![]() |
Koki Ikeda nos Jogos de Paris-2024. Foto: Afro Sports/JAAF |
Depois da suspensão provisória aplicada em 1 de novembro de 2024 ao marchador japonês Koki Ikeda, vice-campeão olímpico em Tóquio-2020 e mundial em Eugene, OR-2022 (ver peça de O Marchador, aqui), a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) anunciou uma punição de 4 anos de suspensão ao atleta, com início na referida data, como resultado das anomalias no seu passaporte biológico.
Segundo a AIU, as amostras de sangue recolhidas em 20 de junho de 2023 e no período de 16 de agosto e 13 de setembro desse mesmo ano, evidenciaram anomalias, alegadamente indicativas de manipulação de sangue, tendo Ikeda negado a acusação.
Na sequência de troca de alegações, provas e audiências, e perante a intenção do atleta participar nos campeonatos nacionais de marcha em Kobe, disputados no passado domingo (16/2), o caso foi remetido para o Tribunal Disciplinar e de Recurso, tendo sido emitida uma decisão operacional antes desse evento, decisão essa passível de recurso para o Tribunal Arbitral de Desporto (CAS).
São igualmente anulados todos os resultados obtidos por Koki Ikeda entre 20 de junho de 2023 e 1 de novembro de 2024, período em que nos principais eventos internacionais foi 15.º classificado nos mundiais de Budapeste-2023, obteve a medalha de prata na estafeta mista (com Kumiko Okada) no Campeonato do Mundo de Marcha em Antália-2024, posição que passará a ser ocupada pela equipa espanhola (Álvaro Martín/Laura García-Caro) ascendendo a equipa mexicana (Ever Palma e Alegna González) ao terceiro lugar do pódio, e 7.º nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 (o seu compatriota Yuta Koga sobe a 7.º e o francês Aurélien Quinion ascende à posição de finalista, 8.º).
Caso o atleta entenda apelar da decisão para o Tribunal Arbitral de Desporto (CAS) e ainda assim o recurso não lhe for favorável, falhará a qualificação e consequente participação nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.