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sábado, 3 de janeiro de 2026

Marchadores italianos portadores da tocha olímpica para Milão-Cortina 2026

Antonella Palmisano quando do transporte da tocha olímpica em
Massafra. Imagens: IG Antonella Palmisano e Milano Cortina 2026.
Montagem: O Marchador

O percurso da tocha olímpica dos Jogos de Inverno Milão-Cortina 2026 (6 a 22 de fevereiro), que se iniciou em Olímpia, na Grécia, em 26 de novembro e que no passado dia 4 de dezembro entrou em território italiano, a partir de Roma, decorre durante 63 dias, percorrendo um total de 12.000 km, cruzando 60 cidades, 300 vilas e 20 regiões, e finalmente alcançando Milão quando da cerimónia de abertura dos Jogos.

De entre as mais de 10.000 pessoas que totalizarão o transporte da tocha olímpica, encontram-se atletas e figuras proeminentes, e no caso particular da disciplina da marcha atlética, vários destacados especialistas italianos, de diferentes gerações.

Há dias, em Massafra, cidade italiana na região de Puglia, província de Taranto, coube a vez a Antonella Palmisano, campeã olímpica nos 20 km marcha nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 (Sapporo-2021), cujo trajeto percorrido despertou enorme entusiasmo da multidão.

Outros marchadores apontados para o transporte da faixa olímpica são: Mauricio Damilano (ouro em Moscovo-1980 e bronze em Los Angeles-1984 e Seul-1988), Massimo Stano (ouro em Tóquio-2020), a confirmar, e Elisa Rigaudo (bronze em Pequim-2008), sendo ainda provável a integração de outros conceituados especialistas italianos (antigos ou atuais).

Entretanto, ontem, em Pescara, a vez de transportar a tocha olímpica coube a Giovanni De Benedictis (bronze em Barcelona 1992).

Fonte: Olympics.

sábado, 12 de abril de 2025

Comité Olímpico Internacional e federação internacional de atletismo dão mais uma machadada na marcha atlética

Montagem: O Marchador

O mundo olímpico rejubila com a decisão tomada esta quarta-feira, 9 de abril, pelo Conselho Executivo do Comité Olímpico Internacional em relação ao programa desportivo dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028, nomeadamente no que se refere às questões da participação feminina, do aumento de número de provas e do consequente acréscimo da quantidade de medalhas a atribuir – tudo isso sem mexer no limite de 10.500 atletas participantes. O panorama parece idílico, mas os mais atentos e mais próximos da marcha atlética aperceberam-se da exclusão de uma prova de marcha e da mudança da distância das outras duas provas da especialidade que faziam parte do programa olímpico.

Na prática, tratou-se da eliminação da prova de estafeta mista na distância da maratona em marcha atlética e da substituição das provas masculina e feminina de 20 km por provas na distância igual à da meia-maratona.

Como é fácil perceber, trata-se da continuação do ataque às distâncias que de há muito se impuseram como matriz das grandes competições de marcha atlética. Com pequenas exceções, os 20 km e os 50 km foram durante praticamente um século as distâncias das provas de marcha nos Jogos Olímpicos e nas grandes competições mundiais e continentais de atletismo.

Nos Jogos de Paris de 2024 consumou-se a retirada dos 50 km, dando lugar a uma estafeta mista de dois atletas cumprindo quatro percursos, para totalizar a distância igual à das corridas de maratona. Já antes, a mesma distância tinha sido eliminada dos programas dos mundiais de atletismo, dando lugar a competições de 35 km, onde prevaleceram (e isso é muito significativo) os mesmos atletas que se impunham nas provas de 20 km dos mesmos campeonatos.

Na verdade, a prova de estafeta mista não deixou saudades, não só porque vigorou em apenas uma edição dos Jogos Olímpicos mas também porque se tratava de uma competição sem qualquer implantação no mundo da marcha, onde nunca houve tradição nem de provas de estafetas, nem de provas mistas, nem de provas em que os atletas entravam e saíam competição durante uma mesma prova. De facto, nada disto fazia sentido e, com o devido respeito por quem se preparou para participar e participou de facto nessas provas olímpicas, foi muito bom que o programa tivesse sido expurgado desses furúnculos. O único problema é que não se repôs a situação anterior (regresso das provas de marcha mais longas, como acontecia com os 50 km desde os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1932), limitando-se a decisão a um acto de corte.

Agora, a caminho dos Jogos de Los Angeles de 2028, exclui-se a estafeta mista, que não dá lugar a outra competição, ao mesmo tempo que se acaba com as provas de 20 km, adoptando em seu lugar as provas de distância igual à da meia-maratona (21,097 km). Na verdade, também ninguém percebe qual a vantagem de substituir uma prova de 20 km por outra de 21 km.

Este é, por isso, um novo passo num percurso iniciado há um punhado de anos com a exclusão, primeiro, das provas de 50 km e, depois, sucessivamente, das de 35 km e da tal estafeta-maratona. Só que, desta vez, o processo tem uma agravante, que resulta da circunstância de a retirada de uma prova de marcha do programa olímpico não ser «compensada» com a inclusão de outra.

Porventura, o caso poderá ter alguma relação com a invenção da prova de estafeta mista de 4x100 m, competição que passou a fazer parte do programa de atletismo dos Jogos Olímpicos. O mesmo é dizer que se eliminou uma das três provas de marcha do programa olímpico para acrescentar uma quinta corrida de 100 metros – já havia os 100 m masculinos e femininos e a estafeta 4x100 m também nas vertentes masculina e feminina, juntando-se agora a nova estafeta com dois homens e duas mulheres.

Este procedimento hostil para com a marcha atlética vem de muitos anos atrás, vem do tempo em que alguém começou a fazer germinar a ideia da adoção de distâncias como as da maratona e da meia-maratona nas provas de marcha (espécie de sonho pessoal ou grande desígnio de vida de quem quis subir na estrutura decisória da marcha e do atletismo, mas sem se preocupar verdadeiramente com o desporto. Parece inquestionável que o único critério para estas decisões se relaciona com a criação de um campo de experiências, mas sem se perceber para onde caminhamos.

Esta sucessão de mudanças que parece não ter fim traduz apenas a desorientação dos agentes perpetradores das tropelias. Torna-se evidente que, tanto da parte de quem propõe como da parte de quem decide, ninguém tem a menor ideia de para onde se vai. Cada nova alteração constitui mais uma experiência – e apenas isso. Pode ser que, no meio do caos assim criado, alguém consiga algum proveito pessoal, mas não se vislumbra qualquer vantagem colectiva nem qualquer benefício para os atletas, os treinadores, os juízes ou os organizadores de provas de marcha.

Afinal, que objetivos se persegue com estas decisões?

Que estudo prévio foi feito para fundamentar as propostas de alteração das distâncias olímpicas da marcha?

Que consulta foi feita aos atletas e aos treinadores da marcha?

Que envolvimento foi proporcionado ao mundo académico que estuda o fenómeno desportivo e, em especial, o atletismo?

Que enquadramento têm estas medidas na história da marcha atlética?

Que modelo competitivo se deseja para o atletismo e mesmo para os Jogos Olímpicos?

Que perspetivas podem ter os atletas (em especial os praticantes de marcha atlética) num contexto de tão grande variabilidade do quadro competitivo?

Que ponderação houve para estas mudanças constantes?

Que garantias pode haver de que não vão existir novas mudanças a curto ou médio prazo?

Quando é que isto vai parar?

Que destino dar aos responsáveis por estes desmandos?

sábado, 10 de agosto de 2024

Os Juízes de Marcha nos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Os juízes internacionais de marcha nos Jogos Olímpicos em Paris.
Foto: fb Jean-Pierre Dahm. Montagem: O Marchador

Concluídas que foram as provas de marcha de 20 km masculinos e femininos, e ainda a estafeta mista nos Jogos Olímpicos em Paris, a foto acima ilustra a equipa de juízes de marcha que avaliou a progressão regulamentar dos concorrentes e ainda garantiu outros procedimentos específicos da disciplina: Daniel Michaud, do Canadá, Steve Taylor, da Grã-Bretanha, Zuzana Costin, da Eslováquia (Secretária JC), Frédéric Bianchi, da Suíça (Juiz-Chefe), Jean-Pierre Dahm, de França, Man Chun Yeung, de Hong Kong, Kirsten Crocker, da Austrália e Dolores Rojas, de Espanha.

A participação nas 3 provas atingiu um total de 144 atletas (74 masculinos + 70 femininos), sendo 49 nos 20 km masculinos, 45 nos 20 km femininos, 50 (25 masculinos + 25 femininos) na estafeta mista.

Numa breve síntese estatística, os 7 e prestigiados juízes internacionais de marcha do Painel da World Athletics, 4 provenientes da Europa, 1 da Ásia, 1 da América do Norte e 1 da Oceânia, no global das 3 provas exibiram 336 raquetas amarelas (YP), 292 por suspensão (86,9%) e 44 por flexão (13,1%%). No que diz respeito às notas de desclassificação (RC) foram emitidas 116, 95 por suspensão (81,9%) e 21 por flexão (18,1%).

No total das 2 provas individuais de 20 km, houve apenas 1 atleta (masculino) desclassificado. 7 atletas tiveram 3 notas de desclassificação (RC) e foram obrigados a parar na Zona de Penalização (2 minutos); 23 atletas tiveram 1 nota; 10 outros atletas receberam 2 notas. Foram 19 os atletas «limpos» (20,2%; 8 masculinos e 11 femininos) sem qualquer advertência ou nota de desclassificação.

Já na prova de estafeta mista (25 equipas) não houve qualquer equipa desclassificada. Um total de 22 equipas tiveram notas de desclassificação (RC): 6 com 1 nota; 10 com 2 notas; 4 com 3 notas (3 min. penalização); 2 com 5 notas (5 min. penalização). Equipas sem qualquer nota de desclassificação foram 3 (Austrália, Cowley/Montag; Espanha, Martín/Pérez; Turquia, Demir/Tekdal).

Colaboração: José Ganso

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Espanha é campeã olímpica de estafeta de marcha

O início da prova com os atletas masculinos, grupo feminino na liderança e a subida ao
pódio dos espanhóis Álvaro Martín e María Pérez. Fotos: David Ramos/Getty Images
e Xinhua/Song Yanhua e Li Gang. Montagem: O Marchador

Álvaro Martín e María Pérez sagraram-se esta quarta-feira campeões olímpicos da estafeta mista da maratona em marcha, formando a equipa com que Espanha triunfou na prova da distância, com o tempo final de 2.50.31 h. Equador (2.51.22) e Austrália (2.51.38) classificaram-se nos lugares seguintes, conquistando, respectivamente, as medalhas de prata e bronze.

Na fase inicial, o canadiano Evan Dunfee foi o primeiro animador da prova, isolando-se logo após o tiro de partida. Andou sozinho nos primeiros minutos de prova, foi depois alcançado pelo japonês Masatora Kawano, que entretanto saíra do grupo perseguidor para ir no encalço do marchador do Canadá. Um e outro seriam alcançados pelo primeiro grupo perseguidor pouco depois dos seis quilómetros.

Cerca dos dez quilómetros, Dunfee haveria de atrasar-se em relação aos atletas que o tinham alcançado, ficando então na liderança um quinteto composto por Kawano, Brian Pintado (Equador), Caio Bonfim (Brasil), Christopher Linke (Alemanha) e Álvaro Martín (Espanha).

Na primeira transmissão, concretizada por toque na colega que entrava para o troço seguinte, o quinteto do comando passou a ser constituído por Kumiko Okada (Japão), Glenda Morejón (Equador), Viviane Lyra (Brasil), Saskia Feige (Alemanha) e María Pérez (Espanha). Não foi preciso esperar que se cumprisse um quilómetro para que se lhes juntasse, primeiro, a chinesa Jiayu Yang e, logo a seguir, a italiana Antonella Palmisano, que tinham entrado em acção poucos segundos após as cinco primeiras.

Numa primeira definição de posições no segundo segmento, a alemã e a japonesa atrasaram-se da liderança. Mais para trás, a australiana Jemima Montag e a peruana Kimberly García faziam menção de aproximar-se da liderança, recuperando do atraso em que tinham sido deixadas pelos colegas do primeiro percurso. A junção dar-se-ia cerca dos 15 quilómetros, incluindo a mexicana Alegna González, pelo que o grupo da frente passou a octeto.

Até final do segundo percurso, a única incidência foi o atraso de Lyra e Palmisano já na penúltima volta antes da devolução da acção aos componentes masculinos das equipas, o mesmo acontecendo na volta seguinte com María Pérez e Glenda Morejón. Austrália, China, México e Peru eram os primeiros a transmitir para o terceiro percurso.

A formação italiana levaria várias voltas a retomar posição de destaque, mas sem se aproximar do primeiro lugar, enquanto Brian Pintado, pelo Equador, e Álvaro Martín, por Espanha, se isolavam na frente da prova, deixando Austrália, Peru e China em posição de imediatos perseguidores. Seria já perto dos 25 quilómetros que Massimo Stano (Itália) conseguiria atingir o terceiro lugar, mas com desvantagem crescente em relação à dupla da liderança.

Na aproximação às duas horas de prova e com cerca de 30 quilómetros percorridos, Pintado tentou forçar o andamento na frente, mesmo com o custo de alguma nota de desclassificação, para tentar descolar o espanhol e garantir posição de vantagem para Glenda Morejón sobre María Pérez no percurso final.

Massimo Stano, isolado no terceiro lugar a mais de 40 segundos da frente, tentava, por sua vez, segurar a posição de bronze para Itália, procurando, por outro lado, dar algum conforto à colega Palmisano no confronto que se antevia com a Austrália, o Peru e o Brasil no segmento final e tendo já a consciência de que a compatriota tinha revelado dificuldades no final do primeiro percurso.

No entanto, na volta final do terceiro segmento, Pintado acabaria por aligeirar o ritmo, certamente como cautela perante os avisos dos juízes, o que permitiu ao espanhol não só recuperar em relação ao atleta do Equador mas até ganhar-lhe uma vantagem de três segundos no momento da transmissão. Stano passou o testemunho Antonella Palmisano com 47 segundos de atraso para a liderança, mas com vinte de avanço para a dupla australiana Rhydian Cowley / Jemima Montag e mais vinte para as duplas do Peru (Augusto Rodriguez / Kimberly Garcia) e do Brasil (Caio Bonfim / Viviane Lyra).

Nos primeiros momentos do percurso decisivo, Morejón pareceu recuperar em relação à espanhola, mas logo María Pérez impôs outra determinação e tratou de acelerar para aumentar a vantagem de cerca de dez metros para um crescendo de 50 metros, 100 e mais ainda. Mesmo com mais de uma légua para cumprir, a posição relativa entre as duas primeiras parecia começar a definir-se, mas mais complicada tornava-se a situação da Itália (Palmisano), com a vantagem sobre a Austrália (Montag) a diminuir rapidamente e o Peru (García) a aproximar-se também.

Iam decorridos 36 quilómetros quando Jemima Montag alcançou e ultrapassou a italiana, tentando ao mesmo tempo segurar a posição em relação a Kimberly García, que ainda vinha dois lugares atrás mas iria também, seguramente, ultrapassar Antonella Palmisano e ameaçar a terceira posição da australiana.

Nem um quilómetro demoraria a ultrapassagem da italiana pela peruana, com Kimberly García a rolar ao mesmo ritmo da líder María Pérez e por isso a chegar-se a Jemima Montag na luta pela medalha de bronze.

Na légua final, María Pérez teve apenas de gerir a vantagem na frente para assegurar a conquista do título olímpico com Álvaro Martín, vendo mesmo assim o avanço crescer para o segundo lugar, enquanto a australiana reagia e garantia o terceiro posto, mantendo o Peru a distância que acabou por voltar a crescer na parte final.

Até à meta, a Itália foi ainda ultrapassada pelo México, com Brasil e Japão a fecharem os lugares com direito a diploma.

Classificação
Estafeta mista de marcha (42,195 km)
1.º, ESP - Espanha (Álvaro Martín / María Pérez), 2:50:31
2.º, ECU - Equador (Brian Daniel Pintado / Glenda Morejón), 2:51:22
3.º, AUS - Austrália (Rhydian Cowley / Jemima Montag), 2:51:38
4.º, PER - Peru (César Augusto Rodríguez / Kimberly García León), 2:51:56
5.º, MEX - México (Ever Jair Palma Olivares / Alegna González), 2:52:38
6.º, ITA - Itália (Massimo Stano / Antonella Palmisano), 2:53:52
7.º, BRA - Brasil (Caio Bonfim / Viviane Lyra), 2:54:08
8.º, JPN - Japão (Masatora Kawano / Kumiko Okada), 2:55:40
9.º, ESP - Espanha (Miguel Ángel López / Cristina Montesinos), 2:56:10
10.º, GER - Alemanha (Christopher Linke / Saskia Feige), 2:56:14
11.º, FRA - França (Aurélien Quinion / Clémence Beretta), 2:56:54
12.º, COL - Colômbia (Mateo Romero / Lorena Arenas), 2:57:54
13.º, JPN - Japão (Kazuki Takahashi / Ayane Yanai), 2:58:08
14.º, CHN - China (Xianghong He / Shijie Qieyang), 2:59:13
15.º, CHN - China (Jun Zhang / Jiayu Yang), 3:00:43
16.º, POL - Polónia (Maher Ben Hlima / Olga Chojecka), 3:00:55
17.º, UKR - Ucrânia (Ivan Banzeruk / Lyudmila Olyanovska), 3:01:50
18.º, SVK - Eslováquia (Dominik Černý / Hana Burzalová), 3:03:54
19.º, COL - Colômbia (César Herrera / Laura Cristina Mojica Chalarca), 3:03:56
20.º, CAN - Canadá (Evan Dunfee / Olivia Lundman), 3:04:57
21.º, HUN - Hungria (Bence Venyercsán / Rita Récsei), 3:05:18
22.º, AUS - Austrália (Declan Tingay / Rebecca Henderson), 3:09:21
23.º, TUR - Turquia (Mazlum Demir / Ayşe Tekdal), 3:14:53
Desistentes: CZE - República Checa (Vít Hlaváč / Eliška Martínková) e IND - Índia (Suraj Panwar / . Priyanka).

Duas versões das classificações finais nos formatos do LOC estão disponíveis aqui e, com mais detalhe, aqui.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Paris 2024: Estafeta Mista de Marcha - lista de saída

Imagens: IOC, LOC Paris 2024. Montagem: O Marchador

Amanhã (7/8), ao sétimo dia do Atletismo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, os marchadores voltam ao circuito de um quilómetro no Trocadéro para disputarem a primeira edição da nova Estafeta Mista de Marcha, um evento por países em que cada equipa é constituída por homem e uma mulher e que alternadamente percorrerão a distância da Maratona (42,195 km).

A prova, que é aguardada com expectativa, terá início às 7h30 (hora local), alinhando em primeiro lugar os atletas masculinos de 25 equipas, em representação de 20 países.

De entre a lista de participantes, de notar os atuais campeões olímpicos nas provas individuais de 20 km (1/8), o equatoriano Brian Daniel Pintado, que tem como colega de equipa Glenda Morejon, e a chinesa Jiayu Yang, que alinhará com o seu compatriota Jun Zhang.

Cinco países conseguiram qualificar duas equipas, a saber: Austrália, China, Colômbia, Espanha e Japão.

Portugal está ausente desta nova prova dos Jogos. Recorde-se que uma equipa chegou a estar numa posição qualificável (a 25.ª) mas nem sequer chegou a defender essa posição ao não participar (sem qualquer explicação federativa) no evento decisivo disputado em Dublin, a 22 de junho.

A lista de saída em Paris, ainda provisória (ordenada pela sigla do país), é a seguinte:

País, atleta masculino, dorsal, nome / atleta feminina, dorsal, nome
AUS - Austrália: 10 - Rhydian Cowley (M) / 102 - Jemima Montag (F);
AUS - Austrália: 14 - Declan Tingay (M) / 101 - Rebecca Henderson (F);
BRA - Brasil: 15 - Caio Bonfim (M) / 106 - Viviane Lyra (F);
CAN - Canadá: 18 - Evan Dunfee (M) / 108 - Olivia Lundman (F);
CHN - China: 20 - Xianghong He (M) / 111 - Shijie Qieyang (F);
CHN - China: 23 - Jun Zhang (M) / 112 - Jiayu Yang (F);
COL - Colômbia: 24 - Cesar Herrera (M) / 114 - Laura Cristina Mojica Chalarca (F);
COL - Colômbia: 25 - Mateo Romero (M) / 113 - Lorena Arenas (F);
CZE - República Checa: 26 - Vit Hlavac (M) / 115 - Eliska Martinkova (F);
ECU - Equador: 29 - Brian Daniel Pintado (M) / 117 - Glenda Morejon (F);
ESP - Espanha: 32 - Miguel Angel Lopez (M) / 122 - Cristina Montesinos (F);
ESP - Espanha: 33 - Alvaro Martin (M) / 123 - Maria Perez (F);
FRA - França: 38 - Aurelien Quinion (M) / 124 - Clemence Beretta (F);
GER - Alemanha: 42 - Christopher Linke (M) / 127 - Saskia Feige (F);
HUN - Hungria: 47 - Bence Venyercsan (M) / 133 - Rita Recsei (F);
IND - Índia: 49 - Suraj Panwar (M) / 135 - F Priyanka (F);
ITA - Itália: 55 - Massimo Stano (M) / 137 - Antonella Palmisano (F);
JPN - Japão: 58 - Masatora Kawano (M) / 140 - Kumiko Okada (F);
JPN - Japão: 60 - Kazuki Takahashi (M) / 141 - Ayane Yanai (F);
MEX - México: 66 - Ever Jair Palma Olivares (M) / 142 - Alegna Gonzalez (F);
PER - Peru: 68 - Augusto Rodriguez (M) / 146 - Kimberly Garcia Leon (F);
POL - Polónia: 69 - Maher Ben Hlima (M) / 148 - Olga Chojecka (F);
SVK - Eslováquia: 73 - Michal Morvay (M) / 154 - Hana Burzalova (F);
TUR - Turquia: 75 - Mazlum Demir (M) / 157 - Ayse Tekdal (F);
UKR - Ucrânia: 77 - Ivan Banzeruk (M) / 158 - Lyudmila Olyanovska (F).

Nota: uma lista final será publicada pela organização no próprio dia da competição, quando forem 5h45 (hora local).

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Jiayu Yang sagra-se campeã olímpica de 20 km marcha

O início dos 20 km marcha femininos em Paris, a campeã olímpica, Jiayu Yang, e o pódio.
Fotos: REUTERS/Amanda Perobelli, Grana/FIDAL e Xinhua/Li Gang.
Montagem: O Marchador

A chinesa Jiayu Yang sagrou-se esta quinta-feira campeã olímpica de 20 km marcha ao vencer em Paris a prova da distância em 1.25.54 h. A campeã mundial de Londres-2017 teve no pódio a companhia da espanhola María Pérez (1.26.19) e da australiana Jemima Montag (1.26.25), segunda e terceira classificadas, respectivamente.

Recordista mundial desde 20 de Março de 2021, quando fez 1.23.49 h, em Huangshan (China), Yang foi a primeira atleta na prova olímpica de Paris a impor ritmo capaz de marcar posição determinada na luta pela conquista do título em disputa. Aos cinco quilómetros de prova, liderava já com 21.34 m, sendo acompanhada apenas por Montag, Pérez, pela italiana Antonella Palmisano (campeã olímpica em título), pela peruana Kimberly García, pela espanhola Laura García-Caro, pela mexicana Alegna González, pela colombiana Lorena Arenas e pela chinesa Zhenxia Ma.

Nas voltas seguintes, a diferença de Yang para as restantes atletas foi sendo marcada de forma clara, com a chinesa a isolar-se em grande estilo, revelando boa técnica e grande descontracção. Ficava para trás um grupo com as restantes oito do pelotão de que descolava, a que se juntariam mais quatro atletas do grupo seguinte.

A meio da prova, Jiayu Yang creditava-se com um tempo de passagem de 43.06 m, que indiciava uma marca final de grande qualidade, ao contrário do que acontecera na competição masculina concluída minutos antes dos 20 km femininos. Mais atrás, com 33 segundos de atraso, o grupo começava a fragmentar-se, sob a liderança sobretudo de Jemima Montag e María Pérez.

No entanto, cerca dos 13 quilómetros de prova, seriam Pérez e Ma a isolar-se na perseguição a Yang, recuperando algum terreno. Tinham chegado a um atraso de 44 segundos, mas rapidamente começaram a diminuir a desvantagem.

Com três léguas percorridas, Yang continuava a liderar, com 1.04.47 h, com Pérez a 30 segundos e Ma a 32. Lorena Arenas, Jemima Montag e Zhenxia Ma também recuperavam em relação à chinesa líder, mas nas voltas seguintes (de mil metros), só a espanhola, a chinesa e a australiana pareciam com capacidade efectiva de apoquentar a comandante da prova.

Perante a evidente aproximação das perseguidoras, Yang teve de lançar mão de todas as energias que lhe restavam para manter o ritmo e, sobretudo, a posição de liderança, que começava a poder estar em risco. A reacção da chinesa susteve a reacção de María Pérez, Jemima Montag, de Lorena Arenas e de Zhenxia Ma, que acabou encaminhada para a zona de penalização, onde os dois minutos de paragem obrigatória lhe retiraram qualquer pretensão a bom lugar na classificação final.

Até à meta, pouco mais ocorreria, para além da confirmação dos lugares de honra. Nos terceiro e quarto lugares, respectivamente, Montag e Arenas asseguravam os únicos recordes nacionais batidos na prova, com a particularidade de a marca da australiana ser também recorde continental (Oceânia).

Entre as portuguesas, dois desempenhos distintos. Por um lado, Vitória Oliveira procurava uma posição entre as melhores portuguesas de sempre, se possível com marca condizente com o melhor do palmarés português da distância. Aos cinco quilómetros, a marca de passagem de 22.39 m prenunciava um resultado meritório. A meio da competição, a expectativa começava a enegrecer-se (10 km em 46.04), revelando uma segunda légua em 23.25 m. A terceira légua já foi cumprida em cerca de cinco minutos por quilómetro e tudo ficava comprometido em definitivo. A passagem aos 15 quilómetros em 1.10.38 h demonstrava isso mesmo e teve confirmação na meta, com 1.36.22 h. Em todo o caso, com o nível de resultados que a prova teve, uma marca da portuguesa que fosse quatro minutos melhor (ou seja, supondo uma segunda metade igual à primeira) continuaria insuficiente para sequer entrar nos 25 primeiros lugares. A marchadora do Benfica acabaria na 38.ª posição, com 1.36.22 h.

Por outro lado, Ana Cabecinha não tinha outro objectivo que não fosse o de despedir-se dos Jogos Olímpicos com uma quinta presença com a dignidade que se impunha a uma atleta que nas três primeiras presenças (Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016) alcançara sempre um lugar entre as oito primeiras (dois sextos lugares e um oitavo), além do 20.º lugar em Tóquio-2020, de permeio com outras excelentes classificações em mundiais e europeus de atletismo. Mãe há três meses, atleta escolhida para porta-estandarte de Portugal na cerimónia de abertura dos Jogos de Paris (com o canoísta Fernando Pimenta), a marchadora alentejana/algarvia desejava apenas concluir a prova e fechar o desempenho olímpico sem o brilho de outros tempos mas com a honra de quem sempre pôs o máximo de si em cada competição, mesmo em circunstâncias muito difíceis. E assim cumpriu. Tomou o último lugar da prova logo nos metros iniciais e aí se manteve até final, rolando quase sempre acima dos cinco minutos por quilómetro. Mas isso era o que menos importava, também não sendo relevante que tenha acabado no 43.º lugar, com 1.46.30 h. Essa é apenas a componente estatística de uma história que, na verdade, merecia melhor epílogo. Porque Ana Cabecinha o merecia.

Classificação
20 km femininos
1.ª, Jiayu Yang, 1996 (CHN - China), 1:25:54
2.ª, Maria Perez, 1996 (ESP - Espanha), 1:26:19
3.ª, Jemima Montag, 1998 (AUS - Austrália), 1:26:25
4.ª, Lorena Arenas, 1993 (COL - Colômbia), 1:27:03
5.ª, Alegna Gonzalez, 1999 (MEX - México), 1:27:14
6.ª, Glenda Morejon, 2000 (ECU - Equador), 1:27:37
7.ª, Laura Garcia-Caro, 1995 (ESP - Espanha), 1:28:12
8.ª, Evelyn Inga, 1998 (PER - Peru), 1:28:16
9.ª, Paula Milena Torres, 2000 (ECU - Equador), 1:28:48
10.ª, Cristina Montesinos, 1994 (ESP - Espanha), 1:29:11
11.ª, Zhenxia Ma, 1998 (CHN - China), 1:29:15 p.z.
12.ª, Mary Luz Andia, 2000 (PER - Peru), 1:29:24
13.ª, Erica Sena, 1985 (BRA - Brasil), 1:29:32
14.ª, Lyudmila Olyanovska, 1993 (UKR - Ucrânia), 1:29:55
15.ª, Clemence Beretta, 1997 (FRA - França), 1:29:55
16.ª, Kimberly Garcia Leon, 1993 (PER - Peru), 1:30:10
17.ª, Mariia Sakharuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1:30:12
18.ª, Viviane Lyra, 1993 (BRA - Brasil), 1:30:31 p.z.
19.ª, Magaly Beatriz Bonilla, 1992 (ECU - Equador), 1:30:33
20.ª, Olena Sobchuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1:31:12
21.ª, Hong Liu, 1987 (CHN - China), 1:31:24
22.ª, Antigoni Ntrismpioti, 1984 (GRE - Grécia), 1:31:33
23.ª, Eleonora Anna Giorgi, 1989 (ITA - Itália), 1:31:49
24.ª, Alejandra Ortega, 1994 (MEX - México), 1:31:58
25.ª, Camille Moutard, 2001 (FRA - França), 1:31:58
26.ª, Pauline Stey, 2001 (FRA - França), 1:31:59
27.ª, Eliska Martinkova, 2002 (CZE - República Checa), 1:32:30
28.ª, Saskia Feige, 1997 (GER - Alemanha), 1:33:23
29.ª, Rachelle De Orbeta, 2000 (PUR - Porto Rico), 1:33:33
30.ª, Katarzyna Zdzieblo, 1996 (POL - Polónia), 1:33:52
31.ª, Rebecca Henderson, 2001 (AUS - Austrália), 1:34:22
32.ª, Nanako Fujii, 1999 (JPN - Japão), 1:34:26 p.z.
33.ª, Rita Recsei, 1996 (HUN - Hungria), 1:34:39
34.ª, Maria Katerinka Czakova, 1988 (SVK - Eslováquia), 1:34:46
35.ª, Valentina Trapletti, 1985 (ITA - Itália), 1:35:39
36.ª, Gabriela De Sousa, 2002 (BRA - Brasil), 1:35:50
37.ª, Hana Burzalova, 2000 (SVK - Eslováquia), 1:36:12
38.ª, Vitoria Oliveira, 1992 (POR - Portugal), 1:36:22
39.ª, Ilse Guerrero, 1993 (MEX - México), 1:37:10
40.ª, Meryem Bekmez, 2000 (TUR - Turquia), 1:38:06
41.ª, Priyanka ., 1996 (IND - Índia), 1:39:55
42.ª, Viktoria Madarasz, 1985 (HUN - Hungria), 1:41:21
43.ª, Ana Cabecinha, 1984 (POR - Portugal), 1:46:30
Desistentes: Olivia Sandery, 2003 (AUS - Austrália) e Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália).

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Brian Pintado, novo campeão olímpico de 20 km marcha

Em Paris, a partida dos 20 km marcha masculinos, o grupo líder e o campeão
olímpico, Brian Daniel Pintado. Fotos: IG Ecuador Olimpico e Grana/FIDAL.
Montagem: O Marchador

O equatoriano Brian Pintado sagrou-se esta quinta-feira campeão olímpico dos 20 km marcha, vencendo a prova da distância dos Jogos de Paris, com 1.18.55 h. Nos lugares imediatos terminaram Caio Bonfim, do Brasil, com 1.19.09 h, e Alvaro Martín, de Espanha, com 1.19.11 h. Fora do pódio terminou o campeão olímpico cessante, o italiano Massimo Stano, quarto classificado, com 1.19.12 h.

A prova teve lugar num início de manhã com elevada humidade relativa, após noite de chuva e já com temperatura a subir para níveis desconfortáveis para os marchadores. Talvez por isso a prova, que começou após adiamento de meia hora, tenha tido um início relativamente lento, com as primeiras voltas de mil metros a serem cumpridas acima dos quatro minutos por quilómetro por praticamente todos os participantes. A única excepção foi a de Caio Bonfim, que começou por perfazer o primeiro quilómetro em quatro minutos exactos, destacado do pelotão. Parecia querer marcar um ritmo próprio de uma grande competição internacional, mas ninguém o quis acompanhar. Ele próprio acabaria pouco depois por desacelerar e retomar posição juntos dos restantes companheiros de prova, não sem antes ter feito alguns gestos de incentivo aos líderes do pelotão para que se lhe juntassem na frente.

A segunda volta já foi concluída em 4.09 minutos e foi em ritmo desse nível que se andou até aos cinco quilómetros, quando o pelotão era liderado pelo chinês Jun Zhang, que registava 20.19 m. O grupo da frente era composto ainda por cerca de trinta unidades e iria rolar a cerca de 4.00 minutos por quilómetro até ao final da 13.ª volta (passagem aos 10 km em 40.21 m para Caio Bonfim).

Só na aproximação ao final da terceira légua é que o ritmo aumentou para valores abaixo dos quatro minutos por quilómetro. Aos 15 quilómetros, liderava o campeão olímpico de Tóquio-2020, Massimo Stano, com uma hora e nove segundos, numa fase da prova em que já se cumpria cada volta em cerca de três minutos e 50 segundos.

Pouco mais à frente, Caio Bonfim atrasava-se em relação ao grupo da liderança para, em poucas centenas de metros recuperar para assumir a liderança, que ocupava no final da 17.ª volta. O grupo da frente ia ficando cada vez mais reduzido até que, pouco depois dos 18 quilómetros, Stano se atrasou definitivamente, deixando na frente os três atletas que iriam lutar pelas medalhas: Pintado, Bonfim e Martín.

Seria já na volta final que o marchador do Equador conseguiria ganhar vantagem sobre o brasileiro e o espanhol, que se conformaram com essa ordem até final, enquanto Pintado acelerava para ganhar com 14 segundos de avanço sobre Caio Bonfim, marcando uma volta final em 3.41 minutos.

De assinalar a presença entre os primeiros de dois atletas de países com fortes tradições no atletismo em geral (sobretudo nas corridas de fundo) mas sem grande expressão marcha: o Quénia e a Etiópia. Durante mais de metade da prova, o queniano Samuel Gathimba e o etíope Misgana Wakuma andaram com os líderes. Gathimba cederia na terceira légua, acabando no 22.º lugar (1.21.26), mas Wakuma resistiu no grupo de comando até para lá dos 17 quilómetros. Terminaria na sexta posição, com 1.19.31 h, naquele que foi o único recorde nacional batido nesta prova.

Classificação
20 km masculinos
1.º, Brian Daniel Pintado, 1995 (ECU - Equador), 1:18:55
2.º, Caio Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1:19:09
3.º, Alvaro Martin, 1994 (ESP - Espanha), 1:19:11
4.º, Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1:19:12
5.º, Evan Dunfee, 1990 (CAN - Canadá), 1:19:16
6.º, Misgana Wakuma, 2004 (ETH - Etiópia), 1:19:31
7.º, Koki Ikeda, 1998 (JPN - Japão), 1:19:41
8.º, Yuta Koga, 1999 (JPN - Japão), 1:19:50
9.º, Aurelien Quinion, 1993 (FRA - França), 1:19:56
10.º, Jun Zhang, 1998 (CHN - China), 1:19:56
11.º, Declan Tingay, 1999 (AUS - Austrália), 1:19:56
12.º, Rhydian Cowley, 1991 (AUS - Austrália), 1:20:04
13.º, Noel Chama, 1997 (MEX - México), 1:20:19
14.º, Ricardo Ortiz, 1995 (MEX - México), 1:20:27
15.º, David Hurtado, 1999 (ECU - Equador), 1:20:30
16.º, Callum Wilkinson, 1997 (GBR - Grã-Bretanha), 1:20:31
17.º, Paul Mcgrath, 2002 (ESP - Espanha), 1:20:32
18.º, Ryo Hamanishi, 2000 (JPN - Japão), 1:20:33
19.º, Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1:20:35
20.º, Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), 1:20:38
21.º, Perseus Karlstrom, 1990 (SWE - Suécia), 1:21:05
22.º, Samuel Kireri Gathimba, 1987 (KEN - Quénia), 1:21:26
23.º, Leo Koepp, 1998 (GER - Alemanha), 1:21:36
24.º, Gabriel Bordier, 1997 (FRA - França), 1:21:40
25.º, Jordy Rafael Jimenez Arrobo, 1994 (ECU - Equador), 1:21:44
26.º, Luis Henry Campos, 1995 (PER - Peru), 1:22:00
27.º, Artur Brzozowski, 1985 (POL - Polónia), 1:22:11
28.º, Max Batista Goncalves Dos Santos, 1994 (BRA - Brasil), 1:22:16
29.º, Maher Ben Hlima, 1989 (POL - Polónia), 1:22:34
30.º, Vikash Singh, 1996 (IND - Índia), 1:22:36
31.º, Yandong Li, 1998 (CHN - China), 1:22:46
32.º, Veli-Matti Partanen, 1991 (FIN - Finlândia), 1:22:56
33.º, Diego Garcia Carrera, 1996 (ESP - Espanha), 1:23:10
34.º, Dominik Cerny, 1997 (SVK - Eslováquia), 1:23:25
35.º, Kyle Swan, 1999 (AUS - Austrália), 1:23:32
36.º, Zhaozhao Wang, 1999 (CHN - China), 1:23:40
37.º, Paramjeet Singh Bisht, 2002 (IND - Índia), 1:23:48
38.º, Jose Alejandro Barrondo, 1996 (GUA - Guatemala), 1:24:17
39.º, Matheus Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:24:25 p.z
40.º, Ihor Hlavan, 1990 (UKR - Ucrânia), 1:24:52 p.z.
41.º, Riccardo Orsoni, 2000 (ITA - Itália), 1:25:08
42.º, Byeongkwang Choe, 1991 (KOR - Coreia do Sul), 1:26:15
43.º, Erick Bernabe Barrondo, 1991 (GUA - Guatemala), 1:26:19 p.z.
44.º, Mate Helebrandt, 1989 (HUN - Hungria), 1:27:17
45.º, Salih Korkmaz, 1997 (TUR - Turquia), 1:29:05
46.º, Bence Venyercsan, 1996 (HUN - Hungria), 1:29:14 p.z.
Desistentes: Cesar Augusto Rodriguez, 1997 (PER - Peru) e Akshdeep Singh, 1999 (IND - Índia).
Desclassificado: Jose Luis Doctor, 1996 (MEX - México).

quarta-feira, 31 de julho de 2024

Paris 2024: 20 km marcha femininos - lista de saída

Imagens: IOC e LOC Paris 2024. Montagem: O Marchador

Também no dia de amanhã (1/8) em Paris, por ocasião dos Jogos Olímpicos, e depois de concluída a prova masculina de 20 km, terá início às 9h50 a prova feminina sobre a mesma distância, prevendo-se que alinhem 45 atletas de 22 países.

De entre o lote de participantes, a chinesa Zhenxia Ma lidera a lista mundial do ano, com 1:26:07, a mesma marca conseguida pela sua compatriota Jiayu Yang em Taicang a 3 de março, quando foram primeira e segunda classificadas (na lista mundial do ano figura a russa Elvira Chepareva, com 1:24:31 em Sochi, 27/2).

E por mencionar Jiayu Yang, é ela a recordista mundial da distância, com a marca de 1:23:49 estabelecida em Huangshan a 20 de março de 2021. Outra chinesa, Shijie Qieyang, é a recordista olímpica com 1:25:16 na edição dos Jogos em Londres-2012.

Na defesa do título olímpico conquistado em Tóquio-2020 (2021) apresenta-se em Paris a italiana Antonella Palmisano, que este obteve registou 1:27:27 em Podebrady.

Portugal participará com Ana Cabecinha, a sua 5.ª presença em Jogos Olímpicos, e Vitória Oliveira, em estreia (ver peça de «O Marchador», aqui).

A lista de saída (ordenada por dorsal) é a seguinte:

20 km femininos
Dorsal, nome, ano nasc., país recorde pessoal, melhor marca 2024
101: Rebecca Henderson, 2001 (AUS - Austrália), 1:28:43 / 1:29:54
102: Jemima Montag, 1998 (AUS - Austrália), 1:27:09 / 1:27:09
104: Olivia Sandery, 2003 (AUS - Austrália), 1:28:52 / 1:30:52
105: Gabriela De Sousa, 2002 (BRA - Brasil), 1:33:21 / 1:33:58
106: Viviane Lyra, 1993 (BRA - Brasil), 1:27:13 / 1:27:13
107: Erica Sena, 1985 (BRA - Brasil), 1:26:59 / 1:29:22
109: Hong Liu, 1987 (CHN - China), 1:24:27 / 1:26:47
110: Zhenxia Ma, 1998 (CHN - China), 1:26:07 / 1:26:07
112: Jiayu Yang, 1996 (CHN - China), 1:23:49 / 1:26:07
113: Lorena Arenas, 1993 (COL - Colômbia), 1:27:25 / 1:27:25
115: Eliska Martinkova, 2002 (CZE - República Checa), 1:30:08 / 1:30:08
116: Magaly Beatriz Bonilla, 1992 (ECU - Equador), 1:28:26 / 1:28:26
117: Glenda Morejon, 2000 (ECU - Equador), 1:25:29 / 1:27:21
118: Paula Milena Torres, 2000 (ECU - Equador), 1:29:32 / 1:29:32
120: Laura Garcia-Caro, 1995 (ESP - Espanha), 1:27:19 / 1:27:19
122: Cristina Montesinos, 1994 (ESP - Espanha), 1:28:43 / 1:28:43
123: Maria Perez, 1996 (ESP - Espanha), 1:25:30 / 1:27:43
124: Clemence Beretta, 1997 (FRA - França), 1:28:44 / 1:28:44
125: Camille Moutard, 2001 (FRA - França), 1:28:55 / 1:28:55
126: Pauline Stey, 2001 (FRA - França), 1:29:07 / 1:29:07
127: Saskia Feige, 1997 (GER - Alemanha), 1:28:28 / 1:33:57
130: Antigoni Ntrismpioti, 1984 (GRE - Grécia), 1:28:12 / 1:33:38
131: Viktoria Madarasz, 1985 (HUN - Hungria), 1:30:05 / 1:30:54
133: Rita Recsei, 1996 (HUN - Hungria), 1:31:40 / 1:31:40
135: . Priyanka, 1996 (IND - Índia), 1:28:45 / 1:29:48
136: Eleonora Anna Giorgi, 1989 (ITA - Itália), 1:26:17 / 1:28:47
137: Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália), 1:26:36 / 1:27:27
138: Valentina Trapletti, 1985 (ITA - Itália), 1:28:37 / 1:28:37
139: Nanako Fujii, 1999 (JPN - Japão), 1:27:59 / 1:27:59
142: Alegna Gonzalez, 1999 (MEX - México), 1:26:57 / 1:26:57
143: Ilse Guerrero, 1993 (MEX - México), 1:29:33 / 1:29:33
144: Alejandra Ortega, 1994 (MEX - México), 1:29:29 / 1:29:29
145: Mary Luz Andia, 2000 (PER - Peru), 1:29:19 / 1:29:19
146: Kimberly Garcia Leon, 1993 (PER - Peru), 1:26:40 / 1:26:41
147: Evelyn Inga, 1998 (PER - Peru), 1:27:32 / 1:27:42
150: Katarzyna Zdzieblo, 1996 (POL - Polónia), 1:27:31 / 1:30:31
151: Ana Cabecinha, 1984 (POR - Portugal), 1:27:46 / -
152: Vitoria Oliveira, 1992 (POR - Portugal), 1:32:32 / 1:32:32
153: Rachelle De Orbeta, 2000 (PUR - Porto Rico), 1:31:09 / 1:31:09
154: Hana Burzalova, 2000 (SVK - Eslováquia), 1:32:27 / 1:32:27
155: Maria Katerinka Czakova, 1988 (SVK - Eslováquia), 1:31:03 / 1:31:28
156: Meryem Bekmez, 2000 (TUR - Turquia), 1:28:48 / 1:30:50
158: Lyudmila Olyanovska, 1993 (UKR - Ucrânia), 1:27:09 / 1:28:48
159: Mariia Sakharuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1:28:47 / 1:29:14
161: Olena Sobchuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1:28:50 / 1:31:47

Paris 2024: 20 km marcha masculinos - lista de saída

Imagens: IOC, LOC Paris 2024 e WA. Montagem: O Marchador

No arranque do Atletismo nos Jogos Olímpicos de Paris, amanhã (1/8), quando forem 8h00 na «Cidade Luz» será dada a partida da prova de 20 km marcha masculina com a participação de 49 atletas de 25 países.

O japonês Koki Ikeda é quem detém o melhor registo mundial do corrente ano, com 1:16:51 nos campeonatos nacionais em Kobe (18/2). Na defesa do título olímpico conquistado em Tóquio 2020 (2021) estará o italiano Massimo Stano, que esta época obteve em Taicang (3/3) um recorde pessoal e italiano de 1:17:26, a mesma marca obtida nesse mesmo evento pelo chinês Jun Zhang, também presente em Paris.

O recorde mundial pertence ao japonês Yusuke Suzuki com 1:16:36 em Nomi-2015, enquanto o recorde olímpico foi obtido pelo chinês Ding Chen, com 1:18:46 em Londres-2012.

Portugal não tem qualquer representante.

A lista de saída (ordenada por dorsal) é a seguinte:

20 km masculinos
Dorsal, nome, ano nasc., país recorde pessoal, melhor marca 2024
10: Rhydian Cowley, 1991 (AUS - Austrália), 1:18:33 / 1:18:33
12: Kyle Swan, 1999 (AUS - Austrália), 1:18:59 / 1:18:59
14: Declan Tingay, 1999 (AUS - Austrália), 1:18:30 / 1:20:00
15: Caio Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1:17:44 / 1:17:44
16: Matheus Correa, 1999 (BRA - Brasil), 1:20:19 / 1:22:41
17: Max Batista Goncalves Dos Santos, 1994 (BRA - Brasil), 1:22:01 / 1:22:01
18: Evan Dunfee, 1990 (CAN - Canadá), 1:18:03 / 1:18:41
21: Yandong Li, 1998 (CHN - China), 1:17:47 / 1:17:47
22: Zhaozhao Wang, 1999 (CHN - China), 1:17:48 / 1:17:48
23: Jun Zhang, 1998 (CHN - China), 1:17:26 / 1:17:26
27: David Hurtado, 1999 (ECU - Equador), 1:18:45 / 1:19:18
28: Jordy Rafel Jimenez Arrobo, 1994 (ECU - Equador), 1:19:39 / 1:19:39
29: Brian Daniel Pintado, 1995 (ECU - Equador), 1:17:54 / 1:17:54
31: Diego Garcia Carrera, 1996 (ESP - Espanha), 1:18:19 / 1:18:19
33: Alvaro Martin, 1994 (ESP - Espanha), 1:17:32 / 1:17:49
34: Paul Mcgrath, 2002 (ESP - Espanha), 1:17:55 / 1:17:55
35: Misgana Wakuma, 2004 (ETH - Etiópia), 1:20:51 / 1:20:51
36: Veli-Matti Partanen, 1991 (FIN - Finlândia), 1:18:22 / 1:20:52
37: Gabriel Bordier, 1997 (FRA - França), 1:18:59 / 1:19:56
38: Aurelien Quinion, 1993 (FRA - França), 1:19:57 / 1:20:48
39: Callum Wilkinson, 1997 (GBR - Grã-Bretanha), 1:20:27 / 1:20:27
41: Leo Koepp, 1998 (GER - Alemanha), 1:21:16 / 1:21:16
42: Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1:18:12 / 1:19:55
43: Erick Bernabe Barrondo, 1991 (GUA - Guatemala), 1:18:25 / 1:21:07
44: Jose Alejandro Barrondo, 1996 (GUA - Guatemala), 1:19:42 / 1:20:48
45: Mate Helebrandt, 1989 (HUN - Hungria), 1:21:16 / 1:21:44
47: Bence Venyercsan, 1996 (HUN - Hungria), 1:21:42 / 1:21:42
48: Paramjeet Singh Bisht, 2002 (IND - Índia), 1:20:08 / 1:22:10
50: Akshdeep Singh, 1999 (IND - Índia), 1:19:55 / 1:20:52
51: Vikash Singh, 1996 (IND - Índia), 1:20:05 / 1:21:59
53: Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), 1:18:59 / 1:19:54
54: Riccardo Orsoni, 2000 (ITA - Itália), 1:20:11 / 1:20:11
55: Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1:17:26 / 1:17:26
56: Ryo Hamanishi, 2000 (JPN - Japão), 1:17:42 / 1:17:42
57: Koki Ikeda, 1998 (JPN - Japão), 1:16:51 / 1:16:51
59: Yuta Koga, 1999 (JPN - Japão), 1:17:47 / 1:17:47
61: Samuel Kireri Gathimba, 1987 (KEN - Quénia), 1:18:23 / 1:28:06
62: Byeongkwang Choe, 1991 (KOR - Coreia do Sul), 1:20:29 / 1:21:24
63: Noel Chama, 1997 (MEX - México), 1:19:21 / 1:19:21
64: Jose Luis Doctor, 1996 (MEX - México), 1:19:10 / 1:19:10
65: Ricardo Ortiz, 1995 (MEX - México), 1:18:31 / 1:18:31
67: Luis Henry Campos, 1995 (PER - Peru), 1:20:56 / 1:24:15
68: Cesar Augusto Rodriguez, 1997 (PER - Peru), 1:18:23 / 1:18:23
69: Maher Ben Hlima, 1989 (POL - Polónia), 1:20:06 / 1:20:06
70: Artur Brzozowski, 1985 (POL - Polónia), 1:20:33 / 1:21:38
72: Dominik Cerny, 1997 (SVK - Eslováquia), 1:20:31 / 1:20:31
74: Perseus Karlstrom, 1990 (SWE - Suécia), 1:17:39 / 1:18:22
76: Salih Korkmaz, 1997 (TUR - Turquia), 1:18:42 / -
78: Ihor Hlavan, 1990 (UKR - Ucrânia), 1:19:59 / 1:20:49

Provas de 20 km marcha abrem amanhã o Atletismo nos Jogos Olímpicos de Paris 2024

Imagens: LOC Paris 2024 e Getty Images. Montagem: O Marchador

É já amanhã, dia 1 de agosto (5.ª feira), que o Atletismo vai marcar presença nos Jogos Olímpicos de Paris (26 de julho a 11 de agosto) e logo na jornada inaugural com as provas de 20 km marcha para masculinos, às 8h00, e femininos, às 9h50 (horas locais) na jornada inaugural, cujo circuito de 1 quilómetro estará instalado junto à Torre Eiffel, com início no Trocadéro e o seu Parque dos Campeões, passando pela Ponte d’Lena que atravessa o Rio Sena.

No dia 7 de agosto será a estreia da Estafeta Mista de Marcha na distância da Maratona, prova que vem substituir os 50 km masculinos, cujo início está previsto para as 7h30 (horas locais).

No «site» do evento é possível obter as listas de atletas inscritos para cada uma das provas de marcha, dos 20 km masculinos [aqui], dos 20 km femininos [aqui], e ainda dos atletas que compõem as equipas na Estafeta Mista de Marcha [aqui]. As listas finais de saída estarão disponíveis na véspera do início das respetivas provas.

Serão 7 os juízes internacionais de marcha do Painel da World Athletics, que atuarão nestes Jogos: Frédéric Bianchi, da Suíça (Juiz-Chefe), Jean-Pierre Dahm, de França, Daniel Michaud, do Canadá, Steve Taylor, da Grã-Bretanha, Man Chun Yeung, de Hong Kong, Kirsten Crocker, da Austrália e Dolores Rojas, de Espanha. Zuzana Costin, da Eslováquia, será a Secretária do Juiz-Chefe de Marcha.

Uma especial referência para a presença do português Jorge Salcedo, o mais prestigiado juiz português da modalidade, na qualidade de árbitro, a sua sexta nomeação para Jogos Olímpicos depois de Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Rio de Janeiro 2016 e Tóquio 2020.