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| Imagens: FP Atletismo. Montagem: O Marchador. |
O Complexo Municipal de Atletismo do Seixal recebe, nos dias 6 e 7 de junho, os Campeonatos Nacionais de Atletismo Sub-16 em Pista ao Ar Livre, uma competição organizada pela Federação Portuguesa de Atletismo, com o apoio do Município do Seixal e da Associação de Atletismo de Setúbal.
Embora a competição cumpra apenas a sua terceira edição, a marcha atlética integrou o programa apenas no ano passado, ao contrário das restantes disciplinas do atletismo. De relembrar a exclusão absoluta das provas de marcha na primeira edição dos campeonatos em Viseu 2024 (ver peça do blogue «O Marchador», aqui).
A forte adesão registada nesta especialidade demonstra que, quando existe uma atividade regular e estruturada, os jovens atletas respondem de forma significativa. Pese embora os acessíveis mínimos de participação (este ano incluem ainda marcas registadas nos 3.000 metros!), o elevado número de inscrições na marcha é, aliás, um dos mais expressivos entre todas as disciplinas em competição, obrigando mesmo à realização das provas em horários distintos.
A prova masculina dos 4.000 metros realiza-se na tarde/noite de sábado, às 19h50, e contará com a participação de 18 atletas (listagem, aqui). Já a competição feminina, na mesma distância, está agendada para as 20h25 e reúne 36 atletas (listagem, aqui), caso se confirmem os números das inscrições.
Estes valores assumem particular relevância tendo em conta a expressiva representatividade geográfica dos participantes, provenientes de 17 distritos, do Minho ao Algarve, bem como das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Entre os inscritos encontram-se ainda os oito primeiros classificados das provas de marcha atlética do Torneio Nacional Olímpico Jovem, disputadas no passado sábado, em Albufeira.
Importa, por isso, reforçar a necessidade de um especial cuidado na contagem das voltas e no registo dos tempos obtidos, garantindo a máxima rigorosidade organizativa e a preservação da verdade desportiva, particularmente relevante numa disciplina em que os resultados influenciam diretamente os rankings nacionais.
Estas palavras não são proferidas de ânimo leve. Basta recordar dois exemplos ocorridos em competições nacionais da FPA na presente época. Em 7 de fevereiro, na prova feminina dos 3.000 m marcha dos Campeonatos Nacionais Sub-18 de pista curta, realizados em Braga, com a participação de 11 atletas, foi dada ordem de paragem, a uma volta do final, a pelo menos quatro concorrentes, constando posteriormente da folha de resultados oficiais a indicação “-1 volta (2.800 m)”. Mais recentemente, em 23 de maio, também em Braga, na prova masculina dos 5.000 m marcha da Taça de Portugal de Marcha (Absolutos e Sub-20), verificaram-se incorreções no registo dos tempos e/ou na ordenação classificativa de, pelo menos, metade dos atletas que concluíram a competição (8 em 16), sem que, até à presente data, tenha sido efetuada a respetiva retificação.
Os campeões nacionais em título são Isabel Laginhas (ACR Senhora do Desterro), vencedora da prova feminina com a marca de 20.03,64, e Vicente Figueiredo (CN Rio Maior), vencedor no setor masculino com 20.32,19. Contudo, ambos já esta época no escalão Sub-18, o que garante a consagração de novos campeões nacionais nesta edição dos Campeonatos de Portugal Sub-16.
Os recordes nacionais da categoria e distância permanecem intocados há cerca de três décadas. No setor feminino, o melhor resultado de sempre é pertença de Inês Henriques, do CN Rio Maior, com 19.20,7, marca registada em Lisboa (Estádio Universitário), a 8 de janeiro de 1995. No setor masculino, o recorde é detido por José Silva, da ADCR Bairro dos Anjos, com 18.22,1, tempo alcançado em Rio Maior, a 24 de maio de 1998.
Tudo indica, assim, que a marcha atlética será um dos principais focos de interesse destes Campeonatos Nacionais Sub-16. Trata-se de um escalão fundamental na formação desportiva, constituindo frequentemente a primeira etapa para jovens atletas que pretendem seguir a especialidade e aspiram a trilhar o percurso de atletas lusos que começaram por se destacar nos escalões jovens antes de alcançarem projeção internacional.












