sexta-feira, 24 de maio de 2019

Jogos ANDDI Portugal 2019 disputaram-se em Viseu (resultados)

A partida das provas de 3.000 m femininos e 5.000 masculinos
e os pódios das categorias Sénior “A” feminino e Desenvolvimento
masculino. Fotos: Ana Paula Costa e ANDDI Portugal
Montagem: O Marchador

A Associação Nacional de Desporto para Desenvolvimento Intelectual fez disputar a 2.ª edição dos «Jogos ANDDI Portugal» na cidade de Viseu, integrando no programa os Campeonatos Nacionais Individuais de Atletismo de pista ao ar livre.

As provas da disciplina da marcha atlética foram participadas por 27 atletas, de 13 coletividades, e foram disputadas na pista atletismo do Parque do Fontelo (18/5), provas essas que apuraram os seguintes campeões absolutos nas diferentes categorias:

Sénior “A”
Joana Campos (ACPV, 3.000 m, 17.21,50) e Pedro Isidro (SLB, 5.000 m, 22.13,84;
Desenvolvimento (1.500 m)
Fabiana Godinho (CDACMT, 10.55,57) e João Oliveira (APP-SANT, 9.47,35);
Síndrome Down (1.500 m)
Helena Soares (AIC-AROU, 12.56,45) e Francisco Gouveia (CDESP, 10.39,71).

Foram ainda disputadas provas de marcha de Atividade Adaptada sobre 400 metros, tendo como vencedores Sónia Oliveira (CGAIA, 4.00,45) e Paulo Jorge Botelho (APACA, 3.26,49).

Apesar do regulamento dos campeonatos referir que as regras são as da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo), as provas de marcha, segundo informações transmitidas a «O Marchador», não tiveram avaliação regulamentar em virtude da inexistência de juízes de marcha!

Classificações
400 m femininos - Atividade adaptada
1.ª, Sónia Oliveira, 1982 (CGAIA), 4.00,45

400 m masculinos - Atividade adaptada
1.º, Paulo Jorge Botelho, 1973 (APACA), 3.26,49

1.500 m femininos - Desenvolvimento
1.ª, Fabiana Godinho, 2003 (CDACMT), 10.55,57
2.ª, Sara Lopes, 1994 (CDACMT), 11.16,94
3.ª, Amanda Sousa, 1994 (APACA), 11.44,76

1.500 m masculinos - Desenvolvimento
1.º, João Oliveira, 1984 (APP-SANT), 9.47,35
2.º, João Guedes, 1998 (APP-SANT), 10.00,31
3.º, André Monteiro, 2001 (ESCMOV), 10.04,03
4.º, André Timóteo, 1984 (EDARM), 10.51,81
5.º, Fernando Silva, 1960 (EDARM), 10.53,44
6.º, João Faure, 1969 (CGAIA), 11.45,60

1.500 m femininos - Síndrome Down
1.ª, Helena Soares, 1978 (AIC-AROU), 12.56,45
2.ª, Daniela Tavares, 1992 (APACA), 12.57,46
3.ª, Sandra Sousa, 1982 (CDESP), 14.13,04
4.ª, Mariana Machado, 1999 (APACA), 14.53,09

1.500 m masculinos - Síndrome Down
1.º, Francisco Gouveia, 1981 (CDESP), 10.39,71
2.º, André Moura, 1983 (APP-SANT), 10.55,14
3.º, Bruno Leitão, 1980 (APP-SANT), 11.24,81
4.º, Pedro Aléxis Medeiros, 1994 (APACA), 11.38,75

3.000 m femininos - Sénior "A"
1.ª, Joana Campos, 2001 (ACPV), 17.21,50
2.ª, Melissa Cardoso, 2000 (CDACMT), 18.55,14
Desistente: dorsal 180 (?)

5.000 m masculinos - Sénior "A"
1.º, Pedro Isidro, 1985 (SLB), 22.13,84
2.º, Afonso Roll, 1992 (ESCMOV), 25.46,95
3.º, Inocêncio Sousa, 1994 (APP-SANT), 33.39,10
Desistente: Francisco Serra, 1998 (CCDLF) e Alexandre Rodrigues, 1994 (Fazenda SC).

Colaboração no envio de resultados: Rui Alecrim/ANDDI Portugal

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Podebrady vai receber os próximos Campeonatos da Europa de Seleções de Marcha

Imagem da ERWC 2017. Montagem: O Marchador

A Associação Europeia de Atletismo decidiu atribuir a Podebrady a realização das edições de 2021, 2023 e 2025 dos Campeonatos da Europa de Seleções de Marcha Atlética, a nova designação para a Taça da Europa de Marcha. A cidade checa, localizada a 50 quilómetros da capital, Praga, regista uma grande tradição na especialidade com o primeiro evento a ter lugar em 1894 com os célebres 50 km de Praga a Podebrady, dois anos antes dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna.

Em 1997 a cidade acolheu a Taça do Mundo de Marcha (hoje com a designação de Campeonato Mundial de Seleções), evento que foi considerado como um dos melhores disputados em 50 anos de história da especialidade. Mais recentemente, em 2017, foi aí realizada a Taça da Europa de Marcha. Já este ano, a 6 de abril, teve lugar a 87.ª edição do Grande Prémio de Marcha da cidade envolvendo cerca de 200 atletas de 27 países.

Vários atletas de renome mundial têm realizado em Podebrady marcas de altíssima qualidade. Por exemplo, em 1978, Raúl González, que viria a obter o título olímpico (Los Angeles, 1984), realizou os 50 km marcha de Praga a Podebrady, no tempo de 3:41:20, ainda hoje recorde do México. Em 1997, desempenhos de grande classe protagonizaram o equatoriano Jefferson Pérez (20 km), o espanhol Jesús Ángel García Bragado (50 km) e a russa Irina Stankina (10 km). O próprio João Vieira, nessa Taça do Mundo, viria a bater, o recorde nacional nos 20 km marcha com o tempo de 1:20:58, com o seu irmão Sérgio a fazer apenas mais um segundo.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mariya Ponomaryova com punição de 4 anos por doping

Mariya Ponomaryova. Foto: Joosep Martinson/Getty Images

A Federação Russa de Atletismo anunciou hoje que, de acordo com decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) sediado em Lausanne, na Suíça, Mariya Ponomaryova, jovem marchadora de 23 anos de idade, foi suspensa por dopagem por um período de 4 anos, com início a partir de 8 de março de 2018.

Mariya Ponomaryova, atleta treinada por K. Nacharkin, E. Ezhova, N. Hohriakov, conquistou a medalha de ouro nos Campeonatos da Europa de Sub-23 em Tallinn 2015 com a marca de 1.27.17 nos 20 km marcha, medalha que agora perde pois foram-lhe anulados todos os resultados obtidos desde 8 de julho de 2015.

O título desses campeonatos passará para a checa Anežka Drahotová, então segunda classificada com 1.27.25, e as restantes medalhas ficarão agora na posse da ucraniana Lyudmyla Olyanovska (viria a ter uma suspensão por dopagem em novembro de 2015) e da espanhola Laura García-Caro.

De notar ainda que Ponomaryova viria a registar um recorde pessoal de 1.26.46 nos 20 km de Cheboksary em junho de 2016, marca que qualificaria a atleta para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não fosse a IAAF impedir a participação russa no evento.

Associação Europeia de Masters divulga Painel de Juízes de Marcha

O italiano Moreno Beggio na promoção do evento europeu a realizar
em Veneza. Foto: facebook do próprio

A Associação Europeia de Masters de Atletismo (EMA) divulgou recentemente, no seu sítio da internet, o novo Painel de Juízes de Marcha, composto de 15 elementos, vários dos quais pertencem ou já pertenceram aos quadros da Federação Internacional de Atletismo ou da Associação Europeia de Atletismo.

O italiano Moreno Beggio é um dos membros desse painel, agora reformulado. Integrado na área técnica da EMA, especialista em competições indoor, é o principal responsável pela organização do Campeonato Europeu de Masters de Atletismo, que vai ter lugar em Veneza (Jesolo), e que decorrerá de 5 a 15 de setembro do corrente ano, esperando-se a participação nas várias provas do evento de centenas de atletas, com idades a partir dos 35 anos. Beggio também é membro do Painel de Marcha Atlética da Associação Mundial de Atletismo Master (WMA).

O polaco Janusz Krynicki é outro dos membros do distinto Painel da EMA. Do quadro técnico deste Organismo para eventos de pista ao ar livre, é um dos mais antigos juízes internacionais de marcha no ativo, atualmente juiz de nível II da IAAF, tendo atuado recentemente na Taça da Europa de Marcha, em Alytus. Começou por integrar, nos anos 80, o Painel de juízes internacionais de marcha (IAAF), destacando-se, aqui, a sua participação nas equipas de juízes de marcha dos Mundiais de Paris (2003), Helsínquia (2005) e Daegu (2011) e ainda na dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

O checo Miloslav Lapka e o espanhol Antonio Arribas são outros dos juízes de marcha integrados no Painel da EMA que intervieram em vários dos grandes eventos organizados pela IAAF. Lapka, também foi um dos mais antigos juízes de marcha do principal painel da Federação Internacional de Atletismo, tendo integrado o júri dos Jogos Olímpicos de Atenas, enquanto Arribas, outro dos “históricos” da especialidade, exerceu funções na área aquando dos Mundiais de Atenas, em 1997, e dos Mundiais de Edmonton, em 2001.

Integram, ainda, o Painel de Juízes de Marcha da EMA os juízes Shaun Gallagher (Irlanda), José Dias (Portugal), Orsolya Gruber (Hungria), Inge-Marie Schöler (Dinamarca), Vesna Repic (Sérvia), Christian Melchior (Alemanha), Vesna Babic (Croácia), Joseph Farrugia (Malta), Ewa Golebowska (Polónia), Joan Pelajo (Espanha) e Patrizia Maggetti (Itália).

terça-feira, 21 de maio de 2019

Nádia Cancela e Amaro Teixeira com títulos universitários 2019

Os pódios da marcha e a renhida chegada feminina.
Fotos: Amaro Teixeira e Nádia Cancela
Montagem: O Marchador

Nádia Cancela, representante da Associação de Estudantes da Universidade Lusófona do Porto, e Amaro Teixeira, da Associação Académica da Universidade da Beira Interior, obtiveram os títulos nacionais universitários de pista ao ar livre nos 10.000 metros marcha durante os campeonatos realizados em Leiria da responsabilidade da FADU - Federação Académica do Desporto Universitário (19/5).

Na prova feminina, com a participação de 7 estudantes universitárias (mais 1 atleta extra), o título foi decidido apenas nos metros finais por Nádia Cancela, com 49.42,59, 10 centésimos de segundo antes de Maria Bernardo, da AE Fac. Belas Artes Lisboa, que registou 49.42,69. Ana Monteiro, da AEESS Egas Moniz, com 53.45,57, completou o pódio, curiosamente sem qualquer ocupante da edição de 2018.

Na prova masculina, com escassa participação (apenas 2 atletas), Amaro Teixeira, o recordista nacional universitário na distância, obteve 45.43,00, enquanto o seu colega de equipa Ricardo Opinião concluía com 1.15.55,03.

Classificações
10.000 m femininos
1.ª, Nádia Cancela, 1993 (Ass Est Univ Lusófona Porto), 49.42,59
2.ª, Maria Bernardo, 1999 (AE Fac. Belas Artes Lisboa), 49.42,69
3.ª, Ana Monteiro, 1998 (AEESS Egas Moniz), 53.45,57
4.ª, Fátima Pereira, 1995 (Instituto Politécnico Viana do Castelo), 1.01.21,49
5.ª, Andreia Lourenço, 2000 (Universidade Nova de Lisboa), 1.02.06,45
6.ª, Ana Cruz, 1999 (Universidade do Porto), 1.05.34,59
7. ª, Filipa Godinho, 1999 (Ass. Acad. Univ. Algarve), 1.10.06,53
Extra: Vera Portela, 1995 (CS Marítimo), 55.58,51.

10.000 m masculinos
1.º, Amaro Teixeira, 1989 (Ass. Acad. Univ. Beira Interior), 45.43,00
2.º, Ricardo Opinião, 1999 (Ass. Acad. Univ. Beira Interior), 1.15.55,03

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Kumiko Okada estabelece novo recorde japonês dos 5.000 metros marcha

O novo recorde nacional de 5.000 m de Kumiko Okada.
Fotos: Ekiden_Mania. Montagem: O Marchador

A marchadora japonesa Kumiko Okada estabeleceu este sábado um novo recorde nacional do Japão na prova de 5.000 metros marcha, obtendo a marca de 20:42.25 e melhorando em quase 30 segundos a sua anterior melhor marca na distância que datava de há cerca de oito meses. A competição teve lugar em Kumagaya e resultou da realização dos 61.os campeonatos de atletismo para trabalhadores, do leste do Japão.

Kumiko, que nasceu em 1991, sucedeu, na lista das recordistas japonesas, a Kumi Otoshi, que detinha o tempo de 20:43.95, estabelecido em Chiba, a 22 de abril de 2012. Nos últimos anos tem dominado as principais competições nipónicas e conquistado o título (o sexto) na distância dos 20 km, anualmente disputado em Kobe tendo, inclusivamente, melhorado este ano o seu recorde pessoal, com o tempo de 1:28:26, que a coloca, na lista mundial do ano, na oitava posição e garantidamente na seleção para os mundiais dsete ano, que terão lugar em Doha, no Catar. Na segunda posição classificou-se Ai Michiguchi, com 21:55.22, e no terceiro lugar, Kaori Kawazoe, com 22:10.73.

Mas não foi apenas na prova feminina que se produziram resultados de inegável qualidade técnica com a japonesa a ascender à primeira posição no ranking mundial do ano na distância. No setor masculino, Yusuke Suzuki, esse mesmo, o recordista mundial dos 20 km marcha, foi o primeiro com a marca de 18:41.71, nada longe do seu próprio recorde pessoal, que é de 18:37.22, fixado em Katami, a 12 de julho de 2015, no mesmo ano do seu recorde mundial nos 20 km. É o segundo na lista mundial do ano, logo a seguir ao sueco Perseus Karlström (18:32.56), que no dia de ontem venceu brilhantemente a Taça da Europa nos 20 km. Com marcas ainda abaixo da casa dos vinte minutos, classificaram-se, nos lugares imediatamente seguintes, Hirooki Arai (19:19.41) e Isamu Fujisawa (19:45.62).

domingo, 19 de maio de 2019

Živile Vaiciukeviciute vence 20 km femininos de Alytus

Živile Vaiciukeviciute, a vencedora dos 20 km femininos em Alytus,
e os pódios individuais e coletivos. Fotos: Streaming
Montagem: O Marchador

A lituana Živile Vaiciukeviciute honrou as expectativas do país organizador e venceu esta tarde, em Alytus, os 20 km femininos da Taça da Europa de Marcha, que decorreu durante todo o dia naquela cidade da Lituânia. Živile, uma das três irmãs marchadoras Vaiciukeviciute (gémea de Monika), creditou-se com 1.29.48 h, para se impor às mais prementes adversárias, as espanholas Laura García-Caro (1.29.55) e Raquel González (1.30.17), suas companheiras no pódio individual da prova.

No entanto, quem mais se destacou durante a primeira metade da competição foi a italiana Antonella Palmisano, que se destacou antes do final da terceira volta, arrastando consigo María Pérez. A espanhola cedo ficou assoberbada de notas de desclassificação, acabando por ceder no ritmo, limitando-se a gerir o esforço para assegurar um bom resultado colectivo para Espanha.

Palmisano seria alcançada ao passar da hora de prova por González, Vaiciukeviciute e, pouco depois, García-Caro, logo entrando em perda na classificação. Ficava assim formado na dianteira o trio que haveria de lutar pelos lugares cimeiros da tabela individual.

García-Caro seria a primeira a ceder, ao 17.º quilómetro, mas conseguiria recuperar logo a seguir, ultrapassando a compatriota para perseguir Živile Vaiciukeviciute, que entretanto começava a isolar-se no comando. O esforço haveria de revelar-se inglório, já que mais ninguém conseguiria alcançar a lituana, que daí até final mais não fez do que caminhar isolada para a vitória, apesar da determinação da espanhola na perseguição.

Durante quase toda a prova, a portuguesa Ana Cabecinha andou posicionada em lugares de relevo, ainda que em grupos perseguidores, ora atrás de Antonella Palmisano (primeira metade) ora na busca do trio líder final. Terminaria na quinta posição, com 1.31.12 h (a sua melhor marca do ano), atrás da ucraniana Inna Kashyna (1.30.33).

A segunda portuguesa em prova, Edna Barros, desistiu, após a conclusão da primeira metade da prova e na sequência de dificuldades sentidas por volta dos seis quilómetros.

Na classificação por equipas, triunfo para a Espanha, com 16 pontos, adiante da Itália (27) e da Bielorrússia (33).

Contas feitas, a Espanha leva para casa 11 das 24 medalhas em disputa nesta Taça da Europa de Marcha, entre colectivas e individuais. E leva também a especial condição de ter sido a única selecção a subir a pelo menos um pódio de cada uma das seis provas do programa. Já Portugal, apesar de alguns excelentes desempenhos individuais, conseguiu o feito impensável de não ter capacidade para apresentar equipa em qualquer dessas provas. Esse seria um bom tema para um jogo «Descubra as diferenças» (entre Portugal e Espanha)!

Classificação individual
20 km femininos
1.ª, Živile Vaiciukeviciute, 1996 (LTU - Lituânia), 1.29.48
2.ª, Laura García-Caro, 1995 (ESP - Espanha), 1.29.55
3.ª, Raquel González, 1989 (ESP - Espanha), 1.30.17
4.ª, Inna Kashyna, 1991 (UKR - Ucrânia), 1.30.33
5.ª, Ana Cabecinha, 1984 (POR - Portugal), 1.31.12
6.ª, Eleonora Dominici, 1996 (ITA - Itália), 1.31.30
7.ª, Daryia Paluektava, 1993 (BLR - Bielorrússia), 1.32.28
8.ª, Valentina Trapletti, 1985 (ITA - Itália), 1.32.49
9.ª, Antigóni Drisbióti, 1984 (GRE - Grécia), 1.33.22
10.ª, Viktoryia Rashchupkina, 1995 (BLR - Bielorrússia), 1.33.37
11.ª, María Pérez, 1996 (ESP - Espanha), 1.34.08
12.ª, Mária Czaková, 1988 (SVK - Eslováquia), 1.34.30
13.ª, Nicole Colombi, 1995 (ITA - Itália), 1.34.37
14.ª, Katarzyna Zdzieblo, 1996 (POL - Polónia), 1.34.43
15.ª, Brigita Virbalyte-Dimšiene, 1985 (LTU - Lituânia), 1.35.30
16.ª, Anastasiya Rarouskaya, 1996 (BLR - Bielorrússia), 1.36.05
17.ª, Lidia Sánchez-Puebla, 1996 (ESP - Espanha), 1.36.17
18.ª, Emilia Lehmeyer, 1997 (GER - Alemanha), 1.36.22
19.ª, Yana Smerdova, 1998 (ANA - Neutro), 1.36.40
20.ª, Monika Vaiciukeviciute, 1996 (LTU - Lituânia), 1.36.57
21.ª, Heather Lewis, 1993 (GBR - Grã-Bretanha), 1.37.43
22.ª, Ayse Tekdal, 1999 (TUR - Turquia), 1.37.45
23.ª, Violaine Averous, 1985 (FRA - França), 1.38.42
24.ª, Mariya Filyuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1.38.46 p.z.
25.ª, Bethan Davies, 1990 (GBR - Grã-Bretanha), 1.39.02
26.ª, Olga Niedzialek, 1997 (POL - Polónia), 1.39.17
27.ª, Eloise Terrec, 1998 (FRA - França), 1.39.52
28.ª, Hanna Shevchuk, 1996 (UKR - Ucrânia), 1.40.12
29.ª, Enni Nurmi, 1998 (FIN - Finlândia), 1.40.25
30.ª, Panayióta Tsinopoúlou, 1990 (GRE - Grécia), 1.41.32
31.ª, Ivana Renic, 1996 (CRO - Croácia), 1.42.28
32.ª, Clemence Beretta, 1997 (FRA - França), 1.42.38
33.ª, Barbara Kovács, 1993 (HUN - Hungria), 1.42.41
34.ª, Teresa Zurek, 1998 (GER - Alemanha), 1.42.54
35.ª, Amandine Marcou, 1992 (FRA - França), 1.43.03
36.ª, Kate Veale, 1994 (IRL - Irlanda), 1.43.08
37.ª, Agnieszka Yarokhau, 1986 (POL - Polónia), 1.43.29
38.ª, Monika Hornáková, 1995 (SVK - Eslováquia), 1.46.53
39.ª, Tamara Havrylyuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1.46.58
40.ª, Erika Kelly, 1982 (GBR - Grã-Bretanha), 1.47.58
41.ª, Ema Hacundová, 1999 (SVK - Eslováquia), 1.50.34
42.ª, Greta Vainaite, 1996 (LTU - Lituânia), 1.58.31
43.ª, Lada Rosljakova, 1998 (EST - Estónia), 2.21.42 p.z.
Desistentes: Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália), Hristína Papadopoúlou, 1996 (GRE - Grécia), Saskia Feige, 1997 (GER - Alemanha), Edna Barros, 1996 (POR - Portugal), Rita Récsei, 1996 (HUN - Hungria) e Kathrin Schulze, 1981 (AUT - Áustria).

Classificação coletiva
1.º, ESP - Espanha, 16 pontos
2.º, ITA - Itália, 27 pts
3.º, BLR - Bielorrússia, 33 pts
4.º, LTU - Lituânia, 36 pts
5.º, UKR - Ucrânia, 56 pts
6.º, POL - Polónia, 77 pts
7.º, FRA - França, 82 pts
8.º, GBR - Grã-Bretanha, 86 pts
9.º, SVK - Eslováquia, 91 pts

Karlström e Espanha vencem 20 km masculinos da Taça da Europa de Alytus

A comemoração de Perseus Karlström e os pódios individual
e coletivo dos 20 km masculinos. Fotos: Streaming
Montagem: O Marchador

À partida era um dos atletas mais cotados, mas provavelmente não seria o líder das apostas: o sueco Perseus Karlström impôs-se esta tarde nos 20 km masculinos da Taça da Europa de Marcha, em Alytus (Lituânia), triunfando com 1.19.54 h e impondo-se ao russo neutro Vasily Mizinov (1.20.18), ao espanhol Diego García (1.20.23) a aos demais concorrentes. O sueco esteve sempre bem posicionado nesta prova, acabando por impor-se na fase decisiva, depois de grande parte da competição ter sido dominada por outros atletas.

Logo ao segundo quilómetro, o alemão Chistropher Linke e o britânico Tom Bosworth destacaram-se, construindo uma vantagem que lhes dava algum conforto na liderança. A dupla acabaria for desfazer-se quando Bosworth acelerou para menos de quatro minutos por quilómetro, deixando o alemão entregue a si mesmo e em perda para o pelotão. Seria depois alcançado pelo grupo perseguidor, nunca mais se encontrando com a frente da prova e acabando por terminar na 12.ª posição.

Quanto ao britânico, permaneceria na frente da prova até cerca dos 15 quilómetros, momento em que do grupo chegavam junto a si o espanhol Diego García e o sueco Perseus Karlström, que cerca dos 12 quilómetros tinham deixado para trás, o italiano Massimo Stano, os espanhóis Miguel Ángel López e Álvaro Martín, o russo Mizinov e o turco Salih Korkmaz.

García e Karlström não só alcançaram como rapidamente passaram o britânico e, marchando bem abaixo dos quatro minutos por quilómetro (3.48 no 16.º km), transformaram as voltas finais numa luta entre os dois pela vitória individual na prova. E aí foi mais consistente o sueco, que a três quilómetros do final ficou sozinho na frente, perante o claro desgaste de García. Venceria com 1.19.54 h, a melhor marca europeia do ano.

O espanhol seria ainda passado por Mizinov a meio da volta final, ficando assim definido o pódio.

Entre os portugueses, Miguel Carvalho fez uma prova marcada pela regularidade, terminando no 20.º lugar, com 1.24.53 h. Miguel Rodrigues abandonou à 17.ª volta.

Por equipas, a Espanha voltou a impor o equilíbrio da sua formação e triunfou com 14 pontos, adiante da formação da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e da selecção da Ucrânia, ambas com 38, mas com os britânicos a beneficiarem de terem Tom Bosworth como melhor elemento (4.º classificado), enquanto os ucranianos abriram a equipa com o 10.º lugar de Ivan Losev.

Classificação individual
20 km masculinos
1.º, Perseus Karlström, 1990 (SWE - Suécia), 1.19.54
2.º, Vasiliy Mizinov, 1997 (ANA - Neutro), 1.20.18
3.º, Diego García Carrera, 1996 (ESP - Espanha), 1.20.23
4.º, Tom Bosworth, 1990 (GBR - Grã-Bretanha), 1.20.53
5.º, Álvaro Martín, 1994 (ESP - Espanha), 1.20.59
6.º, Miguel Ángel López, 1988 (ESP - Espanha), 1.21.00
7.º, Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1.21.12
8.º, Gabriel Bordier, 1997 (FRA - França), 1.21.43
9.º, Callum Wilkinson, 1997 (GBR - Grã-Bretanha), 1.21.54
10.º, Ivan Losev, 1986 (UKR - Ucrânia), 1.22.21
11.º, Eduard Zabuzhenko, 1998 (UKR - Ucrânia), 1.22.40
12.º, Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1.23.21
13.º, Salih Korkmaz, 1997 (TUR - Turquia), 1.23.46
14.º, Matteo Giupponi, 1988 (ITA - Itália), 1.23.49
15.º, Marius Žiukas, 1985 (LTU - Lituânia), 1.23.58
16.º, Kevin Campion, 1988 (FRA - França), 1.24.21
17.º, Viktor Shumik, 1998 (UKR - Ucrânia), 1.24.30
18.º, Nils Brembach, 1993 (GER - Alemanha), 1.24.42
19.º, Federico Tontodonati, 1989 (ITA - Itália), 1.24.49
20.º, Miguel Carvalho, 1994 (POR - Portugal), 1.24.53
21.º, Cian Mcmanamon, 1991 (IRL - Irlanda), 1.24.59
22.º, Rafal Augustyn, 1984 (POL - Polónia), 1.25.15
23.º, Damian Blocki, 1989 (POL - Polónia), 1.25.25
24.º, Hagen Pohle, 1992 (GER - Alemanha), 1.25.38
25.º, Cameron Corbishley, 1997 (GBR - Grã-Bretanha), 1.25.45
26.º, Alex Wright, 1990 (IRL - Irlanda), 1.25.51 p.z.
27.º, Sahin Senoduncu, 1994 (TUR - Turquia), 1.26.10
28.º, Dzmitry Lukyanchuk, 1997 (BLR - Bielorrússia), 1.26.18
29.º, Abdulselam Imük, 1999 (TUR - Turquia), 1.26.26
30.º, Miroslav Úradník, 1996 (SVK - Eslováquia), 1.26.37
31.º, David Kenny, 1999 (IRL - Irlanda), 1.26.50
32.º, Luís Alberto Amezcua, 1992 (ESP - Espanha), 1.27.26
33.º, Dawid Tomala, 1989 (POL - Polónia), 1.27.31
34.º, Dominik Cerný, 1997 (SVK - Eslováquia), 1.27.58
35.º, Aleksey Shevchuk, 1997 (ANA - Neutro), 1.28.47
36.º, Oleh Svystun, 1997 (UKR - Ucrânia), 1.30.12
37.º, Antonin Boyez, 1984 (FRA - França), 1.32.04
38.º, Genadij Kozlovskij, 1991 (LTU - Lituânia), 1.32.51
39.º, Vít Hlavác, 1997 (CZE - República Checa), 1.34.28
40.º, Normunds Ivzans, 1971 (LAT - Letónia), 1.36.14
41.º, Edgars Gjacs, 1993 (LAT - Letónia), 1.43.20
42.º, Darius Jezepcikas, 1980 (LTU - Lituânia), 1.43.32
43.º, Igor Jakovlev, 1996 (EST - Estónia), 2.03.26
44.º, Andrei Baulin, 1999 (EST - Estónia), 2.08.31
Desistentes: Miguel Rodrigues, 1996 (POR - Portugal), Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), Keny Guinaudeau, 1993 (FRA - França), Máté Helebrandt, 1989 (HUN - Hungria), Håvard Haukenes, 1990 (NOR - Noruega), Raivo Saulgriezis, 1994 (LAT - Letónia) e Yeóryios Tzatzimákis, 1999 (GRE - Grécia).
Desclassificado: Dominic King, 1983 (GBR - Grã-Bretanha).

Classificação coletiva
1.º, ESP - Espanha, 14 pontos
2.º, GBR - Grã-Bretanha, 38 pts
3.º, UKR - Ucrânia, 38 pts
4.º, ITA - Itália, 40 pts
5.º, GER - Alemanha, 54 pts
6.º, FRA - França, 61 pts
7.º, TUR - Turquia, 69 pts
8.º, IRL - Irlanda, 78 pts
9.º, POL - Polónia, 78 pts
10.º, LTU - Lituânia, 95 pts

Eleonora Giorgi vence 50 km femininos da Taça da Europa de Marcha com recorde europeu

Pódios individual e colectivo dos 50 km femininos e Eleonora
Giorgi, a nova recordista europeia da distância.
Fotos: Streaming. Montagem: O Marchador

A vitória da italiana Eleonora Giorgi nos 50 km femininos da Taça da Europa de Marcha em Alytus (Lituânia), a decorrer este domingo, pareceu tirada a papel químico da de Yohann Diniz na prova masculina da mesma distância. Tal como o francês, a transalpina liderou a prova desde o tiro de partida, sempre isolada das demais participantes femininas, apenas com a diferença de que terminaria com um novo recorde europeu de 4.04.50 h. A espanhola Júlia Takács foi segunda, com 4.05.46 h (novo recorde de Espanha) e a portuguesa Inês Henriques fechou um pódio totalmente latino com 4.13.57 h.

Eleonora Giorgi iniciou a prova juntando-se ao segundo pelotão masculino, cuja prova tivera início aos mesmo tempo que a feminina, para poucas voltas depois ficar sozinha, seguindo ao seu próprio ritmo. Mais atrás, a distância crescente, posicionavam-se Inês Henriques, Júlia Takács e a ucraniana Khrystyna Yudkina.

Com Giorgi a passar aos 10 quilómetros em 48.17 m, Inês estava nesse momento isolada no segundo lugar (50.06), Takács seguia cerca de vinte metros atrás, com 50.11 m, enquanto a ucraniana começava a atrasar-se irremediavelmente da luta pelo pódio individual (acabaria no 8.º lugar). Enquanto a vantagem da italiana se solidificava, Takács alcançaria Inês aos 18 quilómetros, permanecendo as duas atletas ibéricas juntas durante cerca de uma hora, até que a espanhola forçou o ritmo a partir dos 30 quilómetros, isolando-se e recuperando terreno em relação à líder.

Inês Henriques manteve até aos 35 km um ritmo controlado a rondar os cinco minutos por quilómetro (quase sempre entre 4.57 e 5.02), mas os 15 quilómetros finais ditariam uma evidente perda de velocidade, com as voltas de mil metros a serem cumpridas em cerca de mais vinte segundos cada uma do que as dos primeiros dois terços da competição. Ainda assim, nada que pudesse fazer perigar a subida ao pódio individual.

Mais adiante, Giorgi caminhava para bater o recorde europeu estabelecido por Inês Henriques durante os mundiais de atletismo de Londres de 2017 (4.05.56, então recorde mundial), enquanto Júlia Takács se preparava para também superar a marca da atleta de Rio Maior. E desta forma ficava estabelecida a ordem das medalhadas da competição.

Nota ainda para Mara Ribeiro, que, ao terminar com 4.27.14 h no 12.º lugar, superou os mínimos para os mundiais de Doha do próximo Verão, podendo assim ser a segunda portuguesa a integrar a selecção nacional para a prova desta distância nesses campeonatos.

Em termos colectivos, esta foi uma das provas mais animadas da jornada matinal da Taça da Europa de Alytus, com a incerteza permanente sobre quem poderia triunfar. A vitória acabou por sorrir à Ucrânia, com 18 pontos, menos três que a Espanha, que por sua vez ficou seis pontos adiante da Itália.

Classificação individual
50 km femininos
1.ª, Eleonora Giorgi, 1989 (ITA - Itália), 4.04.50
2.ª, Julia Takács, 1989 (ESP - Espanha), 4.05.46
3.ª, Inês Henriques, 1980 (POR - Portugal), 4.13.57
4.ª, Valentyna Myronchuk, 1994 (UKR - Ucrânia), 4.15.50
5.ª, Nastassia Yatsevich, 1985 (BLR - Bielorrússia), 4.16.39 p.z.
6.ª, Olena Sobchuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 4.17.07
7.ª, Nadzeya Darazhuk, 1990 (BLR - Bielorrússia), 4.17.29
8.ª, Khrystyna Yudkina, 1984 (UKR - Ucrânia), 4.19.57
9.ª, Ainhoa Pinedo, 1983 (ESP - Espanha), 4.21.07
10.ª, Mar Juárez, 1993 (ESP - Espanha), 4.24.35
11.ª, Mariavittoria Becchetti, 1994 (ITA - Itália), 4.26.10
12.ª, Mara Ribeiro, 1995 (POR - Portugal), 4.27.14
13.ª, Aggelikí Makrí, 1978 (GRE - Grécia), 4.29.15
14.ª, Tiia Kuikka, 1994 (FIN - Finlândia), 4.29.25
15.ª, Federica Curiazzi, 1992 (ITA - Itália), 4.30.17
16.ª, Agnieszka Ellward, 1989 (POL - Polónia), 4.31.19
17.ª, Lyudmyla Shelest, 1974 (UKR - Ucrânia), 4.36.05 p.z.
18.ª, Anastasiya Rodzkina, 1994 (BLR - Bielorrússia), 4.40.02
19.ª, Andrea Kovács, 1980 (HUN - Hungria), 4.40.05
20.ª, Beatrice Foresti, 1998 (ITA - Itália), 4.41.03
21.ª, Antonina Lorek, 1995 (POL - Polónia), 4.46.44
22.ª, Maria Larios, 1992 (ESP - Espanha), 4.48.16
23.ª, Lucie Champalou, 1990 (FRA - França), 4.49.36
24.ª, Maeva Casale, 1997 (FRA - França), 4.52.45
25.ª, Anett Torma, 1984 (HUN - Hungria), 5.03.12
26.ª, Valéria Bíróné Molnár, 1977 (HUN - Hungria), 5.06.50
Desistentes: Tijana Savicevic, 1994 (SRB - Sérvia), Inès Pastorino, 1992 (FRA - França) e Bianka Dittrich, 1993 (GER - Alemanha).
Desclassificada: Paulina Buziak-Smiatacz, 1986 (POL - Polónia).

Classificação coletiva
1.º, UKR - Ucrânia, 18 pontos
2.º, ESP - Espanha, 21 pts
3.º, ITA - Itália, 27 pts
4.º, BLR - Bielorrússia, 30 pts
5.º, HUN - Hungria, 70 pts

Yohann Diniz volta às vitórias e João Vieira perto do recorde de Portugal

Os pódios individual e coletivo dos 50 km em Alytus e o vencedor
Yohann Diniz, já bem destacado. Fotos: Streaming e Ricard Rekst
Montagem: O Marchador

O francês Yohann Diniz pôs mais uma vez em prática a táctica habitual de partir ao ataque e marchar isolado para garantir a vitória individual nos 50 km masculinos da Taça da Europa de Marcha, a decorrer em Alytus, na Lituânia. Diniz concluiu a prova em 3.37.43 h, marca que constitui um recorde dos campeonatos (ou seja, melhor marca de sempre na distância em taças da Europa de marcha). O bielorrusso Dzmitry Dziubin foi segundo, com um novo recorde pessoal de 3.45.51 h, enquanto o veterano português João Vieira, de 43 anos, terminava na terceira posição, com 3.46.38 h, não muito distante do seu recorde nacional, de 3.45.17 h.

A prova ficou marcada pelo ritmo imposto logo à partida pelo campeoníssimo francês, recordista mundial da distância, com voltas de mil metros cumpridas entre 4.20 e 4.28 na primeira légua (22.42 aos 5 km). Na segunda légua, Diniz acelerou ainda mais, tendo como «pior» os 4.21 m do sexto e do décimo quilómetros (10 km em 44.22).

Daí até final foi uma espécie de festival de marcha protagonizado pelo atleta francês, com muitos quilómetros cumpridos em menos de 4.20 m, um ritmo acessível apenas a um atleta capaz de ter levado o recorde mundial da distância às 3.32.33 h obtidas em Zurique nos europeus de atletismo de 2014.

A única dificuldade mais significativa sentida por Yohann Diniz terá sido o calor, lamentando no final os mais de 20 graus Celsius que se fizeram sentir esta manhã em Alytus. De resto, garantiu ter sido uma vitória fácil, com um ritmo sempre elevado, apesar de nos últimos dois anos ter tido problemas de lesão.

Na primeira metade da prova, sobretudo até aos 20 km, a perseguição a Diniz foi movida pelo italiano Marco De Luca e pelo sueco Ato Ibáñez. No entanto, os dois acabariam por ceder, De Luca terminando em 19.º (3.58.54) e Ibáñez desistindo após os 37 quilómetros.

Antes disso ainda tiveram a companhia de Dzmitry Dziubin, que doseou melhor o esforço e se apossou do segundo lugar cerca dos 20 quilómetros, para não mais o perder até final. Igual cautela permitiu a João Vieira ir subindo na classificação à medida que a distância da prova se escoava. Começou no grupo maior de atletas, num ritmo perfeitamente controlado, a rondar os 4.40 m por quilómetro, aumentando depois para próximo dos 4.20 m por volta.

Uma estratégia que surtiu efeito, levando o recordista português do 30.º lugar em que se passou aos mil metros até ao pódio final.

Colectivamente, a Ucrânia, mesmo não tendo qualquer atleta nos três primeiros, conseguiu uma prestação equilibrada e concluiu com 26 pontos (Ivan Banzeruk 6.º, Valeriy Litanyuk 7.º e Serhiy Budza 13.º), adiante da Espanha, com 43, e da Bielorrússia, com 49.

Classificação individual
50 km masculinos
1.º, Yohann Diniz, 1978 (FRA - França), 3.37.43
2.º, Dzmitry Dziubin, 1990 (BLR - Bielorrússia), 3.45.51
3.º, João Vieira, 1976 (POR - Portugal), 3.46.38

4.º, Artur Brzozowski, 1985 (POL - Polónia), 3.46.42
5.º, Brendan Boyce, 1986 (IRL - Irlanda), 3.48.13
6.º, Ivan Banzeruk, 1990 (UKR - Ucrânia), 3.48.40
7.º, Valeriy Litanyuk, 1994 (UKR - Ucrânia), 3.51.27
8.º, José Ignacio Díaz, 1979 (ESP - Espanha), 3.52.00
9.º, Michele Antonelli, 1994 (ITA - Itália), 3.52.09
10.º, Artur Mastianica, 1992 (LTU - Lituânia), 3.55.40
11.º, Aléxandros Papamihaíl, 1988 (GRE - Grécia), 3.56.19
12.º, Arnis Rumbenieks, 1988 (LAT - Letónia), 3.57.09
13.º, Serhiy Budza, 1984 (UKR - Ucrânia), 3.57.34
14.º, Nathaniel Seiler, 1996 (GER - Alemanha), 3.57.49
15.º, Jesús Ángel García, 1969 (ESP - Espanha), 3.57.51
16.º, Narcis Mihaila, 1987 (ROU - Roménia), 3.58.17
17.º, Jonathan Hilbert, 1995 (GER - Alemanha), 3.58.21
18.º, Ruslans Smolonskis, 1996 (LAT - Letónia), 3.58.35
19.º, Marco De Luca, 1981 (ITA - Itália), 3.58.54
20.º, Marc Tur, 1994 (ESP - Espanha), 3.59.59 p.z.
21.º, Carl Dohmann, 1990 (GER - Alemanha), 4.02.41
22.º, Aliaksandr Liakhovich, 1989 (BLR - Bielorrússia), 4.02.43
23.º, Dmytro Sobchuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 4.03.13 p.z.
24.º, Marius Cocioran, 1983 (ROU - Roménia), 4.04.04
25.º, Uladzimir Kalesnik, 1992 (BLR - Bielorrússia), 4.08.19
26.º, Benjamín Sánchez, 1985 (ESP - Espanha), 4.13.54
27.º, Hugo Andrieu, 1992 (FRA - França), 4.14.29
28.º, Karl Junghannß, 1996 (GER - Alemanha), 4.14.52
29.º, Bruno Erent, 1990 (CRO - Croácia), 4.27.39
30.º, Gregorio Angelini, 1996 (ITA - Itália), 4.30.26
31.º, Virgo Adusoo, 1985 (EST - Estónia), 4.35.13
32.º, Dávid Tokodi, 1991 (HUN - Hungria), 4.39.47
Desistentes: Andrea Agrusti, 1995 (ITA - Itália), Aleksi Ojala, 1992 (FIN - Finlândia), Lukáš Gdula, 1991 (CZE - República Checa), Michal Morvay, 1996 (SVK - Eslováquia), Ato Ibáñez, 1985 (SWE - Suécia), 
Jakub Jelonek, 1985 (POL - Polónia), Rafal Sikora, 1987 (POL - Polónia), Andrei Gafita, 1996 (ROU - Roménia), Rick Liesting, 1977 (NED - Holanda), Mert Atli, 1993 (TUR - Turquia), Miklós Srp, 1993 (HUN - Hungria), Aurelien Quinion, 1993 (FRA - França) e Tomasz Bagdány, 1995 (HUN - Hungria), 
Desclassificado: Tadas Šuškevicius, 1985 (LTU - Lituânia).
 

Classificação coletiva
1.º, UKR - Ucrânia, 26 pontos
2.º, ESP - Espanha, 43 pts
3.º, BLR - Bielorrússia, 49 pts
4.º, GER - Alemanha, 52 pts
5.º, ITA - Itália, 58 pts