sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Callum Wilkinson e Maddy Shott vencem 7 milhas em Donkey Lane


Os irmãos Wilkinson (Callum e George), Maddy Shott e a partida
da prova em Donkey Lane. Fotos: Mark Easton
Montagem: O Marchador
A 93.ª edição das 7 milhas marcha de Enfield realizou-se no passado dia 9 de Novembro em Donkey Lane, na região de Londres, Inglaterra, com a participação de cerca de meia centena de atletas, tendo como naturais vencedores, nos masculinos, Callum Wilkinson, do Enfield & Haringey, e nos femininos, Maddy Shott, do Belgrave Harriers.

Callum Wilkinson cumpriu os 11,3 km no tempo de 53.30, à frente do seu irmão e colega de clube, George Wilkinson, sub-20, com 54.14, com Luc Legon, do Cambridge Harriers a ocupar a terceira posição, com 57.04. Antes que o cronómetro marcasse a 1 hora de prova entrou na quarta posição o M40 David Crane, do Surrey WC, com 59.39.

Maddy Shott, que registou 57.06, foi quarta na classificação geral, distando apenas 2 segundos de Legon. O pódio feminino seria ocupado por Silvana Alves, W45, do Barnet D AC, com 1.04.58, e Penelope Cummings, W40, do Aldershot FD), com 1.07.34.

O evento constituiu a 12.ª prova da Liga de Marcha Atlética de Enfield 2019.

Classificações
7 milhas - masculinos
1.º, Callum Wilkinson, sén (EHAC), 53.30
2.º, George Wilkinson, sub-20 (EHAC), 54.14
3.º, Luc Legon, sén (Camb H.), 57.04
4.º, David Crane, M40 (Surrey WC), 59.39
5.º, Trevor Jones, M60 (Steyning AC), 1.04.37
6.º, Dave Walsh, M55 (Red R/Notts), 1.06.00
7.º, Steve Uttley, M60 (Ilford AC), 1.06.21
8.º, Malcolm Martin, M60 (Surrey WC), 1.07.27
9.º, Graham Chapman, M60 (Headington AC), 1.08.47
10.º, Richard Emsley, M65 (S & S), 1.09.05
11.º, Martin Fisher, M60 (Redcar RWC), 1.09.44
12.º, Stuart Bennett, M60 (Ilford AC), 1.11.52
13.º, Colin Harle, M60 (Belgrave H), 1.12.50
14.º, John Ralph, M60 (EHAC), 1.14.01
15.º, Steve Kemp, M75 (EMAC), 1.14.14
16.º, David Kates, M70 (Ilford AC), 1.15.52
17.º, John Borgars, M70 (Loughton AC), 1.16.13
18.º, Amos Seddon, M75 (EHAC), 1.16.56
19.º, Ron Penfold, M75 (Steyning AC), 1.17.19
20.º, Glyn Jones, M75 (Cov Godiva), 1.18.14
21.º, David Hoben, M65 (Surrey WC), 1.20.08
22.º, Malc Blackwood, M65 (Trent Park), 1.20.13
23.º, Steve Cartwright, M60 (Col/Tend AC), 1.21.21
24.º, Arthur Thomson, M75 (Steyning AC), 1.21.31
25.º, Chris Flint, M70 (Surrey WC), 1.23.29

7 milhas - femininos
1.ª, Maddy Shott, sén (Belgrave H), 57.06
2.ª, Silvana Alves, W45 (Barnet D AC), 1.04.58
3.ª, Penelope Cummings, W40 (Aldershot FD), 1.07.34
4.ª, Emma Dyos, W45 (Ilford AC), 1.08.03
5.ª, Melanie Peddle, W50 (Loughton AC), 1.08.57
6.ª, Alicja Drende, W35 (Belgrave H), 1.14.36
7.ª, Noel Blatchford, W70 (Abingdon AC), 1.14.42
8.ª, Sue Barnett, W65 (EHAC), 1.15.28
9.ª, Geraldine Legon, W60 (Bexley AC), 1.24.58

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Munique acolherá os Campeonatos da Europa de 2022

Fotos: INPHO, Wiki Voyage e Modlar. Montagem: O Marchador

A Associação Europeia de Atletismo anunciou que Munique será a sede dos Campeonatos da Europa de 2022, enquadrados no conjunto de outros desportos, nomeadamente o ciclismo, a ginástica, o golfe, o triatlo e o remo, atividades que decorrerão entre 11 de agosto (uma terça-feira) e 21 do mesmo mês (um domingo), no Parque Olímpico de Munique.

A vigésima sexta edição dos campeonatos voltarão a ter provas de marcha (em 2020, na edição de Paris, não haverá provas da especialidade) recordando aqui que na primeira edição do evento, em 1934 (Turim) o programa contemplou a prova dos 50 km marcha masculinos, então vencida pelo letão Janis Dalins que já se evidenciara nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932, ao consagrar-se como o primeiro atleta da Letónia a conquistar uma medalha olímpica, no caso, a medalha de prata também na distância dos 50 km marcha.

O evento de Munique marcará ainda o 50.º aniversário dos Jogos Olímpicos de 1972, que tiveram lugar naquela cidade com os triunfos nas provas de marcha dos alemães Peter Frenkel (RDA), nos 20 km, e Bernd Kannenberg (RFA), nos 50 km.

Recorde-se que a cidade já acolhera os Europeus em 2002, que tiveram a participação de sete marchadores portugueses: Augusto Cardoso, João Vieira, Jorge Costa, Pedro Martins, Inês Henriques, Susana Feitor e Vera Santos, em provas que foram ganhas por Francisco Fernández (Espanha) e Olimpiada Ivanova (Rússia), nos 20 km, e Robert Korzeniowski (Polónia), nos 50 km.

Entretanto, o Conselho da Associação Europeia de Atletismo decidiu atribuir a Israel a realização da 4.ª edição dos Campeonatos Europeus de Sub-18, que terão lugar na cidade de Jerusalém, no ano de 2022. A primeira edição, em 2016, teve lugar em Györ (Hungria), a segunda em Tbilisi (Geórgia), em 2018, e a próxima será disputada em Rieti (Itália), no próximo ano, de 16 a 19 de julho.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Virgílio Soares: aniversário de 60 anos

Virgílio Soares. Fotos: «O Marchador».
Imagem 60: Cleanpng.

Virgílio Manuel Agostinho Soares, marchador internacional que representou Portugal por seis vezes em Taças do Mundo e da Europa de Marcha (1995 a 2001), completa hoje 60 primaveras.

Atleta do distrito de Coimbra, onde representou o Clube de Atletismo da Lousã, o Sombras Negras e o Montanha Clube, sagrou-se campeão de Portugal absoluto de pista coberta (1994, 5.000 m, 20.10,6) e alcançou vários outros lugares de pódios (3.os) nos Campeonatos de Portugal de Pista (20 km, 1994 e 1998), Pista Coberta (2001) e de 50 km Estrada (1997, 1998 e 2000).

Na sua carreira desportiva procurou sempre conciliar as sessões de treino, ao final da tarde/noite e algumas vezes às 6 horas da manhã, com as obrigações profissionais de 8 horas diárias, ainda assim conseguindo, aos 40 anos de idade, a significativa marca de 4.01.27 nos 50 km (20.º lugar) da Taça da Europa de Marcha em Eisenhuttenstadt-2000.

Muitos PARABÉNS, Virgílio!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Jogos Abertos de Santa Catarina - Brasil, em edição 59 (resultados)

Mayara Luize Vicentainer, a vencedora, Alessandra Picagevicz
transportando o facho dos Jogos, e o pódio masculino, com Matheus
Gabriel (2.º), Moacir Zimmermann (1.º) e José Bagio (3.º).
Fotos: Mayara Vicentainer, Alessandra Picagevicz e Blumarxa.
Montagem: O Marchador

Mayara Luize Vicentainer (Timbó) e Moacir Zimmermann (Blumenau) foram os atletas em maior destaque nas provas de marcha dos 59.os Jogos Abertos de Santa Catarina que recentemente tiveram lugar nos Municípios de Indaial, Timbó e Pomerode, numa promoção do Governo de Santa Catarina, com o Atletismo a ter por palco a Pista Dr. Murilo Barreto de Azevedo, em Jaraguá do Sul.

A prova feminina (7/11), realizada na distância de 5.000 metros, proporcionou um muito interessante despique entre Mayara Luize Vicentainer (Timbó) e Nair da Rosa (Blumenau), esta conhecida no mundo da marcha pelo pioneirismo na prova dos 50 km marcha que a levou, inclusivamente, ao título pan-americano. Mayara concluiu a prova, decidida em cima da meta, no tempo de 24:10.01 enquanto a representante de Blumenau terminaria com o tempo de 24:10.32. A completar o pódio classificou-se Emily Pastor com a marca de 25:14.40. O recorde do evento está em poder de Alessandra Picagevicz com 23:46.67, tempo obtido em 12-09-2010, na edição de Brusque.

Na prova masculina (8/11), de 10.000 metros, o já veterano nestas andanças, Moacir Zimmermann (atleta internacional com um bom currículo) fez valer a sua maior experiência para vencer a prova com o tempo de 41:15.88, à frente do jovem Matheus Gabriel, a grande esperança da marcha brasileira, que concluiu com o tempo de 41:50.03. A medalha de bronze foi entregue a José Bagio, outro dos históricos da especialidade no Brasil, que fez 44:34.88. O recorde da competição permanece na posse de Moacir Zimmermann com a marca de 40:45.20, obtida em Brusque, a 10-09-2010.

O Estado de Santa Catarina é sobejamente conhecido pelos bons resultados que os seus marchadores têm vindo a conquistar no contexto global da especialidade no Brasil, nomeadamente, Sérgio Galdino, de todos o mais destacado (foi 6.º nos 20 km marcha dos Mundiais de Estugarda, em 1986), Moacir Zimmermann e Jonathan Riekmann, todos atletas olímpicos.

Os Jogos Abertos de Santa Catarina movimentaram perto de 5.000 atletas, em representação de 120 municípios que competiram em 26 modalidades desportivas, cabendo a honra de acender a pira olímpica cinco atletas entre os quais os marchadores Alessandro Bagio e Alessandra Picagevicz, esta quarta classificada na competição que atingiu momentos de grande notoriedade em 2004 e 2005, com títulos brasileiros na especialidade e sagrando-se vice-campeã nos Sul-americanos de Marcha.

Na classificação geral, Blumenau foi a vencedora com 228 pontos, seguindo-se Itajaí, com 170, São José, com 138, Florianópolis, com 108, e Chapecó, com 106.

Classificações
5.000 m femininos (7/11)
1.ª, Mayara Luize Vicentainer (Timbó), 24.10,01
2.ª, Nair Da Rosa (Blumenau), 24.10,32
3.ª, Emily Pistor (São José), 25.14,40
4.ª, Alessandra Picagevicz (Timbó), 27.04,59
5.ª, Rosa Salete Padilha (São José), 27.28,19
6.ª, Janete Teresinha Oss-Emer (Ascurra), 28.25,56
7.ª, Jessica Dias Cunha (Brusque), 28.33,56
8.ª, Vitória Batista De Oliveira (Blumenau), 28.33,57
9.ª, Lilian Dumes Bittencourt (Bal. Camboriú), 28.43,74
10.ª, Amanda Rita De Barros (Itajaí), 31.22,68
Desistentes: Beatriz Berti De Lima (Itajaí), Liriel Oliveira Ribeiro (Bal. Camboriú), Karlana Malaghii Pavinato (Camboriú).

10.000 m masculinos (8/11)
1.º, Moacir Zimmermann (Blumenau), 41.15,88
2.º, Matheus Gabriel De Liz Correa (Blumenau), 41.50,03
3.º, José Alessandro Bernardo Bagio (Timbó), 44.34,88
4.º, Vitor Henrique Saibert (Joinville), 50.31,79
5.º, Heron Rodrigues Miranda (Bal. Camboriú), 52.25,53
6.º, Brian Willian Schmoegel (Ascurra), 52.35,28
7.º, Alexsandro Sousa Silva (Timbó), 56.31,96
8.º, Gustavo Henrique Maia (Joinville), 58.18,56
Desistentes: Elizeu Camargo Brum (Brusque), Jairo Vieira (São José).
Desclassificado: Breno Andrade De Sousa (São José).

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Kristina Saltanovic e Paulo Martins triunfam no 26.º G.P. das Galinheiras

Kristina Saltanovic e Paulo Martins na cerimónia de premiação com
Paulo Ramos, e os concorrentes nas provas feminina e masculina.
Fotos: fb de Salomé Nunes, Catarina Torres, Maria Orlete Mendes
 e José Henriques. Montagem: O Marchador

Os representantes da Juventude Vidigalense, Kristina Saltanovic, nos femininos, e do Sporting Clube de Portugal, Paulo Martins, nos masculinos, foram os vencedores absolutos das provas de marcha de 5.000 metros da vigésima sexta edição do Grande Prémio de Marcha das Galinheiras – Troféu «Paulo Ramos», evento disputado no sábado (9/11) na pista (degradada) da Alta de Lisboa, sob condições climatéricas pouco favoráveis (frio, chuva, se bem que fraca, e vento).

Na prova feminina, com 22 participantes, a lituana Kristina Saltanovic, atingiu a sua décima vitória no certame, desta vez com a marca de 24.45,2, ela que é veterana mas competiu como sénior. A segunda posição da geral seria ocupada pela sub-18 Catarina Torres, do Sporting CP, com 26.05,5, a terceira pela veterana III Alexandra Lamas, da ACR Senhora do Desterro, com 26.08,8, e a quarta por outra veterana, escalão II, Felicidade Rosa, do CA Galinheiras, com 28.18,8.

Nas concorrentes mais jovens, as atletas do ACD Cotovia entraram nas quinta e sexta posições da geral, nomeadamente Beatriz Dionísio (sub-18, 28.34,0) e Catarina Santos (sub-20, 29.05,2), enquanto a mais idosa, Maria Orlete Mendes (CA Galinheiras), de 67 anos, era sétima da geral, com 30.50,8.

Na prova masculina, com igual número de concorrentes da feminina, Paulo Martins, por sinal oriundo da escola de formação do clube organizador, o Centro de Atletismo das Galinheiras, superiorizou-se na parte final, para vencer com 21.39,1, contra 21.52,1 do seu principal opositor, o espanhol Jaime Cañas, do SG Pontevedra, vencedor em 2018, que liderou durante quase toda a prova. O terceiro a cortar a meta foi Cristiano António, do CA Seia, com 22.43,1, e o quarto, Ricardo Bernardino, do Sporting CP, com 23.27,3.

Os primeiros sub-20 e sub-18 finalizariam logo a seguir, Rúben Santos (Sporting CP) e Tiago Ramos (CA Tunes), respetivamente quinto e sexto da geral, com 23.29,7 e 23.32,6. O melhor veterano absoluto (escalão II e sétimo da geral) foi o espanhol Paco Parra (CA Extremadura), com 23.46,9, ele que foi o vencedor da Légua de Santo António dos Cavaleiros de há 2 semanas (26/10).

Nos restantes escalões/provas foram vencedores, nos benjamins A (1.000 m), Mateus (CA Tunes, 6.51,9) e Leonor Pereira, 2010 (GDSD, 6.16,8), nos benjamins B (1.000 m), Adrian Casco (CA Ext., ESP, 5.50,1) e Leandra José (GDSD, 6.04,6), nos infantis (2.000 m), Miguel Semblano (ACDC, 13.36,9) e Matilde Sousa (SCP, 11.04,9), nos iniciados (3.000 m), Guilherme Rodrigues (SCP), 14.40,2e Oriana Sousa (CDQ, 18.29,2), nos veteranos V e VI (3.000 m), Francisco Mimoso (CAG, 18.56,7) e José Henriques (CAG, 34.52,5), e finalmente no desporto especial (2.000 m), Inocêncio Sousa (12.39,3) e Ana Borgas (15.56,0), ambos da APPACDM de Santarém.

Foram 124 os participantes em representação de 18 clubes, com vitória coletiva para o Atletis – CA Tunes, com 176 pontos, seguido do GDS Domingos, com 124, e do CA Galinheiras, com 91.

Principais classificações
5.000 m femininos - geral/escalão
1.ª, Kristina Saltanovic, 1975 (JV), 24.45,2 - 1.ª, sén
2.ª, Catarina Calado Torres, 2003 (SCP), 26.05,5 - 1.ª, sub-18
3.ª, Alexandra Silvestre Lamas, 1972 (ACRSD), 26.08,8 - 1.ª, vet III
4.ª, Felicidade Pereira Rosa, 1979 (CAG), 28.18,8 - 1.ª, vet II
5.ª, Beatriz Besugo Dionísio, 2002 (ACDC), 28.34,0 - 2.ª, sub-18
6.ª, Catarina da Silva Santos, 2000 (ACDC), 29.05,2 - 1.ª, sub-20
7.ª, Maria Orlete Mendes, 1951 (CAG), 30.50,8 - 1.ª, vet IV
8.ª, Maria de Fátima Costa, 1971 (CAG), 31.11,3 - 2.ª, vet III
9.ª, Andreia Morais Lourenço, 2000 (CPPEA), 31.20,7 - 2.ª, sub-20
10.ª, Lucia Marcos Vivas, 2002 (CA Ext., ESP), 31.54,4 - 3.ª, sub-18
11.ª, Macarena Uriol Batuecas, 1960 (CA Ext., ESP), 31.55,9 - 2.ª, vet IV
12.ª, Ana Pereira Macedo, 1972 (UAP), 32.48,9 - 3.ª, vet III
13.ª, Maria José Cardoso Dias, 1965 (GDPCD), 34.22,7 - 4.ª, vet III
14.ª, Helena Teixeira Rodrigues, 1960 (CATUNES), 34.26,3 - 3.ª, vet IV
15.ª, Daniela Matilde Gonçalves, 2003 (CATUNES), s/t - 4.ª, sub-18
16.ª, Teresa Cássio Poita Sousa, 1974 (GDSD), 34.47,4 - 2.ª, vet II
17.ª, Maria Filomena Moura, 1957 (Ind. Lisboa), 34.55,5 - 4.ª, vet IV
18.ª, Cidália Miguel Alves, 1976 (CATUNES), 36.53,8 - 3.ª, vet II
19.ª, Sónia Palma Neves, 1975 (CATUNES), 40.45,1 - 4.ª, vet II
20.ª, Maria Romão Martins, 1967 (CATUNES), 43.20,5 - 5.ª, vet III
21.ª, Rosina Cosme Ramos, 1983 (Ind. Lisboa), 48.58,3 - 1.ª, vet I
Desistente: Sandra Ramos Silva, 1972 (CAG) - vet III

5.000 m masculinos - geral/escalão
1.º, Paulo Abalada Martins, 1999 (SCP), 21.39,1 - 1.º, sén
2.º, Jaime Cañas Villafranca, 1990 (SG Pont., ESP), 21.52,1 - 2.º, sén
3.º, Cristiano de Oliveira António, 1988 (CAS), 22.43,1 - 3.º, sén
4.º, Ricardo Rebocho Bernardino, 1999 (SCP), 23.27,3 - 4.º, sén
5.º, Rúben Moreira Santos, 2000 (SCP), 23.29,7 - 1.º, sub-20
6.º, Tiago Vicente Ramos, 2003 (CATUNES), 23.32,6 - 1.º, sub-18
7.º, Paco Parra Álvarez, 1975 (CA Ext., ESP), 23.46,9 - 1.º, vet II
8.º, Leo Toro Lopez, 1967 (CA Ext., ESP), 24.03,4 - 1.º, vet IV
9.º, Ricardo Jesus dos Santos, 1975 (GDPCD), 24.10,7 - 2.º, vet II
10.º, Miguel Periañez García, 1962 (CA Ext., ESP), 24.15,7 - 2.º, vet IV
11.º, Álvaro Danta Durán, 1997 (CA Ext., ESP), 24.54,7 - 5.º, sén
12.º, Guilherme Miguel Alves, 2003 (CATUNES), 25.40,7 - 2.º, sub-18
13.º, Henrique dos Santos, 1965 (GDD), 27.12,5 - 3.º, vet IV
14.º, Joaquín Velando Amor, 2002 (CA Ext., ESP), 27.59,8 - 3.º, sub-18
15.º, Paulo Moreira Ramos, 1969 (CAG), 28.07,1 - 1.º, vet III
16.º, Claudio Velando Castán, 1964 (CA Ext., ESP), 28.43,1 - 4.º, vet IV
17.º, Artur Fernandes Araújo, 1973 (CAG), 29.11,7 - 2.º, vet III
18.º, João Carlos Rodrigues, 1959 (CATUNES), 30.31,2 - 5.º, vet IV
19.º, Daniel de Oliveira Cabrita, 1973 (CATUNES), 32.28,4 - 3.º, vet III
20.º, Carlos Pina Filipe, 1974 (CATUNES), 37.08,4 - 3.º, vet II
21.º, Clayton Teles Rafael, 2002 (GDSD), 38.29,8 - 4.º, sub-18
Desclassificado: Fábio Pombinho, 2003 (CATUNES) - sub-18

domingo, 10 de novembro de 2019

William Robertson, um jovem da Tasmânia que promete

William Robertson e Anna Blackwell na 3.ª ronda em Hobart.
Foto: Athletics South. Montagem: O Marchador

Foi em Hobart (2/11), capital da Tasmânia, uma ilha e um estado da Austrália, que o jovem William Robertson, em representação do OVA Southern Saints Athletics Club, bateu o recorde sub-16 do estado nos 3.000 metros marcha masculinos, obtendo a marca de 12:50.82.

Tratou-se da 3.ª ronda do programa de atletismo designado por «Athletics South Interclub», com Robertson a retirar 7 segundos ao seu anterior recorde. Uma semana antes o atleta tinha igualmente feito outro interessante registo, com 22:36.86 em prova de 5.000 metros, que venceu, dos Campeonatos Escolares da Tasmânia, em Launceston.

A vencedora feminina em Hobart, também sobre 3.000 metros, foi Anna Blackwell, colega de Robertson, que foi cronometrada em 14:55.54, recorde pessoal.

A 4.ª ronda, entretanto já realizada (ontem, dia 9/11), William Robertson e Anna Blackwell voltaram a vencer, desta vez os 1.500 metros marcha, ele com 6:53.54 e ela com 6:53.54.

sábado, 9 de novembro de 2019

Minsk 2020 – programa horário aprovado

Foto: Federação de Atletismo da Bielorrússia
Montagem: O Marchador

O Campeonato do Mundo de Seleções de Marcha, um dos principais eventos de qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, marcado para Minsk, na Bielorrússia (dias 2 e 3 Maio), tem já aprovado o programa-horário, que é o seguinte:

Sábado, 2 de Maio:
09:30 – 10 km sub-20 femininos
10:40 – 10 km sub-20 masculinos
14:00 – 20 km femininos
16.10 – 20 km masculinos

Domingo, 3 de Maio:
09:00 – 50 km masculinos e femininos

A distribuição de provas no programa do próximo ano contrasta flagrantemente com o adotado em Taicang 2018, em que as provas de 50 km abriam o evento, sendo depois acasaladas as distâncias de 10 km e 20 km nas jornadas seguintes.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

CA Galinheiras vai organizar o 26.º Grande Prémio de Marcha Atlética

Paulo Ramos no GP de Marcha das Galinheiras.
Foto: Atletismo Magazine. Montagem: O Marchador

O Centro de Atletismo das Galinheiras leva a efeito, no dia de amanhã, na pista da Alta de Lisboa (pista Prof. Moniz Pereira), a partir das 14.00 horas, a vigésima sexta edição do grande prémio de marcha atlética (18.ª Légua CAG), “Troféu Paulo Ramos”, que conta com o apoio de diversas entidades, entre as quais se salientam o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Câmara Municipal e a Associação de Atletismo de Lisboa e a Junta de Freguesia de Santa Clara.

O evento, que na presente época é o primeiro que se realiza em piso sintético e pode proporcionar as primeiras marcas de acesso aos vários campeonatos nacionais de pista, é destinado a todos os escalões etários, incluindo, ainda, a realização de uma prova específica para atletas portadores de deficiência cognitiva. Estão inscritos centena e meia de atletas, em representação de mais de uma vintena de clubes, de norte a sul do país, contando ainda o clube organizador com a presença de representações de Espanha.

De acordo com o regulamento (secção “Docs” ao cimo da página), haverá prémios individuais para os dez primeiros de cada escalão, e lembranças a todos os participantes na prova especial para deficientes, bem como taças para as dez primeiras equipas da geral coletiva e, também, prémios para quem pratique a melhor técnica – a marcha é essencialmente uma disciplina onde o fator técnico é preponderante para o sucesso competitivo -, isto nos escalões de benjamins a infantis, na ótica de um júri nomeado para o efeito.

Finalmente, e seguindo uma já longa tradição do clube organizador, os atletas e pessoas convidadas disfrutarão de um jantar volante, servido na sede do clube presidido por José Henriques, uma ocasião que proporcionará o convívio de atletas, treinadores e dirigentes de diferentes clubes, como já tivemos ocasião de assistir em vários outros eventos da especialidade, espalhados por esse país fora e que atualmente, e infelizmente, já não são tantos quantos os realizados em outras épocas.

Mantém-se, desde há vários anos, a boa prática do clube presidido por José Henriques, um entusiasta da marcha atlética e que nos seus tempos de atleta chegou ao recorde nacional do salto com vara, de atribuir um prémio especial, com o seu nome, aos mais tecnicistas dos escalões mais jovens (benjamins e infantis), isto de acordo com a votação de um júri nomeado para o efeito.

O nome que este ano o Centro de Atletismo das Galinheiras decidiu dar ao seu Troféu chama-se Paulo Ramos. É uma excelente homenagem que o clube presta ao seu muito dedicado e afável vice-presidente. Tinha 10 anos de idade (agora está com 49) quando se inscreveu como atleta do clube, em dezembro de 1979, data da fundação do CAG. Começou a praticar a marcha atlética na sua primeira época de juvenil (já vão 34 anos), onde marcou presença em vários eventos realizados em Lisboa. Nos dias de hoje, competindo na categoria master, é vê-lo subir com frequência aos pódios regionais e nacionais, quer no plano individual quer em representação da sua equipa.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Glenda Morejón candidata da IAAF ao Prémio “Revelação do Ano”

A sub-20 Glenda Morejón, do Equador.
Foto: Expectativa. Montagem: O Marchador

A Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) anunciou no domingo que a jovem marchadora equatoriana, Glenda Morejón, é uma das cinco candidatas ao prémio feminino de Revelação Mundial do Ano 2019, galardão que será entregue à vencedora, a anunciar por ocasião da Gala da IAAF, que terá lugar no Mónaco, a 23 do corrente mês de novembro.

A atleta equatoriana, de apenas 19 anos de idade, que recentemente mudou-se para Cuenca, terra de nascimento do famoso marchador Jefferson Pérez, com os propósitos de passar a ser orientada tecnicamente por Andrés Chocho (treinador da sua mulher, Erica Sena, entre outros) e com os objetivos colocados nos Jogos Olímpicos de 2020.

Morejón começou a evidenciar-se no plano internacional com o triunfo nos mundiais Sub-18, em Nairobi, no Quénia, na derradeira edição deste evento, no ano de 2017. No ano seguinte, nos mundiais Sub-20, em Tampere, na Finlândia, conquistou a medalha de bronze mas foi este ano, ainda júnior, que atingiu o patamar de maior relevância.

Este ano, na Corunha, por ocasião do Grande Prémio dos Cantones, evento integrado no Challenge Mundial da IAAF, venceu surpreendentemente a prova dos 20 km marcha, em estreia na distância, com uma marca de 1:25:29, melhor prestação mundial de todos os tempos na categoria Sub-20 e recorde sul-americano absoluto e da categoria.

Com Glenda Morejón estão também nomeadas para Revelação de 2019 a jamaicana Britany Anderson (recordista mundial Sub-20 nos 110 m barreiras), a etíope Lemlem Hailu (leader Sub-20 nos 1.500m), a ucraniana Yaroslava Mahuchikh (recordista mundial Sub-20 e medalha de prata em Doha, no Salto em Altura) e a norte-americana Sha’Carri Richardson (recordista mundial Sub-20 nos 100m).

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

«Taça da Carpátia 2019» em Mukachevo, Ucrânia (resultados)

Em Mukachevo, Kyrylo Andrushchenko, o vencedor dos 10.000 m
masculinos, e cerimónias de premiação.
Fotos: fb Aleksandr Gal e Mukachevo.net
Montagem: O Marchador

Disputada desde 1995 de forma ininterrupta, a edição deste ano da Taça da Carpátia em Marcha Atlética, disputada domingo passado (2/11) na pista da cidade de Mukachevo, na Ucrânia, teve participação reduzida, ainda assim com atletas provenientes de várias regiões nacionais, e da República da Moldávia, país vizinho.

O principal registo foi conseguido por Kyrylo Andrushchenko nos 10.000 metros masculinos, obtendo 43.15,9, atleta que participou nos recentes 50 km de Ivano-Frankivsk (19/10), prova que desistiria depois dos 33 km. Na segunda posição entrou Fedosei Ciumacenco, da Moldávia, olímpico em 4 Jogos (1996-2000-2004-2008), agora com 46 anos de idade, com 50.54,9.

Nas restantes provas, mencione-se Marya Hudachok, vencedora dos 10.000 metros femininos, com 51.17,0, e Pavlo Suslov, no primeiro lugar dos 5.000 metros masculinos sub-18, com 22.54,7, ambos a obterem recordes pessoais.

Resultados completos do evento, aqui.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Campeonatos Nacionais Jovens da Índia, em Guntur (resultados)

Amit e Reshma Patel, os novos recordistas sub-16 da Índia.
Fotos: Athletics Federation of India
Montagem: O Marchador
Guntur, em Andhra Pradesh, acolhe os 35.os Campeonatos de Atletismo da Índia, nas categorias Sub-16, Sub-18 e Sub-20, com a duração de cinco dias, que tiveram o seu início no dia 2 deste mês e prolongam-se até ao dia de amanhã, com as provas de marcha (duas em cada jornada) a realizarem-se desde domingo até ao dia de hoje, sempre pela manhã cedo, a fim de evitar o pico de maior calor, às 6:00 horas (provas masculinas) e às 7:10 horas (provas femininas).

Nos Sub-20 masculinos (10.000m), Suraj Panwar (Uttrakhand) venceu com o tempo de 41:22.41. Kamaldeep (Haryana) foi o segundo com 43:16.10, e Farman Ali (Uttar Pradesh) o terceiro com 43:31.31. O recorde nacional permanece na posse de Akshdeep Singh, com 40:47.78, obtido em novembro de 2018.

Nos Sub-20 femininos (10.000m), domínio para as representantes de Uttrakhand, Roji Patel na primeira posição, com o tempo de 52:31.07, e Ankita no segundo lugar com 52:57.86 e a terceira posição do pódio para Sneha (Haryana) com 53:35.34. O recorde nacional está fixado em 49:16.51, alcançado por Priyanka Goswami, em 2014.

Nos Sub-18 masculinos (10.000m), Paramdeep Mor (Haryana) foi o melhor com o tempo de 43:07.24. O segundo foi Paramjeet Singh (Uttrakhand) com 43:51.36 (em setembro deste ano estabeleceu um excelente recorde pessoal de 42:44.45, sendo o terceiro melhor do ranking mundial da época, atrás do mexicano César Fernandéz e do russo Maksim Pyanzin), e o terceiro Bajarangi Prajapati (Madhya Pradesh), com 44:03.31. O recorde da categoria está fixado em 42:41.68, obtido por Parveen Kumar, desde 2018.

Nos Sub-18 femininos (5.000m), Munita Prajapati (Madhya Pradesh) bateu o recorde dos campeonatos com a marca de 24:32.30. Na segunda posição classificou-se Mansi Negi (Uttrakhand) com 24:50.06 e no terceiro lugar Preeti (Afi-Punjab) com 25:13.87. Neena Bambolim é a recordista nacional com 24:11.70, tempo obtido no ano de 2014.

Nos Sub-16 masculinos (5.000m), uma das melhores provas dos campeonatos, os dois primeiros realizaram marcas melhores ao do recorde nacional que estava na posse de Amit Ranchi (21:17.63) desde a edição do ano passado. Amit (Haryana) apossou-se do recorde nacional, fixando-o agora em 20:27.82, sendo segundo Anshul Dhoundiyal (Uttrakhand) com 21:16.71, e terceiro Rohitkumar Vinodkumar (Gujarat), com 21:51.23.

Nos Sub-16 femininos (3.000m) destaca-se, igualmente, a proeza da jovem de Uttrakhand, Reshma Patel que, com o tempo de 14:14.88, cilindrou o anterior recorde de 14:28.10, na posse de Kumari Muzzafarpur, desde 17 de maio de 1990. Segundo lugar para Rachana (Haryana), com 14:49.08 e terceiro lugar para Vaishnavi Negi (Uttrakhand), com 15:08.06.

Resultados completos das provas de marcha: sub-20 [masc.] e [fem.], sub-18 [masc.] e [fem.], sub-16 [masc.] e [fem.].

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Época 2019/2020 - transferência de marchadores

Vitória Oliveira e Sérgio Vieira. Fotos: facebook dos próprios
Montagem: O Marchador

Com o dia 1 de Novembro a marcar oficialmente o início da época 2019/2020, vão-se conhecendo os novos clubes de marchadores nacionais (lista abaixo), em particular os casos de Sérgio Vieira e Vitória Oliveira.

Sérgio Vieira, olímpico em Pequim-2008 e Rio-2016, aos 43 anos de idade é o novo reforço da Associação 20 Quilómetros de Almeirim depois de uma época no Leiria MA com participações apenas em provas de corrida. A última competição de marcha que disputou foi a 4 de Fevereiro de 2018 (Camp. Nacional de 20 km em Quarteira), então ao serviço do SL Benfica.

Vitória Oliveira, que na época passada venceu as provas de marcha dos nacionais clubes em pista coberta e ao ar livre em representação do Sporting CP, onde esteve 4 épocas, rumou ao Sporting Clube de Braga, constituindo importante peça na manobra coletiva do clube minhoto.

Referência ainda para a entrada no Sporting CP da jovem internacional Carolina Costa, ex-CO Pechão, ela que integrou a seleção nacional nos recentes Campeonatos da Europa de Sub-23 em Gavle, Suécia.

A lista *) de marchadores (em atualização) é a seguinte:

A20KM Almeirim (Santarém): Sérgio Vieira (ex-Leiria MA);
C Benfica de Faro (Algarve): Sidney Santos (ex-AD Novas Luzes);
CA Seia (Guarda): Vítor Cabral (ex-CF Oliveira do Douro);
CCSJ Madeira (Aveiro): Paulo Cunha (ex-GDS Domingos);
CF Belenenses (Lisboa): André Antunes (ex-C Benfica Faro);
GR Eirense (Coimbra): Ana Tocha Ferreira (ex-UC Eirense);
SC Braga (Braga): Vitória Oliveira (ex-Sporting CP);
Individual (Lisboa): Mariana Mota (ex-SL Benfica) e Maria Filomena Moura (ex-GA Fátima);
SC Braga (Braga): Vitória Oliveira (ex-Sporting CP);
Sporting CP (Lisboa): Carolina Costa (ex-CO Pechão);

Colaboração: Arons de Carvalho

*) Nota: listagem de atletas já juniores ou seniores (nestes, alguns veteranos).

domingo, 3 de novembro de 2019

Karl Junghannß, um marchador em destaque na Maratona de Frankfurt

Karl Junghannß, o melhor alemão a concluir a Maratona de Frankfurt.
Fotos: facebook do próprio. Montagem: O Marchador

O marchador internacional Karl Junghannß, que representa o LAC Erfurt, esteve em plano de evidência no passado domingo (27/10) ao correr a credenciada Maratona de Frankurt, na Alemanha, em 2 horas 17 minutos e 54 segundos, sendo 27.º classificado e o melhor alemão no evento.

Junghannß, com apenas 23 anos de idade, estreou-se este ano a correr a maratona sem qualquer preparação específica para a prova. Duas semanas antes (13/10) participou em corrida de 10 km em Berlim (The Bridgestone Great 10k Berlin, 30.46). No ano passado correu a meia-maratona de Kassel, prova aberta que venceu em 1.05.28, e em 2017 integrou a equipa sub-23 do seu país no Campeonato da Europa de Corta-Mato em Samorín.

Há já vários anos especialista de marcha atlética com participações internacionais de alto nível, conquistou a medalha de prata nos 20 km dos Europeus de Sub-23 em Bydgoszcz-2017. Detém como recorde pessoais, nos 20 km, 1.22.08, e nos 50 km, 3.47.01, marca esta obtida nos mundiais de Londres-2017. Este ano, entre várias outras provas de marcha, completou os 20 km de Podebrady (13.º, 1.24.38) e das Universíadas de Nápoles (7.º, 1.24.54), e os 50 km de Dudince (10.º, 3.55.01) e da Taça da Europa de Marcha em Alytus (28.º, 4.14.52).

A partir de agora, a atenção de Karl Junghannß centra-se na qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

sábado, 2 de novembro de 2019

Luís Gil - de campeão na Marcha a melhor português de sempre no Mundial das 24 horas de Corrida

Luís Gil no Mundial de 24 horas de Corrida em Albi.
Fotos enviadas pelo próprio. Montagem: O Marchador

No último fim de semana (26 e 27) de outubro teve lugar em Albi, França, a 13.ª edição do Campeonato do Mundo das 24 horas em corrida, uma organização da Associação Internacional de Ultramaratonas (IAU), com uma participação recorde de 375 atletas, em representação de 45 países e onde Portugal, que participou pela primeira vez, classificou-se numa honrosa 14.ª posição, no setor masculino, entre 33 países classificados.

O que nos merece maior realce nesta peça é evidenciar a prestação de Luís Gil, que foi o melhor atleta luso, dos quatro que representaram o país (três vivendo em Portugal e um emigrado em França), obtendo a 30.ª posição entre 205 atletas chegados ao fim desta duríssima prova onde, num circuito de 1.500 metros, percorreu as 24 horas de prova na distância de 236 quilómetros e 577 metros.

Luís Gil que começou no atletismo no Atlético Clube Alfenense, sob orientação técnica de José Magalhães, atingiu posição de destaque no panorama do atletismo português, especialmente na disciplina da marcha atlética e no Campeonato de Portugal dos 50 km, prova onde por duas vezes (2013 e 2014), subiu ao lugar mais alto do pódio conquistando ainda, por cinco vezes, a medalha de bronze. Vestiu as cores de Portugal em três Taças da Europa, numa delas ajudando a conquistar para o país a medalha de bronze coletiva, em Cheboksary, na Rússia, e em quatro Taças do Mundo.

Não se pense que a preparação para o evento e tudo o que foi necessário tratar do ponto de vista administrativo tivesse sido um “mar de rosas”. Luís Gil, que é Guarda Prisional e trabalha por turnos (para poder ir a Albi teve que tirar dias de férias) refere que, a acrescer às dificuldades de tempo para treinar no período adequado às exigências da prova, ainda tiveram que arcar com todas as despesas de viagens, alojamentos e inscrições e foi com alguma sorte que um atleta levou quatro camisolas do seu clube com a indicação de “Portugal” pois os equipamentos que, supostamente, deveriam ter sido enviados pela Federação Portuguesa de Atletismo não chegaram a tempo. Ainda não chegaram.

À chegada ao local das provas, apanharam um valente susto quando no secretariado avisaram que a seleção portuguesa não poderia participar pois estaria pendente por parte da FPA o pagamento de uma quantia de mais de mil euros e além de tudo o mais, no alojamento que marcaram numa unidade hoteleira, de acordo com as capacidades financeiras da delegação, ainda tiveram de suportar o alojamento que a organização reservara por, atempadamente, não ter sido cancelado, tudo isto sem que os atletas soubessem de nada. O que valeu foi a experiência e o extraordinário empenho do seu colega de equipa, o experimentado maratonista João Oliveira.

Sem uma equipa de apoio nos abastecimentos - o que terá valido foi que um familiar de um dos atletas se prontificou a ajudá-los nessa matéria (só a seleção dos EUA levava 12 atletas numa delegação de 20 pessoas em que se incluíam fisioterapeutas, massagistas, treinadores e dirigentes), o resultado obtido no cômputo geral deve ser classificado como de muito positivo. E Gil relembra o quão produtivo foi o trabalho realizado na marcha para esta nova vertente competitiva.

“Quando deixei os 50 km marcha já tinha feito experiências nos “trails” e participado na Maratona do Porto e corria diariamente, do e para o trabalho, no mínimo 10 quilómetros, e em períodos noturnos o que me proporcionou uma boa robustez mental para ultrapassar todas as adversidades. A prática da marcha atlética foi para mim uma grande ajuda, as várias voltas num circuito, a experiência com os abastecimentos, o espírito de sacrifício…o estar integrado com os melhores, apesar de naqueles tempos de seleção me sentir com pouco á vontade junto da elite. A prova em si, na minha primeira experiência, foi – posso afirmar, uma muito boa aprendizagem. Enquanto eu acelerei nas primeiras doze horas de provas, no pico do calor, onde andei pelos primeiros lugares, outros, mais experientes, optaram por fazê-lo quando as condições atmosféricas (à noite), eram bem mais agradáveis”, afirma Gil.

Para Luís Gil atleta do Grupo Desportivo do Estreito, que mantém uma família ligada ao desporto, – a esposa é marchadora, o sogro juiz de atletismo – fica, no final, o doce sabor de ter batido dois recordes nacionais, na passagem das 12 horas de prova e o das 24 horas.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Perseus Karlström e Shenjie Qieyang, os vencedores do Challenge Mundial de Marcha 2019

Shenjie Qieyang (China) e Perseus Karlström (Suécia).
Fotos: Xinhua/Xu Suhui e Li Ming
Montagem: O Marchador

O sueco Perseus Karlström e a chinesa Shenjie Qieyang conquistaram as posições cimeiras na 17.ª edição do Challenge Mundial de Marcha, iniciativa patrocinada pela IAAF (na nova designação, World Athletics) recebendo cada um deles o montante de 23 mil euros, de um total de cerca de 150 mil euros divididos pelos oito primeiros (masculinos e femininos) da classificação geral.

No setor masculino, Perseus que após os mundiais de Doha onde foi medalha de bronze nos 20 km marcha, partia na segunda posição, conquistando então 8 pontos, revelou-se decisiva a sua participação na última etapa do Challenge, em Suzhou, na China, onde venceu arrecadando 12 pontos e permitindo-lhe a ultrapassagem ao japonês Toshizazu Yamanishi, campeão mundial, que não participou em Suzhou. Na terceira posição classificou-se o espanhol Diego García.

No setor feminino, Shenjie que já registara excelentes participações, com vitórias nas provas de Rio Maior e Taicang e ainda com a segunda posição nos 20 km dos mundiais de Doha, não necessitou dos eventuais pontos de Suzhou triunfando à frente da sua compatriota Hong Liu, campeã mundial nos 20 km de Doha e vencedora em Suzhou, e da brasileira Erica de Sena, terceira, que venceu na etapa de Lázaro Cárdenas e amealhou pontos em outras quatro provas do Challenge.

Para a edição deste ano contaram as provas dos mundiais de Doha (categoria A), Rio Maior, Lázaro Cárdenas, Taicang, La Coruña e Suzhou (categoria B), todas valendo 12-10-8-7-6-5-4-3-2-1 pontos, e Melbourne (20 km dos Campeonatos da Oceânia), Adelaide (50 km dos Campeonatos da Oceânia), Nomi City (Campeonatos da Ásia), Lázaro Cárdenas (Pan-americanos de Marcha), Alytus (Taça da Europa) e Townsville (10 km dos Campeonatos da Oceânia), para a categoria C com a distribuição de 6-5-4-3-2-1 pontos para cada uma delas.

Classificação final (*)

Masculinos (8 primeiros)
1.º, Perseus Karlström (Suécia), 32 pontos (6 eventos)
2.º, Toshikazu Yamanishi (Japão), 30 pontos (3)
3.º, Diego García (Espanha), 24 pontos (5)
4.º, Yusuke Suzuki (Japão), 23 pontos (3)
5.º, Caio Bonfim (Brasil), 21 pontos (6)
6.º, Vasiliy Mizinov (ANA), 21 pontos (3)
7.º, João Vieira (Portugal), 18 (4)
8.º, Eider Arévalo (Colômbia), 16 (2)
(…)


Femininos (10 primeiras)
1.ª, Shenjie Qieyang (China), 34 pontos (4 eventos)
2.ª, Hong Liu (China), 32 pontos (4)
3.ª, Erica de Sena (Brasil), 26 pontos (5)
4.ª, Maocuo Li (China), 26 pontos (4)
5.ª, Sandra Arenas (Colômbia), 20 pontos (4)
6.ª, Jiayu Yang (China), 20 pontos (2)
7.ª, Zhenxia Ma (China), 19 pontos (4)
8.ª, Inna Kashyna (Ucrânia), 19 (5)
(…)

(*) Fonte: IAAF