O V Grande Prémio Internacional Madrid Marcha, integrado no World Athletics Race Walking Tour Gold, realizou-se no passado sábado, 31 de maio, e voltou a colocar a marcha atlética no centro das atenções internacionais. Antecedido por uma excelente apresentação, o evento teve como cenário a emblemática Gran Vía, proporcionando uma notável promoção da especialidade junto do público madrileno e dos milhares de visitantes que diariamente percorrem uma das mais famosas artérias da capital espanhola.
Como habitualmente, o programa competitivo contemplou provas para todos os escalões etários. Ainda assim, as atenções concentraram-se naturalmente nas provas principais de 10 km, disputadas num circuito de 1 km em formato de ida e volta, especialmente concebido para favorecer a proximidade entre atletas e espectadores.
A equipa de Juízes Internacionais de Marcha, envergando a tradicional e emblemática boina madrilena, foi composta por Luis Maroto (Espanha), na qualidade de Juiz-Chefe, assistido por Joan Pelayo (Espanha), bem como por Mara Baleani (Itália), Alicia Ruano (Espanha), Stefano La Sorda (Suíça), Kilian Wenzel (Alemanha), Eduardo Gonçalves (Portugal) e Siobhán Kelleher (Irlanda). O secretariado esteve a cargo de Enrique Delgado (Espanha), responsável pela gestão de um sistema totalmente eletrónico de comunicação de raquetas amarelas e notas de desclassificação, apoiado por oito painéis magnéticos, dois dos quais em formato LED. O português Vasco Guedes desempenhou as funções de Delegado Técnico da World Athletics.
Considerando apenas as provas de 10 km, participaram 58 atletas — 36 masculinos e 22 femininos. Os seis juízes de marcha distribuídos ao longo do circuito exibiram um total de 106 raquetas amarelas, das quais 82 por suspensão (~) e 24 por flexão (<). Foram ainda registadas 37 notas de desclassificação (RC), número que, apesar de significativo, não resultou em qualquer desclassificação efetiva. Quinze atletas receberam uma nota de desclassificação e nove atletas acumularam duas. Registou-se apenas uma situação de paragem na zona de penalização, onde uma atleta cumpriu um minuto de penalização após acumular três faltas.
Uma palavra final de reconhecimento para a excelente organização do evento, que ano após ano tem mantido elevados padrões de qualidade. Grande parte desse mérito deve-se ao ainda atleta de elite Diego García que, juntamente com Gerardo González, continua a proporcionar condições de excelência para atletas e oficiais. Merece igualmente destaque Luis Maroto, um dos mais prestigiados juízes de marcha espanhóis, integrando o painel Gold da World Athletics, cuja competência na gestão do evento — antes, durante e após a competição — se alia a uma simpatia e hospitalidade que permanecem na memória de todos os oficiais que têm a oportunidade de colaborar nesta prova.
