhado de Claudio Villanueva, tinha ganho uma semana antes os 20 km masculinos.

De assinalar que nestes 50 km femininos, com dez atletas à partida e ao contrário do sucedido na prova masculina realizada em simultâneo, não foram registadas desclassificações, ocorrendo apenas uma desistência, a de Kathleeen Burnett, dos Estados Unidos, depois de cumprir 35 quilómetros. Burnett é a recordista do seu país, com 4.21.51h, marca registada em 2017, durante os mundiais de atletismo de Londres.

A próxima edição dos Jogos Pan-americanos, a 19.ª, terá lugar em 2023 na capital do Chile, Santiago, mantendo-se assim na América do Sul. Será assim a primeira vez em sete décadas de existência que estes Jogos têm lugar duas vezes seguidas na parte sul do continente americano.

Classificação
1.ª, Johana Ordóñez (Equador), 4.11.12
2.ª, Mirna Ortiz (Guatemala), 4.15.21
3.ª, Paola Pérez (Equador), 4.16.54
4.ª, Viviane Santana Lyra (Brasil), 4.22.46
5.ª, Elianay Pereira (Brasil), 4.29.33
6.ª, Mayra Herrera (Guatemala), 4.30.52
7.ª, Yoci Caballero (Peru), 4.31.33
8.ª, Evelyn Inga Huaynalaya (Peru), 4.36.36
9.ª, Stephanie Casey (EUA), 4.50.31
Desistente: Kathleen Burnett (EUA)

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Claudio Villanueva vence 50 km dos Pan-americanos de Lima

Claudio Villanueva a caminho da vitória nos 50 km marcha
dos pan-americanos de Lima. Foto: Fernando Vergara, AP
O equatoriano Claudio Villanueva venceu este domingo, 11 de agosto, a prova masculina dos 50 km marcha da última jornada dos XVIII Jogos Pan-americanos, que decorreram em Lima, no Peru, desde 24 de Julho. Villanueva creditou-se com 3.50.01 h, adiante do mexicano Horacio Nava (3.51.45) e do colombiano Diego Pinzón (3.53.49), numa prova em que se classificaram apenas mais dois concorrentes de um total de 14 à partida.

Claudio Villanueva, que na semana anterior à prova completou 31 anos, acabou por não ficar muito longe do recorde pessoal na distância, estabelecido em 2017 durante os mundiais de atletismo de Londres, quando averbou 3.49.27 h.

O marchador equatoriano fez em Lima uma prova cautelosa, não se atrevendo a comandar nem a forçar ritmos na fase inicial da competição. Aos cinco quilómetros registava uma passagem de 23.29 m, bastante atrás da dupla que então seguia na dianteira, composta pelo mexicano Nava e pelo equatoriano Andrés Chocho (vencedor em Toronto-2015), ambos creditados com 22.44 m na primeira légua. A vantagem dos primeiros foi aumentando nas voltas seguintes para lá de um minuto, mas, a meio da prova, Villanueva já integrava o grupo da liderança, cumprindo os primeiros 25 quilómetros em 1.54.20 h, a par de Nava e com cerca de 10 metros de avanço sobre o peruano Luis Campos e 20 metros para o guatemalteco Erick Barrondo.

Seria na aproximação aos 40 quilómetros que Claudio Villanueva viria a isolar-se na frente, para terminar estes 50 km de marcha na condição de campeão das Américas, numa jornada marcada pela chuva e pelo (sempre bem-vindo) rigor dos juízes. Horacio Nava, vencedor nesta distância nos pan-americanos de 2011 (México), conseguiu gerir as dificuldades e garantir o segundo lugar, a um minuto e 44 segundos de Villanueva, enquanto Diego Pinzón fez uma prova ainda mais contida que a do vencedor e conquistou a medalha de bronze, com mais 3.48 minutos que o novo campeão pan-americano.

«Estava a gerir a minha prova e a ver que os juízes estavam muito rigorosos e que muita gente ia caindo», declarou Villanueva à imprensa após a vitória, em tom de modéstia, dado que não precisou das desistências e das desclassificações dos colegas de competição para sagrar-se vencedor.

Concluíram a prova também o brasileiro Caio Bonfim, com altos e baixos no ritmo e uma marca final de 3.57.54 h, e ainda Matthew Forgues, dos Estados Unidos, com 4.19.28 h. Entre os nove desistentes ou desclassificados, realce para os irmãos guatemaltecos Erick e Bernardo Barrondo e para o equatoriano Andrés Chocho, vencedor na edição anterior, Toronto-2015.

No final, o vencedor, que já teve a nacionalidade espanhola e chegou a sagrar-se campeão desse país durante os campeonatos realizados conjuntamente com Portugal na cidade portuguesa de Montijo, em 2013, dedicou de forma emocionada a vitória pan-americana ao pai, que em 2017 desapareceu nas montanhas de Cuenca sem que até hoje tivesse sido encontrado. «Pai, se estiveres vivo e a ver-me, esta medalha é para ti, mas se tiveres morrido, cuida de mim lá no céu», afirmou o marchador agora equatoriano e que, precisamente nesse ano de 2017 e também na capital do Peru, se tinha já sagrado vencedor da Taça Pan-americana de Marcha.

Classificação
1.º, Claudio Villanueva (Equador), 3.50.01
2.º, Horacio Nava (México), 3.51.45
3.º, Diego Pinzón (Colômbia), 3.53.49
4.º, Caio Bonfim (Brasil), 3.57.54
5.º, Matthew Forgues (EUA), 4.19.28
Desistentes: Erick Barrondo (Guatemala), Luis Campos (Peru), Mathieu Bilodeau (Canadá) e Nicholas Christie (EUA).
Desclassificados: Bernardo Barrondo (Guatemala), Andrés Chocho (Equador), Isaac Palma (México), Ronal Quispe (Bolívia) e Jorge Fajardo (Colômbia).

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Equatoriano Pintado vence 20 km masculinos dos Pan-americanos de Lima

Brian Pintado a caminho da meta, para vencer os 20 km
masculinos dos Pan-americanos de Lima. Foto: El Diario
Brian Pintado venceu este domingo, em Lima, os 20 km marcha masculinos dos Jogos Pan-americanos, que decorrem na capital peruana. O marchador equatoriano registou 1.21.51 h, terminando com seis segundos de vantagem sobre o brasileiro Caio Bonfim e o guatemalteco José Alejandro Barrondo, respectivamente segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo oficial.

Quase todos os 16 atletas que alinharam à partida se mantiveram em pelotão até muito perto de meio da prova, cumprida pelo líder (Mauricio Arteaga, do Equador) em 42.13 m. No entanto, a segunda metade da competição seria muito mais rápida (quase 20 segundos a menos em cada volta de mil metros), sobretudo na légua final, cumprida pelos primeiros a ritmos abaixo de quatro minutos por quilómetro. Aliás, depois dos 42.14 m dos primeiros dez quilómetros, Brian Pintado faria os segundos dez mil metros em 39.37 m, revelando a grande mudança de andamento imposta na segunda parte da prova.

Mesmo assim, ainda havia oito atletas (metade dos que tinham partido) no grupo da frente no final da terceira légua, ou seja, a cinco voltas do final. Aos 16 quilómetros, com o atraso definitivo de Arteaga, ficava definida a composição do pódio, com Pintado, Bonfim e Barrondo em definitivo na frente. Foi mesmo necessário esperar pelo derradeiro quilómetro para que ficasse claro quem seria o vencedor, com o equatoriano a impor-se em alto ritmo aos colegas do Brasil e da Guatemala.

Terminada a competição, pode dizer-se que, se não fosse a primeira metade em ritmo tão baixo e teria ficado em perigo o recorde dos Jogos, que assim permanece na posse do mexicano Bernardo Segura com a marca de 1.20.17 h averbada em Winnipeg (Canadá) há nada menos que 20 anos (1999).

Classificação
1.º, Brian Pintado (Equador), 1.21.51
2.º, Caio Bonfim (Brasil), 1.21.57
3.º, José Alejandro Barrondo (Guatemala), 1.21.57
4.º, Mauricio Arteaga (Equador), 1.22.23
5.º, Evan Dunfee (Canadá), 1.22.27
6.º, Andres Olivas (México), 1.22.36
7.º, José Arevalo (Colômbia), 1.23.23
8.º, Richard Vargas (Venezuela), 1.25.08
9.º, Yassir Cabrera (Panamá), 1.25.39
10.º, Juan Manuel Cano (Argentina), 1.26.42
11.º, Yerko Araya (Chile), 1.28.06
12.º, Moacir Zimmermann (Brasil), 1.33.14
Desclassificados: José Carlos Mamani (Peru) e Carlos Sánchez (México). Desistentes: Eider Arévalo (Colômbia) e José Raymundo (Guatemala).