quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Vyacheslav Krasnov, 1950-2015

Vyacheslav Krasnov.
Foto: Время Чувашии
Antigo membro do Comité de Marcha da Associação Internacional de Federações de Atletismo (AIFA), morreu esta segunda-feira, aos 64 anos, Vyacheslav Krasnov, na sequência de prolongada luta contra doença grave. Vyacheslav Maksimovich Krasnov foi nomeado em 1990 para a presidência do Comité Estatal de Educação Física e Desporto da então chamada República Socialista Soviética Autónoma da Chuváchia. Quatro anos depois, essa entidade evoluiria para Ministério da Educação Física e Desporto, sempre sob a liderança de Krasnov, que se manteve no cargo de ministro até Outubro de 2006.

Naquela década final do século XX, subsequente ao desmembramento da União Soviética, Vyacheslav Krasnov conseguiu dar resposta aos grandes desafios que a Chuváchia enfrentava também no domínio do desporto, conseguindo evitar o fecho de qualquer escola desportiva da república. Logo em 1992 surgiriam os primeiros grandes resultados desportivos da nova Chuváchia, quando, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, Valentina Egorova triunfou na maratona e Elena Nikolaeva conquistou a medalha de bronze dos 10 km marcha.

Vyacheslav Krasnov foi igualmente presidente do Comité de Marcha da Federação Russa de Atletismo, tendo em 1999 sido o primeiro russo nomeado para o Comité de Marcha da AIFA, sendo reeleito em 2003 e 2007 para os habituais mandatos quadrienais.

Foi graças à capacidade organizativa revelada pelas equipas lideradas por Krasnov que a capital da Chuváchia, Cheboksary, foi eleita para acolher as taças da Europa e do mundo de marcha, respectivamente em 2003 e 2008. Eventos, de resto, levados a efeito com retumbante sucesso, registando grande quantidade de assistência tanto nas cerimónias de abertura como durante as provas.

Nos últimos anos foi ainda membro da Comissão Executiva do Comité Paralímpico da Rússia, mas foi à marcha que dedicou toda a vida profissional, empenhando-se por essa via no desenvolvimento de uma modalidade desportiva pela qual ganhara apreço ainda criança.

Veja a notícia divulgada pela televisão da República da Chuváchia sobre o falecimento de Krasnov, aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Pequim: marcha feminina portuguesa gera expetativas

Cabecinha, a marchadora portuguesa melhor posicionada em Pequim.
Foto: fb RaceWalk Pictures
A prova dos 20 km marcha femininos que será disputada no dia 28 (sexta-feira) em Pequim a partir das 8:30 horas locais (uma e trinta da madrugada) será uma das competições que concita as atenções gerais da representação lusa aos campeonatos mundiais de atletismo, principalmente pela sua figura de maior prestígio, a algarvia Ana Cabecinha, campeã nacional, a par de Nélson Évora (campeão olímpico em 2008) na prova do triplo salto.

Em entrevista concedida há dias aos media nacionais, Jorge Vieira, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, não escondeu o otimismo em bons resultados da delegação de 16 atletas presente nos mundiais, referindo que “...quanto a lugares no pódio, penso que podemos almejar duas ou três medalhas. A Sara Moreira, o Nélson Évora e a Ana Cabecinha são os atletas com melhores hipóteses de trazerem uma medalha para Portugal". E acrescentou que “… a FPA deu todas as condições para que não faltasse nada ao lote dos 16 atletas que alcançaram os mínimos para o Mundial" algo que contraste com as afirmações de Cabecinha, reproduzidas num diário desportivo: “Tinha estágios já programados mas a Federação, entretanto, reduziu as verbas disponibilizadas nas bolsas para a preparação e tive de ser eu a pagar o estágio de Monte Gordo, de 10 dias, entre final de junho e início de julho”.

Ana Cabecinha, de 31 anos, treinada por Paulo Murta, recordista nacional com a marca de 1.27.46, realizada precisamente em Pequim, nos Jogos Olímpicos, onde se classificou em 8.º lugar, prefere colocar a ênfase na possibilidade de realizar a melhor classificação nuns mundiais, tendo referido ao mesmo diário desportivo que “melhorar o 7.º lugar seria maravilhoso”, classificação que obteve nos últimos mundiais, há dois anos em Moscovo. Este ano tem como melhor marca o tempo de 1.28.28. Acompanham-na Inês Henriques (7.ª em 2007) e Vera Santos (5.ª em 2009), duas marchadoras com provas dadas internacionalmente.

O nível competitivo será muito elevado sendo apontada como grande favorita ao título mundial a chinesa Hong Liu que na Corunha, há pouco mais de três meses, bateu o recorde mundial na distância com o tempo de 1.24.38 recordando também que outra chinesa, Lu Xiuzhi, há uns meses, na prova teste para os mundiais, praticamente em contra-relógio, alcançou a vitória com 1.25.12. A italiana Eleonora Giorgio (1.26.17), a jovem checa Anezka Drahotová (1.26.53), a ucraniana Lyudmyla Olyanovska (1.27.09) e a “imprevisível” Elisa Rigaudo (Itália) são nomes a ter em conta na discussão pelas medalhas.

Numa competição marcada pelo facto, absolutamente inédito em todo o seu historial, da ausência da seleção feminina, medida imposta pela federação russa face aos desenvolvimentos conhecidos de casos de doping, abrem-se oportunidades a outras atletas. Tradicionalmente muito fortes em mundiais, as atletas russas apenas não subiram ao pódio nas edições de 1993, 1997 e 1999, tendo alcançado 15 das 39 medalhas em disputa.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Um BOM FIM para CAIO em PEQUIM

O brasileiro Caio Bonfim. Foto: IAAF-Getty Images
Caio Bonfim obteve este domingo na prova dos 20 km marcha dos campeonatos mundiais de atletismo, que decorrem na capital chinesa, o melhor resultado de um atleta brasileiro na especialidade ao terminar a prova na sexta posição, a apenas 2 segundos do chinês Zelin Cai, realizando o tempo de 1.20.44, melhor marca do ano para o atleta de Brasília, e igualando a classificação do seu compatriota Sérgio Galdino (1.23.31), em Estugarda, há 22 anos.

João Sena, pai e treinador de Caio Bonfim, e a sua mãe, Gianetti Bonfim, antiga recordista e campeã (sete vezes) brasileira, que consolidam a estrutura de apoio ao atleta nos treinos e competições, estão orgulhosos e confiantes em prestações futuras do seu filho, lembrando que a aposta maior visa a participação nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, não escondendo a meta desejada, o pódio olímpico.

A propósito, e com a devida vénia, transcrevemos uma peça publicada sobre Caio Bonfim no espaço informativo brasileiro “Entrevista Atletismo”.

Pernas tortas, preconceito e dor: Caio sobrevive para brilhar na marcha

Brasileiro supera problemas de saúde na infância, discriminação no colégio e evolui fisicamente para conquistar resultado histórico da prova de 20km em Pequim.

Talvez nenhum médico imaginasse que aquele menino de pernas tortas pudesse se tornar um atleta. Provavelmente poucos entre os preconceituosos que o ofendem diariamente durante os treinos nas ruas de Sobradinho tenham alguma noção de seu potencial. ...E ainda mais raros eram os cientes de que, neste domingo, o jovem atleta brasileiro poderia escrever um capítulo histórico para a marcha atlética do país. As previsões e os obstáculos, porém, não importam muito para Caio Bonfim. Ele é um sobrevivente e está acostumado a superá-los. Desde a infância com saúde frágil à discriminação que sofre pelas características do esporte que ama, o brasiliense encarou as dificuldades como combustível para ir adiante. Superou bem mais que 20km no calor de Pequim para chegar em sexto lugar no Mundial. Superou um mundo que agora se abre para ele com perspectivas bastante animadoras para as Olimpíadas de 2016.

Caio teve meningite com apenas sete meses de idade. Teve duas graves pneumonias. Com intolerância à lactose, não ingeriu derivados de leite em sua primeira infância. Sem receber uma suplementação adequada de cálcio, os ossos de suas pernas não resistiram ao peso quando ele começou a andar. Ficou com as perninhas arqueadas, tortas, até operá-las aos três anos. A mãe, Gianetti Sena, jura que ele não chorou durante a recuperação. Até gemia pelo incômodo, mas chorar, jamais.

- O Caio já nasceu predestinado. As crianças normalmente nascem com o olhinho fechado, mas ele nasceu com o olhão aberto para o mundo, falei “Eita, garoto, você vai render”. Quando as pernas entortaram, ele ficou como um deficiente. Eu achava a coisa mais linda, mas pensava “e se ele quiser ser atleta?”, porque a família inteira era envolvida com esporte. Ele não chorou nenhum dia na recuperação. Foi forjado, preparado desde muito novo para sofrer. O sofrimento para ele, resistência à dor... Faz parte. Quando é desqualificado ele não se abate. É um guerreiro, nasceu para isso.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

24 horas de marcha de Vallorbe, na Suíça (resultados)

Os participantes nas 24 horas de Vallorbe e os vencedores, Sylviane
Varin e Pascal Biebuyck. Fotos: Emmanuel Tardi e Jérôme Genet.
Montagem: O Marchador
Em Vallorbe, comuna suíça do cantão de Vaud, a Associação dos 200 km organizou uma prova com o objectivo dos participantes marcharem (ou caminharem) o maior número de quilómetros durante 24 horas, entre os dias 22 e 23 de Agosto. Este evento internacional de grande fundo também designado por «Memorial Roger Leresche» servia de seleção para outro certame de renome, o «Paris-Alsácia» a realizar em 2016, cujas distâncias foram, em junho passado, de 424 km para homens e 308 km para senhoras.

De entre os 19 concorrentes (16 masc. e 3 fem.) que alinharam na partida às 13 horas de sábado, destaque para o belga Pascal Biebuyck, o vencedor com 180 km e 548 metros percorridos, seguido por Alexandre Forestieri (163 km e 268 m) e Gérard Picot (149 km 495 m). Nas senhoras, a primeira, e 4.ª da geral, foi a francesa Sylviane Varin, com 138 km e 699 metros, ficando o pódio completo com Noëlle Landru (108 km e 744 m) e Rénata Harbulot (104 km e 481 m).

Teve ainda lugar uma prova com a duração de 6 horas, no domingo de manhã, com vitórias para Valéry Houot, nos masculinos, com 53 km e 833 metros, e Sylvie Maison, nos femininos, com 48 km e 306 metros. Participaram 13 atletas.

Classificações
22-23 de Agosto
24 horas - masculinos
1.º, Pascal Biebuyck, 180 km e 548 m
2.º, Alexandre Forestieri, 163 km e 268 m
3.º, Gérard Picot, 149 km e 495 m
4.º, Jaroslav Pruckner, 130 km e 772 m
5.º, Francis Harbulot, 124 km e 431 m
6.º, Maurice Champmartin, 123 km e 49 m
7.º, André Rassaind, 118 km e 764 m
8.º, Claude Mauny, 108 km e 541 m
9.º, Alain Auvray, 105 km e 947 m
10.º, Alain Buger, 77 km e 249 m
Não completaram a duração de tempo estipulada: Patrick Kesselmark, 76 km e 950 m (15h 58m 57s), Urbain Girod, 37 km e 50 m (4h 13m 32s) e Jean-Claude Lezin, 22 km e 800 m (3h 24m 27s).

24 horas - femininos
1.ª, Sylviane Varin, 138 km e 699 m
2.ª, Noëlle Landru, 108 km e 744 m
3.ª, Rénata Harbulot, 104 km e 481 m

23 de Agosto
6 horas - masculinos
1.º, Valéry Houot, 53 km e 833 m
2.º, Cédric Varain, 52 km e 876 m
3.º, Rémy Michelot, 49 km e 698 m
4.º, Daniel Brot, 44 km e 930 m
5.º, Adrien Pheulpin, 44 km e 593 m
6.º, Emmanuel Tardy, 40 km e 131 m

6 horas - femininos
1.ª, Sylvie Maison, 48 km e 306 m
2.ª, Martine Sonnois, 47 km e 347 m
3.ª, Claudine Anxionnat, 46 km e 642 m
4.ª, Hélène Baptiste, 43 km e 269 m
5.ª, Raymonde Dumont, 43 km e 147 m
6.ª, Patricia Pastore, 42 km e 176 m
7.ª, Brigita de Coppet, 41 km e 779 m

Fonte: Federação Suíça de Marcha

domingo, 23 de agosto de 2015

Miguel López junta título mundial de 20 km ao «palmarès»

O campeão Miguel López a cortar a meta e os participantes na
saída do estádio olímpico. Fotos: IAAF-Getty Images
Montagem: O Marchador
O espanhol Miguel Ángel López sagrou-se esta noite (manhã em Pequim) campeão do mundo de 20 km marcha, ao vencer na capital chinesa a prova da distância com um novo recorde pessoal de 1.19.14 h. O marchador murciano fez uma competição de controlo da situação, nunca se expondo demasiado na frente, acabando por impor-se no mometo decisivo, para prevalecer sobre o chinês Wang Zhen (1.19.29) e o surpreendente canadiano Benjamin Thorne (1.19.57, recorde do Canadá).

A prova iniciou-se com os atletas «da casa» ao ataque desde o tiro de partida, formando-se no primeiro quilómetro um quinteto composto pelos chineses Ding Chen, Zelin Cai e Wang Zhen, pelo japonês Yusuke Suzuki e por Miguel López. Ainda dentro do Ninho de Pássaro, o primeiro quilómetro era cumprido em 3.56 m, com Ding Chen na liderança. No entanto, aquilo que parecia o início de uma acção planeada da formação chinesa para impor um ritmo demolidor logo se esboroou, com um segundo quilómetro acima dos quatro minutos (4.04). Estava dada a nota do empenho chinês mas em ritmo, afinal, moderado.

Até à conclusão da primeira légua, Ding Chen fez uma tentativa de ataque, ganhando pequena vantagem no terceiro quilómetro, para pouco depois ser reabsorvido, no momento em que foi a vez do alemão Hagen Pohle dar mostra do valor que se lhe reconhece e isolar-se. Iria passar aos cinco quilómetros com 20.10 m, revelando técnica irrepreensível mas que não chegou para obter mais do que uns 15 a 20 metros de avanço. Alcançado ao sétimo quilómetro pelo grupo liderado pelos chineses, de novo surgia o campeão olímpico Ding Chen a marcar o ritmo na frente, liderando um grupo com 18 componentes.

O pelotão da dianteira iria reduzir-se nos minutos seguintes para os 13 elementos, entre os quais não se contava nenhum dos portugueses: Sérgio Vieira tinha desistido com problemas musculares pouco depois da légua e o irmão João conduzia a prova de forma moderada na segunda metade do conjunto de participantes. A meio da prova e mantendo-se o ritmo de mais de quatro minutos por quilómetro, os chineses permaneciam na frente do pelotão e passavam aos 10 quilómetros com 40.21 m.

Essa era também a fase em que o recordista mundial Yusuke Suzuki se retirava da competição, com o grupo da frente a continuar a reduzir-se, sendo sete os seus componentes  quando, por volta dos 12 quilómetros, o chinês Wang Zhen se isolou e rapidamente ganhou cerca de 30 metros de vantagem. Nesse momento era dado um passo importante na definição da luta pelas medalhas, com Ding Chen a atrasar-se antes de terminada a terceira légua, Zelin Cai a ceder com problemas estomacais, enquanto López e o equatoriano Andrés Chocho se firmavam nos lugares de pódio e o ritmo parecia, finalmente, digno de um campeonato do mundo.

No entanto, Chocho era desclassificado por volta dos 16 quilómetros e Miguel López começava a recuperar do atraso em relação a Wang Zhen. O chinês seria alcançado a três quilómetros do final, permanecendo os dois atletas juntos durante uns seis ou sete minutos. Até ao momento em que o espanhol desferiu o ataque decisivo, que o levaria à vitória e ao título de campeão mundial. Na meta registava um novo recorde pessoal, por sete segundos, ao passo que, depois de Zhen (medalha de prata), Benjamin Thorne surgia para fechar o pódio, no remate de uma prova em que esteve sempre discreto no grupo da frente ou muito perto dele.

João Vieira chegaria na 36.ª posição, com 1.25.49 h, rematando uma época perturbada por uma intervenção cirúrgica e concluindo uma prova em que outro atleta da lusofonia, o brasileiro Caio Bonfim, brilhou em bom plano, ao terminar no sexto lugar, com 1.20.44 h.

Com 61 atletas à partida e 50 classificados, apenas quatro concorrentes lograram novos máximos pessoais, com relevo para os recordes nacionais do Canadá e da África do Sul (Lebogang Shange, 11.º, 1.21.43).

Classificação
20 km masculinos
1.º, Miguel Ángel López (Espanha), 1.19.14
2.º, Wang Zhen (China), 1.19.29
3.º, Benjamin Thorne (Canadá), 1.19.57
4.º, Igor Glavan (Ucrânia), 1.20.29
5.º, Zelin Cai (China), 1.20.42
6.º, Caio Bonfim (Brasil), 1.20.44
7.º, Eider Arévalo (Colômbia), 1.21.13
8.º, Dane Bird-Smith (Austrália), 1.21.37
9.º, Ding Chen (China), 1.21.39
10.º, Hyunsub Kim (Coreia do Sul), 1.21.40
11.º, Lebogang Shange (África do Sul), 1.21.43

12.º, Evan Dunfee (Canadá), 1.21.48
13.º, Isamu Fujisawa (Japão), 1.21.51
14.º, Iñaki Gómez (Canadá), 1.21.55
15.º, Eder Sánchez (México), 1.21.56
16.º, Álvaro Martín (Espanha), 1.22.04
17.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 1.22.18
18.º, Hagen Pohle (Alemanha), 1.22.29
19.º, Massimo Stano (Itália), 1.22.53
20.º, Giorgio Rubino (Itália), 1.23.23
21.º, Ruslan Dmytrenko (Ucrânia), 1.23.37
22.º, José Leonardo Montaña (Colômbia), 1.23.53
23.º, Dzianis Simanovich (Bielorrússia), 1.23.54
24.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.23.58
25.º, Aléxandros Papamichaíl (Grécia), 1.24.11
26.º, Jared Tallent (Austrália), 1.24.19
27.º, Federico Tontodonati (Itália), 1.24.33
28.º, Horacio Nava (México), 1.24.40
29.º, Diego García (Espanha), 1.24.52
30.º, Georgiy Sheiko (Casaquistão), 1.24.58
31.º, Julio César Salazar (México), 1.24.58
32.º, Chris Erickson (Austrália), 1.25.15
33.º, Kevin Campion (França), 1.25.16
34.º, Nils Brembach (Alemanha), 1.25.21
35.º, Gurmeet Singh (Índia), 1.25.22
36.º, João Vieira (Portugal), 1.25.49
37.º, Mauricio Arteaga (Equador), 1.25.50
38.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.26.10
39.º, Ivan Losev (Ucrânia), 1.26.32
40.º, Anatole Ibañez (Suécia), 1.26.34
41.º, Chandan Singh (Índia), 1.26.40
42.º, Juan Manuel Cano (Argentina), 1.27.10
43.º, Marco Antonio Rodríguez (Bolívia), 1.27.15
44.º, Anton Kucmin (Eslováquia), 1.27.46
45.º, Byeong Kwang Choe (Coreia do Sul), 1.28.01
46.º, Richard Vargas (Venezuela), 1.28.18
47.º, Eiki Takahashi (Japão), 1.28.30
48.º, José María Raymundo (Guatemala), 1.29.01
49.º, Yerko Araya (Chile), 1.29.12
50.º, Kenny Martín Pérez (Colômbia), 1.29.31
Desclassificados: Andrés Chocho (Equador), Alex Wright (Irlanda), Youngjun Byun (Coreia do Sul), Marius Šavelskis (Lituânia) e Aliaksandr Liakhovich (Bielorrússia).
Desistentes: Pavel Chihuan (Peru), Perseus Karlström (Suécia), 
Baljinder Singh (Índia), Sérgio Vieira (Portugal), Erik Tysse (Noruega) e Yusuke Suzuki (Japão).

sábado, 22 de agosto de 2015

20 km masculinos - lista de saída (Pequim-2015)

Montagem: O Marchador
61 atletas, em representação de 33 países, figuram na lista de saída dos 20 km marcha masculinos agendados para amanhã, dia 23, pelas 8.30 horas em Pequim, na China (1.30 em Portugal Continental), prova que marca o início da disciplina nos 15.os campeonatos mundiais de atletismo.

Em comparação com as inscrições efectuadas (66 atletas e 34 países), os russos já não aparecem na lista, os contingentes chinês e espanhol têm agora os regulamentares 3 atletas (em vez de 4) e o guatemalteco Erick Barrondo não confirma a participação na distância onde obteve uma medalha olímpica (prata) em Londres-2012.

Yusuke Suzuki, do Japão, com 1.16.36 h em Nomi a 15 de Março passado, é o líder mundial do ano e igualmente o detentor do recorde do mundo dos 20 km.

O recorde dos campeonatos data de 23 de Agosto de 2003 (Paris Saint-Denis) é de Jefferson Pérez (Equador), com 1.17.21 h, marca que dificilmente será batida face às adversas condições atmosféricas previstas para as provas de longa duração.

A lista de saída é a seguinte:
Dorsal, nome, país, ano nasc., recorde pessoal, marca 2015
10: Juan Manuel Cano, 1987 (ARG - Argentina), 1.22.10 / 1.23.30
11: Dane Bird-Smith, 1992 (AUS - Austrália), 1.20.05 / 1.20.05
12: Chris Erickson, 1981 (AUS - Austrália), 1.22.08 / 1.22.08
13: Jared Tallent, 1984 (AUS - Austrália), 1.19.15 / 1.24.05
14: Aliaksandr Liakhovich, 1989 (BLR - Bielorrússia), 1.21.49 / 1.21.49
15: Dzianis Simanovich, 1987 (BLR - Bielorrússia), 1.20.42 / 1.21.11
16: Marco Antonio Rodríguez, 1994 (BOL - Bolívia), 1.23.35 / 1.23.35
17: Caio Bonfim, 1991 (BRA - Brasil), 1.20.28 / 1.21.04
20: Evan Dunfee, 1990 (CAN - Canadá), 1.20.13 / 1.21.54
21: Iñaki Gómez, 1988 (CAN - Canadá), 1.20.18 / 1.23.08
22: Benjamin Thorne, 1993 (CAN - Canadá), 1.20.19 / 1.21.33
23: Yerko Araya, 1986 (CHI - Chile), 1.23.10 / 1.24.24
24: Zelin Cai, 1991 (CHN - China), 1.18.47 / 1.19.45
25: Ding Chen, 1992 (CHN - China), 1.17.40 / 1.18.44
28: Zhen Wang, 1991 (CHN - China), 1.17.36 / 1.18.00
32: Eider Arévalo, 1993 (COL - Colômbia), 1.19.45 / 1.20.41
34: José Leonardo Montaña, 1992 (COL - Colômbia), 1.22.03 / 1.22.45
35: Kenny Martín Pérez, 1994 (COL - Colômbia), 1.22.21 / 1.22.21
37: Mauricio Arteaga, 1988 (ECU - Equador), 1.21.46 / 1.24.05
38: Andrés Chocho, 1983 (ECU - Equador), 1.20.40 / 1.20.40
41: Diego García, 1996 (ESP - Espanha), 1.21.45 / 1.21.45
43: Miguel Ángel López, 1988 (ESP - Espanha), 1.19.21 / 1.19.52
44: Álvaro Martín, 1994 (ESP - Espanha), 1.20.19 / 1.20.19
49: Kevin Campion, 1988 (FRA - França), 1.20.39 / 1.21.34
50: Tom Bosworth, 1990 (GBR - Grã-Bretanha), 1.22.20 / 1.22.33
51: Nils Brembach, 1993 (GER - Alemanha), 1.21.21 / 1.21.21
53: Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1.20.37 / 1.20.37
54: Hagen Pohle, 1992 (GER - Alemanha), 1.21.29 / 1.21.34
55: Aléxandros Papamihaíl, 1988 (GRE - Grécia), 1.21.12 / 1.22.43
58: José María Raymundo, 1993 (GUA - Guatemala), 1.22.49 / 1.22.49
61: Baljinder Singh, 1986 (IND - Índia), 1.22.12 / 1.22.58
62: Chandan Singh, 1987 (IND - Índia), 1.23.12 / 1.23.12
63: Gurmeet Singh, 1985 (IND - Índia), 1.20.35 / 1.21.36
67: Alex Wright, 1990 (IRL - Irlanda), 1.22.09 / 1.22.09
71: Giorgio Rubino, 1986 (ITA - Itália), 1.19.37 / 1.21.38
72: Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1.22.16 / 1.22.16
73: Federico Tontodonati, 1989 (ITA - Itália), 1.22.00 / 1.22.23
75: Isamu Fujisawa, 1987 (JPN - Japão), 1.19.08 / 1.19.08
76: Yusuke Suzuki, 1988 (JPN - Japão), 1.16.36 / 1.16.36
77: Eiki Takahashi, 1992 (JPN - Japão), 1.18.03 / 1.18.03
80: Georgiy Sheiko, 1989 (KAZ - Casaquistão), 1.21.44 / 1.23.53
81: Youngjun Byun, 1984 (KOR - Coreia do Sul), 1.21.42 / 1.23.31
82: Byeong Kwang Choe, 1991 (KOR - Coreia do Sul), 1.21.20 / 1.23.45
83: Hyunsub Kim, 1985 (KOR - Coreia do Sul), 1.19.13 / 1.19.13
86: Marius Šavelskis, 1994 (LTU - Lituânia), 1.23.52 / 1.23.52
88: Horacio Nava, 1982 (MEX - México), 1.22.04 / -
89: Julio César Salazar, 1993 (MEX - México), 1.21.43 / 1.21.43
90: Eder Sánchez, 1986 (MEX - México), 1.18.34 / 1.21.58
92: Erik Tysse, 1980 (NOR - Noruega), 1.19.11 / 1.21.24
93: Quentin Rew, 1984 (NZL - Nova Zelândia), 1.22.11 / 1.24.09
94: Pavel Chihuan, 1986 (PER - Peru), 1.24.22 / 1.26.29
99: João Vieira, 1976 (POR - Portugal), 1.20.09 / 1.21.51
100: Sérgio Vieira, 1976 (POR - Portugal), 1.20.58 / 1.21.51
103: Lebogang Shange, 1990 (RSA - África do Sul), 1.21.50 / 1.21.50
107: Antón Kucmín, 1984 (SVK - Eslováquia), 1.21.59 / 1.26.53
112: Anatole Ibañez, 1985 (SWE - Suécia), 1.22.36 / 1.22.48
113: Perseus Karlström, 1990 (SWE - Suécia), 1.21.54 / 1.22.44
116: Ruslan Dmytrenko, 1986 (UKR - Ucrânia), 1.18.37 / 1.21.25
117: Igor Glavan, 1990 (UKR - Ucrânia), 1.19.59 / 1.21.24
118: Ivan Losev, 1986 (UKR - Ucrânia), 1.19.33 / 1.22.37
120: Richard Vargas, 1994 (VEN - Venezuela), 1.22.24 / 1.22.24

Fonte: IAAF

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jorge Salcedo – Entrevista (3)

Jorge Salcedo usando da palavra no congresso da IAAF em Beijing.
Foto: Lintao Zhang/Getty Images AsiaPac
5 - Qual a sua opinião sobre a evolução internacional da marcha nos últimos 20 anos, em especial a recente introdução da regra do chamado «pit lane»?

Falando apenas das Regras que gerem a marcha (o que creio era o objectivo da pergunta), eu diria que foram fundamentais as alterações que foram produzidas após o caso ocorrido nos Jogos Olímpicos de Sydney de 2000.

A reacção do COI foi (ao menos aparentemente) dura, muito por intervenção de um seu proeminente membro mexicano, com ameaças mais ou menos veladas de retirar a marcha do programa dos Jogos Olímpicos.

A IAAF decidiu nomear um grupo de trabalho que propusesse o que fazer para “responder” a algumas críticas que estavam a fazer à marcha, e que também permitisse manter a marcha nos Jogos. Por coincidência, o coordenador deste grupo era também mexicano, um bom amigo desde que ele foi DT nos Mundiais de Juniores de Lisboa, de seu nome César Moreno.

Fui convidado para integrar o grupo, muito provavelmente por ser o Presidente do Comité Técnico, e uma vez mais o digo, creio que o que foi apresentado terá resolvido o que era um problema. De qualquer modo, lembro-me bem como o COI fiscalizou a organização das provas de marcha dos Jogos de Atenas, mas parece que esta organização ficou satisfeita com as alterações introduzidas.

Não creio ser necessário relembrar o que foi introduzido nas Regras, quando estamos em presença de leitores amantes da marcha…., mas diria que houve duas alterações fundamentais. Pelo menos a primeira das Regras:

a) Um sistema muito mais eficaz de gestão e comunicação (muito particularmente aos atletas) dos cartões vermelhos (a designação era diferente à época);

b) O poder dado aos Juízes–Chefe para desclassificarem directamente um atleta nos últimos 100m (como foi generalizado há alguns anos), em caso de infracção clara das Regras relativas ao modo de progressão dos atletas. Esta desclassificação seria passível de apelo, e posteriormente, tornou-se obrigatória a presença de um Juiz Internacional de Marcha nos Júris de Apelo de competições em que se realizassem provas de marcha.

Esta segunda inovação (que por acaso foi mal aplicada, a primeira vez que, ao que sei, foi aplicada, saindo prejudicada a Susana Feitor) não teve a aprovação de todos da família da marcha, tendo alguns possivelmente entretanto mudado de opinião. Outros talvez ainda não.

Confesso que compreendendo, e até aceitando, a razão da necessidade desta intervenção do Juiz-chefe como alguém que possa desclassificar directamente um atleta, me parece que há uma certa ….timidez…(medo?) na aplicação desta Regra. Mas não sendo um Juiz de Marcha ….diplomado J ….talvez esteja errado.

Relativamente à nova Regra do “pit lane”….tenho de também confessar  que não fui ainda por ela (Regra) conquistado.

Não vejo razão para dar mais uma oportunidade a um atleta que tenha recebido um terceiro cartão vermelho, com o objectivo, ao que parece, de diminuir o número de desclassificações nas provas de marcha, tendo, como contrapartida, uma penalização que se expressa numa paragem durante um determinado período. E se calhar, também na “perturbação”, depois da paragem, no modo de progressão do atleta. Para além de obrigar a uma logística extra, associada à montagem e gestão da “zona de paragem” dos atletas com os 3 cartões vermelhos.

Mas pode ser que, “um dia destes”, mude de opinião.


6 - Que comentário lhe merece a alteração verificada recentemente na Associação Europeia de Atletismo no tocante ao enquadramento da marcha que deixou de ter uma comissão específica?

Devo iniciar a minha resposta a esta pergunta com a informação de que o Código de Ética da EA não me permite comentar decisões tomadas pela EA, estando eu de acordo, ou não, com elas. Muito particularmente se não estiver.

Posso, no entanto, partilhar convosco, porque é oficial, que foi decidido, por proposta do actual Presidente da EA, Svein Arne Hansen, para, como ele disse, se poder adaptar a organização da EA ao seu plano eleitoral de mudança, reestruturar as Comissões (algumas ex-Comités) existentes, mantendo-se as duas Estatutárias, apesar de com nomes diferentes (uma mais ligada as competições e a outra ao desenvolvimento), assim como a “Médica e Anti-Doping” e de “Atletas”, acrescentando-se outras duas, uma para lidar com temas do “Marketing e Negócios”, e outra denominada de “Comunicação Estratégica”.

Esta reestruturação implicou a descontinuação, como Comissão, de 6 anteriormente existentes, incluindo a de “Marcha”.

A ideia é de que os temas tratados pelas Comissões descontinuadas, o sejam por outros grupos. E eu diria, para começar, pelas Comissões agora existentes.

No entanto, está também prevista a formação de grupos de especialistas de determinadas áreas, que serão decididos pelas Comissões, e que reportarão a estas. Nisto, até é semelhante ao que acontecia antes. Com a diferença da designação do grupo, que nalguns casos pode passar de “comissão” a “grupo de especialistas”.

Será que a Marcha terá um grupo de especialistas que continue a tratar dos temas que lhe dizem respeito? Não o consigo garantir. A nova Comissão de “Eventos e Competições”, com novo coordenador, reunirá em fins de Setembro, e este (grupos de especialistas) é um tema da ordem de trabalhos! Saberemos então quais serão os grupos de especialistas que esta Comissão decidirá devam ser formados. Claro que relativamente à Marcha tenho a minha ideia, que defenderei durante esta reunião!

Jorge Salcedo foi reconduzido no cargo de presidente do Comité Técnico da Federação Internacional de Atletismo, numa equipa constituída por outros 17 elementos, a saber: Anna Palmerius (Suécia), Elena Orlova (Rússia), Krisztina Horvath (Hungria), Yukio Seki (Japão), David Katz (EUA), Tao Shui (China), Keith Davies (Grã-Bretanha), Pierre Delacour (França), Brian Roe (Austrália), Antonio Perez (Espanha), John Cronin (Irlanda), Luca Verrascina (Itália), Klaus Hartz (Alemanha), Garth Gayle (Jamaica) e David Weicker (Canadá). Não tendo havido candidatos de África e da América do Sul, foram incluídos, apresentados pelas respetivas estruturas, Aziz Daouda (Marrocos) e Julio Roberto Gomez (Colômbia).

A equipa do blogue "O Marchador" agradece a Jorge Salcedo a gentileza na concessão desta interessante e reflexiva entrevista, reafirmando os votos de felicidades e desejando um profícuo trabalho no desempenho das tarefas que o esperam!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Perseus e Monica vencem campeonatos da Suécia

Os campeonatos da Suécia, com os atletas alinhados à partida,
Perseus Karlström, e Monica Svensson com o seu irmão Christer.
Fotos: fb Christer Svensson e Yvonne Levinovitz
Montagem: O Marchador
Perseus Karlström e Monica Svensson sagraram-se campeões da Suécia de marcha em pista, triunfando nos campeonatos realizados em Gotemburgo no fim-de-semana de 8 e 9 de Agosto. O marchador de Eskilstuna venceu as provas de 10 mil metros, com a excelente marca de 39.19, 5 m, e de 20 mil metros (1.25.41,4), enquanto a atleta do Växjö AIS se impôs nas competições femininas de 5000 metros (23.54,1) e de 10 mil metros (49.54,8).

Na primeira prova dos homens, Perseus, que regressara poucos dias antes de um estágio no México, cedo ganhou vantagem sobre todos os concorrentes, com realce para o irmão mais velho Ato Ibáñez, e cumpriu cada quilómetro abaixo dos quatro minutos. Por légua, perfez parciais de 19.45,3 e 19.34,2 m, para concluir a apenas um segundo recorde pessoal (39.18,60, em 2015). Em todo o caso, tratou-se de um claro recorde dos campeonatos, sendo batida a marca de 40.39,2 m que Stefan Johansson estabelecera nos nacionais do já distante ano de 1994, em Mölndal.

Os 39.19,5 m de Perseus Karlström na primeira jornada posicionam-no como sexto melhor do mundo na distância no corrente ano.

Ato Ibáñez chegaria na segunda posição (40.54,4, com parciais de 20.19 e 20.34), enquanto Anders Hansson fechava o pódio, com 43.25,6 (21.52,3 e 21.33,3).

Monica Svensson continua, aos 36 anos de idade, a dominar a marcha feminina da Suécia e voltou a impor-se às mais jovens. Desta vez triunfou na légua (23.54,1), deixando Maria Aydin e Julia Ibrahim nos lugares de honra.

No segundo dia, novas provas, os mesmos protagonistas. Perseus Karlström alardeou nos 20 mil metros a mesma superioridade evidenciada na véspera, só que desta vez com uma primeira metade de prova bem mais lenta que a segunda. Depois de 21.30 e 22.38 m nas duas primeiras léguas, logo passou para 21.15 e para um excelente 20.18 m (último quilómetro em 3.52), totalizando no final 1.25.41,4 h.

De novo Ato Ibáñez e Anders Hansson ocuparam por essa ordem os lugares imediatos, tendo andado juntos até mais de meio da prova. De assinalar nesta prova que o quinto classificado, Christer Svensson, concluiu um nacional de 20 km ou de 20 mil metros marcha pelo 26.º ano consecutivo, facto revelador de uma invulgar longevidade competitiva.

Tal como na véspera, Monica Svensson não deu facilidades às opositoras nos 10 mil metros marcha femininos e venceu com quase um quarto de hora de avanço. Terminando com 49.54,8 m, foi desta feita secundada por Julia Ibrahim (1.04.35,6), seguida de Kerstin B Malm (1.06.25,6).

Colaboração: Birger Fält

Classificações
8 de Agosto
10.000 metros masculinos
1.º, Perseus Karlström (Eskilstuna FI), 39.19,5
2.º, Anatole Vera Ibáñez (Eskilstuna FI), 40.54,4
3.º, Anders Hansson (SK Svängen), 43.25,6
4.º, Christer Svensson (Växjö AIS), 47.59,3      
5.º, Fredrik Svensson (Växjö AIS), 49.21,2
6.º, Anders Wahlström (Södra Ölands GoMK), 57.54,4
7.º, Jerker Samuelsson (GK Steget), 58.23,4
8.º, Ulf-Peter Sjöholm (Växjö AIS), 59.07,7
9.º, Erik Bengtsson (GK Steget), 1.01.58,3
10.º, Bengt Bengtsson (GK Steget), 1.02.43,9
Desistentes: Fredrik Sandmer (SK Svängen) e Patric Rajala (Fredrikshofs IF Gång).

5.000 metros femininos
1.ª, Monica Svensson (Växjö AIS), 23.54,1
2.ª, Maria Aydin (GK Steget), 29.47,8
3.ª, Julia Ibrahim (GK Steget), 29.48,5
4.ª, Kerstin B Malm (Mälarhöjdens IK), 31.30,2
5.ª, Jennifer Ibrahim (GK Steget), 33.46,4
6.ª, Jessica Ibrahim (GK Steget), 35.03,7

9 de Agosto
20.000 metros masculinos
1.º, Perseus Karlström (Eskilstuna FI), 1.25.41,4
2.º, Anatole Vera Ibáñez (Eskilstuna FI), 1.28.41,6
3.º, Anders Hansson (SK Svängen), 1.30.02,3
4.º, Fredrik Svensson (Växjö AIS), 1.41.25,2
5.º, Christer Svensson (Växjö AIS), 1.41.42,7
                                   
10.000 metros femininos
1.ª, Monica Svensson   (Växjö AIS), 49.54,8
2.ª, Julia Ibrahim (GK Steget), 1.04.35,6
3.ª, Kerstin B Malm (Mälarhöjdens IK), 1.06.25,6
4.ª, Jennifer Ibrahim (GK Steget), 1.08.43,8
5.ª, Jessica Ibrahim (GK Steget), 1.12.50,0

Jorge Salcedo – Entrevista (2)

O japonês Yukio Seki, um assistente e Jorge Salcedo.
Foto: facebook de Y. Seki
3 – Jorge Salcedo, que vai continuar a liderar a formação na área dos Oficiais Técnicos Internacionais, refere-nos o que, nesta relevante matéria, foi feito no seu anterior mandato, concretamente no Projeto TOECS – Sistema de Educação e Certificação de Oficiais Técnicos.

Relativamente à nossa participação nas actividades do grupo de trabalho do TOECS, estivemos envolvidos, entre outras, nas seguintes:

- Exames de ITOs, nível IAAF.

- Primeiro Seminário de preparação e actualização de Delegados Técnicos de competições “de estádio”, Seminário co-organizado com a EA.

- Acção de actualização dos “Juízes Internacionais de Partida”, também realizada com a EA.

- Curso para prelectores de cursos do TOECS de nível II (nível Área).

- Actualização do “Guia Internacional de Partidas” e do “Guia dos Juízes Internacionais de Cronometragem Automática”.

- E, deste grupo, saiu uma ideia que classificaria como excelente, e que foi aprovada pelo Conselho da IAAF, que é a de produzir um só documento que integre as Regras de Competição (Capítulo V do Manual em vigor), e as notas explicativas específicas actualmente existentes no “Juiz Árbitro” (The Referee / Le Juge Arbitre), que “desapareceria” como documento independente.


4 - Jorge Salcedo, de 62 anos, juiz internacional desde 1984, é o Chefe dos Oficiais Técnicos Internacionais nos mundiais de Pequim (outro português, Samuel Lopes integrará a equipa), função que já desempenhou em diversas ocasiões.

Quais as novas ideias para os próximos quatro anos?

Relativamente a novas ideias para o futuro mandato, ou se quisermos, algumas que eu gostaria de implementar/finalizar realçaria:

- Alterar as definições “pista ao ar livre” e “pista coberta”, para “pistas de 400m “ e “pistas de 200m”, com as adaptações das Regras que se mostrem necessárias.

Mais cedo ou mais tarde (e já pensávamos que tal poderia acontecer com os Mundiais de Doha), teremos estádios cobertos com pistas de 400m, pelo que esta adaptação se mostra necessária. Como é bem sabido, já houve, há anos, uma alteração da Regra dos Recordes do Mundo, que implica que um recorde obtido em “pista coberta” possa, se igual ou melhor que um obtido “ao ar livre”, ser considerado como recorde absoluto. Como aconteceu, como mero exemplo, com a marca obtida por Renaul Lavillenie, em Donetsk, em 15.02.2014.

- Tentar completar o “Manual de Calibração”, que incluirá todos os parâmetros que devem ser cumpridos para que os equipamentos (lato sensu) utilizados em competições de Atletismo sejam certificados.

- Tentar influenciar os produtores de equipamentos utilizados (ou também utilizados) pelo Atletismo, para que se adequam, cada vez mais, às nossas necessidades (superfícies sintéticas para queda de lançamentos, VDM, gaiolas para lançamentos longos, etc.).

- Manter a colaboração técnica na formação, certificação e avaliação, quando em funções, de Oficiais internacionais, nas suas diversas vertentes.

-Relativamente às Regras de Competição, há aspectos “já em carteira” para estudo pelo Comité Técnico, como também há, ao menos um, que deverá entrar em fase de teste prático, para eventual passagem a Regra no futuro. Para não ficarem com “água na boca”, direi que a ideia a testar a ideia será a de ter, na última prova das Provas Combinadas, os atletas partindo com intervalos de tempo correspondentes às diferenças pontuais existentes na altura, terminando esta última prova pela ordem correspondente à classificação final na prova combinada.

Há já 7 anos, apresentei ao Conselho, em nome do Comité, um trabalho que tinha feito a este propósito, que foi aprovado pelo Conselho, mas a verdade é que o que tinha sido proposto para ser testado nunca o foi. Mas como houve agora um par de Federações que voltaram ao tema… Estou consciente que há muitos que não concordam com a ideia e/ou consideram-na de muito difícil concretização.

Para além de clarificações ou alterações em carteira (por exemplo algo que considero importante realizar, que é o indicar, claramente, o que é uma infracção técnica e uma disciplinar, já que há algumas que ….levantam dúvidas), deveremos estar sempre atentos ao que se vai “passando” no nosso Mundo, e que pode obrigar a alterações de Regras. Uma vez mais como (outro) mero exemplo, temos a alteração da Regra relativa à marcha, que obrigava uma prova a iniciar e a terminar com luz do dia, depois de se saber que era ideia dos organizadores dos Mundiais de Doha de realizar as provas de marcha (como as Maratonas), já de noite, para se serem evitadas as altas temperaturas diurnas.

Para terminar a loooonga resposta à questão (provavelmente demasiado explicativa quanto ao que tentámos fazer….), a conclusão poderá ser que estou satisfeito com o que, eventualmente, conseguimos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sebastian Coe é eleito novo presidente da IAAF

Sebastian Coe, presidente da IAAF.
Fotos: Getty Images/IAAF. Montagem: O Marchador
O britânico Sebastian Coe venceu hoje as eleições para a presidência da Associação Internacional de federações de Atletismo, que decorreram em Pequim, conquistando 115 dos 207 votos, correspondentes às federações filiadas naquele organismo internacional. Coe, campeão olímpico dos 1.500 metros em duas ocasiões, feitos conseguidos nos Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, e nos de Los Angeles, em 1984, foi o principal responsável pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, considerada unanimemente um grande sucesso. O outro candidato ao cargo, o ucraniano Sergey Bubka, também campeão olímpico (salto com vara), em Seul, 1988, recolheu 92 votos.

Para o Comité de Marcha, o italiano Maurizio Damilano, outro campeão olímpico, nos 20 km marcha (Moscovo, 1980), foi reconduzido na presidência, acompanhando-o na sua equipa de trabalho praticamente todos os elementos que já pertenciam ao anterior Comité. No actual há duas novidades: a entrada da norte-americana Maryanne Daniel, substituindo a finlandesa Sari Essayah, que não se recandidatou, e do francês Jean-Pierre Dahm, ficando de fora o russo Maris Peterson.

Os outros oito elementos do Comité são: Luis Saladie (Espanha), Peter Marlow (Grã-Bretanha), Fumio Imamura (Japão), Robert Korzeniowski (Polónia), Jane Saville (Austrália), Shande Yang (China), Míguel Rodríguez (México) e Khaled Amara (Tunísia). Entretanto, o equatoriano Fausto Mendonza foi nomeado representante da América do Sul, área que não apresentou candidatos.

A destacar, finalmente, a eleição de dois portugueses para lugares da mais alta responsabilidade, Jorge Salcedo para a presidência do Comité Técnico, reconduzido ao cargo que ocupa há 16 anos, e é notável que aqui se saliente, e terá sido emocionante para o próprio, a forma como foi eleito, por aclamação de todos os congressistas, e Carlos Cardoso, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, para a presidência do Comité do Corta-Mato.

A todos eles a equipa de “O Marchador” endereça as maiores felicitações com votos de sucessos!

A homenagem a Joaquim Leitão, na Sertã

Joaquim Leitão entre os seus, na Sertã.
Fotos: fb Grupo Desportivo São Domingos e PRÓ ARTE
Montagem: O Marchador
Joaquim Leitão, presidente do Grupo Desportivo de S. Domingos, ele próprio praticante de atletismo e em particular da marcha atlética, foi alvo de uma homenagem surpresa e muito sentida da parte dos seus familiares, amigos e colegas da colectividade, por ocasião da comemoração na Sertã, no passado dia 2 de Agosto, do 20.º aniversário do clube.

Leitão, de 59 anos de idade, casado com Maria do Céu e pai de Marta e Vânia, que promove e organiza, com a sua equipa de trabalho do GDSD, diversos eventos, entre os quais a muito prestigiada e participada Légua de Marcha Atlética de Santo António dos Cavaleiros, já com 11 edições realizadas em finais de Outubro no Parque da Cidade em Loures, e distinguindo figuras da disciplina no nosso país, foi, desta vez, ele próprio o homenageado.

Como marchador Joaquim Leitão, veterano M55 (em Fevereiro do próximo ano passa a M60) tem, pelas nossas contas, 111 provas realizadas em vários pontos do país desde Abril de 2000, somando 11 primeiros lugares, 17 segundos e 24 terceiros. Por várias vezes subiu a pódios em campeonatos nacionais, em particular no corrente ano de 2015 em que foi, na sua faixa etária, 1.º na estrada, 2.º na pista coberta e 3.º na pista ao ar livre.

O aniversário do clube assinalado na Sertã, onde tem sede na Serra de S. Domingos para além de uma delegação em Santo António dos Cavaleiros (Loures), reuniu dezenas de pessoas, antigos e actuais dirigentes, atletas, amigos e representantes de entidades oficiais convidadas, tendo sido anunciado na ocasião que a colectividade disporá, a partir de Setembro próximo, de um novo espaço na antiga escola primária na terra de origem.

Bem haja, Joaquim Leitão!