domingo, 17 de janeiro de 2021

Éider Arévalo, um visitante especial

Éider Arévalo quando do mundial de Londres 2017 e agora em Porto de Mós.
Fotos: ConSudAtle e ADAL. Montagem: O Marchador

De entre os marchadores portugueses medalhados em Campeonatos do Mundo de Atletismo, como Inês Henriques, ouro nos 50 km de Londres 2017, e João Vieira, prata nos 50 km de Doha 2019 e bronze nos 20 km de Moscovo 2013, e presentes no evento do passado fim de semana (10/1) na zona industrial da Amarela, no concelho de Porto de Mós, destaque-se o colombiano Éider Arévalo.

Arévalo, nascido em Bogotá e atualmente com 27 anos de idade, conquistou a medalha de ouro nos 20 km marcha nos mundiais de Londres 2017 batendo nos últimos metros o russo Sergei Shirobokov, com 1:18:53, marca que constitui o seu recorde pessoal e nacional, que ainda vigora. Dois anos depois preparava-se para defender o título em Doha 2019 quando pouco tempo antes e num estágio em Almería, Espanha, fraturou uma clavícula em consequência de uma queda de bicicleta.

De entre vários outros êxitos que vem alcançando na sua carreira desportiva, relembre-se quando ainda sub-20 subiu ao lugar mais alto do pódio no mundial da categoria em Barcelona 2012 após completar os 10.000 metros de prova em 40:09.74.

Em Porto de Mós, regressou às competições tomando parte na prova extra de 20 km incluída no programa dos Campeonatos Nacionais de 35 km e 50 km, vencendo de forma destacada com 1:22:04. Os seus parciais foram de 20:40 aos 5 km, 41:11 aos 10 km (20:31) e 1:01:20 aos 15 km (20:09), registando 3:55 no último quilómetro.

De acordo com o noticiado pela ConSudAtle (Confederación Sudamericana de Atletismo), o atleta integra um grupo de marchadores colombianos que iniciaram um ciclo de preparação em Fátima e que têm como objetivo classificar-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesse grupo, referência igualmente para Luis Fernando López, também ele medalha de ouro nos mundiais de Daegu 2011 (20 km), agora nas funções de treinador.

O blogue «O Marchador» formula a Éider, bem como a todo o grupo colombiano em estágio em Portugal, votos de boa preparação!

sábado, 16 de janeiro de 2021

No aniversário de Ileana Salvador

Ileana Salvador. Fotos no fb da própria. Montagem: O Marchador

No dia de hoje assinalamos o 59.º aniversário da antiga atleta internacional italiana, Ileana Salvador, nascida em Noale, na região de Vêneto, província de Veneza, mas desde 1996 a viver em Estocolmo, na Suécia.

Ileana Salvador destacou-se internacionalmente na marcha atlética numa época em que a principal distância no setor feminino era a dos 10 quilómetros e se incluíam provas da especialidade em Europeus e Mundiais indoor, e em que as mulheres começavam a ter assento nos Jogos Olímpicos, marcando presença nos primeiros com a marcha feminina, em 1992, em Barcelona.

Conquistou 10 medalhas em grandes eventos internacionais com destaque para as obtidas nos 10 km marcha dos Mundiais de Atletismo de 1993, em Estugarda (medalha de prata) e as dos 3.000 metros marcha dos Mundiais de Pista Coberta de 1989, 1991 e 1993, todas de bronze, sem esquecer a medalha de bronze obtida nos Europeus de Atletismo de Split, em 1990.

Representou a seleção do seu país por 29 vezes, tendo conquistado 15 títulos nacionais. Recordamos de a ver competir em Portugal, no ano de 1997, por ocasião do Grande Prémio Internacional de Rio Maior, realizado a 22 de março daquele ano, onde foi segunda classificada na prova dos 10 km, atrás de Susana Feitor.

Tanti auguri, Ileana!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Bernd Kannemberg (1942-2021)

Bernd Kannemberg. Imagens: BR24 Sport e MDR
Montagem: O Marchador

A comunidade do atletismo mundial está de luto pela morte de Bernhard Kannemberg, ex-recordista mundial e campeão olímpico dos 50 km marcha, ocorrida na noite do dia 13 deste mês, num hospital de Münster, aos 78 anos de idade. 

Bernd Kannemberg nasceu em 20 de agosto de 1942, em Königsberg, Prússia Oriental ((hoje Kaliningrado, Rússia). Iniciou-se na marcha apenas aos 27 anos, em 1969, na equipa das Forças Armadas, e um ano depois participou pela primeira vez nos campeonatos alemães. A sua carreira foi relativamente curta, entre 1970 a 1976, forçado a retirar-se devido a problemas físicos, período no qual, ainda assim, conquistou 10 títulos nacionais, em provas de 10, 20 e 50 quilómetros marcha, representando o TSG Füssen, o FC Nürnberg e o LAC Quelle Fürth.

O seu maior sucesso desportivo deu-se nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando conquistou, pela então República Federal da Alemanha, o título olímpico dos 50 km marcha, com o tempo de 3:56:11, apenas três anos após começar a treinar-se especificamente para a marcha. 

Em 1974, nos Campeonatos Europeus de Roma, conquistou a medalha de prata na prova dos 20 km marcha. Durante o tempo em que competiu, estabeleceu 19 recordes alemães e 10 recordes mundiais.

Além de seu talento para a marcha atlética e das boas bases para o treino que adquiriu na luta livre, Bernd Kannenberg destacou-se essencialmente pela rígida disciplina que se impôs a si mesmo na vontade de treinar-se, passando de um principiante com potencialidades a um atleta de classe mundial em muito poucos anos. 

O blogue «O Marchador» expressa sentidas condolências à família, amigos e companheiros do desporto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

SOMOS ATLETISMO, magazine dedicado ao atletismo espanhol

Imagens: Somos Atletismo. Montagem: O Marchador

Hoje recomendamos a leitura da revista online “SOMOS ATLETISMO”, criada por Joan Estruch, um atleta ligado às provas combinadas e nos dias de hoje especialista em reportagens fotográficas, e pelo estatístico Carles Baronet, que foi especialista em provas de 400 e 800 metros, speaker nos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992 e organizador de meetings. 

O número 8, do corrente mês de janeiro, é preenchido com quase uma centena de páginas de inegável interesse, recheado de boas fotografias, cabendo aqui felicitarmos os seus autores, bem como à equipa de colaboradores. 

Neste número, podemos destacar a homenagem prestada a Jordi Llopart, que nos deixou há algumas semanas, através dos excelentes artigos de Joan Pelayo “Llopart, a elegância feita marcha (primeira parte)” e Albert Galín “Esse amigo chamado Jordi Llopart”. 

Joan Pelayo traça-nos o percurso competitivo de Jordi Llopart desde que, nos inícios dos anos setenta se iniciou na marcha atlética, os despiques com José Marín e os seus grandes momentos de glória com as medalhas alcançadas nos Europeus de Atletismo e nos Jogos Olímpicos. 

Albert Galín aborda, com maior ênfase, a faceta pessoal do atleta, a sua relação de amizade com Llopart, desde os tempos em que ambos representavam a seleção espanhola e depois, enquanto responsável técnico nacional, com o seu pai Moisés, assistindo à vitória nos Europeus de Praga, em 1978. 

A ambos, Joan Pelayo e Albert Galín, umas palavras de muito apreço e simpatia. 

Pelayo tem colaborado connosco na divulgação de interessantes temas da marcha atlética no país vizinho. É um apaixonado e estudioso da especialidade. Entre outras funções, é juiz de Marcha, integrando atualmente o Painel Nacional “A” da RFEA e fazendo parte do quadro de juízes especialistas de marcha da Associação Europeia de Masters (EMA). 

Galín foi um dos primeiros técnicos convidados a vir a Portugal, por iniciativa da Federação Portuguesa de Atletismo, emprestando a sua sabedoria e experiência nos planos teórico e prático do treino aos marchadores portugueses e seus técnicos, acompanhado do seu colega Cesar Gomez, ambos da Escola de Marcha de Sant Celoni, Barcelona, temas enquadrados no Seminário sobre Marcha Atlética realizado no nosso país, que teve lugar no Centro de Estágios da Cruz Quebrada (sessões práticas na pista do Estádio Nacional), nos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 1981. 

A revista pode ser acedida aqui.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

10.000 m Elite em Clifton Hill, Austrália (resultados)

Declan Tingay (6248), Rhydian Cowley (6241) e Jemima Montag nos 10.000 m
em Clifton Hill. Fotos: IG Declan Tingay e Jemima Montag.
Montagem: O Marchador

A pista de atletismo do Complexo Desportivo «George Knott», em Clifton Hill, nos subúrbios de Melbourne, Austrália, foi palco no passado domingo (10/1) de uma competição mista de 10.000 metros marcha, com expressivas vitórias e bons registos, nos masculinos, de Rhydian Cowley, a obter 39:58.1, e nos femininos, de Jemima Montag, com 43:45.2, batendo o seu recorde pessoal por 5 segundos.

Declan Tingay, que esteve na companhia de Cowley até aos 7.000 metros, foi o segundo classificado, com 40:31.3, recorde pessoal, e Kyle Swan, o terceiro classificado, com 42:17.2. Referência para o sub-20 Will Thompson, quinto na geral, com 43:39.5. Foram 9 os participantes masculinos.

Rebecca Henderson, com um recorde pessoal de 46:25.4, e Katie Hayward, com 47:17.2, completaram o lote de atletas chegados no setor feminino (5 participantes).

Fonte: Heel and Toe

Classificações
10.000 m masculinos
1.º, Rhydian Cowley, 1991 (VIC), 39:58.1
2.º, Declan Tingay, 1999 (WA), 40:31.3
3.º, Kyle Swan, 1999 (VIC), 42:17.2
4.º, Mitchell Baker, 2001 (ACT), 42:54.8
5.º, Will Thompson, 2002 (VIC), 43:39.5
6.º, Tim Fraser, 2000 (ACT), 44:18.8
7.º, Tristan Camilleri, 2001 (SA), 45:21.8 p.z.
8.º, Jared Tallent, 1984 (SA), 45:19.0
9.º, Corey Dickson, 2002 (VIC), 45:46.2

10.000 m femininos
1.ª, Jemima Montag, 1998 (VIC), 43:45.2
2.ª, Rebecca Henderson, 2001 (VIC), 46:25.4
3.ª, Katie Hayward, 2000 (QLD), 47:17.2
Desistentes: Jemma Peart, 2001 (VIC) e Alannah Peart, 2003 (VIC).

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Lyudmila Olyanovska regista 20:59.1 (5.000 m) na pista coberta de Kiev

Eduard Zabuzhenko em prova, Lyudmila Olyanovska a receber a medalha das mãos
de Anatoly Solomin, e os pódios da marcha. Fotos: Federação de Atletismo da Ucrânia
Montagem: O Marchador

O início do ano na Ucrânia é marcado pelas celebrações do Natal ortodoxo, com as primeiras competições a terem um espírito comemorativo. Este ano a participação no tradicional evento natalício foi drasticamente reduzida devido às restrições por Covid-19, com apenas alguns atletas e treinadores a marcarem presença na arena desportiva coberta de Kiev, dia 9 de Janeiro.

Na marcha apenas 6 atletas evoluíram nos 5.000 metros mistos (3 femininos e 3 masculinos), mas os vencedores foram dos mais destacados marchadores ucranianos da atualidade.

Nos femininos, venceu Lyudmila Olyanovska, a única atleta do país a conquistar uma medalha (bronze) em Campeonatos do Mundo de Atletismo (Pequim-2015), com 20:59.1, batendo o seu próprio recorde nacional de pista coberta (antes, 21:04.90 em Sumy-2013). A atleta possuiu ao ar livre 20:15.71 também em Kiev (2014). Em segundo lugar entrou Oksana Kulahina, com 24:26.1, e em terceiro Evgeniya Galcova, com 27:10.1.

Nos masculinos, venceu, também sem oposição, Eduard Zabuzhenko, de 22 anos, com a marca de 19:07.5, não muito longe do seu recorde pessoal (18:53.77, Sumy-2019). Após a prova referiu prever fazer melhor mas tal não foi possível devido a falta de concorrência e ter iniciado muito rápido, cedendo no final. As segunda e terceira posições foram ocupadas por Kirilo Andrushchenko e Stanislav Bogatyriov (17 anos), com 20:38.9 e 22:53.4 respetivamente.

A equipa ucraniana tem previsto para breve um estágio de preparação na Turquia, com a participação em competições em Março, nomeadamente em Antalya (6/3) e nos campeonatos nacionais de Inverno em Lutsk (20/3).

Colaboração: Kristina Saltanovic

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

No aniversário de Bohdan Bułakowski

Bohdan Bułakowski na atualidade e na liderança (dorsal 528) nos Jogos Olímpicos
de Moscovo 1980. Fotos: fb Bohdan Bulakowski e Nikolai Oudovenko/Tassphoto
Montagem: O Marchador

Destacamos hoje o 71.º aniversário do nosso prezado amigo Bohdan Adam Bułakowski, da Polónia, motivo pelo qual a equipa de “O Marchador” endereça-lhe os PARABÉNS! 

Nascido em Varsóvia, a 11 de janeiro de 1950, Bodhan foi olímpico nos Jogos de Moscovo em 1980, cortando a meta no interior do Estádio Lenin (atualmente designado por Luzhniki) com um honroso 7.º lugar nos 20 km marcha.

Por quatro vezes sagrou-se campeão nacional nos 20 km, em 1976, 1979, 1980 e 1981, e por duas vezes nos 50 km, em 1983, ano em que bateu o seu recorde pessoal na distância, com 3:54:03 (Szczecin), e em 1985.

Apaixonado pela marcha atlética, Bodhan tem sido desde há vários anos um dedicado treinador de atletas não só polacos mas também de outras nacionalidades, destacando-se as funções que desempenhou nos Estados Unidos da América, Coreia do Sul, Guatemala e Catar.

Wszystkiego najlepszego, Bohdan!

domingo, 10 de janeiro de 2021

Sandra Silva e Rui Coelho são campeões nacionais de 50 km (2021)

Rui Coelho e Sandra Silva nos campeonatos de 50 km na zona industrial da Amarela,
em Porto de Mós. Fotos: facebook dos próprios. Montagem: O Marchador

Sandra Silva, do Atlético Clube da Póvoa de Varzim, e Rui Coelho, do Centro de Atletismo de Seia, sagraram-se campeões nacionais de 50 km da época de 2021 durante os Campeonatos de Marcha em Estrada que decorreram hoje (10/1) na zona industrial da Amarela, no Município de Porto de Mós.

Nos femininos, Sandra Silva, infelizmente a única participante, obteve o seu 4.º título nacional (e consecutivo) no campeonato da distância com uma nova melhor marca pessoal, pela primeira vez abaixo das 5 horas, de 4:56:50.

Nos masculinos, com 5 participantes, Rui Coelho sagrou-se campeão nacional em estreia na distância com 4:11:27, tendo a companhia nos lugares do pódio de Hélder Santos, do Leiria MAC, com 4:15:47 (recorde pessoal) e Luís Gil, do GD Estreito, um regresso que se saúda, com 4:20:10. Na quarta posição entrou o campeão nacional de 2020, Manuel Marques, do AC Póvoa de Varzim, com 4:35:17 (recorde pessoal).

Classificações provisórias
50 km femininos
1.ª Sandra Silva (ACPV), 4:56:50

50 km masculinos
1.º, Rui Coelho (CAS), 4:11.27
2.º, Hélder Santos (Leiria MAC), 4:15:47
3.º, Luís Gil (GDE), 4:20:10
4 .º, Manuel Marques (ACPV), 4:35:17
Desistente: Amaro Teixeira (CBF).

Colombiano José Montaña vence 35 km. João Vieira e Vitória Oliveira são campeões nacionais

José Montaña, João Vieira e Vitória Oliveira nos campeonatos de 35 km.
Imagens: vídeo ADAL e Vitória Oliveira
Montagem: O Marchador

Na prova de 35 km do programa dos Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada (abertos) hoje disputados na zona industrial da Amarela, no Município de Porto de Mós, vitória para o colombiano José Leonardo Montaña, com 2:37:05, marca que constitui um novo recorde nacional do seu país, enquanto os portugueses, João Vieira, do Sporting CP, com 2:39:47, e Vitória Oliveira, do SC Braga, com um recorde pessoal de 3:09:27, obtiveram os títulos nacionais em disputa, ele pela 6.ª vez e ela pela 2.ª vez nos campeonatos.

Nos masculinos, entrou na terceira posição absoluta outro colombiano, Diego Pizon, com 2:42:27, enquanto integrram os lugares do pódio nacional Hélder Santos, do Leiria MAC, com 2:53:53, e Rui Coelho, do CA Seia, com 2:54:27, estes nas passagens para a prova de 50 km.

Nos femininos, o pódio dos campeonatos ficou completo com Sandra Silva, que registou 3:27:26 (continuou para os 50 km) e Sandra Campos, com 4:17:48, ambas representantes do AC Póvoa de Varzim.

Referência ainda para o título nacional sub-23 feminino obtido por Joana Silva, do AC Póvoa de Varzim, com 4:47:57, clube que chamou a si o título nacional coletivo feminino dos campeonatos. Nos masculinos, o CA Seia repete o título coletivo conquistado em 2020.

Extra-campeonato, disputaram-se provas de 20 km, cujos vencedores foram Eider Arévalo, da Colômbia, com 1:22:04, e Edna Barros, do CO Pechão, com 1:35:19. Inês Henriques e Ana Cabecinha desistiram.

Classificações provisórias
35 km masculinos - geral/camp.nac.
1.º, José Montaña (Colômbia), 2:37:05
2.º, João Vieira (SCP), 2:39:47 - 1.º, camp.nac.
3.º, Diego Pizon (Colômbia), 2:42:27
4.º, Jorge Ruiz (Colômbia), 2:46:15
5.º, Hélder Santos (LMA-L), 2:53:53 - 2.º, camp.nac.
6.º, Rui Coelho (CAS), 2:54:27 - 3.º, camp.nac.
7.º, Luís Gil (GDE), 2:59:45 - 4.º, camp.nac.
8.º, Manuel Marques (ACPV), 3:02:34 - 5.º, camp.nac.
9.º, António Pereira (ACPV), sem marca - 6.º, camp.nac (fez - 1 volta = 34 km)
10.º, Cristiano António (CAS), 3:47:09 - 7.º, camp.nac.
11.º, Luís Bidarra (CAS), 3:48:02 - 8.º, camp.nac.
12.º, André Miranda (ACPV), 3:54:04 - 9.º, camp.nac.
Desistente: Jerome Caprice (Ilhas Maurícias).

35 km femininos - camp.nac.
1.ª, Vitória Oliveira (SCB), 3:09:27
2.ª, Sandra Silva (ACPV), 3:27:26
3.ª, Sandra Campos (ACPV), 4:17:48
4.ª, Joaquina Peixoto (ACPV), 4:21:15
5.ª, Joana Silva (ACPV), 4:47:57 - 1.ª, sub-23

Provas extra
20 km masculinos
1.º, Eider Arévalo (Colômbia), 1:22:04
2.º, Manuel Soto (Colômbia), 1:25:51
3.º, Rúben Santos (SCP), 1:34:30
4.º, João Vieira (CPTSC), 1:47:45
5º, Hélder Ribeiro (CFOD), 1:55:06

20 km femininos
1.ª, Edna Barros (COP), 1:35:19
2.ª, Maria Bernardo (COP), 1:40:36
3.ª, Vera Portela (CSM), 1:56:18
4.ª, Raquel Pimentel (CFOD), 1:58:00
5.ª, Juliana Galvão (ACDAV), 2:14:35
Desistentes: Inês Henriques (CNRM) e Ana Cabecinha (COP).

sábado, 9 de janeiro de 2021

Porto de Mós volta a receber os Nacionais de Marcha de 35 e 50 km

Foto: Erica S. Dias. Montagem: O Marchador

O Município de Porto de Mós acolherá na manhã deste domingo (10/1), a partir das 8:30 horas, os Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada, de 35 e 50 km, com a inclusão, ainda, de provas extra de 20 km para ambos os sexos, numa organização da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação Distrital de Atletismo de Leiria e que contará com o apoio da Câmara Municipal de Porto de Mós. 

Nos 35 km masculinos, estão inscritos 14 inscritos. João Vieira, vice-campeão mundial dos 50 km, é o grande candidato à conquista do seu sexto título, numa prova que conta com a presença de três atletas colombianos, um francês e outro das Ilhas Maurícias. Para a prova feminina estão inscritas cinco atletas, entre as quais a bracarense Vitória Oliveira, maior candidata à vitória. 

Nos 50 km masculinos (5 inscritos), a competição mais antiga dos presentes campeonatos, cuja primeira edição teve lugar em Lisboa, no ano de 1985, inscreveram-se cinco atletas, entre os quais Luís Gil, o campeão nacional de 2013 e 2014, Amaro Teixeira, o campeão nacional de 2017, e o atual campeão em título, Manuel Marques. 

Nos 50 km femininos, a única participante, Sandra Silva, vai tentar sagrar-se campeã nacional pela quarta vez consecutiva. 

Nas provas extra de 20 km (8 inscritas), destaque no setor masculino (5 inscritos) para a presença do colombiano Eider Arévalo, campeão mundial de Londres, em 2017, e no setor feminino para Inês Henriques, campeã mundial de Londres, nos 50 km, e Ana Cabecinha, que recentemente se sagrou campeã nacional na distância obtendo o passaporte para os Jogos Olímpicos de Tóquio. 

Devido à pandemia de Covid-19, a competição será realizada tendo em conta as normas de segurança exigidas pela Direção-Geral de Saúde e será aberta apenas ao escalão absoluto. O evento será qualificativo para os Jogos Olímpicos de Tóquio/2021, no mês de agosto, e para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha, cujos critérios não são conhecidos, a ter lugar em maio próximo, na cidade checa de Podebrady. 

A lista de atletas inscritos pode ser consultada no «site» da FPA, aqui.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Para a História da Marcha Atlética – II

A marcha atlética nos Jogos Olímpicos de 1908 e 1912.
Fotos: Wikipédia e Wikimedia Commons
Montagem: O Marchador

Retomando a análise de Peter Marlow
(*), num interessante texto de contributivo para a história da marcha atlética no mundo, abordar-se-á o período da especialidade nos Jogos Olímpicos. Eis o que nos diz: 

“Os tempos modernos viram os Jogos Olímpicos e os Campeonatos Mundiais de Atletismo consagrar internacionalmente a marcha atlética. 

Em 1908, pela primeira vez, a disciplina foi incluída no programa de uma edição regular dos Jogos Olímpicos, os celebrados em Londres. George Larner foi o primeiro campeão olímpico de marcha, vencendo os 3.500 metros (14.55 m) e as 10 milhas (1.15.57,4h). 

Em 1912, nos Jogos de Estocolmo, a marcha suscitou polémica, dado terem ocorrido várias desclassificações na única prova do programa, os 10 km, e em que apenas quatro atletas chegaram ao fim, sorrindo a vitória ao canadiano George Goulding (46.28,4). 

O período que se seguiu à I Guerra Mundial viu o italiano Ugo Frigerio tornar-se o dominador mundial da marcha, vencendo as duas provas dos Jogos de 1920, em Antuérpia (3.000 e 10.000 metros) e a dos Jogos de 1924, em Paris (10.000 metros). Só que nesta última houve problemas de ajuizamento, pelo que os juízes das eliminatórias já não puderam atuar na final. A disciplina foi excluída do programa olímpico de 1928 (Amesterdão), só regressando em 1932 (Los Angeles). 

Os Jogos dos anos 30 consagraram os marchadores britânicos Tommy Green e Harold Whitlock como os melhores do mundo, mas depois da II Guerra Mundial o domínio passou para a Suécia, com John Mikaelsson John Ljunggren a terem no italiano Giuseppe Dordoni o único estorvo. 

Em 1956, durante os Jogos de Melbourne, o programa olímpico incluiu pela primeira vez o par de provas que atualmente vigora para os masculinos, 20 km e 50 km. Foi por essa altura que começaram a revelar-se os marchadores soviéticos e, pouco mais tarde, os mexicanos e os alemães. 

Com a introdução da Taça Lugano (depois Taça do Mundo), em 1961, a marcha conquistou grande autonomia no panorama atlético internacional, ao mesmo tempo que afirmava uma vitalidade invejada por outras disciplinas atléticas. 

Na década de 80, esta disciplina do atletismo alargou-se às mulheres, tendo sido incluídas provas de 10 km na generalidade das grandes competições internacionais, em especial nos Campeonatos do Mundo (Roma-87), nos Campeonatos da Europa (Split-90) e nos Jogos Olímpicos (Barcelona-92). Aí se reafirmou a tendência de crescimento internacional da marcha atlética, que já em 1975 dera um passo significativo com a realização da primeira competição feminina internacional, a Taça Eschborn (5 km), mais tarde associada à Taça do Mundo. 

(*) foi presidente do Comité de Marcha da Associação Europeia de Atletismo e membro da Comissão de Marcha da IAAF

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Para a História da Marcha Atlética – I

Ilustrações de provas de marcha nos Estados Unidos da América, em Nova Iorque
(à esq.) e Carolina do Norte (em baixo), ambas em 1879, e no Reino Unido, em
Lillie-Bridge, em 1875 (à dta.).Imagens: The Washington Post, Untold lives blog
e Wikipedia. Montagem: O Marchador

Hoje publicamos o primeiro de dois textos de um estudo em tempos elaborado por Peter Marlow
(*) que a edição impressa de “O Marchador” deu à estampa em 1998 mas que mantém toda a pertinência pois dá-nos a sua visão sobre os primórdios da especialidade no mundo, uma das mais antigas no conjunto das disciplinas que compõem o atletismo, sabendo-se que entre os séculos 17 e 19 era comum observarem-se competições de caminhada onde os participantes teriam de percorrer um determinado percurso, muitas vezes, num determinado tempo, num desafio aos seus próprios limites da capacidade física. 

“Entre as disciplinas atléticas dos programas oficiais, a marcha deve ser a que mais transformação sofreu e maiores polémicas suscitou ao longo dos tempos. 

É verdade que, se se considerar as restantes especialidades, pode citar-se outros casos de transformações revolucionárias. O salto com vara, por exemplo, conheceu mudanças substanciais desde o tempo em que os saltadores namoravam com o perigo usando canas de bambu para se elevar a alturas de quatro metros até às épocas mais recentes, com o uso de varas de fibra de vidro ou de fibra de carbono, que catapultavam com toda a ligeireza os atletas para os seis metros de altura. 

Também o dardo evoluiu, passando da condição de lança de madeira à de projétil, feito de metais leves e concebidos com todo o aero dinamismo, o que levou à necessidade de modificar as especificações do engenho que começava a ser lançado a tais distâncias que acabavam por ficar em perigo os próprios espetadores das competições. 

Mas a evolução histórica da marcha e a sua natureza polémica transformam-na numa especialidade à parte, que, felizmente, permanece entre as competições atléticas aceites universalmente. 

Como é natural, a Grã-Bretanha pretende estar na origem da marcha desportiva. Com efeito, muitos acontecimentos demonstram que este desporto teve origem naquele país. No entanto, outros países podem pretender também eles ter estado na origem da marcha de competição. Os italianos, por exemplo, com as legiões romanas; ou os sul-africanos, com os “bóer trekkers”. Aceitemos, entretanto, que a marcha enquanto forma desportiva deu os primeiros passos nos concursos pedestres, com recompensas em dinheiro, desenrolados na Inglaterra, sobretudo no século XIIII. 

Sabe-se, entre outros factos, que Sir Robert Carey, que marchou entre Londres e Berwick em 1589, ganhou uma importante recompensa em dinheiro. Em 1670, Lord Digby propôs-se percorrer descalço cinco milhas (pouco mais de oito quilómetros) em uma hora, buscando um prémio de 50 libras, mas falhou por meio minuto. 

Já no final do século XIX, por alturas em que se desenvolvia na Grã-Bretanha a Associação de Atletismo Amador de Inglaterra e do País de Gales, Charles Westhall percorreu sete milhas em 54 minutos em Newmarket Heath. Em 1882, em Nova Iorque, uma hora foi quanto J. Meaghen gastou para cobrir a distância de oito milhas e 302 jardas (um pouco mais de 13km).” 

(*) foi presidente do Comité de Marcha da Associação Europeia de Atletismo e membro da Comissão de Marcha da IAAF

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Marchadores olímpicos portugueses (1984-2016): Ana Cabecinha e Vera Santos

Ana Cabecinha (2008-2012-2016) e Vera Santos (2008-2012).
Fotos: Jeff Salvage. Montagem: O Marchador

Ana Cabecinha

Nasceu em Beja, a 29 de abril de 1984 e desde muito cedo passou a viver no concelho de Olhão ingressando no atletismo, tinha 11 anos de idade. Pelo Clube Oriental de Pechão, de onde nunca saiu, treinada pelo seu técnico de sempre, Paulo Murta, este também um antigo marchador. 

Participou em três Jogos Olímpicos, estreando-se em Pequim, em 2008, onde se classificou na oitava posição da prova dos 20 km marcha, batendo o recorde nacional da distância, com 1:27:46, marca que mais nenhuma marchadora portuguesa ainda suplantou. Em 2012, nos Jogos de Londres, foi sétima, e em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro, foi sexta, num registo sempre muito consistente, sempre nos lugares de topo. 

Num registo dificilmente igualável no plano internacional, Ana Cabecinha, nos cinco campeonatos mundiais de atletismo em que participou, foi 5ª em 2011, 7.ª em 2013, 4.ª em 2015, 6.ª em 2017 e 9.ª em 2019. Na Taça da Europa de 2017 foi segunda classificada e sagrou-se campeã ibero-americana em 2006 e 2010. 

Recentemente, nos Nacionais de Marcha, ainda correspondentes à época de 2019/2020, que eram para se terem realizado em março, em Olhão, sob aplausos e o carinho das gentes da sua terra adotiva, realizou os mínimos olímpicos com o tempo de 1:30:18, bem dentro dos exigíveis 1:31:00. 

Aos 36 anos de idade, prepara-se para participar, pela quarta vez consecutiva, nos Jogos de Tóquio, adiados de 2020 para 2021, esperando ainda ter a oportunidade de ir aos de Paris, em 2024. 

Recorde pessoal na distância olímpica: 20 km, 1.27.46 (2008). 

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho 


Vera Santos

Nasceu em Santarém, a 3 de dezembro de 1981, começando a praticar a marcha no Clube de Natação de Rio Maior, em 1992, influenciada pela sua prima, Inês Henriques, mantendo-se no clube até 2004, sempre sob orientação técnica de Jorge Miguel. 

Quando participou nos seus primeiros Jogos Olímpicos (Pequim 2008), já representava a Juventude Operária do Monte Abraão (2005 a 2010) e era treinada pelo seu marido, João Vieira (medalha de prata nos 50 km marcha dos Mundiais de Doha), obtendo um muito bom 9.º lugar nos 20 km marcha, num ano em que fixou o seu recorde pessoal em 1:28:02. De 2008 a 2011 baixou sempre da hora e meia nos 20 km marcha. 

Vera Santos participou também nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e em seis mundiais de atletismo, alcançando a sua melhor classificação nos de Berlim, em 4.º lugar. Outras excelentes classificações foram conseguidas nos Europeus de Barcelona, em 2010, onde foi 5.ª, e nas Taças do Mundo de 2008 (3.ª), e de 2010 (2.ª). 

Também não nos podemos esquecer dos decisivos contributos para o selecionado luso dados pela atleta ribatejana nas Taças do Mundo de Marcha de 2008, em Cheboksary, na Rússia, onde foi terceira classificada e a seleção portuguesa subiu ao 2º lugar do pódio, e em 2010, na cidade mexicana de Chihuahua, onde foi segunda e Portugal venceu coletivamente. 

Em 2011 passou a competir pelo Sporting Clube de Portugal, onde ainda se mantém, tendo voltado à competição nos últimos meses, após um relativamente largo período de ausência competitiva, em parte, devido a lesões que a atormentaram. 

Recorde pessoal na distância olímpica: 20 km, 1.28.02 (2004). 

Fonte: Estatísticas do Atletismo Português, por Manuel Arons de Carvalho

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Espartaquíada Jovem de Brest, Bielorrússia (resultados)

Kirill Kren, Alesia Savonevskaya e Polina Ostapuk, vencedores da marcha na pista
coberta de Brest. Fotos: arquivo da Federação de Atletismo da Bielorrússia
Montagem: O Marchador

A Espartaquíada Jovem da região de Brest, na Bielorrússia, destinada a atletas nascidos em 2004 e 2005, teve lugar na pista coberta da cidade de Brest (28/29 Dez.) com a marcha atlética a ter provas nos dois dias de competição sobre 5.000 metros e 3.000 metros para masculinos e femininos.

No primeiro dia (28/12), Kirill Kren saiu vencedor dos 5.000 metros masculinos com a marca de 21.53,03, sendo seguido de perto por Vladislav Korneychuk, que registou 21.57,15. Na mesma distância mas no setor feminino, Alesia Savonevskaya impôs-se com 24.54,89, relegando para a segunda posição Polina Ostapuk, 25.11,00, ambas com 15 anos de idade.

No segundo dia (29/12), agora com provas de 3.000 metros, Kirill Kren voltou a triunfar, com 12.44,00, e 4 segundos depois cortava a meta o seu principal opositor, Vladislav Korneychuk, com 12.48,38. Nos femininos, inverteram-se as posições da véspera, com a vitória a pertencer a Polina Ostapuk, com 14.31,9, e o segundo lugar para Alesia Savonevskaya, com 14.36,7. A registar ainda a terceira posição, com marca na casa dos 14 minutos, de Valeriya Kulickaya (14.47,6).

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações
1.º dia - 28/12
5.000 m masculinos
1.º, Kirill Kren (2004), 21.53,03
2.º, Vladislav Korneychuk (2004), 21.57,15
3.º, Sergey Yuhno (2003), 23.25,22
4.º, Evgeniy Koliada (2005), 24.58,72
5.º, Pavel Lukyanchuk (2003), 24.58,99
Desistente: Daniil Chubis (2005).

5.000 m femininos
1.ª, Alesia Savonevskaya (2005), 24.54,89
2.ª, Polina Ostapuk (2005), 25.11,00
3.ª, Valeriya Kulickaya (2005), 26.04,94
4.ª, Anastasiya Gostik (2004), 27.18,97
5.ª, Valeriya Mihno (2004), 27.47,59
6.ª, Kristina Blinkovskaya (2004), 31.00,76
7.ª, Yana Loginovich (2005), 32.02,74

2.º dia - 29/12
3.000 m masculinos (29/12)
1.º, Kirill Kren (2004), 12.44,00
2.º, Vladislav Korneychuk (2004), 12.48,38
3.º, Evgeniy Koliada (2005), 14.08,56
4.º, Pavel Lukyanchuk (2003), 14.18,95

3.000 m femininos (29/12)
1.ª, Polina Ostapuk (2005), 14.31,9
2.ª, Alesia Savonevskaya (2005), 14.36,7
3.ª, Valeriya Kulickaya (2005), 14.47,6
4.ª, Anastasiya Gostik (2004), 16.02,3
5.ª, Valeriya Mihno (2004), 16.43,1
6.ª, Yana Loginovich (2005), 17.13,7
7.ª, Kristina Blinkovskaya (2004), 17.55,8

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

XXIV «Criterium de Navidad» em Nerja, Espanha (resultados)

Julia Takacs Nyerges e Pablo Rodríguez Rojas, vencedores do «Criterium Navidad»
em Nerja. Fotos: arquivo Pere Puntí/Mundo Deportivo e Felix Villar
Montagem: O Marchador

Quase 800 atletas de várias disciplinas, incluindo a marcha atlética, inauguraram a temporada 2021 em Nerja (Málaga) com a vigésima quarta edição do «Criterium de Navidad» disputado na pista do Estádio «Enrique López Cuenca» no passado sábado (2), numa organização do Club Nerja de Atletismo-Trops-Cueva de Nerja e Federação Andaluza de Atletismo.

Com a participação de 45 marchadores de diversos escalões etários, as principais provas absolutas de 5.000 metros tiveram como vencedores, nos femininos, Júlia Takács, do Playas de Castellón, com 22:08.27, atleta que conquistou a medalha de bronze nos 50 km dos Europeus de Berlim 2018, e nos masculinos, o jovem sub-18 e campeão de Espanha da categoria, Pablo Rodríguez Rojas, do CD Surco Lucena, com um recorde pessoal de 21:15.82.

Nos lugares imediatos por ordem de chegada na meta classificaram-se, nos femininos, a internacional Ainhoa Pinedo, agora a representar o Alcampo Scorpio 71, com 23:27.86, e Isabel García Sanchez, sub-18 do Ohmio Arahal, com 25:07.61, e nos masculinos, separados por apenas 3 segundos, os veteranos Juan Antonio Porras, do Unicaja Jaen Paraiso Interior, com 21:25.39, e Marcos Monterrubio Fernandez, do CD Surco Lucena, com 21:28.97.

Nas outras provas de marcha do programa do evento, saíram vencedores, o aniversariante Juan Carlos García, de 14 anos de idade, do Ohmio Arahal (29:15-93 nos 5.000 m), a sub-20 María Moya del Campo (26:35.39 nos 5.000 m), Yerai Fernandez Perez (18:22.17 nos 3.000 m) e Daniela Aragon del Rio (16:37.81 nos 3.000 m), ambos de 12 anos e atletas do clube organizador, o Trops-Cueva de Nerja (18:22.17 nos 3.000 m).

Principais classificações
5.000 m femininos - absolutos
1.ª, Julia Takacs Nyerges, 1989 (Playas de Castellon), 22:08.27
2.ª, Ainhoa Pinedo Gonzalez, 1983 (Alcampo Scorpio 71), 23:27.86
3.ª, Isabel Garcia Sanchez, 2005 (Ohmio Arahal), 25:07.61
4.ª, Eva Salcedo Sanchez, 2002 (Trops-Cueva de Nerja), 26:52.31
5.ª, Maria Del Carmen San Bartolome Marin, 2006 (Nogalte-Hogar Lumbreras), 28:12.82
6.ª, Maria Bonilla Sanchez, 2006 (Ohmio Arahal), 29:11.22
7.ª, Isabel Roldan Heredia, 2004 (Trops-Cueva de Nerja), 29:35.22
8.ª, Lucia Torreblanca Caballero, 2003 (Trops-Cueva de Nerja), 29:48.11
9.ª, Cibeles Bravo Alvarez, 2006 (Atletismo Orippo), 31:13.02

5.000 m masculinos - absolutos
1.º, Pablo Rodríguez Rojas, 2004 (CD Surco Lucena), 21:15.82
2.º, Juan Antonio Porras Hidalgo, 1972 (Unicaja Jaen Paraiso Interior), 21:25.39
3.º, Marcos Monterrubio Fernandez, 1981 (CD Surco Lucena), 21:28.97
4.º, Rafael Martin Jimenez, 1970 (Trops-Cueva de Nerja), 22:03.30
5.º, Pablo Postigo Gabarro, 2005 (Atletismo Guadix), 22:43.01
6.º, Alejandro Bañasco Guillen, 2002 (At. Malaga), 23:25.65
7.º, Javier Postigo Gabarro, 2006 (Atletismo Guadix), 23:32.23
8.º, Daniel Morilla Garcia, 2005 (Ohmio Arahal), 23:59.72
9.º, Ismael Torres Gonzalez, 2005 (CA Bahia Almeria), 24:10.37
10.º, Abdelaziz Amarouchi, 2002 (Trops-Cueva de Nerja), 24:22.07
11.º, Rafael Linares Garcia, 2006 (Juventud Guadix), 26:22.85
12.º, Miguel Garzon Jimenez, 2006 (Juventud Dos Hermanas), 26:36.89
13.º, Jose Manuel Rodriguez Jimenez, 1975 (At. Mijas), 27:45.68
Desistente: Esteban Tomas Garcia, 2005 (Juventud Guadix).

Resultados completos, aqui.

domingo, 3 de janeiro de 2021

Juízes portugueses com nomeações internacionais em 2021

Montagem: O Marchador

São já conhecidas as nomeações da World Athletics (WA) e da Associação Europeia de Atletismo (EA) para as principais competições de atletismo do calendário mundial e europeu deste ano de 2021 e que contemplam a indicação de vários oficiais portugueses, entre os quais os que exercerão funções na área da marcha atlética, que aqui destacamos. 

Em 2020, devido à situação pandémica vivida no mundo inteiro, a maior parte das competições foram anuladas ou adiadas a partir do mês de março, entre as quais, os Jogos Olímpicos de Tóquio, reagendados para este ano, e o Campeonato Mundial de Seleções de Marcha, remarcado para 2022. 

Para os Jogos Olímpicos, José Dias recebeu a sua quarta nomeação, depois de já ter atuado nos Jogos de Atenas 2004, Pequim 2008 e Rio de Janeiro 2016. Em fevereiro do ano passado atuou em Antalya, nos Campeonatos Nacionais da Turquia, prevendo-se que este ano possa ajuizar em outras competições, nomeadamente, nos continentes europeu e asiático. 

Para o Mundial de Marcha, que estava em 2020 marcado para a cidade de Minsk, na Bielorrússia, Vasco Guedes foi nomeado para esse evento pela World Athletics, naquela que seria a sua estreia, de momento adiada, em competições internacionais desta natureza, depois da sua certificação para o Painel da WA, em 2018. 

Para o Campeonato da Europa de Seleções de Marcha, agendado para maio, em Podebrady, na República Checa, José Ganso é um dos juízes internacionais de marcha nomeados para o evento. Em fevereiro de 2020 atuou nos Campeonatos da Índia, que tiveram lugar em Ranchi, capital do Estado de Jharkhand. 

Ainda para o mesmo evento, Luís Dias foi designado pela Associação Europeia de Atletismo para seu Delegado Técnico, função que exercerá pela terceira vez num Europeu de Seleções de Marcha, depois das edições de 2005 (Miscolk, Hungria) e de 2017 (Podebrady). Em outubro passado, foi o Delegado Técnico da EA no Grande Prémio de Podebrady, prova integrada no circuito europeu da especialidade. 

Para os Europeus Sub-20 (juniores), que decorrerão em julho deste ano, em Tallinn, capital da Estónia, Joaquim Graça atuará nas provas de marcha. Relembre-se que nos Mundiais de Londres, em 2017, foi um dos juízes internacionais de marcha do evento. 

Já quanto aos Europeus Sub-18 (juvenis), que terão lugar na cidade de Bergen, na Noruega, Eduardo Gonçalves recebeu a sua primeira nomeação após a sua reentrada no Painel da EA, em 2019, que integrara-o de 2001 a 2005. 

Parabéns a todos eles!

sábado, 2 de janeiro de 2021

Hiroto Jusho e Kumiko Okada em evidência no 69.º Festival de Ano Novo do Japão

No primeiro dia do ano em Tóquio, a liderança masculina e os vencedores,
Kumiko Okada (10 km femininos) e Hiroto Jusho (20 km masculinos).
Fotos: @hechapon Montagem: O Marchador

Tóquio, no primeiro dia do ano novo, assistiu à realização das primeiras provas de marcha atlética que se realizaram no mundo, este ano, 20 km masculinos (9:20 horas) e 10 km femininos (11:20 horas), destinados aos atletas de elite, e de 10 km para os estudantes do ensino secundário e universitário, que decorreram ao redor do novo Estádio Olímpico (em voltas de 1,350 metros), com um conjunto de bons resultados e uma participação bem significativa de atletas.

Nos 20 km marcha masculinos, com a participação de 60 atletas, venceu Hiroto Jusho, com o tempo de 1:20:46, um novo recorde pessoal, suplantando o seu anterior melhor registo de 1:21:55, de 17 de março do ano passado, em Nomi. Na segunda posição classificou-se Subaru Ishida, com 1:21:25, igualmente recorde pessoal. Daisuke Matsunaga foi o terceiro com o tempo de 1:22:07, e Arai Hirooki, o especialista de 50 km que foi medalha de prata nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, e vice-campeão mundial em 2017, classificou-se na quarta posição com o tempo de 1:22:08. 

Nos 10 km marcha femininos, com 30 atletas alinhadas à partida, a favorita e a melhor especialista nipónica da atualidade, Kumiko Okada (6.ª nos Mundiais de Doha 2019), confirmou os seus créditos vencendo com a marca de 43:39, recorde do evento. Masumi Fuchise (6.ª nos mundiais de Berlim 2009) foi segunda, com 45:08, e Minori Yabuta, da categoria sub-20, terceira, com 45:13, recorde pessoal. 

Realizaram-se ainda provas de 5 km marcha (masculinos e femininos), destinadas a estudantes do ensino secundário, que contaram com uma numerosa participação de atletas, numa boa parceria de há muitos anos estabelecida entre a federação nipónica de atletismo e o desporto escolar, que tem dado ótimos resultados e que se vão refletindo nas posições cimeiras dos atletas japoneses nas listas mundiais dos escalões jovens e nas posições de topo alcançadas em mundiais Sub-18 e Sub-20. 

O evento, desta vez, não foi incluído na lista certificada de provas com vista aos Jogos Olímpicos na medida em que não foi possível contar com a participação de um terceiro juiz internacional de marcha (normalmente é convidado a atuar Fung Wang Tak, de Hong Kong) dadas as restrições impostas pelo governo japonês, que presentemente obriga uma quarentena de 14 dias aos cidadãos estrangeiros que chegam ao país. Acabaram por atuar os dois internacionais do painel asiático, Tomoya Ishii e Hideo Yamada, acompanhados por Akira Fujisaki (um ex-internacional), Kazuyuki Komiya, Toshiaki Kubota, Kaniti Nakata, Yoshiaki Ohira e Takahiro Sato (chefe).

Colaboração: Tomoya Ishii

Principais classificações
10 km femininos
1.ª, Kumiko Okada (1991), 43:39
2.ª, Masumi Fuchise (1986), 45:08
3.ª, Minori Yabuta (2002), 45:13
4.ª, Nami Hayashi (1999), 45:28
5.ª, Siu Nga Ching (1987), 45:36
6.ª, Nami Kumagai (1996), 46:16
7.ª, Ai Michiguchi (1988), 46:28
8.ª, Mao Tatsumi (2000), 46:42
9.ª, Serena Sonoda (1996), 47:30
10.ª, Ai Murakami (2000), 48:56
(...)

20 km masculinos
1.º, Hiroto Jusho (2000), 1:20:46
2.º, Subaru Ishida (1999), 1:21:25
3.º, Daisuke Matsunaga (1995), 1:22:07
4.º, Hirooki Arai (1988), 1:22:08
5.º, Yuki Murao (1998), 1:23:54
6.º, Rihito Ishida (2001), 1:24:30
7.º, Kazuhiro Tateiwa (1999), 1:24:53
8.º, Yuki Ito (1992), 1:25:01
9.º, Hayato Katsuki (1990), 1:25:03
10.º, Ryosuke Kondo (1997), 1:25:38
(...)