sexta-feira, 17 de abril de 2026

Os Juízes de Marcha nos Campeonatos do Mundo de Seleções de Marcha – Brasília 2026

A equipa que interveio em Brasília (da esquerda para a direita): Nilton
Ferst (BRA), Diego Dadin (ARG), Guilherme Guarini (BRA), Susan
 Heiser (USA), Anne Fröberg (FIN), Steve Taylor (GBR), Bernardete
Conte (BRA), José Dias (POR), Frédéric Bianchi (SUI), Dolores Rojas
(ESP), Shaun Gallagher (IRL), Jeffrey Salvage (USA), Rolf Müller
 (GER) e Jean-Pierre Dahm (FRA). Foto: LOC Brasília 2026.
Montagem: O Marchador.

Os Campeonatos do Mundo de Seleções de Marcha Atlética, realizados no passado domingo (12/4), em Brasília, capital do Brasil, contaram com a disputa de seis provas da especialidade e a participação de 329 atletas, representando 40 países.

O programa competitivo teve início com as provas da Maratona de Marcha Atlética, nos setores masculino e feminino, que abriram a jornada às 6h45 da manhã, reunindo 53 atletas masculinos e 40 femininos. Em simultâneo, decorreram as provas do escalão Sub-20 masculino de 10 km, iniciada às 7h15, com 38 atletas, e do escalão feminino de 10 km, às 8h15, também com 38 participantes.

Seguiu-se, às 11h05, a Meia Maratona Masculina de Marcha, que contou com a presença de 84 atletas, encerrando o programa às 13h00 com a Meia Maratona Feminina de Marcha, na qual participaram 73 atletas.

A equipa de Juízes Internacionais de Marcha, nomeada pela World Athletics, foi composta por José Dias (Portugal), que desempenhou a função de Juiz-Chefe — cargo que já havia exercido na edição anterior, em Antália 2024 —, Anne Fröberg (Finlândia), Dolores Rojas Suárez (Espanha), Frédéric Bianchi (Suíça), Jean-Pierre Dahm (França), Jeffrey Salvage (Estados Unidos), Rolf Müller (Alemanha), Shaun Gallagher (Irlanda) e Steve Taylor (Grã-Bretanha).

Como Assistentes do Juiz-Chefe atuaram Nilton Ferst e Bernardete Conte, enquanto Guilherme Guarini assumiu o cargo de Secretário Principal, todos nomeados pela CBAT. Dada a complexidade do evento, a equipa contou ainda com a colaboração de Diego Dadin (Argentina), Susan Heiser (Estados Unidos), Laura Pop (Roménia) e Luis Saladie (Espanha), responsáveis pela gestão do fluxo de notas de desclassificação, pelo registo eletrónico das mesmas e pela operação da Zona de Penalização.

Importa destacar que, nas provas de meia maratona e maratona de marcha, foram utilizados meios eletrónicos (tablets) da SEIKO para a transmissão, em tempo real, das informações emitidas pelos juízes (com a colaboração de jovens voluntários), posteriormente exibidas no painel eletrónico.

No conjunto das seis provas, foram exibidas 559 raquetas amarelas por suspensão (~) e 196 por flexão (<) e registadas 261 notas de desclassificação (RC), das quais 168 por suspensão (~), correspondendo a 64,4%, e 93 por flexão (<), representando 35,6%. No total, 12 atletas foram desclassificados (com quatro ou mais RC), o que equivale a 3,6% dos participantes.

Registaram-se ainda 16 atletas com três RC (4,9%), 45 atletas com duas RC (13,7%) e 70 atletas com apenas uma RC (21,3%). Por fim, um número significativo de atletas — 186 — não recebeu qualquer nota de desclassificação, correspondendo a 56,5% do total.