segunda-feira, 14 de março de 2022

Raquel Pimentel e André Miranda vencem na Zona Norte. Brasileiro Lucas Mazzo é primeiro na meta

Os campeões absolutos da Zona Norte, André Miranda e Raquel Pimentel (na liderança),
Sandra Silva e Lucas Mazzo. Fotos: fb André Miranda, Luís Cunha e Sandra Silva.
Montagem: O Marchador

Nas provas de 10 km absolutas disputadas no domingo (13/3) em Alfena dos Campeonatos de Marcha em Estrada da Zona Norte e ainda do distrito de Aveiro, os principais títulos foram conquistados pelos representantes do Maia Atlético Clube, através de Raquel Pimentel, nos femininos, e do Atlético Clube da Póvoa de Varzim, por André Miranda, nos masculinos, enquanto o primeiro atleta a cortar a meta foi o brasileiro Lucas Mazzo, olímpico (Tóquio), a participar extra-competição.

Nos 10 km masculinos (sub-20, sub-23 e seniores), Lucas Mazzo registou a marca de 44:03, sendo que no decorrer da prova cumpriu 60 segundos de penalização por acumulação de faltas técnicas. Luís Gil do GD Estreito (extra), foi o segundo classificado da geral, com 50.28, seguindo-se os vencedores, da zona norte, o sénior André Miranda, do ACPV (Porto), com 55:13, e de Aveiro, o sub-20 André Pereira, da ADCCJC, com 1:01:03.

Nos 10 km femininos (sub-20, sub-23 e seniores), a sub-23 Raquel Pimentel obteve 52:22, à frente da veterana W45 (a competir como sénior), Sandra Silva, do ACPV, com 52:48, ambos do distrito do Porto. Juliana Galvão, atleta sub-23, da ACDAV (V.Castelo), com 53:05 foi a terceira da Zona Norte, e na quarta posição da geral entrou a aveirense da ADCCJC, a sub-20, Carina Ferreira, com 53:52.

Nos veteranos, os vencedores absolutos foram António Pereira (M45, ACPV), que cumpriu os 5 km em 26:23, e Marisa Pereira (W40, CDP), a obter 16:10 nos 3 km.

A classificação coletiva da Zona Norte (sub-20, seniores e veteranos), ditou como vencedores, o Atlético Clube Alfenense, em masculinos, e o Clube de Futebol de Oliveira do Douro, em femininos.

Nos escalões mais jovens, vitórias nos sub-18 (5 km) de Rodrigo Araújo (AMONT, Braga), com 24:50, e Samanta Zueva (CSGAIA, Porto), com 26:10, nos sub-16 (4 km) de Leandro Silva (ACDSJS, Porto), com expressivos 18:58, e Ana Zueva (CSGAIA, Porto), com 24:36, e nos sub-14 (3 km), de Gonçalo Silva (ADCCJC, Aveiro ), com 21:04, e Francisca Fernandes (CFOD, Porto), com 20:56. Salvador Silva (RUNRIVER), com 6:55, e Beatriz Esmeriz (BFC), com 6:07, triunfaram nos sub-12 (benjamins B).

Principais classificações
10 km masculinos - geral
1.º, Lucas Mazzo, sénior (Brasil), 44:03 z.p. - extra
2.º, Luís Gil, M45 (GDE), 50:28 - extra
3.º, André Miranda, sénior (ACPV), 55:13
4.º, André Pereira, sub-20 (ADCCJC), 1:01:03

10 km femininos - geral
1.ª, Raquel Pimentel, sub-23 (MAC), 52:22
2.ª, Sandra Silva, W45 (ACPV), 52:48
3.ª, Juliana Galvão, sub-23 (ACDAV), 53:05
4.ª, Carina Ferreira, sub-20 (ADCCJC), 53:52
5.ª, Beatriz Gonçalves, sub-20 (GRECAS), 54:52
6.ª, Marta Freitas, sub-20 (CFOD), 57:52
7.ª, Mariana Serrão, sub-20 (GRECAS), 59:07
8.ª, Sandra Campos, W40 (ACPV), 59:23
9.ª, Júlia Sousa, W50 (EAT), 59:33
10.ª, Ana Cruz, sénior (EAT), 1:00:22
11.ª, Carolina Neto, sub-20 (GCVR), 1:02:47
Desistente: Mariana Patrão, sénior (CAM-VC).

Consulte os resultados completos, aqui.

domingo, 13 de março de 2022

EMACNS Grosseto 2022 - faltam 60 dias

Imagens: Organização Local - Grosseto 2022. Montagem: O Marchador

Quando faltam apenas 60 dias para que a cidade italiana de Grosseto, na Maremma Toscana, receba a 18.ª edição dos Campeonatos da Europa de Veteranos de Estrada (EMACNS), com provas de Marcha Atlética, Marcha Nórdica e Corrida destinadas a atletas com 35 anos ou mais anos de idade (por grupos etários a cada cinco anos), vimos lembrar que o processo de inscrições, já aberto desde 25 de janeiro passado, termina a 25 de abril próximo (às 23:59 horas), no link [aqui].

De notar que os campeonatos se destinam a atletas de países europeus (excluindo-se os da Rússia e Bielorrússia), podendo-se inscrever atletas de países de outros continentes que naturalmente não terão direito aos títulos em disputa.

Com a Cerimónia de Abertura a realizar-se no dia 12/5 (Centro Desportivo Via Mercurio), a Marcha Atlética terá provas no Parque Sandro Pertini, de 10 km para masculinos e femininos na manhã do dia 13/5, e de 30 km masculinos e 20 km femininos na tarde do dia 15/5, ainda sem horários detalhados.

Para mais informações, o «site» da organização local do evento pode ser consultado aqui.

sábado, 12 de março de 2022

Campeonatos do Norte e Regionais de Marcha (estrada), este domingo, em Alfena

Imagem de vídeo da AA Porto. Montagem: O Marchador

A cidade de Alfena, no concelho de Valongo, vai ser palco neste domingo dos segundos Campeonatos de Marcha em Estrada da Zona Norte que incluem, além do distrito do Porto, os de Braga, Bragança, Viana do Castelo e Vila Real, juntando-se Aveiro, sendo atribuídos títulos regionais individuais e coletivos, numa organização da Associação de Atletismo do Porto e que conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Alfena e do Atlético Clube Alfenense.

O evento vai ter lugar na Rua Caulino, sita no Parque Industrial de Alfena, num circuito com piso asfaltado, cujo perímetro é de 1.000 metros e com certificação conferida por medidor internacional, destinando-se a atletas de todos os escalões etários e para o qual a organização conta com a participação de uma delegação espanhola da zona da Galiza.

As competições terão início às 9:30 horas, com a realização da prova de 10 km (juniores e seniores masculinos e femininos), 5 km (juvenis) e de 3 e 5 km (veteranos, o setor feminino na distância mais pequena). A série seguinte de partidas, hora e meia depois, inclui a prova mista de 4 km para iniciados. Pelas 12:00 horas será a vez de partirem os atletas infantis para os 3 km. O último tiro está marcado para as 12:30 horas, na distância de 1 km, prova destinada aos benjamins A e B.

A região do Porto é um grande baluarte da marcha atlética no nosso país e um dos distritos que tem fornecido um número significativo de especialistas às seleções nacionais em Europeus e Mundiais de Seleções de Marcha (pelo menos, num tempo em que, de facto, eram seleções completas) e que já viu três dos seus naturais participarem em Jogos Olímpicos, através de José Magalhães, presente em Barcelona’1992 e Atlanta’1996, António Pereira e Augusto Cardoso, ambos em Pequim’2008.

O Atlético Clube Alfenense foi mesmo um dos clubes pioneiros da disciplina no distrito, nascida na região em 1983 e nomes como os históricos dirigentes Fernando Ribeiro, José Luís Ribeiro e José de Pinho Teixeira, com o suporte do Clube Atlântico da Madalena, além do próprio José Magalhães, atualmente na vice-presidência da AA Porto, contribuíram notavelmente para a promoção e consolidação da atividade na zona nortenha do país.

Mas, aqui, não podemos deixar de referir, igualmente, a propósito da realização em Alfena dos Campeonatos de Aveiro, o nome de Saúl Fernandes, que foi o grande dinamizador da marcha atlética na região aveirense e, particularmente, na cidade de Lourosa, e uma das 16 personalidades distinguidas e homenageadas na sessão solene comemorativa dos 25 anos da Marcha Atlética em Portugal, cerimónia que teve lugar a 31 de outubro de 1999, em Santa Maria da Feira, levada a efeito pela Federação Portuguesa de Atletismo (Setor de Marcha) e pelo Município de Santa Maria da Feira.

A lista de inscritos por prova pode ser consultada, aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Campeonatos de Pista Coberta da Irlanda - 2022 (resultados)

Kate Veale e David Kenny. Imagens: Athletics Ireland TV
Montagem: O Marchador

Com as provas de marcha a abrirem os Campeonatos da Irlanda de Pista Coberta disputados (26-27/2) na Arena de Abbotstown, em Dublin, os títulos nacionais foram conquistados por David Kenny, do Farranfore Maine Valley A.C., nos masculinos, e Kate Veale, do West Waterford A.C., com 13:32.04, nos femininos.

O jovem olímpico David Kenny, de 23 anos, venceu com autoridade obtendo um recorde pessoal de 19:36.38, ele que aponta objectivos para os 20 km do Meeting Internacional de Podebrady, em 2 de abril próximo, na expetativa de qualificação para os mundiais de Eugene. O também olímpico Brendan Boyce, do Finn Valley A.C., em preparação para os 35 km de Muscat, em Omã (onde viria a ser 26.º com 2:44:25), foi o segundo classificado, com 21:05.24, e Joe Mooney, do Adamstown A.C., o terceiro, com 21:32.10 (recorde pessoal).

Kate Veale, atleta que se sagrou campeã mundial quando sub-18 (Lille-2011), obteve o 16.º título nacional da sua carreira como sénior, com 13:32.04, referindo que os 35 km constitui o principal objetivo para a presente temporada. O pódio feminino ficou completo com as sub-20 Ruth Monaghan, do Sligo A.C., com 15:51.98, e Doireann Ní Icí, do West Waterford A.C., com 16:13.00.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, David Kenny (Farranfore Maine Valley A.C.), 19:36.38
2.º, Brendan Boyce (Finn Valley A.C.), 21:05.24
3.º, Joe Mooney (Adamstown A.C.), 21:32.10
4.º, Adam Mc Inerney (Celbridge A.C.), 23:43.87
5.º, Colm Walsh (Mullingar Harriers A.C.), 26:26.79

3.000 m femininos
1.ª, Kate Veale (West Waterford A.C.), 13:32.04
2.ª, Ruth Monaghan (Sligo A.C.), 15:51.98
3.ª, Doireann Ní Icí (West Waterford A.C.), 16:13.00
4.ª, Ciara Wilson Bowen (Dundrum South Dublin A.C.), 16:45.46
5.ª, Eva Delahunt (Sligo A.C.), 16:46.24
Desclassificada: Tracey Malone (St. Joseph's A.C.).

quinta-feira, 10 de março de 2022

Equador na elite da marcha atlética mundial

Glenda Morejón e as equipas feminina de 35 km e masculina de 20 km, vitoriosos
no Campeonato Mundial de Seleções de Marcha Atlética em Mascate, Omã.
Fotos: World Athletics, Emmanuel Tardi e fb Patricio Ortega.
Montagem: O Marchador

Foi notável o desempenho do Equador no Campeonato Mundial de Seleções de Marcha Atlética, que muito recentemente se disputou em Omã, ao conquistar as medalhas de ouro na prova individual feminina dos 35 km, através de Glenda Morejón, no seu primeiro grande título enquanto sénior, e as medalhas de ouro coletivas nas provas de 35 km femininos e de 20 km masculinos.

Morejón, na chegada ao seu país, em conferência de imprensa, ainda no aeroporto, dedicou a medalha de ouro aos seus pais, que a esperavam, Luis Morejón e Carmen Quiñónez, e ao seu país, por todo o apoio que recebeu, realçando que a prova vitoriosa de Omã – um sonho concretizado, fez dela uma “desportista mais madura, desportiva e emocionalmente” e que vai continuar a apostar preferencialmente nos 20 km, continuando a trabalhar com o seu treinador, Julio Chuqui, em Cuenca.

Como salientou, e bem, Manuel Bravo, presidente da Federação Equatoriana de Atletismo (FEA), em declarações proferidas à agência noticiosa EFE, foram feitos históricos para o Equador e para a América Latina, igualmente de grande relevo para a história da disciplina no Mundial de Seleções, antes com a designação de Taça do Mundo. Bravo sintetizou no caráter, na vontade e na técnica dos atletas equatorianos, a chave do êxito ao destacar o grande momento da marcha atlética do país no contexto mundial, e que aproveitou para agradecer todo o apoio concedido pelas autoridades desportivas.

De facto, foi fundamental para o êxito conseguido, atentas as condições atmosféricas que se faziam sentir em Omã e à diferença horária, que a chegada a Mascate da delegação equatoriana ocorresse com alguns dias de antecedência ao contrário, por exemplo, da minúscula delegação portuguesa, chegada apenas na véspera da prova, com os óbvios e previsíveis (menores) desempenhos conhecidos.

É interessante verificar que, inicialmente, havia a ideia de Morejón participar nos 20 km, mas a federação equatoriana, porque apenas dispunham de dois atletas na distância, num apelo ao coletivo, convenceu Julio Chuqui e a atleta a lançar-se nos 35 km, catapultando a seleção nacional para um tremendo êxito e para a inédita façanha concretizada num evento desta ordem de grandeza ao ter todas as suas cinco atletas classificadas nos 10 primeiros lugares: Paola Pérez (5.ª), Magaly Bonilla (6.ª), Karla Jaramillo (7.ª) e Johana Ordóñez (9.ª).

Na prova dos 20 km masculinos, foi grande a surpresa pelo título coletivo conquistado pelo Equador, que ficará registado a letras de ouro nos anais do Mundial de Marcha. Tradicionalmente muito fortes, as seleções do Japão, principalmente esta, e a da China, que só à sua conta incluem 12 atletas seus nos 20 melhores do corrente ano, viram-se surpreendidas pelos marchadores equatorianos, com a decisiva prestação de Daniel Pintado (4º) e os igualmente muito bons desempenhos de Jordi Jiménez (9.º) e de David Hurtado (12º).

Que nos recordamos, o êxito da seleção equatoriana em Taças/Mundiais de Seleções de Marcha só é comparável, na América Latina, ao período dourado da marcha atlética mexicana, conduzida por esse outro grande senhor que foi Jersy Hausleber (polaco naturalizado mexicano), isto, nos anos setenta a noventa do século passado.

Numa seleção que incluiu na sua delegação a presença de treinadores, fisioterapeutas e psicólogos, os atletas equatorianos, no seu conjunto, demonstraram porque são, hoje em dia, dos melhores do mundo, honrando as prestações daquele que é considerado o melhor entre os melhores – o seu compatriota e campeão olímpico, Jefferson Pérez, e a memória de um dos grandes pioneiros da marcha atlética equatoriana e que foi o primeiro treinador de Jefferson, o Luis Chocho, falecido a 17 de fevereiro de 2021.

Para Manuel Bravo, o trabalho vai prosseguir com todo o afinco e com o objetivo final, neste ciclo olímpico de menor duração, apontado para aos Jogos de Paris’2024, quando restam pouco menos de 56 semanas para o seu início. As perspectivas no imediato são bastante animadoras e demonstram o nível qualitativo e quantitativo que a marcha atlética equatoriana atingiu, com todos os seus 12 melhores atletas, nas quatro distâncias da disciplina nos Mundiais de Oregon, muito bem colocados para representarem o seu país neste evento, 9 deles já com as exigentes marcas mínimas conseguidas e que foram fixadas pela World Athletics.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Campeonatos da Nova Zelândia «Jennian Homes» 2022 (resultados)

Os atletas das provas de marcha do 1.º dia dos campeonatos neozelandeses em Hastings.
Fotos: Alisha Lovrich, IG RaceWalkingNZ e Sky Sport Next.
Montagem: O Marchador

O Mitre 10 Park em Hastings, Hawke’ Bay, foi palco dos Campeonatos de Atletismo da Nova Zelândia «Jenian Homes» em pista ao ar livre com provas de marcha para os escalões etários sub-18, sub-20 e seniores, sobre diferentes distâncias, no período de 3 a 5 de março.

No dia 3 (5.ª feira), com o céu encoberto e o tempo fresco, os 3.000 metros masculinos abriram os campeonatos, com evidente domínio e título nacional sub-18 para Jonah Cropp, de Canterbury, 13:50.57. O título de seniores foi obtido por Jamie Shaw (Tasman), com 14:49.72, terceiro da geral, atrás de outro atleta do escalão sub-18, Toby O'Rorke (Taranaki), com 14:42.60.

Nos 3.000 metros femininos, a sénior Courtney Ruske, de Canterbury, venceu com 13:50.43, depois de assumir o comando da prova em fase mais adiantada, até aí liderada pela sua colega de equipa e também sénior, Laura Langley (Canterbury), segunda classificada. Com 14:04.21. Na terceira posição da geral e primeira sub-18 entrou a campeã sub-18, Molly O'Reilly (Canterbury), com 16:18.25. Antonia Martin (Auckland), com 16:55.30, obteve o título sub-20.

Dois dias depois (5, sábado), já com sol e calor, foi a vez das provas 5.000 metros para atletas sub-20 e de 10.000 metros para sub-20 e seniores. O sub-18 Jonah Cropp voltou a triunfar, agora com 23:27.83 nos 5.000 metros masculinos (recorde pessoal), enquanto nos femininos, Alana Mathews, de Auckland, chegou ao título nacional na distância, com 29:43.56.

Nos 10.000 metros, sem títulos atribuídos nos masculinos, o título sénior feminino foi de novo conquistado por Courtney Ruske, com 52:01.69, que a cerca de 250 metros do final ultrapassou a sua colega Laura Langley, que imprimiu o ritmo durante 24 voltas e que foi segunda classificada, com 52:18.47. Antonia Martin, terceira da geral, com 1:00:40.35, acumulou mais um título sub-20.

Classificações
Dia 3/3
3.000 m masculinos - geral/escalão
1.º, Jonah Cropp, 2005 (Canterbury), 13:50.57 - 1.º, sub-18
2.º, Toby O'Rorke, 2006 (Taranaki), 14:42.60 - 2.º, sub-18
3.º, Jamie Shaw, 1998 (Tasman), 14:49.72 - 1.º, sénior
4.º, Quinn Gardiner-Hall, 2006 (Auckland), 15:13.92 - 3.º, sub-18
5.º, Ari Bennett, 2007 (Manawatu Wanganui), 16:20.81 - 4.º, sub-18
6.º, Richie Trathen, 2007 (Auckland), 16:39.13 adic. 30 seg. - 5.º, sub-18

3.000 m femininos - geral/escalão
1.ª, Courtney Ruske, 1994 (Canterbury), 13:50.43 - 1.ª, sénior
2.ª, Laura Langley, 1997 (Canterbury), 14:04.21 - 2.ª, sénior
3.ª, Molly O'Reilly, 2007 (Canterbury), 16:18.25 - 1.ª, sub-18
4.ª, Alana Mathews, 2005 (Auckland), 16:51.85 - 2.ª, sub-18
5.ª, Antonia Martin, 2003 (Auckland), 16:55.30 - 1.ª, sub-20
6.ª, Sarah Du Toit, 2006 (Wellington), 20:13.66 - 3.ª, sub-18
Desclassificada: Corinne Smith, 1966 (Athletics Whangarei) - sénior.

Dia 5/3
5.000 m masculinos - sub-18
1.º, Jonah Cropp, 2005 (Canterbury), 23:27.83
Desclassificado: Richie Trathen, 2007 (Auckland).

5.000 m femininos - sub-18
1.ª, Alana Mathews, 2005 (Auckland), 29:43.56
Desclassificada: Sarah Du Toit, 2006 (Wellington).

10.000 m masculinos - geral/escalão
Desclassificado: Lyndon Hohaia, 1967 (Racewalking) - sénior.

10.000 m femininos - geral/escalão
1.º, Courtney Ruske, 1994 (Canterbury), 52:01.69 - 1.º, sénior
2.º, Laura Langley, 1997 (Canterbury), 52:18.47 - 2.º, sénior
3.ª, Antonia Martin, 2003 (Auckland), 1:00:40.35 - 1.ª, sub-20

terça-feira, 8 de março de 2022

Pedro Dias e Joana Pontes chegam aos títulos sub-23 de pista coberta (2022)

As provas de marcha nos nacionais sub-23 na pista coberta de Pombal.
Fotos: ADAL. Montagem: O Marchador

Depois de terem sido segundos classificados em edições anteriores dos nacionais de pista coberta, Pedro Dias, do Clube Oriental de Pechão (em 2021), e Joana Pontes, do Leiria Marcha Atlética Clube (em 2020 e 2021), atingem os lugares mais altos do pódio ao triunfarem nas provas de marcha da edição deste ano em Pombal.

Nos 5.000 metros masculinos, prova que continua a ter pouco participantes (6, sendo 4 sub-20), ainda assim mais que em 2021 (3), a disputa do primeiro lugar centrou-se fundamentalmente na segunda metade entre os sub-20 algarvios Pedro Dias e Tiago Ramos (quem comandou a maior parte), do CA Tunes, a ordem de chegada na meta com 21:06.99 e 21:09.65, ambos com recordes pessoais. Outro sub-20, Guilherme Rodrigues, do Sporting CP, ocuparia o terceiro lugar, com 22:44.18. O campeão em título (2021), Rúben Santos, do SC Braga, viria a desistir.

Nos 3.000 metros femininos, com 10 participantes, Joana Pontes esteve sempre na liderança, para terminar em 13:16.27, recorde pessoal (antes 13:18.92 em p.cob.) e que melhora em 65 centésimos desegundo relativamente a marca obtida ao ar livre (13:16.92 em 2020). Abriu uma vantagem de 15 segundos sobre a segunda classificada, Adriana Viveiros, da ADR Água de Pena, que registou 13:31.11 (tem 13:10.32 ao ar livre). A fechar o pódio e ainda com uma marca na na casa dos 13 minutos entrou Raquel Pimentel, do Maia AC, com 13:57.09.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, Pedro Dias (COP), 21:06.99
2.º, Tiago Ramos (CATUNES), 21:09.65
3.º, Guilherme Rodrigues (SCP), 22:44.18 z.p.
4.º, João Afonso Olim (ADRAP), 23:57.99
5.º, Tiago Sucena (GCAD), 24:38.07
Desistente: Rúben Santos (SCB).

3.000 m femininos
1.ª, Joana Pontes (LMA-L), 13:16.27
2.ª, Adriana Viveiros (ADRAP), 13:31.11
3.ª, Raquel Pimentel (MAC), 13:57.09
4.ª, Bruna Marques (JV), 14:10.19
5.ª, Margarida Sá (GAF), 14:47.27
6.ª, Carina Ferreira (ADCCJC), 14:59.06
7.ª, Juliana Galvão (ACDAV), 15:18.00
8.ª, Marta Freitas (CFOD), 15:31.19
9.ª, Beatriz Gonçalves (GRECAS), 15:42.63
10.ª, Mariana Serrão (GRECAS), 16:57.59

segunda-feira, 7 de março de 2022

Faltam dois meses para o Grande Prémio Internacional de Marcha Atlética de Rio Maior

Imagem: LOC Rio Maior

Passados que foram dois anos de ausência, motivados pela pandemia de Covid-19, Rio Maior volta a realizar o Grande Prémio Internacional de Marcha Atlética, a 29.ª edição, agendada para daqui a precisamente dois meses (7 de maio), desta vez integrado no novo formato da World Athletics – a World Race Walking Tour, que terá a categoria GOLD, a mais elevada do calendário da WA.

As provas, na distância de 20 km, vão ter lugar no centro da cidade, num circuito de 1.000 metros, com a participação dos melhores marchadores mundiais e transmissão em streaming. Recorde-se que na última edição, em 2019, o triunfo sorriu, na prova masculina, ao colombiano Éider Arévalo e, na prova feminina, à chinesa Shenjie Qieyang.

Uma das novidades deste ano prende-se com o processo de inscrição dos atletas, que passa a ser realizado através de duas plataformas digitais. Além das principais provas de 20 km, haverá ainda, a anteceder aquelas, a realização de uma marcha de promoção e de outra prova, que inclui a participação de atletas seniores e veteranos, nas distâncias de 2 e 5 quilómetros.

A organização do evento é da responsabilidade do Município de Rio Maior, do Rio Maior Sports Centre e do Clube de Natação de Rio Maior, contando com o apoio da Federação Portuguesa de Atletismo, da Associação de Atletismo de Santarém e de várias entidades e empresas do concelho de Rio Maior.

As plataformas digitais para as Inscrições estão disponíveis para os atletas internacionais [aqui] e nacionais [aqui].

domingo, 6 de março de 2022

Os Mundiais Masters de Seleções de Marcha - Muscat 2022

Aspecto das cerimónias das provas de 10 km masters em Muscat, Omã.
Fotos: fb Dmitry Babenko. Montagem: O Marchador

Numa integração inédita e apreciada mas que quase passou despercebida, a World Athletics e a World Masters Athletics (sem referências aos resultados nos respetivos sites) disputaram no final do primeiro dia (4/3) dos Campeonatos do Mundo de Selecções de Marcha, em Muscat, no sultanato de Omã, uma versão dos campeonatos para veteranos com provas de 10 km para atletas de 35 anos ou mais, deixando «cair» as provas de estafetas inicialmente previstas no programa.

Num circuito impróprio, como já referido em anteriores peças publicadas neste blog, com uma diferença de 28 metros (GPS de E.Tardi) entre a altitude mínima e máxima de um circuito de 2 km (1 km ida e volta), os primeiros lugares na meta foram, nos masculinos, para Dmitry Babenko, M45, do Canadá, com 52:21, e nos femininos, para Kalliopi Gavalaki, W55, da Grécia, com 1:02:41.

Ainda na classificação geral, as segunda e terceira posições da geral foram ocupadas por Rodrigo Moreno Munar, M55, da Colômbia, com 56:00, e Jay Prakash Singh, M35, da Índia, com 57:00, nos masculinos, e Marina Crivello, W40, do Canadá, com 1:03:08, e Macarena Uriol Batuecas, W60, de Espanha, mãe de Álvaro Martín, com 1:08:48, nos femininos.

De entre outros, importa evidenciar as prestações dos atletas vencedores na categoria 75-79 anos de idade, ambos australianos, nos masculinos, Andrew Jamieson (10.º na geral), com 1:01:53, e nos femininos, Heather Carr (4.ª na geral), com 1:09:26.

Todos os vencedores individuais das faixas etárias estão mencionados nas classificações que abaixo se apresentam. Aguarda-se a publicação dos resultados, nomeadamente dos coletivos.

Por último, e segundo publicações de atletas masters nas redes sociais, importa rever as cerimónias de premiação, que mereciam um formato mais adequado.

Colaboração: Emmanuel Tardi.

Classificações individuais
10 km masculinos - geral/escalão etário
1.º, Dmitry Babenko (CAN), 52:21 / 1.º, 45-49
2.º, Rodrigo Moreno Munar (COL), 56:00 / 1.º, 55-59
3.º, Jay Prakash Singh (IND), 57:00 / 1.º, 35-39
4.º, Meftah Swaieh (FRA), 57:02 / 2.º, 45-49
5.º, Seyedkazem Asadi (IRI), 58:12 / 1.º, 40-44
6.º, Jianping Xu (CAN), 58:16 / 2.º, 55-59
7.º, Melvin Martínez Mercado (PUR), 58:51 / 3.º, 45-49
8.º, Mohammad Reza Banaei (IRI), 1:00:52 / 1.º, 50-54
9.º, Mihail Larin (CAN), 1:01:30 / 4.º, 45-49
10.º, Andrew Jamieson (AUS), 1:01:53 / 1.º, 75-79
11.º, Jose Manuel Rodriguez Jimenez (ESP), 1:02:09 / 5.º, 45-49
12.º, Dimitrios Kelepouris (GRE), 1:02:41 / 3.º, 55-59
13.º, Mohammadhassan Zamani (IRI), 1:05:29 / 4.º, 55-59
14.º, Ehsan Hadipour (IRI), 1:07:27 / 2.º, 35-39
15.º, Paul DeMeester (USA), 1:11:05 / 1.º, 60-64
16.º, Ian Torode (GBR), 1:13:03 / 1.º, 65-69
17.º, Alireza Farzanpour (IRI), 1:13:52 / 2.º, 40-44
18.º, Subramaniam R (SGP), 1:14:15 / 2.º, 50-54
19.º, Ahmad Shamsiara (IRI), 1:14:18 / 2.º, 60-64
20.º, Bahram Arezooy (IRI), 1:18:19 / 3.º, 35-39
21.º, Emmanuel Tardi (FRA), 1:27:07 / 5.º, 55-59
22.º, Ali Arbabi (IRI), 1:29:46 / 6.º, 45-49
23.º, Tanaball Ramasamy (SGP), 1:33:37 / 2.º, 65-69
Desistente: Jeyakumar Ramasamy Dharmalingam (SGP) / 65-69.

10 km femininos - geral/escalão etário
1.ª, Kalliopi Gavalaki (GRE), 1:02:41 / 1.ª, 55-59
2.ª, Marina Crivello (CAN), 1:03:08 / 1.ª, 40-44
3.ª, Macarena Uriol Batuecas (ESP), 1:08:48 / 1.ª, 60-64
4.ª, Heather Carr (AUS), 1:09:26 / 1.ª, 70-74
5.ª, Renu Saharawat (IND), 1:10:59 / 1.ª, 35-39
6.ª, Marzieh Tangestani (IRI), 1:13:37 / 2.ª, 55-59
7.ª, Sedigheh Dokoohaki (IRI), 1:13:43 / 1.ª, 50-54
8.ª, Marzieh Shirazinezhad (IRI), 1:16:05 / 1.ª, 45-49
9.ª, Hajar Yousefivarazgaei (IRI), 1:18:18 / 3.ª, 55-59
10.ª, Nooshin Javdan (IRI), 1:29:46 / 2.ª, 60-64
11.ª, Heather Yoell (CAN), 1:36:16 / 4.ª, 55-59
12.ª, Bibialieh Davarzani (IRI), 1:44:24 / 2.ª, 70-74
13.ª, Petchay Kandasamy (SGP), 1:52:28 / 1.ª, 75-79

O japonês Toshikazu Yamanishi impôs-se nos 20 km masculinos dos mundiais de seleções de marcha

Os 20 km masculinos ainda em fase inicial e os atletas do pódio, Toshikazu Yamanishi,
Koki Ikeda e Samuel Gathimba. Fotos: Emmanuel Tardi e World Athletics
Montagem: O Marchador

Na última jornada dos Campeonatos Mundiais de Seleções de Marcha, disputada na tarde de ontem com a realização da prova masculina dos 20 km, os japoneses Toshikazi Yamanishi e Koki Ikeda destacaram-se ao classificarem-se nas duas primeiras posições, Yamanishi, o atual campeão mundial dos 50 km marcha e medalha de bronze nos Jogos de Tóquio, com 1:22:52, e Ikeda, vice-campeão olímpico e vencedor nos mundiais de seleções de 2018, com 1:23:29.

Mas estes 20 km, além da qualidade técnica evidenciada pelos marchadores nipónicos, trouxe outros motivos de interesse e emoção com a renhida luta pela medalha de bronze, que até cerca dos 14 km integrava entre os candidatos um grupo de 6 atletas com o australiano Declan Tingay, o indiano Sandeep Kumar, o equatoriano Brian Pintado, o queniano Samuel Gathimba, o espanhol Diego García e o chinês Yadong Li, representando os cinco continentes e confirmando ser a marcha atlética uma das mais universais disciplinas do atletismo.

Nos últimos quilómetros, Tingay, talvez sentindo que poderia alcançar Ikeda, acelerou o ritmo, sempre com Gathimba por perto, a ultrapassá-lo mesmo nas derradeiras centenas de metros e o australiano a sofrer uma penalização de dois minutos (três faltas dos juízes de marcha) a 100 metros da meta, o que deitaria tudo a perder, nomeadamente, a medalha de bronze por equipas.

Para o queniano Samuel Gathimba, o momento da chegada na terceira posição (1:23:52) foi comemorado efusivamente, ajoelhando-se com a bandeira do Quénia aos ombros e levantando os braços em direção ao céu. Foi a primeira medalha numa grande competição, a nível sénior, de um atleta queniano, depois de sucessos entre os mais jovens em Mundiais Sub-18 e Sub-20, o que pode ser muito motivador para os responsáveis do atletismo queniano apostarem ainda mais na disciplina.

Coletivamente, o Equador, país de Jefferson Pérez, campeão olímpico em 1996, vice-campeão olímpico em 2008 e triplo campeão mundial, conquistou a sua segunda medalha de ouro coletiva (25 pontos) com apenas um ponto de vantagem sobre o Japão (26), sendo decisiva, neste aspeto, a prestação de Daniel Pintado (4º) completando a equipa Rafael Jiménez (9º) e David Hurtado (12º). A República Popular da China, com 45 pontos, conquistou o bronze coletivo.

No plano geral, 14 países conquistaram as 36 medalhas em disputa (individuais e coletivas) sendo de realçar o poderio da China, com 13 medalhas, e os igualmente muito bons desempenhos da Espanha, com 6, e o Equador, com 3, aqui, todas de ouro. Japão (3), Itália (2), Suécia (1), Quénia (1), Finlândia (1), Austrália (1), Peru (1), Grécia (1), Índia (1), Alemanha (1) e Polónia (1) foram os outros países com acesso a lugares de pódio.

Classificação individual
20 km masculinos
1.º, Toshikazu Yamanishi, 1996 (JPN), 1:22:52
2.º, Koki Ikeda, 1998 (JPN), 1:23:29
3.º, Samuel Kireri Gathimba, 1987 (KEN), 1:23:52
4.º, Brian Daniel Pintado, 1995 (ECU), 1:24:35
5.º, Diego García Carrera, 1996 (ESP), 1:24:41
6.º, Saul Mena, 2001 (MEX), 1:25:14
7.º, Wayne Snyman, 1985 (RSA), 1:25:33
8.º, Noel Chama, 1997 (MEX), 1:25:52
9.º, Jordy Rafael Jiménez Arrobo, 1994 (ECU), 1:26:03
10.º, Declan Tingay, 1999 (AUS), 1:26:05 p.z.
11.º, Rhydian Cowley, 1991 (AUS), 1:26:09
12.º, David Hurtado, 1999 (ECU), 1:26:38
13.º, Sandeep Kumar, 1986 (IND), 1:26:45 adic. 120 seg.
14.º, Yandong Li, 1998 (CHN), 1:26:53
15.º, Wenchao Niu, 1998 (CHN), 1:27:01
16.º, Hao Xu, 1999 (CHN), 1:27:07
17.º, Nils Brembach, 1993 (GER), 1:27:10
18.º, Quentin Rew, 1984 (NZL), 1:27:14
19.º, Iván López, 1997 (ESP), 1:27:18
20.º, Juan José Soto, 1999 (COL), 1:27:19
21.º, César Augusto Rodríguez, 1997 (PER), 1:27:35
22.º, Francesco Fortunato, 1994 (ITA), 1:27:44
23.º, Motofumi Suwa, 1999 (JPN), 1:27:51
24.º, Andrea Cosi, 2001 (ITA), 1:27:57
25.º, Suraj Panwar, 2001 (IND), 1:28:18
26.º, Will Thompson, 2002 (AUS), 1:28:30
27.º, Leo Köpp, 1998 (GER), 1:28:36
28.º, Zhaozhao Wang, 1999 (CHN), 1:28:37
29.º, Benjamin Thorne, 1993 (CAN), 1:28:42
30.º, Lihong Cui, 1999 (CHN), 1:29:41
31.º, José Manuel Pérez, 1999 (ESP), 1:29:48
32.º, Federico Tontodonati, 1989 (ITA), 1:29:58
33.º, Simon Wachira, 1984 (KEN), 1:30:17
34.º, Kyle Swan, 1999 (AUS), 1:30:33
35.º, Mohamed Ragab, 1994 (EGY), 1:30:56
36.º, Gianluca Picchiottino, 1996 (ITA), 1:31:33
37.º, Paul Mcgrath, 2002 (ESP), 1:32:12
38.º, Şahin Şenoduncu, 1994 (TUR), 1:32:35
39.º, Yohanis Algaw, 1999 (ETH), 1:33:19
40.º, Cameron Corbishley, 1997 (GBR), 1:33:20 p.z.
41.º, Johannes Frenzl, 2001 (GER), 1:33:48
42.º, Abdülselam İmuk, 1999 (TUR), 1:35:18
43.º, Dominic Samson Ndigiti, 2000 (KEN), 1:35:42
44.º, Rasulbek Dilmurodov, 2000 (UZB), 1:35:45
45.º, Marius Iulian Cocioran, 1983 (ROU), 1:36:44
46.º, Lucas Mazzo, 1994 (BRA), 1:38:46 p.z.
47.º, Samuel Allen, 2002 (USA), 1:39:07
48.º, Jordan Crawford, 2000 (USA), 1:39:15
49.º, Tumisang Pule, 1997 (RSA), 1:40:50 p.z.
50.º, Mustafa Özbek, 1997 (TUR), 1:41:07
51.º, Tyler Wilson, 2002 (CAN), 1:42:47
52.º, Sizwe Ndebele, 1994 (RSA), 1:44:07
53.º, Jerome Caprice, 1983 (MRI), 1:48:07
54.º, Aiman Sulaiman Tahbish Al Hashemi, 1993 (OMA), 2:16:58
55.º, Mohammed Al Baimani, 1990 (OMA), 2:18:35
56.º, Osama Al Gheilani, 1998 (OMA), 2:25:03
Desistentes: Birara Alem, 1998 (ETH), Alberto Amezcua, 1992 (ESP), Eider Arévalo, 1993 (COL) e Tom Bosworth, 1990 (GBR) e Davide Finocchietti, 2001 (ITA).
Desclassificados: Khalid Al Hashimi, 1997 (OMA), Hisham Al Jabri, 1987 (OMA), Matheus Correa, 1999 (BRA) e Tyler Jones, 1998 (AUS).

Por equipas
1.ª, ECU - Equador, 25 pontos
2.ª, JPN - Japão, 26
3.ª, CHN - China, 45
4.ª, AUS - Austrália, 47
5.ª, ESP - Espanha, 55
6.ª, ITA - Itália, 78
7.ª, KEN - Quénia, 79
8.ª, GER - Alemanha, 85
9.ª, RSA - África do Sul, 108
10.ª, TUR - Turquia, 130
11.ª, OMA - Omã4, 165

sábado, 5 de março de 2022

O sueco Perseus Karlstrom venceu os 35 km masculinos dos mundiais de seleções de marcha

Fase inicial da prova de 35 km, e os homens do pódio masculino, Álvaro Martín (2.º),
Perseus Karlstrom (1.º) e Miguel Ángel López (3.º). Fotos: World Athletics
Montagem: O Marchador

Nos 35 km marcha masculinos, disputados às 7:00 horas locais de hoje em Omã (madrugada em Portugal continental), Perseus foi um dos grandes protagonistas da jornada matinal, conquistando o título na primeira vez que os 35 km entram na cena de um grande evento mundial, obtendo a marca de 2:36:14.

Quando faltava um quilómetro para concluir a sua marcha triunfante, Perseus Karlstrom voltou a colocar na cabeça o chapéu viking, que igualmente usara nas suas vitórias nos Europeus de Marcha de 2019 e 2021, abraçando e erguendo a sua mãe Siv Gustavsoon, logo após cruzar a linha de meta, ela que foi a última atleta sueca a ganhar o evento (antes designado por Taça do Mundo) em 1981 (já vencera em 1977), então de 10 km, disputada junto à paradisíaca praia de El Saler, em Valência, Taça do Mundo que tivemos a oportunidade de assistir “in loco”.

Muito boa réplica deu o espanhol Álvaro Martin, um homem acostumado a grandes vitórias nos 20 km e que agora fez, com sucesso, a transição para os 35 km concluindo na segunda posição com o tempo de 2:36:54, logo seguido do seu compatriota Miguel Ángel López, com 2:37:27, outra grande referência na marcha atlética mundial na distância dos 20 km.

O português Rui Coelho viria a desistir após passados 12 quilómetros na 56ª posição.

Coletivamente a Espanha triunfou obtendo 16 pontos (com Marc Tur na 11.ª posição, Manuel Bermudez na vigésima e Álvaro López na trigésima sexta), seguida, nos lugares de pódio, pela China, com 29 pontos, e pela Alemanha, com 48 pontos.

A propósito da Espanha, nunca é demais realçar o belíssimo trabalho que é realizado na especialidade pelos nossos vizinhos e que deveria de servir de grande exemplo. Hoje em dia, uma das grandes potências da marcha atlética, conseguiram até ao momento duas medalhas individuais e três coletiva, uma das quais de ouro, aqui mencionada.

Classificação individual
35 km masculinos
1.º, Perseus Karlström, 1990 (SWE), 2:36:14
2.º, Álvaro Martín, 1994 (ESP), 2:36:54
3.º, Miguel Ángel López, 1988 (ESP), 2:37:27
4.º, Masatora Kawano, 1998 (JPN), 2:37:36
5.º, Ning Lu, 1999 (CHN), 2:37:51
6.º, Karl Junghannß, 1996 (GER), 2:37:52
7.º, Evan Dunfee, 1990 (CAN), 2:38:08
8.º, Caio Bonfim, 1991 (BRA), 2:38:20
9.º, Yangben Zhaxi, 1996 (CHN), 2:38:53
10.º, Kazuki Takahashi, 1996 (JPN), 2:39:08
11.º, Marc Tur, 1994 (ESP), 2:39:30
12.º, Aleksi Ojala, 1992 (FIN), 2:39:39
13.º, Aurelien Quinion, 1993 (FRA), 2:40:19
14.º, Matteo Giupponi, 1988 (ITA), 2:40:34
15.º, Wang Zhenhao, 2001 (CHN), 2:40:46
16.º, Diego Pinzon, 1985 (COL), 2:41:07
17.º, Miroslav Úradník, 1996 (SVK), 2:41:30
18.º, Marius Žiūkas, 1985 (LTU), 2:41:32
19.º, Christopher Linke, 1988 (GER), 2:42:01
20.º, Manuel Bermúdez, 1997 (ESP), 2:42:55
21.º, Vít Hlaváč, 1997 (CZE), 2:43:14
22.º, Xianghong He, 1998 (CHN), 2:43:44
23.º, Nathaniel Seiler, 1996 (GER), 2:44:05
24.º, Jhonatan Javier Amores Carua, 1998 (ECU), 2:44:08
25.º, Carl Dohmann, 1990 (GER), 2:44:09
26.º, Brendan Boyce, 1986 (IRL), 2:44:25
27.º, Eknath Sambhaji Turambekar, 1998 (IND), 2:45:17
28.º, Michele Antonelli, 1994 (ITA), 2:46:32
29.º, Carl Gibbons, 1996 (AUS), 2:46:35
30.º, Artur Brzozowski, 1985 (POL), 2:47:03
31.º, Yassir Cabrera, 1988 (PAN), 2:47:25
32.º, Dominik Černý, 1997 (SVK), 2:47:38
33.º, Luis Henry Campos, 1995 (PER), 2:47:50
34.º, Jonathan Hilbert, 1995 (GER), 2:47:52
35.º, Jakub Jelonek, 1985 (POL), 2:47:55 p.z.
36.º, Yingchao Gao, 1998 (CHN), 2:47:58
37.º, Álvaro López, 1999 (ESP), 2:49:31
38.º, Chandan Singh, 1987 (IND), 2:51:40
39.º, Riccardo Orsoni, 2000 (ITA), 2:51:56
40.º, José Luis Doctor, 1996 (MEX), 2:56:02
41.º, Gonzalo Antonio Bustan Japon, 2000 (ECU), 2:58:04
42.º, Narcis Stefan Mihăilă, 1987 (ROU), 3:01:17
43.º, Hayato Katsuki, 1990 (JPN), 3:03:01
44.º, Bricyn Healey, 1998 (USA), 3:03:30
45.º, Dan Nehnevaj, 1997 (USA), 3:06:37
46.º, Ram Baboo, 1999 (IND), 3:07:14
47.º, Max Batista Gonçalves Dos Santos, 1994 (BRA), 3:11:22
48.º, Andrei Gafita, 1996 (ROU), 3:12:41
49.º, Diego Pereira Lima, 1987 (BRA), 3:14:02 p.z.
50.º, Rudney Dias Nogueira, 1990 (BRA), 3:17:58
51.º, Michael Giuseppe Mannozzi, 1986 (USA), 3:28:16
Desistentes: Mert Atli, 1993 (TUR), Rafał Augustyn, 1984 (POL), Stefano Chiesa, 1996 (ITA), Andrés Chocho, 1983 (ECU), Nick Christie, 1991 (USA), Rui Coelho, 1994 (POR), Ricardo Ortiz, 1995 (MEX) e Ruslans Smolonskis, 1996 (LAT).
Desclassificados: Zakariya Al Baimani, 2001 (OMA), Al Sassan Al Hinai, 1991 (OMA), Abdul Hamid Al Nadabi, 1993 (OMA), Ismail Al Rahbi, 1992 (OMA), Osama Al Zakwani, 2000 (OMA) e Dominic King, 1983 (GBR).

Por equipas
1.ª, ESP - Espanha, 16 pontos
2.ª, CHN - China, 29
3.ª, GER - Alemanha, 48
4.ª, JPN - Japão, 57
5.ª, ITA - Itália, 81
6.ª, BRA - Brasil, 104
7.ª, IND - Índia, 111
8.ª, USA - E.U. América, 140

Glenda Morejón (Equador) triunfa nos 35 km femininos do mundial de seleções de marcha

A partida conjunta dos 35 km femininos e masculinos, Glenda Morejón, Maocuo Li
e Katarzyna Zdziebło. Fotos: World Athletics, Francois Nel - Getty Images e PZLA.
Montagem: O Marchador

A marchadora equatoriana Glenda Morejón, de apenas 21 anos de idade, triunfou categoricamente na prova de 35 km marcha dos campeonatos mundiais de seleções de marcha, que hoje teve lugar em Mascate, capital de Omã, realizando na estreia na distância o tempo de 2:48:33 e ficando a apenas 6 segundos do recorde sul-americano.

Com o título individual de Morejón, que em 2017 sagrou-se campeã mundial Sub-18 e em 2018 foi vice-campeã mundial Sub-20, a seleção do Equador triunfou coletivamente com grande superioridade, graças às excelentes prestações das outras suas quatro representantes, num notável trabalho em prol da seleção (Paola Peréz em quinto, Magaly Bonilla em sexto, Karla Jaramillo em sétimo e Johana Ordónez em nono), obtendo 12 pontos, à frente da Espanha, com 28, e da China, com 29.

Aos 10 quilómetros de prova a atleta indiana Priyanka Goswami já seguia bem à frente de um grupo constituído por 10 atletas, passando no tempo de 47:26, mas depois foi progressivamente perdendo a vantagem que até aí conseguira para, perto dos 17 quilómetros de prova percorridos, a chinesa Li Maocuo (medalha de prata nos 50 km dos últimos mundiais) ultrapassá-la, passando aos 20 km em 1:37:00.

Aos 24 quilómetros eis que Moréjon se cola a Li e, pouco a pouco, vai cimentando a vantagem sobre a chinesa, com a polaca a manter-se na terceira posição com uma confortável vantagem sobre a espanhola Laura García-Caro. No final, a equatoriana cruzava a linha de meta com uma vantagem de 1 minuto e 53 segundos sobre a recordista asiática na distância, que obteve o recorde da China com o tempo de 2:50:26, enquanto a polaca Katarzyna alcançava a medalha de bronze com 2:51:48.

A portuguesa Inês Henriques, campeã europeia (2018) e mundial (2017) desistiu sensivelmente a meio da prova (passou ao 16.º km na 19.ª posição).

Glenda Morejón conquistou o seu primeiro título sénior numa grande competição mundial. Depois de uma atuação menos conseguida nos Jogos Olímpicos de Tóquio em que desistiu a meio da prova, decidiu mudar de treinador e de estratégia. Passou a treinar em Cuenca com Julio Chuqui, que privilegiou o trabalho físico e mental, apostando na conquista de uma medalha nos Jogos de Paris.

Classificação individual
35 km femininos
1.ª, Glenda Morejón, 2000 (ECU), 2:48:33
2.ª, Maocuo Li, 1992 (CHN), 2:50:26
3.ª, Katarzyna Zdziebło, 1996 (POL), 2:51:48
4.ª, Laura García-Caro, 1995 (ESP), 2:52:10
5.ª, Paola Pérez, 1989 (ECU), 2:53:58
6.ª, Magaly Bonilla, 1992 (ECU), 2:54:39
7.ª, Karla Jaramillo, 1997 (ECU), 2:56:14
8.ª, Olga Niedziałek, 1997 (POL), 2:57:50
9.ª, Johana Ordóňez, 1987 (ECU), 2:59:57
10.ª, Faying Ma, 1993 (CHN), 3:01:26
11.ª, Raquel González, 1989 (ESP), 3:02:44
12.ª, Nicole Colombi, 1995 (ITA), 3:03:19
13.ª, Maria Juárez, 1993 (ESP), 3:04:54
14.ª, Federica Curiazzi, 1992 (ITA), 3:05:22
15.ª, Cristina Montesinos, 1994 (ESP), 3:07:50
16.ª, Evelyn Inga, 1998 (PER), 3:08:58
17.ª, Xueying Bai, 2000 (CHN), 3:10:19
18.ª, Lidia Barcella, 1997 (ITA), 3:11:07
19.ª, Tereza Ďurdiaková, 1991 (CZE), 3:12:21
20.ª, . Priyanka, 1996 (IND), 3:13:19
21.ª, Quanming Wu, 2001 (CHN), 3:14:00
22.ª, Sara Vitiello, 1996 (ITA), 3:14:57
23.ª, Ilse Guerrero, 1993 (MEX), 3:15:59
24.ª, Mayara Luize Vicentainer, 1991 (BRA), 3:19:18
25.ª, Vittoria Giordani, 2000 (ITA), 3:22:06
26.ª, Stephanie Casey, 1983 (USA), 3:23:10
27.ª, Elianay Pereira, 1984 (BRA), 3:35:59
28.ª, Guo Na, 1999 (CHN), 3:41:42
29.ª, Nair Da Rosa, 1980 (BRA), 3:47:11
Desistentes: Carmen Escariz, 1998 (ESP), Inês Henriques, 1980 (POR), Tiia Kuikka, 1994 (FIN), Ana Veronica Rodean, 1984 (ROU) e Erin Taylor-Talcott, 1978 (USA).

Por equipas
1.ª, ECU - Equador, 12 pontos
2.ª, ESP - Espanha, 28
3.ª, CHN - China, 29
4.ª, ITA - Itália, 44
5.ª, BRA - Brasil, 80

Pombal acolhe este fim-de-semana os Nacionais Sub-23 de pista coberta

Imagens: FPA e ADAL. Montagem: O Marchador

O Centro Municipal de Exposições de Pombal (Expocentro) vai receber a edição número 18 dos Campeonatos Nacionais de Esperanças (Sub-23) em pista coberta (5-6/3), numa organização conjunta da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação Distrital de Atletismo de Leiria, com o apoio do Município de Pombal.

As provas de marcha serão realizadas na tarde de hoje (sábado), os 5.000 metros masculinos às 15:50 horas e os 3.000 metros femininos às 16:20 horas. Os mínimos de participação são de 24.00,00 nos 5000m masculinos, e de 16.00,00 nos 3000m femininos. São apenas seis os participantes inscritos na competição masculina e dez as concorrentes inscritas à prova feminina.

No setor feminino, Joana Pontes, do Leiria Marcha Atlética, com 13.18,92, e Adriana Viveiros, da Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena, com 13.19,37, e no setor masculino, Pedro Dias, do Clube Oriental de Pechão, com 21.21,01, são quem possuem os melhores tempos, conforme o indicado nas listas de inscritos.

Os marchadores que mais vezes triunfaram na competição foram, no setor masculino, Miguel Carvalho (CNRM/SLB), com cinco títulos, e no setor feminino, Ana Cabecinha (COP), Ana Conceição (SCB) e Daniela Cardoso (ACV/LMA), com três títulos cada.

Os recordes dos campeonatos estão na posse de Miguel Carvalho (CNRM), com 20.05,65 (2015) e de Edna Barros (COP), com 12.58,36 (2018).

O recorde nacional “indoor” Sub-23 nos 5.000m marcha masculinos está na posse de Sérgio Vieira (CN Rio Maior), com 19.29,97 (14-02-1998, Espinho) enquanto nos 3.000m marcha femininos, Susana Feitor (CN Rio Maior) é a recordista nacional com 12.21,7 (19-02-1994, Braga).

Consulte as inscrições na marcha, os masculinos [aqui] e os femininos [aqui].