quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Cantão de Vaud (Suíça) realizou campeonatos em Lausana-Vidy

Luís Correia (101), Corinne Henchoz (510) e a jovem
Liliane Souza (305). Fotos: Jérôme Genet.
Montagem: O Marchador
A pista de atletismo do Centro Desportivo de Vidy, área da cidade suíça de Lausana onde se encontra a sede do Comité Olímpico Internacional, recebeu a edição 2014 (6 Set.) dos Campeonatos do Cantão de Vaud, com provas de 10.000 metros masculinos e 5.000 metros femininos, disputando-se em simultâneo a Taça Jovem da Suíça.

Como vem sucedendo há várias edições, saíram vencedores Corinne Henchoz (27,44,0), a campeã do Cantão de Vaud, e o português Luís Correia (46.17,5), ambos do CM Cour Lausanne. O título masculino do cantão ficou entregue ao segundo classificado, o veterano Claude Berner (CME La Poste, 1.05.08,6).

Nos mais jovens, Liliane da Silva Souza vencia os 5.000 metros sub-18 (36.55,2) e Nathan Bonzon destacava-se nos 3.000 metros sub-16 (14.53,1) a contar para a taça nacional jovem.

Principais classificações
10.000 metros masculinos (parcial 5.000 m)
1.º, Luís Correia, 1978 (CM Cour Lausanne), 46.17,5 (t.p. 5.000 m, 23.23,8)
2.º, Claude Berner, 1963 (CME La Poste), 1.05.08,6 (t.p. 32.20,4)
3.º, Cédric Hugi, 1982 (CME La Poste), 1.06.01,3 (t.p. 32.04,2)
4.º, Alexis de Coppet, 1938 (CM Yverdon), 1.10.12,3 (t.p. 33.47,1)
5.º, Daniel Brot, 1953 (CM Yverdon), 1.12.13,7 (t.p. 35.13,4)
6.º, Joseph Bianco, 1941 (CM Monthey), 1.14.14,6 (t.p. 36.01,4)
7.º, Gérald Boos, 1954 (CM Yverdon), 1.16.41,7 (t.p. 37.05,8)
Desistente: Claude Greber, 1957 (CME La Poste) --- (t.p. 35.29,1)

5.000 metros femininos (parcial 3.000 m)
1.ª, Corinne Henchoz, 1964 (CM Cour Lausanne), 27,44,0 (t.p. 3.000 m, 16.20,2)
2.ª, Colette Girard, 1962 (CME La Poste), 30.19,0 (t.p. 18.03,8)
3.ª, Heidi Maeder, 1943 (CM Cour Lausanne), 31.54,7 (t.p. 19.06,2)
4.ª, Helene Baptiste, 1950 (CM Yverdon), 35.43,1 (t.p. 21.21,1)

5.000 metros femininos - sub-18
1.ª, Liliane da Silva Souza, 1998 (CM Monthey), 36.55,2 (t.p. 3.000 m, 21.59,9)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bruno Fidelis e Andressa Silva conquistam títulos brasileiros sub-23

Andressa Silva e Bruno Fidelis os campeões sub-23.
Foto: Fernanda Paradizo/CBAt.
Montagem: O Marchador
Bruno Fidelis (Paraná) e Andressa Silva (DF-Brasília) obtiveram este fim-de-semana vitórias na 10.ª edição dos campeonatos brasileiros na categoria de esperanças, que se realizaram em São Paulo, na pista Adhemar Ferreira da Silva, um grande nome do atletismo mundial que brilhou nos Jogos Olímpicos de Helsínquia (1952) e Melbourne (1956) ao conquistar a dupla medalha de ouro na disciplina do triplo salto. A competição foi ganha colectivamente pela selecção de São Paulo, seguida do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Na prova masculina dos 20.000 m marcha (pista), Bruno Fidelis alcançou a marca de 1.27.39,2, seguido, a curta distância, por Max Santos (Distrito Federal), com 1.27.47,3. A medalha de bronze foi para o atleta de São Paulo, Lucas Mazzo, com o tempo de 1.32.46,8.

Na prova feminina, a brasiliense Andressa Souza da Silva conquistou a medalha de ouro, cortando a meta, após as cinquenta voltas à pista, com o tempo de 1.49.44,0. Na segunda posição classificou-se Elysle Albino, do Rio Grande do Norte, com a marca de 1.53.31,4, seguida de Indira Carvalho (São Paulo), com 2.04.31,1.

Os dois primeiros classificados de cada uma das referidas provas foram seleccionados para representar o país nos campeonatos sul-americanos da categoria que terão lugar em Montevideu, no Uruguai, de 3 a 5 de outubro, englobados numa extensa delegação de 81 atletas, 42 no sector masculino e 39 no sector feminino.

Classificações
20.000 metros masculinos (6/9)
1.º, Bruno Marques Fidelis, 1994 (PR), 1.27.39,2
2.º, Max Batista Goncalves dos Santos, 1994 (DF), 1.27.47,3
3.º, Lucas Gomes de Souza Mazzo, 1994 (SP), 1.32.46,8
4.º, Fulviano Soares de Campos, 1995 (SP), 1.34.50,2
5.º, Maike Melo Pereira, 1995 (SP), 1.39.02,9
6.º, Rony Batista Pala Filho, 1996 (DF), 1.58.27,8
Desclassificados: Luan Ricardo Sales Santos, 1996 (DF), Josemar Espindola Pereira, 1996 (SC) e Brian Willian Schmoegel, 1993 (SC).
Desistente: Lucas Gabriel Ferreira da Silva, 1994 (PE).

20.000 metros femininos (7/9)
1.ª, Andressa Souza da Silva, 1995 (DF), 1.49.44,0
2.ª, Elysle da Silva Albino, 1994 (RN), 1.53.31,4
3.ª, Indira Cristina Biacchi Carvalho, 1994 (SP), 2.04.31,1
Desclassificadas: Mariana da Costa Silva, 1995 (SP), Nathaly Evelyn Pacheco, 1993 (SP) e Andreza Ferreira de Freitas, 1995 (SP).
Desistente: Aline Rocha Lima, 1996 (SP).

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Título europeu de marcha de 2010 pode mudar de mãos outra vez

Se calhar, o Barni tinha razão e ninguém o entendeu quando,
em 2010, apontou para João Vieira e disse: «Este é que é fixe!»
Foto: Lusa
A medalha de ouro dos 20 km marcha masculinos dos Campeonatos Europeus de Atletismo de 2010, disputados em Barcelona, parece ainda não ter encontrado o definitivo proprietário, apesar de recentemente ter passado das mãos do russo Stanislav Emelyanov para as do italiano Alex Schwazer. Primeiro classificado na prova de Barcelona de há quatro anos, Emelyanov foi desapossado do título de campeão da Europa e da medalha de ouro dessa prova depois de, há semanas, a Associação Internacional de Federações de Atletismo ter decidido suspender o marchador até 14 de Dezembro deste ano e anular todas as marcas obtidas pelo atleta desde 26 de Julho de 2010 (véspera dos 20 km masculinos dos europeus de Barcelona).

Entretanto, a imprensa italiana divulgava no final de Julho que a Procuradoria de Bolzano estava investigar o passaporte biológico de Alex Schwazer, o atleta italiano classificado em segundo lugar em Barcelona e que, por esse facto, ascendia a campeão europeu em lugar de Emelyanov. A notícia não causava estranheza, sabendo-se que também Schwazer já tinha sido suspenso por dopagem, poucos dias antes dos 50 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012, onde pretendia defender o título olímpico conquistado quatro anos antes em Pequim.

Agora, a edição electrónica do jornal italiano «Il Messaggero» veio revelar, na semana passada, que não apenas Alex Schwazer é acusado de posse de substâncias dopantes mas também que Giuseppe Fischetto e Pierluigi Fiorella, médicos da Federação Italiana de Atletismo (Fidal), e Rita Bottiglieri, que pertenceu ao departamento técnico da Fidal, são acusados de favorecimento à prática do «doping» pelo atleta do Alto Adige (Norte de Itália). A acusação contra Alex Schwazer reporta-se ao período entre Fevereiro de 2010 e 2012, razão pela qual se torna cada vez mais provável que o italiano venha a ter de restituir, também ele, a medalha de ouro de Barcelona à Associação Europeia de Atletismo.

Ainda de acordo com o mesmo jornal, a acusação de que Schwazer é alvo em Bolzano não aponta só a utilização de EPO, mas de várias outras substâncias (todas derivadas de testosterona) encontradas no frigorífico do atleta, que as obtivera também com recurso à internet.

Por determinar estão ainda os papéis desempenhados neste processo de dopagem por mais alguns suspeitos, como Francesco Conconi, director do Centro de Estudos de Biomecânica Aplicada ao Desporto de Ferrara, e Michele Didoni, campeão do mundo dos 20 km marcha em Gotemburgo-1995 e treinador de Schwazer. Quanto a estes e outros suspeitos, prosseguem as investigações.

Desta forma, a medalha de ouro dos 20 km marcha masculinos dos europeus de Barcelona parece não ter descanso e continuar à procura do legítimo proprietário, que pelo andar da carruagem pode muito bem vir a ser o candidato seguinte: o português João Vieira, terceiro na meta na capital da Catalunha e, ao que tudo indica, batido apenas por batoteiros.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

22.º Meeting Internacional de Druskininkai, Lituânia

Imagens do tradicional evento em Druskininkai, com a cerimónia
de premiação em primeiro plano. Fotos: Gintaras Grigas/LAF.
Montagem: O Marchador
Marius Žiūkas (Vilnius, Prienai) e Brigita Virbalytė (Vilnius, Alytus) foram os vencedores da 22.ª edição do meeting internacional de marcha de Druskininkai e ainda campeonato de 10 km da Lituânia (6 Setembro).

Žiūkas registou a excelente marca de 39.47 e conquistou o seu 5.º título nacional na distância (2008-2010-2011-2012-2014), suplantando os seus compatriotas Genadij Kozlovskij (Švenčionys, 40.49) e Marius Šavelskis (Druskininkai, Kaunas, 41.30). Por apenas 2 segundos não foi batido o recorde dos campeonatos (39.47) desde 1992 na posse de Sigitas Vainauskas. Tomas Pagirys (Prienų KKSC, 46.26) foi o melhor da categoria de juniores, sendo 6.ª da geral.

Virbalytė, que há uma semana venceu em Gdansk com 43.36, registou agora 44.17 à frente da recordista dos 20 km, Neringa Aidietytė (Vilnius, 45.11), conquistando o seu 4.º título nos campeonatos (2007-2010-2012-2014). Na terceira posição ficou Kristina Saltanovič (Vilnius, 47.13), atleta que detém o maior número de títulos (9) e a marca de 43.30 (1999) nos histórico dos campeonatos. Curioso notar-se nesse histórico o nome de Sonata Milusauskaite (por oito vezes) e 43.48 em 1995.

O certame reuniu 115 atletas nacionais e estrangeiros, estes oriundos da Bielorrússia, Letónia e Polónia.

Registe-se ainda os vencedores de outros escalões, nos veteranos, Normunds Ivzans, M40 (Letónia, 5 km, 21.26), nos sub-20 fem., Živilė Vaiciukevičiūtė (Švenčionys, 5 km, 24.27), nos sub-18, Robert Golawski (5 km, 23.29) e Emilia Gręziak (3km, 14.23), ambos da Polónia, nos sub-16, Daumantas Liutinskis (Kėdainiai, 3 km, 13.16) e Austėja Kavaliauskaitė (Vilnius/Krakės, 1 km, 4.36), e finalmente nos sub-14, Raivo Lininš (Letónia, 1 km, 4.53) e Agnė Smailytė (Birštonas, 1 km, 4.59).

Classificações das provas de 10 km
Masculinos absolutos
1.º, Marius Žiūkas, 1985 (Vilnius, Prienai), 39.47
2.º, Genadij Kozlovskij, 1991 (Švenčionys), 40.49
3.º, Marius Šavelskis, 1994 (Druskininkai, Kaunas), 41.30
4.º, Tadas  Šuškevičius, 1985 (Vilnius), 42.28
5.º, Artur Mastianica, 1992 (Švenčionys), 42.41
6.º, Tomas Pagirys, 1996 (Prienų KKSC), 46.26 - 1.º júnior
7.º, Normantas Petriša, 1994 (Druskininkai, Kaunas), 46.30
8.º, Martynas Jarusevičius, 1996 (Alytus), 47.03 - 2.º júnior
9.º, Raivo Saulgriezis, 1994 (Letónia), 48.04
10.º, Tomas Gaidamavičius, 1987 (Šiauliai), 48.29
11.º, Ruslans Smolonskis, 1996 (Letónia), 48.59 - 3.º júnior
12.º, Arnoldas Budrys, 1996 (Kėdainiai ), 52.59 - 4.º junior

Femininos
1.ª, Brigita Virbalytė, 1985 (Vilnius, Alytus), 44.17
2.ª, Neringa Aidietytė, 1983 (Vilnius), 45.11
3.ª, Kristina Saltanovič, 1975 (Vilnius), 47.13
4.ª, Agnieszka Ellward, 1989 (Polónia), 51.59
5.ª, Olga   Niedziałek, 1997 (Polónia), 52.22
6.ª, Agnė Klebauskaitė, 1992 (Alytus), 53.19
7.ª, Sandra Vasauskienė, 1990 (Šiauliai), 55.41
8.ª, Eglė Juočytė, 1993 (Birštonas), 58.07
9.ª, Ilma Melne, 1993 (Letónia), 59.27
10.ª, Rita Andrejeva, 1991 (Kaunas), 1.02.18

domingo, 7 de setembro de 2014

Gerhard Herbst praticante de marcha aos 90 anos

Gerhard Herbst (M90) nos 5.000 m de Izmir (EVACS) e
entrevistado para «O Marchador» por Manfred Bott.
Fotomontagem: O Marchador
Nos campeonatos europeus de masters, realizados recentemente na cidade turca de Izmir, compareceram atletas de vários escalões etários, a partir dos 35 anos de idade, mas apenas um deles pertencia ao escalão M 90: o alemão Gerhard Herbst.

Com a imprescindível colaboração do juiz internacional Manfred Bott, a quem se agradece, o blogue “O Marchador”, numa justa homenagem ao menos jovem marchador presente nos europeus, dá a conhecer as impressões de Herbst.

“Nasci em Berlim, no dia 14 de janeiro de 1924. Com os meus 18 anos de idade iniciei-me no atletismo. No princípio era velocista, dedicando-me a provas de 100, 200 e 400 metros. Sagrei-me, por três vezes, campeão mundial nessas distâncias e de permeio alcancei 10 títulos europeus e mundiais na marcha atlética “.

Mantendo um estilo de vida saudável, Herbst refere que, ainda hoje, treina duas horas, duas a três vezes por semana, referindo que gosta de o fazer com companhia.

“Iniciei-me na marcha atlética em 2001, principalmente porque já não me sentia tão rápido e porque tenho alguns problemas nas ancas. Em Izmir, também venci os 100 metros no meu grupo de idades, com o tempo de 23,2 segundos”, prossegue este nosso atleta exemplar.

“Estou realmente feliz com o meu resultado na prova dos 5.000 metros marcha destes campeonatos. Com a marcha atlética pode-se competir até uma idade mais avançada. Como puderam verificar o meu estilo não foi assim tão mau. Não tive qualquer problema em termos de suspensão e posso ainda esticar as minhas pernas, muito melhor que muitos dos mais jovens competidores”, declarou Herbst.

Questionado sobre o que pensa fazer daqui para a frente, disse em tom sorridente: “Na minha condição espero poder fazer muitas mais competições no futuro mas só Deus sabe durante quanto tempo mais poderei concretizá-lo”.

Autor: Manfred Bott

sábado, 6 de setembro de 2014

O ABC da Marcha (6/7) – O Ajuizamento

Juízes internacionais de marcha e outros oficiais em Rio Maior-2014.
Foto: O Marchador
Salvo em circunstâncias muito excecionais, os juízes de marcha deverão sempre advertir um atleta, através da exibição da raqueta amarela, antes de emitirem, se for esse o caso, uma nota de desclassificação (ou um cartão vermelho), o que corresponderá à colocação do respetivo símbolo no Quadro de Faltas. É uma ação preventiva que pode ajudar o atleta, no momento certo, a evitar a falta ou a corrigir situações, na prática, de suspensão ou flexão.

O gesto da exibição da raqueta amarela a um atleta deverá ser realizado de modo a que este se aperceba claramente que tal intenção lhe é dirigida. Se um juiz tiver dificuldades em avisar um atleta, porque este está no meio do grupo ou por qualquer outra razão, o melhor é esperar por nova oportunidade, caso, evidentemente, se mantenha a situação observável no momento anterior.

Note-se que, salvo casos isolados, os marchadores não violam intencionalmente a regra. Muitas vezes, a pressão da competição, o querer atingir-se rapidamente os objetivos, sem se estar preparado tecnicamente para o efeito, e a fadiga, conduzem à desclassificação do atleta. Aqui, o papel do treinador assume particular relevância, principalmente nos escalões etários jovens, na medida em que deve ser incutido, primeiro que tudo, o espírito de se marchar bem e, só depois, pensar na velocidade.

A folha de registo e controlo dos juízes de marcha é, certamente, um importante instrumento de análise técnica, já que nela estão registadas todas as advertências e notas de desclassificação (faltas), assinaladas pelos juízes de marcha, incluindo o registo das horas (os relógios dos juízes são previamente acertados) e o motivo (suspensão ou flexão) das mesmas.

O juiz de marcha deve transmitir uma imagem de seriedade e profissionalismo, pautando a sua atuação por critérios de imparcialidade, rigor, justiça e competência.

Para se atingir um elevado grau de qualidade, alicerçado em vários dos fatores atrás expostos, a experiência é fundamental, vendo e analisando competições de marcha, acompanhando treinos de atletas através de vídeo, e assistindo a competições, “atuando por fora”.

Não é absolutamente necessário que, para a aquisição de experiência ao mais alto nível, o juiz integre sempre o corpo de juízes de competições de âmbito nacional, as mais exigentes do ponto de vista quantitativo e qualitativo, e que requerem a presença de juízes dos painéis nacionais e internacionais. Poderá, no entanto autoavaliar as suas capacidades de julgamento nesta área do atletismo, “atuando por fora”. As avaliações quadrianuais são importantes mas não são, por si só, suficientes.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Liu e Dmytrenko vencem challenge mundial. Cabecinha no pódio.

Hong Liu e Ruslan Dmytrenko. Foto: Getty Images/IAAF
Montagem: O Marchador
O ucraniano Ruslan Dmytrenko e a chinesa Hong Liu, foram os vencedores da edição deste ano do challenge mundial da marcha atlética, instituído pela Federação Internacional de Atletismo e que culminou com a realização dos Campeonatos Europeus de Atletismo. Ana Cabecinha classificou-se no terceiro lugar.

A classificação geral apresenta nomes de 37 atletas masculinos e de 25 atletas femininos, todos eles tendo realizado, pelo menos, três competições internacionais e em lugares pontuáveis, como o regulamento obriga. As 12 provas incluídas no challenge foram realizadas nos cinco continentes e inseriram-se, por ordem de importância e consequentemente de maior valoração, nas categorias A (Taça do Mundo, Taicang), B (Chihuahua, e Corunha), e C (Hobart, Cochabamba, Lugano, Nomi, Rio Maior, Podebrady, Marraqueche, e Zurique-Europeus).

No setor masculino, Dmytrenko, vencedor dos 20 km da Taça do Mundo, foi o mais regular nos três eventos em que participou, obtendo 29 pontos, com vários pontos também amealhados em Lugano, que venceu, e nos europeus de Zurique, que que se classificou na quarta posição, sendo seguido do australiano Jared Tallent, vencedor da edição de 2013, com 23 pontos.

No setor feminino, Liu, foi a incontestável vencedora, com 34 pontos, vencendo em Lugano e na Corunha, e sendo segunda na Taça do Mundo. Seguiu-se-lhe a italiana Eleonora Giorgi, com 23 pontos.

Curiosamente, os atletas posicionados nos terceiros lugares falam português. No sector feminino, a algarvia Ana Cabecinha, treinada por Paulo Murta, realizou cinco competições, totalizando 22 pontos e repetindo o lugar do ano passado enquanto, no sector masculino, o brasileiro Caio Bonfim, o primeiro do país irmão a merecer a distinção de um lugar no pódio, treinado pelos seus pais, João Evangelista Bonfim e Gianetti Oliveira Bonfim, competiu em cinco eventos, obtendo 18 pontos. Inês Henriques, segunda classificada em 2013, classificou-se no 4.º lugar.

Classificação final (IAAF)
Femininos
1.ª, Hong Liu (China), 34 pontos (3 provas)
2.ª, Eleonora Giorgi (Itália), 23 (4)
3.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 22 (5)
4.ª, Inês Henriques (Portugal), 17 (5)
5.ª, Anežka Drahotová (República Checa), 14 (4)
6.ª, Sandra Arenas (Colômbia), 14 (3)
7.ª, Lyudmyla Olyanovska (Ucrânia), 13 (3)
8.ª, Claudia Balderrama (Bolívia), 11 (3)
9.ª, Mirna Ortíz (Guatemala), 11 (4)
10.ª, Kelly Ruddick (Austrália), 10 (3)
11.ª, Erica De Sena (Brasil), 10 (3)
12.ª, Ainhoa Pinedo (Espanha), 9 (4)
13.ª, Mayra Perez (Guatemala), 7 (3)
14.ª, Mária Gáliková (Eslováquia), 5 (3)
15.ª, Laura Reynolds (Irlanda), 5 (4)
16.ª, Susana Feitor (Portugal), 5 (4)
17.ª, Neringa Aidietyte (Lituânia), 4 (4)
18.ª, Viktória Madarász (Hungria), 4 (3)
19.ª, Wendy Cornejo (Bolívia), 4 (3)
20.ª, María José Poves (Espanha), 3 (4)
21.ª, Agnieszka Dygacz (Polónia), 3 (3)
22.ª, Katarzyna Burghardt (Polónia), 3 (3)
23.ª, Beatriz Pascual (Espanha), 3 (3)
24.ª, Paola Pérez (Equador), 2 (3)
25.ª, Cornelia Swart (África do Sul), 1 (3)

Masculinos
1.º, Ruslan Dmytrenko (Ucrânia), 29 pontos (3 provas)
2.º, Jared Tallent (Austrália), 23 (5)
3.º, Caio Bonfim (Brasil), 18 (5)
4.º, Matej Tóth (Eslováquia), 17 (5)
5.º, Erick Barrondo (Guatemala), 17 (3)
6.º, Miguel Ángel López (Espanha), 16 (3)
7.º, Omar Zepeda (México), 16 (3)
8.º, Omar Segura (México), 15 (3)
9.º, Dane Bird-Smith (Austrália), 14 (4)
10.º, Isamu Fujisawa (Japão), 11 (3)
11.º, Evan Dunfee (Canadá), 11 (3)
12.º, Lebogang Shange (África do Sul), 9 (4)
13.º, Jesús Tadeo Vega (México), 8 (3)
14.º, Grzegorz Sudol (Polónia), 8 (4)
15.º, Chris Erickson (Austrália), 7 (3)
16.º, Giorgio Rubino (Itália), 7 (3)
17.º, Igor Glavan (Ucrânia), 7 (3)
18.º, Rafal Augustyn (Polónia), 6 (4)
19.º, Iñaki Gómez (Canadá), 6 (3)
20.º, Rafal Fedaczynski (Polónia), 5 (4)
21.º, João Vieira (Portugal), 5 (3)
22.º, Marco Antonio Rodríguez (Bolívia), 4 (3)
23.º, Rhydian Cowley (Austrália), 4 (3)
24.º, Sérgio Vieira (Portugal), 4 (3)
25.º, Hagen Pohle (Alemanha), 4 (3)
26.º, Marco De Luca (Itália), 3 (4)
27.º, Kevin Campion (França), 3 (3)
28.º, Tadas Šuškevicius (Lituânia), 3 (3)
29.º, Adam Rutter (Austrália), 3 (3)
30.º, José Alessandro Bagio (Brasil), 2 (3)
31.º, Robert Heffernan (Irlanda), 2 (3)
32.º, Erik Tysse (Noruega), 2 (5)
33.º, Anton Kucmin (Eslováquia), 1 (5)
34.º, Álvaro Martín (Espanha), 1 (3)
35.º, Iván Garrido (Colômbia), 1 (3)
36.º, Pedro Isidro (Portugal), 1 (3)
37.º, Hichem Medjeber (Argélia), 1 (3)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Suécia vence a Finlândia no Finnkampen

Ato Ibanez, Perseus Karlström e Andreas Gustafsson,
os 3.º, 1.º, e 2.º classificados na prova masculina.
Fotos: facebook Perseus Karlström e Finnkampen.
Montagem: O Marchador
25 – 18 foi o resultado pontual que deu à Suécia a vitória sobre a Finlândia, no terreno desta, em Helsínquia, disputadas que foram as provas de marcha de 10.000 metros masculinos e 5.000 metros femininos do tradicional encontro de atletismo «Finnkampen», realizado no passado sábado (30/8). Em 2013 tinha sido a Finlândia a suplantar o adversário, em Estocolmo, por apenas 1 ponto.

Individualmente, as marcas obtidas foram expressivas, em especial no sector masculino, 39.18,60 para o vencedor, Perseus Karlström, 39.32,08 para Andreas Gustafsson e 40.50,72 para Ato Ibanez, todos em representação da Suécia e com recordes pessoais. Karlström fica mais perto do recorde do seu país, cifrado em 39.02,1 e na posse de Stefan Johansson desde 1995. A pontuação da prova foi favorável à formação sueca (16 – 5).

No sector feminino, a vitória individual coube à finlandesa Anne Halkivaha, com 22.29,03, recorde pessoal, seguida de Mari Olsson (Suécia, 22.43,88). Karoliina Kaasalainen, ao concluir na terceira posição, contribuiu para triunfo colectivo na prova para a Finlândia (13 – 9). Curioso o facto de Monica Svensson, a quarta classificada, ter somado a sua décima segunda participação no historial do evento.

Classificações
10.000 metros masculinos
1.º, Perseus Karlström, 1990 (Suécia), 39.18,60
2.º, Andreas Gustafsson, 1981 (Suécia), 39.32,08
3.º, Anatole Vera Ibanez, 1985 (Suécia), 40.50,72
4.º, Veli-Matti Partanen, 1991 (Finlândia), 41.10,46
5.º, Aleksi Ojala, 1992 (Finlândia), 44.00,63
Desclassificado: Jarkko Kinnunen, 1984 (Finlândia).

5.000 metros femininos
1.ª, Anne Halkivaha, 1986 (Finlândia), 22.29,03
2.ª, Mari Olsson, 1986 (Suécia), 22.43,88
3.ª, Karoliina Kaasalainen, 1988 (Finlândia), 23.08,79
4.ª, Monica Svensson, 1978 (Suécia), 23.14,68
5.ª, Henrika Parviainen, 1997 (Finlândia), 24.09,64
6.ª, Lena Tomas, 1996 (Suécia), 24.18,54

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Campeonatos mexicanos de 20 e 50 km marcha

Os vencedores Berdeja (50 km) e Nava (20 km masc.), com
Raúl González ao centro, e Mónica Equihua (20 km fem.) com
 as suas companheiras do pódio.Fotos: «site» veracruz.gob.mx;
Poster: Atletismo en México. Montagem: O Marchador
Horacio Nava e Mónica Equihua, nos 20 km, e Christian Berdeja, nos 50 km, sagraram-se, este domingo, campeões nacionais de marcha, em provas disputadas em Vera Cruz e que serviram para testar o circuito dos Jogos Centroamericanos, que terão lugar este ano naquela cidade.

Nos 20 km masculinos, Horacio Nava, que este ano, em Cheboksary esteve brilhante nos 50 km, a sua especialidade de raiz, obteve a marca de 1.23.01, seguido de Daniel Gómez, com 1.24.09. No final, declarou ter-se sentido muito bem durante a competição cujo circuito classificou de bom tanto para os 20 como para os 50 quilómetros. Antes dos Centroamericanos, Nava competirá na China no atrativo Tour, principalmente do ponto de vista financeiro, que terá lugar de 12 a 15 do próximo mês.

Nos 20 km femininos, Monica Equihua garantiu a vitória com o tempo de 1.36.05, seguida de Yanelli Caballero (1.38.23) e de Andrea Martínez (1.41.44). Motivada pela vitória, reconheceu que o mais importante foi ter assegurado, como conseguiu, um lugar na seleção para os Centroamericanos, e que agora só pensa na possibilidade de arrecadar uma medalha.

Nos 50 km, Christian Berdeja chegou ao final da prova com um tempo de 4.03.10, numa competição marcada pelo equilíbrio, com os seus imediatos seguidores, Omar Zepeda (4.03.30) e José Leyer (4.03.43), muito próximos. Berdeja que nos Centro-americanos de há quatro anos, em Mayaguez, foi medalha de bronze, aposta, desta vez, em fazer ainda melhor, sonhando com o ouro. Recorde-se que o seu treinador (e de Horacio Nava) é o famoso campeão olímpico de Los Angeles, em 1984, Raúl González.

Classificações
20 km femininos
1.ª, Monica Equihua, 1.36.05
2.ª, Yanelli Caballero, 1.38.23
3.ª, Andrea Martinez, 1.41.44
4.ª, Cristina Lopez (El Salvador), 1.41.57
5.ª, Lizbeth Silva, 1.43.53
6.ª, Rosalia Ortiz, 1.45.26
7.ª, Milexsis Sepulveda (Porto Rico), 1.49.34
8.ª, Citlalli Reyes, 1.55.12
8.ª, Hatzell C, 1.55.12
Desistente: Mariela Sanchez.

20 km masculinos
1.º, Horacio Nava, 1.23.01
2.º, Daniel Gomez, 1.24.39
3.º, Ever Palma, 1.25.03
4.º, Omar Segura, 1.27.32
5.º, Omar Pineda, 1.28.34
6.º, Jose Doctor, 1.29.26
7.º, Juan R Guerrero, 1.29.31
8.º, Virgilio Galindo, 1.29.32
9.º, Brandon Segura, 1.30.08
10.º, Jesus Luna, 1.30.30
11.º, Marcos Ortiz, 1.31.30
12.º, Jorge Lara, 1.32.02
13.º, Esteba Santos, 1.33.02
14.º, Jose Sanchez, 1.33.16
15.º, Armando Merino, 1.33.31
16.º, Gabriel Mendoza, 1.36.32
17.º, Agustin Trujillo, 1.37.42
18.º, Ignacio Juarez, 1.37.45
19.º, Manuel Lopez, 1.38.19
20.º, Cesar Romero, 1.38.26
21.º, Jose Resendez, 1.39.21
22.º, Mario Sanchez, 1.39.58
23.º, Rafael Lopez, 1.40.20
24.º, Alan Rivera, 1.41.22
25.º, Alejandro Gonzalez, 1.54.31
Desistente: Eder Sanchez.
Desclassificado: Jesus Vega.

50 km
1.º, Cristhian Berdeja, 4.03.10
2.º, Omar Zepeda, 4.03.30
3.º, Jose Leiver, 4.03.43
4.º, Jorge Martinez, 4.06.04
5.º, Bustamante Luis, 4.08.52
6.º, Mario Bran (Guatemala), 4.17.33
7.º, Clemente Garcia, 4.24.04
8.º, Angel Batz (Guatemala), 4.28.38

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Miroslav Úradník e Anne van Andel triunfam no triatlo de marcha em Veenendaal

Miroslav Úradník em destaque e no comando de uma das provas,
Anne van Andel e a jovem Mona Münster. Fotos: F.Ravensberg e
«site» Heusden.nieuws. Montagem: O Marchador
O eslovaco Miroslav Úradník e a holandesa Anne van Andel viram os seus nomes serem incluídos na lista de vencedores (ele pela 2.ª vez) do peculiar evento, em 5.ª edição, designado por triatlo de «sprint» em marcha atlética, composto por 3 provas, nomeadamente a milha (1609 m), os 1000 m e os 1500 m, realizado na pista de complexo desportivo de Spitsbergen, em Veenendaal, Holanda (30 de Agosto).

Úradník, jovem de 18 anos, 16.º classificado nos mundiais de juniores de Eugene (42.49,92) e na Taça do Mundo de Marcha de Taicang (43.05), impos clara superioridade aos demais participantes, vencendo, tal como sucedido em 2013, as 3 provas do programa, registando recordes da competição, com 6.20,6 na milha, 3.40,6 nos 1000 m e 6.01,5 nos 1500 m, num total de 699,07 pontos. Os holandeses Colin Versteeg, júnior, (7.33,6 - 4.16,6 - 7.07,5 / 824,43 pts) e o campeão nacional de 50 km, o veterano Rob Tersteeg (7.41,3 - 4.17,2 - 7.13,5 / 832,78 pts) ocuparam os outros lugares do pódio absoluto masculino.

Van Andel, com 8.08,3 na milha, 4.45,3 nos 1000 m e 8.12,5 nos 1500 m, totalizando 916,89 pontos, deu à Holanda a segunda vitória feminina na competição (a primeira em 2010 por Loes van Bremen), registando progressos assinaláveis nas marcas obtidas. A sua compatriota Sandra Maas (9.25,9 - 5.34,2 - 9.01,6 / 1047,03 pts) foi a segunda classificada, enquanto a belga Liesbet De Smet (9.41,3 - 5.42,6 - 8.51,6 / 1058,69 pts), vencedora em 2011 e 2013, ocupava a terceira posição. Os recordes femininos do evento estão na posse da irlandesa Kate Veale, com 4.27,31, 7.06,1 e 7.35,60, desde 2012.

Uma nota ainda para a muito jovem participante, em 2 provas, Mona Münster, nascida em 2003 e representando o ART Düsseldorf, Alemanha.

Em dia chuvoso, ainda assim sem afectar os resultados obtidos, participaram 25 atletas, incluindo-se provas para outras categorias, de 4 países.

Colaboração: Frank van Ravensberg

Classificações das principais provas
Masculinos (Milha – 1000 m – 1500 m / pontos)
1.º, Miroslav Úradník, 1996 (VSC DB Bystrica, Eslováquia), 6.20,6 - 3.40,6 - 6.01,5 / 699,07 pontos
2.º, Colin Versteeg, 1995 (VAV Veenendaal, Holanda), 7.33,6 - 4.16,6 - 7.07,5 / 824,43 pts.
3.º, Rob Tersteeg, 1976 (RWV, Holanda), 7.41,3 - 4.17,2 - 7.13,5 / 832,78 pts.
4.º, Wilfried van Bremen, 1987 (RWV, Holanda), 8.02,9 - 4.59,9 - 7.40,5 / 907,45 pts.
5.º, Hub Kaenen, 1959 (RWV, Holanda), 8.12,3 - 4.55,1 - 7.41,5 / 908,71 pts.
6.º, Ronnie Timmermans, 1982 (RWV, Holanda), 8.04,5 - 5.03,6 - 7.53,3 / 921,37 pts.
7.º, Rick Liesting, 1977 (OLAT, Holanda), 9.00,4 - 5.24,6 - 8.10,5 / 987,87 pts.
8.º, Bas van Andel, 1954 (DAK Drunen, Holanda), 8.59,8 - 5.24,3 - 8.25,9 - 996,87 pts.
9.º, Udo Münster, 1961 (Al. Aachen, Alemanha), 9.23,1 - 5.30,9 - 9.19,4 / 1054,16 pts.
10.º, Ad van Oijen, 1944 (AV Weert, Holanda), 10.27,0 - 6.24,0 - 9.53,3 / 1169,60 pts.

Femininos (Milha – 1000 m – 1500 m / pontos)
1.ª, Anne van Andel, 1990 (DAK Drunen, Holanda), 8.08,3 - 4.45,3 - 8.12,5 / 916,89 pontos
2.ª, Sandra Maas, 1985 (RWV, Holanda), 9.25,9 - 5.34,2 - 9.01,6 / 1047,03 pts.
3.ª, Liesbet De Smet, 1982 (Duffel, Bélgica), 9.41,3 - 5.42,6 - 8.51,6 / 1058,69 pts.
4.ª, Loes van Bremen, 1986 (RWV, Holanda), 10.22,6 - 5.59,1 - 11.20,2 / 1199,44 pts.

Jovens sub16 (1000 m - 1500 m / pontos)
1.ª, Mona Münster, 2003 (ART Düsseldorf, Alemanha) 5.54,1 - 9.34,2 / 737,33 pontos

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

49.ª edição do meeting «Puchar Poczty Polskiej» em Gdansk

Agnieszka Dygacz (dorsal 14), ainda a liderar, e Brigita
Virbalytė (22), que viria a vencer. Ao lado, o vencedor
masculino, Rafal Sikora (31), com Rafal Augustyn, 
na
partida da prova. Fotos:Agnieszka Potocka/Trojmiasto.
Montagem: O Marchador
Brigita Virbalytė, da Lituânia, com 43.36 m aos 10 km, um novo recorde do seu país, e Rafal Sikora, da Polónia, com 41.26 em igual distância, venceram as principais provas do meeting «Puchar Poczty Polskiej e Festival de Marcha, disputadas na cidade de Gdansk, sábado passado.

Virbalytė superiorizou-se à polaca Agnieszka Dygacz (44.23) e à sua colega Neringa Aidietyte (45.14), invertendo, desta vez, a ordem de chegada dos europeus de Zurique, onde fora 18.ª classificada, contra as 14.ª e 11.ª posições das suas adversárias, e melhorando o recorde nacional dos 10 km em 17 segundos (antes: Kristina Saltanovic, 43.53 em Bergen-2006).

Sikora, com razões de queixa a nível federativo por não ter sido seleccionado para Zurique, dominou a prova masculina relegando para as segunda e terceira posições do pódio, o ucraniano Igor Savcharuk (42.35) e Rafal Augustyn (42.49). Os atletas juvenis integraram a prova, sendo o melhor do escalão Kacper Kosecki (48.52), 4.º da geral.

Recorde-se que na edição de 2013, então de 20 km, triunfaram, a letã Agnese Pastare (1.29.55 rec. nacional) e Lukasz Augustyn (1.27.36).

O certame incluiu ainda várias outras provas, nomeadamente os campeonatos nacionais de juniores sobre 20 km, com títulos para Mateusz Nowak (1.34.12) e Justyna Świerczyńska (1.43.46) e vitória feminina para a extra-competição Vasylyna Vitorshchyk (Ucrânia, 1.36.20), as juniores (5 km) com Katarzyna Zdziebło a levar a melhor (23.03), os iniciados (5 km mas. e 3 km fem. muito participados) com destaque para os lituanos Daumantas Liutinskis (22.27) e Austeja Kavaliauskaite (15.12), e, finalmente, nos veteranos, o casal Grinholc, Grzegorz (24.35) e Iwona (29.08).

Houve ainda lugar a uma tradicional marcha não competitiva (caminhada) que juntou cerca de 3 centenas de participantes.

Principais resultados

10 km masculinos
1.º, Rafal Sikora, 1987 (Kraków, Polónia), 41.26
2.º, Igor Savcharuk, 1980 (Ucrânia), 42.35
3.º, Rafal Augustyn, 1984 (Sokół Mielec, Polónia), 42.49
4.º, Kacper Kosecki, 1997 (Sopot, Polónia), 48.52 - 1.º juvenil
5.º, Adrian Matuszewski, 1994 (Lechia Gdańsk, Polónia), 50.26
6.º, Arkadiusz Drozdowicz, 1998 (Gwda Piła, Polónia), 50.35 - 2.º juvenil
7.º, Michał Kamiński, 1997 (Gwardia Piła, Polónia), 50.57 - 3.º juvenil
8.º, Sebastian Tara, 1997 (Stal Mielec, Polónia), 50.58 - 4.º juvenil
9.º, Damian Klawikowski, 1996 (Rumia, Polónia), 51.53
10.º, Piotr Jacher, 1998 (Stal Mielec, Polónia), 54.05 - 5.º juvenil
11.º, Krystian Piasecki, 1998 (Gwda Piła, Polónia), 59.16 - 6.º juvenil
12.º, Dawid Lach, 1998 (Lechia Gdańsk, Polónia), 59.55 - 7.º juvenil
13.º, Adam Kaim, 1998 (Lechia Gdańsk, Polónia), 1.06.28 - 8.º juvenil
Desistentes: Dawid Kobus, 1996 (Lechia Gdansk, Polónia), Jakub Kuszneruk, 1992 (Zak Biala Podlaska, Polónia) e Robert Goławski, 1998 (Iganie Nowe, Polónia) - juvenil.

10 km femininos
1.ª, Brigita Virbalytė, 1985 (Lituânia), 43.36
2.ª, Agnieszka Dygacz, 1985 (Katowice, Polónia), 44.23
3.ª, Neringa Aidietyte, 1983 (Lituânia), 45.14
4.ª, Katarzyna Golba, 1989 (Katowice, Polónia), 47.25
5.ª, Agnieszka Ellward, 1989 (Lechia Gdańsk, Polónia), 48.59
6.ª, Joanna Bemowska, 1994 (Katowice, Polónia), 49.41
7.ª, Angelika Augustyn, 1996 (Sokół Mielec, Polónia), 50.08
8.ª, Jolanta Karaś, 1989 (Warszawa, Polónia), 50.57
9.ª, Anna Kajuth, 1996 (Resovia Rzeszów, Polónia), 1.02.23