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quinta-feira, 3 de junho de 2021

Campeonatos da Rússia (Verão) de 50 km em Cheboksary (resultados)

Margarita Nikiforova e Sergey Rakov (dorsal 55), campeões 2021 da Rússia em 50 km.
Fotos: Escola Olímpica da Mordóvia. Montagem: O Marchador

Decorreram neste fim de semana, em Cheboksary, os tradicionais Campeonatos de Verão de Marcha Atlética da Rússia, em estrada, tendo como cenário o rio Volga e as lembranças de boas conquistas da seleção portuguesa de 50 km marcha no ano de 2003.

Nas provas de 50 km, no sábado (29), e no setor feminino (4 participantes), Margarita Nikiforova, de 23 anos de idade, conquistou muito facilmente o título russo, com a marca de 4:03:07, com parciais em cada 10 km de 48:29, 48:22, 48:07, 48:37 e 49:32. Completaram o pódio Kristina Liubushkina, com 4:19:37, e Anastasia Kalashnikova, com 4:29:37.

No setor masculino (11 participantes), Sergey Rakov, de 20 anos, foi o primeiro com 3:44:46 (parciais em cada 10 km de 44:56, 44:22, 44:28, 44:35 e 46:25), melhorando o seu recorde pessoal em quase 4 minutos (antes, 3:48:37 em Voronovo/2020). Nikolay Maximov, de 20 anos, com um recorde pessoal de 3:50:36, e Sergey Sharypov, com 3:52:39, subiram igualmente aos lugares do pódio.

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações
50 km masculinos
1.º, Sergey Rakov, 1999 (Mordovia1), 3:44:46
2.º, Nikolay Maksimov, 1999 (Mordovia1), 3:50:36
3.º, Sergey Sharypov, 1992 (Mordovia1), 3:52:39
4.º, Kirill Frolov, 1993 (Moskva-Chuvashia), 4:06:58
5.º, Maksim Novikov, 1997 (Moskva), 4:09:45
6.º, Aleksey Terentjev, 1991 (Moskva), 4:11:50
7.º, Viacheslav Aymurzin, 1998 (Moskovskaya), 4:27:49
8.º, Ivan Krivenko, 2000 (Moskva), 4:43:45
9.º, Dmitriy Ivanov, 1999 (Chuvashia), 4:46:18
10.º, Anton Rodionov, 1992 (Mordovia2), 4:52:43
Desclassificado: Kirill Shutov, 1997 (Cheliabinsk).

50 km femininos
1.ª, Margarita Nikiforova, 1998 (Mordovia1-Kemerovo), 4:03:07
2.ª, Kristina Liubushkina, 1995 (Cheliabinsk), 4:19:37
3.ª, Anastasia Kalashnikova, 1997 (Mordovia1-Udmurt.), 4:29:37
4.ª, Irina Musihina, 1988 (Udmurtia), 4:45:14

quarta-feira, 17 de março de 2021

Max Batista dos Santos e Paula Raissa sagraram-se campeões do Brasil nos 50 km marcha

As provas de 50 km femininos e masculinos em Bragança Paulista e os
vencedores, Max Batista dos Santos e Paula Raissa Silva.
Fotos: Wagner Carmo/CBAt. Montagem: O Marchador

Pontualmente às 06:05 horas largou a prova de 50 km mulheres com uma temperatura de 21 graus. As demais provas seguiram na sequência. Talvez as provas realizadas nesta distância terão sido as últimas em termos oficiais, atendendo à sua descontinuidade nos programas das grandes competições internacionais, já a partir do próximo ano, com a substituição pelos 35 km.

Paula Raissa Paz (Sport Club do Recife) foi a vencedora, com 5:24:35, obtendo, desde já, um lugar para a Copa Pan-Americana. Ela e a portuguesa Sandra Silva (4:56:50) são as únicas atletas a figurarem na lista mundial do ano na distância, tendo como referência marcas abaixo das cinco horas e trinta minutos. Elisangela Pereira da Silva (Projeto Atletismo Campeão) foi a outra corajosa mulher a concluir a prova, com o tempo de 5:35:16.

Nos 50 km masculinos, Max Batista dos Santos (CASO) foi o campeão, garantindo um lugar na seleção brasileira para Guayaquil. Fez 4:22:16 (posição 27 na lista mundial do ano). Já vencera este ano, em Recife, Pernambuco, a prova dos 35 km. José Alessandro Bagio (Timbó) foi medalha de prata, com 4:34:06, seguido de Rudney Dias Nogueira (UCA), com 4:37:59.

No plano coletivo, o Centro de Atletismo de Sobradinho (CASO) dominou amplamente com triunfos nos 20 e 50 km absolutos masculinos, 10 km Sub-18, 10 km Sub-20 e 5 km Sub-18 masculinos, e ainda nos 3 km Sub-16 femininos.

Como árbitros atuaram Kiuki Iha (chefe), Nilton Cesar Ferst (NII-Brasil), Paul Delgado (NII-Perú), Florenilson Itacaramby, Lindomar Teles de Oliveira e Celoir da Silva Dias. Tanto o árbitro chefe como estes últimos, do painel nacional.

O árbitro colombiano Cesar Arenas Mejia (NII) estava convidado, porém seu teste PCR, documento obrigatório de entrada no Brasil, testou positivo.

Fonte: CBAt

Colaboração: Nilton Ferst

Classificações
50 km masculinos
1.º, Max Batista Goncalves dos Santos, 1994 (CASO/DF), 4:22.16
2.º, Jose Alessandro Bernardo Bagio, 1981 (FME Timbo/SC), 4:34.06
3.º, Rudney Dias Nogueira, 1990 (UCA/SC), 4:37.59
4.º, Claudio Richardson V. Campelo dos Santos, 1977 (AABB Currais Novos/RN), 5:00.52
Desistentes: Luiz Felipe dos Santos, 1983 (Balneário Camboriú/SC) e Tiago do Nascimento Fonseca, 1989 (SPFC/SP).

50 km femininos
1.ª, Paula Raissa Paz da Silva, 1993 (Sport Club do Recife/PE), 5:24.35
2.ª, Elisangela Pereira da Silva, 1976 (Projeto Atletismo Campeão/PE), 5:35.16

domingo, 10 de janeiro de 2021

Sandra Silva e Rui Coelho são campeões nacionais de 50 km (2021)

Rui Coelho e Sandra Silva nos campeonatos de 50 km na zona industrial da Amarela,
em Porto de Mós. Fotos: facebook dos próprios. Montagem: O Marchador

Sandra Silva, do Atlético Clube da Póvoa de Varzim, e Rui Coelho, do Centro de Atletismo de Seia, sagraram-se campeões nacionais de 50 km da época de 2021 durante os Campeonatos de Marcha em Estrada que decorreram hoje (10/1) na zona industrial da Amarela, no Município de Porto de Mós.

Nos femininos, Sandra Silva, infelizmente a única participante, obteve o seu 4.º título nacional (e consecutivo) no campeonato da distância com uma nova melhor marca pessoal, pela primeira vez abaixo das 5 horas, de 4:56:50.

Nos masculinos, com 5 participantes, Rui Coelho sagrou-se campeão nacional em estreia na distância com 4:11:27, tendo a companhia nos lugares do pódio de Hélder Santos, do Leiria MAC, com 4:15:47 (recorde pessoal) e Luís Gil, do GD Estreito, um regresso que se saúda, com 4:20:10. Na quarta posição entrou o campeão nacional de 2020, Manuel Marques, do AC Póvoa de Varzim, com 4:35:17 (recorde pessoal).

Classificações provisórias
50 km femininos
1.ª Sandra Silva (ACPV), 4:56:50

50 km masculinos
1.º, Rui Coelho (CAS), 4:11.27
2.º, Hélder Santos (Leiria MAC), 4:15:47
3.º, Luís Gil (GDE), 4:20:10
4 .º, Manuel Marques (ACPV), 4:35:17
Desistente: Amaro Teixeira (CBF).

sábado, 9 de janeiro de 2021

Porto de Mós volta a receber os Nacionais de Marcha de 35 e 50 km

Foto: Erica S. Dias. Montagem: O Marchador

O Município de Porto de Mós acolherá na manhã deste domingo (10/1), a partir das 8:30 horas, os Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada, de 35 e 50 km, com a inclusão, ainda, de provas extra de 20 km para ambos os sexos, numa organização da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação Distrital de Atletismo de Leiria e que contará com o apoio da Câmara Municipal de Porto de Mós. 

Nos 35 km masculinos, estão inscritos 14 inscritos. João Vieira, vice-campeão mundial dos 50 km, é o grande candidato à conquista do seu sexto título, numa prova que conta com a presença de três atletas colombianos, um francês e outro das Ilhas Maurícias. Para a prova feminina estão inscritas cinco atletas, entre as quais a bracarense Vitória Oliveira, maior candidata à vitória. 

Nos 50 km masculinos (5 inscritos), a competição mais antiga dos presentes campeonatos, cuja primeira edição teve lugar em Lisboa, no ano de 1985, inscreveram-se cinco atletas, entre os quais Luís Gil, o campeão nacional de 2013 e 2014, Amaro Teixeira, o campeão nacional de 2017, e o atual campeão em título, Manuel Marques. 

Nos 50 km femininos, a única participante, Sandra Silva, vai tentar sagrar-se campeã nacional pela quarta vez consecutiva. 

Nas provas extra de 20 km (8 inscritas), destaque no setor masculino (5 inscritos) para a presença do colombiano Eider Arévalo, campeão mundial de Londres, em 2017, e no setor feminino para Inês Henriques, campeã mundial de Londres, nos 50 km, e Ana Cabecinha, que recentemente se sagrou campeã nacional na distância obtendo o passaporte para os Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Devido à pandemia de Covid-19, a competição será realizada tendo em conta as normas de segurança exigidas pela Direção-Geral de Saúde e será aberta apenas ao escalão absoluto. O evento será qualificativo para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2021, no mês de agosto, e para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha, cujos critérios não são conhecidos, a ter lugar em maio próximo, na cidade checa de Podebrady. 

A lista de atletas inscritos pode ser consultada no «site» da FPA, aqui.

sábado, 24 de outubro de 2020

Matej Tóth brilhante nos 50 km marcha de Dudince com o tempo de 3:41:15

Os 50 km de Ducince, com Matej Tóth na liderança, e os pódios masculino e feminino.
Fotos: Milan Duroch-SAZ e Streaming
Montagem: O Marchador


O campeão olímpico Matej Tóth triunfou nos 50 km do Grande Prémio Internacional de Dudince, competição do «Permit Meeting» da Associação Europeia de Atletismo que teve lugar na manhã de hoje, sob chuva franca e uma temperatura de 11 graus Celsius. O atleta eslovaco completou as 50 voltas do circuito no tempo de 3:41:15, obtendo a melhor marca mundial do ano e concretizando o seu objetivo essencial: alcançar os mínimos olímpicos, fixados em 3:50:00. 

Foi a quarta vez que Tóth venceu a prestigiada prova de Dudince, conquistando o título eslovaco na distância e tornando-se no primeiro atleta da modalidade do atletismo a obter o passaporte para os Jogos Olímpicos de Tóquio/Sapporo, em agosto do próximo ano. 

O evento deste ano teve igualmente outros motivos de interesse, com mais três atletas a realizarem os mínimos olímpicos na distância. O polaco Rafal Augustyn classificou-se na segunda posição com a marca de 3:47:42, sagrando-se campeão do seu país, seguido do equatoriano Andrés Chocho, com 3:48:57, e do alemão Karl Junghannß, com 3:49:45, que chegou a estar na segunda posição a escassos segundos de Tóth, por volta dos 40 quilómetros, mas viria a quebrar bastante, ainda assim, terminando abaixo do limite olímpico. 

Na prova feminina, as duas únicas atletas participantes, polacas, estiveram em bom plano, vencendo Agnieszka Ellward, com o tempo de 4:38:44, que é a recordista polaca (4:31:19, Alytus, 2019), seguida de Antonina Loreková, com 4:41:16, recorde pessoal por mais de 3 minutos. 

Classificações
50 km masculinos
1.º, Matej Tóth, 1983 (Eslováquia - ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 3:41:15
2.º, Rafał Augustyn, 1984 (Polónia - LKS Stal Mielec), 3:47:42
3.º, Andrés Chocho, 1983 (Equador), 3:48:57
4.º, Karl Junghannß, 1996 (Alemanha - LAC Erfurt TopTeam), 3:49:45
5.º, Alex Wright, 1990 (Irlanda), 3:56:17
6.º, Rafał Fedaczyński, 1980 (Polónia - AZS UMCS Lublin), 3:56:31
7.º, Nathaniel Seiler, 1996 (Alemanha - TV BUEHLERTAL), 3:57:34
8.º, Jakub Jelonek, 1985 (Polónia - CKS Budowlani Częstochowa), 4:08:33
Desistentes: Cameron Corbishley, 1997 (Grã-Bretanha) e Carl Dohmann, 1990 (Alemanha - SCL Heel).
Desclassificado: Adrian Klonowski, 1997 (Polónia - LKS Vectra Włocławek).

50 km femininos
1.ª, Agnieszka Ellward, 1989 (Polónia - WKS Flota Gdynia), 4:38:44
2.ª, Antonina Lorek, 1995 (Polónia - KS AZS AWF Kraków), 4:41:16

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Dudince, este sábado, na sua 39ª edição

Matej Tóth na partida dos 50 km de Dudince. Pavol Uhrin/Fotosport.sk/Dudinska50
Montagem: O Marchador

A cidade termal de Dudince na Eslováquia, recebe este sábado (24/10) o Grande Prémio de Marcha Atlética, evento que integra o Circuito de Provas de Marcha da Associação Europeia de Atletismo, com particular destaque no programa competitivo para a tradicional competição de 50 km marcha.

Com os efeitos negativos causados pela pandemia da Covid-19, o evento de Dudince que inicialmente estava para ser realizado na primavera deste ano, teve de ser adiado para esta data, aproveitando-se a janela de oportunidades aberta pela World Athletics com vista à qualificação direta, através dos mínimos fixados (3:50:00), para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

A partida dos 50 km masculinos e femininos está marcada para as 8 horas locais (menos uma hora em Portugal), com transmissão em direto, via streaming. As circunstâncias atuais relacionadas com a pandemia do Covid19 levou ao cancelamento das restantes provas, nomeadamente os 20 km masculinos e femininos.

Um dos grandes nomes que estarão a competir na emblemática prova de Dudince é o eslovaco Matej Tóth, o atual campeão olímpico na distância (Rio de Janeiro 2016), que confidenciou estar a atravessar um bom momento de forma e espera realmente conseguir os mínimos, o seu único objetivo no momento. Para o ano terá 38 anos de idade e quer terminar em beleza a sua carreira no atletismo, tentando ser o segundo atleta na história da especialidade a ganhar dois títulos consecutivos em Jogos Olímpicos. 

Tóth, que realizou até ao momento 14 provas de 50 km, não compete na distância há um ano mas tem um palmarés invejável na disciplina. Eleito por seis vezes Atleta do Ano na Eslováquia, além do título olímpico, foi campeão mundial em 2015 (Pequim), duas vezes vice-campeão europeu (2014 e 2018) e venceu os 50 km de Dudince por três ocasiões: em 2011, com 3:39:46, em 2015, com um grande recorde pessoal de 3:34:38, e em 2018, com 3:42:46. 

De entre outros nomes de atletas masculinos inscritos (12) refira-se o recordista sul-americano Andrés Chocho, do Equador, os alemães Carl Dohman e Karl Junghannss, e Rafal Augustyn, que lidera a formação polaca que em Dudince disputará o campeonato nacional da distância, tanto em homens como em senhoras.

No evento feminino dos 50 km marcha, estão inscritas 5 atletas, entre as quais a da brasileira Erica de Sena, 4.ª classificada nos 20 km marcha dos últimos mundiais (Doha 2019) mas que não alinhará à partida desta distância (previra participar nos 20 km, entretanto cancelados). Referências para Katie Burnett, dos Estados Unidos da América, Agnieszka Ellward, vencedora no evento em 2017, Antonia Lorek e Ewelina Syc, todas da Polónia.

O delegado técnico nomeado pela Associação Europeia de Atletismo é Janusz Krynicki, da Polónia, com o núcleo de juízes internacionais de marcha a ser composto por Frédéric Bianchi, da Suíça, Zuzana Costin e Martin Skarba, ambos da Eslováquia.

Lista de inscritos a consultar aqui.

Transmissão em direto, via streaming, aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Hlavan e Yudkina vencem 50 km em Ivano-Frankivsk, Ucrânia

Os 50 km em Ivano-Frankivsk e os vencedores Ihor Hlavan (dorsal 4) e Khrystyna
Yudkina (24). Imagens de vídeo da Federação de Atletismo da Ucrânia
Montagem: O Marchador

Nos Campeonatos da Ucrânia de Marcha em Estrada e evento internacional de Ivano-Frankivsk, ontem disputados (18/10), Ihor Hlavan e Khrystyna Yudkina, conquistaram os títulos nacionais de 50 km.

Nos masculinos (12 participantes), Hlavan, a representar o distrito de Sumska, registou a marca de 3:47:31, um recorde do circuito, ele que acumula mais um título e é o detentor do recorde nacional desde os mundiais de Moscovo-2013 (3:40:39). Durante largo tempo (até aos 36 km) teve a companhia de Ivan Banzeruk, atleta que viria a entrar na zona de penalização vindo a ser desclassificado já depois dos 40 km de prova. Na segunda posição entrou o veterano Serhiy Budza, de Kievska, com 3:49:47, juntando-se a Hlavan na superação dos mínimos (3:50:00) para os Jogos Olímpicos de Tóquio, se garantido o processo de qualificação. Na terceira posição classificou-se Valeriy Litanyuk, de Ivano-Frankivska, com 3:52:58, depois de cumprir 5 minutos na zona de penalização já decorridos 46 km. Ainda antes do cronómetro marcar as 4 horas de prova, cortaram a meta o letão Arnis Rumbenieks, com 3:55:27, e o vencedor sub-23 Andriy Marchuk, Volynska, com 3:59:41, ambos com recordes pessoais.

Nos femininos (5 participantes), Yudkina estando a competir em casa não defraudou as expetativas e assumiu a liderança do princípio ao fim. Venceu de forma destacada, obtendo 4:32:30, ela que no ano passado em Alytus registou a sua melhor marca na distância (4:19:57). Teve no pódio a companhia das representantes de Zhitomirska e de Kievska, respetivamente Tamara Havrylyuk-Stasyuk, com 4:38:36, e Oksana Kulahina, de Kievska, com 4:50:38, ambas com recordes pessoais. Mais uma atleta completaria a distância, a campeã de 2019, Lyudmyla Shelest, aos 46 anos de idade, de Sumska, com 5:02:34.

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações dos 50 km
Masculinos
1.º, Ihor Hlavan, 1990 (Sumska), 3:47:31
2.º, Serhiy Budza, 1984 (Kievska), 3:49:47
3.º, Valeriy Litanyuk, 1994 (Ivano-Frankivska), 3:52:58 p.z.
4.º, Anton Radko, 1995 (Sumska), 3:53:29
5.º, Arnis Rumbenieks, 1988 (LAT - Letónia), 3:55:27
6.º, Andriy Marchuk, 1998 (Volynska), 3:59:41 - 1.º sub-23
7.º, Anton Kravchenko, 1999 (Sumska), 4:20:05 - 2.º sub-23
8.º, Ihor Honcharenko, 2000 (Sumska), 4:21:35 - 3.º sub-23
9.º, Oleksandr Venhlovskyy, 1985 (Zhitomirska), 4:40:32
Desclassificados: Ivan Banzeruk, 1990 (Volynska) e Stepan Pasichnyy, 1998 (Ivano-Frankivska) - sub-23.
Desistente: Serhiy Susyk, 1993 (Donecka).

Femininos
1.ª, Khrystyna Yudkina, 1984 (Ivano-Frankivska), 4:32:30
2.ª, Tamara Havrylyuk (Stasyuk), 1995 (Zhitomirska), 4:38:36
3.ª, Oksana Kulahina, 1997 (Kievska), 4:50:38
4.ª, Lyudmyla Shelest, 1974 (Sumska), 5:02:34
Desistente: Yuliya Kushka, 1997 (Dnipropetrovska).

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Dudince com 50 km masculinos e femininos, a 24 de outubro

O evento em Dudince marcado para 24 de outubro próximo.
Imagens: Comité organizador local. Montagem: O Marchador

Dudinská 50, o tradicional evento de marcha atlética em Dudince, na Eslováquia, em 39.ª edição, que integra o «Permit Meeting» da Associaçao Europeia de Atletismo, está já reagendado para o próximo dia 24 de outubro (sábado), com as principais provas a serem os 50 km para masculinos e também para femininos, com início às 8.00 horas (hora local).

O programa incluiu ainda várias distâncias, destacando-se os 35 km sub-23 masculinos (8.00), os 20 km masculinos e femininos (13:45), os 10 km para sub-20 masculinos e femininos (e sub-18 masculinos) e de outras para categorias jovens e mais idosas.

Toda a informação relativa ao evento, nomeadamente os contatos dos elementos do Comité Organizador, programa-horário, processo de inscrições, alojamentos e transportes, prémios monetários, etc. poderá ser consultado no site da organização, aqui.

domingo, 6 de setembro de 2020

Yelena Lashmanova, campeã russa dos 50 km marcha, com a melhor marca mundial de sempre (3:50:46)

Yelena Lashmanova e o pódio dos 50 km femininos em Voronovo, Rússia.
Imagens: Escola Olímpica de Saransk. Montagem: O Marchador

A primeira das duas jornadas dos campeonatos nacionais de marcha da Rússia, tiveram lugar no dia de ontem (sábado, 5/9), com a realização das provas de 50 km marcha, com muito bons resultados, competições disputadas no excelente circuito de Voronovo, que já servira de cenário às competições de há duas semanas atrás.

Na prova feminina, a campeã olímpica de 2012, Yelena Lashmanova, obteve a melhor marca mundial de todos os tempos na distância – 3:50:42, um tremendo salto qualitativo na disciplina, no setor feminino, pois a anterior melhor marca mundial estava na posse da sua compatriota Klavdiya Afanasyeva, com 3:57:08, tempo obtido em Cheboksary, nos campeonatos russos de 15 de junho de 2019.

O recorde mundial na distância continua na posse da chinesa Hong Liu, desde 12 de maio de 1987, com 3:59:15. Atenta a situação do atletismo russo no contexto da sua suspensão da atividade internacional pela World Athletics, os juízes internacionais de marcha estão impedidos de ajuizar provas de marcha na Rússia – este país não possui juízes seus nos painéis internacionais de especialistas, pelo que não é possível a homologação como recorde mundial – apenas como recorde da Rússia.

Note-se que, pela primeira vez na história da disciplina, duas atletas fizeram menos de 4 horas numa prova de 50 km marcha femininos. Margarita Nikiforova, que há menos de um mês completou 22 anos de idade, foi segunda com o tempo de 3:59:56, melhorando em seis segundos o seu melhor registo que datava de junho de 2019, subindo à quinta posição na lista mundial de todos os tempos. Anastasia Kalashnikova, de 23 anos de idade, estreando-se na distância, completou a prova na terceira posição do pódio, com o tempo de 4:18:25.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Viviane Lyra (Brasil) vence 50 km nos Sul-americanos de Marcha

Partida dos 50 km, a vencedora, Viviane Lyra, e o pódio da prova.
Fotos: Federacion Deportiva Peruana de Atletismo e
CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo.
Montagem: O Marchador
Como na marcha masculina dos 50 km, em que o domínio pertenceu ao Equador, a marcha feminina nesta distância revelou um Brasil pujante com duas das suas atletas a posicionarem nos dois primeiros lugares, Viviane Lyra com o tempo de 4:41:07, e  Mayara Luize Vicentainer, com o registo de 5:00:29 o que, com a sexta posição de Paula Raissa Paz da Silva, proporcionou ainda a vitória coletiva do Brasil, com 9 pontos. Yoci Caballero, do Peru, fechou o pódio, com 5:10:00.

Viviane Lyra, de 26 anos de idade, natural do Rio de Janeiro, venceu as três últimas edições dos campeonatos brasileiros nas distâncias mais longas, em 2018 e 2019 nos 50 km, e em 2020 nos 35 km, muito provavelmente a distância que vigorará a partir do próximo ano nos grandes eventos internacionais. No ranking mundial para os 20 km (os 50 km femininos estão fora do programa olímpico) a atleta carioca está a 5 lugares (3 atletas por país) da quota estabelecida em 60 atletas, fixada para os Jogos de Tóquio/Sapporo.

Classificação
50 km femininos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Pretensão de colocar os 50 km femininos nos Jogos Olímpicos sofre sério revés

Inês Henriques e Eleonora Giorgi  nos 50 km dos mundiais de Doha.
Foto: FIDAL COLOMBO/FIDAL. Montagem: O Marchador

O Tribunal Arbitral do Desporto (CAS) anunciou hoje que não tem jurisdição para decidir sobre o recurso que lhe havia chegado às mãos no sentido da prova dos 50 km marcha femininos ser integrada nos próximos Jogos Olímpicos, concluindo pelo encerramento dos procedimentos de arbitragem.

O recurso fora apresentado pelo advogado norte-americano Paul DeMeester, em representação da marchadora portuguesa Inês Henriques, bem como de Erin Taylor-Talcott, dos EUA, Claire Woods, da Austrália, Ainhoa Pinedo, de Espanha, Paola Pérez, Johana Ordóñez e Magaly Bonilla, todas do Equador, não satisfeitos com a World Athletics (ex-IAAF) e o Comité Olímpico Internacional (COI), que não atenderam os seus propósitos, isto com base na discriminação de género uma vez que a distância nos Jogos Olímpicos é disputada no setor masculino.

A manter-se o cenário de se realizar apenas uma prova de marcha no setor feminino, agora com uma probabilidade muito elevada, no caso, os 20 km, a prova terá lugar no dia 7 de agosto em Sapporo, a norte do Japão, pelas 16:30 horas locais.

A informação do CAS pode ser lida aqui.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Sandra Brown com melhor marca mundial W70 nos 50 km marcha

Sandra Brown (W70) nos 50 km de Tilburg 2019.
Foto: Emmanuel Tardi. Montagem: O Marchador

A inglesa Sandra Brown, atleta de 70 anos de idade, que representa o Surrey Walking Club, obteve este domingo (6/10) em Tilburg, na Holanda, uma nova melhor marca mundial na sua faixa etária na prova de 50 km marcha ao registar 6 horas 9 minutos e 48 segundos.

Brown, a melhor representante feminina em prova disputada no circuito de ciclismo do TWC Pijnenburg, sob chuva e vento, retirou significativa fatia à anterior marca de 6.50.24 que oficialmente pertencia a Darlene Backlund, dos Estados Unidos da América (Santee, Califórnia, 28-01-2017). No entanto, Brown já havia conseguido um registo parcial de 6.25.27 quando disputou as 100 milhas marcha em Castletown a 17 de Agosto passado.

Das 5 mulheres que iniciaram a competição, concluiu ainda a holandesa do RWV Larissa Droogendijk, W45, com 6.37.22.

Ver peça e resultados do evento, aqui.

Colaboração: Emmanuel Tardi

terça-feira, 3 de setembro de 2019

IAAF rejeita marcas de 2019 como recordes do mundo

Katie Burnett. Foto (arquivo): Michael Scott 2018
Montagem: O Marchador

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) na sua «Newsletter» n.º 206 de 30/8/2019 informou que o recorde do mundo de 50.000 metros marcha femininos (pista) se encontra por preencher, sendo necessário um registo até 4:20:00.

Resulta daqui que o tempo de 4:29:45.6 obtido por Katie Burnett, dos Estados Unidos da América, nas 125 voltas à pista do Estádio Balboa, em San Diego, a 15 de Julho do corrente ano, apesar de ser o melhor registo mundial até agora conseguido, não é considerado como recorde do mundo.

Por outro lado, os tempos de 1:24:16 nos 20 km marcha de Yelena Lashmanova, da Rússia, em Sochi (18-2-2019) e de 3:57:08 nos 50 km marcha de Klavdiya Afanasyeva, também da Rússia, em Cheboksary (16-6-2019), marcas que lideram as listas mundiais da IAAF no corrente ano, também não são homologáveis como recordes do mundo pela inexistência de Juízes Internacionais de Marcha.

Assim sendo, Hong Liu permanece a detentora dos recordes mundiais de estrada nos 20 km, com 1:24:38 (Corunha, 2015), e nos 50 km, com 3:59:15 (Huangshan 2019).

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Katie Burnett evidencia-se nos 50.000 m em San Diego, E.U. América

Katie Burnett e o registo nos 50.000 m em pista em San Diego.
Foto: USATF San Diego

Sábado passado (14/7) na pista do Estádio Balboa, em San Diego, nos Estados Unidos da América, Katie Burnett obteve a marca de 4 horas 29 minutos 45 segundos e 56 centésimos nos 50.000 metros marcha (125 voltas à pista de 400 metros), registo que supera a qualificação (4.30.00) para os próximos Campeonatos do Mundo de Atletismo em Doha (27 de setembro a 6 de outubro).

Burnett, que foi quarta classificada nos mundiais de Londres 2017, onde bateu o recorde nacional de estrada (4.21.51), passa a deter a melhor marca mundial da distância na pista de San Diego, numa prova participada por 7 atletas (4 femininos e 3 masculinos) em que apenas ela terminou.

De notar que a atleta encontra-se selecionada para participar nos 50 km dos Jogos Pan-americanos de Lima, prova que, caso venha a realizar, está agendada para o dia 11 de agosto!

Os resultados completos podem ser consultados, aqui.

Fonte: USATF San Diego

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Klavdiya Afanasyeva com 3.57.08 nos 50 km de Cheboksary

Em Cheboksary, os campeões russos de 50 km, Sergey Sharypov
e Klavdiya Afanasyeva. Fotos: Desporto – República da Chuváchia
Montagem: O Marchador

A russa Klavdiya Afanasyeva, de 23 anos de idade, a quem a IAAF recusou o estatuto «neutro» no passado mês de maio (ver peça aqui), cometeu a proeza de registar a marca de 3.57.08 na prova de 50 km marcha disputada na primeira jornada dos campeonatos nacionais da disciplina em Cheboksary (15/6).

Afanasyeva, que tinha como recorde pessoal 4.14.46 feitos em Cheboksary em 2018, já deixara excelentes indicações com a obtenção de 2.38.24 nos 35 km em Sochi em fevereiro deste ano. A marca agora obtida, se bem que seja a melhor alguma vez conseguida por uma mulher, pois suplanta a da chinesa Hong Liu (3.59.15), não poderá ser homologada como recorde do mundo pela inexistência de juízes internacionais de marcha.

Demonstrando uma grande regularidade de ritmo, os parciais de Afanasyeva em cada 10 km foram os seguintes: 47.42, 47.22, 47.23, 47.20 e 47.21.

Os segundo e terceiro lugares da prova feminina (8 participantes) foram ocupados por Margarita Nikiforova, de 19 anos, em estreia na distância, com 4.05.58, e por Nadezhda Mokeyeva, de 23 anos, com um recorde pessoal de 4.22.23 (antes, 4.49.33 em 2018).

Na prova masculina de 50 km, com 18 participantes (9 chegados, 6 desclassificados e 3 desistentes), Sergey Sharypov impôs-se com 3.43.36, a terceira melhor marca europeia deste ano (12.ª mundial), batendo o seu recorde que datava de 2016 e que estava fixado em 3.46.51. Em cada 10 km registou 45.05, 44.35, 43.49, 44.18 e 45.49. Nikolay Sergeyev, de 23 anos, estreou-se na distância com a marca de 3.49.31, e Aleksey Terentyev fechava o pódio, com 3.58.13, recorde pessoal (antes, 3.59.14 em 2018).

Colaboração: Kristina Saltanovic

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

IAAF recomenda ao COI introdução dos 50 km marcha femininos nos Jogos de Tóquio


Foto de fundo: IAAF/Philippe Fitte. Imagem: Sunbytes
Montagem: O Marchador
Um passo verdadeiramente decisivo este que o Conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) acabou de dar ao recomendar ao Comité Olímpico Internacional a introdução da prova dos 50 km marcha femininos no programa do atletismo dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a realizar-se no verão de 2020.

Como já anunciáramos este domingo, estiveram no Mónaco, a convite de Paul DeMeester (advogado norte-americano, nascido na Bélgica, que tem desempenhado um papel importantíssimo no plano jurídico), algumas das seguintes atletas pioneiras na luta pela introdução da distância nos grandes eventos internacionais do atletismo: Erin Taylor-Talcott (EUA), Ainhoa Pinedo González (Espanha), Johana Ordóñez (Equador) e Inês Henriques (Portugal), a que se juntou um representante masculino, Quentin Rew (Nova Zelândia).

Em 2018, 92 atletas, dos cinco continentes, realizaram a distância dos 50 km marcha femininos com tempos abaixo das cinco horas e trinta minutos na prova dos 50 km femininos, com a lista mundial do ano a ser liderada por duas chinesas, Rui Liang, a recordista mundial, com 4:04:36, e Hang Yin, com 4:09:09, seguindo-se a portuguesa Inês Henriques, com 4:09:21, campeã europeia e mundial na distância.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Mulheres determinadas na luta pelos 50 km Marcha femininos nos Jogos Olímpicos

No Mónaco, Erin Taylor-Talcott, Ainhoa Pinedo, Johana Ordóñez e
 Inês Henriques. Foto: Ainhoa Pinedo González
Montagem: O Marchador

São dias decisivos, os que se aproximam, para uma tomada de posição definitiva do Comité Olímpico Internacional (COI) com vista à entrada da prova dos 50 km marcha femininos no programa dos Jogos de Tóquio, que terão lugar em 2020, a par dos seus colegas homens que, com exceção dos Jogos de Montreal, em 1976, têm sido disputados ininterruptamente desde a edição de 1932, disputada em Los Angeles.

Marchadoras de 50 km convidadas pelo advogado Paul DeMeester, nomeadamente a estadunidense Erin Taylor-Talcott, a espanhola Ainhoa Pinedo González, a equatoriana Johana Ordóñez e a portuguesa Inês Henriques (na foto), encontram-se no Mónaco e com os firmes propósitos de concluir com êxito esta empreitada que constituiria a igualização de todas as distâncias do programa do atletismo entre homens e mulheres.

A decisão final deverá ser tomada no próximo dia 5 deste mês quando se reunirem os principais dirigentes do COI e da IAAF. Note-se que todas as provas de marcha dos Jogos de Tóquio serão realizadas num amplo e plano circuito, em estrada, com o perímetro de um quilómetro para os 20 km e de dois quilómetros para os 50 km, junto aos Jardins Exteriores do Palácio Imperial e muito perto da Estação Central de Comboios, num belíssimo cenário, que anualmente atrai milhões de turistas de todo o mundo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

50 km marcha femininos…de batalha em batalha!

Erin e Inês, duas pioneiras dos 50 km marcha femininos.
Fotos: Inside the Games e jornal «i». Montagem: O Marchador
Tudo começou com a marchadora nova-iorquina Erin Taylor-Talcott.  Primeiro, a luta interna para ser admitida pela federação dos Estados Unidos aos 50 km dos trials masculinos para os Jogos Olímpicos de 2012 e nos quais o seu marido, Dave Talcott, 18 anos mais velho que ela, conseguira qualificar-se. Depois, o pedido à Associação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF) de que lhe concedesse a oportunidade a participar nos Mundiais de Seleções de Marcha de 2016, o que, tendo o pedido sido aceite, fez dela a primeira mulher a participar numa competição oficial de 50 km marcha.
A insatisfação mantinha-se para aquela professora de música. E os argumentos que ia ouvindo quando defendia a admissão dos 50 km marcha femininos eram quase sempre os mesmos: que a distância era demasiado longa para as mulheres, que não seriam capazes  no fundo, o mesmo argumento que impossibilitou as mulheres de correrem a maratona durante mais de 80 anos (a prova foi introduzida no programa olímpico dos Jogos de Los Angeles de 1984). O passo seguinte  seria o de pressionar a IAAF com vista à introdução da distância nos campeonatos mundiais de atletismo.
Viu que a tarefa a empreender não seria nada fácil, pelo menos a bem. Então, em 2017, o seu advogado, o belga Paul DeMeester, ele próprio um antigo marchador, num documento de 80 páginas, ameaçou os dirigentes da IAAF com a apresentação de uma queixa num tribunal nova-iorquino por discriminação de género caso o organismo máximo do atletismo mundial não acedesse à pretensão de Talcott. A IAAF não teve, pois, outro remédio senão o de admitir os 50 km marcha para senhoras nos mundiais de Londres de 2017. A própria IAAF, estatutariamente, rege-se por normas que impedem quaisquer formas de discriminação. A instituição corria o risco de ter de desembolsar indemnizações milionárias.
Foi a grande oportunidade para Inês Henriques, que, convencida pelo seu treinador Jorge Miguel a apostar na distância já que via nela grandes potencialidades (isto ainda antes de se saber se a prova seria ou não admitida para Londres-2017), ganhava vantagem sobre outras eventuais concorrentes e preparava-se para a competição, com um primeiro grande teste, em Porto de Mós, nos primeiros campeonatos nacionais da distância e onde estabeleceria o primeiro recorde mundial oficial na distância. Em Londres viria a entrar na história do atletismo mundial ao ser a primeira a inscrever o seu nome na galeria dos vencedores dos 50 km marcha femininos de uns campeonatos mundiais de atletismo, batendo o seu próprio recorde mundial e onde a própria Talcott foi uma das sete participantes.
Para os Campeonatos Europeus, que decorreram muito recentemente em Berlim, o processo de admissão também não foi fácil, levando a própria atleta e a sua colega espanhola María Dolores Marcos Valero, primeira recordista da distância no país vizinho, a utilizar semelhante método, também com DeMeester, agora junto da Associação Europeia de Atletismo (AEA).
Com o sucesso da prova longa da marcha atlética feminina nestes europeus (19 participantes) e o triunfo categórico de Inês Henriques, dando a Portugal uma das duas medalhas de ouro na competição e fazendo, de novo, história ao triunfar na estreia da distância nos campeonatos continentais (tal como Rosa Mota já fizera na estreia da maratona, em 1982), um novo e último passo está a ser trabalhado para 2020!
Os Jogos Olímpicos de Tóquio, até ao momento, não preveem a inclusão dos 50 km marcha na vertente feminina. Este ano, perto de uma centena de atletas, dos cinco continentes, realizaram a distância com marcas abaixo das cinco horas e trinta minutos. O Comité Olímpico Internacional, por sua própria iniciativa, dificilmente admitirá a prova. As mulheres entendem que tal situação configurará um fator discriminatório. De género. Daí que a maior parte das atletas que participaram nos 50 km dos europeus, incluindo Inês Henriques, tenham reunido com Paul DeMeester num hotel de Berlim, com o propósito de serem estudadas as melhores estratégias com vista ao sucesso pretendido. Veremos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Os 50 km marcha no feminino

As três primeiras do ranking mundial do ano, as chinesas Kang Zhou e
Dan Wang, e a ucraniana Kseniya Radko disputando provas de 50 km.
Fotos: O Marchador e Fed. Atl. da Ucrânia
Montagem: O Marchador
A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) decidiu recentemente passar a homologar os recordes mundiais dos 50 km marcha femininos, estabelecidos a partir de 1 de janeiro de 2017, naturalmente desde que verificadas as condições estabelecidas por aquele organismo para a realização dos respetivos eventos, nomeadamente, a obrigatoriedade da medição do circuito ser feita por um elemento do painel de medidores internacionais de provas de estrada, de grau A ou B (IAAF/AIMS), que na equipa de juízes de marcha integrem-na, pelo menos, três juízes internacionais (graus A/B), assinando formulário próprio, e existência do controlo anti-doping.

A decisão vem na sequência de outra histórica medida adotada pelo Conselho Diretivo da IAAF, que permitiu, finalmente, igualar os programas masculino e feminino, em número de provas – 24. Se descontarmos a diferença entre o heptatlo feminino e o decatlo masculino, a prova dos 50 km marcha era a única em que não existia o equivalente no feminino sendo, por enquanto, disputada de forma mista.

Neste âmbito, a intervenção da marchadora norte-americana, Erin Taylor-Talcott, foi preponderante ao liderar uma petição reclamando a igualdade dos géneros. Foi a primeira mulher, e a única até ao momento, a participar numa prova de 50 km organizada pela IAAF – o campeonato mundial de seleções, que se disputou em maio deste ano, em Roma.

Nos próximos campeonatos mundiais de atletismo, que decorrerão em Londres, em agosto deste ano, a IAAF aceita a inscrição de mulheres para a prova dos 50 km tendo, no entanto, fixado para o efeito, os mínimos de 4:06:00, os mesmos que para o setor masculino, sendo muitíssimo improvável que alguma mulher consiga obtê-los.

Este ano, várias federações nacionais de atletismo abriram os 50 km marcha dos seus campeonatos ao setor feminino e, neste particular, a China assume claramente a dianteira ao integrar na lista mundial do ano, publicada no site da IAAF e que aqui reproduzimos, 9 das 12 primeiras do ranking de 2016. A melhor marca mundial da distância está registada em nome da sueca Mónica Svensson, com 4:10:59, realizada na cidade italiana de Scanzorosciate, província de Bergamo, em 21-10-2007.

No espaço ibero-americano a brasileira Edilaine Rech fez história ao concluir os 50 km de Londres (2 de outubro) em 5:31:40, fixando o primeiro recorde nacional. Em Portugal, Inês Henriques não descarta a possibilidade de ser a primeira a concluir a distância. Nos Jogos do Rio de Janeiro, a pupila de Jorge Miguel, que ficou em 12.º lugar nos 20 km marcha, na sua terceira presença olímpica, declarou: “Eu quero ser a primeira mulher em Portugal a fazer 50 km marcha, por isso, ainda não vou ficar por aqui”.

Lista dos 50 km femininos (2016)
1.ª, Kang Zhou, 1989 (China), 4.34.01 - 1.ª em Huangshan a 6/3
2.ª, Dan Wang, 1995 (China), 4.38.56 - 2.ª em Huangshan a 6/3
3.ª, Kseniya Radko, 1994 (Ucrânia), 4.39.09 - 1.ª em Ivano-Frankivsk a 16/10
4.ª, Erin Talcott, 1978 (E.U. América), 4.44.26 - 1.ª em Santee, CA a 21/2
5.ª, Vasylyna Vitovshchyk, 1990 (Ucrânia), 4.44.35 - 2.ª em Ivano-Frankivsk a 16/10
6.ª, Lixue Wang, 1996 (China), 4.46.50 - 1.ª em Huhehaote a 10/9
7.ª, Maocuo Li, 1992 (China), 4.47.28 - 2.ª em Huhehaote a 10/9
8.ª, Kaili Xia, 1996 (China), 4.47.59 - 3.ª em Huhehaote a 10/9
9.ª, Lingyu Ma, 1995 (China), 4.48.12 - 3.ª em Huangshan a 6/3
10.ª, Faying Ma, 1993 (China), 4.49.54 - 1.ª em Changbaishan a 5/6
11.ª, Chunyan Zhu, 1992 (China), 4.55.34 - 4.ª em Huhehaote a 10/9
12.ª, Shuqing Yang, 1996 (China), 4.56.44 - 5.ª em Huhehaote a 10/9
Fonte: IAAF