segunda-feira, 17 de maio de 2021

Karlström confirma favoritismo e vence 20 km masculinos dos Europeus de Seleções de Marcha

Perseus Karlström celebra a vitória com o seu já conhecido
capacete víquingue. Foto: streaming AEA

O sueco Perseus Karlström foi o vencedor dos 20 km masculinos dos Campeonatos Europeus de Seleções em Marcha Atlética, realizados este domingo em Podebrady, na República Checa. O nórdico averbou 1.18.54 h, tendo tido no pódio individual a companhia dos espanhóis Álvaro Martín (1.19.14) e Diego García (1.19.19). A Espanha venceu por equipas.

Em vários aspectos, esta prova masculina teve semelhanças com a feminina da mesma distância. A começar pelo impulso de um concorrente para liderar a prova isolado. Só que desta vez, o feito prolongou-se não por duas ou três voltas mas por metade da competição, o tempo que o turco Salih Korkmaz suportou o comando da prova sozinho, bem destacado da concorrência.

Korkmaz passou aos mil metros (final da primeira volta) com 3.57 m aos 1000 m e, com variações de um ou dois segundos, manteve até aos 10 quilómetros sensivelmente o mesmo ritmo. A meio da prova registava 39.42 m, conservando em 16 segundos a vantagem que andou quase sempre a rondar esse valor.

Com o início da segunda metade, os colegas de prova terão achado que seria melhor tomar medidas e iniciou-se então a recuperação dos favoritos em relação à frente da competição. Em três voltas, o turco foi alcançado, passando a integrar um quarteto de liderança, com Karlström, García e Martín.

A terceira légua foi cumprida pelos quatro atletas em 59.34 m, para na volta seguinte Korkmaz se atrasar, deixando em definitivo o sueco e os dois espanhóis na luta pela distribuição dos lugares do pódio.

Já nos últimos três quilómetros, Diego García ficou para trás. A duas voltas do fim, Karlström já se encontrava isolado no comando, com dois segundos de avanço sobre Álvaro Martín e oito sobre García, enquanto Miguel Ángel López segurava o quarto posto, a 23 segundos do líder. Até à meta, todos os quatro se limitaram a gerir ritmos e riscos, mantendo as posições relativas.

Tal como tinha acontecido pouco antes na prova feminina, a Espanha não fez o 1-2-3 mas o 2-3-4 para garantir a vitória colectiva, com 9 pontos, contra 24 da Itália e 44 da Alemanha, numa prova em que Portugal não teve representação.

CLASSIFICAÇÃO
1.º, Perseus Karlström (Suécia), 1.18.54
2.º, Álvaro Martín (Espanha), 1.19.14
3.º, Diego García (Espanha), 1.19.19
4.º, Miguel Ángel López (Espanha), 1.19.25
5.º, Francesco Fortunato (Itália), 1.19.43
6.º, Gabriel Bordier (França), 1.20.10
7.º, Salih Korkmaz (Turquia), 1.20.10
8.º, Massimo Stano (Itália), 1.20.30
9.º, Eduard Zabuzhenko (Ucrânia), 1.20.43
10.º, Nils Brembach (Alemanha), 1.20.52
11.º, Federico Tontodonati (Itália), 1.21.13
12.º, Matteo Giupponi (Itália), 1.21.52
13.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.22.20
14.º, Lukasz Niedzialek (Polónia), 1.22.26
15.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.22.27
16.º, Ivan Losev (Ucrânia), 1.22.41
17.º, Sahin Senoduncu (Turquia), 1.22.44
18.º, Cameron Corbishley (Grã-Bretanha), 1.22.50
19.º, Teodorico Caporaso (Itália), 1.23.00
20.º, Viktor Shumik (Ucrânia), 1.23.39
21.º, Leo Köpp (Alemanha), 1.23.44
22.º, Marius Žiukas (Lituânia), 1.23.57
23.º, Aliaksandr Liakhovich (Bielorrússia), 1.24.09
24.º, Abdulselam Ímuk (Turquia), 1.24.14
25.º, Hagen Pohle (Alemanha), 1.24.49
26.º, Dawid Tomala (Polónia), 1.24.54
27.º, Håvard Haukenes (Noruega), 1.25.05
28.º, Selman Ilhan (Turquia), 1.25.30
29.º, Kevin Campion (França), 1.25.31
30.º, Davide Finocchietti (Itália), 1.25.41
31.º, Artur Mastianica (Lituânia), 1.25.59
32.º, Rafal Augustyn (Polónia), 1.26.08
33.º, Miroslav Úradník (Eslováquia), 1.26.39
34.º, Andrei Aldo (Itália), 1.27.15
35.º, David Kuster (França), 1.27.21
36.º, Dominik Cerný (Eslováquia), 1.27.28
37.º, Mikita Kaliada (Bielorrússia), 1.27.35
38.º, Juriy Micheletti (Itália), 1.27.39
39.º, Vít Hlavác (República Checa), 1.27.42
40.º, Damian Blocki (Polónia), 1.27.59
41.º, Raivo Saulgriezis (Letónia), 1.28.44
42.º, Dzmitry Dziubin (Bielorrússia), 1.30.37
43.º, Lukáš Gdula (República Checa), 1.30.57
44.º, Cian McManamon (Irlanda), 1.31.48
45.º, Mattéo Duc (França), 1.32.13
46.º, Martin Nedvídek (República Checa), 1.34.19
47.º, Riccardo Orsoni (Itália), 1.34.25
48.º, Daniel Kovác (Eslováquia), 1.41.22
49.º, Paul Jansen (Holanda), 1.42.35
50.º, Norbert Tóth (Hungria), 1.48.28
Desistentes: Joni Hava (Finlândia), Máté Helebrandt (Hungria), Dzmitry Lukyanchuk (Bielorrússia), Luis Alberto Amezcua (Espanha), Giorgio Rubino (Itália).

Por equipas
1.ª, Espanha, 9 pontos
2.ª, Itália, 24
3.ª, Alemanha, 44
4.ª, Ucrânia, 45
5.ª, Turquia, 48
6.ª, França, 70
7.ª, Polónia, 72
8.ª, Bielorrússia, 102
9.ª, Eslováquia, 117

domingo, 16 de maio de 2021

Palmisano contraria domínio espanhol e vence 20 km femininos dos Europeus de Seleções de Marcha

Antonella Palmisano festeja a vitória em Podebrady.
Foto: streaming AEA

A italiana Antonella Palmisano venceu este domingo a prova feminina dos 20 km dos Campeonatos Europeus de Seleções em Marcha Atlética, cumprindo a distância em 1.27.42 h. A transalpina fez tudo por merecer a vitória, desferindo os ataques que permitiram clarificar a classificação até ficar duas vezes isolada (a última a título definitivo). Foi, de resto, a única a conseguir suplantar a excelente formação espanhola, que abriu e fechou nos três lugares imediatos.

Em todo o caso, o primeiro momento de protagonismo coube à polaca Katarzyna Zdzieblo, que se isolou a meio da primeira volta e nessa condição se manteve até ser alcançada, perto do final da terceira volta de mil metros. Daí em diante assistiu-se a um crescente fraccionamento da frente da prova, onde o grupo da liderança se foi reduzindo.

A partir do momento em que Zdzieblo foi absorvida, o grupo da dianteiro ficou formado por três espanholas, três ucranianas, duas turcas, a polaca e Palmisano. No final da primeira légua, estas dez registavam 22.24 m, detendo nove segundos de avanço sobre as concorrentes mais próximas.

A meio da prova o cenário era semelhante, com o mesmo grupo a marcar 44.41 m, havendo apenas duas atletas, as italianas Mariavittoria Becchetti e Valentina Trapletti, nas cercanias, a seis e oito segundos de distância – todas as restantes estavam a mais de 40 segundos.

À 11.ª volta, Katarzyna Zdzieblo foi a primeira a ceder. Dois quilómetros depois atrasavam-se as ucranianas Olena Sobchuk e Hanna Shevchuk. No final da terceira légua (15 km), restavam apenas Palmisano e as espanholas María Pérez, Raquel González e Laura García-Caro, com vantagem de quatro segundos para a italiana. Era o primeiro momento de Palmisano a fazer pela vida (isto é, a jogar uma cartada com vista à vitória individual), numa acção iniciada pouco depois da passagem aos 13 quilómetros.

Mas as pretensões colectivas da Itália ficaram comprometidas nessa fase da prova, com a paragem no «pit lane» e posterior desclassificação de Becchetti.

Também a Espanha parecia correr alguns riscos quando, na 17.ª volta, Raquel González se atrasou e Laura García-Caro ficou a gerir duas notas de desclassificação. Entretanto, García-Caro e María Peréz voltavam a juntar-se a Antonella Palmisano, que, por sua vez, ripostou e tornou a isolar-se ainda antes de completados 18 quilómetros. Era o momento decisivo, que levou a italiana à vitória, com as espanholas com os lugares imediatos, que garantiam o mais importante, a vitória colectiva, dado serem estes uns campeonatos que não atribuem títulos individuais.

Antonella Palmisano averbaria 1.27.42 h, com Pérez a 10 segundos, García-Caro a 13 e González a 33.

Portugal, que apresentava uma formação insuficiente para entrar na classificação colectiva, também passou discreto no plano individual, dadas a desistência de Ana Cabecinha, perto do meio da prova, e a desclassificação de Maria Bernardo, por volta dos 12 quilómetros (quatro notas de flexão).

Na classificação colectiva, a Espanha garantiu o primeiro lugar com nove pontos, seguida da Ucrânia (21) e da Itália (23).

CLASSIFICAÇÃO
1.ª, Antonella Palmisano (Itália), 1.27.42
2.ª. María Pérez (Espanha), 1.28.03
3.ª, Laura García-Caro (Espanha), 1.28.07
4.ª, Raquel González (Espanha), 1.28.37
5.ª, Ayse Tekdal (Turquia), 1.29.47
6.ª, Olena Sobchuk (Ucrânia), 1.29.54
7.ª, Hanna Shevchuk (Ucrânia), 1.29.56
8.ª, Lyudmila Olyanovska (Ucrânia), 1.29.56
9.ª, Katarzyna Zdzieblo (Polónia), 1.29.57
10.ª, Valentina Trapletti (Itália), 1.30.05
11.ª, Panagiota Tsinopoulou (Grécia), 1.32.24
12.ª, Nicole Colombi (Itália), 1.32.40
13.ª, Anastasiya Rarouskaya Bielorrússia), 1.32.45
14.ª, Evin Demir (Turquia), 1.32.53
15.ª, Olga Niedzialek (Polónia), 1.33.26
16.ª, Viktoriya Rashchupkina (Bielorrússia), 1.33.51
17.ª, Heather Lewis (Grã-Bretanha), 1.34.13
18.ª, Mária Katerinka Czaková (Eslováquia), 1.34.27
19.ª, Brigita Virbalyté (Lituânia), 1.34.40
20.ª, Júlia Takács (Espanha), 1.34.55
21.ª, Pauline Stey (França), 1.34.58
22.ª, Galina Yakusheva (Cazaquistão), 1.35.04
23.ª, Eloise Terrec (França), 1.35.04
24.ª, Meryem Bekmez (Turquia), 1.35.12
25.ª, Camille Moutard (França), 1.35.26
26.ª, Kader Dost (Turquia), 1.36.14
27.ª, Sara Buglisi (Itália), 1.36.18
28.ª, Barbara Kovács (Hungria), 1.36.19
29.ª, Clémence Beretta (França), 1.36.39
30.ª, Olga Fiaska (Grécia), 1.36.51
31.ª, Bethan Davies (Grã-Bretanha), 1.37.09
32.ª, Saskia Feige (Alemanha), 1.37.49
33.ª, Elisa neuvonen (Finlândia), 1.37.57
34.ª, Rita Récsei (Hungria), 1.38.00
35.ª, Anniina Kivimäki (Finlândia), 1.38.16
36.ª, Adrija Meškauskaite (Lituânia), 1.38.27
37.ª, Regina Rykova (Cazaquistão), 1.38.40
38.ª, Tiia Kuikka (Finlândia), 1.39.23
39.ª, Valeriya Komel (Bielorrússia), 1.39.33
40.ª, Hana Burzalová (Eslováquia), 1.39.58
41.ª, Monika Vaiciukeviciuté (Lituânia), 1.40.16
42.ª, Mihaela Acatrinei (Roménia), 1.42.37
43.ª, Agnieszka Ellward (Polónia), 1.42.52
44.ª, Ema Hacundová (Eslováquia), 1.43.25
45.ª, Austeja Kavaliauskaité (Lituânia), 1.45.25
46.ª, Modra Ignate (Letónia), 1.47.59
47.ª, Dóra Csörgö (Hungria), 1.55.42
Desistentes: Eszter Bánhidi (Hungria), Vittoria Giordani (Itália), Maura Marchiori (Itália), Ana Cabecinha (Portugal) e Anna Terlyukevich (Bielorrússia).
Desclassificadas: Mariavittoria Becchetti (Itália) e Maria Bernardo (Portugal).

Por equipas
1.ª, Espanha, 9 pontos
2.ª, Ucrânia, 21
3.ª, Itália, 23
4.ª, Turquia, 43
5.ª, Polónia, 67
6.ª, Bielorrússia, 68
7.ª, França, 69
8.ª, Lituânia, 96
9.ª, Eslováquia, 102

Marc Tur triunfa nos 50 km dos Europeus de Seleções de Marcha

Marc Tur corta a meta como vencedor dos 50 km dos europeus
de seleções em marcha atlética. Foto: streaming AEA

O espanhol Marc Tur impôs-se a toda a concorrência com uma vitória clara nos 50 km dos Campeonatos da Europa de Seleções em Marcha Atlética, hoje disputados em Podebrady, na República Checa. Com a marca final de 3.47.40, Tur foi acompanhado no pódio individual pelo finlandês Aleksi Ojala (3.48.25) e pelo italiano Andrea Agrusti (3.49.52).

Apesar do triunfo do espanhol, foi o alemão Karl Junghannss quem dominou grande parte da prova, lançando-se isolado para a liderança logo desde o momento da partida. Nos quilómetros iniciais, apenas o italiano Marco de Luca pareceu querer dar resposta ao germânico, posicionando-se entre o fugitivo e o pelotão.

Aos cinco quilómetros, Karl Junghannss passava com 22.44 m, 23 segundos à frente de Luca e do ucraniano Ihor Hlavan, que se lhe tinha juntado. Até final da segunda légua, as únicas alterações foram o aumento da vantagem de Junghannss para 34 segundos e a chegada do alemão Nathaniel Seiler ao primeiro grupo perseguidor.

A meio da prova, Karl Junghannss fazia prova de valia e de intenções e cumpria os 25 quilómetros em 1.54.02 h, com uma vantagem já aumentada para 1.07 m sobre o trio perseguidor, agora constituído pelo polaco Jakib Jelonek, Seiler e Tur. ERra o momento em que o espanhol se mostrava e assumia maior protagonismo da competição.

No entanto, os quilómetros seguintes dariam um aumento evidente da vantagem do alemão na frente (1.41 aos 30 km) e o crescimento do primeiro pelotão para nove elementos.

Viria, enfim, o momento de fraqueza de Junghannss, que começou a ceder, enquanto Marc Tur abandonava o grupo perseguidor para ultrapassar o alemão, o que viria a acontecer cerca dos 43 quilómetros. Até final, Tur confirmaria a vantagem e Junghannss cairia para o sexto lugar, enquanto Ojala e Agrusti se alcandoravam aos dois lugares livres do pódio.

Dos portugueses, Hélder Santos e Rui Coelho fizeram a prova sempre a par, terminando em 24.º e 25.º, respectivamente, com 4.07.27 h e 4.07.29 h.

Colectivamente, a Itália triunfou com 23 pontos (3.º, 5.º e 15.º), seguida da Alemanha, com 24 (6.º, 8.º, 10.º), cujo equilíbrio de resultados quase valeu a vitória. A Ucrânia fechou o pódio colectivo, com 41 pontos (11.º, 13.º e 17.º), menos dois que a Espanha.

CLASSIFICAÇÃO
1.º, Marc Tur (Espanha), 3.47.40
2.º, Aleksi Ojala (Finlândia), 3.48.25
3.º, Andrea Agrusti (Itália), 3.49.52
4.º, Ruslans Smolonskis (Letónia), 3.50.31
5.º, Marco de Luca (Itália), 3.50.48
6.º, Nathaniel Seiler (Alemanha), 3.51.48
7.º, Arnis Rumbenieks (Letónia), 3.51.52
8.º, Karl Junghannss (Alemanha), 3.52.07
9.º, Brendam Boyce (Irlanda), 3.52.15
10.º, Carl Dohmann (Alemanha), 3.52.58
11.º, Ivan Banzeruk (Ucrânia), 3.53.51
12.º, Marius Iulian Cocioran (Roménia), 3.55.29
13.º, Valeriy Litanyuk (Ucrânia), 3.55.45
14.º, Anatoli Homeleu (Bielorrússia), 3.55.58
15.º, Michele Antonelli (Itália), 3.56.18
16.º, Jakub Jelonek (Polónia), 3.56.45
17.º, Ihor Hlavan (Ucrânia), 3.58.12
18.º, Rafal Fedaczynski (Polónia), 3.58.17
19.º, Tadas Suskevicius (Lituânia), 3.59.35
20.º, Jesús García (Espanha), 4.01.14
21.º, Dávid Tokodi (Hungria), 4.03.06
22.º, Manuel Bermúdez (Espanha), 4.03.38
23.º, Anton Radko (Ucrânia), 4.06.41
24.º, Hélder Santos (Portugal), 4.07.27
25.º, Rui Coelho (Portugal), 4.07.29
26.º, José Ignacio Díaz (Espanha), 4.11.44
27.º, Pavel Remus Radoi (Roménia), 4.13.35
28.º, Rafal Sikora (Polónia), 4.19.51
29.º, Alejandro Florez (Suíça), 4.22.47
30.º, Ionut Vasilica Plesu (Roménia), 4.26.58
Desistentes: Virgo Adusoo (Estónia), Uladzimir Kalesniuk (Bielorrússia), Miklós Srp (Hungria), Narcis Stefan Mihaila (Roménia), Alexandros Papamichail (Grécia), Bruno Erent (Croácia), Hugo Andrieu (França) e Tomasz Bagdány (Hungria).
Desclassificado: Stefano Chiesa (Itália).

Por equipas
1.ª, Itália, 23 pontos
2.ª, Alemanha, 24
3.ª, Ucrânia, 41
4.ª, Espanha, 43
5.ª, Polónia, 62

Eliška Martínková e Portugal vencem 10 km juniores femininos dos Europeus de Seleções de Marcha

Pódio individual dos 10 km juniores femininos.
Foto: streaming AEA

A checa Eliška Martínková dominou de princípio a fim a prova de 10 km juniores femininos dos Campeonatos da Europa de Seleções em Marcha Atlética, comandando a prova desde o tiro de partida até cortar a meta. Concluiu a competição em 45.46 m, à frente da portuguesa Adriana Viveiros (47.01) e da francesa Maële Biré-Heslouis (47.05).

Honrando a condição de favorita e jogando «em casa», Martínková ganhou logo na primeira volta de mil metros uma vantagem contabilizada em 17 segundos, sobre um grupo onde se colocavam as portuguesas Viveiros e Inês Mendes, as francesas Biré-Heslouis e Elvira Carre, a turca Songül Koçer ou a bielorrussa Lizaveta Hryshkevich (que andou vários quilómetros destacada no segundo lugar).

A meio da competição, a checa passou com 22.48 m, mais de um minutos adiante da bielorrussa (23.50) e do grupos das francesas e das portuguesas (23.55).

Na segunda metade da prova, o interesse esteve centrado unicamente em saber como iriam Portugal e França decidir os lugares colectivos, sendo evidente que, salvo algum acaso, seria entre as duas selecções que se discutiria a vitória por equipas. Na volta final, enquanto Eliška Martínková confirmava a vitória com uma segunda légua apenas dez segundos mais lenta que a primeira, Adriana Viveiros e Maële Biré-Heslouis ficaram sozinhas na perseguição à checa. A meio da última volta, a portuguesa impôs a maior capacidade de finalização e, com uma recorde pessoal por margem considerável, garantiu o segundo lugar, à frente da francesa, cuja marca constitui novo recorde nacional.

Com igualdade a sete pontos entre Portugal e França, o desempate seguiu o critério da atleta melhor classificada, beneficiando Portugal, que assim se sagrou campeão europeu dos 10 km juniores femininos.

Já fora do pódio individual, Elvira Carre e Inês Mendes garantiram também novos máximos pessoais.

CLASSIFICAÇÃO
1.ª, Eliška Martínková (Rep. Checa), 45.46
2.ª, Adriana Viveiro (Portugal), 47.01
3.ª, Maële Biré-Heslouis (França), 47.05
4.ª, Elvira Carre (França), 47.13
5.ª, Inês Mendes (Portugal), 47.23
6.ª, Lizaveta Hryshkevich (Bielorrússia), 47.37
7.ª, Celia Vilchez (Espanha), 48.34
8.ª, Alicia Lumbreras (Espanha), 49.03
9.ª, Lena Riedel (Alemanha), 49.33
10.ª, Alessia Titone (Itália), 49.34
11.ª, Sina Riedel (Alemanha), 49.58
12.ª, Anna Ferrari (Itália), 50.01
13.ª, Alina Leipe (Alemanha), 51.28
14.ª, Klára Hlávácová (Rep. Checa), 51.35
15.ª, Francesca Liviani (Itália), 51.42
16.ª, Bruna Marques (Portugal), 51.55
17.ª, Jana Zikmundová (Redp. Checa), 53.13
18.ª, Songül Koçer (Turquia), 53.34
19.ª, Kinga Walerianczyk (Polónia), 53.43
20.ª, Amelia Blazejewska (Polónia), 53.59
21.ª, Stanislava Hakulinová (Eslováquia), 54.12
22.ª, Toma Dailidonyté (Lituânia), 54.41
Desistente: Maria Diana Lataretu (Roménia).
Desclassificada: Alzbeta Ragasová (Eslováquia).

Por equipas
1.ª, Portugal, 7 pontos
2.ª, França, 7
3.ª, República Checa, 15
4.ª, Espanha, 15
5.ª, Alemanha, 20
6.ª, Itália, 22
7.ª, Polónia, 39

Grega Drisbioti triunfa nos 35 km femininos dos europeus de marcha



Antigoni Drisbioti, vencedora dos 35 km femininos.
Foto: streaming AEA

Antigoni Drisbioti venceu esta manhã os 35 km femininos dos Campeonatos Europeus de Seleções em Marcha Atlética, terminando a prova em 2.49.55 h. A grega teve no pódio individual a companhia das italianas Eleonora Anna Giorgi (2.51.05) e Lidia Barcella (2.51.50).

A prova teve de início o comando isolado de Eleonora Giorgi, que sai acompanhando o grupo da frente dos masculinos que competiam nos 50 km, mas começando cedo a ser alvo de notas de desclassificação. Aos dez quilómetros passava com 46.58 m, quase dois minutos de vantagem sobre Drisbioti (48.46), que entretanto se tinham livrado da companhia da espanhola Mar Juárez e da bielorrussa Nadzeya Darazhuk, suas companheiras de perseguição em parte considerável das voltas anteriores.

A vantagem da italiana continuaria a aumentar por mais algumas voltas mas logo surgiriam os problemas, com uma breve paragem por volta dos 13 quilómetros, a entrada em ritmos acima dos cinco minutos por quilómetro e a aproximação de Drisbioti.

A grega assumiria a liderança pouco antes da passagem aos 20 quilómetros, nunca mais largando o primeiro lugar, que defendeu até á meta. Mais para trás, Juárez e Darazhuk aproximavam-se de Giorigi e conseguiriam mesmo ultrapassá-la antes dos 25 quilómetros. A italiana recuperaria ânimo e, motivada pela classificação colectiva, retomaria os seus melhores ritmos para terminar bem, tal como a compatriota Lidia Barcella, que na légua final ganharia dois lugares e chegaria ao terceiro posto.

Quem pareceu nunca estar bem integrada na competição foi a portuguesa Inês Henriques, que começou a competição pelo meio da tabela, decaindo até aos últimos lugares e desistindo próximos dos 20 quilómetros.

Por equipas, a Itália impôs-se, com 13 pontos, à frente da surpreendente Grécia (18) e Bielorrússia (23).

CLASSIFICAÇÃO
1.ª, Antigoni Drisbioti (Grécia), 2.49.55
2.ª, Eleonora Anna Giorgi (Itália), 2.51.05
3.ª Lidia Barcella (Itália), 2.51.50
4.ª, María Juárez (Espanha), 2.52.44
5.ª, Nadzeya Darazhuk (Bielorrússia), 2.52.59
6.ª, Anastasiya Rodzkina (Bielorrússia), 2.55.07
7.ª, Kiriaki Filtisakou (Grécia), 2.55.10
8.ª, Federica Curiazzi (Itália), 2.56.02
9.ª, Tereza Durdiaková (Rep. Checa), 2.57.08
10.ª, Christina Papadopoulou (Grécia), 2.57.29
11.ª, Antia Chamosa (Espanha), 2.57.51
12.ª, Natassia Yatsevich (Bielorrússia), 2.58.01
13.ª, Ana Veronica Rodean (Roménia), 2.59.27
14.ª, Beatrice Foresti (Itália), 3.04.04
15.ª, Antonina Lorek (Polónia), 3.12.30
16.ª, Efstathia Kourkoutsaki (Grécia), 3.14.13
17.ª, Khrystyna Yudkina (Ucrânia), 3.14.46
18.ª, Valéria Biróné Molnár (Hungria), 3.22.37
Desistentes: Yana Farina (Ucrânia) e Inês Henriques (Portugal).
Desclassificada: Lyudmyla Shelest (Ucrânia).

Por equipas
1.ª, Itália, 13 pontos
2.ª, Grécia, 18
3.ª, Bielorrússia, 23

Hidalgo e Espanha vencem 10 km juniores masculinos dos europeus de marcha

José Luís Hidalgo abraça Dimitri Durand no final da prova.
Foto: streaming AEA
O espanhol José Luís Hidalgo venceu esta manhã a prova de 10 km juniores masculinos dos Campeonatos da Europa de Seleções em Marcha Atlética, a decorrer durante o dia de hoje em Podebrady, na República Checa. Hidalgo concluiu a prova com um novo recorde pessoal de 41.35 m, menos 16 segundos que o compatriota Paul McGrath (41.51), com os dois atletas a garantirem o triunfo colectivo da seleção de Espanha. O turco Serhat Güngör fechou o pódio individual, com 42.20 m. No entanto, o primeiro na meta tinha sido o francês Dimitri Durand, que terminou em 41.26 m, mas acabou por ver serem acrescentados 60 segundos ao tempo realizado, devido a três notas de desclassificação.

Nos primeiros seis quilómetros, a prova foi liderada pelo quarteto composto pelos dois espanhóis, pelo francês e pelo turco, ainda com o italiano Gabriele Gamba, nas primeiras quatro voltas ao circuito de mil metros.

Seria com a aproximação à meia hora de prova que Durand e Hidalgo se isolariam no comando, com o francês a suplantar o espanhol na volta final. A penalização surgiria já depois de terminada a prova, não tendo havido tempo para a paragem do francês no «pit lane».

Nessa mesma fase, Paul McGrath veio a suplantar o turco Güngör, que num primeiro momento dos dois quilómetros finais pareceu poder intrometer-se entre os espanhóis. Também na parte final, o italiano Gamba acabou ultrapassado pelo checo Jaromír Morávek na luta pelo quinto lugar. Morávek terminaria com um recorde pessoal de 42.27 m, enquanto o italiano concluía com um novo recorde nacional de 42.30 m.

Realce ainda para o novo recorde pessoal obtido pelo português Pedro Dias, que, com uma prova de grande regularidade, terminou no nono lugar, registando 42.51 m.

Por equipas, triunfo para Espanha, com três pontos, adiante da França (12) e da Turquia (15).

CLASSIFICAÇÃO
10 km juniores masculinos
1.º, José Luís Hidalgo (Espanha), 41.35
2.º, Paul McGrath (Espanha), 41.51
3.º, Serhat Güngör (Turquia), 42.20
4.º, Dimitri Durand (França), 42.26
5.º, Jaromír Morávek (Rep. Checa), 42.27
6.º, Gabriele Gamba (Itália), 42.30
7.º, Pablo Pastor (Espanha), 42.43
8.º, Lucas Dreville (França), 42.46
9.º, Pedro Dias (Portugal), 42.51
10.º, Taras Koretskyy (Ucrânia), 42.52
11.º, Jerry Jokinen (Finlândia), 43.06
12.º, Mustafa Tekdal (Turquia), 43.46
13.º, Florian Peter (França), 43.50
14.º, Oleksandr Mytsyk (Ucrânia), 44.58
15.º, Filippo Antonio Capostagno (Itália), 45.54
16.º, Yehor Shelest (Ucrânia), 46.17
17.º, Ignas Dumbliauskas (Lituânia), 48.12
18.º, Leon Bánk (Hungria), 53.07
Desclassificado: Daniele Breda (Itália).

Por equipas
1.ª, Espanha, 3 pontos
2.ª, França, 12
3.ª, Turquia, 15
4.ª, Itália, 21
5.ª, Ucrânia, 24

sábado, 15 de maio de 2021

212 atletas inscritos no Campeonato Europeu de Seleções em Marcha Atlética

Cartaz do evento. Montagem: O Marchador

Neste domingo, 16 de maio, Podebrady, na República Checa, será a capital europeia, e mesmo mundial, da marcha atlética, com a realização de 6 provas para as quais se inscreveram 111 homens e 101 mulheres, em representação de 25 seleções europeias.

Nos 20 km masculinos, prova que terá início às 15:30 horas locais (14:30 horas em Portugal continental), a Espanha é uma das mais sérias candidatas ao título coletivo, sendo a seleção europeia com o mais rico currículo nesta distância, pois sagrou-se campeã europeia nas edições de 1996, 2000, 2003, 2011, 2017 e 2019. O sueco Perseus Karlström é um dos grandes favoritos à vitória, podendo ser o primeiro atleta a conquistar o título em duas edições consecutivas.

Nos 50 km masculinos, prova que terá início às 8 horas locais (7 horas em Portugal continental), a Ucrânia é uma das principais candidatas ao título coletivo, que conquistou nas duas últimas edições. Um dos grandes motivos de interesse residirá na presença do espanhol Jesús Ángel García Bragado, que aos 51 anos de idade é o atleta mais velho inscrito no evento, tendo como objetivo principal consolidar a sua posição nos 60 primeiros lugares do ranking mundial da disciplina (3 por país) e ir aos Jogos Olímpicos, no que seria a sua oitava participação, um recorde mundial absoluto no atletismo. García Bragado venceu a competição na edição inaugural, em 1996, na Corunha, repetindo o triunfo em 2000 e 2001. Portugal ganhou nesta competição a única medalha coletiva masculina com a medalha de bronze obtida na edição de 2003, em Cheboksary, e este ano, pelo menos no plano individual, João Vieira teria boas hipóteses de medalha.

Nos 20 km femininos (13:30 horas locais), a Espanha apresenta-se como a principal favorita ao título, tendo vencido as últimas duas edições. Contabiliza ainda mais seis medalhas, três de prata e outras três de bronze, num evento em que Portugal tem tradição de medalhas, como a de ouro em 2005, a de prata em 2013 e a de bronze em 2015, mas que este ano, tal como se verificou em 2019, apenas se apresentará com duas atletas, número manifestamente insuficiente para pontuar coletivamente. A nível individual, a espanhola María Pérez é uma das mais fortes candidatas à vitória, ela que venceu os campeonatos do seu país, disputados há dois meses em Múrcia, com o tempo de 1:28:26. Sem esquecer a italiana Antonella Palmisano, vencedora da edição do evento em 2017, também em Podebrady, então com 1:27:27.

Nos 35 km femininos (8:00 horas locais), prova que substitui os 50 km de há dois anos, que a Ucrânia venceu, a Espanha obteve a medalha de prata e a Itália a de bronze, as grandes figuras europeias são a italiana Eleonora Giorgi, campeã nos 50 km da edição de Alytus, a grande favorita à vitória e que se apresenta com um recorde pessoal de 2:43:43, e a portuguesa Inês Henriques, medalha de bronze nos 50 km da Taça da Europa de 2019, campeã mundial em Londres, 2017 e ex-recordista mundial na distância.

Nos 10 km Sub-20 masculinos (9:00 horas locais), a Espanha apresenta-se como favorita à conquista da medalha de ouro coletiva, procurando repetir o triunfo obtido na edição de 2015, mas a Itália, que venceu em 2019, é uma forte concorrente. A nível individual, o favorito é o espanhol Paul McGrath, o único dos participantes que realizou este ano uma marca abaixo dos 42 minutos ao sagrar-se campeão de Espanha em 14 de fevereiro, nos Nacionais de Sevilha, com o tempo de 41:39.

Nos 10 km Sub-20 femininos (11:15 horas locais), as seleções mais candidatas à medalha de ouro, pelos tempos das suas melhores atletas, são as da República Checa e de Portugal, que nunca obtiveram medalhas coletivas nesta categoria etária, tendo a seleção lusa alcançado dois quartos lugares nas edições de 2000 e 2017. A jovem checa Eliska Martínková é a principal favorita ao triunfo, alinhando à partida com um recorde pessoal de 45:52, tempo obtido em Dudince, a 20 de março do corrente ano.

Listagem de inscrições finais, aqui.

Fonte: European Athletics

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Podebrady acolhe este domingo o Campeonato Europeu de Seleções em Marcha Atlética

Foto: LOC Podebrady. Montagem: O Marchador

A cidade checa de Podebrady vai receber a próxima edição do Campeonato Europeu de Seleções em Marcha Atlética, com o programa de provas a contemplar provas de 20 e 35 km femininos, 20 e 50 km masculinos e ainda nas provas de 10 km Sub-20 masculinos e femininos, a partir das 8:00 horas deste domingo, que poderão ser acompanhadas via streaming.

Podebrady é um dos mais históricos lugares no mundo para a especialidade pois a primeira prova que aí se realizou foi no ano de 1894, dois anos antes dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, com a realização de um campeonato de clubes, na distância de 50 km, entre a capital, Praga, e Podebrady, com a vitória de Frantisek Maly em 5 horas e cinquenta minutos.

Na edição de 1978, o mexicano Raúl González, um dos maiores marchadores de todos os tempos, campeão olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 1984, venceu a prova baixando pela primeira vez das quatro horas. Obteve, então, o recorde mundial da distância, no tempo de 3:41:20, que ainda hoje é recorde do México. Em 1991, com as dificuldades relacionadas com o trânsito e, por outro lado, as novas regras exigidas pela IAAF para a realização de provas de marcha, o evento passou a realizar-se por completo na cidade.

Um dos mais espetaculares eventos a que pudemos assistir teve lugar no ano de 1997 com a realização da Taça do Mundo de Marcha, coincidindo com os festejos decorrentes do aniversário dos 100 anos da Federação de Atletismo e a vitória, nos 50 km, do espanhol Jesús Ángel García Bragado, a realizar o recorde da competição com o tempo de 3:39:54, e nos 20 km, o triunfo de outro das grandes figuras mundiais da disciplina, o equatoriano Jefferson Pérez, com 1:18:24.

Em 2003 o evento passou a realizar-se sobre a distância de 20 km, integrando o “European Athletics Race Walking Permit Meeting”, acolhendo em 2017 a Taça da Europa de Marcha, antecessora do agora designado Campeonato Europeu de Seleções em Marcha Atlética, que voltará à cidade nas duas próximas edições, em 2023 e 2025.

Aceda ao «site» do evento, aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Seleção da Ucrânia para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha 2021

Imagem da bandeira: iStock. Montagem: O Marchador

A Ucrânia é uma das fortes seleções de marcha do continente europeu, uma das “big five”, apresentando-se quase na máxima força em Podebrady, com equipas completas em todas as provas com exceção dos 10 km Sub-20 femininos, sem atletas, e em algumas delas com aspirações a medalhas.

Com 13 medalhas coletivas alcançadas nas 13 edições já realizadas, conquistou na última edição, em Alytus, as medalhas de ouro nos 50 km masculinos e femininos, e a de bronze nos 20 km masculinos. Lyudmila Olyanovska é a mais prestigiada representante da delegação ucraniana, registando no seu currículo uma medalha de bronze conquistada nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

De acordo com a “Final Entries”, a seleção ucraniana é composta pelos seguintes atletas:

20 km femininos: Nadiya Borovska, Lyudmila Olyanovska, Hanna Shevchuk, Olena Sobchuk;

35 km femininos: Yana Farina, Tamara Havrylyuk, Lyudmyla Shelest, Khrystyna Yudkina;

20 km masculinos: Nazar Kovalenko, Ivan Losev, Viktor Shumik, Eduard Zabuzhenko;

50 km masculinos: Ivan Banzeruk, Ihor Hlavan, Valeriy Litanyuk, Anton Radko;

10 km Sub-20 masculinos: Taras Koretskyy, Oleksandr Mytsyk, Yehor Shelest.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Seleção de Itália para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha 2021

Imagem da bandeira: Amazon. Montagem: O Marchador

Eleonora Giorgi, nos 35 km, Antonella Palmisano e Massimo Stano, nos 20 km, são as principais figuras da seleção italiana de marcha, anunciada pelo diretor-técnico nacional, Antonio La Torre, equipa composta por 22 atletas (11 masculinos e 11 femininos), o número máximo permitido, que a 16 de maio participará no Campeonato da Europa de Seleções de Marcha, no próximo domingo (16), em Podebrady.

Em 2019, a última edição deste evento, em Alytus, a Itália conquistou, no plano coletivo, três medalhas, e no plano individual, duas, nomeadamente, a medalha de bronze nos 50 km marcha femininos (prova agora substituída pela dos 35 km, distância que vigorará nos próximos Mundiais de Atletismo), com a vitória de Giorgi e um recorde europeu de 4:04:50, a medalha de prata nos 20 km femininos, e a medalha de ouro nos 10 km Sub-20 masculinos, aqui com o triunfo de Riccardo Orsoni.

Para os Jogos Olímpicos, possuem mínimos olímpicos, além de Giorgi, Palmisano e Stano, todos nos 20 km, Valentina Trapletti e Mariavittoria Becchetti, Matteo Giupponi e Federico Tontodonati, também nos 20 km, e Stefano Chiesa, nos 50 km.

Eis a seleção:

20 km masculinos
Federico Tontodonati, Francesco Fortunato, Massimo Stano e Matteo Giupponi;

50 km masculinos
Andrea Agrusti, Marco de Luca, Michele Antonelli e Stefano Chiesa;

10 km Sub-20 masculinos
Daniele Breda, Filippo Antonio e Gabriele Gamba;

20 km femininos
Antonella Palmisano, Mariavittoria Becchetti, Nicole Colombi e Valentina Trapletti;

35 km femininos
Beatrice Foresti, Eleonora Anna Giorgi, Federica Curiazzi, Lidia Barcella;

10 km Sub-20 femininos
Ana Ferrari, Francesca Liviani e Alessia Titone.

terça-feira, 11 de maio de 2021

João Vieira (totalista) e Inês Henriques são recordistas de presenças em Taças da Europa de Marcha

João Vieira e Inês Henriques na edição de Alytus 2019.
Fotos: Alytus Festival e FIDAL. Montagem: O Marchador

São portugueses os atletas que possuem o maior número de participações em Taças da Europa de Marcha, nesta próxima edição com a designação de Campeonatos da Europa de Seleções de Marcha, quando falta menos de uma semana para a realização da 15.ª edição da maior competição continental de equipas, que terá lugar na cidade checa de Podebrady, a 50 quilómetros de Praga, a capital do país.

No setor masculino, João Vieira, com 13 participações, é mesmo o único totalista desde que se estreou na edição de 1996, participando nos 20 km marcha, até à última edição, em 2019, em Alytus, conquistando aqui a medalha de bronze na prova dos 50 km marcha, com mínimos olímpicos. Conforme anunciado, o vice-campeão mundial na distância não estará este ano na edição de Podebrady, evento para a qual estava selecionado e era um dos candidatos a obter uma medalha.

Na verdade, é lamentável que a Federação Portuguesa de Atletismo não tenha estudado outras opções que levassem à presença da treinadora Vera Santos em Podebrady, isto sem prejuízo dos oficiais selecionados levando, assim, à renúncia da participação no evento de João Vieira (seria a sua 14.ª participação), colocando a culpa às entidades organizadoras do evento, segundo notícia do jornal "O Jogo" quando aqui é referido que "fonte oficial da FPA confirmou as limitações colocadas às delegações, devido à pandemia, tendo a comitiva nacional sido reduzida aos atletas e a três oficiais, dois treinadores e um fisioterapeuta."

Outro português, Pedro Martins, surge na segunda posição, com 11 participações (1996-2015). Na terceira posição deste pódio de presenças, com 9 participações, há 7 atletas: Jesús Ángel García Bragado (Espanha), Grzegorz Sudol (Polónia), Matej Tóth (Eslováquia), Robert Heffernan (Irlanda), Andriy Kovenko (Ucrânia), Oleksiy Kazanin (Ucrânia) e Benjamin Sánchez (Espanha).

No setor feminino, Inês Henriques soma 12 participações no evento (1998-2019), tendo estado apenas ausente na edição inaugural. Prepara-se, assim, para consolidar a sua posição cimeira competindo, desta vez, na prova dos 35 km. A lituana Kristina Saltanovic, com 11 presenças (1996-2017), surge na segunda posição, enquanto a portuguesa Susana Feitor e a suíça Laura Polli ocupam o pódio na terceira posição, com 10 participações, cada uma.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Seleção de Espanha para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha 2021

Foto da bandeira: CapriShop.Montagem: O Marchador

Depois da realização dos Campeonatos de Espanha de Marcha (estrada) de 35 e 50 km, a 14 de fevereiro, em Sevilha, e de 20 km, a 14 de março, em Múrcia, a par de outras provas para os escalões Sub-20, o Selecionador Nacional da Federação Espanhola de Atletismo (RFEA), divulgou a 26 de março a pré-seleção para Podebrady, na República Checa, recentemente confirmada, com a inclusão do quarto elemento da equipa espanhola de 50 km, Jesús Ángel García Bragado.

Uma das mais fortes seleções da especialidade do continente europeu, apresentar-se-á quase na sua máxima força (seniores e Sub-20), apenas não completando a equipa feminina dos 35 km, dada a lesão da sua terceira representante, Marina Pena. Duas das jovens atletas, que ainda não tinha completado os 18 anos de idade e que, numa primeira fase, estavam pré-convocadas (Lucia Redondo e Eva Rico), foram substituídas por outras, dada a proibição de viagens para a República Checa a menores de idade (seleção modificada a 7 de maio por circular RFEA 122/2021).

Na última edição do evento, em 2019, na cidade lituana de Alytos, a seleção espanhola esteve em plano de grande evidência ao conquistar quatro medalhas individuais (duas de prata e duas de bronze) e outras quatro medalhas coletivas, uma de ouro, nos 20 km femininos, duas de prata, nos 50 km femininos e nos 10 km Sub-20 masculinos, e uma de bronze, nos 10 km Sub-20 femininos.

Assim, teremos:

10 km Sub-20 femininos: Alicia Lumbreras, María Moya, Celia Vilchez;

20 km femininos: Laura García-Caro, Raquel Gonzalez, María Perez, Julia Takacs;

35 km femininos: Antia Chamosa, Mar Juarez;

10 km Sub-20 masculinos: Jose Luis Hidalgo, Paul Mcgrath, Pablo Pastor;

20 km masculinos: Alberto Amezcua, Diego García, Miguel Angél Lopez, Álvaro Martín;

50 km masculinos: Manuel Bermudez, Jose Ignacio Diaz, Marc Tur Pico, Jesús Ángel García Bragado.

domingo, 9 de maio de 2021

Gabriela Muniz (Brasil) e Brayan Matías (Guatemala) destacaram-se nos Sub-20 da Taça Pan-americana de marcha

As partidas das provas de sub-20 em Guayaquil, no Equador.
Fotos: Federación Ecuatoriana de Atletismo
Montagem: O Marchador

A brasileira Gabriela Muniz e o guatemalteco Brayan Ortís venceram as provas de 10 km marcha para o escalão Sub-20 da XX edição da Taça Pan-americana de Marcha, que se disputou na última sexta-feira em Guayaquil, no Equador, num circuito de 2 km instalado na Avenida Paseo del Parque, junto ao Parque Samanes.

Na prova feminina, a jovem atleta de Sobradinho (Distrito Federal) que contou, em praticamente toda a prova, com a companhia da mexicana Sofía Ramos, viria a triunfar com o tempo de 47:50, constituindo novo recorde brasileiro da categoria, em estrada, confirmando ainda os mínimos (50:30) para os Mundiais Sub-20, que este ano terão lugar em agosto deste ano, em Nairobi, no Quénia. Sofía Ramos conquistou a medalha de prata, com 47:57, e a guatemalteca Yaquelin Teletor, a medalha de bronze, com 50:36.

Na prova masculina, Brayan Matías Ortiz sagrou-se campeão pan-americano, com o tempo de 43:42, a apenas dois segundos dos mínimos exigidos para os Mundiais Sub-20, mas a 28 de fevereiro deste ano já conseguira o tempo de 42:52, em San Jerónimo, no seu país natal. O colombiano Matías Romero alcançou a medalha de prata com a marca de 43:52, e o mexicano Cristian Juárez fechou o pódio com o tempo de 44:05.

Classificações «provisórias»
10 km masculinos - sub-20
1.º, Bryan Matias Ortiz, 2005 (GUA - Guatemala), 43.41.31
2.º, Mateo Romero, 2003 (COL - Colômbia), 43.51.58
3.º, Cristgian Juarez, 2002 (MEX - México), 44.04.01
4.º, Saul Wamputsrit Samaniego, 2004 (ECU - Equador), 44.16.71
5.º, Cristian Rojas, 2002 (COL - Colômbia), 44.28.15
6.º, Heron Rodrigues Miranda, 2003 (BRA - Brasil), 45.41.51
7.º, Francis Soto, 2002 (PER - Peru), 47.17.73
8.º, Erickson Salina, 2003 (PER - Peru), 49.18.93
9.º, Ronald Saya, 2003 (COL - Colômbia), 49.57.49
10.º, Alcides Flores Mamani, 2003 (BOL - Bolívia), 50.59.75
11.º, Piero Quisoe, 2002 (PER - Peru), 51.07.10
Desistente: Terry Villacorte Guevara (ECU - Equador).

10 km femininos - sub-20
1.ª, Gabriela de Souza Muniz, 2002 (BRA - Brasil), 47.49.17
2.ª, Sofia Elizabeth Ramos, 2002 (MEX - México), 47.56.11
3.ª, Yaquelin Teletor Jeronimo, 2004 (GUA - Guatemala), 50.35.77
4.ª, Glendy Teletor Jeronimo, 2002 (GUA - Guatemala), 52.18.55
5.ª, Ines Hualipa Condo, 2002 (BOL - Bolívia), 53.08.04
6.ª, Freysi Donayre, 2002 (PER - Peru), 53.09.69
7.ª, Jhoselyn Cuizara Luque, 2005 (BOL - Bolívia), 54.07.05
8.ª, Paula Valdez Sarauz, 2002 (ECU - Equador), 54.46.15
9.ª, Gabrielly Cristina dos Santos, 2004 (BRA - Brasil), 55.23.57
10.ª, Maria Jose Mendoza, 2005 (ECU - Equador), 55.57.19
11.ª, Alicia Curtihuanca, 2003 (PER - Peru), 56.22.14
12.ª, Bruna Batista de Oliveira, 2002 (BRA - Brasil), 57.45.40
13.ª, Milagros Quispe, 2002 (PER - Peru), 1.03.03.38

sábado, 8 de maio de 2021

Nathaly Leon (Equador) sagra-se campeã pan-americana de marcha nos 35 km

Pódio da prova, a vencedora e pormenor da competição.
Foto: Federação Equatoriana de Atletismo. Montagem: O Marchador

A jovem atleta Nathaly Leon conquistou no dia de ontem o título pan-americano na nova distância de 35 km marcha, que teve lugar na cidade de Guayaquil, obtendo a marca de 2:54:45, vencendo com uma impressionante vantagem de 25 minutos sobre a sua mais direta adversária, a mexicana Aura Libertad, que obteve o tempo de 3:19:41. A terceira posição do pódio foi ocupada por outra mexicana, Jaaneth Mamani, que completou as vinte e cinco voltas ao circuito no tempo de 3:19:43.

Para a atleta equatoriana, o triunfo é fruto do resultado do muito trabalho realizado e do espírito de sacrifício que se impôs a si mesma, trabalhando duramente a cada dia para, com muito orgulho, colocar o nome do seu país no lugar mais alto do pódio.

O tempo obtido por Nathaly Leon supera largamente o seu anterior recorde pessoal na distância, que estava fixado em 3:07:24, quando se estreou na distância, com o título nacional conquistado no Campeonato Nacional da distância, em Macas, em março do corrente ano, e fica a apenas 45 segundos dos mínimos para os Mundiais de Atletismo, que terão lugar no próximo ano, em Eugene-Oregon.

Classificação «provisória»
35 km femininos
1.ª, Nathaly Leon Tenezaca, 1998 (ECU - Equador), 2.54.44.80
2.ª, Aura Libertad Morales, 1991 (MEX - México), 3.19.40.15
3.ª, Jaaneth Mamani Roque, 1982 (BOL - Bolívia), 3.19.42.59
4.ª, Brigitte Coaquira, 2002 (PER - Peru), 3.23.42.31
5.ª, Yoci Caballero, 2003 (PER - Peru), 3.27.40.34
6.ª, Mariela Sanchez, 2002 (MEX - México), 3.33.55.64
7.ª, Paula Raissa Paz da Silva, 2002 (BRA - Brasil), 3.43.10.15
8.ª, Elisangela Pereira da Silva, 1976 (BRA - Brasil), 3.44.21.06
9.ª, Hania Nuñez, 1993 (PER - Peru), 4.08.43.09