Os Campeonatos do Mundo de Seleções de Marcha Atlética, realizados no passado domingo (12/4), em Brasília, capital do Brasil, contaram com a disputa de seis provas da especialidade e a participação de 329 atletas, representando 40 países.
O programa competitivo teve início com as provas da Maratona de Marcha Atlética, nos setores masculino e feminino, que abriram a jornada às 6h45 da manhã, reunindo 53 atletas masculinos e 40 femininos. Em simultâneo, decorreram as provas do escalão Sub-20 masculino de 10 km, iniciada às 7h15, com 38 atletas, e do escalão feminino de 10 km, às 8h15, também com 38 participantes.
Seguiu-se, às 11h05, a Meia Maratona Masculina de Marcha, que contou com a presença de 84 atletas, encerrando o programa às 13h00 com a Meia Maratona Feminina de Marcha, na qual participaram 73 atletas.
A equipa de Juízes Internacionais de Marcha, nomeada pela World Athletics, foi composta por José Dias (Portugal), que desempenhou a função de Juiz-Chefe — cargo que já havia exercido na edição anterior, em Antália 2024 —, Anne Fröberg (Finlândia), Dolores Rojas Suárez (Espanha), Frédéric Bianchi (Suíça), Jean-Pierre Dahm (França), Jeffrey Salvage (Estados Unidos), Rolf Müller (Alemanha), Shaun Gallagher (Irlanda) e Steve Taylor (Grã-Bretanha).
Como Assistentes do Juiz-Chefe atuaram Nilton Ferst e Bernardete Conte, enquanto Guilherme Guarini assumiu o cargo de Secretário Principal, todos nomeados pela CBAT. Dada a complexidade do evento, a equipa contou ainda com a colaboração de Diego Dadin (Argentina), Susan Heiser (Estados Unidos), Laura Pop (Roménia) e Luis Saladie (Espanha), responsáveis pela gestão do fluxo de notas de desclassificação, pelo registo eletrónico das mesmas e pela operação da Zona de Penalização.
Importa destacar que, nas provas de meia maratona e maratona de marcha, foram utilizados meios eletrónicos (tablets) da SEIKO para a transmissão, em tempo real, das informações emitidas pelos juízes (com a colaboração de jovens voluntários), posteriormente exibidas no painel eletrónico.
No conjunto das seis provas, foram exibidas 559 raquetas amarelas por suspensão (~) e 196 por flexão (<) e registadas 261 notas de desclassificação (RC), das quais 168 por suspensão (~), correspondendo a 64,4%, e 93 por flexão (<), representando 35,6%. No total, 12 atletas foram desclassificados (com quatro ou mais RC), o que equivale a 3,6% dos participantes.
Registaram-se ainda 16 atletas com três RC (4,9%), 45 atletas com duas RC (13,7%) e 70 atletas com apenas uma RC (21,3%). Por fim, um número significativo de atletas — 186 — não recebeu qualquer nota de desclassificação, correspondendo a 56,5% do total.
