sábado, 16 de abril de 2011

Marcha atlética?

Publica-se de seguida um texto da autoria de Artur Domingos, treinador e dirigente do Centro Desportivo de Quarteira (CDQ). Artur Domingos, empresário e consultor, é credenciado como treinador de atletismo de nível III e foi fundador do CDQ, a cuja direcção preside desde 2007.

Marcha atlética?

Enquanto praticante fui observando em determinados eventos (campeonatos) que acontecia algo quase surreal: um atleta feminino e um masculino começavam um calvário de voltas na pista, chamava-se “marcha atlética”. Pessoalmente até gostava de ver mas os meus companheiros não admiravam muito. Os tais marchadores até eram esquisitos, não faziam barreiras, estafetas etc... eram uma caso à parte. Mas aquilo dava pontos!

Anos volvidos e com o aumentar das responsabilidades na equipa observava que os tais marchadores eram mesmo importantes, pois apenas um ou dois entravam em prova e isso representava “pontos”.

Como nada percebia de marcha e nunca fui convidado a aprender em acções de formação, tomei a liberdade de inscrever uma atleta numa prova em Tunes. A atleta foi tão acarinhada que foi expulsa quase imediatamente. Não desisti e começei a ler e a aprender sobre marcha. Pouco tempo depois levei a Ferreira do Alentejo uma jovem e acabou no «top» 10.

Hoje, no CDQ, a marcha é apresentada como a disciplina mais importante, só depois chegam as outras. É mais fácil detectar e promover. A lacuna foi quebrada e neste momento represento uma parte da marcha nacional na formação, obrigando a que outros clubes retomem a tradição. E os que não tinham marcha começaram a olhar para a disciplina com outros olhar.

Mais de 40 atletas já fizeram marcha em competição pelo menos uma vez e mais de 30 estão prontos para entrar em competição. O antes e o depois CDQ é visível e notório.

Recentemente, o júnior Nilson Tavares alcançou mínimos para o nacional de juniores e ficou próximo dos de Sub-23; Catarina Marques, a inciada que terminou em 1.º o Jovem Marchador, tem no seu encalce outras jovens. Jovens que estão na marcha há quatro e cinco anos estão no «top» nacional. Sem forçar, criando as bases correctas e duradouras. Vitórias nacionais em iniciadas e infantis masculinos e segundos lugares nos inciados e infantis femininos demonstram o exposto.

A marcha atlética no CDQ é uma disciplina de formação, muito se poderia dizer das vitórias e conquistas deste novo clube mas a mais importante é: os marchadores são atletas com uma capacidade de entrega e sofrimento acima da média.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mira terá 2.º Grande Prémio amanhã, 16 de Abril

A Associação Sócio Cultural da Valeirinha vai organizar, este sábado, a partir das 15.40 horas, na Vila de Mira, distrito de Coimbra, provas de marcha atlética destinadas a todos os escalões etários (benjamins a veteranos).
O programa inicia-se com os 1.000 metros (benjamins) seguindo-se os iniciados (3.000 metros para elas e 4.000 metros para eles), prosseguindo com os juvenis, juniores, seniores e veteranos masculinos na distância de 5.000 metros, pelas 16.50 horas. A fechar o ciclo de provas, os 5.000 metros marcha, pelas 17.20 horas, destinados às senhoras (juvenis a veteranos).
A organização atribuirá troféus e medalhas aos três primeiros classificados de cada escalão e ainda às primeiras cinco equipas da classificação geral bem como prémios monetários aos cinco melhor posicionados na classificação geral das últimas duas provas.
Finalmente, estará reservado para o final da sessão o sempre agradável convívio final onde será servido, a todos os participantes, a apetitosa perna de porco no espeto.
Recorde-se que na edição de 2010, os três primeiros classificados nas principais provas foram, por esta ordem, Kristina Saltanovic, Maribel Gonçalves e Daniela Cardoso, na prova feminina, e Sérgio Vieira, António Cardoso e Luís Silva, na prova masculina. Na classificação colectiva triunfou o Grupo de Amigos Casais do Vento. Nas segunda e terceira posições, o Clube de Natação de Rio Maior e o Atlético Clube Vermoil.
O programa-horário está disponível na secção "Calendário" ao cima desta página.

RTP2 transmite resumo do GP Rio Maior

Foto: Atletismo Magazine / José Gaspar
O canal 2 da RTP transmite este sábado um resumo do 20.º Grande Prémio Internacional de Marcha Atlética de Rio Maior, realizado dia 9 de Abril.

A transmissão terá lugar durante o programa «Desporto 2», que se inicia às 15h00, e prevê-se que vá para o ar a partir das 17h55, tendo a duração aproximada de 25 minutos.

O programa é repetido na madrugada de sábado para domingo, a partir das 2h30, devendo o espaço dedicado às provas de Rio Maior entrar em antena cerca das 5h25.

Quem não tiver oportunidade de assistir à transmissão televisiva pode mais tarde, a partir de 20 de Abril, ver o mesmo resumo através da página do jornal «A Bola» na internet (www.abola.pt).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Marcha «extra» nos regionais do Algarve de 10 mil metros


Alguns dos participantes na prova de marcha.
Foto: Vítor Lavoura

Os Campeonatos do Algarve de 10 mil metros, em corrida, realizados na noite de quarta-feira na Pista Municipal de Faro, incluíram no programa  uma prova de marcha extracampeonato, na mesma distância, cujo vencedor foi o júnior Fábio Conceição (Associação Onda Sólida), com 51.50,68 m. Nos lugares imediatos terminaram Grigori Navin (ND Escola Tomás Cabreira, 52.22,36) e Jorge Costa (CO Pechão, 55.38,48).

Concluíram ainda Nilson Tavares (CD Quarteira, 55.46,65), Paulo Revez (CD Quarteira, 55.57,89) e Ricardo Castro (CD Quarteira, 1.09.45,99), numa prova disputada com «corda» na pista 5, enquanto decorriam as competições de corrida nas pistas interiores.

Na prova de corrida, a marchadora Ana Cabecinha (CO Pechão) sagrou-se campeã regional, com o tempo de 36.55,10 m, à frente de cinco concorrentes, todas com resultados acima dos 40 minutos.

Colaboração: Vítor Lavoura e Artur Domingos

Marcha «abandonada»?

Foto: arquivo Revista Atletismo
(Marcelino Almeida)
Na sequência do convite dirigido pela equipa do blogue «O Marchador» a Manuel Arons de Carvalho e a que o jornalista-atleta simpaticamente acedeu, publica-se de seguida um texto de opinião inspirado na temática da marcha atlética.

Arons de Carvalho é jornalista de desporto, especialializado em atletismo, tendo quase cinco décadas de ligação a esta modalidade desportiva. Na pista e na estrada, muitas têm sido as suas oportunidades de convivio com a marcha e os marchadores, sendo conhecedor como poucos das realidades nacional e internacional desta especialidade olímpica do atletismo.

A equipa de «O Marchador» agradece a disponibilidade de Arons de Carvalho, sabendo que, para a redacção do texto, a «mesa» de que se serviu foi a beira da cama do hospital onde se encontra internado, em convalescença pós-operatória. Um agradecimentro com a forma, também, de votos de pronto restabelecimento e rápido regresso às lides profissionais e desportivas.

Marcha «abandonada»?

O atletismo, tal como a generalidade das várias modalidades desportivas, tem razão de queixa da quase exclusividade dada ao futebol na comunicação social e, consequentemente, no interesse dos portugueses. No atletismo, a marcha continua a ser um “parente pobre” relativamente às restantes especialidades, embora não num grau tão relevante. Os atletas, técnicos e entusiastas da marcha queixam-se e com alguma razão, embora os êxitos individuais de marchadores em grandes competições (como os de Susana Feitor ou João Vieira, por exemplo) tenham tido, julgo, a justa relevância. O pior é quando a marcha “marcha” sozinha, em competições tipo Taças do Mundo ou Taças da Europa.

Altura para uma chamada de atenção: no atletismo, sempre houve especialidades mais e menos mediatizadas. Cá e lá fora. Os fundistas aparecem muito mais que os restantes atletas (e tiram disso naturais dividendos), devido às provas de corta-mato (no inverno) e de estrada (ao longo de todo o ano). E as provas de 100 metros também são normalmente mais mediatizadas. Ao invés, a par dos marchadores, os lançadores – e nomeadamente os do martelo, normalmente “relegados” para recintos secundários – serão aqueles que têm mais razões de queixa.

Regressemos à marcha. A disciplina é relativamente recente nos programas do atletismo. E tem características não muito apelativas para quem não está com ela familiarizada. As provas são longas e tecnicamente difíceis de entender. As pessoas estão mais receptivas a ver correr que a ver marchar e com dificuldade percebem as razões que levam a que alguns atletas sejam admoestados e desclassificados. E mesmo dentro do atletismo há quem não tenha aceite muito bem a introdução da disciplina, que continua a não ter uma divulgação mundial semelhante à da generalidade das outras especialidades. Há países ainda sem marcha atlética.

Tudo isto se acaba por se reflectir na divulgação da marcha. Ainda agora, o Grande Prémio de Rio Maior, que conseguiu trazer a Portugal os melhores especialistas mundiais (campeões olímpicos, mundiais e europeus), não teve a relevância na comunicação social que se teria justificado. A prova não teve (antes pelo contrário...) menor nível que as famosas meias-maratonas lisboetas, que enchem as páginas dos jornais e mobilizam a televisão e as rádios. Mas as meias-maratonas têm a possibilidade de colocar a correr e andar milhares e milhares de pessoas, enquanto uma prova de marcha reúne escassas dezenas de atletas e algumas centenas de espectadores.

Portugal tem brilhado nas Taças do Mundo e da Europa de marcha, chegando a sagrar-se vencedor colectivo. O feito passa praticamente desapercebido em Portugal. É verdade. Mas também nas Taças da Europa de 10000 m (embora de nível técnico bem inferior) Portugal tem dominado várias vezes e com escasso destaque na comunicação social... Neste aspecto, a marcha não está só!     

Em suma: nesta meditação que me foi sugerida e que fui fazendo ao correr da pena (e daí alguma falta de rigor sequencial neste escrito...), não posso deixar de dar alguma razão aos lamentos dos marchadores, embora não sejam eles os únicos a poderem fazê-lo. Mas também é verdade que tem sido esse alegado “abandono” a que a marcha é votada que terá unido os seus elementos e os leve a serem ainda mais determinados e trabalhadores. Nem tudo são desvantagens...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

1600 participam em Hong Kong

Foto: facebook de Simon Baker
A 70.ª edição internacional de Hong Kong em marcha atlética, uma organização da federação de atletismo de Hong Kong e da empresa responsável pelos transportes terrestres (MTR Corporation), realizou-se domingo, 10 de Abril, e registou a participação do extraordinário número de 1600 atletas, numa fantástica jornada, animada ainda pela actuação de bandas de música.
Milhares de espectadores assistiram ao evento, que incluiu uma competição para atletas de elite, na distância de 10 km, com a presença de atletas de Hong Kong, Japão, China, Malásia, Tailândia, Formosa e Austrália.
Na prova masculina, Liu Jian Min (China) venceu em 43.10 m, Dane Bird-Smith (Austrália) foi o segundo, com 43.48 m, e Rhydian Cowley (Austrália), o terceiro, com 44.43 m.
Na prova feminina, o trinfo sorriu à australiana Regan Lamble, com 46.30 m, seguida da chinesa Li Hua, com 48.00 m, e de Elena Goh Ling Yin, da Malásia, com 53.51 m.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FPA antecipa Taça de Marcha e emite nota estranha

Em comunicado enviado às associações distritais, a Federação Portuguesa de Atletismo anunciou para a tarde do dia 7 de Maio (sábado) a realização da Taça FPA de Marcha "Susana Feitor", uma antecipação de um dia em relação ao inicialmente divulgado.
Nessa mesma informação, pode ler-se em “nota” que “A Taça FPA disputa-se em simultâneo com o Olímpico Jovem Regional do Algarve, como tal, os atletas da Associação de Atletismo do Algarve estão autorizados a participar sem mínimos”.
Ora, a indicação estabelecida nestes termos (e que muito se estranha!) configura uma evidente vantagem para os clubes daquela associação, com prejuízo de todos os outros, se (como pode deduzir-se) os ditos atletas sem mínimos de participação vierem a contar para a classificação colectiva do evento nacional.
Tal indicação deverá, pois, ser revista pela FPA, permitindo iguais condições de participação pelo menos nas provas de juvenis (o escalão afectado) para os atletas de todas as associações. A não ser assim e à luz do regulamento da competição, os atletas sem mínimos podem contar para a classificação colectiva (10 primeiros), conferindo aos respectivos clubes uma vantagem quanto ao referido no ponto 4 do regulamento.
Recorde-se que já em anteriores edições, nomeadamente nas de 2009 (Luso) e de 2010 (Rio Maior), surgiram problemas que deram origem a polémicas. No Luso, o Grupo Desportivo da Lourocoop, anunciado publicamente como vencedor colectivo no sector feminino surgindo, mais tarde, a informação de que se tratava de lapso numa discutível interpretação do regulamento, fez uma denúncia pública do facto. Em Rio Maior houve pelo menos 12 atletas que participaram sem mínimos de acesso, incumprindo o regulamentado, sem consequências.
O novo programa encontra-se já disponível na secção “Calendário”, ao cimo desta página.

Reportagem fotográfica – 20.º G. Prémio de Rio Maior (9 Abril)

Veja aqui a reportagem fotográfica do nosso parceiro Atletismo Magazine - Modalidades Amadoras (fotos de José Gaspar e José Duarte).

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Turquia vence Campeonatos Balcânicos de Marcha

A selecção da Turquia, que venceu na Roménia.
Foto: Federação Turca de Atletismo
Dando mostra do desenvolvimento que a disciplina tem registado no país, a Turquia venceu este sábado os Campeonatos Balcânicos de Marcha, realizados em Bucareste, capital da Roménia. Num programa de seis provas (seniores, juniores e juvenis, para masculinos e femininos), os atletas turcos venceram nos 20 km seniores masculinos, por Çelik Recep (1.22.31), e nos 5 km juvenis femininos, através der Özgür Gamze (23.38,9).

No entanto, o maior número de vitórias foi para a selecção da casa, a Roménia, triunfante nos 20 km seniores femininos (Claudia Stef, 1.33.38), nos 10 km juniores femininos (Alexandra Aichimoaei, 50.00,7) e nos 10 km juniores masculinos (Adrian Dragomir, 45.42,2).

A Moldova furou o domínio de turcos e romenos na conquista de vitórias, ganhando nos 5 km juvenis masculinos, através de Igor Seremet, com 21.29,4 m.

Estes campeonatos foram organizados pela Associação Balcânica de Federações de Atletismo, reunindo 48 atletas de seis países.

Classificações
20 km seniores masculinos
1.º, Çelik Recep (Turquia), 1.22.31
2.º, Predrag Filipovic (Sérvia), 1.23.47
3.º, Alexandros Papamihael (Grécia), 1.24.56
4.º, Silviu Casandra (Roménia), 1.26.43
5.º, Marius Iulian Cocioran (Roménia), 1.29.14
6.º, Gelecek Kemal (Turquia), 1.33.21
7.º, Fedosei Ciumacenco (Moldova), 1.33.26
8.º, Chiril Capatina (Moldova), 1.35.31
9.º, Bozhidar Vasilev (Bulgária), 1.53.19

20 km seniores femininos
1.ª, Claudia Stef (Roménia), 1.33.38
2.ª, Ana Maria Groza (Roménia), 1.36.52
3.ª, Mutlu Semiha (Turquia), 1.37.49
4.ª, Panagiota Tsinopoulou (Grécia), 1.46.54

10 km juniores masculinos
1.º, Adrian Ionut Dragomir (Roménia), 45.44,2
2.º, Pamuk Özgür Ozan (Turquia), 46.13,8
3.º, Thomas Stefanopoulos (Grécia), 46.20,8
4.º, Robert Friederich Latcu (Roménia), 46.43,4
5.º, Atli Mert (Turquia), 46.54,5
6.º, Ivan Dimitrov (Bulgária), 50.07,2

10 km juniores femininos
1.ª, Alexandra Iuliana Aichimoaei (Roménia), 50.00,7
2.ª, Günes Tugçe (Turquia), 50.05,1
3.ª, Emilija Pesic (Sérvia), 53.09,8
4.ª, Eleni Pagida (Grécia), 54.48,5
5.ª, Oguz Seren (Turquia), 55.17,8
6.ª, Maria Francisca Molnar (Roménia), 56.13,6
7.ª, Radosveta Simeonova (Bulgária), 56.20,5
8.ª, Eli Dimitrova (Bulgária), 1.08.07,1

5 km juvenis masculinos
1.º, Igor Seremet (Moldova), 21,29,4
2.º, Senoduncu Sahin (Turquia), 21.43,2 (recorde nacional)
3.º, Karapinar Muratcan (Turquia), 22.17,7
4.º, Konstantinos Dentopoulos (Grécia), 22.41,1
5.º, Cosmin Gabriel Bahneanu (Roménia), 23.53,5
6.º, Giorgios Andrianos (Grécia), 24.06,3
7.º, Florin Madalin Toma (Roménia), 24.42,6
8.º, Kadir Ahmed (Bulgária), 25.51,6
9.º, Nikolay Tsvetankov (Bulgária), 26.33,3

5 km juvenis femininos
1.ª, Özgür Gamze (Turquia), 23.38,9
2.ª, Carmen Micliuc (Roménia), 25.21,5
3.ª, Kayriman Aylin (Turquia), 25.42,2
4.ª, Haido Katohianou (Grécia), 26.05,4
5.ª, Mihaela Acatrinei (Roménia), 26.40,7
6.ª, Eleni Tassoula (Grécia), 27.06,7
7.ª, Sevgi Ahmed (Bulgária), 28.56,9
8.ª, Militsa Mircheva (Bulgária), 29.02,9

Por equipas
1.ª, Turquia, 44
2.ª, Roménia, 41
3.ª, Grécia, 22
4.ª, Sérvia, 9
5.ª, Moldova, 6
6.ª, Bulgária, 1

Francisco Reis retoma a competição em Inglaterra

Francisco Reis, numa prova deste Inverno
Apenas três semanas após a circurgia a uma hérnia, Francisco Reis retomou a actividade competitiva e a senda das vitórias, vencendo uma prova de 5 milhas (8045 metros), com 41.30 m. Nos lugares imediatos classificaram-se Steve Utley (42.57), Phill Bernard (43.06) e Peter Ryan (44.05). Todos os quatro primeiros classificarados representam o Ilford Athletic Club.

No final da competição, Francisco Reis manifestou-se satisfeito com mais uma vitoria nesta época, lamentando que a marca não tivesse sido um pouco melhor, o que justificou com o calor que se fez sentir e com a irregularidade do circuito.

A prova teve a participação de 61 atletas.

domingo, 10 de abril de 2011

Resultados de Podebrady

Matteo Giupponi a vencer em Podebrady.
Foto: atletika.cz
As selecções de Itália e de Espanha impuseram superioridade no Encontro Internacional de Marcha de Podebrady, realizado este sábado naquela estância termal checa. No entanto, algumas das provas registaram vitórias individuais de atletas de países que não participavam no torneio colectivo.

No conjunto dos resultados individuais, destaque para o do alemão Hagen Pohle, vencedor nos 10 km para juniores masculinos, com 42.13 m.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Matteo Giupponi (Itália), 1.22.36
2.º, Carsten Schmidt (Alemanha), 1.22.47
3.º, Benjamin Sánchez (Espanha), 1.25.00
4.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.25.04
5.º, Colin Griffin (Irlanda), 1.25.42
6.º, Marius Žiukas (Lituânia), 1.25.50
7.º, Federico Tontodonati (Itália), 1.26.01
8.º, Anatole Ibánez (Suécia), 1.26.35

20 km femininos
1.ª, Eva Iglesias (Espanha), 1.34.28
2.ª, Eleonora Giorgi (Itália), 1.34.44
3.ª, Ainhoa Pinedo (Espanha), 1.35.07    
4.ª, Federica Ferraro (Itália) 1.35.23
5.ª, Antonella Palmisano (Itália), 1.35.47
6.ª, Serena Pruner (Itália), 1.37.14    
7.ª, Lucie Pelantová (Rep. Checa), 1.37.19
8.ª, Mari Olsson (Suécia), 1.39.30

10 km juniores masculinos
1.º, Hagen Pohle (Alemanha), 42.13
2.º, Marcel Lehmberg (Alemanha), 43.46
3.º, Massimo Stano (Itália), 43.58

10 km juniores femininos
1.ª, Charlyne Czychy (Alemanha), 48.49
2.ª, Anežka Drahotová (Rep. Checa), 49.34
3.ª, Anna Clemente (Itália), 50.20

Por equipas, vitórias da Itália (5 pontos) nos 20 km masculinos, da Espanha (4) nos 20 km femininos, da República Checa (4) nos 10 km juniores masculinos e outra vez da Itália (5) nos 10 km juniores masculinos.

Resultados individuais completos aqui

sábado, 9 de abril de 2011

Marchadores russos dominam em Rio Maior

Olga Kaniskina, com o n.º 1. Foto: "O Marchador"
Os russos Valeriy Borshin e Olga Kaniskina foram os vencedores das provas de seniores do 20.º Grande Prémio de Marcha Atlética de Rio Maior, hoje realizado naquela cidade ribatejana, impondo uma superioridade esperada mas que acabou por se revelar mais difícil do que previsto.

Na prova masculina, o eslovado Matej Tóth foi o primeiro a destacar-se da concorrência, liderando ao londo de vários quilómetros, mas acabaria ultrapassado por Borshin e ainda pelo russo Stanislav Emelyanov e pelo mexicano Eder Sánchez, que comporiam por essa ordem o pódio dos 20 km masculinos. Valeryi Borshin viria a terminar com 1.18.55 h, melhor marca alguma vez obtida em Portugal, sendo igualmente o melhor resultado europeu do ano. João Vieira foi o melhor português, concluindo no 10.º lugar, com 1.22.44 h, enquanto o irmão Sérgio terminava em 12.º, com 1.23.15 h, ambas as marcas constituindo mínimos B para os mundiais de atletismo de Daegu.

No sector feminino, Olga Kaniskina acabou por impor uma superioridade que levou cinco quilómetros a definir-se. Após uma légua inicial em que quase todas as atletas de nomeada marcavam presença no grupo da frente, Kaniskina desferiu um ataque demolidor, com a espanhola Beatriz Pascual a posicionar-se desde logo no segundo posto, que manteria até final. Mais atrás, Inês Henriques e a alemã Melanie Seeger eram quem melhor reagia, mas mais adiante Vera Santos e Susana Feitor acabariam por passá-las, para terminarem nos 3.º e 4.º lugares, respectivamente. Kaniskina registaria no final 1.28.35 h, menos 16 segundos que a campeã de Espanha. Vera Santos marcava 1.29.55 h, contra 1.30.44 h de Susana e 1.30.59 de Inês. As três portuguesas superavam assim os mínimos A para os mundiais do próximo Verão, numa prova em que Ana Cabecinha desistiu ainda na primeira metade.

Nas competições de juniores, realce para a vitória da espanhola Rocío Lojo nos 10 km femininos (51.30) e para o resultado obtido pelo terceiro classificado dos 10 km masculinos, o juvenil Miguel Carvalho (CN Rio Maior), que, ao registar 47.47 m, superou os mínimos de 48.40 m para os mundiais de juvenis que de 6 a 10 de Julho terão lugar na cidade francesa de Lille.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Valeriy Borshin (Rússia), 1.18.55
2.º, Stanislav Emelyanov (Rússia), 1.19.33
3.º, Eder Sánchez (México), 1.19.36
4.º, Matej Tóth (Eslováquia), 1.20.16
5.º, Hassanine Sebei (Tunísia), 1.20.49
6.º, Robert Heffernan (Irlanda), 1.21.50
7.º, Horácio Nava (México), 1.22.15
8.º, Andrés Chocho (Equador), 1.22.18

20 km femininos
1.ª, Olga Kaniskina (Rússia), 1.28.35
2.ª, Beatriz Pascual (Espanha), 1.28.51
3.ª, Vera Santos (Sporting CP), 1.29.55
4.ª, Susana Feitor (individual), 1.30.44
5.ª, Inês Henriques (CN Rio Maior), 1.30.59
6.ª, Melanie Seeger (Alemanha), 1.31.01
7.ª, Kristina Saltanovic (Lituânia), 1.33.06
8.ª, Cisiane Lopes (Brasil), 1.35.15

10 km juniores masculinos - extra
1.º, Bruno Pedro (CA Casais do Vento), 46.27
2.º, Samuel Pereira (UA Guarda), 47.07
3.º, Miguel Carvalho (CN Rio Maior), 47.47

10 km juniores femininos - extra
1.ª, Rocío Lojo (Espanha), 51.30
2.ª, Sandra Monteiro (SL Benfica), 52.53
3.ª, Mara Ribeiro (CN Rio Maior), 54.44

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Podebrady acolhe encontro internacional de nove países

O eslovaco Matej Tóth, a caminho da vitória
na edição de 2009. Foto: Ivo Piták
República Checa, Bielorrússia, Espanha, Itália, Suíça, Suécia, Hungria, Eslováquia e Lituânia participam amanhã, 9 de Abril, em mais um Encontro Internacional de Marcha de Podebrady, a 50 km da capital checa, Praga. O programa inclui provas de 20 km para seniores masculinos e femininos e de 10 km para juniores, também masculinos e femininos.

Nesta competição, cada equipa pode apresentar até três atletas por prova, sendo a classificação colectiva obtida pelos resultados dos dois melhores elementos de cada formação.

Após marchas iniciais de 1 km para as lendas da marcha checa e de 5 km para jovens e veteranos, o programa do encontro internacional tem início às 13h20 (menos duas horas em Portugal continental), com a partida dos 10 km juniores femininos, a que se segue, dez minutos mais tarde, a partida dos juniores masculinos.

Às 14h45 tem início a prova rainha das senhoras, começando 45 minutos depois os 20 km para homens.

Entre os concorrentes inscritos contam-se como nomes mais sonantes os da checa Zuzana Schindleróvà (vice-campeã europeia de sub-23), da italiana Sibilla di Vicenzo, da espanhola Lorena Luaces, do seu compatriota Benjamin Sánchez e ainda da italiana Anna Clemente, vencedora dos 10 km dos I Jogos Olímpicos da Juventude de Verão, realizados no Verão passado em Singapura.

O Encontro Internacional de Marcha de Podebrady é aberto a atletas de outras nações, sendo esperados cerca de duzentos marchadores, de 14 países.

Nestas provas actuarão os juízes internacionais Miroslav Lapka (Rep. Checa, juiz-chefe), Manfred Bott (Alemanha), Lamberto Vacchi (Itália), Frédéric Bianchi (Suíça), Hans van der Knapp (Holanda), Rudolf Cogan (Rep. Checa) e ainda os juízes checos de nível nacional Alois Lajčík, Juraj Malík e Miroslav Svoboda.

Campeões europeus, mundiais e olímpicos confirmados em Rio Maior

Ladeando o Presidente da Mordóvia, Valery Borchin e Olga
Kaniskina serão duas presenças de prestígio em Rio Maior.
Foto: José Dias
Uma verdadeira constelação participará no próximo Grande Prémio de Rio Maior, que se realizará no sábado, 9 de Abril. Delegações de altíssimo nível, especialmente as vindas da Rússia e do México, deslocar-se-ão a Rio Maior, sem esquecer, naturalmente, as valiosas atletas portuguesas, Ana Cabecinha, Inês Henriques, Susana Feitor e Vera Santos, campeãs em título por Portugal da Taça do Mundo de Marcha.

Teremos pois, entre nós, aquela que é a melhor marchadora mundial da actualidade: a atleta russa Olga Kaniskina, excelente tecnicista, campeã olímpica (Pequim 2008), campeã mundial (Osaca 2007 e Berlim 2009) e campeã europeia (Barcelona 2010).

Nos homens, os russos Valery Borchin, campeão olímpico (Pequim 2008) e mundial (Berlim 2009) de 20 km, Stanislav Emelyanov, campeão europeu (Barcelona 2010) de 20 km, e Vladimir Kanaykin, vencedor da Taça da Europa de 50 km, em 2007, os mexicanos Cristian Berdeja, vencedor dos 50 km de Chihuahua, primeira etapa do Challenge de 2011 e ainda da Taça Pan-americana de Marcha, Eder Sánchez, medalha de bronze nos Mundiais de Berlim e vencedor de Chihuahua, em 20 km, o eslovaco Matej Tóth, vencedor dos 50 km da última Taça do Mundo (2010) tendo realizado recentemente em Dudince, a melhor marca do ano na distância, o espanhol García Bragado, medalha de ouro nos mundiais de Estugarda (1993), prata em Atenas (1997), Edmonton (2001) e bronze em Berlim (2009), sempre em 50 km, e João Vieira, medalha de bronze nos 20 km dos europeus de Gotemburgo (2006) e de Barcelona (2010).

Para além dos referidos atletas e de muitos outros de real valia técnica que competirão em Rio Maior, um nome importa referir: o de Jorge Miguel, “alma mater” de uma organização que transforma este já tradicional grande prémio de marcha num dos mais importantes do calendário internacional.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Juízes de marcha vão a exames em Junho

Foto: André Brito
A Federação Portuguesa de Atletismo vai levar a efeito, no dia 18 de Junho de 2011, uma acção de certificação destinada aos juízes de marcha dos graus A e B dos painéis nacionais.
A actividade terá lugar em Leiria, no auditório do Estádio Magalhães Pessoa, com a realização de exames teóricos e de vídeo, reservando-se a pista de atletismo do mesmo estádio para os exames práticos, cujo objecto de análise serão as provas de marcha, incluídas no programa dos Campeonatos Nacionais de Juvenis.
O objectivo da certificação é o de definir um novo painel de juízes de marcha para o grau mais elevado, válido para o próximo período de quatro anos (2012 a 2015).
Segundo o comunicado divulgado pela FPA, os candidatos deverão fazer a inscrição até ao dia 1 de Maio próximo, sendo pertinente referir que a falta à certificação dos elementos do Grau A determinará, liminarmente, a exclusão do referido grau.
As anteriores certificações para o Grau A do painel tiveram lugar em 1991, 1995 e 1998 (Lisboa) e em 2003 e 2007 (Rio Maior). Na próxima, o painel terá 20 elementos.
Indicam-se os distritos a que os juízes de marcha pertencem colocando-se entre parêntesis o respectivo número:
Grau A: Setúbal (8), Lisboa (4), Coimbra (4), Santarém (3), Porto (2), Leiria (1) e Faial (1);
Grau B: Algarve (5), Aveiro (4), Évora (4), Lisboa (3), Santarém (3), Coimbra (2), Setúbal (1) e Viseu (1).
A actividade é, em si mesma, muito útil pela procura do rigor, da consistência e da atitude profissional por parte dos juízes de marcha, no acto de julgar, mas não deverá esgotar-se nela mesma.
No nosso país têm lugar, durante o ano, algumas competições em que o índice de participação é, sob os pontos de vista qualitativo e quantitativo, elevado. Os juízes especialistas de marcha, principalmente os dos graus mais elevados dos painéis, deverão, voluntariamente, predispor-se ao acompanhamento e à análise deste tipo de competições, naturalmente sob supervisão dos juízes internacionais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Associação europeia tem página sobre Olhão-2011

A Associação Europeia de Atletismo (AEA) já tem disponível uma página específica para a Taça da Europa de Marcha Olhão-2011 no respectivo sítio virtual na internet (ver aqui).

Tal como acontece com todas as competições internacionais organizadas pela AEA, a página dedicada à Taça da Europa de Olhão é lançada logo na abertura do sítio através de um selo de encaminhamento, remetendo para informação variada sobre o evento.

Dessa informação fazem parte textos com notícias sobre atletas e equipas em vias de participar nas provas de Olhão, bem assim como documentos em formato PDF: o programa-horário e o manual de equipas.

A página remete ainda para o arquivo das duas anteriores edições da Taça da Europa de Marcha, Metz-2009 e Leamington-2007, ainda que neste último caso a informação disponibilizada seja lamentavelmente nula (o «site» para que remete, assegurado pelo comité organizador daquele evento, foi desactivado).

A 9.ª Taça da Europa de Marcha, Olhão-2011, realiza-se na manhã e na tarde de 21 Maio próximo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ghoula e Chanfreau vencem 53.º Challenge Facoetti

Foto: Tunisiasport

A 53.ª edição do Challenge Facoetti, também Campeonatos Regionais de estrada, teve lugar em Montreuil-sous-Bois, França, no dia 3 de Abril, com partida do estádio Jean Delbert e na distância de 20 km.
A prova feminina foi ganha por Fabienne Rinero Chanfreau (1980), com 1.48.49 h. Severine Lanque (1985), com 1.53.06 h, e Marine Quennehen (1991), com 1.53.28 h, classificaram-se nos lugares imediatos. Participaram 11 atletas.
Na prova masculina o tunisino Hatem Ghoula (1973, na foto), levou a melhor com o tempo de 1.27.00 h, seguido de Sebastien Biche (1973), com 1.32.54 h, e de Johan Augeron (1983), com 1.33.09 h. Participaram 53 atletas.
Ghoula, nascido em 7 de Junho de 1973, é o melhor marchador africano de todos os tempos, detendo os recordes de África de 20 e 50 km marcha. O seu melhor resultado internacional foi obtido nos Mundiais de Osaca, em 2007, quando alcançou, nos 20 km marcha, a medalha de bronze.

Ainhoa Pinedo e Maik Berger vencem I Prémio da Andaluzia

Foto: facebook de Maik Berger
Os atletas internacionais Ainhoa Pinedo (Espanha) e Maik Berger (Alemanha), na foto, triunfaram na 1.ª edição do Grande Prémio da Andaluzia de marcha atlética, realizada em Guadix, Granada, no dia 3 de Abril.
A organização foi da responsabilidade do Centro Andaluz de Marcha Atlética “Manuel Alcalde”, dirigido por Manuel Ángel Segura, e contou com a colaboração da Federação da Andaluzia de Atletismo e dos órgãos autárquicos locais.
Participaram no evento mais de 100 atletas dos vários escalões etários, numa excelente jornada de promoção da especialidade no país vizinho.
Resultados dos cinco primeiros classificados nas principais provas:
5 km Absolutos Femininos
1.ª, Ainhoa Pinedo Gonzalez, ADA Guadix, 24.23
2.ª, Melisa Sanchez Bermejo, Club Ucam A., 28.40
3.ª, Ainoa Lopez Sanchez, Atletismo Sierra, 29.46
4.ª, Maria Jose Jimenez Sanchez, Club Ucam A., 30.13
5.ª, Varinia Hidalgo Montes, Ciudad de Motril, 32.33

5 km Absolutos Masculinos
1.º, Maik Berger, Alemanha, 22.06
2.º, Juan Antonio Porras Hidalgo, Playas, 22.21
3.º, Alejandro Cambil Dominguez, ADA Guadix, 23.03
4.º, Francisco Martin, P.Alicante, 23.23
5.º, Juan Antonio Raya Sanchez, Atletismo Sierra, 23.29

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Grandes Figuras da Marcha Mundial (1) – Pino Dordoni

Pino Dordoni a caminho do recorde italiano
dos 20 km (Milão, 1960)
Foto: H. Whitlock & A. Bollini
multimediavisini.com
Eis um nome da maior relevância na história mundial da marcha atlética: Giuseppe Dordoni, campeão olímpico de 50 km nos Jogos celebrados em Helsínquia, em 1952. A bem dizer, estes Jogos constituíam o ressurgimento do olímpismo após a II Guerra Mundial, já que os Jogos de 1948, em Londres, mais não foram do que um transição do desporto dos tempos de guerra para os tempos de paz. A capital finlandesa recebia desportistas que se tinham preparado durante uma olimpíada inteira e não os que por contingências a que eram alheios, “sobraram” dos horrores da guerra. O italiano Pino Dordoni estava entre aqueles.

Nascido em 28 de Junho de 1926 na cidade de Piacenza, iniciou a actividade desportiva aos 14 anos, dedicando-se ao atletismo, particularmente às corridas de meio-fundo. Desde cedo revelou boas qualidades atléticas mas em 1942 foi como marchador que deu nas vistas junto dos treinadores. Transitou de um clube popular para o Diana di Piacenza, clube de que terá sido o mais ilustre representante, dado que nele se manteve nos anos de maior brilho competitivo.

Nos anos médios da guerra (1942-44) evoluiu até ser o terceiro melhor marchador de Itália, mas na época de 1944-45, com a rudeza do conflito bélico a atingir severamente o território italiano, quase toda a actividade transalpina cessa. A guerra vencia o desporto, mas por pouco tempo. Com o fim do conflito, Dordoni retoma a actividade desportiva e em 1946, com 20 anos, começa a vencer provas em Itália. A partir daqui, o sucesso e inevitável.

É chamado à selecção nacional no ano seguinte e começa a ver acumularem-se as possibilidades de estar presente nos primeiros Jogos Olímpicos de Verão do pós-guerra. Em 1948 participa então nos Jogos de Londres, na prova de 10 km. É oitavo classificado, o que o coloca já entre os melhores marchadores do mundo.

No ano seguinte, entre muitas vitórias dá-se ao luxo de uma extravagância: participa nos 100 km de Crenna di Gallarate, vindo a vencer a prova.

Com a nova década começam a chegar os sucessos máximos. O ano de 1950 é o da consagração como campeão da Europa de 50 km, em Bruxelas. A partir daqui, só um objectivo norteia Pino Dordoni: ser campeão olímpico. Faz de 1951 um ano-ponte para os Jogos de Helsínquia. Na capital finlandesa mercê de uma prestação de elevado nível, conquista a medalha de ouro nos 50 km marcha. Estava atingido o cume de uma carreira brilhante.

Depois desse sucesso maior, ainda participa nos europeus de 1954 e 1958, nos Jogos de Melbourne (1956) e de Roma (1960), no ano em que decide pôr termo a uma actividade competitiva que o transformou num atleta conhecido e respeitado no mundo inteiro. Para fechar tão rica carreira, nada melhor que uma chave de ouro: o recorde nacional de 20 km, em Milão, com 1.33.09 h. Utilizou a pista 2 por impraticabilidade da 1 mas tanto dominava nesta distância como em qualquer outra.

Quando abandona a competição tem 35 anos e 26 títulos nacionais. Passa então a dedicar-se ao treino de outros atletas, sendo comissário técnico da Federação Italiana de Atletismo entre 1961 e 1990. Giuseppe Dordoni morreu em 24 de Outubro de 1998, aos 72 anos, na mesma cidade onde nascera.

Currículo
Nome: Giuseppe Dordoni
Naturalidade: Piacenza (Itália)
Data de nascimento: 28/6/1926

“Palmarés”
1942: revela qualidades para marchador
1943: ano de iniciação na marcha
1944: é já o terceiro de Itália
1946: primeiras vitórias em Itália
1947: primeira internacionalização
1948: 8.º lugar nos Jogos Olímpicos de Londres
1949: vence numerosas provas, entre as quais uma de 100 km
1950: campeão europeu de 50 km, em Bruxelas
1951: vence nos 10 km dos Jogos do Mediterrâneo (Alexandria)
1952: campeão olímpico dos 50 km, em Helsínquia
1954: participa nos Campeonatos da Europa
1955: volta a vencer nos 10 km dos Jogos do Mediterrâneo (Barcelona)
1956: participa nos Jogos Olímpicos de Melbourne
1957: vence a 1.ª edição do Grande Prémio de Sesto San Giovanni (25 km)
1958: participa nos Campeonatos da Europa
1960: participa nos Jogos Olímpicos de Roma; estabelece um novo recorde italiano dos 20 km, na Arena di Milano, com 1.33.09 h
1961: com 35 anos, conclui a carreira competitiva
1961-1990: técnico da selecção italiana de marcha

domingo, 3 de abril de 2011

Inês Henriques e Sérgio Vieira triunfam na légua de Ferreira do Zêzere

Foto: Mariana Gonçalves

Sem dificuldades de maior, os atletas rio-maiorenses Inês Henriques e Sérgio Vieira passearam a sua classe pelas ruas de Ferreira do Zêzere, este sábado (2 de Abril), na 8.ª Légua de Marcha Atlética, uma organização da câmara municipal local, que contou com a presença de cerca de seis dezenas de atletas.

Na classificação geral dos 5 km femininos, Inês Henriques (CN Rio Maior) fez 21.41 m enquanto as colegas de equipa Mara Ribeiro e Anna Hurlebaus, ainda juvenis (1.ª e 2.ª), realizaram 26.13 m e 27.21 m, respectivamente. Marta Mendes (UD Zona Alta), com 28.55 m, e Ana Canadas (CN Rio Maior), com 29.21 m, ambas do escalão júnior (1.ª e 2.ª), classificaram-se nos lugares seguintes.

Na prova masculina, também de 5 km, Sérgio Vieira foi cronometrado em 20.21 m, Pedro Martins (CA Seia) foi o segundo, com 22.29 m, e na terceira posição chegou Cristiano António (GA Fátima), com 22.48 m. A seguir cortaram a meta Miguel Carvalho, 1.º juvenil (CN Rio Maior), com 22.55 m, e Diogo Henriques (CN Rio Maior), 1.º júnior, com 23.07 m.

Vencedores individuais nos restantes escalões:
Benjamins (1 km)
Masc. – Paulo Costa, CA Galinheiras, 5.17
Fem. – Almudena Quejido, CA Extremadura (ESP), 5.37

Infantis (2 km)
Masc. – Filipe Beira, CN Rio Maior, 11.19
Fem. –  Cheila Nunes, CN Rio Maior, 12.57

Inicados (3 km)
Masc. – Miguel Rodrigues, CN Rio Maior, 15.05
Fem. – Salomé Santos, CN Rio Maior, 16.48

Veteranos (5 km)
Masc. I – Carlos Paiva, CA Galinheiras, 25.03
Masc. II – José Maia, AC Alfenense, 33.53
Fem. – Maria Orlete Mendes, CA Galinheiras, 33.49

O pódio colectivo:
1.ª equipa, CN Rio Maior, 86 pontos; 2.ª, CA Galinheiras, 45; 3.ª, JD Almansor, 28. Classificaram-se 13 equipas.

sábado, 2 de abril de 2011

8.ª Légua de Marcha Atlética de Ferreira do Zêzere, a 2 de Abril

Consulte o regulamento da 8.ª Légua de Marcha Atlética de Ferreira do Zêzere na secção de «Calendário», ao cimo da página.
De acordo com dados fornecidos pela organização local, informamos que, até ao dia de ontem (23 horas), foi possível apurar 58 atletas inscritos, em representação de 13 clubes e oriundos de 5 distritos do país. Está ainda prevista a participação de uma equipa espanhola.
Individualmente, destaca-se nas inscrições os nomes dos olímpicos, Inês Henriques, Sérgio Vieira, Pedro Martins e José Magalhães.
Quanto às equipas, participarão as seguintes: Atlético Clube Alfenense, Atlético Clube Vermoil, Associação Desportiva e Recreativa de Águas Belas, CA Extremadura – Espanha, Clube Atletismo de Ferreira Zêzere, Centro Atletismo das Galinheiras, Centro Atletismo de Seia, Clube Natação de Rio Maior, Grupo Amigos Casais Vento, Grupo Atletismo de Fátima, Juventude Desportiva de Almansor, Juventude Vidigalense e União Desportiva da Zona Alta.

Raqueta verde era peta

Como os visitantes do blogue «O Marchador» terão visto ontem, foi dada informação de que a Associação Europeia de Atletismo iria propor à federação internacional a adopção de uma raqueta verde para utilização no ajuizamento de provas de marcha. Naturalmente, a notícia era uma brincadeira de 1.º de Abril, não devendo, por isso, ser considerada de outro modo.

É certo que bem podia haver um procedimento de valorização dos marchadores que se preocupam com a perfeição técnica e com o respeito pelas regras, honrando a verdade desportiva e não permitindo que a luta pelo sucesso seja mais forte do que os princípios éticos fundamentais. Mas a verdade é que ainda não será pela via ontem «anunciada» que algum passo será dado no sentido da manifestação pública de apreço por todos aqueles para quem a busca da perfeição é um anseio de cada dia.

A todos esses, a equipa de «O Marchador» saúda de forma especial, enaltecendo o seu exemplo. No desporto como na vida.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Associação Europeia quer raqueta verde para premiar marchadores


A Associação Europeia de Atletismo (AEA) vai propor à federação internacional a introdução de uma terceira raqueta, de cor verde, para o sistema de ajuizamento das provas de marcha atlética. De acordo com um estudo desenvolvido pela Comissão Ad-hoc de Regulamentação, criada em 2010 pela AEA para rever a regulamentação do atletismo e propor aperfeiçoamentos, um terceira raqueta de valorização positiva deverá ser adoptada para efeito de ajuizamento de provas de marcha, com vista a premiar os atletas que revelem exemplar correcção na execução da técnica da marcha atlética.

O relatório dessa comissão referia, no capítulo referente à marcha, que por essa via poderia transmitir-se ao público uma ideia mais positiva da marcha atlética, em contraponto a mostrar os juízes sempre a advertir os marchadores ou a desclassificá-los. «Esta solução deverá não apenas motivar os atletas mas também contribuir para o reforço do prestígio da marcha no conjunto das especialidades do atletismo», pode ler-se nas conclusões do documento, a que a equipa de «O Marchador» teve acesso.

No mesmo capítulo era proposto que a raqueta fosse de cor azul, mas a versão final, já transformada em proposta a dirigir à federação internacional, mudou a cor da raqueta. Ao que foi possível apurar, essa decisão terá resultado de uma intervenção de um membro da comissão da AEA, que fez notar que o azul é uma cor que se presta a confusões para as pessoas com daltonismo, pelo que o verde seria preferível, não só pelas menores consequências para os portadores daquela doença mas também pelas conotações com a sinalização luminosa do trânsito, onde o verde significa «avançar» ou «continuar».

O mesmo elemento propôs ainda que a raqueta ostentasse nas duas faces o símbolo do ponto de exclamação (!), mas a ideia não colheu concordância, dado que em muitas culturas (algumas com elevada expressão na marcha atlética) esse sinal não faz qualquer sentido, havendo até línguas que não usam qualquer pontuação gráfica.

A proposta da AEA defende ainda que os atletas a quem seja mostrada a raqueta verde beneficiem de um louvor, a ser concedido em forma de diploma e medalha específica, entregues durante a cerimónia protocolar da prova em que o atleta tenha participado.

A ser aprovada esta proposta, a raqueta verde será consagrada na Regra 230 do Regulamento Técnico da AIFA para utilização obrigatória nas provas organizadas em conformidade com a Regra 1 a), b) e c) e facultativamente nas restantes.

A comissão responsável pelo relatório funcionou durante oito meses, fez seis reuniões e teve a participação de 13 pessoas, entre as quais um marchador de renome e um juiz internacional de marcha, nenhum deles identificado.

Amanhã, o blogue «O Marchador» publicará mais desenvolvimentos deste assunto, juntando reacções e comentários de membros da comunidade marchística nacional e internacional.