sábado, 18 de dezembro de 2010

Ana Cabecinha e Jorge Costa em evidência na Quarteira (Algarve)

Foto: diárioOnline RS

Nas primeiras competições de marcha atlética realizadas esta época no Algarve, na pista municipal da Quarteira, os atletas olímpicos Ana Cabecinha e Jorge Costa, ambos do Clube Oriental de Pechão (Olhão), destacaram-se nos 10.000 metros marcha (absolutos) das Provas de Preparação de Inverno, levadas a efeito hoje, em dia de muita chuva, pela Associação de Atletismo do Algarve.
45.13,72 (com passagem aos 5.000 metros em 22.50,00) foi o tempo obtido por Jorge Costa, que se estreou esta época com as cores do Clube Oriental de Pechão, após vários anos representando os CTT de Faro, enquanto Ana Cabecinha realizou 45.14,88 (5.000 metros em 22.50,40), numa competição marcada pelo espírito de entreajuda destes dois excelentes atletas.
Merecem ainda referência o tempo da juvenil Filipa Ferreira, do Núcleo de Desporto da Escola Tomás Cabreira, que, em estreia, realizou 55.43,19 (28.03,60 aos 5.000 m) e, nos 3.000 metros iniciados, a atleta Catarina Marques (CD Quarteira), vencendo com a boa marca de 17.08,99, recorde pessoal.
O programa do torneio contemplou ainda provas para os escalões de benjamins, infantis e iniciados (masculinos e femininos), participando, no total, cerca de três dezenas de atletas, em representação de cinco clubes, sendo que só do Centro Desportivo de Quarteira competiram 18 atletas.

Meio milhar de participantes nas 12 horas de marcha na Malásia

Enorme adesão de participantes registou mais uma edição desta singular e curiosa iniciativa, as 12 horas de marcha atlética realizada em 11 de Dezembro de 2010, com início às 8 horas da noite, sob uma temperatura de 30 graus centígrados e céu geralmente encoberto, num circuito de um quilómetro, desta vez na cidade de Malaca (em malaio, Melaka), declarada em 2008 Património Mundial pela UNESCO. Da presença portuguesa na cidade sobreviveram a Igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca, conhecida como «A Famosa».

A organização, da responsabilidade da Associação dos Marchadores da Malásia, fundada em 1978, de que é vice-presidente o juiz internacional de marcha Khoo Chong Beng, contou com o apoio de vários patrocinadores.
A todos foi fornecido um «chip» electrónico e a cada duas horas era publicado num quadro instalado no circuito o registo dos quilómetros percorridos em referência a cada participante. Prova de resistência, os participantes podiam fazer, eles próprios, a gestão do seu tempo escolhendo qual o período desejável para se alimentarem, descansarem ou mesmo dormirem um pouco.
Os vencedores foram, nos homens (250 participantes), Thiru Kumaran A/L M. Nalay Sewdakam, da Malásia, com 95 quilómetros (ou 95 voltas) percorridos, e, nas senhoras (214 participantes), TaiSau-King, de Hong-Kong, com 89 quilómetros.
Foto: Race Walkers' Association of Malaysia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Apresentação de Louise Sutton na conferência de Leeds

Foto: AVIVA ocean racing
O blogue "O Marchador" publica na secção "Técnica" (ao cimo da página) a apresentação «Nutrição e desempenho em marcha atlética», de Louise Sutton, na 1.ª Conferência Europeia de Marcha Atlética, realizada em Leeds, nos dias 5 a 7 de Novembro.
Licenciada desde 1990 em Motricidade Humana, Louise Sutton pós-graduou-se em Dietética (1993) e em Nutrição Desportiva (1999). É professora na Universidade de Leeds, onde ministra cadeiras de nutrição associada ao desporto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Grande Prémio de Natal de Lisboa com 32 anos de história

Foto: Arquivo O Marchador
No coração da cidade de Lisboa vai realizar-se, a 19 de Dezembro, a 32.ª edição do Grande Prémio de Natal em marcha atlética, destinada a todos os escalões etários, numa organização da Associação de Atletismo de Lisboa.
Recordando 24 de Dezembro de 1978, deverá referir-se que foi um dia muito especial para os marchadores lusos. A então novel especialidade do atletismo português passava a integrar uma das mais prestigiadas provas do calendário associativo da capital do país. A Associação de Atletismo de Lisboa, então presidida por Mário Paiva, reconhecia e apoiava o esforço e dedicação dos entusiastas da marcha atlética.
Nesse dia, logo pela manhã, num domingo de sol, foi dada a partida dos 6.400 metros (aberta apenas a atletas masculinos), na Avenida Norton de Matos (segunda circular), no enquadramento da Quinta de S. Vicente (o cenário das periferias da segunda circular desses tempos era bem diferente do de hoje), com passagens pelo Campo Grande, Campo Pequeno, Saldanha, Marquês de Pombal, percorrendo toda a Avenida da Liberdade para, finalmente, terminar na Praça dos Restauradores.
Na prova inaugural, de que a RTP transmitiu um resumo, vitória para Luís Dias (na foto), representando o Benfica, seguindo-se-lhe José Dias (Benfica), Paulo Alves (Santa Iria), Carlos Graça (Benfica), Dinis Santos (St.ª Cruz), José Tavares (Santa Iria), Fernando Corigo (Santa Iria), Francisco Monteiro (St.ª Cruz), José Pinto (Benfica), José Luís Pinto (Benfica), Rui Oliveira (Benfica), José Alves (Sporting), Emídio Leite (Olivais Sul) e Aires Denis (Clube de Veteranos).
José Pinto vencedor de nove edições, Luís Silva, de cinco, José Urbano, de quatro, e João Vieira, das três últimas edições, são os mais vitoriosos.
Em 28 de Dezembro de 1983 foi a vez da estreia do sector feminino. Participaram nove atletas (oito pertenciam à Associação Desportiva de Oeiras), que fizeram o percurso estabelecido entre o Campo Pequeno e os Restauradores, na distância de 3.300 metros.
Fátima Batuca venceu e depois chegaram Luísa Correia e Ana Bela Aires, Filomena Silva (C.C.D. Olivais Sul), Ana Batuca, Luísa Mourão, Cristina Mota, Paula Machado e Neuza Silva.
As mais vitoriosas são Isilda Gonçalves (5), Paula Gracioso (3), Susana Feitor (3) e Kristina Saltanovic (3).

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Olhão prepara-se para receber a nona edição da Taça da Europa de Marcha

A cidade de Olhão vai receber, no dia 22 de Maio de 2011, a Taça da Europa de Marcha, acontecimento inédito no nosso país.
A decisão foi tomada durante a 124.ª reunião do Conselho da Associação Europeia de Atletismo, realizada em Novembro de 2009, em Barcelona, e teve por base uma proposta de candidatura apresentada pela Federação Portuguesa de Atletismo, pela Associação de Atletismo do Algarve e pela Câmara Municipal de Olhão.
Logo pela manhã de domingo terão lugar a prova mais longa do programa, os 50 km marcha masculinos, e ainda as provas de 10 km juniores, masculinos e femininos. Da parte da tarde realizar-se-ão os 20 km masculinos, encerrando-se a jornada com aquela que é considerada, principalmente para as gentes de Olhão, a prova rainha do programa, os 20 km marcha femininos.
De facto, nesta prova feminina, os olhos vão estar postos nas atletas portuguesas, mas com especial atenção na atleta da “casa” Ana Cabecinha, uma das melhores especialistas do mundo na marcha atlética e que é, desde sempre, treinada por Paulo Murta.
O Algarve foi das primeiras regiões do país onde a marcha atlética surgiu. E foi Hélder Oliveira, durante uma década, o seu grande embaixador tendo representando, no início dos anos 80, o Sporting Clube Olhanense. De exemplar dedicação e uma técnica irrepreensível, manteve-se no topo da especialidade durante vários anos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vitórias francesa e alemã na Taça de Natal de Yverdon-les-Bains

Foto: SAL Lugano Sezione Marcia
Numa organização do Clube de Marcha Atlética de Yverdon-les-Bains (Suíça), realizou-se domingo (12 de Dezembro) a tradicional Taça de Natal, a que compareceram cerca de 70 atletas, contando-se uma importante representação de franceses e holandeses.

Nos 10 km marcha masculinos, a vitória sorriu ao jovem francês Hugo Andrieu (este ano representou o seu país na prova de juniores da Taça do Mundo de Chihuahua), com o tempo de 45.37 m, seguido de Harold van Beek (Holanda), com 46.38 m, e de Girod Urbain (Suíça), com 48.54 m.

Nos 10 km marcha femininos, de assinalar o claro triunfo da alemã Kathrin Schulze (na foto), com 51.39 m, sobre as francesas Marit Naumann (53.25) e Solenn Harispuru (53.47).
Realizaram-se também provas para os mais jovens, em representação de vários estabelecimentos de ensino do país.
Paralelamente, a Federação Suíça de Atletismo levou a efeito um curso de formação e certificação para juízes de marcha, dirigido pelo juiz internacional de marcha Frédéric Bianchi (Suíça).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Hong Kong realizou Campeonatos de 20 km

Atletas distinguidos
Foto: Emmanuel Tardi
A Federação de Atletismo de Hong Kong fez disputar, em 5 de Dezembro de 2010, no Hong Kong Science Park, os seus campeonatos nacionais de marcha atlética, na distância de 20 km.
Nos homens venceu Tse Chun Hung, com o tempo de 1.43.06 h e, nas senhoras, o título foi para NG Sau Man, com 2.03.04 h. Ainda teve lugar uma prova masculina para o escalão júnior, de 10 km, de que saiu vencedor o jovem Fan Ming Yan, com 58.07 m.
Naturalmente que as marcas obtidas não podem ser consideradas relevantes. Contudo, deverá realçar-se a presença, à partida, de 25 atletas na prova masculina e de 20 na prova feminina, se bem que vários deles da categoria de veteranos.
Hong Kong é, desde 1997, uma Região Administrativa Especial da República Popular da China e dispõe de elevado grau autonómico em todas as áreas à excepção da defesa e da política externa.

Campeonatos da Austrália de 50 km marcha com vitória de Adams

Foto: Athletics Australia
Luke Adams sagrou-se, pela primeira vez, campeão da Austrália, nos 50 km marcha disputados este domingo em Melbourne.
Adams que já competiu por quatro vezes em Campeonatos Mundiais, e por duas vezes em Jogos Olímpicos, completou a prova em 3.47.34 h, a larga distância dos seus compatriotas Ian Rayson, com 3.59.43 h, e Peter Crump, com 4.59.14 h.
No final, declarou ter conseguido o objectivo a que se propunha, o de realizar o mínimo “A” de qualificação para os Mundiais de Daegu (3.58.00 h) preparando-se, de seguida, para outro dos seus objectivos, os Campeonatos da Austrália de 20 km, em Hobart, em Fevereiro de 2011,onde espera ser também seleccionado para Daegu e competir nas duas distâncias.
Nas outras provas do programa, extra-campeonatos, Adam Rutter foi o vencedor masculino dos 20 km com 1.24.56 h, seguido de Chris Erickon (1.27.30 h), e de Brendon Reading (1.27.33). Nas senhoras, e em igual distância, Claire Tallent alcançou a vitória com 1.35.38 h, seguida de Regan Lamble, (1.36.40 h), e de Kelly Ruddiick (1.40.11 h). Aqui um destaque especial para o excelente resultado da jovem promissora atleta australiana, Regan Lamble, este ano 8.ª classificada nos Mundiais de Juniores.
Nos juniores, vitórias para Dane Bird-Smith, com 42.45 m, nos 10 km masculinos, e para Beth Alexander, com 50.46 m, nos 10 km femininos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Bela festa de aniversário do Centro de Atletismo das Galinheiras

Fotos: José Dias

31 velas foram apagadas em mais um aniversário do Centro de Atletismo das Galinheiras (Lisboa), instituição de utilidade pública fundada em 25 de Dezembro de 1979, e que muito tem feito nas vertentes cultural, social e desportiva.
Uma centena de pessoas associaram-se ao acontecimento. Entre elas contavam-se sócios, que receberam o galardão comemorativo de 25 anos de filiação ao clube, e jovens atletas, distinguidos com a entrega de faixas alusivas aos resultados conseguidos nas mais importantes competições nacionais da época finda.
De assinalar também a participação de representantes autárquicos e da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, além de outras entidades. Presenças muito notadas foram ainda as de Mário Paiva, ex-presidente da Associação de Atletismo de Lisboa, e de José Pinto, atleta olímpico.
Não se pode deixar aqui de fazer uma referência elogiosa a José Henriques, fundador e presidente do Centro de Atletismo das Galinheiras pelo notável trabalho que tem desenvolvido em prol da juventude do bairro onde se insere o clube. Ele próprio, no discurso proferido, enumerou alguns dos obstáculos ultrapassados ao longo de anos e agradeceu os apoios entretanto recebidos. Centrando-se depois em José Pinto, apontou-o aos jovens atletas como exemplo a seguir, pela sua dedicação, sacrifício e força de vontade.
Após o almoço, os convivas foram presenteados com uma excelente sessão de fado, na qual participaram os artistas António Jorge, na guitarra, Eduardo Silva, na viola, a acompanhar as vozes de Jerónimo Caracol, Augusto Jorge, Luísa Soares e Ilda Marques.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sporting deixa marcha à porta da academia

Foto: Arquivo O Marchador
É sempre motivo de regozijo encontrar referência a qualquer projecto de promoção da actividade desportiva. Quer se trate de iniciativas vindas do mundo associativo quer sejam originárias da área empresarial desportiva ou ainda de estruturas mistas (por exemplo, «academias» de clubes - que geralmente não são nem academias nem clubes), estes projectos renovam o apelo à prática desportiva e reforçam a oferta de actividade, com ou sem condição de pagamento pelo utilizador.

Assim aconteceu recentemente com o Sporting Clube de Portugal, que pôs a circular um prospecto desdobrável anunciando a criação da Academia de Atletismo SCP, a funcionar na Pista Municipal Mário Moniz Pereira. Aí oferece oportunidade de treino a qualquer jovem, consoante a idade: uma vez por semana para os minis, duas vezes para benjamins e infantis, três vezes para iniciados e quatro vezes para juvenis e juniores.

À condição do pagamento de uma mensalidade de 20 a 30 euros, os interessados podem escolher entre saltos (comprimento, triplo, altura e vara), corridas (barreiras, velocidade, estafetas, meio-fundo e fundo) e lançamentos (peso, dardo, disco e martelo). E acrescenta: «Treinos motivadores, adaptados aos vários escalões etários e respeitando as fases de desenvolvimento da criança e do jovem. Treinadores especializados em jovens.»

Pois é, os treinadores podem ser especializados em jovens, mas parece que nenhum se especializou em marcha. E é pena, porque o respeito pelas «fases de desenvolvimento da criança e do jovem» é incompatível com a sonegação de uma actividade que devia fazer parte de um programa como aquele que a Academia de Atletismo SCP propõe.

Então, numa academia de atletismo, as crianças e os jovens podem aprender todas as especialidades menos uma? Por que razão ficou a marcha de fora? Terá sido lapso do autor do prospecto ou o projecto não contempla mesmo a marcha atlética?

Assim, perde-se uma excelente oportunidade para transmitir uma mensagem completa de variedade do atletismo a todas as crianças e a todos os jovens que adiram à ideia sportinguista.

Mas como pôde alguém no Sporting esquecer-se da marcha quando o clube acaba de recrutar para as suas «fileiras» dois dos mais destacados especialistas mundias da disciplina, João Vieira e Vera Santos? Isto no mesmo Sporting que, em 1988, por via de Hélder Oliveira, foi dos primeiros clubes portugueses a terem marchadores seus a participar nos Jogos Olímpicos, ao mesmo tempo que o Benfica (José Urbano) e depois apenas do Belenenses (José Pinto).

O esquecimento (vamos supor que disso se tratou) não é próprio de um clube com os pergaminhos do Sporting. Nem com a responsabilidade social desta venerada colectividade.

Resta agora esperar que, se alguém se apresentar na academia do Sporting para marchar, não será posto a andar... dali para fora.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Bagio suspenso por dopagem

foto: Jesus Diges/EFE
José Alessandro Bagio, atleta brasileiro especialista de marcha atlética, está suspenso preventivamente devido à realização, após denúncias anónimas, de dois controlos antidopagem que resultaram positivos.
A suspensão de Bagio foi anunciada esta quinta-feira pela Confederação Brasileira de Atletismo, depois de conhecidos os resultados dos testes, um realizado fora da competição, após um treino, a 9 de Setembro, em Timbó, Santa Catarina, e outro, a 15 do mesmo mês, em São Paulo, depois de ter competido no Troféu Brasil/Caixa de Atletismo.
O atleta catarinense, que já participou em dois Jogos Olímpicos (Atenas-2004 e Pequim-2008), nos 20 km marcha, tendo sido 14.º classificado em ambas as provas, acusou o uso de uma substância anabolizante proibida, o 19-norandrosterona.
A substância proporciona um maior volume de massa muscular ao atleta e, por vezes, alguma agressividade.
O tempo mínimo de suspensão para este tipo de casos é dois anos, salvo decisão em contrário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Brasil.

Veteranos competem dia 19 na pista coberta de Pombal


fotos: Masters Athletic Portugal
Os veteranos portugueses vão ter os seus campeonatos nacionais de pista coberta, no dia 19 de Dezembro (domingo), em Pombal.
A organização é da responsabilidade da Associação Nacional de Atletismo Veterano (ANAV), estrutura ligada à Federação Portuguesa de Atletismo e que tem sede no Largo da Lagoa, 15-B, em Linda-a-Velha, contando com a participação do corpo de juízes da Associação Distrital de Atletismo de Leiria.
O programa incluirá provas de marcha na distância de 3000 metros masculinos e femininos, com partida marcada para as 15h00 de domingo.
Serão distribuídas medalhas aos três primeiros classificados de cada escalão, prevendo-se a participação, entre outros, da campeã europeia e mundial de veteranos, Alice Fernandes (F55), na foto, atleta do Grupo Desportivo da Lourocoope.
O pavilhão da Expocentro, por força dos constrangimentos que se depararam na utilização da pista da Nave Desportiva de Espinho, será palco, nesta época de Inverno, de quase todas as competições nacionais de pista coberta. A estrutura foi aí colocada pela FPA em 2006, após ter sido utilizada nos mundiais de pista coberta realizados em Lisboa, no ano de 2001.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Novo painel de Juízes de Marcha da Associação Europeia de Atletismo

Com a realização, em Setembro de 2009, em Leeds, da certificação para juízes de marcha de área – Europa (nível II da AIFA), foi constituída a nova equipa para o período de 2010 a 2014, no total de 22 elementos.
Por regras estabelecidas pela mais alta instância do atletismo mundial, os juízes formadores que estavam integrados no painel dos juízes internacionais de marcha (nível III da AIFA) tiveram de abandoná-lo e integrar em 2007, o nível II, casos de Pater Marlow e Luis Saladie.
Em finais de Outubro 2010, com a realização da certificação para o mais elevado escalão do ajuizamento mundial (nível III), levada a efeito em Paris, o painel da AEA fixou-se em 23 elementos. Naturalmente e por inerência, os 17 juízes europeus que integram o nível III, referência feita na peça de 26-11, deverão igualmente constituir-se parte do painel da AEA.
Eis, então, a constituição do painel europeu (nível II da AIFA):
Ana Toureiro (Portugal), Peter Marlow e Noel Carmody (Grã-Bretanha), Luis Saladie e Sergio Solana (Espanha), Jens Grunberg, Manfred Bott e Melchior Christian (Alemanha), Can Korkmazoglu (Turquia), Anne-Christine Blachere, Herve Desmoulins e Gérard Lelievre (França), Joseph Ferrugia (Malta), Zoi Gini (Grécia), Orsolya Gruber (Hungria), Anna Johannesson (Suécia), Jekaterina Jutkina (Estónia), Michal Krynicki (Polónia), Maris Peterson (Rússia), Rudolf Cogan (República Checa), Vesna Repic (Sérvia), Inge-Marie Scholer (Dinamarca), e Alexandru Stefan (Roménia).
De registar que Can Korkmazoglu é também Oficial Técnico Internacional.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

OJE - "Benefícios da marcha na doença de Alzheimer"

«O Jornal Económico» («OJE») apresenta na edição de 7 de Dezembro, na rubrica «maisSaúde», um artigo de Luís Gouveia Andrade, médico, director-geral da InfoCiência, sobre os «Benefícios da marcha na doença de Alzheimer».
Recomenda-se a leitura do texto, bem assim como os comentários que suscitou aos bloguistas de «O Marchador» e que se publica no final.

OJE - 7 Dez.2010 (3.ª feira)


ESTUDOS recentes sugerem que caminhar cerca de 8 Km por semana ajuda a abrandar a progressão da doença cognitiva observada em doentes idosos já com disfunção cognitiva ligeira no contexto da Doença de Alzheimer.
Mesmo nas pessoas saudáveis e com boa função cognitiva, a realização de actividade física ajuda a travar o declínio cognitivo.
Apenas nos Estados Unidos estima-se que existam 2,4 a 5,1 milhões de pessoas afectadas por Alzheimer com um declínio irreversível e devastador na memória e raciocínio.
Considerando que não existe ainda uma cura para esta doença, é importante procurar formas de aliviar a progressão da doença e dos seus sintomas.
A marcha de 8 Km por semana parece proteger a estrutura cerebral durante 10 anos em doentes com Alzheimer e perturbação cognitiva ligeira, sobretudo nas áreas cerebrais relacionadas com a memória e aprendizagem. Nos adeptos dessa marcha, a perda de memória foi também mais lenta durante cinco anos.
Este estudo envolveu 426 adultos ao longo de 20 anos e os resultados revelaram que, quanto maior o envolvimento em actividade física, maior o volume cerebral, sinal de menor taxa de morte de células cerebrais.
A actividade física tem um efeito protector semelhante nas capacidades cognitivas de adultos saudáveis, embora, para estes, a distância recomendada seja de 9,5 Km por semana.
Considerando que a doença de Alzheimer é uma doença devastadora para a qual não existe cura, saber que medidas simples como esta podem ajudar é uma excelente notícia.
Todos conhecemos os benefícios do exercício físico. Saber que a marcha aumenta a resistência do cérebro a esta doença e reduz a perda de memória ao longo do tempo reforça a importância do exercício físico nas nossas vidas.
E não esqueça: o exercício físico aumenta ainda o fluxo sanguíneo ao cérebro, melhora a função cardíaca, reduz o risco de obesidade, melhora a resistência à insulina, reduz o risco de diabetes e reduz a pressão arterial. E todos estes factores aumentam o risco de doença de Alzheimer.
Importa, naturalmente, não exagerar. Todo o exercício físico deve ser feito de forma moderada e, sobretudo, vigiada.
Eis um excelente exemplo de sintonia entre corpo e cérebro.
Um corpo saudável, bem exercitado, em boa forma, contribui de forma decisiva para que possa usufruir de todas as suas capacidades intelectuais.
Mente sã em corpo são. É um lugar-comum. Mas é bem verdade…
Fonte: Reunião da Sociedade Note Americana de Radiologia, 29 Nov. 2010

Prosa notável, já se vê. Bom, mas, na verdade, apetece dizer que todo o artigo é um equívoco. Ou, então, resultou de alguma noite mal dormida do colunista português, que, à falta de melhor para escrever, tratou de reproduzir as tontices alheias sem dar por nada.
Primeiro recomenda-se no artigo que se ande 8 ou 9,5 km por semana, conforme já se tenha a doença ou se seja saudável. Mas quem é que tem o descaramento de propor que se ande estas distâncias em sete dias? Pouco passa de um quilómetro por dia. Lá em casa, uma pessoa vai à casa de banho três ou quatro vezes por dia, mais três ou quatro à cozinha, mais duas ou três à mesa, junta-lhe duas idas ao telefone e mais duas a abrir a porta a quem bateu - ainda não saiu de casa e já despachou quase metade do quilómetro que lhe propuseram para o dia. Se depois for à farmácia, ou à mercearia, ou ao talho, ou ao médico, ou ao clube do bairro, lá fica o resto caminhado. Tudo sem nunca ter ouvido ninguém recomendar que se andasse aquele quilometrozito diário.
Depois, uma notável estimativa: «Apenas nos Estados Unidos estima-se que existam 2,4 a 5,1 milhões de pessoas afectadas por Alzheimer.» Espantoso, tanto rigor! Repare-se que não são 2,4 a 2,5 milhões. Nem sequer 2,4 a 3 milhões. Não! São «2,4 a 5,1 milhões». Ou seja, um intervalo entre um valor e mais do que o seu dobro. Qualquer coisa parecida com dizer que em Portugal há entre 9 milhões e 19 milhões de habitantes. Para quem fez aquela estimativa, se dois milhões e meio de doentes com alzheimer nos EUA não chegarem, junta-se três milhões que não faz mal. Mais milhão menos milhão, talvez dê certo. Que importância tem, quando se trata de doentes, se calhar muito velhos? Aquele país não é para velhos.
Por fim, a referência final à fonte: o artigo foi publicado originalmente pela Sociedade Norte Americana de Radiologia. De radiologia? Nada haverá contra os radiologistas, mas no meio de tanta anormalidade, parece que publicar um estudo sobre alzheimer numa revista de radiologia seja só mais um requinte de humor. Não pode ser outra coisa.
Afinal, que conclusão se pode tirar da leitura de tão douto artigo? Talvez esta: os marchadores portugueses podem ficar descansados, porque, com tanta marcha nos seus treinos, nem aos 200 anos vão ficar doentes. Pelo menos com alzheimer.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Apresentação de Fraser McKinney na conferência de Leeds

O blogue "O Marchador" publica na secção "Técnica" (ao cimo da página) a apresentação de Fraser McKinney na 1.ª Conferência Europeia de Marcha Atlética, realizada em Leeds, nos dias 5 a 7 de Novembro.
Fraser McKinney é investigador em Fisioterapia na Universidade de Carnegie, com trabalhos centrados na prevenção de lesões. O seus estudos, com maior incidência nos praticantes de marcha atlética, de corrida e de basquetebol, dão especial atenção a marcadores de desempenho como a flexibilidade, o ritmo cardíaco e a biomecânica. É da sua experiência que resulta a apresentação feita na conferência de Leeds.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Santa Fé recebeu seminário para juízes de marcha

A AIFA (Associação Internacional de Federações de Atletismo), através do Centro Regional de Desenvolvimento, sediado na cidade argentina de Santa Fé, organizou de 2 a 5 deste mês um curso de formação e certificação destinada a juízes de marcha, uns já integrados no painel sul-americano de especialistas (nível II da AIFA), outros na qualidade de candidatos, no total de 13 elementos.
Luis Saladie (Espanha) foi o prelector e examinador da actividade, que incluiu sessões teóricas, práticas e de análise de situações reais em vídeo.
Participaram na certificação, Nilton Ferst e Bernadete Conte (Brasil), Jorge Bona, Ileana Antinori e Javier Vallejos (Argentina), Karina Alarcon (Bolívia), Héctor Ibarra (Chile), César Mejía (Colômbia), María del Carmen Campoverde (Equador), Manuel Carrasco (Panamá), Washington Garcia e Jorge Castro (Peru) e Raomir Salcedo (Venezuela).
Após ser dada a conhecer a constituição do novo painel para o período de quatro anos, a Confederação Sul-Americana de Atletismo (Consudatle) fará a designação dos juízes que actuarão nas principais competições do subcontinente americano.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Luís Gil (Marítimo) e Daniela Cardoso (Vermoil) repetem vitórias em Celorico da Beira

Luís Gil venceu, este sábado, os 10 km absolutos (45.19 m) do Grande Prémio de Celorico da Beira repetindo,assim, o triunfo do ano passado. Pedro Martins (CA Seia) foi segundo, com 45.46 m, e Pedro Santos (CIA Ilha Azul), o terceiro, com 45.47 m.
Até metade da competição seguiam na frente da prova Luís Gil, Pedro Martins e Pedro Santos quando o atleta nortenho, a representar as cores madeirenses do Clube Sport Marítimo, imprimiu forte ritmo que o isolou no comando até ao final da prova (22.42 m na primeira légua e 22.37 m na segunda).
Na principal prova feminina, também de 10 km, destaque para a vitória, muito disputada, de Daniela Cardoso, do Atlético Clube de Vermoil, ainda júnior até ao final do ano, sobre Liliana Martins (GCA Donas), 54.00 m e 54.01 m. Nove segundos depois chegaria à meta Marisa Soares Pereira, agora representando o Gira Sol. De registar, em relação às três primeiras, uma segunda légua bem mais forte que a primeira, melhor 56, 49 e 40 segundos, por esta ordem da primeira à terceira.
Apesar de as marcas dos vencedores deste ano serem melhores que as dos próprios no ano anterior, a verdade é que permanecem inalterados os recordes do evento, mesmo que disputado em circuitos distintos: Sérgio Vieira, 42.12 m logo na 1.ª edição (1996) e Susana Feitor, 45.48 m em 2000.
De notar o trabalho de reportagem, com destaque para a principal prova masculina, narrada e fotografada, em cima da hora, no Facebook, pelo FeraSportive, dando aos leitores internautas a possibilidade de irem acompanhando as peripécias competitivas.
Na rede social do clube há um variado álbum de fotografias alusivas ao certame.

Disponíveis os resultados provisórios de Celorico da Beira, 4 de Dezembro

Consulte os resultados provisórios do 11.º Grande Prémio de Marcha Atlética de Celorico da Beira na secção de «Calendário», ao cimo da página, situação possível pela gentileza e colaboração do FeraSportive – União Atlética da Guarda e da organização local.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Carlos Albano, o pioneiro da marcha atlética em Portugal

Quando a marcha atlética ressurgiu em Portugal, no final de 1974, Viseu foi um dos pólos de desenvolvimento da especialidade. Nesse Verão, Carlos Albano, acompanhado de familiares (o primo Fonseca e Costa, hoje conceituado treinador de atletismo, e o amigo Rui Mingas, mais tarde embaixador de Angola em Lisboa), tinha assistido à transmissão televisiva dos Campeonatos da Europa de Atletismo, disputados em Roma. E a curiosidade foi-lhe aguçada ao ver imagens das provas de marcha, especialidade estranha para aquele funcionário das Minas da Urgeiriça.
O interesse suscitado levou-o a participar na primeira prova de marcha realizada em Portugal depois das experiências dos anos de 1911/1912. Foi no Parque do Fontelo, naquela cidade, no dia 1 de Dezembro de 1974, e logo nessa ocasião venceu, aplicando os rudimentos técnicos entretanto aprendidos. Era o início de uma carreira de grande dedicação à modalidade, que contemplou a presença em competições internacionais, incluindo a Taça do Mundo de Marcha de 1987, em Nova Iorque, a primeira em que Portugal se fez representar.
Depois veio o incentivo à realização, durante muitos anos, do Grande Prémio da Urgeiriça e a formação como juiz, vertente que nunca suscitou em Carlos Albano grande gosto, dada a dificuldade de mostrar raquetas de advertência.
Aos 65 anos, o sempre jovem Carlos Albano mantém-se ligado ao atletismo e qualquer encontro ocasional em algum lugar onde haja uma prova para disputar dá sempre aos antigos colegas a grande alegria do seu convívio.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

11.º Grande Prémio de Marcha Atlética de Celorico da Beira, 4 de Dezembro

Consulte o regulamento do 11.º Grande Prémio de Marcha Atlética de Celorico da Beira e memorial “Carlos Amaral” na secção de «Calendário», ao cimo da página.
Na lista dos vencedores absolutos masculinos e femininos de todas as edições já realizadas, nos homens é João Vieira, medalha de bronze nos últimos Campeonatos da Europa (Barcelona, 2010), quem detém maior número de triunfos (1997, 1999, 2000 e 2008), seguido do atleta da "casa" Pedro Martins (2002, 2006 e 2007).
Nas senhoras, Susana feitor, com quatro vitórias (1996, 1997, 1999 e 2000), segue claramente na dianteira, sendo curioso verificar-se que nas restantes seis edições houve seis diferentes vencedoras.
A organização anunciou que se encontram inscritos 75 atletas provenientes de 8 distritos. Prevista igualmente a presença de uma delegação espanhola.

O mundo de Vittorio Visini e seus amigos

O responsável técnico pela marcha em Itália, Vittorio Visini, figura história da marcha internacional, criou em 2008 um «site» para publicação de álbuns com fotografias ou filmes de marcha atlética de todo o mundo. A página tem o endereço www.multimediavisini.com e acolhe os visitantes com uma composição musical conhecida.
Mergulhando no «site» pode então aceder-se a blocos de imagens organizados por épocas ou grandes eventos, preenchidos por fotos da marchadores de numerosos países, incluindo Portugal. Os visitantes que não dominem a língua italiana podem optar por uma qualquer de 43 línguas (português é uma delas, nas versões brasileira e europeia) para navegação na página, o que nalgumas secções facilitará a descodificação da informação.
Os interessados em disponibilizar documentos fotográficos ou videográficos para este projecto podem fazê-lo usando a funcionalidade criada na página para esse efeito.
Dedicado a uma das figuras lendárias da marcha italiana, Pino Dordoni (campeão europeu dos 50 km em 1950 e campeão olímpico na mesma distância em 1952), o Multimédia Visini proporciona ainda um motor de busca com acesso directo a fotografias de mais de 1330 atletas identificados um a um.
Vittorio Visini foi, também ele, um marchador olímpico, tendo participado em três edições dos Jogos. Em 1968, no México, foi 6.º nos 50 km; quatro anos depois, em Munique, foi 8.º nos 20 km e 7.º nos 50 km; por fim, nos Jogos de Montreal de 1976, terminou os 20 km no 8.º lugar. As suas melhores marcas pessoais nas distâncias olímpicas foram de 1.25.49 h nos 20 km (1981) e 3.56.04 h nos 50 km (1978).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Faleceu Ferreira Gonçalves, antigo director da Associação de Atletismo de Lisboa

António Ferreira Gonçalves que foi director e colaborador da Associação de Atletismo de Lisboa durante mais de 30 anos, faleceu no passado dia 30 de Novembro.
Tendo iniciado funções na AAL em 1976, Ferreira Gonçalves foi de uma exemplar dedicação à causa do atletismo.
Sempre disponível para a realização de tarefas indispensáveis ao apetrechamento das provas de marcha atlética, Gonçalves fê-lo continuadamente com boa vontade e mestria.
Das boas recordações do seu convívio com as gentes da marcha, há pelo menos duas que retemos na memória: em 1978, aquando da deslocação a Barcelona da selecção de Lisboa que incluía, pela primeira vez, marchadores (10.000 metros pista), a fim de participar no (então) tradicional Barcelona-Lisboa-Madrid, e em 1983 na deslocação de uma delegação de Lisboa a Barcelona, numa viatura, para participar numa das mais prestigiadas competições internacionais da época, o Grande Prémio de L’Hospitalet.
Na foto, Ferreira Gonçalves, na fila de trás, o 2.º a contar da esquerda (em 17.04.1983, Montjuic, Barcelona).
Os nossos respeitosos sentimentos á família.

Alterações da regra 230 (2010)

Na reunião que levou a efeito no passado mês de Agosto, na Ucrânia, o Conselho da IAAF aprovou algumas alterações da redacção da regra 230 (Marcha Atlética) do Regulamento Técnico Internacional, as quais entraram de imediato em vigor.
No que respeita à própria definição de marcha atlética, o segundo período do ponto 1 da referida regra passa a ter a seguinte redacção:
«A perna que avança deve estar estendida (isto é, não dobrada pelo joelho) desde o momento do primeiro contacto com o solo até à passagem pela posição vertical».
Na redacção até então vigente, determinava-se que «A perna que avança terá que estar estendida […]».
Procedeu-se, também, à alteração da alínea (a) do ponto 3, que regula os poderes de desclassificação do Juiz-Chefe de Marcha na parte final das provas das principais competições internacionais e que passa a estabelecer que:
«Nas competições realizadas segundo a regra 1.1 (a), (b), (c), (d) e (f), o Juiz-Chefe tem o poder de desclassificar o atleta nos últimos 100 metros, quando o seu modo de progressão infrinja obviamente o cumprimento da Regra 230.1 […]».
Esta nova redacção vem, assim, uniformizar o espaço de aplicação deste poder do Juiz-Chefe de Marcha, uma vez que tal poder era aplicável nos últimos 100 metros das provas realizadas totalmente dentro do estádio ou totalmente fora do estádio, assim como dentro do estádio no caso das provas realizadas fora do estádio e terminadas no estádio.
Verifica-se, igualmente, a modificação do conceito de advertência, que agora é designado pelo próprio objecto que o materializa – a raqueta amarela –, cuja utilização passa a ser regulada da seguinte forma pelo ponto 4 da regra 230:
«Quando o juiz não estiver completamente satisfeito relativamente ao total cumprimento da definição do ponto 1 pelo atleta, aquele mostrará a este, quando possível, uma raqueta amarela indicando a infracção que é cometida. Não será mostrada ao atleta uma segunda raqueta do mesmo juiz pelo mesmo motivo […]».
Anteriormente, a advertência constituía uma informação fornecida pelo juiz ao atleta de que, na opinião do primeiro, o segundo se encontrava em risco de infringir alguma das condições da regra de definição da marcha atlética.
A versão em língua portuguesa que aqui expomos da nova redacção da regra 230 é uma tradução sem carácter oficial da versão em língua inglesa que foi divulgada após a realização da aludida reunião do Conselho da IAAF.

Autor: Joaquim Graça

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Faleceu Sylvia Markham, antiga juíza internacional de marcha

Foto: José Dias

Sylvia Markham, membro do painel de juízes internacionais de marcha na década de noventa, faleceu no passado dia 25 de Novembro, vítima de doença prolongada.

De irradiante simpatia e boa disposição, Sylvia era esposa de Peter Markham, presidente da Associação Inglesa de Marcha Atlética, instituição fundada em 1907.
O casal Markham, na foto, trabalhou nos últimos anos e em diversas ocasiões, na área do secretariado de provas de marcha em eventos internacionais.

Clube Português de Marcha Atlética

Fundado em 1982, o Clube Português de Marcha Atlética cumpre 28 anos a 1 de Dezembro. Na escritura realizada a 12 de Janeiro de 1983 compareceram como outorgantes José Dias, Aires Denis, Luís Dias, Paulo Alves, José Baptista, Carlos Menezes, Mário Pinto, José Belo, José Domingues e Ana Batuca.
O CPMA, como ficou conhecido, foi a primeira associação de marchadores constituída com o objectivo de divulgar a especialidade no nosso país, dando continuidade no todo nacional ao trabalho que nos primeiros anos de reimplantação da marcha em Portugal esteve centrado em Lisboa.
Apesar de praticamente desactivado, o clube dos marchadores portugueses permanece como uma espécie de reserva de independência da disciplina desde que as funções que desempenhava passaram a ser assumidas noutras esferas institucionais.
O CPMA teve estatutos publicados na III Série do «Diário da República» de 25 de Março de 1983.
O desenho gráfico do emblema do CPMA foi concebido por Carlos Menezes, um dos pioneiros, e a emissão do alfinete de lapela, na imagem, só foi possível pelo contributo de Mário Pinto, antigo dirigente e pai do marchador olímpico José Pinto.