terça-feira, 23 de agosto de 2016

Campeão olímpico Matej Tóth: perfil


Matej Tóth, campeão olímpico dos 50 km marcha.
Foto: EPA
O eslovaco Matej Tóth assinou nos 50 km marcha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro aquele que é o mais importante registo da sua carreira competitiva. Ao mesmo tempo tornou-se o primeiro eslovaco campeão olímpico no atletismo desde 1993 (ano do reconhecimento do Comité Olímpico Eslovaco, que antes de 19 de Agosto de 2016 tinha oito títulos olímpicos, mas apenas em canoagem). Em toda a história olímpica moderna e tendo em conta que a Eslováquia integrou o Império Austro-húngaro ate à I Guerra Mundial e depois a Checoslováquia até 1992, Matej Tóth é o segundo eslovaco campeão olímpico no atletismo, precedido por outro fabuloso marchador, Jozef Pribilinec, campeão dos 20 km marcha nos Jogos de Seul, em 1988, então representando a Checoslováquia.

À partida para a prova no Rio de Janeiro, Tóth era um dos indiscutíveis favoritos. Como mais alguns (poucos) outros, era um dos nomes em quem facilmente se apostaria para a conquista do título de campeão na distância mais longa do programa olímpico do atletismo. Outros poderiam ter ganho, mas a maior figura do atletismo eslovaco da actualidade a todos se impôs na fase decisiva da prova. E dessa forma se apoderou do ceptro de campeão olímpico dos 50 km.

Nascido a 10 de Fevereiro de 1983, Matej Tóth teve o primeiro grande sucesso a nível mundial quando, em 2010, na cidade mexicana de Chihuahua, venceu a prova de 50 km da Taça do Mundo de Marcha. Um ano depois, na Taça da Europa de Marcha de Olhão (Portugal), repetiria a dose mas na distância mais curta (20 km). Nessa distância continuaria a frequentar o pódio nas edições seguintes da Taça da Europa – 3.º e Dudince-2013 e 2.º em Múrcia-2015 –, tendo neste último ano alcançado o título mundial dos 50 km nos Campeonatos do Mundo de Atletismo realizados em Pequim.

Pelo meio, nos europeus de Zurique de 2014, foi segundo nos 50 km, com 3.36.21 h, marca que teria bastado e sobrado para vencer todas as anteriores edições dos campeonatos europeus da distância ou ainda quase todas as edições dos mundiais e dos Jogos Olímpicos, mas que naqueles campeonatos da Europa foi insuficiente para superar o francês Yohann Diniz, que bateu o recorde mundial com impressionantes 3.32.33 h.

Matej Tóth iniciou-se na prática da marcha atlética aos 13 anos, na cidade natal de Banská Bystrica, terra de mineiros. As primeiras provas, no âmbito escolar, despertaram no jovem atleta o desejo de participar um dia nos Jogos Olímpicos, sonho que viria a concretizar-se em 2004, ano em que nos Jogos de Atenas participou nos 20 km, terminando no 32.º lugar.

Durante anos, Tóth teve presença discreta nas competições internacionais em que tomou parte, poucas vezes acabando próximo do pódio, sobretudo em competições absolutas (isto é, fora do âmbito universitário ou dos campeonatos de juvenis e juniores). A primeira excepção aconteceu nos europeus de Gotemburgo de 2006, com o sexto lugar nos 20 km. Depois, foi preciso esperar três anos pelos mundiais de Berlim de 2009 para voltar aos dez primeiros (8.º nos 20 km e 9.º nos 50 km). Por fim, em 2010, a vitória em Chihuahua confirmou a classe mundial do marchador eslovaco.

Matej Tóth tem nas distâncias olímpicas recordes pessoais estabelecidos no mais renomado torneio de marcha do seu país, o Grande Prémio de Dudince. Nos 20 km, 1.19.48 h (22/3/2014); nos 50 km, 3.34.38 h (21/3/2015).

Jornalista por formação académica, Matej Tóth precisou de grande paciência e de frieza táctica para ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Soube esperar que os mais imprudentes fraquejassem e teve a coragem para resistir e na fase mais difícil desferir o ataque decisivo. É desta fibra que se faz um campeão. Esperemos pelos próximos episódios.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Antonella Palmisano pedida em casamento por Lorenzo Dessi

Lorenzo Dessi e Antonella Palmisano, agora noivos.
Foto: Facebook de L. Dessi
Era uma surpresa que aguardava a marchadora italiana Antonella Palmisano no regresso a Itália, depois da participação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. À espera, no aeroporto, Lorenzo Dessi, também ele marchador internacional italiano, esperava a namorada para formalizar o pedido de casamento.

«Os teus primeiros Jogos, a tua coragem, a tua determinação, a emoção que me fizeste sentir ao ver-te e, enfim, a tua entrevista final deixaram-me sem palavras. Estou hoje aqui para te dizer que não vou sair de casa mas para te pedir em casamento.»

Foi com estas palavras que Dessi, ajoelhado e de aliança em punho, tentou garantir um futuro ao lado da recente quarta classificada nos 20 km marcha femininos dos Jogos do Rio, atleta sempre facilmente reconhecida em prova pela flor que invariavelmente usa a adornar o cabelo.

Lorenzo Dessi, de 27 anos, participou nas Taças do Mundo de Marcha de 2012 (Saransk) e 2014 (Taicang), detendo como recordes pessoais 1.27.41 h nos 20 km e 3.57.32 h nos 50 km. Antonella Palmisano tem um máximo pessoal de 1.27.51 h nos 20 km, tendo como maiores feitos desportivos a vitória individual nos 10 km juniores femininos da Taça do Mundo de Marcha de 2010, em Chihuahua (México), e o quinto lugar nos 20 km femininos dos mundiais de Pequim de 2015, além, está claro, do quarto lugar olímpico alcançado este sábado no Rio de Janeiro.

A cena do aeroporto pode ser vista na gravação em vídeo aqui.

domingo, 21 de agosto de 2016

Jeff Salvage divulga belas imagens da marcha no Rio

Entre imagens de grupo e individuais, são centenas de fotos
das três provas de marcha dos Jogos Olímpicos do Rio.
Foto: Jeff Salvage
Os adeptos da marcha atlética já estão habituados às magníficas reportagens fotográficas produzidas nas grandes competições internacionais (e não só) por Jeff Salvage, um antigo marchador dos Estados Unidos que vai correndo mundo para dar livre curso ao gosto que tem pela marcha e pela fotografia.

Desta vez, coube aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro beneficiar da visita de Salvage, que já deixou publicado no seu «site» as imagens que captou nas três provas de marcha do programa. Imagens de grande qualidade técnica e que ajudam a contar a história destas três competições, dando a conhecer alguns aspectos de que muitos espectadores não se aperceberam.

As imagens podem ser apreciadas aqui, contando-se centenas de fotografias, que mostram provavelmente todos os participantes nas duas provas de 20 km (masculinos e femininos) e na de 50 km (masculinos).

sábado, 20 de agosto de 2016

Hong Liu, nova campeã olímpica de 20 km marcha

Hong Liu teve no Rio de Janeiro a consagração olímpica.
Foto: COJOR
Campeã do mundo em Daegu-2011 e Pequim-2015, a chinesa Hong Liu sagrou-se esta sexta-feira campeã olímpica dos 20 km marcha, triunfando na prova da distância dos Jogos do Rio Janeiro com 1.28.35 h. No percurso do Pontal, Liu impôs-se ao «sprint» à mexicana María Guadalupe González (2.ª, 1.28.37), pouco depois de se ter desembaraçado da compatriota Xiuzhi Lu (3.ª, 1.28.42).

Ao contrário do sucedido de manhã nos 50 km, a prova das senhoras teve início com quase todas as 74 participantes compondo um grupo compacto que só a caminho dos quatro quilómetros começou a cindir-se, graças à acção das atletas que viriam a compor o pódio. Aos oito quilómetros de prova, o grupo da liderança ainda integrava 15 atletas, tendo sido preciso esperar pelo meio da prova para que as posições começassem a definir-se de forma mais clara.

Nesse momento, a preponderância era de Liu, Lu e González, mas com a companhia da brasileira Érica de Sena, das portuguesas Ana Cabecinha e Inês Henriques, das italianas Antonella Palmisano, Elisa Rigaudo e Eleonora Giorgi, das espanholas Beatriz Pascual e Raquel González, da checa Anezka Drahotová, da chinesa Shijie Qieyang, da australiana Regan Lamble e da peruana Kimberly García. A seguir aos 10 km, cumpridos em 45.24 m, Liu e Lu forçam na frente, fraccionando o primeiro pelotão. Cedem entre outras as espanholas, as portuguesas, Qieyang e Drahotová, resistindo apenas Guadalupe González, Giorgi, Palmisano e Érica de Sena, que com as duas líderes formam o sexteto da vanguarda.

Aos 13 quilómetros, Giorgi é desclassificada com três notas por suspensão e Palmisano lança-se para a liderança. Ana Cabecinha e Shijie Qieyang aproximam-se das cinco da frente, que alcançam à passagem da hora de prova, quando Inês Henriques ocupa o 12.º lugar. Cabecinha e Érica (esta suportando a carga de duas notas de desclassificação) atrasam-se a caminho dos 15 quilómetros, ficando na frente um quinteto liderado por Qieyang, com a portuguesa a tentar destacar-se da brasileira.

María Guadalupe González ataca na frente aos 17 quilómetros e descola Antonella Palmisano e, logo a seguir, Shijie Qieyang, ficando deste modo definido o trio do pódio à passagem dos 18 quilómetros. Já na aproximação à recta final, Lu atrasa-se antes da última inversão, deixando para Liu e González o «sprint» para a vitória, a beneficiar a chinesa.

Ganhando preciosos metros a Érica de Sena no último quilómetro, Ana Cabecinha conclui na sexta posição, assinando a melhor classificação de sempre da marcha portuguesa em Jogos Olímpicos, superando os oitavos lugares dela própria em Pequim-2008 e de José Pinto nos 50 km de Los Angeles-1984.

Ao atrasar-se a partir da fase inicial da segunda metade da prova, Inês Henriques comprometeu a possibilidade de terminar num lugar de finalista (oito primeiras), mas a perda de ritmo não foi dramática e a descida na classificação traduziu-se em perda de muito poucos lugares, com a atleta de Rio Maior a cortar a meta no 12.º lugar, com 1.31.28 h.

Rubricando a estreia olímpica com o 37.º lugar, Daniela Cardoso cumpriu uma prova muito consistente, a ritmo de grande constância, variando (pouco!) entre os 9.37 e os 9.47 m por cada dois quilómetros, com a excepção dos trechos 16-18 km e 18-20 km, realizados respectivamente em 9.32 e 9.27 m.

Classificação
1.ª, Hong Liu (China), 1.28.35
2.ª, María Guadalupe González (México), 1.28.37
3.ª, Xiuzhi Lu (China), 1.28.42
4.ª, Antonella Palmisano (Itália), 1.29.03
5.ª, Shijie Qieyang (China), 1.29.04
6.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 1.29.23
7.ª, Érica de Sena (Brasil), 1.29.29
8.ª, Beatriz Pascual (Espanha), 1.30.24
9.ª, Regan Lamble (Austrália), 1.30.28
10.ª, Anezka Drahotová (Rep. Checa), 1.30.43
11.ª, Elisa Rigaudo (Itália), 1.31.04
12.ª, Inês Henriques (Portugal), 1.31.28
13.ª, Émilie Menuet (França), 1.32.04
14.ª, Kimberly García (Peru), 1.32.09
15.ª, Antigoni Drisbioti (Grécia), 1.32.32
16.ª, Kumiko Okada (Japão), 1.32.42
17.ª, Nastassia Yatsevich (Bielorrússia), 1.32.53
18.ª, Ángela Castro (Bolívia), 1.32.54
19.ª, Nadiya Borovska (Ucrânia), 1.33.01
20.ª, Raquel González (Espanha), 1.33.03
21.ª, Inna Kashyna (Ucrânia), 1.33.15
22.ª, Maria Michta-Coffey (EUA), 1.33.36
23.ª, María Guadalupe Sánchez (México), 1.33.44
24.ª, Paola Pérez (Equador), 1.33.53
25.ª, Viktoria Madarasz (Hungria), 1.33.59
26.ª, Tanya Holliday (Austrália), 1.34.22
27.ª, Magaly Bonilla (Equador), 1.34.54
28.ª, Paulina Buziak (Polónia), 1.35.01
29.ª, Brigita Virbalyte-Dimsiene (Lituânia), 1.35.11
30.ª, Mirna Ortiz (Guatemala), 1.35.11
31.ª, Wendy Cornejo (Bolívia), 1.35.17
32.ª, Sandra Arenas (Colômbia), 1.35.40
33.ª, Júlia Takacs (Espanha), 1.35.45
34.ª, Miranda Melville (EUA), 1.35.48
35.ª, Alana Barber (Nova Zelândia), 1.35.55
36.ª, Maritza Guaman (Equador), 1.35.56
37.ª, Daniela Cardoso (Portugal), 1.36.13
38.ª, Yeseida Carrillo (Colômbia), 1.36.28
39.ª, Yeongeun Jeon (Coreia do Sul), 1.36.31
40.ª, Rachel Tallent (Austrália), 1.37.08
41.ª, Alejandra Ortega (México), 1.37.33
42.ª, Grace Wanjiru Njue (Quénia), 1.37.49
43.ª, Stefany Coronado (Bolívia), 1.37.56
44.ª, Agnieszka Szwarnog (Polónia), 1.38.01
45.ª, Andreea Arsine (Roménia), 1.38.16
46.ª, Valentyna Myronchuk (Ucrânia), 1.38.20
47.ª, Panayiota Tsinopoulou (Grécia), 1.38.24
48.ª, Maria Czakova (Eslováquia), 1.38.29
49.ª, Cisiane Lopes (Brasil), 1.38.35
50.ª, Ana Veronica Rodean (Roménia), 1.38.42
51.ª, Jessica Hancco (Peru), 1.39.08
52.ª, Maritza Poncio (Guatemala), 1.40.09
53.ª, Agnese Pastare (Letónia), 1.40.15
54.ª Khushbir Kaur (Índia), 1.40.33
55.ª, Maria Galiková (Eslováquia), 1.40.35
56.ª, Zivile Vaiciukeviciute (Lituânia), 1.41.28
57.ª, Claudia Stef (Roménia), 1.41.47
58.ª, Barbara Kovacs (Hungria), 1.42.11
59.ª, Rita Recsei (Hungria), 1.42.41
60.ª, Chahinez Nasri (Tunísia), 1.42.57
61.ª, Askale Tiksa (Etiópia), 1.44.15
62.ª, Diana Aydozova (Cazaquistão), 1.44.49
63.ª, Anel Oosthuizen (África do Sul), 1.45.06
Desistentes: Agnieszka Dygacz (Polónia), Sapana Sapana (Índia), Yesenia Miranda (El Salvador), Sandra Galvis (Colômbia) e Neringa Aidietyte (Lituânia).
Desclassificadas: Yehualeye Beletew (Etiópia), Eleonora Giorgi (Itália), Mayra Carolina Herrera (Guatemala), Daseul Lee (Coreia do Sul), Jeong Eun Lee (Coreia do Sul) e Polina Repina (Cazaquistão).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Tóth ganha emocionantes 50 km olímpicos do Rio

Matej Tóth voltou a impor um segundo lugar a Jared Tallent.
Foto: SB Nation
O eslovaco Matej Tóth sagrou-se este início de tarde campeão olímpico dos 50 km marcha, ao vencer no Rio de Janeiro a emocionante prova da distância dos Jogos da XXXI Olimpíada, com 3.40.58 h, adiante do australiano Jared Tallent (3.41.16) e do japonês Hirooki Arai (3.41.24).

A prova animou-se logo com a saída à campeão do sérvio Vladimir Savanovic, com o francês Yohann Diniz a disparar logo de seguida na sua peugada, para passar já isolado na frente aos 1000 metros, a menos de 4.30 por quilómetro. Matej Tóth e o trio japonês lideravam o primeiro pelotão. À primeira légua, cumprida em 22.10 m, Diniz detinha já quase 120 metros de avanço sobre Tóth, Tallent, Nava, Heffernan e restante primeiro grupo, composto por nove atletas.

Ao sétimo quilómetro, Tóth fez uma primeira tentativa para se isolar, forçando a aceleração do grupo, que recolou de imediato. Repetiria o procedimento dois quilómetros mais à frente, de novo arrastando os companheiros, mas ainda assim a vantagem de Diniz na frente, à passagem pelos dez quilómetros, até aumentava um pouco, de 28 para 30 segundos.

Com cerca de uma hora de prova, João Vieira abandonava, enquanto na frente Yohann Diniz mantinha a marcha de um líder convicto, cumprindo a terceira légua em 1.05.58 h, detendo nesse momento um avanço que crescia para 53 segundos, graças a um parcial de 21.40 m entre os 10 e os 15 quilómetros, menos 23 segundos que Matej Tóth, ainda e sempre na segunda posição.

Na quarta légua, a tendência manteve-se, agora com o francês a registar um parcial de 21.43 m, para 1.27.41 h aos 20 quilómetros, já com mais de 300 metros de vantagem sobre os mesmos nove que o perseguiam desde quase o início da prova.

A meio da competição, a vantagem do francês aumentava para um minuto e 40 segundos sobre o primeiro grupo, reduzido a oito unidades por atraso do japonês Takayuki Tanii. Foram mais 17 segundos ganhos por Diniz em cinco quilómetros, cumpridos agora em 21.50 m, contra 22.07 m do grupo liderado por Matej Tóth. Na frente, Yohann Diniz perfazia 1.49.31 h, prefaciando um resultado final bem abaixo de três horas e 40 minutos.

Entre os portugueses, Pedro Isidro tinha cumprido léguas iniciais em 24.03 e 23.53, apontando assim para marca final a rondar as quatro horas ou pouco menos. No entanto, iria quebrar um pouco nas voltas seguintes, passando a meio da prova no 60.º lugar (2.01.27) e  já ultrapassado por Miguel Carvalho, com início mais prudente e dentro da casa dos 24 minutos por légua, subindo do 74.º posto aos cinco quilómetros para o 59.º lugar a meio da competição, quando era o melhor português em prova.

Na frente, o início da segunda metade dos 50 km ditou algumas mudanças da paisagem da competição, com ligeiro abaixamento do ritmo de Yohann Diniz (21.58 na sexta légua) e aceleração evidente no grupo perseguidor, a marcar 21.46 m para o canadiano Evan Dunfee e 21.48 para Tóth. O pelotão fragmentava-se, com Dunfee e Tóth mais adiantados e o mexicano Horacio Nava a atrasar-se, na nossa posição, 14 segundos depois do grupo.

À passagem dos 32 quilómetros, Diniz parou com problemas intestinais, retomando a prova quando Evan Dunfee passava por ele. Seguiram juntos por algum tempo, mas o canadiano continuaria a aumentar o ritmo e aos 35 quilómetros detinha já oito segundos de vantagem sobre o francês. Dunfee fazia um parcial de 21.42 m, enquanto mais atrás, seis segundos após Diniz, surgiam Matej Tóth, Jared Tallent, Hirooki Arai e o chinês Wei Yu, que tinham apenas uns dez metros atrás o irlandês Robert Heffernan.

A prova estava a ganhar interesse crescente e mais emocionante ficou com a aproximação aos 40 quilómetros, fase em que o australiano Tallent iria jogar importante cartada, desferindo um ataque que o isolou perto da entrada para os dez quilómetros finais. O campeão olímpico em título assumia dessa forma a defesa do ceptro de Londres com uma légua em 22.01 m, enquanto todos os outros registavam quebras mais ou menos evidentes de ritmo.

Com os primeiros já separados em posições individuais e intercalados por atletas atrasados, Jared Tallent foi consolidando a liderança, entrando na légua final com 22 segundos de vantagem sobre Matej Tóth, 26 sobre Arai, 41 para Dunfee, 57 sobre Yu e 1.27 minutos para Heffernan. Tudo em aberto para um final de prova sem nada decidido no tocante a vitória e a medalhas. Entretanto, Yohann Diniz continuava a sofrer as agruras intestinais, parava, deitava-se, recebia assistência mas resistia e entrava na légua final na sétima posição, quase a três minutos de Heffernan e a mais de quatro da liderança. Mas o gaulês não cedia.

E a incerteza só ficaria desfeita mesmo nos quilómetros finais, com Matej Tóth a reagir e a recuperar em relação a Tallent, ultrapassando o australiano pouco antes da entrada no último quilómetro e assumindo o primeiro lugar para não mais o largar. Registaria na meta 3.40.58 h, contra 3.41.16 h de Jared Tallent e 3.41.24 h de Hirooki Arai, que, no entanto, seria depois desclassificado e de novo reclassificado na sequência de protesto, tornando-se o primeiro medalhado olímpico do Japão na marcha atlética. Nesse processo, Evan Dunfee (3.41.38) reentrava no pódio, do qual voltaria a sair pouco depois, mas sempre adiante do chinês Wei Yu (3.43.00).

Ainda antes de Yohann Diniz, que conseguiu concluir na oitava posição, com 3.46.43 h, chegaram o irlandês Robert Heffernan (6.º, 3.43.55) e o surpreendente norueguês Havard Haukenes (7.º, 3.46.33), a suportar bem a  fase decisiva da competição, onde tantos outros claudicaram.

Logo a seguir, Caio Bonfim honrou a casa, terminando na nona posição, com 3.47.02 h, à frente do magnífico australiano Chris Erickson, a fechar o «top 10» com 3.48.40 h.

Pedro Isidro, mesmo não se aproximando do recorde pessoal, confirmou-se como o primeiro português nestes 50 km olímpicos, terminando na 32.ª posição, com 4.03.42 h, valendo-lhe uma boa recuperação daquela fase intermédia com grandes dificuldades e acabando a prova com duas léguas impressionantes, registando parciais de 22.26 m e 23.18 m.

Miguel Carvalho concluiria no 36.º lugar, com 4.08.16 h e uma segunda fase de prova em que as condições impediram o atleta do Benfica de atingir o objectivo de baixar as quatro horas na estreia olímpica.

De assinalar que dos 80 atletas à partida, nada menos que 12 foram desclassificados e 19 desistiram, numa evidente demonstração das grandes dificuldades a que os atletas estiveram sujeitos no circuito de 2000 metros definido no Pontal e cumprido por 25 vezes por quem chegou à meta.

Uma nota final para registar que o pódio destes 50 km olímpicos do Rio de Janeiro repetiu quase na íntegra o do mundial de Pequim de 2015, com a única diferença de que o japonês da medalha de bronze não foi Takayuki Tanii mas Hirooki Arai.

Classificação
1.º, Matej Tóth (Eslováquia), 3.40.58
2.º, Jared Tallent (Austrália), 3.41.16         
3.º, Hirooki Arai (Japão), 3.41.24

4.º, Evan Dunfee (Canadá), 3.41.38
5.º, Wei Yu (China), 3.43.00
6.º, Robert Heffernan (Irlanda), 3.43.55
7.º, Havard Haukenes (Noruega), 3.46.33
8.º,  Yohann Diniz (França), 3.46.43
9.º, Caio Bonfim (Brasil), 3.47.02
10.º, Chris Erickson (Austrália), 3.48.40
11.º, Zhendong Wang (China), 3.48.50
12.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 3.49.32
13.º, Horacio Nava (México), 3.50.53
14.º, Takayuki Tanii (Japão), 3.51.00
15.º, Adrian Blocki (Polónia), 3.51.31
16.º, Omar Zepeda (México), 3.51.35
17.º, Jorge Armando Ruiz (Colômbia), 3.51.42
18.º, Serhiy Budza (Ucrânia), 3.53.22
19.º, Brendan Boyce (Irlanda), 3.53.59
20.º, Jesús Ángel García (Espanha), 3.54.29
21.º, Marco de Luca (Itália), 3.54.40
22.º, Rafal Augustyn (Polónia), 3.55.01
23.º, Jarkko Kinnunen (Finlândia), 3.55.43
24.º, Rafal Fedaczynski (Polónia), 3.55.51
25.º, José Leyver Ojeda (México), 3.56.07
26.º, Dusan Majdan (Eslováquia), 3.58.25
27.º, Koichiro Morioka (Japão), 3.58.59
28.º, Alexandros Papamichail (Grécia), 3.59.21
29.º, Jonathan Rieckmann (Brasil), 4.01.52
30.º, Ronal Quispe (Bolívia), 4.02.00
31.º, Narcis Stefan Mihaila (Roménia), 4.02.46
32.º, Pedro Isidro (Portugal), 4.03.42
33.º, Tadas Suskevicius (Lituânia), 4.04.10
34.º, Rolando Saquipay (Equador), 4.07.29
35.º, Sandeep Kumar (Índia), 4.07.55
36.º, Miguel Carvalho (Portugal), 4.08.16
37.º, Arnis Rumbenieks (Letónia), 4.08.28
38.º, Marc Mundell (África do Sul), 4.11.03
39.º, Ivan Banzeruk (Ucrânia), 4.11.51
40.º, Brendon Reading (Austrália), 4.13.02
41.º, Mario Alfonso Bran (Guatemala), 4.15.14
42.º, Vladimir Savanovic (Sérvia), 4.15.53
43.º, John Nunn (EUA), 4.16.12
44.º, Bence Venyercsan (Hungria), 4.19.15
45.º, Claudio Villanueva (Equador), 4.19.33
46.º, Nenad Filipovic (Sérvia), 4.25.41
47.º, Yucheng Han (China), 4.32.35
48.º, Pavel Chihuan (Peru), 4.32.37
49.º, Predrag Filipovic (Sérvia), 4.39.48

Desistentes: Hyunsub Kim (Coreia do Sul), Ivan Trotski (Bielorrússia), Ihor Hlavan (Ucrânia), Miguel Ángel López (Espanha), Carl Dohmann (Alemanha), Hagen Pohle (Alemanha), Matteo Giupponi (Itália), Mathieu Bilodeau (Canadá), Artur Mastianica (Lituânia), José Leonardo Montana (Colômbia), Alex Wright (Irlanda), José Ignacio Díaz (Espanha), Marius Cocioran (Roménia), Sandor Racz (Hungria), Luis Henry Campos (Peru), Mário José dos Santos Júnior (Brasil), Veli-Matti Partanen (Finlândia), Yerenman Salazar (Venezuela) e João Vieira (Portugal).
Desclassificados: Edward Araya (Chile), Teodorico Caporaso (Itália), Andres Chocho (Equador), Lukas Gdula (Rep. Checa), Dominic King (Grã-Bretanha), Luis López (El Salvador), Aleksi Ojala (Finlândia), Chilsung Park (Coreia do Sul), Jaime Quiyuch (Guatemala), James Rendon (Colômbia), Miklos Srp (Hungria) e Martin Tistan (Eslováquia).

Rio-2016, 20 km femininos, lista de partida

Os 20 km marcha femininos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que têm lugar esta sexta-feira a partir das 14h30 locais (18h30 em Portugal continental), vão contar com a participação de 74 atletas, de 34 países. A lista de partida inclui a recordista mundial, Liu Hong, da China, que em 6 de Junho do ano passado estabeleceu na Corunha (Espanha) a marca de 1.24.38 h.

A chinesa, de 29 anos, lidera também a lista mundial do ano, com 1.25.56 h, registo de 6 de Março, em Huangshan. Seguem-se na tabela de 2016 as três primeiras classificadas do mundial de marcha por selecções, realizado em Roma a 7 de Maio: María Guadalupe González (México, 1.26.17), Shijie Qieyang (China, 1.26.49) e Érica de Sena (Brasil, 1.27.18).

Do «top 10» mundial de 2016 estarão presentes ainda Elisa Rigaudo (Itália, 1.28.03), Eleonora Giorgi (Itália, 1.28.05), Lu Xiuzhi (China, 1.28.07) e Ana Cabecinha (Portugal, 1.28.40).

O recorde olímpico está na posse da russa Elena Lashmanova, que a 11 de Agosto de 2012, nos Jogos de Londres, se impôs com 1.25.04 h. Com a exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o título de campeã olímpica de Lashmanova passará inevitavelmente para outras mãos.

Além da já mencionada Ana Cabecinha, recordista nacional com 1.27.46 h, registado nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Portugal estará representado nesta prova ainda pela experiente Inês Henriques, que com um recorde pessoal de 1.29.00 h e na condição de campeã nacional de marcha em estrada, averba a terceira presença olímpica, e por Daniela Cardoso, estreante em grandes competições internacionais absolutas, que se apresenta com um recorde pessoal de 1.33.46 h.

Lista de partida
Anél Oosthuizen (África do Sul)
Tanya Holliday (Austrália)
Regan Lamble (Austrália)
Rachel Tallent (Austrália)
Nastassia Yatsevich (Bielorrússia)
Ángela Castro (Bolívia)
Wendy Cornejo (Bolívia)
Stefany Coronado (Bolívia)
Érica de Sena (Brasil)
Cisiane Lopes (Brasil)
Diana Aydosova (Cazaquistão) 
Polina Repina (Cazaquistão)
Liu Hong (China)
Lu Xiuzhi (China)
Qieyang Shenjie (China)
Sandra Arenas (Colômbia)
Yeseida Carrillo (Colômbia)
Sandra Galvis (Colômbia)
Jeon Yong-Eun (Coreia do Sul)
Lee Da-Seul (Coreia do Sul)
Lee Jeong-eun (Coreia do Sul)
Yesenia Miranda (El Salvador)
Magaly Bonilla (Equador)
Maritza Guaman (Equador)
Paola Pérez (Equador)
Mária Czaková (Eslováquia)
Mária Gáliková (Eslováquia)
Raquel González (Espanha)
Beatriz Pascual (Espanha)
Júlia Takacs (Espanha)
Yehualeye Beletew (Etiópia)
Askale Tiksa (Etiópia)
Miranda Melville (EUA)
Maria Michta-Coffey (EUA)
Émilie Menuet (França)
Antigoni Drisbioti (Grécia)
Panayióta Tsinopoúlou (Grécia)
Mayra Herrera (Guatemala)
Mirna Ortiz (Guatemala)
Maritza Poncio (Guatemala)
Barbara Kovács (Hungria)
Viktória Madarász (Hungria)
Rita Récsei (Hungria)
Khushbir Kaur (Índia)
Sapana Sapana (Índia)
Eleonora Giorgi (Itália)
Antonella Palmisano (Itália)
Elisa Rigaudo (Itália)
Kumiko Okada (Japão)
Grace Wanjiru Njue (Quénia)
Agnese Pastare (Letónia)
Neringa Aidietyte (Lituânia)
Živile Vaiciukeviciute (Lituânia)
Brigita Virbalyte-Dimšiene (Lituânia)
María Guadalupe González (México)
Alejandra Ortega (México)
María Guadalupe Sánchez (México)
Alana Barber (Nova Zelândia)
Kimberly García (Peru)
Jessica Hancco (Peru)
Paulina Buziak (Polónia)
Agnieszka Dygacz (Polónia)
Agnieszka Szwarnóg (Polónia)
Ana Cabecinha (Portugal)
Daniela Cardoso (Portugal)
Inês Henriques (Portugal)
Anežka Drahotová (Rep. Checa)
Andreea Arsine (Roménia)
Ana Veronica Rodean (Roménia)
Claudia ?tef (Roménia)
Chahinez Nasri (Tunísia)
Nadiya Borovska (Ucrânia)
Inna Kashyna (Ucrânia)
Valentyna Myronchuk (Ucrânia)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rio-2016, 50 km, lista de partida


Ascende a 80 o número de atletas (de 39 países) que compõem a lista de partida dos 50 km marcha dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, prova que tem lugar esta sexta-feira pela manhã (8h00 no Rio, 12h00 em Portugal continental). Naquela que é a prova mais longa do programa olímpico do atletismo deverão alinhar muitos dos melhores especialistas internacionais da distância, a começar pelo recordista mundial, o francês Yohann Diniz, que nos europeus de atletismo de Zurique, em 15 de Agosto de 2014, estabeleceu o registo surpreendente de 3.32.33 h que se mantém como recorde do mundo.

O recorde olímpico está na posse do australiano Jared Tallent, campeão nos Jogos de Londres de 2012, onde concluiu a distância em 3.36.53 h. Tallent estará em prova no Rio de Janeiro para defender o título de Londres que só em 24 de Março deste ano foi confirmado, após o Tribunal Arbitral do Desporto de Lausana ter anunciado a desclassificação do russo Sergey Kirdyapkin, que tinha sido o primeiro na prova olímpica da capital britânica mas teve o resultado anulado por dopagem. Jared Tallent acabou por receber a medalha de ouro numa cerimónia realizada em Junho passado, na cidade de Melbourne, onde se cumpriu da forma possível o protocolo olímpico.

O recordista do mundo Yohann Diniz é também o líder mundial do ano, com 3.37.48 h, marca averbada em Saint-Sébastien-sur-Loire a 13 de Março, naquele que foi o único registo em 2016 abaixo das três horas e 40 minutos (não contando com atletas entretanto suspensos). Também presentes no Rio de Janeiro estarão os melhores chineses, constituindo um trio que faz parte do «top 5» internacional de 2016.

De resto, todo o «top 10» mundial do ano está representado na prova olímpica desta sexta-feira, com a única e inevitável excepção do chinês Hang Zhang, oitavo mundial do ano (3.43.31) mas impossibilitado de participar nos Jogos do Rio de Janeiro dada a limitação regulamentar de um máximo de três atletas por país, sendo ele o quarto atleta da China no ano corrente.

Dos restantes ocupantes da lista dos dez melhores do mundo em 2016, mencione-se ainda Jared Tallent (3.º, 3.42.36), o equatoriano Andrés Chocho (6.º, 3.42.57), o polaco Rafal Augustyn (7.º, 3.43.22), o ucraniano Ihor Hlavan (9.º, 3.44.02) e o japonês Takayuki Tanii (10.º, 3.44.12).

Portugal estará representado por um trio que integra João Vieira (já presente na prova de 20 km da semana passada), detentor do recorde nacional, com 3.45.17 h; Pedro Isidro, que com um recorde pessoal de 3.55.44 h, repete a presença olímpica de há quatro anos, em Londres; e Miguel Carvalho, que se estreia nos Jogos Olímpicos com o objectivo de melhorar o máximo pessoal de 4.00.47 h.

Lista de partida
Marc Mundell (África do Sul)
Carl Dohmann (Alemanha)
Hagen Pohle (Alemanha)
Chris Erickson (Austrália )
Brendon Reading (Austrália)
Jared Tallent (Austrália)
Ivan Trotski (Bielorrússia)
Ronald Quispe (Bolívia )
Caio Bonfim (Brasil)
Mário dos Santos (Brasil)
Jonathan Riekmann (Brasil)
Mathieu Bilodeau (Canadá)
Evan Dunfee (Canadá)
Edward Araya (Chile)
Han Yucheng (China)
Wang Zhendong (China)
Yu Wei (China)
José Leonardo Montaña (Colômbia)
James Rendón (Colômbia)
Jorge Armando Ruiz (Colômbia)
Kim Hyun-sub (Coreia do Sul)
Park Chil-sung (Coreia do Sul)
Luís López (El Salvador)
Andrés Chocho (Equador)
Rolando Saquipay (Equador)
Claudio Villanueva (Equador)
Dušan Majdán (Eslováquia)
Martin Tištan (Eslováquia)
Matej Tóth (Eslováquia)
José Ignacio Díaz (Espanha)
Jesús Ángel García (Espanha)
Miguel Ángel López (Espanha)
John Nunn (EUA)
Jarkko Kinnunen (Finlândia)
Aleksi Ojala (Finlândia)
Aku Partanen (Finlândia)
Yohann Diniz (França)
Dominic King (Grã-Bretanha)
Alexandros Papamichail (Grécia)
Mario Alfonso Bran (Guatemala)
Jaime Quiyuch (Guatemala)
Sándor Rácz (Hungria)
Miklós Srp (Hungria)
Bence Venyercsán (Hungria)
Sandeep Kumar (Índia)
Brendan Boyce (Irlanda)
Robert Heffernan (Irlanda)
Alex Wright (Irlanda)
Teodorico Caporaso (Itália)
Marco De Luca (Itália) 
Matteo Giupponi (Itália)
Hirooki Arai (Japão)
Koichiro Morioka (Japão)
Takayuki Tanii (Japão)
Arnis Rumbenieks (Letónia)
Arturas Mastianica (Lituânia)
Tadas Šuškevicius (Lituânia)
Horacio Nava (México)
José Leyver Ojeda (México)
Omar Zepeda (México)
Håvard Haukenes (Noruega)
Quentin Rew (Nova Zelândia)
Luis Henry Campos (Peru)
Pavel Chihuán (Peru)
Rafal Augustyn (Polónia)
Adrian Blocki (Polónia)
Rafal Fedaczynski (Polónia)
Miguel Carvalho (Portugal)
Pedro Isidro (Portugal)
João Vieira (Portugal)
Marius Cocioran (Roménia)
Narcis Stefan Mihaila (Roménia)
Lukáš Gdula (Rep. Checa)
Nenad Filipovic (Sérvia)
Predrag Filipovic (Sérvia)
Vladimir Savanovic (Sérvia)
Ivan Banzeruk (Ucrânia)
Serhiy Budza (Ucrânia)
Ihor Hlavan (Ucrânia)
Yerenman Salazar (Venezuela)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Campeão olímpico Zhen Wang: perfil

Zhen Wang, campeão olímpico dos 20 km marcha.
Foto: AIFA
Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro já proporcionaram um título olímpico na marcha atlética, no caso ao vencedor dos 20 km masculinos, Zhen Wang, da República Popular da China. Com 1,77 m de altura e 63 kg de peso, Zhen cumpre 25 anos de idade no próximo dia 24, tendo nascido em Suihua, que, com cinco milhões e 500 mil habitantes, é o segundo distrito mais populoso da província Heilongjiang, a província mais a norte da China, separada da Rússia pelo rio Amur (designado na China por rio do Dragão Negro).

Zhen Wang iniciou-se na prática da marcha quando ainda frequentava o ensino básico e começou a notabilizar-se ao mais alto nível desportivo quando, aos 16 anos, treinado pelo consagrado ex-marchador Liu Yunfeng, venceu o campeonato chinês de juniores de 30 km marcha, distância que cumpriu em 2.08.46 h. A estreia na distância longa (50 km) ocorreria em 2009, ainda antes de completar 18 anos, obtendo nos Jogos Nacionais da China o sexto lugar, com a marca de 3.53.00 h. Até à actualidade, não mais voltou a competir sobre essa distância.

Mas o mais significativo desempenho no escalão de juniores ocorreria numa fase bastante adiantada da época de 2009/2010, quando na final do Challenge Mundial de Marcha da AIFA (em Pequim, a 18 de Setembro de 2010) iria registar nos 10 km 37.44 m, marca que constituiu e se mantém como recorde mundial de juniores na distância em estrada. Tinha então 19 anos e 25 dias.

Já entrado no escalão de seniores, Zhen alcançaria em Daegu (Coreia do Sul) a medalha de prata dos 20 km masculinos, superado apenas pelo colombiano Luis López. De início, a vitória foi atribuída ao russo Valeriy Borchin, que foi consagrado no pódio com a medalha de ouro, mas acabaria três anos e meio depois por ter de devolver a medalha por desclassificação devido a dopagem, sendo a classificação corrigida.

Zhen Wang repetiria o segundo lugar nos mundiais de 2015 (Pequim), perdendo desta feita para o espanhol Miguel Ángel López. Entre estas duas competições ficaram algumas das provas mais relevantes do marchador chinês. Desde logo o magnífico recorde pessoal nos 20 km, estabelecido em Taicang a 30 de Março de 2012, durante a etapa chinesa do Challenge Mundial de Marcha, e cifrado em 1.17.36 h, marca que constitui também recorde da China e da Ásia. Por sinal, a mesma jornada em que a compatriota Liu Hong também estabeleceu os máximos pessoal, chinês e asiático dos 20 km femininos, com 1.25.46 h (recordes que já não vigoram).

Mas também a vitória na Taça do Mundo de Marcha de Saransk, em 2012 (1.19.13), e ainda o terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, igualmente em 2012 (1.19.25), a que se junta, mais recentemente, a vitória nos 20 km dos Mundiais de Marcha por Selecções, em Roma, a 7 de Maio deste ano, com 1.19.22 h.

A consagração individual com a primeira medalha de ouro numa competição mundial absoluta sem ser por equipas surgiu agora no Rio de Janeiro, confirmando (se tal ainda fosse necessário) Zhen Wang como uma das figuras de topo da marcha atlética mundial, treinado desde finais de 2011 pelo credenciado técnico italiano Sandro Damilano.

À semelhança do que acontece com outras grandes figuras de diferentes especialidades do atletismo, Zhen Wang é representado pelo agente holandês Jos Hermens, antigo corredor olímpico de 10 mil metros.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Marcha de 492 dias leva Sergey Lukyanov ao Rio

Sergey Lukyanov já chegou ao Rio de Janeiro, cumprindo o
primeiro grande objectivo da sua volta ao mundo em marcha.
Foto: Youtube
A caminhada de Sergey Lukyanov começou a 1 de Abril de 2015 e só agora chegou ao Rio de Janeiro. Ao fim de um ano, quatro meses e uma semana, o marchador de Sampetersburgo chegou à cidade-sede dos Jogos Olímpicos, cumprindo o objectivo de ligar a pé a cidade russa de onde partiu à cidade brasileira onde chegou a 7 de Agosto, muito a tempo de assistir às provas de marcha do programa de atletismo dos Jogos.

Lukyanov percorreu mais de 18.200 quilómetros a andar, com a excepção da transposição do oceano Pacífico, feita em viagem aérea entre Singapura e Santiago do Chile.

A viagem teve início na Praça do Palácio, em Sampetersburgo, com uma mochila de que não se separaria em toda a viagem, com os seus sete quilos de carga. Em território russo caminhou 50 a 60 quilómetros por dia, uma média que iria baixar nos outros países, onde andou diariamente um pouco menos que 40 quilómetros.

Mas o caminho não foi isento de surpresas. Na China, o visto não lhe permitiu senão abandonar o país o mais depressa possível. Por essa razão acabou por cumprir 140 quilómetros em dois dias a fim de evitar multas por excesso de tempo de permanência no país outrora conhecido como Império do Meio.

Chegado ao Rio de Janeiro com seis pares de sapatilhas gastos, Lukyanov tem agora a esperança de conhecer a mais famosa «estrela» do desporto brasileiro, Pelé, antes de iniciar a viagem de regresso, que espera terminar na próxima Primavera, no mesmo local de onde saiu para esta aventura.

Actualmente com 60 anos, Sergey Lukyanov foi designado mestre do desporto na antiga União Soviética, pelos desempenhos nos 50 km marcha. Em 50 anos de actividade desportiva participou em mais de 1350 provas.

Fonte: Sputnik News

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Volta ao Lago Taihu realiza-se em setembro

A Volta ao Lago Taihu regressa em Setembro, em 4.ª edição.
Fotos: O Marchador
A 4.ª edição da Volta ao Lago Taihu (China) em marcha atlética, já tem o percurso definido. De 25 a 28 de setembro deste ano, os atletas em competição vão percorrer 4 etapas na região de Xuzhong, província de Suzhou, numa quilometragem total de aproximadamente 45 quilómetros.

No primeiro dia de provas (25) os atletas percorrerão a etapa mais longa da competição, na distância de 20 km. A 26 disputarão a segunda etapa, de 9 km, a 27 a terceira etapa, de 7 km, completando, a 28, a série de provas com uma competição de 9 km. Paralelamente à atividade competitiva serão realizadas caminhadas envolvendo vários milhares de concorrentes.

A organização é da responsabilidade da Federação de Atletismo da China e do Departamento de Desporto da cidade de Jiangsu, que suportará gastos de viagem e de alojamento para os marchadores situados nos 30 primeiros lugares do ranking mundial do ano nas disciplinas olímpicas. No caso português, e até ao momento, beneficiariam dos critérios da federação chinesa, Ana Cabecinha (atual 16.ª da lista mundial dos 20 km marcha) e Inês Henriques (19.ª).

Haverá classificações individuais e coletivas sendo atribuídos prémios monetários de valor significativo. Em 2015 o montante ascendeu aos 300 mil dólares, distribuídos aos primeiros classificados (individuais e coletivos), em cada etapa e na classificação geral.

A primeira edição (2013) foi vencida pelo russo Petr Trofimov e pela chinesa Hong Liu, e contou com a participação recorde de oito portugueses: Susana Feitor, Inês Henriques, Ana Cabecinha, Vera Santos, João Vieira, Sérgio Vieira, Miguel Carvalho e Dionísio Ventura. A segunda edição teve como vencedores o chinês Ding Chen e a ucraniana Lyudmila Olyanovska, e a presença das portuguesas Susana Feitor e Inês Henriques. A terceira edição registou as vitórias do chinês Zhen Wang e, de novo, Lyudmila Olyanovska, e a habitual participação de Susana Feitor.

domingo, 14 de agosto de 2016

Veenendaal vai receber 7.º triatlo de marcha

Partida para uma das provas da edição de 2015, com a presença
da polaca Agnieszka Dygacz. Foto: Atletiek.nl
A cidade holandesa de Veenendaal prepara-se para acolher a sétima edição do Triatlo Internacional de Sprint em Marcha Atlética, prova que terá lugar a 10 de Setembro próximo. O programa é destinado a atletas de qualquer idade e consta de provas de 1000 metros e milha para jovens até 15 anos (nascidos em 2001 ou depois) e de 3000 metros, 1000 metros e milha para os demais concorrentes.
Sendo possível a participação em provas individuais, o motivo de atracção do torneio é a realização de um triatlo compreendendo o conjunto das três provas dos adultos e de um duatlo para os mais novos.

Os interessados podem inscrever-se no «site» do clube organizador, o VAV-Veenendaal, através do endereço http://www.vav-veenendaal.nl/index.php?page=04_03_VAV_Wedstrijde&sid=1, onde podem ser encontradas as condições de inscrição.

Para além das provas, a jornada incluirá uma sessão técnica e um treino, ambos com inscrição livre, além de um almoço de convívio. As inscrições devem ser feitas ate 2 de Setembro, havendo a possibilidade de inscrição no próprio dia das provas, mas sem possibilidade de reserva para o almoço.

A lista de prémios  consta de taças e troféus para os vencedores das diferentes categorias (masculinos, femininos e jovens). Para cada participante haverá diplomas mencionando a marca obtida. Aos vencedores seniores masculinos e femininos será atribuída a Taça Benelux Challenge, estando ainda previstos prémios para  melhor tecnicista, para as equipas vencedoras e prémios de incentivo.

Haverá prémios monetários suplementares no valor de 25 euros para o ou a atleta que supere pelo menos uma melhor marca realizada em Veenendaal nas distâncias de 1000 m, 1500 m, milha, 2000 m e 3000 m (masculinos ou femininos). Igual prémios para o ou a atleta que estabeleça nova melhor marca nas referidas distâncias em solo holandês.

Atletas principiantes, veteranos ou dos escalões de formação terão provas separadas das dos atletas mais rápidos. É permitida a participação de atletas extraclassificação, os quais deverão indicar na inscrição a opção de não serem classificados, ficando sujeitos à mesma taxa de inscrição.

As provas serão apreciadas por três juízes, não havendo cronometragem electrónica. Os atletas que

tencionem tentar bater recordes nacionais devem informar a organização e apresentar o formulário específico para o efeito.

A pontuação final de cada atleta é calculada não pelo resultado final de cada prova mas pela média de tempo por quilómetro, com a atribuição de um ponto por cada segundo. Por exemplo, um atleta que complete os 3000 metros em 18.00 minutos terá feito uma média de 6.00 minutos por quilómetro. Ou seja, 360 segundos por quilómetro, a que correspondem então 360 pontos. Naturalmente, cada prova terá uma classificação em que o vencedor será o atleta que obtiver menos pontos (correspondendo a menos tempo médio por quilómetro).

A classificação final de cada escalão é obtida pelo somatório das pontuações de cada atleta nas três provas (duas provas no caso dos atletas até 15 anos). Para a classificação colectiva são considerados apenas os resultados da última prova (1 milha).

Veenendaal é uma cidade de 65 mil habitantes, localizada 75 km a sudeste de Amesterdão, na província de Utrecht.

Colaboração: Frank van Ravensberg

sábado, 13 de agosto de 2016

Confirmada suspensão de Schwazer por oito anos

Alex Schwazer acumula já 12 anos de suspensões por dopagem.
Foto: La Stampa
O Tribunal Arbitral do Desporto de Lausana (TAS) confirmou esta quarta-feira a suspensão de oito anos imposta ao marchador italiano Alex Schwazer, por reincidência no uso de substâncias dopantes. Em paralelo, o atleta transalpino vê serem-lhe anulados todos os resultados obtidos desde o dia 1 de Janeiro de 2016, incluindo a vitória nos mundiais de selecções de marcha, realizados em Roma, em Maio passado.

Apesar de invocar em sua defesa os controlos a que se submeteu e que resultaram negativos, Schwazer fica impedido de participar nos correntes Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tal como há quatro anos ficou impossibilitado de tomar arte nos Jogos de Londres, com a suspensão de quatro anos anunciada poucos dias antes da prova em que Schwazer iria defender o título olímpico de 50 km conquistado em Pequim-2008.

Alex Schwazer tinha regressado à competição precisamente nos mundiais de selecções de Roma e tinha como objectivo apurar-se para os Jogos do Rio de Janeiro nas duas distâncias (20 e 50 km), procurando ao mesmo tempo demonstrar que não precisava de «doping» para atingir o sucesso.

O regresso do atleta do Alto Adige após a suspensão corrida entre 2012 e 2016 gerou controvérsia na comunidade atlética, com alguns atletas de nomeada (italianos e de outros países) a manifestarem opiniões de discordância quanto à possibilidade de um atleta com o passado de dopagem como Schwazer voltar a participar nos Jogos Olímpicos.

A deliberação do TAS não só anula os resultados de Alex Schwazer desde 1 de Janeiro de 2016 como obriga o italiano a devolver os prémios conquistados.

A desclassificação de Schwazer dos mundiais de selecções de Roma não afecta a classificação colectiva, onde a Itália mantém o primeiro lugar, graças aos contributos de Marco de Luca (agora 3.º), Teodorico Caporaso (4.º) e Matteo Giupponi (7.º).

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Chineses impõem-se nos 20 km marcha do Rio

Zhen Wang, o novo campeão olímpico dos 20 km marcha.
Foto: Industan Times
Zhen Wang é o novo campeão olímpico dos 20 km marcha, depois de esta tarde ter vencido a prova da distância nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com a marca de 1.19.14 h. Com este resultado sucede ao compatriota Ding Chen, vencedor há quatro anos, em Londres, e que agora não foi além de um decepcionante 39.º lugar, com 1.23.54 h. No pódio, Wang teve a companhia do também chinês Zelin Cai, segundo com 1.19.26 h, e do australiano Dane Bird-Smith, terceiro com 1.19.37 h. Entre os portugueses, João Vieira foi 31.º, com 1.23.03 h, enquanto Sérgio Vieira concluiu a prova na 53.ª posição, com 1.27.39 h.

A prova teve início lento, com os atletas a rodarem a ritmos superiores a quatro minutos por quilómetros até bem mais de meio da competição. Tirando as escapadas do coreano Kim Yunsub (isolado nos segundo e terceiro quilómetros) e do britânico Tom Bosworth, que andou sozinho na frente um bom punhado de voltas, o pelotão manteve compacto, com grande parte dos 74 participantes a integrarem o grupo da frente.

O grande animador da prova foi mesmo Bosworth, que pareceu querer garantir cedo a vitória olímpica e a verdade é que em algumas fases da prova pareceu com à-vontade suficiente para se impor aos demais. No entanto, a légua final acabaria por revelar-se penosa para o britânico, impotente perante a determinação dos dois melhores chineses. Primeiro, era Zelin Cai quem se distanciava na frente, percorridos 16 quilómetros de prova; depois seria Zhen Wang a impor-se em definitivo, correspondendo às indicações da equipa técnica no sentido de forçarem o andamento.

Até final, a maior emoção estava em saber quem conquistaria a medalha de bronze, com três atletas separados por poucos metros nos últimos quatro quilómetros: Bird-Smith, o  brasileiro Caio Bonfim e o alemão Christopher Linke. Acabaria por impor-se o australiano, com o brasileiro a terminar à porta do pódio e a registar novo recorde do Brasil, com 1.19.42 h, superando finalmente o velho máximo de 1.19.56 h estabelecido por Sérgio Vieira Galdino em Eisenhüttenstadt (Alemanha), em 14 de Maio de 1995. Linke foi o melhor europeu, na quinta posição.

Com esta prova, a China confirmou a condição de maior potência mundial da marcha, enquanto a forte delegação japonesa, composta pelos três únicos atletas deste ano abaixo de uma hora de 19 minutos, não conseguiu posicionar mais do que um atleta (Daisuke Matsunaga, 7.º, 1.20.22) entre os vinte primeiros.

Os irmãos Vieira iniciaram a prova em lugares discretos, lá pelos fins do pelotão, com João a galgar 30 lugares até final e Sérgio a subir uma boa dezena e meia de posições. João Vieira conseguiu manter ritmo controlado nas três primeiras léguas, acabou por sentir as agruras do desgaste nos quatro quilómetros finais, com evidente abaixamento de velocidade. Quanto a Sérgio Vieira, foi mais regular na primeira metade, mantendo-se nessa fase a rondar os 4.15 a 4.18 por quilómetro, mas na segunda parte acabou por perder uns bons 15 a 20 segundos por quilómetro em relação ao ritmo inicial.

Classificação
1.º, Zhen Wang (China), 1.19.14
2.º, Zelin Cai (China), 1.19.26
3.º, Dane Bird-Smith (Austrália), 1.19.37
4.º, Caio Bonfim (Brasil), 1.19.42   
5.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.20.00
6.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.20.13
7.º, Daisuke Matsunaga (Japão), 1.20.22
8.º, Matteo Giupponi (Itália), 1.20.27
9.º, Manuel Esteban Soto (Colômbia), 1.20.36
10.º, Evan Dunfee (Canadá), 1.20.49
11.º, Miguel Ángel López (Espanha), 1.20.58
12.º, Iñáki Gomez (Canadá), 1.21.12
13.º, Manish Singh (Índia), 1.21.21
14.º, Ever Palma (México), 1.21.24
15.º, Eider Arévalo (Colômbia), 1.21.36
16.º, Ruslan Dmytrenko (Ucrânia), 1.21.40
17.º, Hyunsub Kim (Coreia do Sul), 1.21.44
18.º, Hagen Pohle (Alemanha), 1.21.44
19.º, Jakub Jelonek (Polónia), 1.21.52
20.º, Alexandros Papamichail (Grécia), 1.21.55
21.º, Isamu Fujisawa (Japão), 1.22.03
22.º, Álvaro Martín (Espanha), 1.22.11
23.º, Pedro Daniel Gómez (México), 1.22.22
24.º, Richard Vargas (Venezuela), 1.22.23
25.º, Yerko Araya (Chile), 1.22.23
26.º, Marius Ziukas (Lituânia), 1.22.27
27.º, Benjamin Thorne (Canadá), 1.22.28
28.º, Mate Helebrandt (Hungria), 1.22.31
29.º, Luís Fernando López (Colômbia), 1.22.32
30.º, Ersin Tacir (Turquia), 1.22.53
31.º, João Vieira (Portugal), 1.23.03
32.º, Anton Kucmin (Eslováquia), 1.23.17
33.º, Rhydian Coowley (Austrália), 1.23.30
34.º, Georgiy Sheiko (Casaquistão), 1.23.31
35.º, Igor Glavan (Ucrânia), 1.23.32
36.º, Hassanine Sebei (Tunísia), 1.23.44
37.º, Brian Pintado (Equador), 1.23.44
38.º, Nils  Brembach (Alemanha), 1.23.46
39.º; Ding Chen (China), 1.23.54
40.º, Nazar Kovalenko (Ucrânia), 1.24.40
41.º, Paolo Yurivilca (Peru), 1.24.48
42.º, Eiki Takahashi (Japão), 1.24.59
43.º, Aliaksandr Liakhovich (Bielorrússia), 1.25.04
44.º, Lebogang Shange (África do Sul), 1.25.07
45.º, Marco Antonio Rodríguez (Bolívia), 1.25.11
46.º, Alex Wright (Irlanda), 1.25.25
47.º, Artur Brzozowski (Polónia), 1.25.29
48.º, Erik Tysse (Noruega), 1.26.06
49.º, Kevin Campion (França), 1.26.22
50.º, Erick Barrondo (Guatemala), 1.27.01
51.º, Juan Manuel Cano (Argentina), 1.27.27
52.º, Júlio César Salazar (México), 1.27.38
53.º, Sérgio Vieira (Portugal), 1.27.39
54.º, Hamid Reza Zooravand (Irão), 1.27.45
55.º, Francisco Arcilla (Espanha), 1.27.50
56.º, José María Raymundo (Guatemala), 1.29.07
57.º, Byeongkwang Choe (Coreia do Sul), 1.29.08
58.º, Wayne Snyman (África do Sul), 1.29.20
59.º, Marius Savelskis (Lituânia), 1.29.26
60.º, Thanh Ngung Nguyen (Vietname), 1.30.01
61.º, Youngjun Byun (Coreia do Sul), 1.30.38
62.º, Mert Atli (Turquia), 1.31.36
63.º,  Moacir Zimmermann (Brasil), 1.33.58
Desistentes: Samuel Ireri Gathimba (Quénia), Simon Wachira (Quénia), Perseus Karlstrom (Suécia), Dzianis Simanovich (Bielorrússia) e José Alessandro Bagio (Brasil).
Desclassificados: Mauricio Arteaga (Equador), Andres Chocho (Equador), Ganapathi Krishnan (Índia), Lukasz Nowak (Polónia), Quentin Rew (Nova Zelândia) e Gurmeet Singh (Índia).

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Rio-2016, 20 km masculinos, lista de partida

São 74 os inscritos para os 20 km marcha masculinos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em representação de 41 países. A prova está marcada para esta sexta-feira, às 14h30 locais (18h30 em Portugal continental), e nela tomarão parte muitas das grandes figuras internacionais da especialidade, mas não o recordista mundial da distância, o japonês Yusuke Suzuki, que em 15 de Março de 2015 estabeleceu o actual máximo mundial com 1.16.36 h, em Nomi, no seu país.

O recorde olímpico está na posse do chinês Cheng Ding, que há quatro anos, em Londres, triunfou com 1.18.46 h, aprestando-se agora para defender o título conquistado na capital britânica.

Os líderes mundiais da distância são precisamente os três japoneses inscritos para este grande encontro olímpico do Rio de Janeiro: Eiki Takahashi (1.18.26), Isamu Fujisawa (1.18.45) e Daisuke Matsunaga (1.18.53), por sinal os únicos atletas no mundo este ano abaixo de 1.19.00 h.

Entre os ausentes contam-se os atletas da Rússia, país afastado das grandes competições internacionais de atletismo. Portugal estará representado pelos irmãos João e Sérgio Vieira.

Lista de partida
Lebogang Shange, África do Sul
Wayne Snyman, África do Sul
Nils Brembach, Alemanha
Christopher Linke, Alemanha
Hagen Pohle, Alemanha
Juan Manuel Cano, Argentina
Dane Bird-Smith, Austrália
Rhydian Cowley, Austrália
Aliaksandr Liakhovich, Bielorrússia
Dzianis Simanovich, Bielorrússia
Marco Antonio Rodríguez, Bolívia
José Alessandro Baggio, Brasil
Caio Bonfim, Brasil
Moacir Zimmermann, Brasil
Evan Dunfee, Canadá
Iñáki Gómez, Canadá
Benjamin Thorne, Canadá
Georgiy Sheiko, Casaquistão
Yerko Araya, Chile
Cai Zelin, China
Chen Ding, China
Wang Zhen, China
Eider Arévalo, Colômbia
Luis Fernando López, Colômbia
Manuel Esteban Soto, Colômbia
Byun Young-Jun, Coreia do Sul
Choe Byeong-kwang, Coreia do Sul
Kim Hyun-sub, Coreia do Sul
Mauricio Arteaga, Equador
Andrés Chocho, Equador
Brian Pintado, Equador
Francisco Arcilla, Espanha
Miguel Ángel López, Espanha
Álvaro Martín, Espanha
Kévin Campion, França
Tom Bosworth, Grã-Bretanha
Alexandros Papamichail, Grécia
Erick Barrondo, Guatemala
José María Raymundo, Guatemala
Máté Helebrandt, Hungria
Krishnan Ganapathi, Índia
Gurmeet Singh, Índia
Manish Singh, Índia
Hamid Reza Zouravand, Irão
Alex Wright, Irlanda
Matteo Giupponi, Itália
Isamu Fujisawa, Japão
Daisuke Matsunaga, Japão
Eiki Takahashi, Japão
Marius Šavelskis, Lituânia
Marius Žiūkas, Lituânia
Pedro Daniel Gómez, México
Ever Palma, México
Julio César Salazar, México
Erik Tysse, Noruega
Quentin Rew, Nova Zelândia
Paolo Yurivilca, Peru
Artur Brzozowski, Polónia
Jakub Jelonek, Polónia
Łukasz Nowak, Polónia
João Vieira, Portugal
Sérgio Vieira, Portugal
Samuel Ireri Gathimba, Quénia
Simon Wachira, Quénia
Anton Kučmín, Eslováquia
Perseus Karlström, Suécia
Hassanine Sebei, Tunísia
Mert Atlı, Turquia
Ersin Tacir, Turquia
Ruslan Dmytrenko, Ucrânia
Ihor Hlavan, Ucrânia
Nazar Kovalenko, Ucrânia
Richard Vargas, Venezuela
Thanh Ngung Nguyen, Vietname



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Marchadores portugueses para o Rio: SÉRGIO VIEIRA, 20 km

Sérgio Vieira. Foto: COP
Sérgio Miguel Garcia Vieira, irmão gémeo do João Vieira, vai participar pela segunda vez nuns Jogos Olímpicos, depois de o ter feito em Pequim, no ano de 2008. Nasceu a 20-02-1976 (40 anos), em Portimão, passando a residir, desde tenra idade, em Rio Maior. Representa o Sport Lisboa e Benfica e é treinado por Carlos Carmino.

Em 1995 ao registar em Podebrady (Rep. Checa) a segunda participação em Taças do Mundo de Marcha, obteve a sua melhor marca pessoal na distância dos 20 km, com 1.20.58, que lhe valeria ficar na história dos recordistas nacionais, sucedendo ao também benfiquista José Urbano.

Participou nos mundiais de atletismo de 2007, 2009, 2013 e 2015 e nos europeus de 2010 e 2014. Soma ainda 9 participações em Taças do Mundo de Marcha.

Ao questionário solicitado não foi dada resposta.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Os oficiais internacionais do atletismo nos Jogos do Rio

Luis Saladie. Foto no facebook do próprio
No dia em que estará de partida para o Rio de Janeiro grande parte dos oficiais internacionais que vão exercer funções na arbitragem das provas do atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, competições que se iniciarão no dia 12 e prolongar-se-ão até ao dia 21, damos a conhecer os seus nomes, indicados pela Federação Internacional de Atletismo.

Na marcha atlética, com a primeira prova - 20 km masculinos, a ter lugar na jornada inaugural (12), pelas 14:30 horas, no Pontal, belo cenário da Zona Oeste do Rio (a apenas 100 metros da praia), e as dos 50 km masculinos e dos 20 km femininos (dia 19, às 14:30 horas), serão nove os Juízes Internacionais de Marcha (Painel IAAF) a atuar nas competições, as de 20 km num circuito de 1 quilómetro, e a dos 50 km num circuito de dois.

Luis Saladie (Espanha) é o juiz-chefe das competições, com a missão de comunicar aos atletas as desclassificações, e o poder de desclassificar diretamente um atleta nos últimos 100 metros de prova, caso as circunstâncias o exijam. Membro do Comité de Marcha da IAAF e formador de juízes internacionais, exerceu funções específicas na área do ajuizamento da marcha (secretário) nos últimos três Jogos Olímpicos (Atenas, Pequim e Londres). Nilton Ferst (Brasil) será o seu assistente. O secretário principal é Peter Marlow (Grã-Bretanha), que foi juiz-chefe nos Jogos de 1992 e 2004 e tem uma longa carreira, ao mais alto nível, no âmbito do ajuizamento de provas de marcha. Enquanto atleta participou nos Jogos de 1972 (Munique).

Os outros oito Juízes Internacionais de Marcha que, de facto, atuarão ao longo das três provas da disciplina serão: Cándido Velez (Porto Rico), uma estreia em Jogos Olímpicos tendo, em maio deste ano exercido as funções de juiz-chefe do campeonato mundial de nações em marcha atlética, Daniel Michaud (Canadá), que atuou nos Jogos de Londres’2012, Jean-Pierre-Dahm (França), que ajuizou em Londres, Jordi Estruch (Espanha), com presenças nos Jogos de Sydney’2000 e de Pequim’2008, José Dias (Portugal), com atuações em Atenas’2004 e Pequim’2008, Khoo Chong Beng (Malásia), que fará os seus terceiros Jogos depois dos de 2008 e 2012, Pierce O’Callaghan (Irlanda), que já esteve nos Jogos de 2008 e 2012, e Steve Taylor (Grã-Bretanha), que foi juiz-chefe nos Jogos de Londres.

Os 10 Oficiais Técnicos Internacionais, que terão a incumbência de supervisionar a atuação dos juízes brasileiros, assegurando o cumprimento do regulamento da IAAF, são: Brian Roe (Austrália), chefe, Helen Roberts (Austrália), Patrick Van Caelenberghe (Bélgica), Jane Edstrom (Canadá), Antonio Pérez (Espanha), Suren Ayadassen (Ilhas Maurícias), Luca Verrascina (Itália), Robert Podkaminer (EUA), Samuel Lopes (Portugal) e Vadim Nigmatov (Tajikistão).

Luís Figueiredo (Portugal) é o Juiz Internacional de Partidas, e Krisztina Horváth (Hungria), a Juiz Internacional do Foto-finish. Com presenças assíduas em anteriores edições dos Jogos Olímpicos contam-se os estatísticos Ottavio Castellini (Itália) e Carlos Fernández Canet (Espanha).

Para a função mais importante da principal competição dos Jogos Olímpicos, a de Delegado Técnico, a IAAF indicou três nomes, todos com imenso prestígio na modalidade e um rico historial de atuações em campeonatos internacionais: Jorge Salcedo (Portugal), que é o presidente do Comité Técnico da IAAF e ainda membro do Conselho da Associação Europeia, exercerá pela terceira vez a função depois de Atenas’2004 e Pequim’2008, Anna Riccardi (Itália), dirigente da FIDAL e integrante do Conselho da IAAF, é estreante na função deste evento, e Luis Saladie, responsável pela área de organizações da RFEA e membro do Comité de Marcha da IAAF, também desempenhará pela primeira vez o cargo em Jogos Olímpicos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Marchadores portugueses para o Rio: JOÃO VIEIRA, 20 km

João Vieira. Foto: COP
João Paulo Garcia Vieira é um dos mais categorizados marchadores portugueses da atualidade. Nasceu a 20-02-1976 (40 anos), em Portimão, tendo-se mudado para Rio Maior, juntamente com os seus pais e o seu irmão gémeo (o também marchador Sérgio Vieira), com apenas dois anos de idade. Representa o Sporting Clube de Portugal e é ele próprio que assume a sua orientação técnica.

Recordista nacional dos 20 km (1.20.09) e dos 50 km marcha (3.45.17), vai participar em ambas as competições nos Jogos Olímpicos. Será a sua quarta participação olímpica, depois de Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

Foi duplamente medalhado em campeonatos europeus de atletismo, conquistando a terceira posição do pódio em 2006 (Gotemburgo) e em 2010 (Barcelona). Em 2014, nos campeonatos mundiais de atletismo (Moscovo), foi 4.º classificado nos 20 km marcha.

Ao questionário solicitado não foi dada resposta.