segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Campeonatos de Atletismo da Noruega em Byrkjelo (resultados)

Os campeões Håvard Haukenes (188) e Merete Helgheim (87).
Foto: Eirik Førde/Norsk Friidrett. Imagem: Vectors.co.nz
Montagem: O Marchador

Håvard Haukenes, nos masculinos, e Merete Helgheim, nos femininos, sagraram-se campeões noruegueses nas provas de marcha dos campeonatos nacionais de pista realizados de 17 a 19 de agosto, em Byrkjelo.

Nos masculinos, Haukenes, que representa o Norna-Salhus, quarto classificado nos 50 km dos recentes europeus em Berlim, foi um natural vencedor dos 5.000 metros, com 19.41,20. A prova contou com apenas 2 participantes, com Tobias Lømo, do Tjalve, a ser o segundo classificado, com 24.24.63.

Nos femininos, Helgheim, de 37 anos de idade, revalidou o título de 2017, agora com 13.55,17 nos 3.000 metros, cinco segundos melhor que o obtido no campeonato da época passada. O segundo lugar do pódio foi bem mais disputado, com vantagem para Siri Gamst Glittenberg, do Laksevåg, com 14.51,79, sobre Dimna Fride Mills Flatin, do Dimna, com 14.54,49. Participaram 8 atletas.

Resultados das provas, a masculina [aqui] e a feminina [aqui].

domingo, 19 de agosto de 2018

Seleção portuguesa para os Iberomericanos sem marchadores

Foto: Carlos Clemente. Montagem: O Marchador

Seja por não existirem interessados ou por não cumprirem com os critérios de seleção [aqui], a realidade é que a equipa de Portugal para os Campeonatos Iberoamericanos que irão decorrer em Trujillo, no Peru, de 24 a 26 de agosto, não integra qualquer representante nas provas de marcha (20.000 m masculinos e 10.000 m femininos), conforme se pode concluir da lista de selecionados [aqui] divulgada pela Federação Portuguesa de Atletismo.

Em Trujillo será a 18.ª vez que se disputa o evento, cuja edição inaugural aconteceu em Barcelona no ano de 1983. Portugal acolheu a 8.ª edição no Estádio Universitário de Lisboa em 1998.

No historial da representação portuguesa, foram conquistadas 9 medalhas na marcha atlética: 3 de ouro (Ana Cabecinha, em Ponce-2006 e San Fernando-2010, e Maribel Gonçalves, em Iquique-2008), 3 de prata (José Pinto, em Barcelona-1983, João Vieira, no Rio de Janeiro-2000, e Ana Cabecinha, em Huelva-2004), e 3 de bronze (Inês Henriques e Pedro Isidro, ambos em San Fernando-2010, e Daniela Cardoso, no Rio de Janeiro-2016).

sábado, 18 de agosto de 2018

Corbishley e Veale vencem marcha no «Manchester International 2018»

Os pódios da marcha no «Manchester International 2018».
Fotos: fb James Veale. Montagem: O Marchador

Cameron Corbishley, com 11.55,12, nos masculinos, e Kate Veale, com 12.49,11, nos femininos, venceram os 3.000 metros marcha (prova mista) do programa da terceira edição do Encontro Internacional de Atletismo de Manchester, disputado no passado dia 15 (4.ª feira), na pista do Estádio Etihad em SportsCity, na região Noroeste de Inglaterra (North West England, em inglês).

Cameron Corbishley, sub-23 a representar a Inglaterra, foi seguido de perto por outro atleta da mesma categoria etária, Guy Thomas, de Gales, com 12.01,71, e pelo sub-20 Chris Snook, da Liga Britânica de Atletismo (BAL/UKWL), com 12.03,14, recorde pessoal.

Kate Veale, do West Waterford, que bateu o seu recorde pessoal e ainda o recorde da competição (13.04,28-2016), antes na posse de Bethan Davies (13.04,28 em 2016), teve no pódio a companhia Erika Kelly, de Inglaterra, com 13.45,20, e da sub-20 Ana Garcia (BAL/UKWL), com 14.35,85.

Classificação
3.000 m masculinos/femininos (prova mista)
1. Cameron Corbishley, sub-23 (England), 11.55,12 - masc.
2. Guy Thomas, sub-23 (Wales), 12.01,71 - masc.
3. Chris Snook, sub-20 (BAL/UKWL), 12.03,14 - masc.
4. Tom Partington, sénior (England), 12.29,10 - masc.
5. David Kenny, sénior (Farranfore), 12.44,79 - masc.
6. Kate Veale, sénior (West Waterford), 12.49,11 - fem.
7. Luc Legon, sub-23 (Bexley), 13.17,92 - masc.
8. Joe Mooney, sénior (Adamstown), 13.36,93 - masc.
9. Gearóid Mcmahon, sénior (Shannon AC), 13.40,62 - masc.
10. Erika Kelly, sénior (England), 13.45,20 - fem.
11. George Wilkinson, sub-17 (Enfield & Haringey), 14.21,50 - masc.
12. Ana Garcia, sub-20 (BAL/UKWL), 14.35,85 - fem.
13. Madeline Shott, sénior (Belgrave Harriers), 14.43,33 - fem.
14. Jasmine Nicholls, sénior (England), 14.54,08 - fem.
15. Sarah Glennon, sénior (Mullingar Harriers), 14.56,15 - fem.
16. Cian Gough, sénior (Celbridge), 15.28,15 - masc.
17. Ryan Roberts, sénior (Sligo), 16.12,08 - masc.
18. Sophie Lewis Ward, sub-20 (Cambridge Harriers), 16.26,28 - fem.
19. Jennifer Fidgeon, sénior (Mullingar Harriers), 16.30,48 - fem.
20. Anna Bourke, sénior (Celbridge), 16.37,40 - fem.
21. Pagen Spooner, sub-20 (Hyde Park Harriers), 17.06,63 - fem.
22. Jane Mitchell, sénior (Moy Valley), 17.15,70 - fem.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Indonésia recebe Jogos Asiáticos

Imagens: LOC. Montagem: O Marchador

Iniciam-se hoje e prosseguem até 2 de setembro os 18.os Jogos Asiáticos, para o continente da Ásia a maior competição multidesportiva depois dos Jogos Olímpicos, contando com a participação de cerca de 11.000 atletas e treinadores de 45 países e territórios, envolvendo 40 modalidades desportivas.

O evento, que tem lugar em Jacarta e Palembang, cidade no sul da ilha de Sumatra, realiza-se a cada quatro anos. Inicialmente entregue ao Vietname, este país, no entanto, acabaria por declinar a sua realização por não conseguir arcar com os custos da organização.

É a segunda vez que a capital da Indonésia recebe os Jogos, depois de os acolher em 1962. A primeira edição teve lugar em Nova Deli, na Índia, em 1951. Entretanto, já estão marcados os Jogos de 2022. Decorrerão na cidade chinesa de Hangzhou, no mesmo ano em que Pequim acolherá os Jogos Olímpicos de Inverno.

O atletismo entrará em cena de 25 a 30 deste mês com todas as disciplinas do programa olímpico, entre as quais as provas de marcha de 20 km (masculinos e femininos) e dos 50 km (masculinos e femininos), todas a realizarem-se num circuito em estrada, sob coordenação do juiz internacional de marcha indonésio, Malo Sardjito, e a medição a cargo de outro juiz internacional da especialidade, Wang Tak Fung, de Hong-Kong, do painel de medidores internacionais.

Nos 20 km femininos, dominados pelas chinesas desde que a competição foi introduzida nos Jogos, com vitórias em todas as quatro edições (2002-2014), Hong Liu, campeã olímpica em 2016, é a única atleta vencedora por duas ocasiões (2006 e 2010).

Nos 20 km masculinos, os atletas chineses têm predominado com títulos em sete das dez edições e o maior número de medalhas (15) na competição. Representantes da Índia (1978 e 1982) e do Cazaquistão (2002) venceram as outras edições. Zhen Wang (China), que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres (2012), venceu a última edição dos Jogos nesta distância.

Nos 50 km masculinos, o Japão é o único país que obteve medalhas em todas as sete edições dos Jogos. Bakhtawar Singh, da India, foi o primeiro atleta a vencer a prova, na edição inaugural de 1951, com o tempo de 5:44:08, duas horas mais lento que o recorde da prova, obtido pelo japonês Takayuki Tanii na edição sul-coreana de Incheon (2014), com 3:40:19. De assinalar que nesta prova apenas três atletas se podem orgulhar de conquistar mais que uma medalha: Sergey Korepanov (Cazaquistão), Tadahiro Kosaka (Japão) e Fumio Imamura (Japão), este o atual coordenador técnico da federação nipónica de atletismo para o setor da marcha atlética.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

50 km marcha femininos…de batalha em batalha!

Erin e Inês, duas pioneiras dos 50 km marcha femininos.
Fotos: Inside the Games e jornal «i». Montagem: O Marchador
Tudo começou com a marchadora nova-iorquina Erin Taylor-Talcott.  Primeiro, a luta interna para ser admitida pela federação dos Estados Unidos aos 50 km dos trials masculinos para os Jogos Olímpicos de 2012 e nos quais o seu marido, Dave Talcott, 18 anos mais velho que ela, conseguira qualificar-se. Depois, o pedido à Associação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF) de que lhe concedesse a oportunidade a participar nos Mundiais de Seleções de Marcha de 2016, o que, tendo o pedido sido aceite, fez dela a primeira mulher a participar numa competição oficial de 50 km marcha.
A insatisfação mantinha-se para aquela professora de música. E os argumentos que ia ouvindo quando defendia a admissão dos 50 km marcha femininos eram quase sempre os mesmos: que a distância era demasiado longa para as mulheres, que não seriam capazes  no fundo, o mesmo argumento que impossibilitou as mulheres de correrem a maratona durante mais de 80 anos (a prova foi introduzida no programa olímpico dos Jogos de Los Angeles de 1984). O passo seguinte  seria o de pressionar a IAAF com vista à introdução da distância nos campeonatos mundiais de atletismo.
Viu que a tarefa a empreender não seria nada fácil, pelo menos a bem. Então, em 2017, o seu advogado, o belga Paul DeMeester, ele próprio um antigo marchador, num documento de 80 páginas, ameaçou os dirigentes da IAAF com a apresentação de uma queixa num tribunal nova-iorquino por discriminação de género caso o organismo máximo do atletismo mundial não acedesse à pretensão de Talcott. A IAAF não teve, pois, outro remédio senão o de admitir os 50 km marcha para senhoras nos mundiais de Londres de 2017. A própria IAAF, estatutariamente, rege-se por normas que impedem quaisquer formas de discriminação. A instituição corria o risco de ter de desembolsar indemnizações milionárias.
Foi a grande oportunidade para Inês Henriques, que, convencida pelo seu treinador Jorge Miguel a apostar na distância já que via nela grandes potencialidades (isto ainda antes de se saber se a prova seria ou não admitida para Londres-2017), ganhava vantagem sobre outras eventuais concorrentes e preparava-se para a competição, com um primeiro grande teste, em Porto de Mós, nos primeiros campeonatos nacionais da distância e onde estabeleceria o primeiro recorde mundial oficial na distância. Em Londres viria a entrar na história do atletismo mundial ao ser a primeira a inscrever o seu nome na galeria dos vencedores dos 50 km marcha femininos de uns campeonatos mundiais de atletismo, batendo o seu próprio recorde mundial e onde a própria Talcott foi uma das sete participantes.
Para os Campeonatos Europeus, que decorreram muito recentemente em Berlim, o processo de admissão também não foi fácil, levando a própria atleta e a sua colega espanhola María Dolores Marcos Valero, primeira recordista da distância no país vizinho, a utilizar semelhante método, também com DeMeester, agora junto da Associação Europeia de Atletismo (AEA).
Com o sucesso da prova longa da marcha atlética feminina nestes europeus (19 participantes) e o triunfo categórico de Inês Henriques, dando a Portugal uma das duas medalhas de ouro na competição e fazendo, de novo, história ao triunfar na estreia da distância nos campeonatos continentais (tal como Rosa Mota já fizera na estreia da maratona, em 1982), um novo e último passo está a ser trabalhado para 2020!
Os Jogos Olímpicos de Tóquio, até ao momento, não preveem a inclusão dos 50 km marcha na vertente feminina. Este ano, perto de uma centena de atletas, dos cinco continentes, realizaram a distância com marcas abaixo das cinco horas e trinta minutos. O Comité Olímpico Internacional, por sua própria iniciativa, dificilmente admitirá a prova. As mulheres entendem que tal situação configurará um fator discriminatório. De género. Daí que a maior parte das atletas que participaram nos 50 km dos europeus, incluindo Inês Henriques, tenham reunido com Paul DeMeester num hotel de Berlim, com o propósito de serem estudadas as melhores estratégias com vista ao sucesso pretendido. Veremos!

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

100 km de Komló na homenagem a Zoltán Czukor

Czukor corta a meta, aplaudido por muitos amigos e colegas.
Foto: Emmanuel Tardi
Teve lugar neste domingo (12) a prova dos 100 km marcha de Komló (Baranya), cidade do Sul da Hungria, evento que serviu para homenagear Zoltán Czukor, um dos mais conhecidos marchadores húngaros e que representou o seu país em grandes competições internacionais no período de 1990 a 2009. Especialista dos 50 km marcha, participou nos Jogos Olímpicos de 2000, 2004 e 2008, tendo, depois da alta competição, enveredando por entrar em provas de grandes distâncias, uma das quais a famosa prova Paris-Kolmar, em 2011.

A competição disputou-se no centro da cidade, começando às 7 horas da manhã (aos participantes foi fixado um limite de 12 horas para o terminus), com uma temperatura que começou nos 19 graus e chegou aos 37 (!) num circuito de 730 metros. O próprio homenageado, agora com 55 anos de idade, foi um dos (dois) atletas que concluíram a distância, terminando na primeira posição em 11 horas, 10 minutos e 38 segundos. O segundo foi o russo Dimitri Osipov, com 11.28.58.

Os outros três heróicos participantes (não é para qualquer um!) foram os franceses Claudine Anxionnat, a única mulher participante, que fez 82.490 metros em 11.59.01, e Emmanuel Tardi (está em quase todo o lado e, provavelmente, será um dos futuros juízes europeus de marcha), realizando 50 quilómetros, mais 370 metros, em 10.34.56, e ainda o húngaro Miklos Srp, com pouco mais de 24 quilómetros percorridos em perto de duas horas e meia.

Muita gente da cidade assistiu ao evento, incluindo antigos marchadores e amigos de Zoltán Czukor.

Colaboração: Emmanuel Tardi

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Edujose Lima: de marchador a lançador

Edujose Lima na atualidade e em 2008.
Fotos: FB Edujose Lima e arquivo «O Marchador»

Recordamo-lo bem dos tempos em que representou o Centro de Atletismo das Galinheiras. Edujose Lima teria os seus 12/13 anos de idade. José Henriques foi o seu primeiro treinador, também o fundador da coletividade de Lisboa de que é presidente. Tomou o gosto pela atividade física desde muito cedo e como muitos outros meninos de Angola, onde nasceu, queria praticar futebol seguindo os passos do seu grande ídolo de então: Pedro Mantorras.

Com cinco anos de idade chegou a Portugal: “Fui viver para o bairro das Galinheiras. Tinha lá familiares que nos acolheram (a mim, minha irmã e mãe). Não conhecera meu pai que faleceu quando era muito pequeno ainda. Com 7 anos descobri o Centro de Atletismo das Galinheiras, era o multidesportivo do bairro, todas as crianças que queriam praticar desporto e não podiam ir muito longe de casa passavam pelo Centro. Quis jogar futebol, mas apenas tinham futsal. Tudo começou por aí. Conheci o senhor José Henriques, presidente e treinador do Centro de Atletismo das Galinheiras, que me convidou para experimentar e praticar outra modalidade, neste caso o atletismo. Foi neste momento que comecei a praticar a marcha atlética como prioridade, mas também alternávamos com outras disciplinas como o salto em altura e o fundo corridas de estrada”.

Edujose, logo nos primeiros meses de prática do atletismo, revelou-se com grandes aptidões. Tecnicamente muito bom na especialidade da marcha atlética, comprovou-o com os resultados de top obtidos em 2009 e 2010. Venceu várias provas e no Torneio Marchador Jovem, em estrada, que se disputava, e disputa-se, integrado no Campeonato Nacional da especialidade ganhou em Vila Nova de Gaia, no seu segundo ano no escalão de Infantis, e um ano depois, em Olhão, já no escalão de iniciados, foi segundo classificado. Mas o que mais lhe terá ficado na memória foi o ambiente de amizade vivido naqueles tempos.

Era muito magrinho, comecei a gostar bastante das idas para provas, havia competições de marcha quase todos os fins de semana e por várias zonas do país, era fantástico o ambiente, com os colegas e a sensação de competição, as estradas eram cortadas para nós passarmos, eramos escoltados pela polícia, aquela sensação de cortar a meta em 1.º lugar era fantástica”.

Grato, diz que “o meu treinador, na altura o senhor José Henriques, incutia-nos muita disciplina, rigor no trabalho, esforço e persistência, ele era muito exigente, mas ele sabia das nossas capacidades e do que nós eramos capaz de fazer na marcha. Ganhei inúmeras competições até juvenil". Por motivos que a seguir explica, foi forçado a deixar a disciplina da marcha. “Fui diagnosticado com o Síndrome de Osgood-Schlatter (é uma doença osteomuscular que ocorre na adolescência, conhecida também como dores de crescimento), e doía-me bastante o joelho. Não consegui mais continuar na marcha atlética”.

Virou a página para o Lançamento do Disco. No Sporting Clube de Portugal. Também com sucesso, tal como outros que começaram na marcha, o fizeram no passado (João Lima e Edi Maia). Atleta internacional, bateu recentemente o seu próprio recorde nacional Sub-23 do Disco, sendo já o quinto português de todos os tempos, a seguir a Francisco Belo, Jorge Grave, Paulo Bernardo e Juan Rosete. Conta como foi e fala-nos das suas ambições.

Na altura (já com 15 anos) era tudo o que conhecia: as competições de marcha atlética, as provas de estrada e o salto em altura. O atletismo para mim resumia-se a isso. Não sabia fazer mais nada (achava eu). Já noutro clube foi-me apresentada outra disciplina: os lançamentos. O meu treinador na altura foi o António Barata, que depois orientou-me para alguém mais informada da área que era a treinadora Sónia Alves, antiga internacional do lançamento do martelo. Foi aí que tudo começou. A Sónia moldou-me mais ainda como atleta e pessoa, eu trouxe da experiência da marcha o rigor, a disciplina, a persistência e a capacidade de sofrimento, algo que deve estar incutido em todos que queiram ser vencedores. Tornei-me um atleta completo. Nos lançamentos levo já mais de 6 internacionalizações, 2 recordes nacionais e uma medalha de bronze com apenas 4 anos a fazer a disciplina. Renasci e pretendo alcançar voos mais altos, juntamente com o meu amigo e treinador Ricardo Monteiro”.

Sucessos e Muitas Felicidades, Edujose!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Seleção do Canadá vence encontro sub-20 com E.U.A., em Toronto

Em cima, a foto de família entre as duas seleções. Em baixo, Taylor
Ewert em competição e com o vencedor masculino, Kenny Ho.
Fotos: DyeStat. Montagem: O Marchador

A formação do Canadá superiorizou-se à dos Estados Unidos da América, por 28 pontos contra a 16, na 30.ª edição do Encontro de Marcha de sub-20 (5 km femininos e 10 km masculinos, em estrada) realizado na Ilha de Toronto (Ontário, Canadá) e em conjunto com as provas de 20 km marcha para seniores dos Campeonatos de Atletismo NACAC (dia 10, sexta-feira).

Nos 5 km femininos, o destaque foi para Taylor Ewert, dos E.U. América, jovem de 16 anos de idade, com 23.08, marca que constitui recorde da competição (antes 24.11 de Anali Ciscenos em 1999) e do seu país em estrada (antes, 23.44 de Michta-Coffey em 2005), apesar de a atleta já ter melhor em pista, com 22.38,16 este ano (abril) em Philadelphia. Na classificação coletiva da prova, o Canadá marcou 12 pontos e os E.U. América 10.

Nos 10 km masculinos, venceu Kenny Ho, do Canadá, com marca mais modesta, 50.31, mas liderando a sua equipa para um resultado favorável e expressivo de 16 pontos contra 6 da formação dos E.U. América.

[resultados em atualização]

domingo, 12 de agosto de 2018

Evan Dunfee e Maria Michta-Coffey vencem nos Campeonatos NACAC

Trio masculino com Nick Christie (2.º), John Vody Risch (3.º) e Evan
 Dunfee (1.º), e a vencedora feminina Maria Michta-Coffey.
Foto de Tim Berrett e imagem de vídeo Runnerspace
Montagem: O Marchador

O canadiano Evan Dunfee e a norte-americana Maria Michta-Coffey venceram os 20 km marcha dos Campeonatos de Atletismo NACAC (América do Norte, América Central e Caribe) que tiveram lugar nesta sexta-feira, dia 10, num circuito de dois quilómetros, instalado no Hanlan’s Point, na Ilha de Toronto, Canadá.

Na prova masculina o campeão foi o esperado face à maior valia, no conjunto dos participantes inscritos, de Evan Dunfee (4.º nos últimos Jogos Olímpicos, no Rio, em 50 km, 12.º este ano em Taicang, no Mundial de Nações, também em 50 km)), concluindo a prova no tempo de 1:25:39. Numa prova com poucos especialistas à partida (4), o pódio ficou preenchido com outros dois atletas dos EUA, Nick Christie, com 1:30:11, e John Cody Risch, com 1:36:05.

Na prova feminina, com apenas 5 atletas à partida, Maria Michta-Coffey (norte-americana descendente de polacos, 10 vezes campeã nacional e olímpica em 2012) levou a melhor, diga-se que com alguma surpresa, sobre a guatemalteca Mirna Ortíz, triunfando com o tempo de 1:36:34, enquanto Ortíz contentava-se com a medalha de prata em razão do seu tempo de 1:38:36, longe do seu recorde pessoal que é de 1:28:31, marca estabelecida em Rio Maior, na edição do Grande Prémio de 2013. Katie Burnett, dos EUA, alcançou a medalha de bronze com o tempo de 1:39:31, ela que foi uma das participantes na primeira prova dos 50 km marcha de uma grande competição, os mundiais de Londres em que se classificou na quarta posição.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Evan Dunfee, 27 anos (Canadá), 1.25.39
2.º, Nick Christie, 26 anos (E.U. América), 1.30.11
3.º, John Cody Risch, 27 anos (E.U. América), 1.36.05
Desclassificado: Emmanuel Corvera, 25 anos (E.U. América).

20 km femininos
1.ª, Maria Michta-Coffey, 32 anos (E.U. América), 1.36.34
2.ª, Mirna Sucely Ortíz, 31 anos (Guatemala), 1.38.36
3.ª, Katie Burnett, 29 anos (E.U. América), 1.39.31
4.ª, Dalia Oliveras, 20 anos (Porto Rico), 1.41.01
Desclassificada: Robyn Stevens, 35 anos (E.U. América).

sábado, 11 de agosto de 2018

María Pérez alcança o ouro nos 20 km de Berlim

María Perez, pódio e fase inicial da prova em Berlim.
Fotos: European Athletics, FIDAL Colombo e Alfredas Pliadis‎
Montagem: O Marchador

A espanhola María Pérez, de 22 anos de idade, com 1.26.36 esta manhã nos 20 km dos Europeus de Berlim, não só venceu a prova como estabeleceu um novo recorde dos campeonatos que desde Munique-2002 estava na posse da russa Olimpiada Ivanova, com 1.26.42. Minutos antes, a Espanha conseguia brilhantemente, também na marcha, nos masculinos, as medalhas de ouro e prata, e a de bronze há dias nos 50 km femininos.

A relevante marca de María Pérez é igualmente recorde de Espanha (antes, 1.27.25 de María Vasco – Pequim-2008) conseguida numa prova em que na passagem do 17.º km assumiu a liderança já destacada, registando parciais em cada 5 km de 22.12, 21.55 (44.07 aos 10 km), 21.30 e expressivos 20.59 (42.29 nos 10 km finais).

A checa Anežka Drahotová, que há algum tempo já não se via com este nível, com 1.27.03 (parciais em cada 5 km de 22.09, 21.58, 21.26 e 21.30), ficou com medalha de prata, e a italiana Antonella Palmisano, a obter a medalha de bronze, com 1.27.30 (22.12, 21.55, 21.29 e 21.54).

Significativos os registos da 4.ª e 5.ª classificadas, as lituanas Brigita Virbalyte-Dimšiene, com 1.27.59, e a sub-23 Živile Vaiciukeviciute, 1.28.07 (esta liderando aos 10 km, com 43.59, rec. pessoal), ambas com recordes nacionais, absoluto e da categoria respetivamente.

Ana Cabecinha cortaria a meta da 8.ª posição, com 1.29.49, e parciais aos 5 km de 22.13, 21.58, 22.09 e 23.29 (44.11 e 45.38), repetindo a classificação obtida na sua estreia em europeus, em Barcelona-2010. Em Zurique-2014 fora 6.ª classificada. Outra portuguesa, Edna Barros, sub-23, viria a desistir depois dos 11 km, com problemas físicos.

Participaram 30 atletas (mais que na prova dos homens, 28), com uma desistência e três desclassificadas.

De notar que a prova, que estava prevista para as 9.05 horas (hora local), apenas viria a ter o seu início às 10.55 horas, e em conjunto com a masculina, por motivos de segurança, depois da intervenção dos bombeiros na averiguação de cheiro a gás na zona do circuito.

Classificação
20 km femininos
1.ª, María Pérez, 1996 (ESP - Espanha), 1.26.36
2.ª, Anežka Drahotová, 1995 (CZE - República Checa), 1.27.03
3.ª, Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália), 1.27.30
4.ª, Brigita Virbalyte-Dimšiene, 1985 (LTU - Lituânia), 1.27.59
5.ª, Živile Vaiciukeviciute, 1996 (LTU - Lituânia), 1.28.07
6.ª, Laura García-Caro, 1995 (ESP - Espanha), 1.28.15
7.ª, Inna Kashyna, 1991 (UKR - Ucrânia), 1.29.16
8.ª, Ana Cabecinha, 1984 (POR - Portugal), 1.29.49
9.ª, Valentina Trapletti, 1985 (ITA - Itália), 1.29.57
10.ª, Nadiya Borovska, 1981 (UKR - Ucrânia), 1.30.38
11.ª, Meryem Bekmez, 2000 (TUR - Turquia), 1.31.00
12.ª, Raquel González, 1989 (ESP - Espanha), 1.31.48
13.ª, Antigóni Drisbióti, 1984 (GRE - Grécia), 1.32.16
14.ª, Emilia Lehmeyer, 1997 (GER - Alemanha), 1.32.36
15.ª, Émilie Menuet, 1991 (FRA - França), 1.32.49
16.ª, Saskia Feige, 1997 (GER - Alemanha), 1.32.57
17.ª, Viktoryia Rashchupkina, 1995 (BLR - Bielorrússia), 1.33.12
18.ª, Mariya Filyuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1.33.34
19.ª, Ana Veronica Rodean, 1984 (ROU - Roménia), 1.33.39
20.ª, Teresa Zurek, 1998 (GER - Alemanha), 1.35.58
21.ª, Katarzyna Zdzieblo, 1996 (POL - Polónia), 1.36.01
22.ª, Bethan Davies, 1990 (GBR - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte), 1.36.50
23.ª, Elisa Neuvonen, 1991 (FIN - Finlândia), 1.37.12
24.ª, Barbara Kovács, 1993 (HUN - Hungria), 1.39.35
25.ª, Rita Récsei, 1996 (HUN - Hungria), 1.42.55
26.ª, Andreea Arsine, 1988 (ROU - Roménia), 1.43.21
Desistente: Edna Barros, 1996 (POR - Portugal).
Desclassificadas: Eleonora Giorgi, 1989 (ITA - Itália), Heather Lewis, 1993 (GBR - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte) e Yana Smerdova, 1998 (ANA - Neutro).

Álvaro Martín conquista título europeu nos 20 km de Berlim

Álvaro Martín, pódio e o muito público nas provas de marcha.
Fotos: European Athletics, AEMA e Pierce O'Callaghan
Montagem: O Marchador

Ao obter esta manhã a medalha de ouro na prova de 20 km marcha dos Campeonatos da Europa de Atletismo de Berlim, na Alemanha, o espanhol Álvaro Martín, com 1.20.42, sucede ao seu compatriota Miguel Ángel López, vencedor em Zurique-2014.

Outro espanhol, Diego García, obteve a medalha de prata, com 1.20.48, enquanto a de bronze iria para o russo, a competir como neutro, Vasiliy Mizinov, com 1.20.50, apenas 1 segundo menos que o quarto classificado, o italiano Massimo Stano (1.20.51, rec. pessoal, e 3.47 no último km).

A prova teve um numeroso pelotão dianteiro durante bastante tempo, com os que viriam a ser medalhados (e não só) a obterem até aos 15 km parciais em cada 5 km de 20.43, 20.25 (41.08, 10 km), 20.08. Os derradeiros 5 km marcaram a diferença, com 19.26 para Martín, 19.32 para García e 19.34 para Mizinov, depois de Martín se isolar na passagem do 19.º km, forçando com 3.50 nessa volta de 1 km.

Foram 23 os atletas que completaram a prova, sem qualquer desistência, com 5 desclassificados.

Classificação
20 km masculinos
1.º, Álvaro Martín, 1994 (ESP - Espanha), 1.20.42
2.º, Diego García Carrera, 1996 (ESP - Espanha), 1.20.48
3.º, Vasiliy Mizinov, 1997 (ANA - Neutro), 1.20.50
4.º, Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1.20.51
5.º, Nils Brembach, 1993 (GER - Alemanha), 1.21.25
6.º, Miguel Ángel López, 1988 (ESP - Espanha), 1.21.27
7.º, Tom Bosworth, 1990 (GBR - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte), 1.21.31
8.º, Hagen Pohle, 1992 (GER - Alemanha), 1.21.35
9.º, Kevin Campion, 1988 (FRA - França), 1.21.52
10.º, Alex Wright, 1990 (IRL - Irlanda), 1.22.18
11.º, Viktor Shumik, 1998 (UKR - Ucrânia), 1.22.24
12.º, Ivan Losev, 1986 (UKR - Ucrânia), 1.22.28
13.º, Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1.22.33
14.º, Gabriel Bordier, 1997 (FRA - França), 1.22.39
15.º, Aléxandros Papamihaíl, 1988 (GRE - Grécia), 1.22.51
16.º, Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), 1.23.04
17.º, Luís Alberto Amezcua, 1992 (ESP - Espanha), 1.23.33
18.º, Aliaksandr Liakhovich, 1989 (BLR - Bielorrússia), 1.24.07
19.º, Dawid Tomala, 1989 (POL - Polónia), 1.25.06
20.º, Perseus Karlström, 1990 (SWE - Suécia), 1.25.16
21.º, Cian Mcmanamon, 1991 (IRL - Irlanda), 1.25.43
22.º, Miroslav Úradník, 1996 (SVK - Eslováquia), 1.25.44
23.º, Oleksiy Kazanin, 1982 (UKR - Ucrânia), 1.26.49
Desclassificados: Artur Brzozowski, 1985 (POL - Polónia), Salih Korkmaz, 1997 (TUR - Turquia), Giorgio Rubino, 1986 (ITA - Itália), Florin Alin Stirbu, 1992 (ROU - Roménia) e Callum Wilkinson, 1997 (GBR - Grã-Bretanha e Irlanda do Norte).

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Berlim-2018: 20 km masculinos, lista de partida

Montagem: O Marchador

11 de Agosto/2018 (sábado)
10.55 horas (9.55 h em Portugal continental)

28 atletas de 14 países
Estavam inicialmente inscritos 31 atletas de 16 países. Dos inscritos nas duas provas, o romeno Florin Alin Stirbu é o único que participará nos 20 km depois de ter desistido nos 50 km após a passagem dos 42 km.

A Espanha é o único país a apresentar 4 atletas por força do título europeu conquistado por Miguel Ángel López em Zurique-2014.

Recorde do Mundo: 1.16.36 – Yusuke Suzuki, Japão (Nomi-2015)
Recorde da Europa: 1.17.02 - Yohann Diniz, França (Arles-2015)
Recorde da competição: 1.18.37 – Francisco Fernández, Espanha (Munique-2002)
Líder mundial do ano: 1.17.25 – Sergey Shirobokov, Rússia (Cheboksary, 9 Jun.)

A lista de saída é a seguinte:
Dorsal, nome, data nasc., país, melhor marca/marca em 2018
10: Vasiliy Mizinov, 1997 (ANA - Neutro), 1.18.54/1.18.54
12: Aliaksandr Liakhovich, 1989 (BLR - Bielorrússia), 1.21.12/1.21.53
15: Luís Alberto Amezcua, 1992 (ESP - Espanha), 1.19.46/1.22.52
18: Diego García Carrera, 1996 (ESP - Espanha), 1.19.18/1.19.18
19: Miguel Ángel López, 1988 (ESP - Espanha), 1.19.14/1.20.54
20: Alvaro Martin, 1994 (ESP - Espanha), 1.19.36/1.20.46
25: Gabriel Bordier, 1997 (FRA - França), 1.22.15/1.22.15
26: Kevin Campion, 1988 (FRA - França), 1.20.28/1.25.30
27: Tom Bosworth, 1990 (GBR - Grã Bretanha e Irlanda do Norte), 1.19.38/1.19.38
28: Callum Wilkinson, 1997 (GBR - Grã Bretanha e Irlanda do Norte), 1.22.17/1.22.35
29: Nils Brembach, 1993 (GER - Alemanha), 1.20.42/1.23.18
32: Christopher Linke, 1988 (GER - Alemanha), 1.18.59/1.20.40
33: Hagen Pohle, 1992 (GER - Alemanha), 1.19.58/1.21.41
35: Aléxandros Papamihaíl, 1988 (GRE - Grécia), 1.21.12/1.22.48
39: Cian Mcmanamon, 1991 (IRL - Irlanda), 1.24.03/1.24.36
40: Alex Wright, 1990 (IRL - Irlanda), 1.21.17/1.23.18
44: Francesco Fortunato, 1994 (ITA - Itália), 1.22.01/1.23.23
45: Giorgio Rubino, 1986 (ITA - Itália), 1.19.37/1.24.03
46: Massimo Stano, 1992 (ITA - Itália), 1.21.02/1.21.02
53: Artur Brzozowski, 1985 (POL - Polónia), 1.20.33/1.22.18
55: Dawid Tomala, 1989 (POL - Polónia), 1.20.30/1.22.43
60: Florin Alin Stirbu, 1992 (ROU - Roménia), 1.24.44/1.24.44
63: Miroslav Úradník, 1996 (SVK - Eslováquia), 1.24.09/1.24.09
66: Perseus Karlström, 1990 (SWE - Suécia), 1.19.11/1.20.30
67: Salih Korkmaz, 1997 (TUR - Turquia), 1.23.11/-
69: Oleksiy Kazanin, 1982 (UKR - Ucrânia), 1.22.10/1.23.27
71: Ivan Losev, 1986 (UKR - Ucrânia), 1.19.33/1.20.53
72: Viktor Shumik, 1998 (UKR - Ucrânia), 1.22.57/1.22.57

Fonte: EA

Berlim-2018: 20 km femininos, lista de partida

Montagem: O Marchador

11 de Agosto/2018 (sábado)
10.55 *) horas (9.55 h em Portugal continental).
*) Cheiro a gás no circuito determinou intervenção dos bombeiros e adiamento da partida da prova para a mesma hora dos masculinos

30 atletas de 16 países
Atletas inscritas inicialmente eram 34.

Recorde do Mundo: 1.24.38 – Hong Liu, China (La Coruña-2015)
Recorde da Europa: Yelena Lashmanova, Rússia (Londres-2012)
Recorde da competição: 1.26.42 – Olimpiada Ivanova, Rússia (Munique-2002)
Líder mundial do ano: 1.23.39 – Yelena Lashmanova, Rússia (Cheboksary, 9 Jun.)

A lista de saída é a seguinte:
Dorsal, nome, data nasc., país, melhor marca/marca em 2018
101: Yana Smerdova, 1998 (ANA - Neutro), 1.31.57/1.31.57
103: Viktoryia Rashchupkina, 1995 (BLR - Bielorrússia), 1.31.22/1.31.22
106: Anežka Drahotová, 1995 (CZE - República Checa), 1.26.53/1.28.40
107: Laura García-Caro, 1995 (ESP - Espanha), 1.29.29/1.29.58
108: Raquel González, 1989 (ESP - Espanha), 1.28.36/1.30.15
110: Mária Pérez, 1996 (ESP - Espanha), 1.28.50/1.28.50
115: Elisa Neuvonen, 1991 (FIN - Finlândia), 1.35.09/
117: Émilie Menuet, 1991 (FRA - França), 1.31.38/1.33.02
118: Bethan Davies, 1990 (GBR - Grã Bretanha e Irlanda do Norte), 1.31.53/1.31.53
119: Heather Lewis, 1993 (GBR - Grã Bretanha e Irlanda do Norte), 1.36.14/1.36.14
120: Saskia Feige, 1997 (GER - Alemanha), 1.33.12/1.33.12
121: Emilia Lehmeyer, 1997 (GER - Alemanha), 1.32.49/1.32.49
122: Teresa Zurek, 1998 (GER - Alemanha), 1.33.30/1.33.30
123: Antigóni Drisbióti, 1984 (GRE - Grécia), 1.30.56/1.32.34
124: Barbara Kovács, 1993 (HUN - Hungria), 1.32.44/1.37.19
125: Rita Récsei, 1996 (HUN - Hungria), 1.34.43/1.39.53
129: Eleonora Giorgi, 1989 (ITA - Itália), 1.26.17/1.28.31
130: Antonella Palmisano, 1991 (ITA - Itália), 1.26.36/1.28.41
131: Valentina Trapletti, 1985 (ITA - Itália), 1.30.19/1.30.19
132: Živile Vaiciukeviciute, 1996 (LTU - Lituânia), 1.31.23/1.31.53
133: Brigita Virbalyte-Dimšiene, 1985 (LTU - Lituânia), 1.29.02/1.29.02
136: Katarzyna Zdzieblo, 1996 (POL - Polónia), 1.32.50/1.32.50
137: Edna Barros, 1996 (POR - Portugal), 1.35.03/1.35.03
138: Ana Cabecinha, 1984 (POR - Portugal), 1.27.46/1.29.41
140: Andreea Arsine, 1988 (ROU - Roménia), 1.33.46/1.33.59
141: Ana Veronica Rodean, 1984 (ROU - Roménia), 1.34.07/1.35.02
144: Meryem Bekmez, 2000 (TUR - Turquia), 1.36.08/1.36.08
146: Nadiya Borovska, 1981 (UKR - Ucrânia), 1.29.22/1.29.22
147: Mariya Filyuk, 1995 (UKR - Ucrânia), 1.34.11/1.34.11
148: Inna Kashyna, 1991 (UKR - Ucrânia), 1.28.58/1.28.58

Fonte: EA