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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Johana Ordóñez, primeira campeã pan-americana de 50 km marcha

Johana Ordóñez, a primeira campeã pan-americana
de 50 km marcha.Foto: Fernando Vergara, AP
A equatoriana Johana Ordóñez tornou-se este domingo, 11 de Agosto, a primeira campeã feminina pan-americana de 50 km marcha, ao vencer a prova da distância dos XVIII Jogos Pan-americanos, em Lima, no Peru, com a marca de 4.11.12 h. O resultado alcançado por Ordóñez constitui novo recorde do Equador, superando a marca obtida em 5 de Maio de 2018 por Paola Pérez durante a Taça do Mundo de Marcha, em Taicang (China), então com 4.12.56 h. Paola Pérez foi agora a terceira classificada nos pan-americanos de Lima, com 4.16.54 h, atrás da guatemalteca Mirna Ortiz, creditada no segundo lugar com 4.15.21 h.

Ordóñez e Ortiz fizeram uma prova quase sempre juntas até para lá de meio da distância, tendo passado aos 25 quilómetros com 2.07.36 h, ocasionalmente com a companhia de outras concorrentes. A marchadora da Guatemala quase repetia a dose na segunda metade, cumprida em 2.07.55 h, enquanto a atleta do Equador acelerava e cumpria as cinco léguas finais em 2.03.36 h. E nessa capacidade de reagir na segunda metade da competição esteve o «segredo» da vitória para Johana Ordóñez, que, desta forma, garantiu a «dobradinha» de vitórias obtidas pelo Equador nas provas de 50 km macha na edição deste ano dos Jogos Pan-americanos, alguns minutos depois de o compatriota Claudio Villanueva ter conquistado a medalha de ouro na vertente masculina.

A primeira campeã pan-americana de 50 km, que tal como Villanueva tem 31 anos, agradeceu no final da prova o apoio que recebe da família, referindo de forma especial o marido, que, não sendo atleta, não deixa de acompanhá-la em treinos e provas. E sublinhou também o apoio recebido do Estado Equatoriano, desde logo da Secretaria do Desporto, afirmando que o sucesso alcançado em Lima é resultado do investimento feito pela administração central na promoção das diferentes vertentes do desporto.

Seguindo o exemplo do grande campeão Jefferson Pérez, os marchadores equatorianos levam desta edição dos Jogos Pan-americanos três das seis medalhas em disputa nos 50 km (masculinos e femininos), contando também três das quatro medalhas de ouro relativas às quatros provas da especialidade (20 e 50 km, masculinos e femininos), já que Brian Pintado, cunhado de Claudio Villanueva, tinha ganho uma semana antes os 20 km masculinos.

De assinalar que nestes 50 km femininos, com dez atletas à partida e ao contrário do sucedido na prova masculina realizada em simultâneo, não foram registadas desclassificações, ocorrendo apenas uma desistência, a de Kathleeen Burnett, dos Estados Unidos, depois de cumprir 35 quilómetros. Burnett é a recordista do seu país, com 4.21.51h, marca registada em 2017, durante os mundiais de atletismo de Londres.

A próxima edição dos Jogos Pan-americanos, a 19.ª, terá lugar em 2023 na capital do Chile, Santiago, mantendo-se assim na América do Sul. Será assim a primeira vez em sete décadas de existência que estes Jogos têm lugar duas vezes seguidas na parte sul do continente americano.

Classificação
1.ª, Johana Ordóñez (Equador), 4.11.12
2.ª, Mirna Ortiz (Guatemala), 4.15.21
3.ª, Paola Pérez (Equador), 4.16.54
4.ª, Viviane Santana Lyra (Brasil), 4.22.46
5.ª, Elianay Pereira (Brasil), 4.29.33
6.ª, Mayra Herrera (Guatemala), 4.30.52
7.ª, Yoci Caballero (Peru), 4.31.33
8.ª, Evelyn Inga Huaynalaya (Peru), 4.36.36
9.ª, Stephanie Casey (EUA), 4.50.31
Desistente: Kathleen Burnett (EUA)

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Claudio Villanueva vence 50 km dos Pan-americanos de Lima

Claudio Villanueva a caminho da vitória nos 50 km marcha
dos pan-americanos de Lima. Foto: Fernando Vergara, AP
O equatoriano Claudio Villanueva venceu este domingo, 11 de agosto, a prova masculina dos 50 km marcha da última jornada dos XVIII Jogos Pan-americanos, que decorreram em Lima, no Peru, desde 24 de Julho. Villanueva creditou-se com 3.50.01 h, adiante do mexicano Horacio Nava (3.51.45) e do colombiano Diego Pinzón (3.53.49), numa prova em que se classificaram apenas mais dois concorrentes de um total de 14 à partida.

Claudio Villanueva, que na semana anterior à prova completou 31 anos, acabou por não ficar muito longe do recorde pessoal na distância, estabelecido em 2017 durante os mundiais de atletismo de Londres, quando averbou 3.49.27 h.

O marchador equatoriano fez em Lima uma prova cautelosa, não se atrevendo a comandar nem a forçar ritmos na fase inicial da competição. Aos cinco quilómetros registava uma passagem de 23.29 m, bastante atrás da dupla que então seguia na dianteira, composta pelo mexicano Nava e pelo equatoriano Andrés Chocho (vencedor em Toronto-2015), ambos creditados com 22.44 m na primeira légua. A vantagem dos primeiros foi aumentando nas voltas seguintes para lá de um minuto, mas, a meio da prova, Villanueva já integrava o grupo da liderança, cumprindo os primeiros 25 quilómetros em 1.54.20 h, a par de Nava e com cerca de 10 metros de avanço sobre o peruano Luis Campos e 20 metros para o guatemalteco Erick Barrondo.

Seria na aproximação aos 40 quilómetros que Claudio Villanueva viria a isolar-se na frente, para terminar estes 50 km de marcha na condição de campeão das Américas, numa jornada marcada pela chuva e pelo (sempre bem-vindo) rigor dos juízes. Horacio Nava, vencedor nesta distância nos pan-americanos de 2011 (México), conseguiu gerir as dificuldades e garantir o segundo lugar, a um minuto e 44 segundos de Villanueva, enquanto Diego Pinzón fez uma prova ainda mais contida que a do vencedor e conquistou a medalha de bronze, com mais 3.48 minutos que o novo campeão pan-americano.

«Estava a gerir a minha prova e a ver que os juízes estavam muito rigorosos e que muita gente ia caindo», declarou Villanueva à imprensa após a vitória, em tom de modéstia, dado que não precisou das desistências e das desclassificações dos colegas de competição para sagrar-se vencedor.

Concluíram a prova também o brasileiro Caio Bonfim, com altos e baixos no ritmo e uma marca final de 3.57.54 h, e ainda Matthew Forgues, dos Estados Unidos, com 4.19.28 h. Entre os nove desistentes ou desclassificados, realce para os irmãos guatemaltecos Erick e Bernardo Barrondo e para o equatoriano Andrés Chocho, vencedor na edição anterior, Toronto-2015.

No final, o vencedor, que já teve a nacionalidade espanhola e chegou a sagrar-se campeão desse país durante os campeonatos realizados conjuntamente com Portugal na cidade portuguesa de Montijo, em 2013, dedicou de forma emocionada a vitória pan-americana ao pai, que em 2017 desapareceu nas montanhas de Cuenca sem que até hoje tivesse sido encontrado. «Pai, se estiveres vivo e a ver-me, esta medalha é para ti, mas se tiveres morrido, cuida de mim lá no céu», afirmou o marchador agora equatoriano e que, precisamente nesse ano de 2017 e também na capital do Peru, se tinha já sagrado vencedor da Taça Pan-americana de Marcha.

Classificação
1.º, Claudio Villanueva (Equador), 3.50.01
2.º, Horacio Nava (México), 3.51.45
3.º, Diego Pinzón (Colômbia), 3.53.49
4.º, Caio Bonfim (Brasil), 3.57.54
5.º, Matthew Forgues (EUA), 4.19.28
Desistentes: Erick Barrondo (Guatemala), Luis Campos (Peru), Mathieu Bilodeau (Canadá) e Nicholas Christie (EUA).
Desclassificados: Bernardo Barrondo (Guatemala), Andrés Chocho (Equador), Isaac Palma (México), Ronal Quispe (Bolívia) e Jorge Fajardo (Colômbia).

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Equatoriano Pintado vence 20 km masculinos dos Pan-americanos de Lima

Brian Pintado a caminho da meta, para vencer os 20 km
masculinos dos Pan-americanos de Lima. Foto: El Diario
Brian Pintado venceu este domingo, em Lima, os 20 km marcha masculinos dos Jogos Pan-americanos, que decorrem na capital peruana. O marchador equatoriano registou 1.21.51 h, terminando com seis segundos de vantagem sobre o brasileiro Caio Bonfim e o guatemalteco José Alejandro Barrondo, respectivamente segundo e terceiro classificados, com o mesmo tempo oficial.

Quase todos os 16 atletas que alinharam à partida se mantiveram em pelotão até muito perto de meio da prova, cumprida pelo líder (Mauricio Arteaga, do Equador) em 42.13 m. No entanto, a segunda metade da competição seria muito mais rápida (quase 20 segundos a menos em cada volta de mil metros), sobretudo na légua final, cumprida pelos primeiros a ritmos abaixo de quatro minutos por quilómetro. Aliás, depois dos 42.14 m dos primeiros dez quilómetros, Brian Pintado faria os segundos dez mil metros em 39.37 m, revelando a grande mudança de andamento imposta na segunda parte da prova.

Mesmo assim, ainda havia oito atletas (metade dos que tinham partido) no grupo da frente no final da terceira légua, ou seja, a cinco voltas do final. Aos 16 quilómetros, com o atraso definitivo de Arteaga, ficava definida a composição do pódio, com Pintado, Bonfim e Barrondo em definitivo na frente. Foi mesmo necessário esperar pelo derradeiro quilómetro para que ficasse claro quem seria o vencedor, com o equatoriano a impor-se em alto ritmo aos colegas do Brasil e da Guatemala.

Terminada a competição, pode dizer-se que, se não fosse a primeira metade em ritmo tão baixo e teria ficado em perigo o recorde dos Jogos, que assim permanece na posse do mexicano Bernardo Segura com a marca de 1.20.17 h averbada em Winnipeg (Canadá) há nada menos que 20 anos (1999).

Classificação
1.º, Brian Pintado (Equador), 1.21.51
2.º, Caio Bonfim (Brasil), 1.21.57
3.º, José Alejandro Barrondo (Guatemala), 1.21.57
4.º, Mauricio Arteaga (Equador), 1.22.23
5.º, Evan Dunfee (Canadá), 1.22.27
6.º, Andres Olivas (México), 1.22.36
7.º, José Arevalo (Colômbia), 1.23.23
8.º, Richard Vargas (Venezuela), 1.25.08
9.º, Yassir Cabrera (Panamá), 1.25.39
10.º, Juan Manuel Cano (Argentina), 1.26.42
11.º, Yerko Araya (Chile), 1.28.06
12.º, Moacir Zimmermann (Brasil), 1.33.14
Desclassificados: José Carlos Mamani (Peru) e Carlos Sánchez (México). Desistentes: Eider Arévalo (Colômbia) e José Raymundo (Guatemala).