quarta-feira, 22 de julho de 2020

Jovem David Kuster destaca-se nos campeonatos suíços de marcha

A partida dos 10.000 m masculinos, os vencedores absolutos David Kuster (dorsal 1)
e Caroline Osmont (32) e os campeões suíços Nathan Bonzon (3) e Dora Brière (30).
Fotos: Jérôme Genet. Montagem: O Marchador
O marchador francês David Kuster foi a principal figura dos Campeonatos da Suíca (abertos) de Marcha Atlética, que tiveram lugar este sábado (19), na pista de Chailly-sur-Montreux ao ganhar os 10.000 marcha com o tempo de 40:10.10, novo recorde francês na categoria Sub-23 (pista), sucedendo a Jean Blancheteau que detinha 40:23.25, desde 2016, se bem que em estrada a melhor marca francesa é de Gabriel Bordier, com 39:53.

Kuster, de 21 anos de idade, declarou à imprensa estar satisfeito com o recorde francês obtido num dos seus países preferidos para marchar, sentindo-se em bom momento de forma (no anterior fim-de-semana batera o recorde pessoal nos 5.000 metros marcha do meeting François Bernardim, com o tempo de 19:32.11, 10.ª melhor marca francesa de todos os tempos na categoria), numa escalada que o poderá levar a mais altos voos.

Frédéric Bianchi, vice-presidente da Federação Suíça de Marcha e um dos juízes de marcha incluídos no principal painel de especialistas da World Athletics, no site deste organismo, augurou um bom futuro para o atleta francês referindo que será um futuro marchador olímpico. O pupilo de Laurent Heitz trabalha para esse objetivo e talvez o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para o verão do próximo ano lhe permita acalentar o sonho olímpico ou então esperar mais três anos pelos outros, a realizarem-se no seu país natal. A 12 e 13 de setembro participará nos campeonatos de elite franceses (10 km marcha em estrada) e a 4 de outubro, nos 50 km dos Campeonatos dos Países Baixos, em Tilburg, na sua primeira experiência na distância.

Ainda na prova masculina dos campeonatos suíços, o pódio ficou completo com o segundo lugar de Martin Come (França), com 46.34.1, e a terceira posição de Manuel Giordano (Itália), com 49:25.1, chegando na quarta posição o suíço Nathan Bonzon, que se sagrou campeão helvético, com o tempo de 52:23.0.

Na prova feminina (5.000m) ganhou a francesa Caroline Osmont, com 23:45.20. Na segunda posição classificou-se a suíça Dora Brière, com 30:11.0 (campeã nacional) e na terceira posição, a também suíça Colette Girard, com 32:28.3.

Colaboração: Emmanuel Tardi

Classificações
10.000 m masculinos - geral
1.º, David Kuster, 1999 (EFS Reims Athlé.), 40.10,0
2.º, Come Martin, 1995 (Annecy Haute Savoie Athlé), 46.34,1
3.º, Manuel Giordano, 1995 (Athlét. Fanfulla Lodigiano), 49.25,1
4.º, Nathan Bonzon, 2000 (CM Monthey), 52.23,0 - 1.º, C SUI
5.º, Regis Brière, 1968 (Doubs Sud Athlé.Pontarlier), 1.01.30,4
6.º, Cédric Bouelé, 1985 (CA Délémont), 1.03.43,1
7.º, André Rouiller, 1951 (Monthey), 1.10.07,0 - 1.º, C.S.Poste
8.º, Daniel Brot, 1953 (CM Yverdon les Bains), 1.16.50,0
9.º, Claude Greber, 1957 (CME La Poste), 1.17.11,4 - 2.º, C.S.Poste
10.º, Michel Jomini, 1951 (CME La Poste), 1.19.34,0 - 3.º, C.S.Poste
11.º, Joseph Bianco, 1941 (CM Monthey), 1.19.53,0
12.º, Alexis De Coppet, 1938 (CM Carouge), 1.22.54,8
13.º, Jorge Gilabert, 1956 (CM Carouge), 1.30.05,4
14.º, Walter Brandenburg, 1946 (Swiss Master Athlétics), 1.40.12,7
Desclassificado: Claude Berner, 1963 (CME La Poste) - C.S.Poste.

5.000 m femininos - geral
1.ª, Caroline Osmont, 1996 (AS Tourlaville), 25.45,2
2.ª, Dora Brière, 1959 (CMC Lausanne), 30.11,0 - 1.ª, C SUI
3.ª, Colette Girard, 1962 (CME La Poste), 32.28,3 - 1.ª, C.S.Poste
4.ª, Claudine Anxionnat, 1951 (AVEC), 35.21,1
5.ª, Birtukan Bouelé, 1988 (Délémont Athlé), 37.16,8
6.ª, Hélène Baptiste, 1950 (CM Yverdon les Bains), 39.03,6
7.ª, Maria Gilabert, 1958 (CM Carouge), 41.37,6

Classificações completas, aqui.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Há 68 anos, Giuseppe Dordoni sagrava-se campeão olímpico

Os 50 km dos Jogos de Hensínquia 1952, com Pino Dordoni a cortar a meta e no
pódio entre Josef Doležal (esq.) e Antal Róka. Fotos: Olympics, CONI e Superstock.
Montagem: O Marchador
Giuseppe “Pino” Dordoni foi um dos grandes marchadores mundiais de todos os tempos, tendo conquistado a medalha de ouro nos 50 km marcha dos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsínquia.

Nascido em 28 de junho de 1926 (faleceu em 1998), na cidade de Piacenza, Pino Dordoni foi um ilustre representante da excelente escola italiana de marcha, um digno sucessor de Ugo Frigerio, o primeiro marchador italiano a ganhar medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, nos de 1920 e 1924.

Dordoni manteve um reinado de 10 anos (1946/1957) na marcha atlética do seu país onde conquistou 26 títulos nacionais. Terminada esta brilhante fase, passa a integrar a Comissão Técnica da Federação Italiana de Atletismo entre 1961 e 1990.

Antes do sucesso olímpico de 1952, Dordoni participa nos Jogos de Londres, em 1948, no período pós-guerra, na prova de 10 km. É oitavo classificado, o que o colocava já entre os melhores marchadores do mundo, confirmando-o, dois anos mais tarde, ao sagrar-se campeão europeu dos 50 km marcha, em Bruxelas.

Após Helsínquia, ainda participa nos Europeus de 1954 e 1958, nos Jogos de Melbourne (1956) e de Roma (1960), no ano em que decide pôr termo a uma atividade competitiva que o transformou num atleta conhecido e respeitado no mundo inteiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Kevin Campion e Maele Bire-Heslouis sobressaem em França

Maele Bire-Heslouis, em Saint-Lô, e Kevin Campion e partida da prova em Eu.
Fotos: Danou Rose e Emmanuel Tardi. Montagem: O Marchador
Kevin Campion, com 18.57,40 nos 5.000 metros masculinos do Meeting de Eu, e Maele Bire-Heslouis, sub-20, com 13.27,89 nos 3.000 metros femininos na Noite de Verão em Saint-Lô, foram os marchadores que mais se destacaram na passada sexta-feira (17/7) nas jornadas competitivas realizadas naquelas cidades francesas da região da Normandia.

Em Eu, Kevin Campion, que representa o Stade Dieppois, venceu com facilidade, obtendo um registo não muito longe do seu melhor na distância, que remonta a 2013 (18.44,79 em Reims). Seguiram-no o sub-20 Lucas Dreville (Beauvais Oise UC, 22.35.02) e o sub-23 Florent Beauval (Stade Sottevillais, 22.48,33). Nos 3.000 metros femininos, a vitória coube a Marion Rouland (Stade Dieppois, 16.24,52).

Em Saint-Lô, a marca obtida por Maele Bire-Heslouis, atleta de 17 anos de idade, do PSLA-Stade Sain-Lo, significou um recorde pessoal por considerável margem já que o anterior era de 14.17,73 feito em Tourville no ano passado. O pódio ficou completo com Gwendoline Colas Scelles, de 15 anos (C.D’Athlétisme C., 16.16,01) e a sub-23 Aude Garnatz (Caen Athletics Club, 16.46,68). De entre outras provas, a registar o vencedor masculino nos 5.000 metros, Maxime Lecaplain (PSLA-Stade Sain-Lo, 21.50,48, recorde pessoal).

Resultados completos em Eu [aqui] e em Saint-Lô [aqui].

Colaboração: Emmanuel Tardi

domingo, 19 de julho de 2020

Comité Organizador dos Jogos Olímpicos confirma programa do atletismo

Foto: World Athletics. Montagem: O Marchador
No decorrer da 136.ª Assembleia do Comité Olímpico Internacional, que teve lugar esta sexta-feira (17), desta vez de forma virtual, foi anunciado que os locais destinados à realização das várias modalidades do programa olímpico Tokyo 2020, e o programa-horário, estabelecido para este ano, serão basicamente os mesmos para 2021.

As provas do atletismo terão o seu início no dia 30 de julho de 2021 (sexta-feira) e o seu término no dia 8 de agosto (domingo). As provas de marcha atlética, bem como as da maratona, terão lugar em Sapporo (Sapporo Odori Park), localizada na ilha de Hokkaido, no norte do Japão e cujas temperaturas, em média, são de cerca de seis graus abaixo das de Tóquio, por ocasião da realização dos Jogos, logo, oferecendo condições mais adequadas aos atletas. 

As provas de marcha serão realizadas nos dias 5 e 6 de agosto, com os 20 km masculinos agendados para as 16:30 horas locais (dia 5), os 50 km masculinos marcados para as 05:30 horas da manhã do dia 6, os 20 km femininos a terem início às 16:30 horas, também no dia 6.

No final de cada uma das provas será feita uma cerimónia envolvendo os atletas medalhados, mas as cerimónias oficiais, com todo o espetáculo a elas associado, terão lugar em Tóquio, no Estádio Olímpico, os 20 km masculinos no dia 6 e as outras duas no dia 7.

sábado, 18 de julho de 2020

«Desafio de Marcha» da FPA e o princípio da (des)igualdade!

Para um mesmo «Desafio» da FPA em Lousada, Pombal e Faro, diferentes situações
de distanciamento nas ultrapassagens de atletas. Fotos de Armando caiadas
Photography e imagens de vídeo FB da AAP e ADAL. Montagem: O Marchador
Integrado no «Programa de retorno à competição» da Federação Portuguesa de Atletismo [aqui], o «Desafio» do Sector de Marcha designado por «A Marcha é para Todos» teve provas de 3.000 metros para masculinos e femininos realizadas num mesmo dia (11 de julho) em 3 pistas, no norte, em Lousada, no centro, em Pombal, e no sul, em Faro.

De acordo com as normas definidas pela FPA no referido documento, os «Desafios» teriam de respeitar os regulamentos de segurança específicos para as competições (capítulo III), definindo-se para as provas de marcha no ponto 1 o formato «contrarelógio em perseguição» e no ponto 2 «Caso se aproxime a menos de 5 metros, o atleta deverá reposicionar-se de forma a manter duas pistas de intervalo, só assim podendo ultrapassar. O atleta que ultrapassa só poderá regressar à pista 1 após ter 5 a 10 metros de avanço do atleta que ultrapassou».

Sendo certo que, pelo que foi possível observar, presencialmente ou pela divulgação de fotos e vídeos nas redes sociais, o formato de «contrarelógio» foi comum nas 3 pistas, já o mesmo não se poderá dizer quanto ao distanciamento preconizado pela FPA durante a competição e em que as ultrapassagens teriam de ser feitas com duas pistas de intervalo.

Então, vejamos:

Lousada (AA Porto/FPA)
As ultrapassagens de atletas (masculinos na pista 1 e femininos na pista 4) respeitaram o definido pela FPA e foram feitas com 2 pistas de intervalo.

Pombal (ADA Leiria/FPA)
As ultrapassagens de atletas nas provas masculinas e femininas (ambas na pista 1 mas em separado) não respeitaram a norma da FPA, tendo sido feitas sem o estipulado distanciamento.

Faro (AA Algarve/FPA)
As ultrapassagens de atletas tiveram uma situação mista, nos masculinos (pista 5) cumprindo-se o distanciamento, e nos femininos (pista 1) sem qualquer distanciamento indicado pela norma da FPA.

Se tivermos em consideração que a classificação final individual do «Desafio» desta atividade federativa foi feita pelo valor das marcas obtidas nas 3 pistas, estando inclusivamente previstos prémios monetários por género (1.º, 100€; 2.º, 75€; 3.º, 50€; 4.º,  40€ e 5.º, 30€), as diferentes situações ocorridas não salvaguardaram o princípio da igualdade entre todos os participantes, resultando benefício para uns e prejuízo para outros!

Tendo em conta o acima descrito, constata-se a clara violação da recente regulamentação federativa para as provas em questão, originando situações de desigualdade ainda mais graves do que seria de admitir (mesmo havendo tolerância e diferenças mais ou menos aceites).

Em vésperas da realização de campeonatos nacionais sob a égide federativa, em particular os apuramentos e finais de campeonatos de clubes, eventos a realizar em diferentes locais, esta questão assume maior relevância – perante as irregularidades descritas neste texto e documentadas nas imagens juntas, não seria de estranhar a ocorrência de uma quantidade imprevista de reclamações. Mesmo admitindo que muitos dos envolvidos (atletas, treinadores e dirigentes) adoptem um grau maior de tolerância para as «anormalidades» atendendo às circunstâncias especiais que se vive, há uma grande diferença entre haver uma nova regulamentação federativa para as provas que se avizinham e haver depois adaptações locais que variam de associação para associação, criando para os atletas (e os clubes) desequilíbrios de igualdade ainda maiores do que seria de supor.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Jogos Olímpicos da Juventude foram adiados para 2026

Imagens: IOC. Montagem: O Marchador
Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional, anunciou na manhã de anteontem (quarta-feira, 15), em conferência de imprensa, que a próxima edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, reservados para atletas dos 15 aos 18 anos, inicialmente agendada para ter lugar em Dakar, no Senegal, em 2022, foi adiada para 2026.

A decisão foi tomada pelo Comité Executivo do COI, em conjunto com as autoridades políticas do Senegal (por iniciativa do presidente deste país) e tiveram por base a avaliação dos efeitos da pandemia do Covid-19 em todo o mundo, estando ambas as entidades conscientes da decisão que a medida causará em muitos jovens atletas que tinham o sonho de representar os seus países nos Jogos, apelando a que a World Athletics ofereça até 2026 uma experiência semelhante.

Adiando-se os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para 2021, esperando-se, entretanto, que a crise sanitária esteja debelada até ao início do próximo ano, o COI tinha programada a realização, num curto espaço de tempo, de outros dois Jogos Olímpicos – os referidos Jogos Olímpicos da Juventude, a realizar pela quarta vez depois de Singapura, em 2010, Nanquim, em 2014, e Buenos Aires, em 2018, e os Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro de 2022.

Recordamos que no programa do atletismo dos Jogos Olímpicos da Juventude constam as provas de marcha na distância de 5.000 metros (pista), para os sexos masculino e feminino, e a participação de um máximo de 16 atletas, selecionados em função dos resultados obtidos nos eventos continentais.

Os Jogos Olímpicos da Juventude, agora adiados para 2026, e cuja decisão será apresentada na 136.ª Sessão do COI, que terá lugar no dia de hoje (sexta-feira), para ratificação, constituirão o primeiro evento desta natureza a ter lugar no continente africano. A cidade de Dakar foi votada unanimemente para acolher o evento no decorrer da 133.ª Sessão do COI, realizada em Buenos Aires, em outubro de 2018.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Campeonatos de Marcha da Dinamarca, em Copenhaga (resultados)

Andreas W. Nielsen (dorsal 58, 30 km), Claus Hechmann (1207, 10 km) e Helle Jensen
(67, 20 km) nos Campeonatos de Marcha da Dinamarca 2020. Imagem de vídeo no
fb de Andreas Nielsen e foto do Ballerup AK. Montagem: O Marchador
Andreas W. Nielsen, do Aarhus 1900 AL, nos 30 km masculinos, e Helle Jensen, do Ballerup AK, nos 20 km femininos, sagraram-se campeões da Dinamarca por ocasião dos Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada que ocorreram já no mês passado (21/6) no Parque de Valby, um dos dez distritos em que se divide a cidade de Copenhaga.

Nos 30 km masculinos, de 32 anos de idade, Nielsen obteve confortável vitória e a marca de 2.42.02, juntando mais um título nacional ao seu palmarés. A segunda posição absoluta pertenceu ao experiente Peer Jensen, atleta M60 a competir pelo Phønix/VI39 Kapgang, com 3.28.56.

Nos 20 km femininos, a W55 Helle Jensen enfrentou a distância pela primeira vez e foi cronometrada em 2.30.50. Nos sub-20 masculinos, também sobre 20 km, o título ficou na posse de Asbjørn Birkelund, do Københavns IF, com um recorde pessoal de 1.55.32.

De entre outros resultados em diferentes provas, de registar os novos recordes da Dinamarca de 10 km e de 5 km na categoria M55 conseguidos por Claus Hechmann, do Team Hechmann Sport, com 52.07 e 25.26 (marca de passagem).

Os resultados completos podem ser consultados no site Gang/Swedish Walking, aqui.

Fonte: Dansk Atletik e Gang/Swedish Walking

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Murayama e Yabuta vencem provas de marcha no Japão

Fase inicial da prova masculina e o vencedor Yutaro Murayama.
Imagens de vídeo de Takehiro Murayama. Montagem: O Marchador
Na retoma do atletismo no Japão após alguns meses de paragem devido à situação de saúde (Covid-19) que o mundo inteiro tem vivido, tiveram lugar, este domingo (12/7), os Campeonatos da Prefeitura de Hyogo, em Kobe, com as provas de marcha a realizarem-se na distância de 5.000 metros, em pista, ainda sem os grandes nomes japoneses mas, mesmo assim, com resultados interessantes.

Note-se que a última grande prova da principal série de três que o Japão realiza anualmente nas distâncias olímpicas (Kobe, Wajima, Takahata) teve lugar precisamente em Kobe (20 km), em março último, com os resultados de grande nível que aqui divulgamos, constituindo o Japão, atualmente, um dos países no mundo que melhor e mais densamente trabalha ao nível técnico, tanto nas camadas jovens como no alto rendimento, cujos resultados desse trabalho, minuciosamente detalhado, estão bem espelhados nos grandes eventos mundiais.

Em Hyogo, na prova masculina, com a participação de 11 atletas (3 desclassificados), impôs-se claramente Yutaro Murayama (21 anos), o único a baixar da marca dos vinte e um minutos. Fez 20:21.09. O seu recorde pessoal é de 20:01.51, obtido na cidade japonesa de Kitami, em 17-07-2019, e nos 20 km deste ano, em Kobe, bateu o recorde pessoal nos 20 km com a marca de 1:20:49. Na segunda e terceira posições classificaram-se Yuhei Hattori, com 21:24.91 e Kota Takamatu, com 21:65.51.

Na prova feminina, também com 11 atletas alinhadas à partida, todas a chegarem ao fim, Minori Yabuta, de 18 anos de idade, venceu com o tempo de 22:49.24 (o seu recorde pessoal é de 22:10.10, de 2019), juntando-se ao pódio Miyu Ichimura, com 23:55.82, e Risa Ono, com 25:25.56.

Cabe aqui um agradecimento especial a Tomoya Ishii, um amigo e nosso colaborador habitual nas páginas de “O Marchador”, e para Takehiro Murayama, pai do atleta masculino que venceu a prova Hyogo, ambos fazendo-nos chegar informação muito detalhada sobre o evento.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, Yutaro Murayama (1998), 20:21.09
2.º, Yuhei Hattori (2002), 21:24.91
3.º, Kota Takamatu (2002), 21:54.61
4.º, Hayato Sawada (2000), 22:14.39
5.º, Kohei Kiyonaga (2003), 22:59.34
6.º, Yu Watanabe (1999), 23:46.41
7.º, Issa Ataka (2002), 24:27.38
Desclassificado: Hiroto Jusho (2000), Jyunpei Tsujimura (2002) e Kaisei Mochida (2003).

5.000 m femininos
1.ª, Minori Yabuta (2002), 22:49.24
2.ª, Miyu Ichimura (2002), 23:55.82
3.ª, Risa Ono (2003), 25:25.56
4.ª, Saori Nishimura (1998), 25:37.50
5.ª, Yura Akimoto (2002), 25:43.04
6.ª, Asuka Taniguchi (2000), 26:26.43
7.ª, Hinako Sugimura (2002), 26:28.88
8.ª, Maho Ogawa (2003), 26:54.75
9.ª, Kana Aoyama (2003), 27:10.49
10.ª, Haruka Nakamoto (2000), 27:51.37
11.ª, Miu Yamamoto (2003), 30:29.69

terça-feira, 14 de julho de 2020

Kuster em evidência no Meeting de Tahon, França

Em Thaon, partidas das provas de marcha e David Kuster.
Fotos: Emmanuel Tardi. Montagem: O Marchador
Em Thaon-les-Vosges, cidade francesa a 400 km de Paris, retomou-se a atividade no que diz respeito à marcha atlética com a disputa no domingo (12/7) de provas de 5.000 metros masculinos e 3.000 metros femininos no Meeting de Atletismo de Thaon «François Bernardin», evento organizado pelo E.S. Thaon Athlétisme.

Nos 5.000 metros masculinos esteve em particular evidência o jovem internacional David Kuster, do EFS Reims A., com um novo recorde pessoal de 19.32,11, registo que suplanta o seu melhor na distância em pista coberta (19.34,14 em Liévin-2018). O pódio ficou completo com atletas veteranos, Philippe Bibet, M50 do US Toul Athletisme, com 23.39,80, e David Durand-Pichard, M45 do Athletisme Metz Metropole, com 24.58,81.

Nos 3.000 metros femininos, impôs-se a representante do clube organizador, a sub-23 Laure Thiebaut, com 15.53,05, à frente das veteranas W50 Valerie Boban, do Avec - S/l Athle Vosges Pays, com 16.03,82, e Nathalie Chretien, do ES Thaon, com 16.43,12.

Colaboração: Emmanuel Tardi

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, David Kuster, 1999 (Efs Reims A.), 19.32,11
2.º, Philippe Bibet, 1967 (Us Toul Athletisme), 23.39,80
3.º, David Durand-Pichard, 1972 (Athletisme Metz Metropole), 24.58,81
4.º, Arthur Bonnomet, 2000 (Co Champagne AA), 26.42,14
5.º, Thierry Florentin, 1965 (Avec - S/l Athle Vosges Pays), 28.30,12
6.º, Gildas Gros, 1967 (Est - S/l Cis Anould), 29.11,58
7.º, Daniel Siegenfuhr, 1950 (Es Thaon), 29.11,66
8.º, Francis Tomaselli, 1959 (As Saint Remy Vittel), 31.04,79
Desistente: Philippe Weiler, 1968 (Athletisme Metz Metropole).

3.000 m femininos
1.ª, Laure Thiebaut, 1998 (Es Thaon), 15.53,05
2.ª, Valerie Boban, 1968 (Avec - S/l Athle Vosges Pays), 16.03,82
3.ª, Nathalie Chretien, 1966 (Es Thaon), 16.43,12
4.ª, Catherine Florentin, 1967 (Avec - S/l Athle Vosges Pays), 16.57,38
5.ª, Emma Klipfel, 2001 (Nam - S/l St Max Essey Club At), 17.42,35
6.ª, Edith Brochot, 1952 (Tarbes Pyrenees Athletisme), 18.40,98
7.ª, Yvette Siegenfuhr, 1954 (Es Thaon), 20.06,15

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Tóth e Czaková vencem na ronda inaugural do Campeonato de Clubes da Eslováquia

As provas de marcha na liga de clubes eslovaca e os vencedores, Matej Tóth (101)
e Mária Czaková (103). Fotos: Pavol Uhrin | https://www.fotosport.sk
Montagem: O Marchador
Integrados na 1.ª ronda do Campeonato Nacional da Liga eslovaca de Clubes (pista), que tiveram lugar no dia de ontem (12), na cidade de Dubnica nad Váhom, as provas de marcha realizaram-se nas habituais distâncias, neste tipo de evento, de 5.000 metros marcha para homens e de 3.000 metros marca para mulheres, sem qualquer distanciamento físico.

Na prova masculina, Matej Tóth, campeão olímpico dos 50 km marcha (Rio de Janeiro 2016) voltou à atividade competitiva após um longo interregno de 288 dias, desde os Mundiais de Doha, vencendo com o bom tempo de 19:54.58. Até a meio da prova teve a companhia de Miroslav Úradník e depois, isolando-se, ainda assim não abrandou o ritmo da prova que o fez baixar da marca dos vinte minutos.

Para Tóth foi ótimo voltar às competições num “excelente ambiente no estádio, num interessante despique com Uradnik e sentir aquela agradável sensação de voltar às vitórias após o triunfo em Dudince, em 2018”. Na segunda e terceira posições classificaram-se Uradnik, com 20:30.43, e Daniel Kovák, com 21:10.91.

Nos femininos, a experiente Mária Czaková venceu com uma vantagem muito confortável sobre as suas mais diretas competidoras, realizando a marca de 13:20.60, colocando-se nas outras posições de pódio Alzbeta Ragasová, com 14:12.06 (recorde pessoal), e Hana Burzalová, com 14:24.10. Czakova tem um recorde pessoal de 1:31:03 (2018) aos 20 km, e de 4:14:25 (2018) aos 50 km, tendo-se classificado nesta última distância em 6.º lugar nos últimos Europeus disputados em Berlim.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, Matej Tóth, 1983 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 19:54.58
2.º, Miroslav Úradník, 1996 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 20:30.43
3.º, Daniel Kováč, 2001 (ŠK ŠOG Nitra), 21:10.91
4.º, Patrik Nemčok, 2003 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 23:07.30
5.º, Tomáš Mencel, 2004 (AO TJ Slávia STU Bratislava), 23:21.65
6.º, Michal Duda, 2004 (ŠK BCF Dukla Banská Bystrica), 23:28.73
7.º, Adam Nosáľ, 2004 (Atletický klub ZTS Martin), 26:22.86

3.000 m femininos
1.ª, Mária Czaková, 1988 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 13:20.60
2.ª, Alžbeta Ragasová, 2002 (AK Spartak Dubnica nad Váhom), 14:12.06
3.ª, Hana Burzalová, 2000 (AK Spartak Dubnica nad Váhom), 14:24.10
4.ª, Karin Devaldová, 2003 (AK Slávia TU Košice), 14:30.66
5.ª, Stanislava Hakulinová, 2003 (AK Slávia TU Košice), 15:35.82
6.ª, Paulína Avenová, 2004 (ŠK ŠOG Nitra), 16:00.79
7 .ª, Alexandra Pastieriková, 1979 (ŠK ŠOG Nitra), 16:48.51 (MS)

domingo, 12 de julho de 2020

João Vieira e Ana Cabecinha vencem Marcha nos «Desafios de Verão» da FPA

João Vieira e Ana Cabecinha, «cabeças de cartaz» e vencedores do «Desafio».
Cartaz: FPA. Foto de Armando caiadas Photography e imagem
de vídeo FB da ADAL. Montagem: O Marchador
No encerramento dos «Desafios de Verão» da Federação Portuguesa de Atletismo e que abrangeram as várias disciplinas, a denominada «A Marcha é para Todos»,  destinada a atletas convidados, teve lugar ontem (11/7) em três pistas, no norte, em  Lousada, no centro, em Pombal, e no sul, em Faro.

Sem surpresa, os olímpicos Ana Cabecinha, do Clube Oriental de Pechão, em Faro, e João Vieira, do Sporting Clube de Portugal, em Pombal, foram, sem surpresa, os vencedores globais do «Desafio» na distância de 3.000 metros em sistema de contra-relógio (diferenças de 20 segundos nas partidas em cada género), registando as marcas de 11.33,61 e 12.48,47 respetivamente.

Nos masculinos, com um total de 10 atletas nos três locais, as segunda e terceira posições globais foram conseguidas por Pedro Dias (CO Pechão - Faro), com 13.20,12, e Manuel Marques (Individual - Lousada), com 13.58,49, enquanto nos femininos, com 12 atletas, iguais posições foram ocupadas por Edna Barros (CO Pechão - Faro), com 12.59,38, e Joana Pontes (Leiria MA - Pombal), com 13.36,65.

Classificação global - parcial (Lousada/Pombal/Faro)
3.000 m masculinos
1.º, João Vieira, 1976 (Sporting CP), 11.33,61 - 1.ª, Pombal
2.º, Pedro Dias, 2003 (CO Pechão), 13.20,12 - 1.ª, Faro
3.º, Manuel Marques, 1978 (Individual), 13.58,49 - 1.ª, Lousada
4.º, Paulo Cunha, 1969 (CCS João Madeira), 14.04,93 - 2.ª, Pombal
5.º, Guilherme Rodrigues, 2004 (Sporting CP), 14.09,55 - 3.ª, Pombal
6.º, Tiago Ramos, 2003 (CA Tunes), 14.23,59 - 2.ª, Faro
7.º, André Miranda, 1992 (AC Póvoa Varzim), 15.32,17 - 2.ª, Lousada
8.º, Guilherme Alves, 2003 (CA Tunes), 15.40,27 - 3.ª, Faro
9.º, Paulo Rigor, 1987 (CA Mazarefes), 16.32,17 - 3.ª, Lousada
Desclassificado: Afonso Roll, 1992 (Escola Movimento) - Lousada

3.000 m femininos
1.ª, Ana Cabecinha, 1984 (CO Pechão), 12.48,47 - 1.ª, Faro
2.ª, Edna Barros, 1996 (CO Pechão), 12.59,38 - 2.ª, Faro
3.ª, Joana Pontes, 2000 (Leiria MA), 13.36,65 - 1.ª, Pombal
4.ª, Vitória Oliveira, 1992 (SC Braga), 13.44,05 - 1.ª, Lousada
5.ª, Vera Santos, 1981 (Sporting CP), 14.00,13 - 2.ª, Pombal
6.ª, Mara Ribeiro, 1995 (SL Benfica), 14.26,24 - 3.ª, Pombal
7.ª, Maria Bernardo, 1999 (CO Pechão), 14.37,66 - 2.ª, Lousada
8.ª, Bruna Marques, 2002 (Individual), 14.51,99 - 3.ª, Lousada
9.ª, Sandra Silva, 1975 (Individual), 15.42,80 - 4.ª, Lousada
10.ª, Constança Silva, 2004 (GD Pedreiras), 16.37,2 - 4.ª, Pombal
11.ª, Mariana Patrão, 1992 (CA Mazarefes), 17.20,75 - 5.ª, Lousada
12.ª, Mariana Mestre, 2004 (CO Pechão), 17.54,75 - 3.ª, Faro

sábado, 11 de julho de 2020

Hyunsub Kim e Min-Jit Kim vencem nos 20 km da Coreia do Sul

A liderança da prova masculina, vencida por Hyunsub Kim (dorsal 724),
o segundo da direita. Foto: Federação de Atletismo da Coreia do Sul.
Montagem: O Marchador
No retorno da atividade do atletismo na Coreia do Sul após os tempos de pandemia devido ao Covid-19 que aquele país asiático, numa fase inicial terá dos mais bem-sucedidos na hora de conter a propagação do vírus, tiveram lugar em Yecheon, os Campeonatos Nacionais de Atletismo, marcados por muita chuva.

Os 20 km masculinos foram muitíssimo disputados do primeiro ao último quilómetro com os três primeiros a cruzarem a linha da meta distanciados de apenas três segundos. Foi mais feliz Hyunsub Kim, que venceu com o tempo de 1:29:02, completando o pódio Hyun Joo, com 1:29:03, e Min Kim, com 1:29:04.

Kim, de 35 anos de idade, é um dos melhores marchadores sul-coreanos de todos os tempos, com medalhas em grandes eventos internacionais de que se destaca claramente a conseguida nos Mundiais de Atletismo de 2011, em Daegu, no seu país natal, e cujo mérito lhe foi reconhecido anos depois (infelizmente, negando-lhe a possibilidade de subir ao pódio perante os seus compatriotas) após a descoberta do doping dos atletas russos e consequente desclassificação na prova dos 20 km.

Nos 20 km femininos impôs-se Min-Jit Kim (23 anos), que fez o tempo de 1:39:45, novo recorde pessoal, suplantando a sua anterior melhor marca que era de 1:40:12, realizada a 8 de outubro de 2019, em Seul. Na segunda e terceira posições classificaram-se Lee Seha, com 1:42:14, e Bo-Ram Lee, com 1:45:02.

Em provas para os mais jovens (sub-20), sobre 10 km, vitórias, nos masculinos (8 participantes), de Seongyoon Lee,com 43:25, e nos femininos (7 participantes), de Ka-eun Shin, com 51:01, marca que constitui recorde da competição.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Hyunsub Kim, 1.29.02
2.º, Hyun Myung Joo, 1.29.03
3.º, Min Kyu Kim, 1.29.04 - 1.º, C.Univ.
4.º, Byun Young-Jun, 1.33.45
5.º, Dongmin Lim, 1.34.58 - 2.º, C.Univ.
6.º, Nakhyun Kim, 1.35.47
7.º, Dong Young Kim, 1.36.26
8.º, Jinkyu Lee, 1.45.45 - 3.º, C.Univ.
Desistentes: Jonghyun Moon, C.Univ., e Yonghwan Kim.

20 km femininos
1.ª, Min-Jit Kim, 1.39.45
2.ª, Lee Seha, 1.42.14
3.ª, Bo-Ram Lee, 1.45.02
Desistentes: Na-Young Kwon e Sunhwa Lee.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Campeonatos Sub-20 da Bielorrússia, em Brest (resultados)

Os campeonatos sub-20 em Brest, Bielorrússia, em cima, Dana Marozava, Diana Kabalan
e Yana Zubkova, em baixo, Anton Bildiugo. Fotos: Federação de Atletismo da Bielorrússia.
Montagem: O Marchador
O Complexo Desportivo da cidade de Brest, na Bielorrússia, acolheu os Campeonatos Nacionais de Atletismo em Pista para a categoria de sub-20, com as provas de marcha de 10.000 metros masculinos e femininos a serem incluídas no primeiro dia do evento (7/7, 3.ª feira) e os 5.000 metros masculinos e femininos no segundo dia (8/7, 4.ª feira).

Nos masculinos, Anton Bildiugo, da região de Vitebsk, com larga superioridade, arrebatou os dois títulos nacionais em disputa, nos 10.000 metros com um novo recorde pessoal de 43.31,39, e nos 5.000 metros obtendo a marca de 21.20,50.

Nos femininos, Dana Marozava, da região de Minsk, impôs-se nos 10.000 metros, com 49.15,73, enquanto Yana Zubkova, de Brest/Minsk, irmã de Anna Zubkova que foi campeã da Europa sub-18 em Gyor-2018, vencia nos 5.000 metros, com 23.47,25.

Um nota curiosa para o facto do cargo de Director de Competição ter sido desempenhado pela antiga marchadora olímpica Olga Kardopoltseva, vice-campeã mundial (Atenas-1997) e europeia (Split-1990).

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações
1.º dia - 7/7
10.000 m masculinos
1.º, Anton Bildiugo, 2001 (Vitebskaya), 43.31,39
2.º, Andrey Samosiuk, 2002 (Brestskaya-Mogilevskaya), 48.23,86
3.º, Evgeniy Tiuev, 2002 (Minsk), 48.28,58
4.º, Maksim Dubina, 2001 (Brestskaya), 50.34,98

10.000 m femininos
1.ª, Dana Marozava, 2001 (Minskaya), 49.15,73
2.ª, Yana Zubkova, 2001 (Brestskaya-Minskaya), 49.40,31
3.ª, Diana Kabalan, 2002 (Minskaya), 56.35,51
4.ª, Elena Savastenia, 2001 (Minsk), 65.35,51

2.º dia - 8/7
5.000 m masculinos
1.º, Anton Bildiugo, 2001 (Vitebskaya), 21.20,50
2.º, Daniil Pukalo, 2001 (Vitebskaya), 22.30,41
3.º, Evgeniy Tiuev, 2002 (Minsk), 22.56,76
4.º, Andrey Samosiuk, 2002 (Brestskaya-Mogilevskaya), 23.36,86
5.º, Maksim Dubina, 2001 (Brestskaya), 23.38,78

5.000 m femininos
1.ª, Yana Zubkova, 2001 (Brestskaya-Minskaya), 23.47,25
2.ª, Diana Kabalan, 2002 (Minskaya), 27.27,63
3.ª, Elena Savastenia, 2001 (Minsk), 29.48,46
Desistente: Dana Marozava, 2001 (Minskaya).

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Meeting de Częstochowa, Polónia (resultados)

Jelonek, Fedaczynski e Tomala, participantes em Częstochowa.
Foto: Rafał Fedaczynski. Montagem: O Marchador
A pista do Estádio Miejski, em Częstochowa, cidade da Polónia na região da Silésia, foi palco do Meeting de Atletismo ŚZLA (4/7) cujo programa integrou uma prova de marcha masculina sobre 3.000 metros, com a participação de três atletas, todos olímpicos.

Dawid Tomala, em representação do AZS KU Politechniki Opolskiej Opole, foi o vencedor, com a marca de 11:50.76, ele que em janeiro deste ano obtivera 11:31.97 na pista coberta de Ostrava. O seu melhor registo na distância ao ar livre, 10:56.98, foi conseguido em Samorin no ano de 2018.

As posições imediatas foram ocupadas por Rafał Fedaczynski, um especialista de 50 km, do AZS UMCS Lublin, com 12:00.53, e Jakub Jelonek, do CKS Budowlani Częstochowa, com 12:17.81, atleta que na passada terça-feira (7/7) completou 35 anos de idade.

Colaboração: Kristina Saltanovic

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Pedro Martins foi ontem operado

Pedro Martins após a operação no Hospital Lusíadas Porto e em competição este
ano em Pombal. Fotos: Pedro Martins e ADAL. Montagem: O Marchador
O octocampeão nacional dos 50 km marcha, Pedro Martins, foi ontem operado ao Hallux Valgus, conhecido vulgarmente como “joanetes”, uma deformidade do pé e que consiste num desvio lateral do dedo grande do pé, associando-se com frequência a episódios de dor, por vezes muito incapacitantes, provocados pelo conflito de espaço entre o pé e o calçado.

Para Pedro Martins, que já sentia esse problema nos seus tempos de atleta de alta competição e que sempre optou por não se sujeitar a uma intervenção cirúrgica, dado o prolongado tempo de demora na recuperação, viu agora ser a ocasião de ser operado pois o processo degenerativo a isso se impunha. O Marchador deseja-lhe uma rápida e boa recuperação.

Enfermeiro de profissão, exercendo a atividade no Centro de Saúde de Celorico da Beira, no plano desportivo tem estado em plena atividade, agora, naturalmente, a um nível competitivo de menor exigência física, competindo desde há dois anos pelas cores da Associação Cultural Recreativa da Senhora do Desterro, clube que contou com o seu contributo para se sagrar campeão nacional da III Divisão (pista ao ar livre), em julho do ano passado, este ano optando pela cessação de toda a atividade do atletismo face aos tempos de incerteza devido ao Covid-19.

Pedro Martins participou em várias Taças da Europa e do Mundo de Marcha e em Campeonatos Europeus e Mundiais de Atletismo, sendo a sua distância de eleição os 50 km marcha, especialidade que o levou a representar o país em dois Jogos Olímpicos: Sydney 2000 e Atenas 2004. É treinador na área do meio-fundo e da marcha atlética, treinando uma dezena de atletas.

terça-feira, 7 de julho de 2020

O regresso à competição em Victoria, Austrália

Jemima Montag e Kyle Swan no Middle Park, em Victoria, Austrália.
Fotos: Terry Swan/Victorian Race Walking Club
Montagem: O Marchador
O regresso às competições de marcha atlética no estado australiano de Victoria aconteceu sábado passado (3/7) no Middle Park, abrindo a época de Inverno (de abril a setembro) sob condições de frio e com a aplicação de medidas restritivas e cuidados por força do COVID-19.

O programa contemplou provas para diversos escalões etários em diferentes distâncias, reunindo a participação de cerca de três dezenas de atletas após considerável ausência competitiva.

Na principal prova de 10 km, vitórias e bons registos dos internacionais Kyle Swan, nos masculinos, com 44:35, e Jemima Montag, nos femininos, com 45:58. As posições imediatas masculinas foram ocupadas pelos sub-20 Corey Dickson, com 50:57, e sub-18 Heath Beveridge, com com 51:49, enquanto nos femininos Madeleine Feain, com 56:32, retirava substancial fatia de quase 4 minutos ao seu recorde pessoal.

De entre os mais jovens, registe-se os desempenhos na prova de 1 km da sub-10 Ela Uzun, com 5:01, e na de 3 km, de Liam Hutchins, de 12 anos, com 15:16, ambos recordes pessoais.

Principais classificações
10 km femininos
1.ª, Jemima Montag (1998), 45:58
2.ª, Madeleine Feain (1998), 56:32

10 km masculinos
1.º, Kyle Swan (1999), 44:35
2.º, Corey Dickson (2002), 50:57
3.º, Heath Beveridge (2003), 51:49
4.º, Kevin Cassidy (1960), 53:26
5.º, Simon Evans (1960), 1:01:35

Fonte: Heel and Toe/Victorian Race Walking Club

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Jozef Pribilinec, no dia do seu aniversário

Jozef Pribilinec na atualidade, a caminho da vitória nos Jogos Olímpicos de Seul 1988
e com o seu treinador Juraj Bencík. Fotos: Ivan Čillík e ŠTARTFOTO/Slovak Athletic
Federation. Montagem: O Marchador
Hoje destacamos a figura do antigo campeão olímpico, Jozef Pribilinec, que comemora neste dia o seu 60.º aniversário, motivo pelo qual a equipa do blogue «O Marchador» envia-lhe os PARABÉNS.

Pribilinec que nasceu na Eslováquia, então integrada na antiga Checoslováquia, ganhou a medalha de ouro na prova dos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, com um novo recorde olímpico. A 23 de setembro desse ano, quem assistia, presencialmente ou pela televisão, à entrada na pista para percorrerem os metros finais da prova, os primeiros atletas, não pôde deixar de assistir a um grande e emocionante espetáculo com o marchador eslovaco surgindo na dianteira, a poucos metros do alemão Ronald Weigel, e a expressão da sua enorme alegria a cruzar a linha de meta, braços levantados, mãos no rosto.

O atleta eslovaco, que tem o seu nome gravado no Hall of Fame, é considerado um dos maiores desportistas da história do país, um dos dois atletas que conquistaram a medalha de ouro em Jogos Olímpicos, sendo que o outro é o também marchador Matej Tóth, que ganhou o ouro nos 50 km dos Jogos do Rio de Janeiro e que já o referiu por diversas vezes que a sua carreira na marcha foi inspirada por Priblinec, fator de grande motivação onde se inclui, repetidas vezes, a visualização do filme da prova de Seul.

Um nome ligado ao sucesso de Pribilinec é o do seu treinador Juraj Bencík, que sempre o acompanhou na carreira e que o conhecia muito bem, com ele traçando os caminhos, por vezes árduos e cheios de espinhos, para as suas memoráveis vitórias. Segredos? O antigo atleta entende que o talento e o trabalho intensivo, por si só não chegam, mas há que ter a seu lado um bom psicólogo e possuir uma forte mentalidade pode fazer toda a diferença.

Outros momentos marcantes na recheada vida desportiva de Pribilinec foi a primeira medalha de ouro nos Europeus Sub-20, em 1979, e os triunfos nos 20 km marcha da Taça do Mundo de Marcha, em Bergen (1983), momento em que bateu o recorde do mundo, ano em que pudemos presenciar ao vivo o fantástico despique com Marín no famoso Grande Prémio de L’Hospitalet, e nos Europeus de Atletismo, em Estugarda (1986).

E que faz o campeão eslovaco nos dias de hoje? Ele não nega que gostaria de treinar atletas já feitos levando-os a posições de destaque nos grandes eventos mundiais, mas, por outro lado, prefere dedicar-se agora à família, aos filhos, fruto do seu segundo casamento. Nos seus tempos de atleta, sempre em viagens para estágios e provas, raramente tivera a oportunidade de acompanhar os seus filhos nos momentos lúdicos. Agora, Nikolas, o seu filho de 10 anos de idade, parece estar a seguir os passos do pai participando em provas de marcha atlética. “É rápido e tecnicamente muito bom”, assim o definiu, Pribilinec, um pai baboso.

Fonte: Federação de Atletismo da Eslováquia

domingo, 5 de julho de 2020

Erfurt atribui nome de Hartwig Gauder a recinto de pista coberta

Fotos: Dirk Gantenberg/DLV e Geher-Team. Montagem: O Marchador
A autarquia de Erfurt, capital do estado alemão da Turíngia, decidiu renomear a Pista Coberta da cidade, instalada no Complexo Desportivo do Estádio de Erfurt, com o nome de «Hartwig Gauder», em honra e memória do marchador e campeão olímpico dos 50 km em Moscovo-1980, e campeão mundial em Roma-1987, falecido em abril passado aos 65 anos de idade.

A proposta, submetida e aprovada em Conselho Municipal esta quinta-feira (3/7), foi justificada pelo Presidente da Câmara, Andreas Bausewein, como uma oportunidade para os inúmeros moradores de Erfurt, e interessados no desporto, se lembrarem de Hartwig Gauder, figura carismática não só como atleta, mas também como pessoa. Em breve, o hall de entrada do recinto disporá de informação sobre a vida e obra do malogrado atleta que representou o clube local, SC Turbine Erfurt.

Relembramos as peças no blogue «O Marchador» em que homenageámos Hartwig Gauder [aqui] e a notícia do seu falecimento [aqui].

sábado, 4 de julho de 2020

Campeonatos Jovens de Atletismo da Bielorrússia, em Grodno (resultados)

Os vencedores Alesya Savonevskaya (dorsal 51) e Evgeniy Kolyada (70), e o início
de uma das provas femininas. Fotos: Federação de Atletismo da Bielorrússia
Montagem: O Marchador
A pista do Estádio «Nyoman» em Grodno, na Bielorrússia, recebeu em 1 e 2 de julho os Campeonatos Nacionais de Atletismo para Jovens sub-16 (nascidos em 2005 e 2006), com o programa de provas a contemplar a marcha atlética nos dois dias, no primeiro, os 5.000 metros masculinos e 3.000 metros femininos, e no segundo, o 3.000 metros masculinos e 2.000 metros femininos.

Evgeniy Kolyada, nos masculinos, irmão mais novo do internacional Nikita, e Alesya Savonevskaya, em femininos, ambos em representação da região de Brest, foram vencedores nos dois dias de provas e com recordes pessoais, ele obtendo 25.07,17 (5.000 m) e 14.01,35 (3.000 m), e ela registando 14.16,19 (3.000 m) e 9.10,83 (2.000 m).

Os pódios masculinos ficaram completos, com Arseniy Kotov, da região de Mogilev (25.11,89/14.37,27) e Vladislav Olesyuk, da região de Brest (25.12,24/14.42,53). Já nos femininos houve alterações nas segunda e terceira posições, no primeiro dia, com Polina Ostapuk, da região de Brest (14.34,71), e Ksenia Lobach, da região de Grodno (14.48,84), e no segundo, com Ksenia Lobach (9.26,54) e Violetta Shepot, da região de Vitebsk (9.28,77).

Na classificação coletiva dos campeonatos por regiões, Brest venceu, com 255 pontos, o que já vem acontecendo desde 2015, sendo seguida de Grodno, com 244, e de Vitebsk, com 220. Foram 7 as regiões participantes.

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações
1.º dia - 1/7
5.000 m masculinos sub-16
1.º, Evgeniy Kolyada, 2005 (Brestskaya), 25.07,17
2.º, Arseniy Kotov, 2006 (Mogilevskaya), 25.11,89
3.º, Vladislav Olesyuk, 2006 (Brestskaya), 25.12,24
4.º, Denis Gorelik, 2005 (Grodnenskaya), 26.01,07
5.º, Kirill Chomichenok, 2006 (Vitebskaya), 26.18,34
6.º, Evgeniy Kovalev, 2006 (Mogilevskaya), 26.20,03
7.º, Dmitriy Bazulin, 2006 (Minskaya), 26.49,38
8.º, Aleksandr Kalinin, 2006 (Gomelskaya), 27.26,42
9.º, Sviatoslav Gushczin, 2006 (Gomelskaya), 29.23,81
10.º, Artem Archangelskiy, 2006 (Minskaya), 31.00,55

3.000 m femininos sub-16
1.ª, Alesya Savonevskaya, 2005 (Brestskaya), 14.16,19
2.ª, Polina Ostapuk, 2005 (Brestskaya), 14.34,71
3.ª, Ksenia Lobach, 2006 (Grodnenskaya), 14.48,84
4.ª, Vladislava Olesiuk, 2006 (Brestskaya), 14.52,76
5.ª, Violetta Shepot, 2007 (Vitebskaya), 15.06,01
6.ª, Varvara Konchik, 2005 (Grodnenskaya), 15.21,81
7.ª, Angelina Presnova, 2006 (Mogilevskaya), 15.51,28
8.ª, Maria Abaturova, 2006 (Brestskaya), 17.51,15

2.º dia - 2/7
3.000 m masculinos sub-16
1.º, Evgeniy Kolyada, 2005 (Brestskaya), 14.01,35
2.º, Arseniy Kotov, 2006 (Mogilevskaya), 14.37,27
3.º, Vladislav Olesyuk, 2006 (Brestskaya), 14.42,53
4.º, Denis Gorelik, 2005 (Grodnenskaya), 14.49,21
5.º, Kirill Chomichenok, 2006 (Vitebskaya), 14.53,85
6.º, Evgeniy Kovalev, 2006 (Mogilevskaya), 15.16,75
7.º, Dmitriy Bazulin, 2006 (Minskaya), 15.47,13
8.º, Aleksandr Kalinin, 2006 (Gomelskaya), 16.17,88
9.º, Sviatoslav Gushczin, 2006 (Gomelskaya), 17.02,06
10.º, Artem Archangelskiy, 2006 (Minskaya), 17.32,95

2.000 m femininos sub-16
1.ª, Alesya Savonevskaya, 2005 (Brestskaya), 9.10,83
2.ª, Ksenia Lobach, 2006 (Grodnenskaya), 9.26,54
3.ª, Violetta Shepot, 2007 (Vitebskaya), 9.28,77
4.ª, Polina Ostapuk, 2005 (Brestskaya), 9.34,27
5.ª, Vladislava Olesiuk, 2006 (Brestskaya), 9.42,50
6.ª, Varvara Konchik, 2005 (Grodnenskaya), 9.52,92
7.ª, Angelina Presnova, 2006 (Mogilevskaya), 10.16,83
8.ª, Maria Abaturova, 2006 (Brestskaya), 11.18,04

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Confirmada suspensão de 4 anos para Guadalupe González

Guadalupe González. Foto: Octavio Gómez/Proceso
O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) confirmou esta quinta-feira (2/7) o castigo de quatro anos aplicado em maio de 2019 pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) da World Athletics à vice-campeã olímpica nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, a mexicana María Guadalupe González Romero (Lupita González), devido a um controlo de dopagem positivo pelo esteróide anabolizante trembolona, em novembro de 2018.

A referida suspensão iniciou-se em 16 de novembro de 2018, com a anulação dos resultados obtidos em 2018, no período de 17 de outubro a 16 de novembro.

A atleta, que tinha recorrido para o TAS quando da decisão de suspensão inicial, alegando a ingestão de carne contaminada, uma situação não provada, viria a admitir ter faltado à verdade, pedindo desculpa por isso, quando ouvida em primeira instância, num processo que envolveu documentos falsos e cujo desfecho final ficou agora conhecido.

O Portal de Notícias «Proceso», da Cidade do México, em artigo sobre a matéria de autoria de Beatriz Pereyra, apresenta a Sentença do TAS [aqui].

Sugere-se ainda a leitura de uma outra peça publicada no mesmo portal em meados de junho, e da mesma autora, denominada «Lupita González, atrapada entre mentiras» [aqui].

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Ivan Pushkin celebrou 90 anos

Ivan Pushkin. Fotos: Emmanuel Tardi e Fakty
Montagem: O Marchador
Ivan Alekseevich Pushkin, marchador ucraniano master, completou 90 anos de idade no passado dia 30 de junho.

Ivan tem um curioso percurso na marcha atlética, disciplina que iniciou a prática apenas aos 81 anos. Foi graças à filha Victoria que, vendo o pai, reformado de uma longa carreira militar e aborrecido em casa, ouviu na rádio existirem treinos da marcha para todas as idades no parque de Kiev.

Primeiro, levado pela curiosidade e vontade de conviver, Ivan integrou-se num grupo e começou a aprender a marchar. Decorrido um mês participava na sua primeira prova e depois foi sempre a ganhar o gosto. Seguiu-se a participação em vários eventos nacionais e internacionais masters, nestes em Campeonatos do Mundo e da Europa, onde completou todas as distâncias das provas, mesmo a mais longa de 30 km, e sempre a conquistar medalhas.

Das provas mais difíceis que disputou destaca o Campeonato do Mundo em Porto Alegre, no Brasil, onde participou nos 5, 10 e 20 quilómetros, esta última distância debaixo de chuva torrencial, tendo sido o único atleta da sua faixa etária a terminar a prova. Acumulou nesses campeonatos três medalhas de ouro para Ucrânia.

Em 2018 foi eleito pela EMA - European Masters Athletics como o melhor atleta do ano na disciplina da marcha atlética por ter ganho todas as provas de âmbito europeu e mundial na categoria M85, sendo ainda recordista do mundo dos 10 km com marca de 1.13.52, obtida em Lyon, França, em 2015 .

Ao longo da sua curta carreira para idade participou em 20 Campeonatos do Mundo e da Europa, com uma coleção de 39 medalhas: 29 de ouro, 8 de prata e 2 de bronze.

Поздоровлення від чистого серця, Ivan!

Colaboração: Kristina Saltanovic

quarta-feira, 1 de julho de 2020

No aniversário de Jefferson Pérez

Jefferson Pérez. Foto: Manuel Quizhpe/EL COMERCIO. Caricatura: La Mula
Montagem: O Marchador
Jefferson Pérez nasceu em Cuenca, no Equador, no dia 1 de julho de 1974, completando no dia de hoje 46 anos de idade, motivo pelo qual a equipa deste blogue saúda-o, enviando-lhe os PARABÉNS!

Considerado um dos melhores tecnicistas do mundo na marcha, senão o melhor, Jeferson Pérez iniciou-se na prática da especialidade aos 12 anos de idade, na sua terra natal, localizada a cerca de 2600 metros acima do nível do mar, inspirado nos feitos do seu compatriota Rolando Vera que na década de 80 era o melhor fundista sul-americano.

Em 1989, com apenas 14 anos de idade, foi campeão sul-americano no escalão Sub-20 e no ano seguinte surpreendeu com o terceiro lugar do pódio nos Campeonatos Mundiais Sub-20 que tiveram lugar em Plovdiv, na Bulgária, alcançando em 1992, em Seul, na Coreia do Sul, o título mundial na categoria.

Com vários títulos mundiais no seu currículo, foi nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, que alcançou a glória vencendo os 20 km marcha e tornando-se o mais jovem atleta (22 anos) a sagrar-se campeão olímpico, feito único na história do desporto equatoriano. Ao chegar ao seu país cumpriu a promessa de fazer uma caminhada de 459 quilómetros, entre Quito, capital do país e Cuenca, atravessando localidades situadas entre os 2.500 metros e os 4.800 metros de altitude.

Formado em Administração de Empresas e Engenharia, Jefferson Pérez, Herói Nacional do Equador, dá o seu nome a dezenas de escolas, ruas, avenidas e instalações desportivas do país. Lembrando às gerações de jovens do seu país o dia da conquista da medalha de ouro em Atlanta, o Governo do seu país celebra a 26 de julho de cada ano, o Dia do Desporto Equatoriano.

Muchas felicidades, Jefferson!