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sábado, 27 de junho de 2026

Alex Schwazer na iminência da erradicação

Alex Schwazer na maratona de marcha este ano em Kelsterbach.
Foto: Hagen Pohle/RaceWalk Pictures. Montagem: O Marchador.

O marchador italiano Alex Schwazer está a ser alvo de investigação pela Agência Nacional Antidopagem da Alemanha (ANA), por suspeita de violação das regras anti-«doping». O atleta registou análises positivas à urina e ao sangue na sequência dos Campeonatos da Alemanha de Marcha em Estrada, realizados a 26 de Abril em Kelsterbach, tendo sido detectada a presença de eritropoietina (EPO) nas amostras.

Numa primeira medida no âmbito do processo, Alex Schwazer foi suspenso preventivamente, tendo a ANA apresentado denúncia do caso ao Ministério Público, para diligências no domínio cível.

Campeão olímpico dos 50 km em Pequim-2008, Schwazer viria a ter uma primeira suspensão por quatro anos pouco antes dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, nos quais já não pôde participar devido a análise positiva já então de EPO. Confessando a violação das normas antidopagem, afastou-se da competição, à qual voltaria para tentar o apuramento para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

O regresso do atleta do Alto Adige após a suspensão corrida entre 2012 e 2016 gerou controvérsia na comunidade desportiva, com atletas de nomeada (italianos e de outros países) a manifestarem discordância quanto à possibilidade de um atleta com o passado de dopagem como Schwazer voltar a participar nos Jogos Olímpicos. No entanto, novo controlo positivo, desta vez por testosterona, implicou mesmo a segunda suspensão, agora por oito anos.

O atleta iniciou então um processo judicial, na sequência do qual acabou, em 2021, por ser ilibado pela justiça italiana, que considerou que a amostra na base do segundo controlo positivo poderia ter sido adulterada. Mas, no ano seguinte, a Agência Mundial Antidopagem e a World Athletics apresentaram relatórios separados com a conclusão comum de que a amostra «não tinha sido objecto de qualquer manipulação», confirmando a suspensão, que acabaria por ditar a impossibilidade de Schwazer participar nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024.

Alex Schwazer, de 41 anos, corre agora o risco de erradicação do desporto, caso se confirme a terceira violação das regras antidopagem.

domingo, 14 de junho de 2026

Marchadora bielorrussa Viktoryia Bartash punida com 1 ano de suspensão (doping)

Viktoryia Bartash. Imagem: YouTube BLR Athletics.

De acordo com informação providenciada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), a marchadora olímpica bielorrussa (Tóquio/2020) Viktoryia Bartash, antes conhecida pelo apelido Rashchupkina, foi suspensa por 1 ano devido a um controlo positivo em 5/03/2025.

Desta forma, Bartash fica impossibilitada de participar em qualquer competição até 20/11/2026, sendo invalidados todos os resultados conseguidos em provas que disputou no período entre 5/03/2025 e 21/11/2026.

De notar que em 2025 e imediatamente antes da data da infração, a atleta, de 31 anos de idade, obteve na pista curta em Mogilev (14/2) um novo recorde nacional de 43:13.00 aos 10.000 metros, e 10 dias depois (24/2) registou um recorde pessoal de 1:28:15 aos 20 km em Sochi, na Rússia, ao ser terceira classificada.

Entretanto, pelo que se apurou num artigo publicado no «site» Onlíner Sport, cujo autor é Anton Sheverinov, que entrevista o Diretor da Agência Anti-Doping da Bielorrússia (NADA), Denis Muzhzhukhin, este referiu que a atleta foi testada fora de competição tendo acusado Salbutamol. Para além de esclarecimentos prestados quanto à substância em causa, revelou os procedimentos formais que se seguiram à aplicação de uma suspensão de 2 anos e que, após recurso, viria a ser reduzida para 1 ano. Contudo, parece haver uma divergência quanto à data em que a atleta pode regressar à competição, segundo a NADA em 30/01/2027! A entrevista pode ser lida aqui.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Viktoria Madarász com 4 anos de suspensão por doping

Viktoria Madarász. Foto: Zsolt Czeglédi / MTI.

A marchadora olímpica Viktoria Madarász, da Hungria, foi punida com 4 anos de suspensão como resultado de infração por doping assinalada em 21/05/2025, inelegibilidade que decorre até 21/12/2029.

Acresce a esta informação anunciada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) na sua mais recente lista de sanções aplicadas (março/2026, aqui) a desclassificação da atleta nas provas em que participou nos seguintes períodos: 10/07/2017 a 10/09/2017; 03/09/2021 a 03/12/2021; 23/05/24 a 06/08/2024.

De entre os mencionados períodos de desclassificação de resultados, assinala-se, por exemplo, sempre nos 20 km marcha, os Campeonatos do Mundo de Londres-2017 (foi 12.ª), os Campeonatos da Europa de Roma-2024 (foi 26.ª) e os Jogos Olímpicos de Paris-2024 (foi 42.ª).

Madarász, de 40 anos de idade, detentora de inúmeros títulos nacionais, tem como resultado mais expressivo a nível internacional a medalha de bronze (que mantém) conquistada na prova de 35 km marcha dos Campeonatos da Europa de Atletismo em Munique-2022.

O mais recente evento internacional em que a atleta tomou parte foi o Campeonato do Mundo de Atletismo em Tóquio-2025, nos 35 km marcha (13/09/2025), prova que não concluiu.

Fonte: Athletics Integrity Unit.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Reformulada a classificação dos Europeus de Berlim 2018 nos 20 km marcha femininos

Maria Pérez, Antonella Palmisano e Brigita Virbalyte-Dimšiene.
Fotos: FIDAL Colombo e Alfredas Pliadis.
Montagem: O Marchador

Passaram vários anos desde que em agosto de 2018 se realizaram na cidade alemã de Berlim os Campeonatos da Europa de Atletismo (2026 será a vez de Birmingham), evento este em que recentemente foi reformulada a classificação dos 20 km marcha femininos, por força do caso positivo de doping da checa Anežka Drahotová, que então obtivera a medalha de prata.

Numa prova vencida pela espanhola María Pérez, com a marca de 1:26:36, um novo recorde dos campeonatos, a italiana Antonella Palmisano passou para a segunda posição (1:27:30), entrando no terceiro lugar/pódio a lituana Brigita Virbalyte-Dimšiene (1:27:59), atleta que no passado dia 19 do corrente mês recebeu a merecida medalha por ocasião de cerimónia de premiação organizada pela federação do seu país em Vilnius.

A portuguesa Ana Cabecinha, então oitava classificada, ascende assim um lugar, passando a ser sétima.

A classificação completa e reformulada da prova pode ser consultada no «site» da European Athletics, aqui.

Sobre Drahotová, o período de suspensão decretado pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, Athletics Integrity Unit) foi de 4 anos, já concluído no passado dia 18 de julho, tendo-lhe sido anulados todos os resultados obtidos desde 31/7/2018, entre outros, nos mundiais de Doha-2019 (19.ª) e nas Universíadas em Nápoles-2019 (foi bronze).

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Marchador equatoriano Jhonatan Amores suspenso por 1 ano e 8 meses

Jhonatan Amores Carua. Imagens: arquivo Primicias e AIU.
Montagem: O Marchador

A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) anunciou a suspensão do marchador equatoriano Jhonatan Javier Amores Carua, de 27 anos de idade, por um período que decorre até 8 de agosto de 2026, em consequência de infração das regras antidopagem por 3 falhas de localização em 12 meses.

Amores, olímpico nos 50 km marcha em Tóquio-2021, já se encontrava suspenso provisoriamente desde 9 de dezembro de 2024, de acordo com informação publicada pela Unidade Nacional Antidopagem do Equador (UNADE).

Para além do período de suspensão referido, Jhonatan Amores foi desclassificado de todas as provas em que participou desde 1 de abril de 2024, em particular pela seleção do seu país na Estafeta Mista do Campeonato do Mundo de Seleções de Marcha em Antália onde fez equipa com Karla Jaramillo (Equador, 45.º lugar, 3:15:01) e no Grande Prémio Internacional da Corunha (50.º, 1:22:53).

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Koki Ikeda punido com 4 anos de suspensão (doping)

Koki Ikeda nos Jogos de Paris-2024. Foto: Afro Sports/JAAF

Depois da suspensão provisória aplicada em 1 de novembro de 2024 ao marchador japonês Koki Ikeda, vice-campeão olímpico em Tóquio-2020 e mundial em Eugene, OR-2022 (ver peça de O Marchador, aqui), a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) anunciou uma punição de 4 anos de suspensão ao atleta, com início na referida data, como resultado das anomalias no seu passaporte biológico.

Segundo a AIU, as amostras de sangue recolhidas em 20 de junho de 2023 e no período de 16 de agosto e 13 de setembro desse mesmo ano, evidenciaram anomalias, alegadamente indicativas de manipulação de sangue, tendo Ikeda negado a acusação.

Na sequência de troca de alegações, provas e audiências, e perante a intenção do atleta participar nos campeonatos nacionais de marcha em Kobe, disputados no passado domingo (16/2), o caso foi remetido para o Tribunal Disciplinar e de Recurso, tendo sido emitida uma decisão operacional antes desse evento, decisão essa passível de recurso para o Tribunal Arbitral de Desporto (CAS).

São igualmente anulados todos os resultados obtidos por Koki Ikeda entre 20 de junho de 2023 e 1 de novembro de 2024, período em que nos principais eventos internacionais foi 15.º classificado nos mundiais de Budapeste-2023, obteve a medalha de prata na estafeta mista (com Kumiko Okada) no Campeonato do Mundo de Marcha em Antália-2024, posição que passará a ser ocupada pela equipa espanhola (Álvaro Martín/Laura García-Caro) ascendendo a equipa mexicana (Ever Palma e Alegna González) ao terceiro lugar do pódio, e 7.º nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 (o seu compatriota Yuta Koga sobe a 7.º e o francês Aurélien Quinion ascende à posição de finalista, 8.º).

Caso o atleta entenda apelar da decisão para o Tribunal Arbitral de Desporto (CAS) e ainda assim o recurso não lhe for favorável, falhará a qualificação e consequente participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

sábado, 2 de novembro de 2024

Koki Ikeda suspenso preventivamente (dopagem)

Koki Ikeda. Foto: WA-Christian Petersen/Getty Images

O marchador olímpico japonês Koki Ikeda foi suspenso preventivamente por suspeitas de «utilização de substância/método proibido (artigo 2.2) - processo ABP», situação relacionada com o passaporte biológico, conforme anunciado ontem pela Unidade de Integridade do Atletismo (UIA).

Ikeda, de 26 anos de idade, que detém 1:16:51 como recorde pessoal nos 20 km marcha (Kobe-fev/2024), é, nesta distância, vice-campeão olímpico (Tóquio/2020) e mundial (Eugene, OR/2022), tendo participado nos recentes Jogos Olímpicos de Paris onde foi 7.º classificado.

Aguarda-se por desenvolvimentos de mais um caso de dopagem que infelizmente afeta a disciplina da marcha atlética, especialmente tratando-se de um especialista de renome mundial, e, a serem confirmadas as suspeitas, qual a decisão sancionatória.

sábado, 7 de setembro de 2024

Confirmada suspensão da marchadora indiana Bhawna Jat

Lavish Bansal e a olímpica Bhawna Jat. Imagens: NEB Sports e ARN Sports
Montagem: O Marchador

Bhawna Jat, marchadora olímpica da Índia e antiga recordista nacional, suspensa preventivamente a 3 dias da sua prova nos mundiais de há um ano em Budapeste, onde já se encontrava para tomar parte nos 20 km (ver artigo no blogue «O Marchador» aqui), foi punida com 16 meses de suspensão por falha de localização (falha no preenchimento ou uma falta de comparência a um teste).

Segundo o Painel Disciplinar da Agência Nacional Antidopagem (NADA) da Índia, o incumprimento pela situação referida e da parte da atleta, incluindo a falta a dois testes anti-doping em maio e junho de 2023, culminou com a suspensão que decorre até 9 de dezembro deste ano.

Para além da suspensão aplicada, Bhawna Jat, representante de Rajasthan, vê anulados todos os resultados obtidos desde 10 de junho/2023, em particular o título nacional obtido nos campeonatos em Bhubaneshwar (15/6) e a quinta posição nos campeonatos de atletismo da Ásia em Banguecoque, Tailândia (16/7).

Entretanto, e pela recente lista de sanções por doping (1 de setembro) divulgada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), outro marchador da Índia é apanhado nas malhas do doping.

Trata-se de Lavish Bansal, atleta de apenas 20 anos de idade, de Punjab, terceiro classificado no nacional sub-23 em 2023 (1:36:36.66 nos 20.000 m) e desistente nos 20 km do Campeonato Nacional de Marcha em Chandigarh (30/1/2024), evento este onde foi detectada a infração, tendo sido punido com 3 anos de suspensão (até 28/4/2027).

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Ali Farman, marchador indiano com 2 anos de suspensão (doping)

Ali Farman. Imagem: YouTube Athletics Federation of India

Na recente lista de sanções por doping (30 de junho) divulgada pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) é possível apurar o nome de um marchador da Índia, Ali Farman, punido com 2 anos de suspensão devido a um controlo positivo.

A infração cometida por Farman, atleta da categoria sub-23 do estado de Uttar Pradesh, ocorreu em 30 de outubro de 2023, ocasião em que participou na 37.ª edição dos Jogos Nacionais da Índia, em Bambolim, Goa, onde foi 7.º classificado nos 20 km, com 1:31:44.

De referir que foi precisamente neste evento que estalou um enorme escândalo de dopagem na Índia, com 25 atletas de diversas modalidades (incluindo um jogador de bilhar!), 9 deles medalhados, a testarem positivo por esteroides anabolizantes, como noticiado no «Hindi, Inside Sport».

Farman, não sendo um atleta detentor de classificações ou marcas expressivas (tem 1:26:27 como melhor registo aos 20 km em Ranchi-2023 e foi 4.º classificado nos campeonatos nacionais da categoria em Chandigarh, com 1:30:59.70), cumprirá um período de suspensão até 28/1/2026.

terça-feira, 4 de junho de 2024

5 anos de suspensão por doping para o marchador Anton Radko

Anton Radko. Foto: Emmanuel Tardi.

O marchador ucraniano Anton Radko foi punido com 5 anos de suspensão devido a um controlo positivo de dopagem (metiltestosterona e estanozolol), conforme informação da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) na sua mais recente listagem de sanções aplicadas (1 de junho).

O atleta foi testado em controlo fora de competição a 21 de janeiro do corrente ano e, como resultado da análise positiva, fica impossibilitado de participar em qualquer atividade desportiva até 14 de fevereiro de 2029.

Radko, de 29 anos de idade, natural da região de Sumy, tem como principal internacionalização os Campeonatos da Europa de Munique, em 2022, onde foi 15.º classificado nos 35 km. Em 2019 sagrou-se campeão nacional nos 50 km em Ivano-Frankivsk (3:56:36), distância em que um ano mais tarde, e na mesma cidade, viria a obter um recorde pessoal de 3:53:29.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Colombiana Yeseida Carrillo punida com 4 anos de suspensão por doping

Yeseida Carrillo a competir em Leiria. Fotos: ADAL
Montagem: O Marchador

A marchadora olímpica colombiana Yeseida Carrillo (Rio de Janeiro/2016) encontra-se suspensa por 4 anos devido a infração por doping ocorrida em 27 de fevereiro de 2021, conforme revela a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) na sua mais recente publicação (nov.2023).

No detalhe da infração às regras antidopagem é referida a presença/uso de hormona de crescimento, detectada em amostra de sangue recolhida fora de competição, no Quénia.

O período de inelegibilidade, que apenas agora é divulgado publicamente, decorre até 25 de julho de 2025, sendo anulados todos os resultados que a atleta tinha registado desde a data da infração, incluindo-se o Torneio de Preparação da ADAL (2-3-2021) na pista de Leiria, cuja prova de 10.000 metros tinha vencido com 46:56.0. Nesse ano participou ainda nos eventos em Dudince, Olomouc, Guayaquil (campeonatos sul-americanos) e Alytus, todos sobre 20 km.

Tendo-se qualificado para Tóquio-2020, a atleta estava inscrita para a prova de 20 km prevista para 6 de agosto (2021), mas o seu nome já não constava da lista de partida, cujo motivo então se desconhecia!

Fonte: AIU

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Marchadora indiana Bhawna Jat suspensa preventivamente

Bhawna Jat. Foto: Olympics/Getty Images

Já em Budapeste para participar nos 20 km marcha femininos dos mundiais de atletismo e três dias antes da prova (ontem realizada), Bhawna Jat, da Índia, foi afastada da equipa pela federação do seu país (regressando a casa) devido a infração das regras antidopagem por «falha de localização» notificada pela Agência Nacional Antidopagem (NADA).

Esta situação decorre do sistema de localização de atletas para efeitos de controlo de dopagem e a infração ocorre quando se verifica a combinação de três falhas de localização - falha de registo e/ou teste falhado - num período de 12 meses.

Bhawna Jat, de 27 anos de idade, olímpica em Tóquio-2020 (2021), atual campeã nacional nos 20 km marcha e detentora de 1:29:44 como recorde pessoal, averbado em fevereiro deste ano, em Ranchi, alega não ter havido intencionalidade na falha no registo de localização uma vez que a aplicação para o efeito no telemóvel não terá funcionado devidamente. Também referiu que, mais tarde, perdeu o telemóvel.

De acordo com informação da NADA, a atleta falhou a realização de dois testes de doping, em maio e junho, e foi notificada de uma falha de registo no último trimestre de 2022.

Eventual sanção poderá ir até dois anos de inelegibilidade para competir.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Nazar Kovalenko com nova suspensão de 8 anos (doping)

Nazar Kovalenko. Foto: LSEA

A Unidade de Integridade do Atletismo (UIA) revelou na sua mais recente informação (fev. 2023) sobre as sanções aplicadas por doping que o marchador ucraniano Nazar Kovalenko, na sequência de uma infração em 12/02/2022, foi suspenso por 8 anos.

Recorde-se que Kovalenko já tinha cumprido uma suspensão de 3 anos (março de 2017 a março de 2020), com base em anomalias no seu passaporte biológico, tendo sido desclassificado de todas as provas realizadas no período de 11/02/2012 a 17/05/2015.

O atleta regressou à competição em Ivano-Frankivsk, em 12/03/2020, tendo vindo a obter a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 6/08/2021 nos campeonatos nacionais de Sumy, esperando poder competir no evento e na prova de 20 km prevista para 5/08/2021.

Tal não viria a acontecer por imposição da UIA uma vez que Kovalenko foi identificado com um dos 20 atletas (de 7 países) que não cumpriram as obrigações das regras de antidoping, em particular com o número requerido de controlos fora de competição. O atleta apelou para o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (CAS) mas o desfecho não lhe foi favorável.

Esta nova suspensão de Kovalenko irá vigorar até 2030 (11 fev.), ano em que o atleta completará 43 anos de idade.

domingo, 1 de maio de 2022

Indiano Vishvendra Singh (sub-20) apanhado nas malhas do doping

Vishvendra Singh na prova de 10 km sub-20 em Ranchi-2021.
Foto: Federação de Atletismo da Índia. Montagem: O Marchador

O jovem marchador internacional Vishvendra Singh, do estado indiano de Madhya Pradesh, que se sagrara campeão nacional de 10 km marcha em estrada em fevereiro do ano passado, em Ranchi, tinha então 18 anos de idade, acusou positivo (Darbepoetin, dEPO) no controlo de doping efetuado após a prova, tendo-lhe sido aplicado um castigo de quatro anos, desde 14-2-2021 até 10-3-2025.

Vishvendra Singh, que detém 41:30 como a sua melhor marca nos 10 km em estrada (Ranchi-2020), obteve a medalha de ouro nos Campeonatos de Atletismo da Ásia de sub-18, em Hong Kong-2019, suplantando por 2 segundos o seu principal opositor, o chinês Junran Li.

Entretanto, e no mesmo campeonato nacional de marcha em 2021, outro marchador, Vishwakarma Sunil (22 anos), de Uttar Pradesh, vencedor da série B dos 20 km masculinos, obteve igualmente um controlo positivo por EPO, sendo punido com 4 anos de suspensão.

Fonte: Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) 

terça-feira, 22 de março de 2022

Elena Lashmanova perde medalha olímpica de Londres

Elena Lashmanova. Foto: 7news. Logos: Wikipédia. Montagem: O Marchador

Quase dez anos depois dos Jogos Olímpicos de Londres, realizados em 2012, a russa Elena Lashmanova recebeu a notícia de que vai perder a medalha de ouro conquistada nos 20 km marcha femininos desses Jogos, sendo desclassificada da prova, com a correspondente anulação da marca então obtida (1.25.02). A notícia foi divulgada esta segunda-feira, 21 de março, pela Unidade de Integridade do Atletismo (UIA), que acrescenta haver ainda duas sanções complementares de suspensão da atleta por dois anos, contados a partir de 9 de Março de 2021 (com anulação de todos os resultados já obtidos no período entretanto transcorrido).

Esta punição surge na sequência dos dados do Sistema de Gestão de Informação Laboratorial e das provas recolhidas no âmbito do processo de investigação liderado por Richard McLaren sobre dopagem na Rússia.

A mesma nota da UIA acrescenta que também os resultados obtidos por Lashmanova de 18 de fevereiro de 2012 a 3 de janeiro de 2014 são anulados, como consequência do mesmo processo que em 2014 determinou a suspensão da atleta por dois anos. Tal situação implica que o nome de Elena Lashmanova seja riscado das classificações dos 20 km femininos da Taça do Mundo de Marcha de 2012, em Saransk (onde fora 1.ª, com 1.27.38), e dos mundiais de atletismo de 2013, em Moscovo, que também vencera, com 1.27.08 h. Em ambas as provas, o segundo lugar foi ocupado por atletas russas entretanto também desclassificadas por dopagem: Olga Kaniskina, na Taça do Mundo de Saransk, e Anisya Kirdyapkina, nos mundiais de Moscovo.

No caso de Saransk, a desclassificação de Lashmanova afasta também a Rússia da classificação colectiva, que já era liderada pela Espanha desde a desclassificação de Kaniskina e passa agora a ter a China e Portugal nos 2.º e 3.º lugares, respectivamente.

Assim, aqui ficam algumas alterações nas classificações dessas competições.

Saransk-2012
1.ª; María José Poves (Espanha), 1.29.10
2.ª, Xiuzhi Lu (China), 1.29.55
3.ª, Beatriz Pascual (Espanha), 1.30.46

Por equipas
1.ª, Espanha, 13 pontos
2.ª, China, 29
3.ª, Portugal, 30

Moscovo-2013
1.ª, Hong Liu (China), 1.28.10
2.ª, Huanhuan Sun (China), 1.28.32
3.ª, Elisa Rigaudo (Itália), 1.28.41
(...)
6.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 1.29.17
(...)
9.ª, Inês Henriques (Portugal), 1.30.28
(...)
15.ª, Vera Santos (Portugal), 1.31.36

Quanto aos Jogos Olímpicos de Londres, o pódio dos 20 km femininos passa a ser composto exclusivamente por atletas chinesas:
1.ª, Qieyang Shenjie (China), 1.25.16
2.ª, Hong Liu (China), 1.26.00
3.ª, Xiuzhi Lu (China), 1.27.10
(...)
6.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 1.28.03
(...)
12.ª, Inês Henriques (Portugal), 1.29.54
(...)
45.ª, Vera Santos (Portugal), 1.35.51

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Vasylyna Vitovshchyk punida com 4 anos de suspensão por doping

Vasylyna Vitovshchyk. Fotos: Volyn - European Solidarity

Na sua mais recente atualização de casos de dopagem (29-09-2021), a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) dá conta da conclusão do processo instaurado à marchadora ucraniana Vasylyna Vitovshchyk, tendo-lhe sido aplicado um castigo de 4 anos de suspensão, de 2 de agosto de 2018 a 1 de agosto de 2022.

Recorde-se que Vitovshchyk se encontrava suspensa desde 24 de dezembro de 2018 (ver artigo no blogue O Marchador, aqui), tendo participado, depois da data da infração (2-8-2018), nos Campeonatos da Europa de Atletismo de Berlim 2018 (50 km, 5.ª, clas., 4:23:15) e nos Campeonatos em Ivano-Frankivsk 2018 (20 km, 1.ª clas., 1:34:28), resultados estes que ficam anulados.

Com mais este caso, o «Top 10» dos 50 km marcha femininos no Europeu de Atletismo em Berlim 2018 ficou assim definido:

1.ª, Inês Henriques, 1980 (POR - Portugal), 4.09.21
2.ª, Julia Takács, 1989 (ESP - Espanha), 4.15.22
3.ª, Khrystyna Yudkina, 1984 (UKR - Ucrânia), 4.20.46
4.ª, Mária Czaková, 1988 (SVK - Eslováquia), 4.24.59
5.ª, Ainhoa Pinedo, 1983 (ESP - Espanha), 4.27.03
6.ª, Mar Juárez, 1993 (ESP - Espanha), 4.28.58
7.ª, Dušica Topic, 1982 (SRB - Sérvia), 4.30.43
8.ª, Mariavittoria Becchetti, 1994 (ITA - Itália), 4.31.41
9.ª, Nadzeya Darazhuk, 1990 (BLR - Bielorrússia), 4.35.14
10.ª, Ivana Renic, 1996 (CRO - Croácia), 4.35.39

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Katiaryna Hniadzko, 4 anos de suspensão (doping)

Katiaryna Hniadzko. Foto: Federação de Atletismo da Bielorrússia

A jovem marchadora bielorrussa Katiaryna Hniadzko (Katsiaryna Hnedzko), de Brest, foi suspensa por 4 anos devido a controlo positivo (LGD-4033 - Ligandrol) por ocasião dos Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada disputados em Grodno (3/10/2020), tinha então 21 anos de idade.

Hniadzko cumprirá assim uma suspensão até 11 de fevereiro de 2025 (período iniciado em 12 fevereiro deste ano), vendo anulados todos os resultados obtidos desde a data do campeonato acima referido, incluindo o que aí obteve (20 km, 3.ª clas., 1:44:24).

Da atleta, sem registos de notoriedade (recordes pessoais: 5.000 m, 24:40.28; 10 km, 49:31.55; 20 km, 1:45:14), conhece-se a participação nas Universíadas de Nápoles em 2019, onde foi 19.ª classificada (1:47:53).

domingo, 22 de agosto de 2021

Lupita González com nova suspensão, até novembro de 2026

María Guadalupe González Romero. Fotos: Jeff Salvage/Racewalk.com e Proceso
Montagem: O Marchador

A marchadora mexicana María Guadalupe González Romero (Lupita González), que já tinha sido castigada com 4 anos de suspensão em 2018, até 15 de novembro de 2022, pela presença e uso de substâncias proibidas (epitrenbolone e trenbolone), recebeu outros 4 anos de suspensão que se iniciam um dia depois do fim da primeira e decorrem até 16 de novembro de 2026.

Esta nova suspensão surge no seguimento do recurso apresentado pela atleta junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) quando da pena inicial e com vista à redução da mesma, e que face à comprovação da manipulação de provas e falsificação de documentos mereceu uma nova acusação da parte da Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) da World Athletics.

A decisão final do Tribunal Disciplinar pode ser lida (em inglês), aqui.

Este desfecho deverá representar um final da carreira desportiva internacional para Lupita González, que em 2026 terá 37 anos de idade, atleta de alto nível que conquistou (e mantém) as medalhas de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016 e mundiais de Londres-2017, e as de ouro nos Jogos Pan-americanos de Toronto-2015 e Campeonatos do Mundo de Seleções de Marcha em Roma-2016 e Taicang-2018.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

AIU exclui Nazar Kovalenko dos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Tóquio

Nazar Kovalenko. Foto: Sport Segodnya

A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, Athletics Integrity Unit) comunicou no passado dia 28 de julho que 20 atletas (não referindo nomes) de 7 países foram considerados não elegíveis de participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 por não terem cumprido com as obrigações das regras de antidoping em particular com o número requerido de controlos fora de competição (pelo menos três controlos realizados com não menos de 3 semanas de intervalo nos 10 meses antes de um grande evento).

De acordo com informação divulgada em 29/7 pela Federação de Atletismo da Ucrânia, Nazar Kovalenko foi um dos atletas identificados pela AIU e que estando qualificado para a prova dos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos ficou assim excluído da comitiva olímpica nacional.

Entretanto, Kovalenko, que ainda assim seguiu viagem para Sapporo, publicou hoje um texto nas redes sociais afirmando o absurdo e a injustiça da sua exclusão. Soube-se ainda que o atleta terá apelado para o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausanne (CAS), cujo desfecho não lhe foi favorável.

De recordar que os Campeonatos da Ucrânia no ano passado (março/2020) em Ivano-Frankivsk marcaram o regresso às competições de Kovalenko após suspensão de 3 anos por dopagem (anomalias no passaporte biológico a 11/5/2012). Ver peça do blogue «O Marchador», aqui.

A representação ucraniana nos 20 km marcha de amanhã em Sapporo fica assim a cargo de 2 atletas, Ivan Losev e Eduard Zabuzhenko.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Lebogang Shange suspenso por 4 anos (dopagem)

Lebogang Shange. Foto: Roger Sedres/ImageSA/Gallo Images

No seguimento da suspensão preventiva determinada ao marchador sul-africano Lebogang Shange em dezembro de 2019 (ver peça do blogue O Marchador, aqui) devido a controlo anti-«doping» positivo esteróide anabolizante trembolona, o Tribunal Arbitral de Desporto (TAS) sediado em Lausanne, Suíça, informou hoje (23/7) da aplicação ao atleta de um castigo de quatro anos.

A inelegibilidade decretada pelo TAS e a iniciar na presente data considera o tempo decorrido com a suspensão preventiva (períodos de 19 de dezembro de 2019 a 7 de junho de 2021 e a partir de 30 de junho deste ano), sendo anulados todos os resultados obtidos pelo atleta a partir de 9 de novembro de 2019.

Enquanto decorria o processo e na expectativa de obtenção de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, foi permitido a Shange a participação em competições em junho passado, o que aconteceu em Pietermaritzburg (10.000 m pista, 18/6), na África do Sul, e em Banská Bystrica (10 km estrada, 26/6), na Eslováquia, ambos os eventos que venceu e registou 41:08.70 e 41:06 respetivamente.

Posicionado em lugar qualificável pelo Ranking para Tóquio (20 km, 57.º lugar), Shange fica assim excluído da equipa olímpica da África do Sul.