sexta-feira, 15 de maio de 2026

Grandes nomes da marcha atlética mundial em Rio Maior, este sábado

Imagens: LOC Rio Maior. Montagem: O Marchador.

A cidade de Rio Maior acolhe este sábado a 33.ª edição do Grande Prémio Internacional de Rio Maior, competição integrada no nível Gold da World Race Walking Tour, da World Athletics. Trata-se do mais prestigiado evento de marcha atlética realizado anualmente em Portugal, numa região profundamente ligada à marcha atlética e que viu nascer alguns dos maiores nomes portugueses da disciplina, como Susana Feitor, Inês Henriques, João Vieira e Vera Santos.

Entre os principais nomes internacionais inscritos na prova masculina da meia-maratona destacam-se o equatoriano Brian Pintado e o japonês Hayato Katsuki.

Atual campeão olímpico, Pintado soma já triunfos em Rio Maior nas edições de 2022, 2023 e 2024. Depois de ter sido submetido, no ano passado, a uma cirurgia ao quadril, o atleta continua em processo de recuperação, motivo pelo qual esteve ausente dos Mundiais de Seleções, em Brasília. Na passada sexta-feira, no meeting Gold de Podebrady, na Chéquia, limitou-se a percorrer pouco mais de um quilómetro na Meia Maratona de Marcha. Ainda assim, mantém intacta a ambição de renovar o título olímpico em Los Angeles 2028.

Já Katsuki atravessa um excelente momento de forma. O japonês, atualmente oitavo no ranking mundial de todos os tempos na distância, venceu de forma convincente a Maratona de Marcha dos Mundiais de Brasília, há pouco mais de três semanas, conduzindo a seleção nipónica ao título coletivo. Antes disso, conquistou a medalha de bronze nos Mundiais de Tóquio 2025, podendo agora tornar-se no primeiro atleta japonês a vencer o Grande Prémio de Rio Maior.

Outro nome de destaque é o sueco Perseus Karlström, protagonista de um período particularmente bem-sucedido entre 2019 e 2023, durante o qual arrecadou várias medalhas em Campeonatos da Europa e do Mundo.

No setor feminino, as atenções centram-se na mexicana Alegna González, vice-campeã mundial em Tóquio e recordista americana dos 20 km marcha. A atleta fará em Rio Maior a estreia na nova distância da meia-maratona integrada no programa olímpico de Los Angeles 2028 e surge como uma das principais favoritas, podendo mesmo tornar-se na primeira atleta mexicana a inscrever o seu nome na galeria de vencedoras da prova.

A brasileira Viviane Lyra, quinta classificada na Maratona de Marcha dos Mundiais de Brasília, surge igualmente como forte candidata aos lugares cimeiros. Entre as figuras de relevo internacional contam-se ainda a equatoriana Glenda Morejón, vice-campeã olímpica, e a grega Antigoni Ntrismpioti, dupla medalhada nos Europeus de Munique 2022 e medalha de bronze nos Mundiais de Budapeste.

Numa geração mexicana particularmente forte e em ascensão, destaque também para Valeria Ortuño, candidata assumida a um lugar no pódio.

Quanto aos atletas portugueses, e perante a ausência inesperada de João Vieira — o melhor português de 2025 — e da recordista nacional Vitória Oliveira, as principais esperanças nacionais recaem sobre Inês Mendes, que foi a melhor portuguesa na edição de 2025, Tiago Ramos e Eduardo Camarate.

A organização do evento pertence ao Município de Rio Maior, à Desmor, à Federação Portuguesa de Atletismo e ao Clube de Natação de Rio Maior, contando ainda com o apoio da Associação de Atletismo de Santarém e de diversas entidades locais.

Ao longo das suas 33 edições, o Grande Prémio Internacional de Rio Maior já consagrou nove campeões olímpicos, afirmando-se como uma referência incontornável da marcha atlética mundial.

A equipa de juízes internacionais de marcha dos Painéis da World Athletics, que este ano teremos o privilégio de acolher em Portugal e de os ver a atuar em todas as provas do programa-horário, sem exceção, será composta por José Dias (Portugal), na função de Juiz-Chefe, assistido por Luís Dias e António Caniço. Integram-no ainda Jens Grünberg (Alemanha), José Ganso (Portugal), Adrià Galin Pons (Espanha), Giovanni Molè (Itália), Kristina Saltanovic (Lituânia) e Zoe Gini (Grécia).

O secretariado estará a cargo de Vasco Guedes, com o apoio de Cristiano António, cabendo a Francisco Franco as funções de Operador de Quadros. Importa igualmente destacar que o Delegado Técnico nomeado pela World Athletics para as provas internacionais da Meia Maratona de Marcha é Sergio Solana, de Espanha. Miguel Pacheco será o Diretor da Competição e Hugo Diniz o Diretor Técnico, com outras funções relevantes asseguradas por Eduardo Gonçalves, o presidente da Associação de Atletismo de Lisboa. 

Estão, assim, reunidas todas as condições para a realização de um grande espetáculo de marcha atlética, beneficiando de temperaturas amenas e do forte empenho da Câmara Municipal de Rio Maior. Este projeto, iniciado em 1991 e amplamente reconhecido pelo seu sucesso, continua a afirmar-se como uma referência da modalidade, merecendo, sem dúvida, o apoio prioritário da Federação Portuguesa de Atletismo a uma disciplina que tantas medalhas e prestígio internacional trouxe a Portugal ao longo dos anos.

As listas de atletas inscritos nas provas internacionais da meia-maratona são as seguintes:

Femininos (18 atletas)
Dorsal, nome, ano nascimento e país.
1: Alegna González, 1999 (MEX - México);
2: Viviane Lyra, 1993 (BRA - Brasil);
3: Magaly Beatriz Bonilla, 1992 (ECU - Equador);
4: Antigoni Ntrismpioti, 1984 (GRE - Grécia);
5: Karla Ximena Serrano, 2004 (MEX - México);
6: Inês Mendes, 2003 (POR - Portugal/Sporting CP);
7: Valeria Ortuño, 1998 (MEX - México);
8: Valeria Flores, 2006 (MEX - México);
9: Sandra Silva, 1975 (POR - Portugal/Lusitânia de Lourosa FC);
10: Margarida Sá, 2002 (POR - Portugal/Sporting CP);
11: Vera Portela, 1995 (POR - Portugal/CS Marítimo);
12: Isa Ferreira, 2006 (POR - Portugal/J Vidigalense);
13: Joana Pontes, 2000 (POR - Portugal/GA Fátima);
14: Glenda Morejón, 2000 (ECU - Equador);
15: Dana Paola Aceves, 2002 (MEX - México);
16: Sandra Monteiro, 1992 (POR - Portugal/GRECAS);
17: Juliana Galvão, 2001 (POR - Portugal/AD Arcos de Valdevez);
18: María Fernanda Peinado, 2001 (GUA - Guatemala).

Masculinos (20 atletas)
Dorsal, nome, ano nascimento e país.
41: Brian Daniel Pintado, 1995 (ECU - Equador);
42: César Augusto Rodríguez, 1997 (PER - Peru);
43: Perseus Karlström, 1990 (SWE - Suécia);
44: Hayato Katsuki, 1990 (JPN - Japão);
45: Jordy Jiménez Arrobo, 1994 (ECU - Equador);
46: Matheus Correa, 1999 (BRA - Brasil);
47: Noel Chama, 1997 (MEX - México);
48: Ever Palma Olivares, 1992 (MEX - México);
49: Rasulbek Dilmurodov, 2000 (UZB - Uzbesquistão);
51: Jefferson Segura, 1998 (MEX - México);
52: César Córdova Fernández, 2002 (MEX - México);
54: Tiago Ramos, 2003 (POR - Portugal/Sporting CP);
5: Eduardo Camarate, 2006 (POR - Portugal/SL Benfica);
56: Lucas Mazzo, 1994 (BRA - Brasil);
57: Tiago Sucena, 2004 (POR - Portugal/CA Marinha Grande);
58: Amaro Teixeira, 1989 (POR - Portugal/AC Póvoa de Varzim);
59: José Alejandro Barrondo, 1996 (GUA - Guatemala);
60: Bernardo Uriel Barrondo, 1993 (GUA - Guatemala);
61: João Olim, 2000 (POR - Portugal/ADR Água de Pena);
62: João Pedro Vieira, 1999 (POR - Portugal/CPT Sobral de Ceira).

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Diego García e María Pérez repetem vitórias nos Universitários em Espanha – Andaluzia 2026

A liderança inicial das provas de marcha a cargo de Diego García
e María Pérez e estes nos pódios, nos masculinos, com Pablo
Rodríguez  e Manuel Bermúdez, e nos femininos, com Raquel
González e Claúdia Ventura. Fotos: fb Pepe Bermudez Soler.
Montagem: O Marchador.

Por ocasião dos Campeonatos Universitários de Espanha - CEUs2026, cujo Atletismo se disputou nos dias 9 e 10/5 na pista «Ángel Cortés», instalação integrada no complexo desportivo municipal La Salobreja, em Jaén (Andaluzia), os credenciados Diego García e María Pérez confirmaram o favoritismo que lhes era atribuído e revalidaram os títulos nacionais nas provas de marcha num evento marcado pela chuva e forte vento.

Diego García Carrera, a representar a Universidade Católica San António de Múrcia, obteve a vitória com relativa facilidade, obtendo a marca de 41:39.16 nos 10.000 metros, uma marca possível em função das condições climatéricas adversas. Com 3 segundos a separarem os segundo e terceiro classificados, cortaram a meta Pablo Rodríuez Rojas, da Universidade de Granada, com 43:13.12, e o colega de universidade do vencedor, Manuel Bermúdez Jimenez, com 43:16.61. Participaram 10 atletas.

María Pérez García, regressada às competições após vários meses de ausência (não participou do mundial de marcha em Brasília) e a defender as cores da Universidade Católica San António de Múrcia, registou 21:49.48 nos 5.000 metros, à frente da sua colega de universidade, Raquel González Campos, que obteve 22:18.65. A fechar as posições do pódio entrou a sub-23 Claúdia Ventura Vicent, da Universidade Jaume I de Castelló, com 23:10.26, subindo um lugar face à edição de Madrid-2025. Participaram 16 atletas.

Classificações (9/5)

10.000 m masculinos
1.º, Diego Garcia Carrera, 1996 (Católica de Murcia), 41:39.16
2.º, Pablo Rodriguez Rojas, 2004 (Universidad de Granada), 43:13.12
3.º, Manuel Bermudez Jimenez, 1997 (Católica de Murcia), 43:16.61
4.º, Adrian Molina Rabasco, 2005 (Alicante A4), 43:19.52
5.º, Pedro Callado Gomez, 2005 (Universidad de Granada), 43:22.30
6.º, Jorge Tonda Aguirre, 2004 (Murcia), 45:26.23
7.º, Urien Fernández Galiñanes, 2006 (Pompeu Fabra), 46:26.43
8.º, Ivan Casco Vorobiev, 2004 (Jaume I de Castelló), 50:04.42
9.º, Marcos Vaquerizo Román, 2007 (Burgos), 52:27.97
10.º, Rafael Linares García, 2006 (Almeria), 55:01.37

5.000 m femininos
1.ª, Maria Perez Garcia, 1996 (Católica de Murcia), 21:49.48
2.ª, Raquel González Campos, 1989 (Católica de Murcia), 22:18.65
3.ª, Claudia Ventura Vicent, 2006 (Jaume I de Castelló), 23:10.26
4.ª, Alba Pérez Nieto, 2002 (Santiago de Compostela), 24:21.18
5.ª, Elvira Barron Serrano, 2006 (Universidad de Granada), 24:24.27
6.ª, María Muñoz Bartual, 2003 (Universidad de Granada), 24:35.69
7.ª, Africa Carrasco Martinez, 2007 (Universidad de Granada), 24:35.72
8.ª, Laura Rios Valle, 2006 (Valencia), 25:37.97
9.ª, Claudia Sánchez Campos, 2004 (Alicante), 26:39.46
10.ª, Raquel Soler Pérez, 2004 (Zaragoza), 27:11.12
11.ª, Paula Viciano Cansino, 2002 (Valencia), 27:41.46
12.ª, Emma Almenar García, 2005 (Valencia), 27:52.78
13.ª, Nara Pastor Marín, 2007 (Jaume I de Castelló), 28:04.80
14.ª, Isabel García Sánchez, 2005 (Sevilla), 28:05.30
15.ª, Andrea Martin Dapia, 2006 (Jaume I de Castelló), 28:09.94
16.ª, Zaira Ribera Rangel, 2007 (Valencia), 28:18.04

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Campeonatos de Espanha Sub-16 por Seleções Autonómicas – O Pereiro de Aguiar 2026 (resultados)

As partidas das provas de marcha e as dianteiras feminina, com
Zoe Isabel White e Sara Fernández (a vencedora), e masculina,
 com Gabriel Moreno, Marcos Ruiz (o vencedor) e Iago da Silva.
Imagens: La Liga Sports TV. Montagem: O Marchador.

Os Campeonatos de Espanha Sub-16 por Seleções Autonómicas realizaram-se nos dias 9 e 10 de maio, em O Pereiro de Aguiar, na província de galega de Ourense, reunindo várias centenas de atletas em representação de 18 federações autonómicas.

Na prova feminina dos 3.000 metros marcha, Sara Fernández Moreno, de Madrid, conquistou o título com o tempo de 13:57.31, estabelecendo um novo recorde da competição. Muito próxima da vencedora terminou Zoe Isabel White, da Comunidade Valenciana, que alcançou a segunda posição com 13:59.53, marca que constitui igualmente um novo recorde pessoal. O pódio ficou completo com Alba Estevez Fernández, da Andaluzia, terceira classificada com 14:38.23.

Nos 3.000 metros marcha masculinos, confirmou-se o favoritismo de Marco Ruiz Pérez, da Andaluzia, que venceu de forma convincente ao registar 12:50.81. Na segunda posição ficou Iago da Silva Porras, da Cantábria, com um novo recorde pessoal de 13:10.34, enquanto Gabriel Moreno Ramirez, de Madrid, encerrou o pódio com 13:12.32, igualmente a sua melhor marca pessoal.

Na classificação coletiva feminina, a Catalunha sagrou-se campeã com 258,5 pontos, superando por curta margem a Comunidade Valenciana, segunda classificada com 253,5 pontos. A Andaluzia terminou na terceira posição, somando 222,5 pontos.

Em masculinos, o triunfo pertenceu à Andaluzia, vencedora com 238 pontos. Catalunha e Comunidade Valenciana terminaram empatadas com 231 pontos, mas a formação catalã garantiu o segundo lugar graças ao maior número de vitórias individuais.

Fonte: RFEA.

Classificações (9/5)

3.000 m femininos
1.ª, Sara Fernandez Moreno, 2011 (Madrid), 13:57.31
2.ª, Zoe Isabel White, 2011 (Comunidad Valenciana), 13:59.53
3.ª, Alba Estevez Fernandez, 2012 (Andalucía), 14:38.23
4.ª, Sara Prados Torres, 2011 (Castilla Y León), 14:43.05
5.ª, Ona Rodenas Vazquez, 2012 (Cataluña), 14:47.08
6.ª, Claudia Marin Jimenez, 2011 (Murcia), 14:58.18
7.ª, Daniela Mourin Barreiro, 2012 (Galicia), 15:25.01
8.ª, Daniela Lopez Urbano, 2012 (Aragón), 15:29.68
9.ª, Sofia Soto Ruiz, 2011 (Cantabria), 15:43.48
10.ª, Lucia Campos Garcia-Prieto, 2011 (Castilla La Mancha), 16:19.99
11.ª, Sara Rios Terron, 2011 (Extremadura), 16:23.38
12.ª, Noa Corchado Jiménez, 2012 (Islas Baleares), 16:36.82
13.ª, Maria Victoria Velez Santana, 2011 (Canarias), 17:04.56
14.ª, Iraia González Garcia, 2011 (País Vasco), 17:34.60
15.ª, Julia Asensio Muneta, 2011 (Navarra), 17:37.25
16.ª, Andrea Gonzalez Armengol, 2012 (La Rioja), 20:47.46

3.000 m masculinos
1.º, Marcos Ruiz Perez, 2011 (Andalucía), 12:50.81
2.º, Iago da Silva Porras, 2011 (Cantabria), 13:10.34
3.º, Gabriel Moreno Ramirez, 2012 (Madrid), 13:12.32
4.º, Pablo Perez Sanchez, 2011 (Galicia), 14:09.39
5.º, Didac Lopez Arias, 2011 (Cataluña), 14:12.65
6.º, Alejandro Bejar Pacheco, 2011 (Comunidad Valenciana), 15:08.13
7.º, Lucas Buitrago Hortelano, 2011 (Murcia), 15:13.29
8.º, Marco Monge Salazar, 2011 (Extremadura), 15:15.79
9.º, Hugo Garcia Magan, 2011 (Islas Baleares), 15:30.89
10.º, Gonzalo Perucho Escribano, 2012 (Castilla La Mancha), 15:37.36
11.º, Marc Hierro Moral, 2012 (Canarias), 16:15.79
12.º, Alvaro Alonso Gonzalez, 2012 (Castilla Y León), 16:46.07
13.º, Oihan Viedma Aldaz, 2011 (Navarra), 17:31.64
14.º, Alvaro Gonzalez Carmona, 2012 (Asturias), 17:39.33
15.º, Imanol Lanuza Nuñez, 2011 (Aragón), 19:20.20
16.º, Darius Becherescu, 2011 (La Rioja), 20:01.42
Desclassificado: Eneko Perez de Pedro, 2011 (País Vasco).

terça-feira, 12 de maio de 2026

Serena Di Fabio e Gabriel González vencem 10 km sub-20 em Poděbrady (2026)

As provas de 10 km sub-20, Gabriel González e Serena Di Fabio.
Imagens: YouTube Czech Athletics. Montagem: O Marchador.

Por ocasião do 94.º Grande Prémio Internacional de Marcha de Poděbrady, a italiana Serena Di Fabio e o espanhol Gabriel González sagraram-se vencedores dos 10 km da categoria sub-20, provas realizadas na sexta-feira passada (8/5) naquela cidade da República Checa.

Nos femininos, Serena Di Fabio, vice-campeã europeia sub-20 em Tampere-2025 e segunda classificada no Mundial de Seleções de Marcha este ano em Brasília, distanciou-se imediatamente após o tiro de partida, cumpriu o primeiro quilómetro em 4:18 (já com um avanço de 14 segundos), passou aos 5 km em 21:35 e cortou a meta em 43:28, um novo recorde nacional (antes, da própria e também em Podebrady, em 2025).

O pódio feminino foi preenchido na totalidade por atletas italianas, a sub-18 Rebeca D’Alessandro, a obter o melhor registo italiano da categoria, com 45:51 (22:39 aos 5 km), e Francesca Gloria Buselli, com 47:14, numa prova que teve 26 participantes.

Nos masculinos, numa prova muito disputada e apenas decidida quando da entrada para a última volta, o mais rápido (3:57 no último quilómetro) foi o sub-18 Gabriel González, a vencer e a obter um recorde pessoal de 41:48 (antes, 42:52 em março deste ano em Cieza).

O francês Clement Rabreau foi o segundo classificado, com 41:55 (é o recordista nacional da categoria com 40:49 em Lens-2026), e o italiano Lucio Di Lizio, atleta sub-18, o terceiro, com 42:05, recorde pessoal. Participaram 27 atletas.

Referência ainda para resultados conseguidos em provas de 5 km marcha, nomeadamente através do sub-20 mexicano Emiliano Barba (20:29), da sub-18 francesa Elouan Duclos (22:09), e do veterano checo, de 54 anos de idade, Rudolf Cogan (21:38).

Classificações

10 k sub-20 masculinos
1.º, Gabriel González, 2009 (ESP - Espanha), 41:48
2.º, Clement Rabreau, 2007 (FRA - França), 41:55
3.º, Lucio Di Lizio, 2009 (ITA - Itália), 42:05
4.º, Joel Peltonen, 2007 (FIN - Finlândia), 43:21
5.º, Matteo Henault, 2009 (FRA - França), 43:28
6.º, Manuel Azzolini, 2009 (ITA - Itália), 43:28
7.º, Yegor Strukov, 2007 (KZK - Cazaquistão), 43:28
8.º, Gaetano Munafo`, 2007 (ITA - Itália), 43:28
9.º, Miguel De Arriba, 2008 (ESP - Espanha), 43:39
10.º, Diego Raso, 2007 (ITA - Itália), 43:47
11.º, Gabin Vanhille, 2009 (FRA - França), 44:13
12.º, Jakub Mažgút, 2007 (SVK - Eslováquia), 44:33
13.º, Vojtěch Vejvančický, 2008 (CZE - República Checa), 45:00
14.º, Šimon Bátovský, 2008 (SVK - Eslováquia), 45:51
15.º, Gianluca Maggi, 2009 (ITA - Itália), 45:53
16.º, Gael Plasencia, 2008 (USA - E.U. América), 47:42 p.z.
17.º, Marek Rősler, 2008 (CZE - República Checa), 47:49
18.º, Simone Forlanelli, 2010 (ITA - Itália), 47:51 p.z.
19.º, Dávid Ligeti, 2009 (HUN - Hungria), 47:52
20.º, Ian Britt, 2008 (USA - E.U. América), 47:57
21.º, Dániel Szónok, 2008 (HUN - Hungria), 48:05
22.º, Mario Cristiano, 2008 (ITA - Itália), 50:10 p.z.
23.º, Cristian Librandi, 2010 (ITA - Itália), 50:23 p.z.
24.º, Matthew Wombacker, 2007 (USA - E.U. América), 52:18
Desclassificados: Francesco Sportelli, 2007 (ITA - Itália), Jákob Pőcze, 2007 (HUN - Hungria) e Nicolás Collazo, 2007 (ESP - Espanha).

10 k sub-20 femininos
1.ª, Serena Di Fabio, 2007 (ITA - Itália), 43:28
2.ª, Rebeca D’Alessandro, 2009 (ITA - Itália), 45:51
3.ª, Francesca Gloria Buselli, 2007 (ITA - Itália), 47:14
4.ª, Paula Elvira Moreno, 2010 (ESP - Espanha), 47:48
5.ª, Ana Gonzalez, 2010 (ESP - Espanha), 47:55
6.ª, Lison Charpentier, 2008 (FRA - França), 48:03
7.ª, Sára Kata Alföldi, 2009 (HUN - Hungria), 48:18
8.ª, Sara Sospedra, 2007 (ESP - Espanha), 48:54
9.ª, Eléonore Breney, 2009 (FRA - França), 49:21
10.ª, Mia Bandoly, 2007 (GER - Alemanha), 49:41
11.ª, Anna Basilico, 2008 (ITA - Itália), 49:57
12.ª, Julia Lebeau, 2008 (FRA - França), 50:16
13.ª, Zoe Macabey, 2008 (FRA - França), 51:04
14.ª, Kateřina Hromádková, 2008 (CZE - República Checa), 53:17
15.ª, Noémi Vancsó, 2008 (HUN - Hungria), 54:56 p.z.
16.ª, Klára Součková, 2008 (CZE - República Checa), 55:02
17.ª, Enikő Vancsó, 2009 (HUN - Hungria), 55:11
18.ª, Julia Sallinger, 2007 (GER - Alemanha), 56:51
19.ª, Peggy Marie, 2007 (FRA - França), 56:57
20.ª, Laura Testa, 2010 (ITA - Itália), 58:54
21.ª, Eliška Kokořová, 2007 (CZE - República Checa), 59:24
Desclassificadas: Caterina Carissimi, 2010 (ITA - Itália), Daphné Gateau-Fernez, 2009 (FRA - França), Maria Belén Morejón, 2007 (ECU - Equador) e Nela Štefáčková, 2008 (CZE - República Checa).
Desistente: Maria-Lena Carniel, 2008 (GER - Alemanha).

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Campeonatos Centro-Americanos Sub-18 e Sub-20 – Manágua 2026 (resultados)

Os participantes nos 5.000 m marcha sub-18 e sub-20 e Manágua.
Imagem: YouTube Federación Nicaraguense de Atletismo NCA.
Montagem: O Marchador.

Manágua, a capital da Nicarágua, recebeu no fim de semana (2 e 3/5), na Pista do Instituto Nicaraguense de Desportos, os Campeonatos Centro-Americanos de Atletismo (CADICA - Confederação Atlética do Istmo Centro-americano) das categorias jovens de sub-18, em 33.ª edição, e de sub-20, em 38.ª edição.

Na disciplina da marcha atlética que teve no programa uma única prova de 5.000 metros e em simultâneo para masculinos e femininos, sagraram-se vencedores, nos sub-18, Tobías Josué Hun Núñez e Aylin Sara Coc Siliezar, e nos sub-20, Denis Jared Estrada Collado e Aneth Nelly Coc Siliezar, todos representantes da Guatemala.

Nos sub-18 masculinos, Tobías Hun obteve 24:27.74, à frente de Raúl Santiago Segura Guillen, da Costa Rica, com 24:52.03, e Jose Antonio Martínez Acevedo, da Nicarágua, com 30:04.74, enquanto na mesma faixa etária, mas nos femininos, Aylin Sara Coc Siliezar, registou 27:30.91, bem destacada das atletas da Nicarágua, Belen Sarai Solis Alvarado, com 30:49.00, e Leydi Nohemy Betanco Padilla, com 31:29.35.

Nos sub-20, em que a participação foi considerada como de «exibição», Denis Jared Estrada Collado e Aneth Nelly Coc Siliezar completaram a distância em 21:39.68 e 25:43.98, respetivamente.

domingo, 10 de maio de 2026

RWJSK: uma ferramenta para a comunidade global dos juízes de marcha atlética

A ferramenta desenvolvida por Stefano La Sorda.
Imagens do próprio. Montagem: O Marchador.

Por Stefano La Sorda

A edição de 2026 dos Campeonatos da Europa de Veteranos em Estrada, realizada em Catânia, será recordada não só pelo sucesso do evento destinado aos atletas veteranos. Os juízes não trabalham apenas durante as provas, mas também depois delas, com vista à produção dos documentos finais. O sistema RWJSK teve ali a primeira utilização em competições internacionais, gerando as relações individuais dos juízes no final das provas.

O RWJSK (Race Walking Jury "Swiss Army Knife" – ou Canivete Suíço para os Juízes de Marcha Atlética) é uma aplicação Excel multiferramenta com utilidade para as operações da equipa de juízes de marcha antes, durante e depois das provas. Trata-se de uma ferramenta patenteada e de utilização livre (CC BY-NC-ND)1, desenvolvida pelo juiz internacional de marcha Stefano La Sorda, com o apoio da Federação Suíça de Marcha e inspirado pelo trabalho realizado há alguns anos durante os EMACS em Pescara 2023, em colaboração com o juiz internacional de marcha José Ganso. O RWJSK encontra-se em versão Beta, mas o teste em Catânia foi bem-sucedido, ficando em breve disponível na versão completa e multilingue, gratuita mediante pedido.

O desafio do ajuizamento manual

Do ponto de vista técnico, a marcha atlética é uma das disciplinas mais exigentes no ajuizamento do atletismo. Habitualmente, à falta de sistemas electrónicos de recolha de notas de desclassificação (usados em todas as grandes competições internacionais mas não na maioria das restantes provas mundo fora), o juiz-chefe e a sua equipa são sobrecarregados com o registo de dados manuais e a demorada confirmação de documentos no final de cada prova.

Isso implica:

- verificação manual de vários documentos sob pressão de tempo;
- referências cruzadas complexas e demoradas para garantia de rigor;
- alto risco de falha humana no processo de transcrição de raquetas amarelas e de cartões vermelhos.

O processo exige muito tempo de trabalho, dependendo do número de atletas em prova e da quantidade de raquetas amarelas e de cartões vermelhos. Em muitos casos, isso obriga o juiz-chefe a divulgar aos interessados as folhas de resumo muitos dias após a prova, para poder certificar-se de que não há erros ou simplesmente porque tem de ser ele a preencher as folhas sem qualquer ajuda.

O que é o RWJSK?

A fim de resolver estes estrangulamentos, a equipa de juízes de Catânia adoptou uma solução digital especializada. Nada de IA, sistemas dispendiosos ou dispositivos especiais, apenas um pequeno ficheiro Excel (perfeitamente compatível com Mac e Windows) concebido e aperfeiçoado para reduzir muito o tempo de trabalho após cada competição. Bastará copiar exactamente pela ordem manuscrita pelos juízes sem ter de sujeitar-se a complexas ordenações por dorsal ou a verificações cruzadas; todo o resto será criado automaticamente pelo RWJSK.

Mas o RWJSK não é apenas uma ferramenta para gerar os documentos finais, uma vez que, no processo de inserção de dados, ele trata de fazer os seus cruzamentos para detectar erros, como marcas incorrectas, dados incompletos, dorsais inexistentes, [marcando] tempos correctos de permanência na zona de penalização para cada atleta (mesmo no caso de provas diferentes em simultâneo) e muitas outras verificações que o juiz-chefe tinha antes que fazer sem ajuda. Estes controlos podem ser úteis no decorrer da prova, bastando o secretário ir lançando a informação directamente no RWJSK.

Além disso, tem também utilidade antes das provas, permitindo a criação de documentos personalizados para cada competição, prontos para impressão (rascunho da folha do secretário, cartões vermelhos, folha de registo de juiz), configuráveis em poucos segundos.

Eficiência, transparência e precisão

Com a utilização do RWJSK em Catânia, o juiz-chefe e os secretários puderam processar as relações individuais dos juízes com rapidez sem precedentes. A solução "Canivete Suíço" permitiu que a equipa de juízes passasse de documentos em bruto preenchidos por cada juiz para uma folha de resumo finalizada e clara em muito menos tempo do que o habitual. Esta eficiência garante que atletas, treinadores e média tenham à disposição as relações individuais dos juízes oficiais e verificadas 30 minutos após as provas; se este tempo ainda parecer excessivo, deverá ter-se em conta que, no caso dos 20 km em Catânia, com mais de 100 atletas, foram inseridas manualmente na folha de resumo 61 cartões vermelhos e 118 raquetas amarelas, tendo todas as verificações sido feitas automaticamente pelo RWJSK.

Com a disponibilização desta ferramenta, os seus criadores ajudam a desenvolver altos níveis de ajuizamento mesmo em provas em que não existam infraestruturas electrónicas completas e sistemas de comunicação sem fios, garantindo dessa forma que a integridade e a transparência do ajuizamento da marcha atlética permaneça prioridade máxima em todos os níveis de competição.

1 A CC BY-NC-ND é a mais restritiva das seis licenças Creative Commons mais importantes. Permite a terceiros a descarga e a partilha de trabalhos em regime livre, sob condição de menção da autoria, mas sem direito a qualquer tipo de alteração do trabalho ou ao seu uso comercial. N. do T.

O artigo na versão inglesa:

RWJSK: a Tool for the Global Community of racewalking judges

By Stefano La Sorda

The 2026 European Masters Championships in Catania will be remembered not just for the success of the event dedicated to master athletes. Judges are not only at work during the competitions, but also afterwards for the creation of the final documents. For the first time at an international event, the RWJSK system was utilized at end of races to generate the Judges’ Summary Sheets.

RWJSK (Race Walking Jury "Swiss Army Knife") is a multitool Excel app useful for pre/during/post-race operations of the race-walking jury. Is a copyrighted free tool (CC BY-NC-ND) developed by international race-walking judge Stefano La Sorda, with the support of the Swiss Walking Federation and inspired by the work done a few years ago at the EMACS in Pescara 2023 together with the international judge Jose Ganso. RWJSK is in Beta version but the test in Catania was successful and will soon be made available in complete and multilanguage version, free on request.

The Challenge of Manual Officiating

Race walking is one of the most technically demanding disciplines in athletics to judge. Traditionally, without electronic red card collection systems (present in all top world events but not in most other race-walking events around the world), the Chief Judge and their team are burdened with manual data entry and a long manual cross check of documents at the end of the races.

This involves:

- Hand-checking multiple documents under time pressure.
- Complex and lengthy cross-referencing to ensure accuracy.
- High risk of human error during the transcription of yellow paddles and red cards.

Long time of work are needed depending on the number of participants in the competitions, the number of yellow paddles and red cards; this in many cases forces the chief judge to share to stakeholders the summary many days after the competition to make sure there are no errors, or simply because he himself has to fill out the summary sheet without any help.

What is RWJSK?

To solve these bottlenecks, the jury in Catania turned to a specialized digital solution. No AI or expensive systems or special devices, but a small excel file (perfectly compatible for MAC and Windows) provided and optimized to significantly reduce working time after the end of the races. It will be enough to copy exactly in the order handwritten by the judges without being forced to complex sorting by BIB or cross-checks; everything else will be done automatically by RWJSK.

But RWJSK is not just a tool to generate the final documents, because during data entry it does cross-checks to detect any errors such as incorrect times, incomplete data, non-existent BIBs, penalty zone correct times for each athlete (even when there are different races at the same time) and many other checks that previously the chief judge had to do without help. These controls may be useful during the race, the recorder should be filling in directly in RWJSK.

Furthermore, the system is also useful before the competition to create customized printable documents for the event (draft recorder sheet, red cards, judge record sheet) with setup in a few seconds.

Efficiency, transparency and accuracy

By using RWJSK in Catania, the chief judge and recorders were able to process judge’s summary sheets with unprecedented speed. The "Swiss Army Knife" approach allowed the jury to transition from raw judge filled papers to a finalized, clear Judges’ Summary Sheet in much less time usually required. This efficiency ensures that athletes, coaches, and media receive official, verified judge summary sheets 30 minutes after the end of the races; if this time seems too much to you, should consider that for the 20km race in Catania with more than 100 athletes, 61 red cards and 118 yellow paddles were manual inserted in the summary sheet carrying out all the data checks automatically by RWJSK.

By making this tool accessible, the creators are helping to standardize high-level officiating even at events where full electronic infrastructure and wireless communications might not be available, ensuring that the integrity and transparency of the race-walking judging remain a top priority in competitions at all levels.

Francesco Fortunato vitorioso em Poděbrady (2026)

Os momentos que antecederam a partida da meia-maratona
masculina, Francesco Fortunato a vencer e no pódio com Caio
Bonfim e Christopher Linke. Imagens: Imagens: Czech Athletics.
Montagem: O Marchador.

Sexta-feira passada (8/5) na cidade checa de Poděbrady, o italiano Francesco Fortunato voltou a estar em plano de evidência, tal como tinha acontecido há cerca de 1 mês no Mundial de Seleções de Brasília, vencendo a meia-maratona masculina do 94.º Grande Prémio Internacional de Marcha.

Depois de um numeroso grupo de quase 30 atletas na dianteira inicial até aos 5 km, seguiu-se um período de mudanças várias na liderança, tendo o italiano Andrea Cosi como um dos principais animadores. Chegados cerca dos 17 km, é Fortunato quem ataca e pouco a pouco vai-se distanciando para concluir a distância em 1:23:00, recorde da Europa. O melhor registo mundial é pertença do japonês Toshikazu Yamanishi, com 1:20:34 em fevereiro deste ano em Kobe.

Já nas derradeiras voltas a disputa pelos lugares seguintes estava bem acesa entre o equatoriano David Hurtado e o brasileiro Caio Bonfim, este que gradualmente foi-se chegando ao grupo da frente, Cosi e o alemão Christopher Linke.

Hurtado viria a entrar na zona de penalização (depois desclassificado), Bonfim ficou isolado no segundo lugar, posição essa com que terminou em 1:23:40, e Linke alcançou o terceiro lugar, com um recorde nacional de 1:23:46, superando Cosi na volta final, que obteve 1:23:59. Nos lugares seguintes (5.º e 6.º) entrariam com recordes nacionais o colombiano Eider Arevalo, com 1:23:59, e o francês Aurélien Quinon, com 1:24:01.

A prova contou com a significativa participação de 76 atletas (6 desclassificados e 9 desistentes).

Classificação

Meia-maratona masculina
1.º, Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), 1:23:00
2.º, Caio Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1:23:40
3.º, Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1:23:46
4.º, Andrea Cosi, 2001 (ITA - Itália), 1:23:59
5.º, Eider Arevalo, 1993 (COL - Colômbia), 1:23:59
6.º, Aurélien Quinon, 1993 (FRA - França), 1:24:01
7.º, Leo Köpp, 1998 (GER - Alemanha), 1:24:27
8.º, Declan Tingay, 1999 (AUS - Austrália), 1:24:49
9.º, Ivan Lopez, 1997 (ESP - Espanha), 1:25:05
10.º, Perseus Karlstrom, 1990 (SWE - Suécia), 1:25:31
11.º, Cesar Cordova Fernandez, 2002 (MEX - México), 1:25:54
12.º, Killian Lebreton, 2000 (FRA - França), 1:26:10
13.º, Veli-Matti Partanen, 1991 (FIN - Finlândia), 1:26:27
14.º, Oscar Martinez, 2003 (ESP - Espanha), 1:26:42
15.º, Martin Madeline-Degy, 2001 (FRA - França), 1:27:11
16.º, Frederick Weigel, 2005 (GER - Alemanha), 1:27:30
17.º, Gabriele Gamba, 2002 (ITA - Itália), 1:27:32
18.º, Adam Zajicek, 2003 (CZE - República Checa), 1:27:37
19.º, Maher Ben Hlima, 1989 (POL - Polónia), 1:27:49
20.º, Albert Kulla, 2005 (CZE - República Checa), 1:27:50
21.º, William N. Singh, 2002 (IND - Índia), 1:27:50
22.º, Georgiy Sheiko, 1989 (KZK - Cazaquistão), 1:27:55
23.º, Matteo Duc, 2001 (FRA - França), 1:28:06
24.º, Matteo Giupponi, 1988 (ITA - Itália), 1:28:29
25.º, Nick Christie, 1991 (USA - E.U. América), 1:28:35
26.º, Jerry Jokinen Jokinen, 2002 (FIN - Finlândia), 1:28:39
27.º, Max Batista Gonçalves Dos Santos, 1994 (BRA - Brasil), 1:28:46
28.º, Jassam Abu El Wafa, 2004 (GER - Alemanha), 1:29:08
29.º, Xavier Mena, 1998 (ECU - Equador), 1:29:14
30.º, Miguel Espinosa, 2006 (ESP - Espanha), 1:29:25
31.º, Vit Hlavac, 1997 (CZE - República Checa), 1:29:54
32.º, Omar Moretti, 2006 (ITA - Itália), 1:30:26
33.º, Luigi Reis, 2003 (ITA - Itália), 1:31:20
34.º, Ever Jair Palma Olivares, 1992 (MEX - México), 1:31:54 p.z.
35.º, Emmanuel Corvera, 1993 (USA - E.U. América), 1:32:00
36.º, Aymeric Hue, 2001 (FRA - França), 1:32:23
37.º, Cristian Serra, 2005 (ITA - Itália), 1:32:27 p.z.
38.º, Michal Morvay, 1996 (SVK - Eslováquia), 1:33:11
39.º, Jakub Bátovsky, 2005 (SVK - Eslováquia), 1:33:23
40.º, Ivan Ragozzino, 2005 (ITA - Itália), 1:33:27
41.º, Jordan Crawford, 2000 (USA - E.U. América), 1:33:33
42.º, Carlos Alberto Olivares, 2005 (MEX - México), 1:34:00
43.º, Matteo Arisi, 2006 (ITA - Itália), 1:34:22
44.º, Cameron Corbishley, 1997 (GBR - Grã-Bretanha), 1:35:34 p.z.
45.º, Lorenzo Mortari, 2006 (ITA - Itália), 1:35:41
46.º, Arvid Kockel, 2005 (GER - Alemanha), 1:37:03 p.z.
47.º, Giuseppe Marchionno, 2008 (ITA - Itália), 1:38:26 p.z.
48.º, Federico Ciaschetti, 2005 (ITA - Itália), 1:39:41
49.º, Alessio Ciccarese, 2005 (ITA - Itália), 1:40:13
50.º, Konstantinos-Alexandros Ntentopoulos, 1994 (GRE - Grécia), 1:40:44
51.º, Lukas Gdula, 1991 (CZE - República Checa), 1:41:53 p.z.
52.º, Roman Hanyk, 2004 (CZE - República Checa), 1:42:14
53.º, Jaromir Hloch, 1992 (CZE - República Checa), 1:47:40
54.º, George Arnost, 2006 (CZE - República Checa), 1:48:15
55.º, Matti Anton Schmidt, 2007 (GER - Alemanha), 1:48:30
56.º, Alexander Malysa, 1997 (CZE - República Checa), 1:50:34
57.º, Anthony Joseph Gruttadauro, 1997 (USA - E.U. América), 1:52:05
58.º, John Li, 1992 (USA - E.U. América), 1:54:13 p.z.
59.º, Tomas Gloser, 2006 (CZE - República Checa), 1:56:31
60.º, Peter Schwarcz, 2006 (HUN - Hungria), 2:00:44
61.º, Henry Psutka , 1997 (CZE - República Checa), 2:08:30
Desclassificados: Nick Joel Richardt, 2006 (GER - Alemanha), Amanjot Singh, 1999 (IND - Índia), Pablo Gomez, 1971 (USA - E.U. América), David Hurtado, 1999 (ECU - Equador), Teodorico Caporaso, 1987 (ITA - Itália) e Mateusz Nowak, 1996 (POL - Polónia).
Desistentes: Alessandro Rebosio, 2006 (ITA - Itália), Brian Daniel Pintado, 1995 (ECU - Equador), Nikita Kuzmin, 2006 (KZK - Cazaquistão), Georgios Kritoulis, 2004 (GRE - Grécia), Dominik Black, 1997 (SVK - Eslováquia), Noel Chama, 1997 (MEX - México), Joni Hava, 1999 (FIN - Finlândia), Matthew Glennon, 2003 (IRL - Irlanda) - p.z. e Jefferson Segura, 1998 (MEX - México) - p.z.

sábado, 9 de maio de 2026

Kimberly García impõe-se em Poděbrady (2026)

A apresentação feminina na partida da meia-maratona, Kimberly García
 isolada e no pódio com Antonella Palmisano e Lucia Redondo.
Imagens: CAS-Ondrej Plechacek e YouTube Czech Athletics.
Montagem: O Marchador.

A peruana Kimberly García León foi a grande vencedora da prova da meia-maratona que ontem (8/5) integrou o programa do 94.º Grande Prémio Internacional de Marcha de Poděbrady, na República Checa, repetindo o êxito alcançado há cerca de um mês no recente Campeonato do Mundo de Seleções de Marcha em Brasília.

Depois de integrar o grupo da liderança inicial em que teve a companhia da equatoriana Paula Torres e da italiana Antonella Palmisano, quando dos 8 km de prova García León começa a destacar-se (tem 7 segundos de diferença aos 10 km) para gradualmente aumentar o seu avanço até vencer com um recorde sul-americano de 1:31:44, distando apenas 5 segundos do melhor registo mundial na distância da chinesa Yunyan Jiang (1:31:39 em Taicang-2026).

A luta pelo segundo lugar parecia animada até que Torres, antes dos 12 km, entraria na zona de penalização por acumulação de faltas (viria a ser desclassificada aos 18 km de prova), ficando Palmisano nessa posição de forma confortável até cortar a meta em 1:32:21. O terceiro lugar iria para a espanhola Lucia Redondo, de 22 anos, com 1:34:22, batendo o seu recorde por larga margem (antes, 1:42:18 nos campeonatos da distância este ano em Cieza).

Até o cronómetro marca 1 hora e 37 minutos de prova finalizaram com recordes pessoais a estadunidense Lauren Harris, (1:36:04, recorde nacional), a francesa Ana Delahaie (1:36:42) e a checa Ema Klimentová (1:36:59), esta a obter o título nacional.

Participaram 53 atletas (3 desclassificadas e 8 desistentes).

Classificação

Meia-maratona feminina
1.ª, Kimberly García León, 1993 (PER - Peru), 1:31:44
2.ª, Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália), 1:32:21
3.ª, Lucia Redondo, 2003 (ESP - Espanha), 1:34:22
4.ª, Lauren Harris, 1999 (USA - E.U. América), 1:36:04
5.ª, Ana Delahaie, 2004 (FRA - França), 1:36:42
6.ª, Ema Klimentová, 2005 (CZE - República Checa), 1:36:59
7.ª, Kristina Morozova, 2001 (KZK - Cazaquistão), 1:37:20
8.ª, Clémence Beretta, 1997 (FRA - França), 1:37:43 p.z.
9.ª, Giada Traina, 2004 (ITA - Itália), 1:37:45
10.ª, Theresia Emma Mohr, 2006 (AUT - Áustria), 1:37:51
11.ª, Glenda Morejón, 2000 (ECU - Equador), 1:37:54
12.ª, Elisa Marini, 2006 (ITA - Itália), 1:38:00
13.ª, Johana Edelmira Ordonez, 1987 (ECU - Equador), 1:38:36
14.ª, Hana Cerná, 1970 (SVK - Eslováquia), 1:38:50
15.ª, Elmira Kalimullina, 2004 (KZK - Cazaquistão), 1:39:08
16.ª, Nelly Lagrange, 2004 (FRA - França), 1:41:39
17.ª, Valeria Ortuno, 1998 (MEX - México), 1:41:58
18.ª, Liv Masson, 2003 (FRA - França), 1:42:10
19.ª, Heta Veikkola, 2003 (FIN - Finlândia), 1:42:54
20.ª, Marine Rottier, 2000 (FRA - França), 1:42:59
21.ª, Lena Sonntag, 2004 (GER - Alemanha), 1:43:06
22.ª, Anna-Maria Gabriel, 2005 (GER - Alemanha), 1:44:00
23.ª, Tiziana Spiller, 2003 (HUN - Hungria), 1:45:59 p.z.
24.ª, Amelia Blazejewska, 2003 (POL - Polónia), 1:47:31
25.ª, Ruby Ray, 2004 (USA - E.U. América), 1:48:06
26.ª, Alžbeta Franklová, 2005 (CZE - República Checa), 1:48:07
27.ª, Enni Nurmi, 1998 (FIN - Finlândia), 1:49:18 p.z.
28.ª, Adele Duclos, 2000 (FRA - França), 1:50:28
29.ª, Ema Hacundová, 1999 (SVK - Eslováquia), 1:51:21
30.ª, Izabelle Trefts, 2003 (USA - E.U. América), 1:51:49
31.ª, Julia Schmidt, 2004 (GER - Alemanha), 1:51:52
32.ª, Lydia Mcgranahan, 1976 (USA - E.U. América), 1:53:49
33.ª, Venla-Nora Nirkkonen, 2001 (FIN - Finlândia), 1:53:56 p.z.
34.ª, Jana Zikmundová, 2001 (CZE - República Checa), 1:57:38
35.ª, Rachel Bouquin, 2004 (FRA - França), 1:58:36
36.ª, Dagmara Holecová, 1984 (SVK - Eslováquia), 1:59:50
37.ª, Štepánka Pohlová Kucerová, 1987 (CZE - República Checa), 2:01:56
38.ª, Michaela Ríhová, 2001 (CZE - República Checa), 2:03:42
39.ª, Klára Hlavácová, 2003 (CZE - República Checa), 2:10:03
40.ª, Katie Smith, 1987 (USA - E.U. América), 2:11:35
41.ª, Nelly Bugárová, 2001 (CZE - República Checa), 2:14:51
42.ª, Vivien Uvírová, 2003 (CZE - República Checa), 2:15:48
Desclassificadas: Anett Torma, 1984 (HUN - Hungria), Paula Milena Torres, 2000 (ECU - Equador) e Lisa Guillard, 2006 (FRA - França).
Desistentes: Paula Juarez, 2000 (ESP - Espanha), Tabea Kiefer, 2005 (GER - Alemanha), Marine Merbitz, 2006 (FRA - França), Michelle Canto, 2005 (ITA - Itália), Kylie Garreis, 2005 (GER - Alemanha), Eleonora Anna Giorgi, 1989 (ITA - Itália), Bianca Zoboli, 2006 (ITA - Itália) e Erin Taylor-Talcott, 1978 (USA - E.U. América).

O 33.º Grande Prémio Internacional de Marcha Atlética de Rio Maior realiza-se já daqui a uma semana

Imagens: LOC Rio Maior 2026. Montagem: O Marchador.

É verdadeiramente notável que o prestigiado Grande Prémio Internacional de Marcha Atlética de Rio Maior alcance a sua 33.ª edição. Organizado pela Câmara Municipal de Rio Maior, pela Desmor EM, SA e pelo Clube de Natação de Rio Maior, este evento continua, ano após ano, a afirmar-se como a mais importante competição anual de marcha atlética em Portugal, distinguindo-se pela excelência da sua organização.

Recorde-se que tudo começou a 5 de outubro de 1991, muito impulsionado pelo chamado “efeito Susana Feitor”. Um ano antes, na cidade búlgara de Plovdiv, a atleta conquistara, de forma surpreendente, a medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo de Atletismo Sub-20, na prova dos 5.000 metros marcha, com apenas 15 anos de idade. Já em 1989, sob o forte impulso do então Clube Português de Marcha Atlética, Susana Feitor obtivera autorização para participar nos Campeonatos da Europa Sub-20, aos 14 anos, alcançando um brilhante 6.º lugar.

No próximo dia 16, sábado, as principais artérias de Rio Maior receberão atletas medalhados em Campeonatos da Europa, Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos. Esta edição ficará ainda marcada pela estreia das provas de Meia-maratona de Marcha, com a competição masculina agendada para as 18h00 e a feminina a iniciar-se 12 minutos depois.

A prova representa igualmente uma excelente oportunidade para os atletas europeus alcançarem mínimos de qualificação e/ou somarem pontos para o ranking europeu, tendo em vista os Campeonatos da Europa de Atletismo, que decorrerão em Birmingham, Inglaterra, no próximo mês de agosto.

Como é habitual neste tipo de competições, juízes pertencentes aos Painéis Internacionais de Marcha da World Athletics, provenientes de seis países diferentes — alguns com experiência em Jogos Olímpicos, Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo — terão a responsabilidade de assegurar o cumprimento das regras da disciplina. Estes estarão distribuídos ao longo do circuito urbano, com um perímetro de um quilómetro.

Consulte o «site» da organização do evento, aqui.