segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Daniela Cardoso e Cristiano António, os melhores em Alvaiázere

A partida da prova feminina de 5 km.
Foto: blogue ModArte
Uma centena de atletas marcaram presença em Alvaiázere, este sábado, por ocasião da realização da 12.ª Légua de Marcha Atlética (14.º Grande Prémio), naquela que foi a segunda competição da especialidade na presente época.

Em termos absolutos, no setor feminino, Daniela Cardoso (Leiria Marcha Atlética), triunfou, pela terceira vez consecutiva, com o tempo de 24.19, melhorando em 50 segundos a marca de 2012. Vitória Oliveira, outra atleta do distrito de Leiria, que agora representa a Juventude Vidigalense, foi segunda com 25.05, classificando-se, no terceiro lugar, a benfiquista Nádia Cancela, com 25.33.

Na prova masculina, considerando globalmente os resultados, Cristiano António, do Atlético Clube Vermoil, venceu com o bom tempo de 21.59, apenas mais 9 segundos que a marca do vencedor no ano passado, o internacional Sérgio Vieira, agora competindo por terras da China. Leonardo Toro, do Club Atletismo Extremadura (Espanha), colocou-se, de novo, num dos lugares do pódio, a segunda posição com a marca de 22.23 (1.º classificado em M40). O jovem Bruno Pedro, do Grupo de Amigos de Casais do Vento, o atleta mais credenciado da região, foi terceiro com 22.36.

De destacar a larga participação de atletas dos escalões de benjamins e infantis bem como - esta uma novidade muito interessante -, no escalão das veteranas, de tal modo que a organização do evento, não prevendo um número tão elevado, como veio a verificar-se, estabelecera apenas um único escalão feminino, situação que reporá na edição do próximo ano, caso, como se espera, os apoios apareçam.

Coletivamente o triunfo voltou a sorrir, esta época, ao Centro de Atletismo das Galinheiras, com 75 pontos (já vencera em St.º António dos Cavaleiros), seguido do Grupo de Amigos de Casais do Vento, com 65, e do Club Atletismo Extremadura, com 46.

Resultados das principais provas

5 km masculinos absolutos
1.º, Cristiano António, 1988 (AC Vermoil), 21.59 - 1.º, sénior
2.º, Leonardo Toro, 1967 (CA Extremadura - Espanha), 22.23 - 1.º, veterano
3.º, Bruno Pedro, 1993 (GA Casais Vento), 22.36 - 2.º, sénior
4.º, Nuno Santos, 1988 (Sporting CP), 23.40 - 3.º, sénior
5.º, João Martins, 1995 (CA Ferreira Zêzere), 24.29 - 1.º, júnior
6.º, Carlos Paiva, 1969 (CA Galinheiras), 26.45 - 2.º, veterano
7.º, Paulo Ramos, 1969 (CA Galinheiras), 27.04 - 3.º, veterano
8.º, Telmo Oliveira, 1994 (GA Fátima), 28.27 - 2.º, júnior
9.º, Joaquim Leitão, 1956 (GDS Domingos), 30.59 - 1.º, veterano
10.º, Antonio Polo, 1961 (CA Extremadura - Espanha), 32.07 - 2.º, veterano
Desclassificado: Mario Quintana, 1987 (CA Extremadura - Espanha) - sénior

5 km femininos absolutos
1.ª, Daniela Cardoso, 1991 (Leiria Marcha A), 24.19 - 1.ª, sénior
2.ª, Vitória Oliveira, 1992 (J Vidigalense), 25.05 - 2.ª, sénior
3.ª, Nádia Cancela, 1993 (SL Benfica), 25.33 - 3.ª, sénior
4.ª, Mariana Mota, 1995 (SL Benfica), 26.06 - 1.ª, júnior
5.ª, Alexandra Lamas, 1972 (CA Galinheiras), 26.08 - 1.ª, veterana
6.ª, Sandra Leitão, 1975 (ADRE Palhaça), 27.50 - 4.ª, sénior
7.ª, Maria Orlete Mendes, 1951 (CA Galinheiras), 30.04 - 2.ª, veterana
8.ª, Maria Fernandes, 1952 (GD Lourocoop), 30.48 - 3.ª, veterana
9.ª, Laura Garcia, 1991 (CA Extremadura - Espanha), 32.16 - 5.ª, sénior
10.ª, Anabela Santos, 1972 (GD Lourocoop), 33.12 - 4.ª, veterana
11.ª, Maria José Dias, 1965 (GDS Domingos), 33.37 - 5.ª, veterana
12.ª, Susan Mota, 1970 (CB Abrantes), 34.12 - 6.ª, veterana
13.ª, Eugénia Fernandes, 1969 (CA Galinheiras), 34.57 - 7.ª, veterana
14.ª, Araceli Sanchez, 1973 (CA Extremadura - Espanha), 35.52 - 8.ª, veterana
15.ª, Andreia Coelho, 1991 (GD Lourocoop), 37.32 - 6.ª, sénior
16.ª, Teresa Sousa, 1974 (GDS Domingos), 38.36 - 9.ª, veterana
17.ª, Paula Pinto, 1977 (GD Moure), 39.13 - 10.ª, veterana
18.ª, Natália Santos, 1970 (GD Lourocoop), 39.16 - 11.ª, veterana
19.ª, Maria Fátima Resende, 1967 (GD Lourocoop), 40.21 - 12.ª, veterana
20.ª, Alzira Guedes, 1977 (GD Moure), 40.30 - 13.ª, veterana
21.ª, Rosa Rebelo, 1977 (GD Moure), 41.19 - 14.ª, veterana
Desclassificadas: Ivete Pinheiro, 1956 (GDS Domingos) – veterana e Adelaide Santos, 1970 (GDS Domingos) – veterana.

Vencedores de outros escalões

1 km Benjamins
Masc.: Leandro Francisco, 2003 (CA Galinheiras), 5.24
Fem.: Catarina Torres, 2003 (Learntogether AFM), 5.16

2 km Infantis
Masc.: Rodrigo Lopes, 2001 (GA Casais Vento), 11.26
Fem.: Almudena Quejido, 2000 (CA Extremadura - Espanha), 11.45

2 km Iniciados
Masc.: Vasco Santos, 1998 (CA Marinha Grande), 9.38
Fem.: Catarina Duarte, 1998 (Learntogether AFM), 10.17

3 km Juvenis
Masc.: Hélder Santos, 1996 (Gira Sol - RC), 13.13
Fem.: Carolina Oliveira, 1997 (JD Almansor), 17.14

2 km Desporto Especial
Masc.: Diogo Oliveira, 1990 (AC Vermoil), 15.07
Fem.: Adelaide Mata, 1966 (APPACDM-Santarém), 16.14

domingo, 10 de novembro de 2013

Portugueses em força no Tour da China

A equipa nacional feminina.
Foto: blogue A Arlapa
Duas fortes equipas nacionais iniciarão amanhã a participação num torneio de marcha atlética, a realizar em redor do lago Taihu, em Sushou, na China, uma organização da Federação de Atletismo da China, e que terá a singular particularidade do evento se disputar em quatro etapas, onde os homens percorrerão um total de 65 quilómetros, em quatro dias, e as mulheres 35 quilómetros, em dois dias.

Já há quem compare a competição ao Tour de França em ciclismo, com a espetacularidade que o evento desperta. A partir da segunda jornada masculina, o atleta que seguir na frente da prova terá direito ao uso da camisola amarela.

Com a introdução de tempos de paragens, em consequência de eventuais faltas assinaladas pelos juízes de marcha, a competição constituirá, também para estes, um desafio, na medida em que se depararão, não com o habitual circuito de 1 ou 2 quilómetros, usado nas grandes competições, mas, por vezes, com etapas em linha, de vários quilómetros.

Ana Cabecinha, Inês Henriques, Vera Santos e Susana Feitor completarão a equipa feminina enquanto, no setor masculino, a equipa portuguesa será constituída por João Vieira, Sérgio Vieira, Dionísio Ventura e Miguel Carvalho. Os prémios monetários são muito atraentes, quer a nível individual (etapas e geral) quer a nível coletivo.

O australiano Jared Tallent, medalha de bronze nos 50 km dos Mundiais de Moscovo, e triplo medalhado olímpico, será uma das “cabeça de cartaz”, formando equipa com os seus compatriotas Dane Bird-Smith e Chris Erickson e com o canadiano Inaki Gomez.

De destacar, também, do contingente estrangeiro, a presença de atletas como o francês Yohann Diniz, o mexicano Eder Sanchez, o norueguês Erik Tysse, o polaco Grzegorzy Sudol, os russos Petr Trofimov e Aleksandr Yargunkin, o eslovaco Matej Toth, e o tunisino Hatem Goula. 16 equipas de províncias chinesas participarão no evento masculino, com relevo, no plano individual, de Chen Ding, medalha de ouro nos 20 km dos Jogos de Londres e prata, nos Mundiais de Moscovo, Cai Zelin, Yu Wei, Heyong Qiang e Xu Faguang.

Do lado feminino, além do grupo luso, as atenções concentram-se na polaca Agnieszka Szwarnog, nas russas Natalia Serezhkina, Irina Shushina e Tatiana Korotkova, na bielorussa Nastassia Yatsevich, e na espanhola Ainhoa Pinedo e, claro, nas melhores atletas chinesas, com particular incidência para Liu Hong, medalha de bronze nos mundiais de Moscovo e Qieyang Shenjie, medalha de bronze nos Jogos de Londres. Tal como nos homens, foram selecionadas atletas de 16 províncias chinesas.

sábado, 9 de novembro de 2013

Jogos Escolares Centro-americanos e das Caraíbas, na Colômbia

Daniela Pastrana e Jurgen Grave.
Fotos: comité organizador local.
Montagem: O Marchador
Daniela Pastrana, da Colômbia, e Jurgen Grave, da Guatemala, foram os vencedores das provas de marcha de 5.000 metros femininos e 10.000 metros masculinos realizadas no dia 7, a contar para a 4.ª edição dos Jogos Escolares Centro-americanos e das Caraíbas, destinado a atletas com idades compreendidas entre os 15 e 17 anos, que decorrem na cidade colombiana da Armênia,

25.48,76 foi a marca obtida por Pastrana, 18 segundos antes da guatemalteca Karin Vicente (26.06,95), com a mexicana Jessica Tapia (26.45,11) a ocupar a terceira posição do pódio.

45.43,50 foi quanto registou Jurgen Grave, com apenas 5 segundos de avanço sobre o mexicano Noel Chama (45.49,01) mas bem distante do colombiano Cristian David Merchan (49.18,06).

Resultados
5.000 metros femininos
1.ª, Daniela Fernanda Pastrana Achicanay (Colômbia), 25.48,76
2.ª, Karin Clarisa Vicente Guzman (Guatemala), 26.06,95
3.ª, Jessica Citlalli Tapia Moreno (México), 26.45,11
4.ª, Sheskaya Ramos (Venezuela), 27.14,69
5.ª, Maria Jose Caliz Blandon (Nicarágua), 27.42,23
6.ª, Kimberly Joseph Torres Correa (Costa Rica), 31.03,55

10.000 metros masculinos
1.º, Jurgen Everhard Grave Chavez (Guatemala), 45.43,50
2.º, Noel Ali Chama Almazan (México), 45.49,01
3.º, Cristian David Merchan (Colômbia), 48.26,80
4.º, Jefferson Jesus Chacon Garcia (Venezuela), 49.18,06
5.º, Jesus Eduardo Vega Davila (Venezuela), 51.23,69
6.º, Albin Oliver Herrera Fonseca (Nicarágua), 54.07,73
Desclassificado: Jose Alejandro Barrondo Xuc (Guatemala).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Légua de Marcha Atlética de Alvaiázere

A vila beiroa de Alvaiázere acolhe amanhã, sábado, a décima segunda edição da já tradicional légua local de marcha atlética (décimo quarto grande prémio), iniciativa desde sempre organizada pelo jornal «O Alvaiazerense» e pelo Grupo de Amigos de Casais do Vento.

As provas serão disputadas num circuito de 500 metros junto à Escola Dr. Manuel Ribeiro Ferreira e terão início às 15h00, com a realização das competições masculina e feminina de 1 km para benjamins. A série seguinte de partidas, quinze minutos depois, inclui a prova de 2 km para infantis e iniciados e desporto especial. O último tiro está marcado para as 16h30, quando saírem os participantes nas provas masculinas de juniores, seniores e veteranos de 5 km.

De assinalar o trabalho empenhado de António Gonçalves, treinador e responsável do Grupo de Amigos de Casais do Vento e principal dinamizador da iniciativa que, com muitas dificuldades, nomeadamente na angariação de apoios, vai mantendo de pé a iniciativa que já é uma referência no calendário competitivo nacional.

Além dos troféus atribuídos aos melhores classificados e medalhas a todos os participantes, serão ainda instituídos prémios monetários (três primeiros absolutos masculinos e femininos e às cinco primeiras equipas da geral colectiva).

Pena que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal não se mostrem disponíveis para contribuir com um apoio mais substancial face aos louváveis esforços dos organizadores, entre os quais os responsáveis do jornal “O Alvaiazerense”, com todo o trabalho logístico. É esperada mais de uma centena de participantes de várias regiões do país (106 atletas, 22 clubes e 7 distritos), a que se junta ainda uma delegação espanhola.

De assinalar, igualmente, o contributo desinteressado dos amigos locais da marcha atlética, entre os quais o de Aurélio Mendes, que obteve o patrocínio da Fábrica de Louças de Alcobaça na conceção de alguns dos prémios.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Taça de Marcha da Ucrânia, em Mukachevo

Imagens da cerimónia que antecedeu as provas, do pódio Sub-23
masculino, com Igor Lyashchenko no lugar mais alto, e da partida
dos 10.000 metros femininos. Fotos: facebook da federação de
atletismo da Transcarpátia. Montagem: O Marchador.
Na vigésima edição de Taça de Marcha Atlética da Ucrânia, e ainda meeting internacional da Transcarpátia que teve lugar na pista da cidade de Mukachevo (dia 2), o destacado atleta ucraniano Igor Lyashchenko ganhou os 10.000 metros com a marca de 40.26,9.

Lyashchenko, nascido em 1993, tem como recorde pessoal 39.52,75, conseguido em Yalta, em maio deste ano, ele que venceu os Jogos Olímpicos de Juventude, em Singapura-2010, e que foi medalhado (bronze) nos Campeonatos Mundiais de Juvenis, em Bressanone-2009.

As segunda e terceira posições absolutas na prova masculina foram para Oleksandr Venglovskiy (40.52,0) e Konstantin Puzanov (42.08,8).

Nas senhoras, vitória para Inna Kashina que obteve um novo recorde pessoal com 45.43,2. Seguiram-lhe Vasilina Vitovszcik (47.51,3) e a júnior Valentina Mironczuk (48.07,8).

O evento teve a participação de cerca de 100 atletas nas várias faixas etárias, em representação de 10 distritos.

Volynska, com 204 pontos, foi o distrito vencedor, seguido de Zakarpatska (177) e Zhitomirska (145).

Resultados absolutos das principais provas

10.000 metros masculinos
1.º, Igor Lyashchenko (1993), 40.26,9
2.º, Oleksandr Venglovskiy (1985), 40.52,0
3.º, Konstantin Puzanov (1991), 42.08,8
4.º, Vladislav Svidnickiy (1987), 42.38,0
5.º, Viktor Parfeniuk (1990), 42.59,9
6.º, Vladislav Lobczenko (1993), 43.00,9
7.º, Fiodor Dovgun (1986), 43.45,1
8.º, Kirilo Andrushczenko (1993), 45.04,9
9.º, Igor Puzanov (1993), 45.41,2
10.º, Andriiy Vodvud (1996), 47.42,0
11.º, Valeriy Litaniuk (1994), 49.03,9
12.º, Oleg Padus (1995), 49.45,4

10.000 metros femininos
1.ª, Inna Kashina (1991), 45.43,2
2.ª, Vasilina Vitovszcik (1990), 47.51,3
3.ª, Valentina Mironczuk (1994), 48.07,8
4.ª, Natalya Koncevic (1984), 48.21,3
5.ª, Okcana Trofimovic (1992), 49.03,5
6.ª, Olga Kisil (1991), 49.06,9
7.ª, Margarita Pasiuk (1994), 49.58,4
8.ª, Ksenia Radko (1994), 51.17,1
9.ª, Olesia Kalenska (1989), 53.00,0
10.ª, Viktorija Bokun (1995), 53.16,9
11.ª, Maria Filiuk (1995), 53.17,3
12.ª, Georgina Kondur (1992), 54.29,6
13.ª, Hristina Michaylishin (1992), 55.26,4
14.ª, Olga Stadnik (1994), 56.59,8
15.ª, Adriana Rozhko (1993), 58.36,1
16.ª, Roksolana Pavlik (1993), 58.54,8
17.ª, Olena Soroka (1994), 1.00.16,9
18.ª, Andzela Tanczinec (1991), 1.00.21,2

Colaboração: Kristina Saltanovic

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Juízes portugueses fazem o pleno na certificação europeia

Vasco Guedes, Ana Toureiro e José Ganso, em Athlone.
Ana Toureiro, José Ganso e Vasco Guedes vão integrar o novo painel internacional de juízes de marcha para a área europeia (2014/2017), conhecidos que foram os resultados da certificação levada a efeito pela Associação Europeia de Atletismo, no mês de outubro em Athlone, na Irlanda.

Esta é uma, mais uma, excelente notícia para a arbitragem portuguesa e, agora, particularmente no âmbito do ajuizamento em provas de marcha atlética, vindo reforçar os níveis de qualidade a que nos habituou, no exercício de atuações em grandes competições internacionais.

Recorde-se que 48 juízes, provenientes de 25 paízes europeus, compareceram na referida certificação tendo sido escolhidos para integrar o novo painel da AE (25 elementos), de modo a que haja a possibilidade de cada um deles, num ciclo de quatro anos, atuar em, pelo menos, duas das seguintes competições continentais: Europeus de Atletismo em 2014 (Zurique, Suíça), “Trials” europeus para os Jogos Olímpicos da Juventude (Baku, Azerbaijão), Taça da Europa em 2015 (Ivano-Frankivsk, Ucrânia) e 2017, Sub-23 em 2015 (Tallin, Estónia) e 2017, Juniores em 2015 (Eskilstuna, Suécia) e 2017, e Juvenis em 2016.

Foram, certamente, muito boas as classificações atingidas pelos especialistas portugueses, isto, se atendermos a que, à luz das normas previamente estabelecidas, apenas dois elementos de uma mesma nacionalidade teriam acesso direto ao painel, a não ser que o terceiro alcançasse o número de pontos suficientes que o permitisse situar na primeira metade dos candidatos elegíveis.

Por outro lado, os nossos juízes estiveram acompanhados por candidatos que, ainda não há muito tempo, estavam integrados no painel da Federação Internacional, alguns com experiência nos maiores eventos mundiais de atletismo.

Ana Toureiro, juíza de Lisboa, iniciou o seu percurso internacional em 2000, na certificação de Moscovo, sendo que de 2006 a 2009, se bem que certificada, não integrou o painel por limite de vagas, renovando agora o seu vínculo ao mesmo. Contabiliza 16 atuações no estrangeiro.

José Ganso, juiz de Setúbal e presidente do respetivo Conselho de Arbitragem da Associação local, também estreou-se no painel internacional em 2000, onde manteve a posição até 2009. Regressa ao patamar mais elevado da arbitragem europeia, contando no seu currículo com a presença em 14 competições disputadas no estrangeiro.

Vasco Guedes, juiz de Santarém, que se qualificou para Athlone na sequência dos “trials”, com José Ganso e André Brito, estreia-se no painel europeu da especialidade. Integrou o painel de especialistas em 1998 ingressando no painel nacional de grau “B” em 2002. Em 2007 ascendeu ao grau “A” e em 2011 manteve o vínculo ao grau nacional mais elevado. É curioso e elucidativo verificar que foi sempre o melhor classificado nas quatro certificações nacionais em que participou.

A equipa de “O Marchador” expressa as felicitações a Ana Toureiro, José Ganso e Vasco Guedes pelo sucesso obtido, sentimento extensivo às respetivas Associações. Aproveita a oportunidade para, igualmente, felicitar Jorge Salcedo, José Paulo Moreira, Samuel Lopes e António Costa, do novo painel de Oficiais Técnicos Internacionais, bem como Rui Loução, Helena Carvalho e Luís Abegão, que integrarão a nova equipa de Oficiais Técnicos Internacionais para a área europeia.  

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FPA anunciou os seus eventos para 2014

A Federação Portuguesa de Atletismo divulgou no seu portal a maior parte dos locais onde se realizarão as principais provas do calendário federativo.

Janeiro e Fevereiro serão os meses em que a pista coberta entrará em acção e a marcha terá assento com as provas de 5.000 metros (masculinos) e de 3.000 metros (femininos). Os Nacionais de Clubes (apuramento) a 25 de janeiro, em Braga e Pombal, os Nacionais de Juniores a 8 de fevereiro, os Campeonatos de Portugal, integrando os Sub-23, a 15, e a final dos Nacionais de Clubes a 22, sempre em Pombal.

Quanto às provas colectivas de pista ao ar livre, as provas de marcha das fases de apuramento dos Campeonatos de Clubes terão lugar a 17 de maio, em local ainda a definir, enquanto a final da I e II divisões tem assento marcado para Fátima, a 31 de maio, e a III Divisão, a realizar-se no mesmo fim-de-semana, aguardará oportunidade de escolha do local, provavelmente, tendo em conta o escalonamento das equipas que competirão neste escalão.

Os Campeonatos Nacionais de Juvenis serão realizados em Abrantes, a 28 e 29 de junho, os de Juniores no Luso, a 5 e 6 de julho, e os de Esperanças (Sub-23) na Maia, a 12 e 13 de julho, registando-se a particularidade da cidade nortenha voltar a ter uma competição nacional relevante após vários anos de ausência.

Os Campeonatos de Portugal de pista, a 26 e 27 de julho, terão por palco o Estádio Universitário de Lisboa.

Os 30.ºs Campeonatos Nacionais de Marcha Atlética em estrada serão realizados pela segunda vez em Quarteira, depois de 2012. É a terceira vez que o evento terá lugar no Algarve, tendo Olhão recebido a edição de 2010, que serviu de preparação para a Taça da Europa de 2011. O dia 1 de Fevereiro (sábado) foi a data escolhida, posicionando-se a 13 semanas da realização da Taça do Mundo de Marcha em Taicang, China (3-4 Maio), onde a selecção nacional aspira a posições relevantes.

O desfasamento da data do campeonato nacional para o espanhol (9 Março) evidencia o términus do Campeonato Ibérico, iniciado em Pontevedra, em 2012, com óptimo retorno para os portugueses, de que resultou o actual recorde nacional de 50 km (João Vieira, 3.45.17). O mesmo já não se poderá dizer para os espanhóis, cuja última edição, realizada no ano passado, no Montijo, deixou muito a desejar, quer nas condições do circuito da prova quer relativamente a outros aspectos de natureza organizativa.

A Taça FPA de Marcha em pista, marcada para o dia 22 de Março, vai para o Cartaxo, no distrito de Santarém, tendo por palco o Estádio Municipal, inaugurado em 2005, e a sua pista de atletismo de 6 corredores. Este evento, que tem tido mínimos de acesso muito fáceis, contou apenas 36 participantes na edição de 2013, em Quarteira.

A 32.ª edição do Torneio Olímpico Jovem Nacional, em pista, será disputada em Lisboa, a 14 e 15 de junho, esperando-se que se retome uma velha tradição, perdida há alguns anos, das provas de marcha serem disputadas nos escalões de iniciados e de juvenis, proporcionando-se iguais oportunidades para marchadores e os outros atletas de diferentes disciplinas ou grupos de disciplinas. O historial de participação dos jovens na especialidade é muito rico, potenciando-se o surgimento de valores que hoje são referências no panorama competitivo internacional, casos de, entre outros, Susana Feitor, Ana Cabecinha, Inês Henriques e Vera Santos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Transferências de marchadores - época de 2013/2014

Dionísio Ventura com a camisola do CIAIA
no camp. nacional Ferreira do Alentejo-2007.
Foto: JD Neves. Montagem: O Marchador.
Concluída a época de transferências, a 30 de Outubro, referiremos abaixo, numa lista que poderá ainda ser actualizada, os nomes de marchadores transferidos, que na época anterior já eram juniores e seniores (nestes, alguns já veteranos).

Uma referência para Dionísio Ventura, atleta que tem representado a selecção nacional em taças da Europa e do Mundo da disciplina, e que deixa o Ferreira Activa – Movimento Associativo de Ferreira do Alentejo para voltar a representar o Clube Independente de Atletismo Ilha Azul (CIAIA), onde esteve no período de 2004 a 2009.

A lista de clubes que receberam marchadores é a seguinte:

ACD Jardim da Serra: Andreia Freitas (ex-CS Marítimo);
ACR Valdágua: Nuno Valente (ex-CCSJ Madeira);
CA Seia: Pedro Marcelo Santos (ex-GC Bragança);
CA Marinha Grande: Ricardo Fernandes (ex-J Vidigalense)
CB Abrantes: Susan Mota (ex-CAFZ);
CCSJ Madeira: Jaime Santos (ex-Lourocoop) e António Pereira (ex-ACR Estrela Baguim);
CF Belenenses: Sofia Avoila, André Pagaime e Leonel Viegas (ex-GDP Chão Duro);
CIA Ilha Azul: Dionísio Ventura (ex-FAMAFA);
CN Rio Maior: Marco Bernardino (ex-A20 KM Almeirim);
CO Pechão: Anabela Moreira (ex-CD Quarteira) e Fábio Conceição (ex-A Ondasólida Arraial);
GD Estreito: Luís Gil (ex-CS Marítimo);
GDS Domingos: Teresa Poita Sousa (ex-ACRM);
GRECAS Vagos: Sandra Silva (ex-GS-RC);
J Vidigalense: Vitória Oliveira (ex-SL Benfica);
NDA Pombal: Tânia Alves (ex-J Vidigalense);
SC Braga: Élson Caçador (ex-Juv. Ilha Verde);
SL Benfica: Mariana Mota (ex-CA Ferreira do Zêzere) e Paulo Afonso (ex-CA Galinheiras);
SRM Trafariense: Cátia Ramalho e Diogo Oliveira (ex-CB Charneca Caparica)

domingo, 3 de novembro de 2013

Berlim sede dos Campeonatos Europeus de Atletismo em 2018

Berlim acolheu em 2009 uma excelente edição dos mundiais.
Foto: AP
Em reunião do Conselho Executivo da Associação Europeia de Atletismo, realizada ontem em Zurique, foi decidido atribuir a Berlim o encargo da realização da 24.ª edição dos Campeonatos Europeus de Atletismo. Hansjorg Wirz, presidente do organismo europeu, declarou estar convencido de que Berlim organizará uns grandes campeonatos.
 
Cidade com grandes tradições na organização de importantes competições internacionais, uma das quais, os Mundiais de Atletismo, em 2009, que ficou na memória das gentes da marcha atlética pelo fantástico apoio do público que se aglomerou, em três filas, ao longo de todo o circuito de 2 quilómetros, no centro da cidade, também ficou marcada pela boa atuação dos portugueses, com especial incidência para o 5.º lugar de Vera Santos, e ainda para o 8.º lugar de Kristina Saltanovic.
 
Para os organizadores, o Estádio Olímpico de Berlim, um dos mais modernos da Europa, oferece as melhores condições aos atletas. Apostam todos os esforços num nível técnico elevadíssimo.
 
É a terceira vez que a Alemanha acolhe uns campeonatos europeus, depois de Estugarda, em 1986, e Munique, em 2002. Amesterdão será palco da edição intercalar de 2016, sem provas de marcha.
 
Por três vezes marchadores portugueses obtiveram medalhas na competição, em 1998, por Susana Feitor, 3.º lugar nos 10 km de Budapeste, em 2006 e 2010, por João Vieira que, igualmente, se classificou no 3.º lugar em Gotemburgo e Barcelona, respetivamente.
 
Com a marcha atlética incluída desde a primeira edição dos campeonatos, em 1934, contudo, o setor feminino teve a sua estreia apenas em 1986 com a vitória da espanhola Mari Cruz Díaz nos 10 km. Em 2002, era disputada, pela primeira vez, a distância de 20 km com o triunfo da russa Olimpiada Ivanova.
 
Por países, o ranking de medalhas de ouro é o seguinte: URSS/Rússia, 13; Itália, 5; Espanha, 5; RDA, 5, Grã-Bretanha, 4; Checoslováquia, 3; Suécia, 2; Finlândia, 2; Polónia, 2; França, 2; Bielorrússia, 1; Suíça, 1; Letónia, 1.

sábado, 2 de novembro de 2013

Shaul Ladany e Peter Frenkel, encontro em 2012

Shaul Ladany (esq.) e Peter Frenkel, durante o encontro de 2012
em Munique. Foto: geher-team.de
Já por mais de uma vez a figura do marchador israelita Shaul Ladany foi evocada em «O Marchador» ou noutras publicações portuguesas anteriores dedicadas à marcha atlética, descrevendo a forma como escapou ao ataque palestiniano à aldeia olímpica de Munique, durante os Jogos Olímpicos de 1972, e contando da sua ligação de longa data a esta disciplina olímpica do atletismo.

O texto que a seguir se apresenta, com a devida vénia ao autor, foi publicado em 2012 na revista da Sociedade Internacional de Historiadores Olímpicos («Journal of Olympic History») e é da autoria de Peter Frenkel, o atleta da República Democrática Alemã que se sagrou campeão dos 20 km marcha nos Jogos Olímpicos de Munique. Fica como testemunho de um dos episódios trágicos na história do desporto moderno e como libelo contra a violência e a favor da paz.

Lembrando o massacre de Munique: nunca ceder ao terror
Por Peter Frenkel, campeão olímpico dos 20 km marcha em Munique-1972

A ideia olímpica entusiasmou-me ainda muito novo. O fascínio atinge a maior dimensão quando alguém – como aconteceu comigo – tem a felicidade de realizar o sonho de uma vitória olímpica. Munique-1972 proporcionou-me o momento de maior felicidade da minha vida, mas ao mesmo tempo senti o lado negro do grande evento olímpico, sempre em perigo de ser desvirtuado por forças estranhas ao desporto.

No dia 31 de Agosto de 1972 ganhei a medalha de ouro dos 20 km marcha. Quando, no dia seguinte, cheguei à pista de treino havia muitas mãos para cumprimentar, que a fraternidade entre marchadores sempre gerou um relacionamento próximo e caloroso. Entre os que me felicitaram estava um israelita de baixa estatura com quem me cruzara de forma rápida em 1968, no México: o Dr. Shaul Ladany, professor de engenharia. A 3 de Setembro seria a vez de ele competir nos 50 km. Terminou num respeitável 19.º lugar mas, para lá desse resultado, nada mais sabia dele então.

Só mais tarde vim a saber que aquela não era a primeira vez que se encontrava na Alemanha. Shaul Ladany tinha lá estado antes uma vez – em 1944, com oito anos – quando os nazis o levaram para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Nessa ocasião, o destino tratou-o relativamente bem, já que conseguiu escapar a esse inferno quando a sua liberdade foi comprada pelo Comboio de Kasztner(*). Mas, por outro lado, mais de cinquenta membros da sua família pereceram, vítimas do holocausto.

Passados 28 anos, Munique pretendeu levar a cabo os Jogos da Alegria, para melhorar a imagem da Alemanha. Mas, mais uma vez, agora devido a uma indesculpável falha das forças de segurança, Shaul Ladany teve a vida em grande perigo. E de novo a boa estrela acompanhou-o nesse fatídico dia 5 de Setembro. Tragicamente, não houve um final feliz para onze dos seus colegas de delegação, mortos no ataque do grupo terrorista palestino.

Com tudo isso, eu só poderia compreender que Shaul Ladany tivesse evitado a Alemanha para sempre e recusasse o meu convite para, passados 40 anos, visitar a minha cidade, Potsdam. No entanto, o que aconteceu foi o contrário. Tivemos um sentido reencontro e a seguir fomos juntos assistir às cerimónias evocativas em Munique e em Fürstenfeldbruck, onde a tentativa de resgate dos reféns se gorou.

Naturalmente, a nossa conversa andou de início à volta desses acontecimentos e, de facto, eu próprio tinha sido testemunha involuntária do sequestro. Fazia parte da equipa da RDA e, por acaso, os nossos quartos eram precisamente em frente aos dos israelitas. Pouco antes das cinco da manhã fui acordado por disparos e barulho no átrio. Quando cheguei à varanda, vi no edifício diagonalmente oposto ao nosso um homem mascarado a explicar aos polícias que tinham ocorrido ao local que os atletas de Israel estavam a ser sequestrados.

Por sorte, Shaul Ladany dormia noutro edifício que ou não foi descoberto pelos terroristas ou foi por eles ignorado. Acredita mais nesta última possibilidade e pensa que deve a vida aos dois colegas da equipa de tiro com quem partilhava o apartamento e de quem os palestinos talvez tivessem conhecimento. Conforme me contou, na noite anterior tinha assistido com a sua equipa ao musical «Um Violino no Telhado» e no intervalo toda a equipa tinha subido ao palco para tirar uma fotografia. Seria a última com todos eles vivos.

Quando regressaram à aldeia, por volta da meia-noite, emprestou o despertador ao treinador de luta Moshe Weinberg, que queria levantar-se cedo. Depois disso, Shaul Ladany, que é um grande coleccionador, foi recortar notícias de jornal até se deitar, já passava das três da manhã. Duas horas mais tarde, quando foi acordado pelos colegas de quarto, Moshe Weinberg já estava morto. Tinha tentado escapar mas em vão.

Por volta das 7h30, a equipa da RDA foi informada de que o seu edifício estava a ser evacuado. Agentes de segurança fortemente armados ocuparam a varanda. Hora e meia mais tarde reunimo-nos na garagem da cave, de onde fomos levados em autocarros para alojamentos alternativos perto de Neuschwanstein. Aí ficamos condenados à inactividade. O que entretanto se passava em Munique, onde tinha começado um duro processo de negociação pelas vidas dos reféns, era-me totalmente desconhecido. Só no dia seguinte, quando da cerimónia em memória das vítimas no Estádio Olímpico, vim a saber que à noite tinha havido uma tentativa completamente falhada de resgate dos sequestrados. Fiquei furioso por a chefia da minha delegação não me ter autorizado a assistir.

Shaul e os restantes sobreviventes do massacre regressaram a Israel no dia seguinte. Para ele, deve ter sido um sentimento terrível saber que, no porão do avião, estavam os caixões dos colegas. Também ele discutira com os chefes de delegação, porque não queria partir. Era da opinião de que pelo menos a bandeira de Israel, com uma flor em sinal de luto, deveria ter ficado para entrar no desfile da cerimónia de encerramento. Pode haver opiniões diferentes sobre se foi ou não acertada a decisão do Comité Olímpico Internacional de não permitir às vítimas dos assassínios de Munique um minuto de silêncio na cerimónia de abertura dos Jogos de Londres [de 2012]. Concordo, no entanto, com Shaul Ladany em dizer que os Jogos devem continuar e que nunca deveremos ceder ao terror.

(*) Comboio de Kasztner: alusão ao resgate de judeus húngaros para fora do território ocupado pela Alemanha, em 1944. Após negociações em que interveio o advogado judeu-húngaro Rudolph Kasztner, dois comboios de vagões de gado transportaram mais de 1600 judeus para fora da zona ocupada pelos alemães, através da fronteira com a Suíça. A viagem iniciou-se em 30 de Junho desse ano, em Budapeste (capital da Hungria, então ocupada), e os comboios, apesar de não previsto de início, fizeram um desvio pelo campo de Bergen-Belsen, onde outros judeus puderam juntar-se aos que vinham da Hungria. Shaul Ladany, que não era originário desse país, foi um deles. A viagem durou vários meses, tendo os dois comboios chegado à Suíça em separado, um em Agosto e outro em Dezembro de 1944.

Tradução publicada com autorização da Sociedade Internacional de Historiadores Olímpicos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Campeonatos de França de 50 km em Corcieux

Xavier Le Coz e o cartaz do evento.
Foto: FFA. Montagem: O Marchador.
A cidade de Corcieux, Lorraine, recebeu, domingo passado (27), o campeonato nacional de 50 km marcha para masculinos e ainda o critério nacional de 20 km femininos, provas disputadas num circuito de 1 km, com partida e chegada na praça Charles de Gaulle, sob condições climatéricas adversas, com vento, chuva e frio.

Xavier Le Coz, do Entente Franconville Cesame Val D’Oise, que integrou a selecção do seu país na recente Taça da Europa de Marcha de Dudince, sagrou-se campeão nacional com a marca de 4.09.41, curiosamente um segundo mais que o conseguido na Eslováquia (4.19.40 e 23.ª posição). Detém 4.05.06 como recorde pessoal, obtido em Saransk-2012.

Ocuparam as outras posições do pódio dos campeonatos, Johan Augeron (4.24.53) e Fabrice Ramon, de 43 anos (4.30.18), este a obter o título de veteranos e a estabelecer uma nova melhor marca pessoal. Adrià Galin Pons (4.40.55) foi o vencedor na categoria de esperanças (sub23). Uma nota para o terceiro atleta a cortar a meta, se bem que extra-campeonato, o brasileiro Luis Filipe, com 4.29.37.

Já no critério nacional para senhoras, sobre 20 km, a vitória foi para Severine Lanoue, em representação do Avia Club Issy-les-Moulx, com 1.54.13. Apenas 11 segundos depois chegaria, no segundo lugar, Lucie Barritault (1.54.24). Solenn Harispuru foi terceira, com 1.58.00.

Resultados

50 km masculinos
1.º, Xavier Le Coz (1979), 4.09.41
2.º, Johan Augeron (1983), 4.24.53
3.º, Fabrice Ramon (1970), 4.30.18
4.º, Nicolas Seche (1980), 4.34.36
5.º, Adria Galin Pons (1993 - Espanha), 4.40.55
6.º, Franck Boinaud (1967), 4.51.10
7.º, Ludovic Hadula (1987), 4.55.52
8.º, Remi Bonnotte (1965), 4.57.32
9.º, Fabien Lombard (1972), 4.58.56
10.º, Marc Haumesser (1958), 4.59.40
11.º, Dominique Gaudin (1973), 5.01.34
12.º, Nicolas Potier (1989), 5.05.25
13.º, Alfredo Galicia (1966), 5.08.30
14.º, Rene Serrano (1966), 5.08.32
15.º, Patrick Bonvarlet (1960), 5.09.58
16.º, Pascal Tournois (1954), 5.12.02
17.º, Albert Plateau (1967), 5.18.17
18.º, Christophe Erard (1970), 5.22.54
19.º, David Swynghedauw (1976), 5.25.31
20.º, Aliaksei Korzhyk (1974), 5.33.37
21.º, Raymond Baudour (1954), 5.36.39
22.º, Jean-michel Claisse (1960), 5.47.39
23.º, Didier Chui (1960), 5.50.21

Extra-campeonato: Luis Felipe (1983 - Brasil), 4.29.37, Abdelmalek Ramdani (1991 - Argélia), 4.37.38; desistentes - Ferhat Belaid (1992 - Argélia) e Aymen Sabri (1994 - Argélia).

Desistentes: Philippe Bonneau (1965), Regis Briere (1968), Alain Dequin (1966), Maxime Faiteau (1990), Damien Molmy (1988), Fabrice Priem (1967), Mickael Thomas (1978).

Desclassificados: Denis Chauvel (1969), Raymond Fauqueur (1957), Remi Grout (1961), Jean-paul Spieser (1963).

20 km femininos
1.ª, Severine Lanoue (1985), 1.54.13
2.ª, Lucie Barritault (1990), 1.54.24
3.ª, Solenn Harispuru (1985), 1.58.00
4.ª, Virginie Barthelemy (1972), 2.01.30
5.ª, Caroline Trescarte (1988), 2.03.37
6.ª, Raphaelle Joffroy (1972), 2.04.39
7.ª, Ghislaine Pieux (1971), 2.11.14
8.ª, Claudine Anxionnat (1951), 2.17.17
Desistentes: Maryse Chave (1959) e Marie-Lise de Sousa (1994).