sábado, 19 de abril de 2014

Taça do Mundo de Marcha com oficiais nomeados

Em cima, Frédéric Bianchi, o juiz-chefe para Taicang-2014.
Em baixo, a equipa de juízes de marcha em Saransk-2012.
Fotos: Emmanuel Tardi e O Marchador
Faltam duas semanas para se darem as primeiras passadas na Taça do Mundo de Marcha, que terá lugar, pela segunda vez, na China (Pequim acolheu a edição de 1995). Prevê-se um belo espetáculo, quer sob o ponto de vista organizativo, quer no âmbito competitivo.

Interessante será, também, observar a atividade lúdica que porá a caminhar, em simultaneidade com as competições de marcha atlética e em perfeita familiaridade, milhares de participantes.

Os juízes internacionais de marcha, nomeados pela federação internacional de Atletismo, são, todos eles, experimentados elementos do painel de especialistas e, com exceção do juiz neozelandês, já atuaram, alguns por mais de uma vez, em outras edições da Taça do Mundo.

Frédéric Bianchi (Suíça) é o juiz-chefe da competição, com o poder, que a regra lhe confere, para desclassificar diretamente um atleta nos últimos 100 metros de cada prova, caso o entenda, e coordenará uma equipa de 8 elementos, a saber: José Dias (Portugal), Anne Fröberg (Finlândia), Dolores Rojas (Espanha), Geoff Annear (Nova Zelândia), Janusz Krynicki (Polónia), Shande Yang (China), Steve Taylor (Grã-Bretanha) e Wayne Fletcher (Austrália). Luís Saladie (Espanha) será o secretário, função que já desempenhou nas edições de 2002, 2004, 2008, 2010 e 2012.

Valentin Balakhnichev, presidente da Federação de Atletismo da Rússia e tesoureiro da federação internacional de atletismo (AIFA) é o delegado de organização, o italiano Maurizio Damilano, campeão olímpico nos Jogos de Moscovo, em 1980, e presidente do Comité de Marcha da AIFA, o delegado técnico e, para compor o júri de apelo, estão designados: Ahmad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, membro do Conselho da AIFA, Peter Marlow, da Grã-Bretanha, e Miguel Ángel Rodríguez, do México, membros do Comité de Marcha da AIFA, e também ex-marchadores, tendo o mexicano atingido posição de maior notoriedade ao alcançar a medalha de bronze nos mundiais de Atenas, em 1997.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Olhão receberá o 1.º Troféu Jorge Costa de Marcha Atlética


Numa homenagem a Jorge Costa, campeão português dos 50 km marcha em 2007 e 2011, e vice-campeão nos anos de 2001 a 2006, 2009 e 2010, Olhão voltará a acolher provas de marcha atlética, que serão realizadas, sensivelmente, no mesmo local àquele que serviu de cenário à Taça da Europa de Marcha, em 2011, que ainda hoje é recordada como umas das melhores alguma vez realizadas.

O Troféu, que terá lugar no dia 26 deste mês e pode constituir, futuramente, uma importante referência no panorama competitivo nacional, é uma organização da Junta de Freguesia de Quelfes e do Clube Oriental de Pechão, coletividade onde Jorge Costa deu os primeiros passos na marcha atlética, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Olhão, das Juntas de Freguesia do Concelho de Olhão e, ainda, da Associação de Atletismo do Algarve.

Curiosamente, a iniciativa é uma das que se enquadram na Comemoração da Revolução dos Cravos, promovida pela Câmara de Olhão, sob o lema “25 de Abril, 40 anos, 40 momentos”, com plena oportunidade quando é sabido que a marcha atlética se reiniciou em Portugal logo após a revolução de 1974.

As provas que serão disputadas num circuito de 500 metros, na Avenida 5 de outubro, com partida e chegada junto ao Mercado Municipal, terão início pelas 16.00 horas com a realização dos 500 metros para benjamins ‘A’, às 16.10 horas. Os benjamins ‘B’ (1 km), partirão 10 minutos mais tarde, os infantis (2 km), pelas 16.25 horas, e os iniciados e juvenis (3 km), às 16.45 horas. As principais provas do programa estão reservadas para as 17.10 horas, com os 5 km femininos dos escalões de juniores, seniores e veteranas, e para as 17.45 horas, com a prova masculina dos 5 km juniores, seniores e veteranos.

Está prevista a participação de alguns atletas estrangeiros e dos melhores especialistas nacionais, muitos deles, nessa ocasião, instalados numa unidade hoteleira do Algarve, em estágio de preparação com vista à participação na Taça do Mundo de Marcha, a 3 e 4 de maio próximo.

Jorge Costa nasceu em Faro, a 20 de Março de 1961, tendo representado a seleção nacional por 18 vezes. Marcou presença nas Taças da Europa de Marcha de 2000, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2011, nas Taças do Mundo de Marcha de 1999 (a sua estreia),  2004, 2006, 2008 e 2010, nos Campeonatos Europeus de 2002 e 2006, nos Campeonatos Mundiais de 2001, 2005 e 2007, e nos Jogos Olímpicos de 2004.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Joaquim Graça vai ajuizar os Campeonatos do Japão


O juiz internacional Joaquim Graça. Foto: José Ganso
Membro do painel de especialistas da Associação Internacional de Federações de Atletismo, Joaquim Graça foi convidado pela federação nipónica de atletismo para atuar nos Campeonatos de Marcha do Japão, que terão lugar no próximo fim-de-semana em Wajima, província de Ishikawa.

Sinal de prestígio para a arbitragem portuguesa, o juiz português incidirá a sua atenção, principalmente, nas provas de 10 km juniores, que se realizarão este sábado (19), o setor masculino, pelas 13.00 horas, e o feminino, 5 minutos depois, e na prova masculina dos 50 km, que terá lugar pelas 7.30 horas de domingo. As competições disputar-se-ão num circuito de 2 quilómetros localizado no centro da cidade.

Joaquim Graça, membro filiado no Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo de Lisboa, desde 1996, um estudioso da temática da arbitragem, ingressou, em 2003, no nível mais elevado do painel nacional de especialistas. Participou, com sucesso, na certificação europeia, realizada em 2009, em Leeds, ingressando, logo no ano seguinte, após nova certificação, no painel de especialistas da IAAF.

A equipa de juízes de marcha, designada para Wajima, será ainda composta pelos seus colegas do painel internacional da IAAF, Nicola Maggio, de Itália (nível III), e Doo-An Chun, da Coreia do Sul (nível II), e pelos pares do país anfitrião, Takahasi, Miyazaki, Kitayama, Sawabe, e Iwata. O juiz-chefe da competição será o internacional japonês, Akira Fujisaki, do painel asiático.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Roménia vence Campeonatos Balcânicos de Marcha

Pódio dos seniores masculinos nos Campeonatos Balcânicos
de Marcha. Foto: Vladimir Savanovic
A selecção da Roménia venceu este sábado os Campeonatos Balcânicos de Marcha Atlética, realizados em Balchik, na Bulgária, com provas para seniores, juniores e juvenis.

Nos 20 km para seniores, vitórias para o sérvio Vladimir Savanovic, com 1.26.31 h, à frente do turco Sahin Senoduncu (1.27.24) e do romeno Marius Cocioran (1.29.25), enquanto a grega Despoina Zapounidou se impunha no sector feminino, com 1.34.56 h, adiante da compatriota Antigoni Drisbioti (1.36.04) e da búlgara Radosveta Simeonova (1.55.20). De assinalar que, com o terceiro lugar de Radosveta Simeonova, os 20 km femininos foram a única prova em que a formação «da casa» esteve representada no pódio.

Recorde-se que na edição de 2013, realizada na cidade turca de Ayvalik Balikesir, Vladimir Savanovic já havia sido o vencedor entre os seniores masculinos, então com a marca de 1.28.48 h, enquanto Sahin Senoduncu fora o primeiro entre os juniores.

Desta feita, neste escalão, vitórias individuais para a Grécia em masculinos, através de Georgios Andrianos, com 45.13 m nos 10 km, e para a Roménia, por Mihaela Puscasu, com 50.40 m na mesma distância. Puscasu tinha sido segunda há um ano, com marca muito semelhante à agora registada (50.38). Ao pódio subiram ainda o romeno Andrei Gafita (46,21) e o turco Süleyman Baytar (46.30), nos masculinos, e, nos femininos, Derya Karakurt (Turquia, 51,37) e Hristina Papadopoulou (Grécia, 51,47).

Porventura o melhor resultado da jornada foi alcançado pelo vencedor dos juvenis masculinos, Ionut Postoaca, da Roménia, que com 45,53 m terminou com mais de um minuto de avanço sobre Victoras Dogaru, também da Roménia, com 47,06 m. O pódio ficou completo com o turco Süleyman Gül, que averbou 47,28 m. Postoaca, nono classificado em Ayvalik Balikesir, obteve nesta edição um resultado que demonstra considerável evolução, dado que há um ano não tinha conseguido melhor que 49.10 m.

No mesmo escalão mas em femininos, competindo sobre 5 km, a melhor foi a turca Yeter Aslan, com 25,02 m, seguida de Gabriela Simniceanu (Roménia, 25,21) e de Ayse Tekdal (Turquia, 25,32).

A classificação colectiva foi apurada pelo somatório dos pontos obtidos pelos dois atletas de cada equipa em cada prova, desde que posicionados até ao sexto lugar, sendo atribuídos seis pontos ao primeiro classificado, cinco ao segundo e assim por diante até ao sexto classificado, que marcava um ponto para a respectiva equipa.

Participaram nestes campeonatos atletas de seis dos 15 países que integram a Associação Balcânica de Federações de Atletismo.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Vladimir Savanovic (Sérvia), 1.26.31
 2.º, Sahin Senoduncu (Turquia), 1.27.24
3.º, Marius Cocioran (Roménia), 1.29.25
4.º, Narcis Mihaila (Roménia), 1.32.44
5.º, Ioannis Vaitsis (Grécia), 1.34.56
6.º, Bozhidar Vasilev (Bulgária), 1.43.36
7.º, Atanas Atanasov (Bulgária), 2.00.09
Extra: Adrian Dragomir (Roménia), 1.29.02
Desclassificados: Konstantinos Ntentopoulos (Grécia), Predrag Filipovic (Sérvia) e Özgür Ozan Pamuk (Turquia).

20 km femininos
1.ª, Despoina Zapounidou (Grécia), 1.34.56
2.ª, Antigoni Drisbioti (Grécia), 1.36.04
3.ª, Radosveta Simeonova (Bulgária), 1.55.20
4.ª, Milica Stojanovic (Sérvia), 2.03.40
5.ª, Stanislava Petrova (Bulgária), 2.12.30
Extra: Adriana Enache (Roménia), 1.45.01
Desistentes: Alina Nituleasa (Roménia), Jelena Kostic (Sérvia) e Gamze Özgör (Turquia).
Desclassificada: Claudia Stef (Roménia).

10 km juniores masculinos
1.º, Georgios Andrianos (Grécia), 45,13
2.º, Andrei Gafita (Roménia), 46,21
3.º, Süleyman Baytar (Turquia), 46.30
4.º, Alexandru Calin (Roménia), 46.56
5.º, Milan Zekovic (Sérvia), 50.09
6.º, Nikolay Minkov (Bulgária), 52.42
7.º, Marian Galchev (Bulgária), 58.13
Extra: Adrian Badala (Roménia), 48.44
Desclassificados: Zaharias Tsamoudakis (Grécia), Nikola Lilic (Sérvia), e Muratcan Karapinar (Turquia).

10 km juniores femininos
1.ª, Mihaela Puscasu (Roménia), 50,40
2.ª, Derya Karakurt (Turquia), 51,37
3.ª, Hristina Papadopoulou (Grécia), 51,47
4.ª, Carmen Molnar (Roménia), 52,49
5.ª, Milica Kostic (Sérvia), 53.14
6.ª, Esra Sultan Yesilbel (Turquia), 57,13
7.ª, Maria Dimitrova (Bulgária), 60.20
8.ª, Danica Gogov (Sérvia), 60.31
9.ª, Viktoria Dishlyanova (Bulgária), 65.20
Extra: Mihaela Acatrinei (Roménia), 50,02

10 km juvenis masculinos
1.º, Ionut Postoaca (Roménia), 45,53
2.º, Victoras Dogaru (Roménia), 47,06
3.º, Süleyman Gül (Turquia), 47,28
4.º, Mihail Lykouriotis (Grécia), 47,42
5.º, Pesic Predrag (Sérvia), 49.51
6.º, Seyhmuz Alpkaya (Turquia), 51.07
7.º, Edin Zec (Bósnia e Herzegovina), 53.12
8.º, Nikola Jovanovic (Sérvia), 55.01
9.º, Zlatomir Radev (Bulgária), 58.26
10.º, Georgi Tsvetanov (Bulgária), 58.40

5 km juvenis femininos
1.ª, Yeter Aslan (Turquia), 25,02
2.ª, Gabriela Simniceanu (Roménia), 25,21
3.ª, Ayse Tekdal (Turquia), 25,32
4.ª, Anastasia Mitsou (Grécia), 25,45
5.ª, Nicoleta Lungu (Roménia), 27,14
6.ª, Jovana Milosavljevic (Sérvia), 28,37
7.ª, Aleksandra Manic (Sérvia), 28,37
8.ª, Ivanina Petkova (Bulgária), 30.11
9.ª, Kamelia Nacheva (Bulgária), 30.15
Desclassificada: Athanasia Vaitsi (Grécia).

Por equipas
1.ª, Roménia, 42
2.ª, Turquia, 30
3.ª, Grécia, 29
4.ª, Sérvia, 16
5.ª, Bulgária, 8
6.ª, Bósnia e Herzegovina, 0


Colaboração: Vladimir Savanovic

terça-feira, 15 de abril de 2014

Alterações à regulamentação da marcha. 2 - abastecimento e refrescamento

Foto: Jeff Salvage
O blogue «O Marchador» publica hoje o segundo de dois textos da autoria do juiz internacional de marcha Joaquim Graça sobre as alterações introduzidas recentemente na regulamentação da AIFA respeitante à marcha atlética. Neste texto, o autor faz uma abordagem específica das alterações relacionadas com o abastecimento e o refrescamento.

Para o final ficou a análise ao ponto 9.(h) da regra 230, que foi agora incorporado a esta regra com uma nova e mais extensa versão do ponto 9.(g) anteriormente vigente e que, por este motivo, requer uma reflexão um pouco mais pormenorizada. Para o efeito, transcreve-se de seguida aquele novo ponto, em tradução não oficial da versão do Regulamento Técnico internacional em língua inglesa:

O atleta que receba ou recolha abastecimento ou água num local que não os postos oficiais, excepto quando fornecido devido a razões médicas pelos oficiais da prova ou sob a direcção destes, ou que fique na posse do abastecimento de outro atleta deverá, na primeira de uma tal infracção, ser advertido pelo Árbitro, por norma mostrando-lhe um cartão amarelo. Por uma segunda infracção, o Árbitro desclassificará o atleta, por norma mostrando-lhe um cartão vermelho. O atleta sairá, então, imediatamente do percurso.

A par da autorização do fornecimento de abastecimento ou de água, por razões médicas, fora dos postos oficiais de refrescamento ou abastecimento – uma possibilidade que, até agora, não se encontrava prevista –, fica estabelecido que a recolha (ou recepção) de abastecimentos ou refrescamentos nas demais condições enunciadas passa a constituir uma infracção de ordem disciplinar, correspondente a um comportamento impróprio ou antidesportivo do atleta infractor, quando, anteriormente, configurava uma mera infracção técnica, sendo aquela nova qualificação susceptível de implicar uma carga penalizadora mais pesada sobre o referido atleta.

Tratando-se, pois, de uma infracção disciplinar, aquela encontra-se, igualmente, sob a alçada do ponto 2 da regra 145, o qual regula os efeitos das sanções disciplinares aplicáveis, determinando, nomeadamente, que o atleta que seja advertido por comportamento impróprio ou antidesportivo em duas provas diferentes de uma competição será desclassificado na segunda dessas provas – mantendo, no entanto, para todos os efeitos, a classificação e a marca da primeira –, do mesmo modo que o é quando, numa mesma prova, é sancionado devido a duas infracções por comportamento daquela natureza. Nesta medida, embora não se encontre explicitada em nenhum dos referidos pontos regulamentares a sua dupla abrangência sobre as infracções acima descritas, há que ter em devida consideração as consequências que advêm da sua aplicação.

Assim, a sanção para o atleta que cometa uma primeira infracção relativa à recolha de refrescamentos ou abastecimentos será, desde logo, a desclassificação (por motivos disciplinares) se, na mesma prova, ele já tiver sido advertido devido a uma outra infracção disciplinar, incluindo-se neste caso a situação em que essa outra infracção é cometida quando o atleta, antes do início da prova, se encontra na câmara de chamada ou na transição entre esta e a área de competição. De igual modo, a primeira infracção relativa à recolha de abastecimentos ou refrescamentos acarretará a imediata desclassificação da prova em que for cometida se o atleta tiver sido advertido por uma infracção disciplinar de qualquer natureza numa prova anterior da mesma competição – o que pode suceder em competições como os Jogos Olímpicos, os Campeonatos do Mundo ou da Europa com atletas (masculinos) que participem em ambas as provas de 20 km e 50 km marcha.

Note-se que as advertências e as desclassificações a que acima se alude são de ordem exclusivamente disciplinar, sendo a sua aplicação da competência única do juiz-árbitro da prova em que ocorrem, não se incluindo, pois, nas referidas advertências as que são atribuídas pelos juízes de marcha, assinaladas pelas raquetas amarelas, em conformidade com o ponto 4 da regra 230.

Como consequência suplementar das desclassificações pelos motivos aqui abordados, dado o carácter disciplinar daquelas, pode haver lugar ao afastamento do atleta infractor da competição – aqui será mesmo apropriada a utilização da palavra desqualificação –, caso o juiz-árbitro assim o decida, nos termos do ponto 2 da regra 145, que também determina que, sendo considerada grave, a infracção será comunicada à entidade competente, que poderá, se o entender, agir disciplinarmente sobre o atleta.

Estas normas respeitantes ao fornecimento e utilização de refrescamentos e abastecimentos, incluídas no ponto 9 da regra 230, traduzem um propósito de colocar num plano de equidade a componente estradista da marcha e as corridas de estrada, na medida em que a redacção do ponto 9.(h) da regra 230 (acima transcrito) é exactamente igual à do ponto 8.(h) da regra 240 – a qual regula aquele tipo de corridas –, o mesmo sucedendo com os pontos 9.(g) da regra 230 e 8.(g) da regra 240 – sobre o transporte de refrescamentos ou abastecimentos pelos atletas –, assim como com a nota aditada ao ponto 9.(f) da regra 230 e a nota aditada ao ponto 8.(f) da regra 240 – sobre o número permitido de oficiais de cada país presentes nas mesas de abastecimento.

Em todo o caso, é natural que, em face de alterações deste teor, se levantem interrogações ou dúvidas sobre a necessidade e o alcance das mesmas. Poderá questionar-se se a quantidade e a gravidade de casos ocorridos justificará a remissão das infracções acima mencionadas para o foro disciplinar, relativamente ao qual normalmente se pressupõem a existência de uma intenção do infractor de prejudicar ou ofender outrem, e cuja única instância de decisão é o juiz-árbitro, não havendo, pois, lugar a qualquer possibilidade de recurso para a instância decisória superior (júri de apelo). Não é difícil admitir, por exemplo, que, devido a uma situação de confusão junto das mesas de abastecimento, que por vezes se verifica, um atleta se aposse não intencionalmente de um recipiente de abastecimento de outro atleta.

Encarando este conjunto de regras numa perspectiva preventiva e dissuasora, o melhor será mesmo que cada atleta tenha sempre o cuidado de recolher apenas os seus próprios abastecimentos.

Texto: Joaquim Graça

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alterações à regulamentação da marcha. 1 - abordagem geral

O blogue «O Marchador» publica hoje o primeiro de dois textos da autoria do juiz internacional de marcha Joaquim Graça sobre as alterações introduzidas recentemente na regulamentação da AIFA respeitante à marcha atlética. Neste primeiro texto, o autor faz uma abordagem geral dessas alterações, deixando para o segundo texto, a publicar amanhã, o tratamento da questão específica do abastecimento e do refrescamento.

Enquanto os meios da marcha atlética aguardam pela possibilidade de uma futura introdução de determinadas regras, que, a concretizar-se a sua adopção definitiva, originarão novos figurinos das provas da disciplina, assim como poderão fazer surgir novas abordagens tácticas dos atletas, as alterações às regras do Regulamento Técnico internacional produzidas na reunião do Congresso da IAAF, realizada em Moscovo em Agosto do ano findo, e que se encontram em vigor desde o passado dia 1 de Novembro, têm, no que respeita à marcha, um impacto certamente não tão profundo, se bem que merecedor de alguma análise.

Para além de uma ligeira alteração do ponto 7 da regra 230 do referido Regulamento Técnico internacional, relativa aos procedimentos de partida – estabelecendo que, no posicionamento junto à linha de partida, os atletas se distribuirão segundo a forma definida pela entidade organizadora –, e da alteração do ponto 10.(a) da mesma regra, que uniformiza as competições no que respeita ao perímetro dos circuitos utilizados nas provas de estrada, que terão não menos de um e não mais de dois quilómetros, qualquer que seja a competição – o que passa, igualmente, a ser requerido para efeitos de homologação de recordes do mundo, por via da alteração que, nesse sentido, também foi efectuada ao ponto 29.(b) da regra 260 –, as demais alterações focam-se em normas relacionadas com os refrescamentos e abastecimentos.

A este propósito, a primeira alteração a ter em atenção encontra-se, aliás, na regra 144, que, no seu novo ponto 6.(b), estabelece o fornecimento de água, esponjas e abastecimentos aos atletas nas provas de pista de distância superior a 10.000 metros. Esta norma agora introduzida vem colmatar a lacuna que se abriu com a alteração efectuada, em 2011, ao ponto 9 da regra 230, que passou, então, a regular os refrescamentos e abastecimentos somente nas provas de estrada, ficando os das provas de pista remetidos para a referida regra 144, a qual, por sua vez, na versão que até agora apresentava, contemplava apenas o fornecimento de água e esponjas nas provas de distância igual ou superior a 5000 metros, caso as condições meteorológicas o aconselhassem, o que, aliás, continua previsto, juntamente com o mencionado novo ponto em vigor.

No que respeita às provas de estrada, regista-se o aditamento de uma nota ao ponto 9.(f) da regra 230, prevendo que, em provas nas quais os países possam fazer-se representar por mais do que três atletas – como sucede na Taça do Mundo e na Taça da Europa –, os respectivos regulamentos técnicos de competição permitam a presença nas mesas de abastecimentos de mais do que dois elementos (número de elementos permitidos, em geral, segundo o mesmo ponto) de cada país com uma tal representação.

Constitui uma novidade regulamentar a norma que agora se apresenta no ponto 9.(g) da regra 230, que permite aos atletas transportarem, em qualquer momento de uma prova de estrada, água ou abastecimentos na mão ou seguros junto ao corpo, na condição de os recolherem (ou receberem) nos respectivos postos de fornecimento – que é, aliás, a norma geral de recolha de refrescamentos e abastecimentos no decurso das provas – ou de procederem a esse transporte desde o instante da partida.

Sendo certo que se trata de uma nova norma, também não é menos verdade que, até agora, nenhuma regra impedia o transporte mais ou menos prolongado de refrescamentos ou abastecimentos pelos atletas, após estes os terem recolhido regularmente nos postos de fornecimento, na medida em que nenhuma limitação era imposta ao tempo durante o qual, ou à distância ao longo da qual, os atletas os poderiam manter na sua posse, a seguir à respectiva recolha. Quanto ao transporte desde o momento da partida, se bem que não se encontrasse expressamente interditado, seria possível colocar-se a objecção relativa ao facto de os refrescamentos ou os abastecimentos assim transportados não terem sido recolhidos nos postos de fornecimento no decurso da prova.

De resto, mantêm-se inalteradas as normas respeitantes ao fornecimento de refrescamentos ou abastecimentos em função das distâncias das provas de estrada: nas provas de distância igual ou superior a 5 km até 10 km, inclusive, são fornecidas água e esponjas, em intervalos adequados, caso as condições meteorológicas o aconselhem (regra 230.9(b)); nas provas de distância superior a 10 km, são proporcionados abastecimentos em cada volta, além de água e esponjas, colocadas a meia distância entre aqueles, ou com maior frequência no caso de as condições meteorológicas também o aconselharem (regra 230.9(c)); e em todas as provas são disponibilizados, na partida e na chegada, água e outros abastecimentos adequados (regra 230.9(a)).


Texto: Joaquim Graça

domingo, 13 de abril de 2014

Tóth e Drahotová triunfam em Podebrady

Matej Tóth e Anežka Drahotová, vencedores em Podebrady.
Fotos: Jan Kucharchík. Montagem: O Marchador
O eslovaco Matej Tóth e a checa Anežka Drahotová venceram este sábado as provas de 20 km do 82.ª Marcha Anual de Podebrady, a contar para o Challenge de Marcha da AIFA e para o Tour Internacional de Marcha Atlética. Tóth registou 1.20.00 h nas vinte voltas ao percurso; Drahotová averbou 1.29.43 h. Dois registos igualmente bons em provas concretizadas de modos bem distintos.

No sector masculino, Matej Tóth foi-se desfazendo da concorrência passo a passo, restando na fase final apenas o polaco Rafal Fedaczynski na sua companhia. Quando faltavam três voltas para terminar, Tóth decidiu desferir o ataque que se revelou definitivo, evitando os riscos de deixar para os metros finais a luta pela vitória.

Acabaria por impor-se por 18 segundos sobre Fedaczynski, terminando a 12 segundos do recorde pessoal estabelecido três semanas antes em Dudince. Não muito longe terminaram Andriy Kovenko (Ucrânia, 3.º, 1.20.26), Kevin Campion (França, 4.º, 1.20.39) e Erik Tysse (Noruega, 5.º, 1.20.50).

Nota ainda para a curiosidade de um novo recorde júnior do Equador e da América do Sul na distância dos 10 km obtido de passagem na prova de 20 km. O autor da proeza foi Brian Pintado, que registou 40.01 m. Como é dos regulamentos, teve de terminar os 20 km, o que fez na 27.ª posição, com 1.28.40 h, mas superando na meia prova o anterior máximo que pertencia ao colombiano Eider Arévalo e fora estabelecido em 26 de Março de 2011 na cidade de Envigado (Colômbia), então com 40.40 m.

Numa excelente jornada de marcha atlética marcada pela reconhecida qualidade do circuito e pelas condições atmosféricas, a festa maior para o público esteve na vitória de Anežka Drahotová na competição feminina também de 20 km. Atleta ainda júnior e cujo próximo objectivo é vencer a prova do seu escalão na Taça do Mundo de Taicang, no início de Maio, Drahotová esperou também pelas três voltas finais para se superiorizar às concorrentes, com a diferença para Tóth de que ganhou vantagem consideravelmente maior sobre a segunda classificada.

Com a formação de um grupo de liderança com cinco atletas no início da prova, a marchadora checa manteve-se em atitude de resguardo durante todo o resto da competição até aos 16 quilómetros. Fazendo prova de um saber táctico já bastante amadurecido, seria pouco depois que iria desferir o ataque demolidor, quando acompanhada apenas pela brasileira Erica Sena e pela lituana Neringa Aidietyté.

E tal era a superioridade de Drahotová nesse momento que num ápice se destacou, ganhando até final nada menos que um minuto para a segunda, ou seja, uma média acima de 15 segundos por quilómetro. Terminaria longe do recorde pessoal e nacional de 1.28.13 h assinado em Lugano (Suíça) a 16 de Março, mas dando clara mostra de que está a valer ainda melhor do que fez agora em Podebrady.

Na luta pelos demais lugares do pódio, Erica Sena garantiu o segundo lugar e voltou a bater o recorde do Brasil e da América do Sul, apenas uma semana depois de o ter feito em Rio Maior. O esforço da brasileira valeu-lhe ainda onze segundos ganhos sobre Neringa Aidietyté, terceira, com um bom recorde pessoal de 1.30.54 h, melhorando em quase minuto e meio a marca registada em Lugano, então com 1.32.22 h.

Entre os juniores, a competir sobre 10 km, realce para o bons resultados de Miroslav Úradník (Eslováquia), vencedor masculino com 42.01 m, à frente dos alemães Jonathan Hilbert (42.09) e Nathaniel Seiler (42.17), e para a vitória de Noemi Stella (Itália) nos femininos, com 47.11 m, adiante da lituana Živilé Vaiciukeviciuté (48.40) e da também italiana Eleonora Dominici (49.12). Por curiosidade, assinale-se que Živilé Vaiciukeviciuté repetiu o segundo lugar obtido neste mesmo local há um ano pela irmã Gintaré, ao mesmo tempo que a gémea de Živilé, Monika, foi agora oitava, com 50.09 m.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Matej Tóth (Eslováquia), 1.20.00
2.º, Rafal Fedaczynski (Polónia), 1.20.18
3.º, Andriy Kovenko (Ucrânia), 1.20.26
4.º, Kevin Campion (França), 1.20.39
5.º, Erik Tysse (Noruega), 1.20.50
6.º, Aleksandr Yargunkin (Rússia), 1.21.08
7.º, Rafal Augustyn (Polónia), 1.21.13
8.º, Perseus Karlström (Suécia), 1.21.54
9.º, Antón Kucmín (Eslováquia), 1.21.59
10.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.22.20
11.º, Erwin González (México), 1.22.36
12.º, Marius Žiukas (Lituânia), 1.22.49
13.º, Antonin Boyez (França), 1.24.24
14.º, Jonnathan Caceres (Equador), 1.24.48
15.º, Dušan Majdan (Eslováquia), 1.25.25
16.º, Arnis Rumbenieks (Letónia), 1.25.40
17.º, Massimo Stano (Itália), 1.25.51
18.º, Marius Šavelskis (Lituânia), 1.25.53
19.º, Genadij Kozlovskij (Lituânia), 1.25.54
20.º, Vito Minei (Itália), 1.25.57
21.º, Jamie Higgins (Grã-Bretanha), 1.26.02
22.º, Aleksi Ojala (Finlândia), 1.26.39
23.º, Vladyslav Lobchenko (Ucrânia), 1.26.43
24.º, Daniele Paris (Itália), 1.26.46
25.º, Leonardo Dei Tos (Itália), 1.27.10
26.º, Patrik Spevák (Eslováquia), 1.27.21
27.º, Brian Pintado (Equador), 1.28.40
28.º, Tadas Šuškevicius (Lituânia), 1.28.56
29.º, Serhiy Svitlychnyy (Ucrânia), 1.29.19
30.º, Edgars Gjacs (Letónia), 1.29.37
31.º, Artur Mastianica (Lituânia), 1.29.52
32.º, Lukáš Gdula (Hvezda SKP Pardubice), 1.29.55
33.º, Andrés Chocho (Euador), 1.29.58
34.º, Karel Ketner (SSK Vítkovice), 1.30.22
35.º, Cian MacManamon (Irlanda), 1.30.35
36.º, James Treanor (Irlanda), 1.30.39
37.º, Eemeli Kiiski (Finlândia), 1.30.44
38.º, Michal Stasiewicz (Polónia), 1.31.08
39.º, Normantas Petriša (Lituânia), 1.31.20
40.º, Mert Atli (Turquia), 1.32.41
41.º, Ondrej Motl (TJ Rumburk), 1.33.06
42.º, Simon Hurault (França), 1.33.07
43.º, Anders Hansson (Suécia), 1.33.12
44.º, Hervé Davaux (França), 1.35.38
45.º, Djamel Selseldeb (França), 1.35.38
46.º, Ersin Tacir (Turquia), 1.35.55
47.º, Nicolas Potier (Ligue de Bretagne), 1.36.21
48.º, Pavel Schrom (VSK Univerzita Brno), 1.38.05
49.º, Arnaud Sizorn (Ligue de Bretagne), 1.38.10
50.º, Jean-Michel Prével (Ligue de Bretagne), 1.39.28
51.º, Laurent Le Galle (Ligue de Bretagne), 1.39.30
52.º, Lukáš Pazdera (VSK Univerzita Brno), 1.41.35
53.º, Filip Hejkrlík (Atletický klub Spartak Slatinany), 1.44.01
54.º, Antonín Kozelka (TJ Rumburk), 1.45.08
Desistentes: Anatole Ibánez (Suécia), Ricardas Rekst (Lituânia), Milan Rízek (Eslováquia), Josef Smola (Smola Chuze Praha), Jaroslav Cerný (AC Slovan Liberec), Aurélien Quinion (França) e Serkan Dogan (Turquia).
Desclassificados: Joakim Saelen (Noruega), Pawel Gawronski (Polónia), Caio Bonfim (Brasil), Cedric Houssaye (França), Andreas Gustafsson (Suécia) e Ian Rayson (Austrália).

20 km femininos
1.ª, Anežka Drahotová (Univerzitní Sportovní Klub Praha), 1.29.43
2.ª, Erica de Sena (Brasil), 1.30.43
3.ª, Neringa Aidietyté (Lituânia), 1.30.54
4.ª, Katarzyna Burghardt (Polónia), 1.31.48
5.ª, Paola Pérez (Equador), 1.33.40
6.ª, Laura Reynolds (Irlanda), 1.34.22
7.ª, Mária Gáliková (Eslováquia), 1.34.23
8.ª, Valentina Trapletti (Itália), 1.34.50
9.ª, Émilie Menuet (França), 1.35.16
10.ª, Vasylyna Vitovshchyk (Ucrânia), 1.35.22
11.ª, Mária Czaková (Eslováquia), 1.35.53
12.ª, Federica Curiazzi (Itália), 1.36.30
13.ª, Serena Pruner (Itália), 1.36.53
14.ª, Lucie Pelantová (PSK Olymp Praha), 1.37.07
15.ª, Katarzyna Golba (Polónia), 1.37.32
16.ª, Eliška Drahotová (Univerzitní Sportovní Klub Praha), 1.37.39
17.ª, Monika Kapera (Polónia), 1.38.01
18.ª, Lucie Auffret (França), 1.39.52
19.ª, Inga Mastianica (Lituânia), 1.41.38
20.ª, Valentyna Myronchuk (Ucrânia), 1.41.54
21.ª, Anna Clemente (Itália), 1.43.51
22.ª, Mikaela Löfbacka (Finlândia), 1.44.00
23.ª, Nataliya Kontsevych (Ucrânia), 1.44.37
24.ª, Elisa Neuvonen (Finlândia), 1.44.39
25.ª, Katarína Strmenová (Eslováquia), 1.45.04
26.ª, Sandra Dupont (França), 1.45.13
27.ª, Enora Trebaul (Ligue de Bretagne), 1.48.18
28.ª, Agné Klebauskaité (Lituânia), 1.49.25
29.ª, Aleksandra Budzisz (Polónia), 1.49.40
30.ª, Hana Herberová (Hvezda SKP Pardubice), 1.51.38
31.ª, Julie Bellan (França), 1.53.11
32.ª, Anna Selníková (SSK Vítkovice), 1.56.38
33.ª, Laury Cerantola (França), 1.58.55
34.ª, Ilma Melne (Letónia), 1.59.36
35.ª, Martina Netolická (AK Olymp Brno), 2.03.26
36.ª, Sylvie Sevellec (Ligue de Bretagne), 2.06.37
Desistentes: Monika Nawrocka (Polónia), Inès Pastorino França), Elianay Pereira (Brasil), Cisiane Lopes (Brasil), Mariavittoria Becchetti (Itália) e Joanna Atkinson (Grã-Bretanha).
Desclassificada: Brenda Gannon (Irlanda).

10 km juniores masculinos
1.º, Miroslav Úradník (Eslováquia), 42.01
2.º, Jonathan Hilbert (Alemanha), 42.09
3.º, Nathaniel Seiler (Alemanha), 42.17
4.º, Jean Blancheteau (França), 42.34
5.º, Daniele Todisco (Itália), 43.25
6.º, Michal Morvay (Eslováquia), 43.42
7.º, Anton Radko (Ucrânia), 43.42
8.º, Arturs Makars (Letónia), 43.46
9.º, Martynas Jarusevicius (Lituânia), 43.47
10.º, Mateusz Nowak (Polónia), 43.53
11.º, Andrea Agrusti (Itália), 43.54
12.º, Szymon Zielinski (Polónia), 44.28
13.º, Stefano Mansutti (Itália), 44.50
14.º, Filip Veselouš (AK Hodonín), 44.54
15.º, Yanis Souaber (França), 45.09
16.º, Markus Kyrölä (Finlândia), 45.12
17.º, Tomas Pagirys (Lituânia), 45.13
18.º, Axel Mutter (França), 45.30
19.º, Serhiy Klymenchuk (Ucrânia), 45.40
20.º, Daniel Chojecki (Polónia), 45.47
21.º, Cedric Le Page (França), 45.56
22.º, Tomáš Gdula (Hvezda SKP Pardubice), 45.57
23.º, Oleksandr Zholob (Ucrânia), 46.46
24.º, Ryan Cleary (Irlanda), 49.25
25.º, Paul Körner (Alemanha), 49.41
26.º, Artturi Oila (Finlândia), 51.04
27.º, Alexandr Malysa (AK Hodonín), 52.38
Desistente: Karl Junghannss (Alemanha).
Desclassificados: Evan Lynch (Irlanda) e Milan Linkeš (Eslováquia).

10 km juniores femininos
1.ª, Noemi Stella (Itália), 47.11
2.ª, Živilé Vaiciukeviciuté (Lituânia), 48.40
3.ª, Eleonora Dominici (Itália), 49.12
4.ª, Monika Hornáková (Eslováquia), 49.28
5.ª, Mariya Filiuk (Ucrânia), 49.46
6.ª, Tamara Stasyuk (Ucrânia), 49.54
7.ª, Erika Scolozzi (Itália), 49.55
8.ª, Monika Vaiciukeviciuté (Lituânia), 50.09
9.ª, Angelika Augustyn (Polónia), 50.16
10.ª, Barbara Kantorowska (Polónia), 50.36
11.ª, Ivanna Danyliuk (Ucrânia), 51.27
12.ª, Annika Brembach (Alemanha), 51.30
13.ª, Cécile Deleuze (França), 51.31
14.ª, Lucia Cubanová (Eslováquia), 52.25
15.ª, Lea Dederichs (Alemanha), 52.39
16.ª, Dáša Škantárová (Eslováquia), 52.40
17.ª, Cécile Naze (França), 52.48
18.ª, Erika Parviainen (Finlândia), 52.54
19.ª, Lena Tomas (Suécia), 52.57
20.ª, Lucia Škantárová (Eslováquia), 53.31
21.ª, Sinead Bourke (Irlanda), 53.41
22.ª, Kinga Majchrowicz (Polónia), 54.10
23.ª, Emmanuelle Langlais (França), 55.18
24.ª, Lucie Nováková (TJ Jiskra Nový Bor), 58.10
25.ª, Veronica Bourke (Irlanda), 58.51
26.ª, Roseline Le Nay (Ligue de Bretagne) 59.14
27.ª, Maelle Garcia (Ligue de Bretagne), 59.16
28.ª, Greta Kviklyté (Lituânia), 1.00.50
29.ª, Petra Jeníková (Spartak Praha 4), 1.07.56












sábado, 12 de abril de 2014

Augusto Cardoso, desanimado, não entende critérios federativos

Augusto Cardoso despede-se da
seleção nacional?
«Foi com muita tristeza e mágoa que fui constatando o ‘ziguezague’ das tomadas de posição dos responsáveis técnicos da Federação Portuguesa de Atletismo que, na prática, impediram que se constituísse uma seleção dos 50 km para a Taça do Mundo de Marcha.» Assim se referiu, desalentado, Augusto Cardoso, o marchador que mais vezes representou as cores nacionais na competição, antes de partir para mais um treino pelas estradas de Alfena.

«O meu objetivo passava por mais uma presença na Taça do Mundo, na distância de 50 km, para a qual me preparei, sacrificadamente, durante mais de quatro meses, à chuva, ao frio, ao vento, sem estágios de preparação (dizem que estes são só para os jovens...), e que esfriou tremendamente quando, a escassos 15 dias dos Nacionais da Quarteira, soube que a FPA entendera fazer um corte nas habituais marcas de referência, de 4.10 para 4.00, com o propósito de que, segundo ouvi de alguém com muitas responsabilidades na estrutura, quase ninguém lá fosse, por motivos económicos», continua a desabafar o atleta nortenho.

«Agora, em Rio Maior, sem que fôssemos, pelo menos eu, o António Pereira e o Luís Gil, avisados dessa possibilidade, incluem um terceiro atleta para completar a seleção dos 20 km, com uma marca distante da inicialmente divulgada, decisão que, acredito, seria do conhecimento de apenas um círculo restrito de treinadores», conclui Augusto Cardoso, que vai ponderar se realmente valerá a pena prosseguir na alta competição face àquilo que chama de «desorientação do setor de marcha da FPA».

Augusto Cardoso estreou-se pela seleção nacional no encontro internacional da Corunha, em 1988, ainda juvenil, tendo em 1989, participado, pela primeira vez, numa Taça do Mundo de Marcha, em L’Hospitalet, Espanha, na distância dos 20 km. Daí para cá contabilizou 34 presenças internacionais, sendo o marchador português que mais vezes (11) participou neste evento, e de forma ininterrupta.

Com participação coletiva em Taças do Mundo desde 1987 (com a exceção verificada em 1993), nos últimos 12 anos a seleção nacional de 50 km marcha obteve sempre resultados abaixo da 10.ª posição. Em 2002, com 4 atletas, foi 9.ª, em 2004 (5) foi 4.ª, em 2006 (5) foi 6.ª, em 2008 (4) foi 7.ª, em 2010 (3) foi 9.ª, e em 2012 (5) foi 8.ª

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Podebrady na 82.ª edição

Podebrady vai receber o grande prémio de marcha pela
82.ª vez. Foto: Petr Kratochvíl
A tradicionalíssima competição de marcha atlética de Podebrady, na República Checa, talvez a mais antiga das que se realizam no mundo inteiro, terá lugar amanhã, num circuito de 1 quilómetro, sem pontos de inversão, em redor do jardim da cidade, com um asfalto totalmente restaurado e especialmente adaptado para o efeito, o que obrigou a Câmara Municipal a implementar uma passagem pelo próprio jardim, reconhecendo a importância do evento para a região.

Integrada no circuito de marcha da Associação Europeia de Atletismo e pontuável (categoria C) para o challenge de marcha da Federação Internacional de Atletismo, a competição, que ainda faz parte do Tour Internacional de Marcha que integra mais quatro cidades do leste europeu, evidencia mais motivos de interesse com a disputa de um torneio internacional de seleções (10 km juniores e 20 km seniores), envolvendo 12 países.

Uma das figuras mais destacadas da atualidade no desporto checo é a jovem Anezka Drahotová que no ano passado se sagrou campeã europeia de juniores e esteve em plano de estaque nos mundiais de atletismo, em Moscovo. Ainda júnior neste ano, obteve em Lugano, a 16 de março, a muito expressiva marca de 1.28.13, recorde pessoal e da República Checa. Com qualidades invulgares na especialidade, também lhe são reconhecidos extraordinários atributos na corrida - no fim-de-semana passado foi a melhor das checas na meia-maratona, e no ciclismo onde competirá nos nacionais antes de seguir rumo a Taicang para a Taça do Mundo… e, entretanto, vai estando no seu horizonte uma medalha quando competir em Eugene, nos mundiais de juniores!

Estão inscritos 239 atletas para as provas de juniores e seniores, 139 masculinos e 100 femininos, em representação de 20 países, alguns de primeiríssimo nível mundial. No ano passado, recorde-se, os cinco primeiros na prova masculina realizaram tempos abaixo de uma hora e vinte e dois minutos. Nos homens, Eider Arévalo, da Colômbia, venceu com 1.19.45 e, nas mulheres, Monica Equihua, do México, triunfou com 1.31.55.

Não há atletas lusos inscritos, a prova de Rio Maior foi realizada recentemente se bem que alguns dos estrangeiros que aí participaram vão também competir em Podebrady, mas há um português nomeado pela Associação Europeia de Atletismo para supervisionar a competição: Luís Dias, membro do Comité de Marcha deste organismo, que será o Delegado Técnico da competição.

Miloslav Lapka (República Checa), juiz-chefe, Christian Melchior (Alemanha), Maris Peterson (Rússia), Peter Marlow (Grã-Bretanha), Martin Skarba (Eslováquia), Frédéric Bianchi (Suíça), todos juízes de marcha do painel internacional, e os juízes do painel nacional checo Juraj Malik e Alois Lajcík serão os responsáveis por fazer cumprir a regra 230 do regulamento técnico, aplicável à especialidade.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

FPA divulga selecção pouco transparente para Taça do Mundo de Taicang

A Federação Portuguesa de Atletismo divulgou esta quarta-feira a composição da selecção que vai representar Portugal na 26.ª Taça do Mundo de Marcha, a realizar na cidade chinesa de Taicang, a 3 e 4 de Maio.

A lista tem a seguinte composição (entre parêntesis, o recorde pessoal e a melhor marca do ano):
50 km - Pedro Isidro (SL Benfica, 3.57.09, rec. pess.);
20 km masculinos - João Vieira (Sporting CP, 1.20.09, 1.23.20);
Sérgio Vieira (SL Benfica, 1.20.58, 1.24.15);
Miguel Carvalho (CN Rio Maior, 1.30.10, 1.31.34);
20 km femininos - Ana Cabecinha (CO Pechão, 1.27.46, 1.30.49;
Vera Santos (Sporting CP, 1.28.14, 1.31.14;
Inês Henriques (CN Rio Maior, 1.29.30, 1.31.25;
Susana Feitor (individual, 1.27.55, 1.34.03;
10 km juniores masculinos - Miguel Rodrigues (CN Rio Maior, 44.40, rec. pess. e m.m.a.);
Hélder Santos (GiraSol-RC, 45.03, rec. pess. e m.m.a.);
10 km juniores femininos - Mariana Mota (SL Benfica, 50.30, rec. pess. e m.m.a.);
Edna Barros (CO Pechão, 51.22, rec. pess. e m.m.a.);
Mara Ribeiro (CN Rio Maior, 48.08, 50.23.

Se, por um lado, esta selecção não suscita dúvidas em relação às equipas femininas e de juniores, já em relação às formações masculinas de seniores fica por comprender que critérios foram seguidos, sendo evidente que não bastaram os que estavam previstos no documento federativo «Critérios de selecção», relativo à Taça do Mundo de Marcha de Taicang.

Depois do estabelecimento de marcas de qualificação nos 50 km (4.00.00) que dificilmente deixariam possibilidades de constituição de uma equipa (como, de resto, se confirmou), a imposição de «mínimos» de 1.25.00 nos 20 km masculinos acabou por se revelar igualmente inacessível, impedindo a reunião de um trio que fosse a base de uma equipa (nos seniores, são precisos pelo menos três atletas por prova para a equipa pontuar, mas apenas dois reuniram as condições enunciadas nos critérios).

Perante o evidente falhanço da opção por marcas de qualificação impensáveis, a FPA decidiu seleccionar atletas sem mínimos para completar a equipa de 20 km. Ainda que a intenção possa ser louvada, ela não poderia ter sido servida de forma mais desastrada, dado que a escolha recaiu num atleta cuja valia não se discute mas que se encontra muito longe das marcas de qualificação, tanto no recorde pessoal (mais de cinco minutos) como, sobretudo, nos desempenhos na corrente época.

E é aqui que entra o que pode ser entendido como falta de transparência: quantas pessoas sabiam que uma marca bem acima de hora e meia dava direito a ser seleccionado? Quantos marchadores há em Portugal capazes de obter marcas a esse nível, bem diferente do que fora exigido de início? Por que razão outros atletas com melhores marcas durante o período de obtenção de «mínimos» não foram seleccionados? Por que razão se quis seleccionar um atleta sem marcas de qualificação para completar a equipa de 20 km masculinos e não se teve o mesmo procedimento nos 50 km, onde haverá apenas participação individual (apesar de se tratar de uma competição por equipas)? Porquê tanta tolerância nos 20 km masculinos e tanta exigência nos 50 km? Não é contraditório que se «abra» a equipa de 20 km masculinos depois de ter condenado a dos 50 km com aquelas marcas de qualificação? Se nos 20 km masculinos cabe um atleta com marca na última prova de observação a mais de oito minutos dos «mínimos», então porque não incluir na equipa de 50 km o campeão nacional, que proporcionalmente ficou muito mais perto da «referência» (a 11.40 minutos)? Quantos pesos e quantas medidas?

Estará a Federação Portuguesa de Atletismo a pensar dar alguma explicação sobre este assunto? Irá o treinador nacional de marcha emitir algum comentário sobre a matéria? E como pensam gerir esta situação em que o único que não tem culpa nenhuma (o atleta Miguel Carvalho) acaba por se ver envolvido numa polémica perfeitamente evitável e profundamente injusta para ele?

Paulo Bernardo, vice-presidente da FPA, será o chefe de comitiva, enquanto Carlos Carmino, treinador nacional de marcha, será o líder de uma equipa técnica que inclui os treinadores Paulo Murta e Jorge Miguel. O massagista será António Vieira.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Marcha em Portugal na Primavera de 1938 (XIV)

Breve notícia publicada pela revista «Stadium»
a propósito da prova de marcha realizada
em Faro em 15/1/1939
Ao longo de mais de três meses, o blogue «O Marchador» divulgou uma realidade conhecida de muito poucos, para não dizer de nenhuns: a realização de uma quantidade inusitada de provas de marcha levadas a efeito em vários pontos do país durante o ano de 1938 e início de 1939. Tudo começou com uma iniciativa do jornal «Os Sports», que em Abril de 1938 desencadeou um processo cuja dimensão provavelmente não tinha imaginado nem nas melhores previsões.

A prova fora apresentada como o renascimento da modalidade em Portugal, décadas depois de ter entrado em letargia. Havia quem se lembrasse das provas de marcha que tinham integrado o programa dos Jogos Olímpicos Nacionais posteriores a 1912. Haveria também quem tivesse memória de alguns resultados de atletas como Djalme Bastos ou Ilídio Costa.

O jornalista Sequeira Andrade, abordado recentemente pela equipa deste blogue, recordou provas ocorridas também em 1915 e 1922, onde se revelaram atletas como Artur Flores (CIF) e Salazar Carreira (Sporting), que viria a ser presidente do Sporting Clube de Portugal e da Federação Portuguesa de Atletismo. São boas pistas para as próximas pesquisas.

Mas a verdade é que dessa fase inicial dos anos 1920 até à fase final da década seguinte, marcha era coisa que poucos conheciam na vertente de competição desportiva. Por essa razão, surpreende (ou talvez nem tanto) que um jornal tenha lançado mão dessa disciplina do atletismo com vista a revitalizá-la. Primeiro, organizando uma competição que atraiu mais de 400 inscritos; depois, apoiando a organização de provas que alguns clubes quiseram levar a efeito, inspirados na prova de «Os Sports»; por fim, suscitando na concorrência (entenda-se, em «O Século») o desejo de fazer ainda melhor, juntando maior número de atletas em prova que, por sua vez, levou a cabo meses mais tarde.

Tudo isso fez de 1938 um ano extravagante na história da marcha atlética em Portugal. Ao todo, de Abril de 1938 a Janeiro de 1939 foram registadas na imprensa da época nada menos que cinco provas em Lisboa, uma entre Vila Franca de Xira e a capital, uma em Setúbal, uma em Coimbra (além de outra organizada mas não concretizada por falta de concorrentes), uma no Barreiro e uma em Faro. A estas dez competições pode juntar-se uma iniciativa menos formal mas também divulgada nos jornais: a volta a Portugal protagonizada por três «marchadores» do Sportivo Clube Ocidental, impelidos pelo exemplo das provas de marcha que tinham presenciado na Primavera desse ano.

Do conjunto de participantes nestas provas, alguns nomes ressaltam pela regularidade da presença em algumas das competições em causa. Entre eles, três nomes elevaram-se acima dos companheiros pela notoriedade resultante das vitórias alcançadas e pela amplificação da fama através das páginas dos jornais: Alberto Sousa, Manuel Guerreiro e Albertino Loureiro. À sua conta, este trio averbou oito vitórias nas dez provas disputadas, algumas com centenas de concorrentes, havendo em várias ocasiões competição directa entre estes atletas. Eram as novas «estrelas» a surgir no firmamento da marcha. Pena foi que não tivessem podido aprofundar a ligação à modalidade e confrontar o seu valor com o dos especialistas que se evidenciavam nas competições internacionais.

Os jornais «Os Sports» e «O Século» tiveram papel determinante em todas estas dez competições, fosse como organizadores (aconteceu em três casos), fosse como patrocinadores (como sucedeu nas restantes sete provas). No entanto, nunca se misturaram. Concorriam na edição de jornais, mas também na organização de eventos desportivos. Uma competição que se notava até na diferente forma como cada um falava das suas provas e das do «adversário». Depois, dir-se-ia que se cansaram e desistiram. Se não desistiram de organizar provas e torneios desportivos, pelo menos da marcha desistiram.

Ao levarem a efeito iniciativas de carácter desportivo, como as provas de marcha, os órgãos de imprensa contribuíram para a divulgação e o desenvolvimento da prática deste desporto (apesar de, como se viu, não ter resultado desse empenho inicial qualquer continuidade duradoura). Mas, ao mesmo tempo, esses jornais e revistas beneficiavam do trabalho organizativo que levavam a cabo. Tratando-se de jornais de temática desportiva ou com secções de desporto, ao organizarem provas desportivas estavam a garantir a matéria-prima com que «manufacturavam» os «produtos» da sua indústria (as notícias). Ao mesmo tempo, sendo organizadores, também eram os jornais quem divulgava, aos poucos, os regulamentos, os prazos de inscrição, as listas de prémios e até as listas de inscritos (nalguns casos incluindo fotografias dos atletas), assim obrigando à compra dos jornais para que os interessados se mantivessem a par dos desenvolvimentos organizativos - o mesmo é dizer que faziam aumentar a dependência e o consumo dos seus produtos, traduzidos nas sucessivas edições.

Esta prática atingiu o ponto mais alto com a exploração emocional dos sentimentos bairristas, quando «O Século» decidiu organizar a sua prova de 28 de Agosto em função dos bairros (explorou e, de certa forma, até criou esse sentimento bairrista, dado que habitualmente as representações em provas de atletismo não eram de bairros contra bairros).

Mas, de tudo isto, o que resultou foi um punhado de provas, uma quantidade de jornais vendidos, umas «estrelas» lançadas no mundo do espectáculo desportivo e logo largadas, porque outros valores mais altos porventura se alevantassem.

Seria depois preciso esperar quase quarenta anos até que uma madrugada libertadora de 1974 viesse abrir de novo a porta para que a marcha conseguisse finalmente impor-se como especialidade plena do atletismo português. Tardou, mas chegou. Então implantou-se pela determinação dos seus atletas e dirigentes, ganhou raízes, fortaleceu-se, singrou. Até ser o que é hoje, com um passado que agora se conhece melhor.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Lukasz Nowak e Paulina Buziak triunfam nos campeonatos polacos

Paulina Buziak e o pódio absoluto masc. dos 20 km.
Fotos: hei.mielec.pl e fb de Rafal Sikora.
Montagem: O Marchador
Tiveram lugar este sábado em Zaniemysl os campeonatos da Polónia de 20 km marcha, que incluíram também competições para os escalões de esperanças, juniores, juvenis e veteranos. De salientar que a prova definiu a seleção que marcará presença na Taça do Mundo de Marcha, marcada para princípios de maio em Taicang, na China.

Nos 20 km masculinos, Lukasz Nowak triunfou com o tempo de 1.20.57 (20.24, 20.16, 20.13, 20.04), seguido de Rafal Sikora, com 1.22.19, e de Damian Blocki, com 1.26.06. Jakub Herba, 6.º na geral, foi o primeiro do escalão de sub-23, com 1.30.19. Os dois primeiros garantiram mínimos “A” para os Campeonatos da Europa de Zurique na distância, registando-se ainda que Nowak, duas semanas antes, na prova de Dudince, alcançara semelhante feito nos 50 km.

Nos 20 km femininos, Paulina Buziak, a habitual campeã, alcançou mais um título nacional com 1.29.43 (22.27, 22.14, 22.29, 22.31), melhorando em três segundos o seu recorde pessoal e colocando o resultado como a terceira melhor marca nacional de sempre na Polónia. Seguiram-se-lhe Monika Kapera, com 1.34.20 (recorde pessoal) e Natalia Plominska, com 1.38.23, esta sub-23, que revalidou o título obtido em 2013.

Nos juniores destacam-se as vitórias, na prova masculina de 10 km, de Mateusz Nowak, com a expressiva marca de 43.34, numa prova onde os cinco primeiros realizaram tempos abaixo dos 47 minutos, e na prova feminina da estreante na distância de 10 km, Katarzyna Zdzieblo, que realizou 47.59, fazendo mínimos para os mundiais de juniores.

De assinalar, finalmente, os triunfos, nos 10 km juvenis masculinos, de Robert Golawski, com 46.42, e nos veteranos (20 km) de Grzegorz Grinholz, com 1.35.51.

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificaçoes
20 km masculinos
1.º, Łukasz Nowak (1988), 1.20.57
2.º, Rafał Sikora (1987), 1.22.19
3.º, Damian Błocki (1989), 1.26.06
4.º, Michał Stasiewicz (1988), 1.26.39
5.º, Paweł Gawroński (1990), 1.27.51
6.º, Jakub Herba (1992), 1.30.19 - 1.º, sub-23
7.º, Łukasz Kostka (1994), 1.31.00 - 2.º, sub-23
8.º, Łukasz Bielecki (1994), 1.34.21 - 3.º, sub-23
9.º, Grzegorz Grinholc (1977), 1.35.51 - 1.º, veterano
10.º, Andrzej Łobaczewski (1992), 1.36.58 - 4.º, sub-23
11.º, Robert Werner (1994), 1.37.42 - 5.º, sub-23
12.º, Adrian Matuszewski (1994), 1.42.25 - 6.º, sub-23
13.º, Mirosław Łuniewski (1957), 1.46.26 - 2.º, veterano
14.º, Wiesław Pieńkowski (1992), 1.53.04 - 7.º, sub-23
15.º, Janusz Goławski (1966), 1.57.43 - 3.º, veterano
16.º, Zbigniew Kwita (1959), 1.58.37 - 4.º, veterano
17.º, Ryszard Harasiński (1956), 1.58.46 - 5.º, veterano
18.º, Radosław Porczak (1992), 1.59.55 - 8.º, sub-23
19.º, Mariusz Sankowski (1966), 2.11.55 - 6.º, veterano
Desclassificados: Stanisław Pabiarz (1948) - veterano,
Jakub Kuszneruk (1992) - sub-23 e Maciej Rosiewicz (1977).
Desistentes: Łukasz Skoniecki (1993) - sub-23, Rafał Fedaczyński (1980) e Jakub Jelonek (1985).

20 km femininos
1.ª, Paulina Buziak (1986), 1.29.41
2.ª, Monika Kapera (1990), 1.34.20
3.ª, Natalia Płomińska (1992), 1.38.22 - 1.ª, sub-23
4.ª, Karolina Wierus (1993), 1.39.49 - 2.ª, sub-23
5.ª, Agnieszka Ellward (1986), 1.40.59
6.ª, Joanna Bemowska (1994), 1.42.01 - 3.ª, sub-23
7.ª, Jolanta Karaś (1989), 1.42.36
8.ª, Beata Heppner (1992), 1.45.05 - 4.ª, sub-23
9.ª, Michalina Wosik (1994), 1.55.33 - 5.ª, sub-23
10.ª, Marta Stasiewicz (1992), 1.58.53 - 6.ª, sub-23
11.ª, Karolina Komiażyk (1992), 2.03.25 - 7.ª, sub-23
12.ª, Monika Kaczor (1993), 2.08.40 - 8.ª, sub-23
Desclassificadas: Monika Maziarz (1993) - sub-23 e Natalia Idzikowska (1992) - sub-23.
Desistentes: Katarzyna Golba (1989), Magdalena Lupa (1994) - sub-23 e Anna Bajon (1994) - sub-23.