domingo, 23 de abril de 2023

A olímpica aberração de uma estafeta de marcha

Imagens: WA, IOC e Freepik. Montagem: O Marchador

Na língua portuguesa, o verbo «errar», com origem no latim, tem dois significados principais. Por um lado, refere-se a engano e remete para a ideia de falhar, cometer lapsos; por outro lado, tem o sentido de vaguear, caminhar sem rumo. A partir de errar foi construído outro verbo, aberrar, composto pela junção do prefixo latino «ab» ao já referido «errar». O verbo aberrar tem significado no campo semântico da astronomia e refere-se aos astros que, por alguma razão, se afastam do caminho normal, tomando uma via diferente da habitual, normal. Por extensão, aberrar refere-se a todas as situações em que alguém ou alguma coisa se torna diferente do padrão, assumindo características diferentes. Por exemplo, perante um quadrúpede que tenha nascido com apenas três patas, estamos na presença de uma aberração (palavra derivada de aberrar). Em sentido literal, a aberração é de carácter físico, mas em sentido metafórico pode ser aplicada no domínio imaterial, caracterizando ideias, atitudes ou comportamentos.

Esta introdução parece nada ter que ver com os assuntos de que o blogue O Marchador habitualmente trata (relacionados com a marcha atlética), mas, como se verá, pode ajudar a caracterizar o que vai descrever-se de seguida.

Recentemente, a World Athletics (designação adoptada há poucos anos para identificar a anteriormente chamada Federação Internacional de Atletismo Amador, depois renomeada Associação Internacional de Federações de Atletismo, em ambos os casos IAAF na sigla em inglês, e que continua a não ser possível traduzir para português sem adoptar soluções linguísticas... aberrantes - mas ainda não era para aqui que queríamos chamar este conceito) e o Comité Olímpico Internacional chegaram a acordo para a adopção da prova que haveria de substituir os 50 km marcha no programa dos Jogos da Olimpíada (ou Jogos Olímpicos de Verão, como são mais comummente conhecidos).

Com a excepção dos Jogos de Montreal, em 1976 (apenas com 20 km marcha masculinos), todas as edições dos Jogos Olímpicos de Verão desde 1932 (Los Angeles) tiveram no programa do atletismo as provas masculinas de 50 km marcha, a que se juntaram as de 20 km em Melbourne-1956 (antes houvera outras distâncias mais curtas), distâncias que se fixaram como padrão internacional, assumindo-se como referência para as restantes grandes competições internacionais e para os campeonatos nacionais da generalidade dos países onde a marcha atlética se implantou.

Mais recentemente, na última década do século XX, esse programa foi enriquecido com a integração de provas femininas de marcha, inicialmente apenas os 10 km (Barcelona-1992 e Atlanta-1996) e, depois (a partir de Sydney-2000), os 20 km em substituição dos 10 km. Para que fosse consagrada a equiparação de distâncias entre masculinos e femininos, faltou apenas a inclusão dos 50 km para mulheres, o que, apesar de não ter sucedido nos Jogos Olímpicos, aconteceu, por exemplo, nos programas dos campeonatos do mundo de atletismo (Londres-2017) ou dos campeonatos da Europa de atletismo (Berlim-2018).

Neste contexto, que é também marcado pelo empenho do Comité Olímpico Internacional na promoção da igualdade entre homens e mulheres, impunha-se que o programa olímpico do atletismo adoptasse uma solução igualitária para os dois sexos, oferecendo a possibilidade de igual número de atletas de cada sexo disputarem igual número de provas (provas tendencialmente iguais na configuração, ainda que mantendo, por exemplo, a diferença de massa e de dimensões dos engenhos dos lançamentos). Assim, no que se refere à marcha atlética, a World Athletics, enquanto gestora do atletismo nos Jogos Olímpicos, precisava de encontrar solução para a diferença entre as provas dos atletas masculinos (20 e 50 km) e as dos femininos (apenas 20 km). No entanto, o COI estabelecia uma condição: em respeito pelos princípios de sustentabilidade advogados pelo Movimento Olímpico, não poderia haver aumento do número de provas. Portanto, não poderia adoptar-se a solução mais previsível, que seria simplesmente juntar uma prova de 50 km femininos ao programa da modalidade (como acontecera nos já referidos exemplos dos campeonatos mundiais e dos campeonatos europeus).

E é aqui que o problema começa. Depois de uma fase em que ainda houve esperança numa solução normal de simples acrescento dos 50 km femininos, começou a tornar-se evidente que essa solução era inviável, fosse pela determinação do COI pelo não alargamento do programa olímpico (ou seja, não aumentar o número de provas), fosse pela incapacidade da World Athletics de fazer prevalecer a bondade desse acrescento. De resto, a World Athletics, presidida por um destacado membro do COI (Sebastian Coe) com evidentes e nunca desmentidas aspirações à liderança dessa entidade criada por Pierre de Coubertin em 1894, sempre se mostrou pouco determinada na defesa de uma lógica que todos os agentes desportivos de base parecia compreenderem e aceitarem mas que as estruturas dirigentes de topo recusavam com base em obstinações com princípios «de moda». Foi assim que a World Athletics (e não só) começou a adoptar soluções de aparente espírito inovador, mas que, na verdade, navegavam muito entre o imaginativo e o delirante – veja-se (sempre sem sair do atletismo) os exemplos das estafetas mistas ou de certas normas regulamentares (como a da prevalência da marca do último ensaio em concursos onde os atletas com melhor marca podiam não ser os vencedores), em que mais parecia estar-se a brincar com o esforço dos atletas e a sujeitá-los ao ridículo do que a valorizar-lhes o esforço e a qualidade dos desempenhos competitivos.

Aqui chegados, vamos então ver qual foi a solução que este par WA / COI adoptou para garantir a tal igualdade para masculinos e femininos no programa olímpico do atletismo a partir de Paris-2024, especificamente no respeitante à questão dos 50 km marcha: para não ter de acrescentar uma prova feminina, optou por pura e simplesmente eliminar essa distância (dos masculinos), substituindo-a por uma prova mista (homens e mulheres na mesma prova, competindo entre si), em formato de estafeta, com a distância igual à das corridas de maratona. Ao que consta mas ainda sem confirmação, os dois atletas de cada equipa farão percursos alternados de distância igual a uma quarta parte do total da maratona (ou seja, 42.195 metros a dividir por 4, o que deve dar pela primeira vez na história das provas de atletismo uma distância marcada até aos centímetros).

Ora, é aqui que entramos no domínio da tal aberração de que se falou no início. Ao inventar-se uma prova com aquelas características criou-se uma aberração, uma fuga evidente à normalidade. Trata-se, por isso, de uma decisão anormal, que só pode ter sido tomada por pessoas caracterizadas por um conceito globalizado pela língua inglesa através do termo «freak»: isto só pode ser obra de «freaks», de anormais (pessoas que estão fora do padrão), de desnorteados (pessoas que perderam o norte e estão desorientadas, sem rumo evidente).

Vejamos:

. a marcha atlética nunca teve qualquer tradição (local, regional, nacional, continental ou mundial) de competições por estafetas (e muito menos de estafetas em que cada atleta fizesse mais do que um percurso na mesma prova, apesar de em Portugal serem conhecidos dois ou três casos de provas «informais» desse tipo em quase 50 anos de marcha atlética);

. a marcha atlética nunca teve qualquer tradição (local, regional, nacional, continental ou mundial) de competições em provas mistas – em muitas circunstâncias, há classificações colectivas com base em resultados individuais de provas masculinas e femininas, mas nunca de provas em que homens e mulheres competem juntos;

. a marcha atlética nunca teve qualquer tradição (local, regional, nacional, continental ou mundial) de competições na distância equivalente à das corridas de maratona (muito menos na distância que parece que cada interveniente vai fazer e que, segundo consta, será qualquer coisa incerta à volta dos dez quilómetros e meio);

. depois de no início da década de 90 se ter acabado (através de decisões globalmente aceites e compreendidas) com as distâncias curtas da marcha nas grandes competições internacionais de pista coberta (3000 m femininos e 5000 m masculinos), a opção por voltar a reduzir distâncias (neste caso para provas não tão curtas, mas mesmo assim muito menores do que as que vigoraram durante quase um século) funciona ao arrepio das melhores práticas em matéria organizativa, com o risco evidente de regresso ou aprofundamento de problemas técnico-regulamentares e do consequente descrédito da marcha enquanto disciplina do atletismo (aliás, até parece que esse é o objectivo de quem toma decisões como esta);

. a prova agora inventada surge criada e imposta a partir de cima, sem considerar nem muito menos respeitar a opinião dos principais interessados (os atletas), que não foram tidos nem achados no processo que conduziu a esta decisão – como se tem visto nas opiniões divulgadas nos órgãos de informação e nas redes sociais, parece não haver ninguém a manifestar-se de acordo com esta coisa estranha da tal estafeta, que, a menos de ano e meio dos Jogos de Paris, ainda ninguém percebeu como vai funcionar, tanto na fase de apuramento (mínimos?) como na da concretização «em pista».

Se, apesar de tudo isto, ainda mantivermos alguma boa-disposição e estivermos disponíveis para uma conclusão irónica, então aqui vai: esta ideia tem de ser considerada genial e a respectiva patente deveria ser registada de imediato, tal é a qualidade da invenção!

Agora, perante o erro que se cometeu, impõe-se uma atitude sábia: enterrar a aberrante decisão no cemitério do lixo da World Athletics e do Comité Olímpico Internacional e optar por solução que atenda em primeiro lugar aos atletas e não a objectivos obscuros e inconfessados.

Nem uma visão pós-modernista consegue explicar o que a World Athletics e o COI fizeram.

sábado, 22 de abril de 2023

Um novo evento de marcha atlética em Darvoy, França (resultados)

A marcha atlética em Darvoy, França, destacando-se Camille Moutard (dorsal 66), Quentin
Chenuet (75), Elis Batifol (182) e Vanessa Denisselle (196). Fotos: Emmanuel Tardi
e arquivo Pour Info à Orleáns. Montagem: O Marchador.

Desde logo, saúda-se o aparecimento de um novo meeting de Marcha Atlética em França, em particular no município de Darvoy, na região administrativa do Centro e no departamento de Loire, por iniciativa de Gwladys Brusseau, marchadora local e internacional veterana, e a organização e apoio do ECO-CJF Athlétisme.

Num evento que teve a participação global de cerca de meia centena de atletas em diferentes provas, o principal destaque vai para a vencedora dos 10 km femininos, a sub-23 Camille Moutard, atleta internacional do Athlé 21, com 44:47, um recorde pessoal que dista apenas 4 segundos do nacional em estrada (1996).

Outros vencedores nas principais provas foram, nos 10 km masculinos, o sub-20 Quentin Chenuet, do Gien Athlé Marathon, com 44:35 (recorde pessoal), e nas distâncias olímpicas de 20 km, nos masculinos, o sub-23 Elis Batifol, do Asvel Villeurbanne, com um recorde pessoal de 1:28:54, e nos femininos, a W35 Vanessa Denisselle, do Val-de-Reuil AC, com 1:42:00.

A equipa de juízes de marcha foi constituída por Maryline Plée (Chefe), Stéphanie Alquier, Gilbert Duval, Bruno Fougeron, Nadir Herida, Dominique Plée.

Os resultados completos estão disponíveis, aqui.

Colaboração: Emmanuel Tardi

Taça de Portugal de Marcha 2023 passou para a estrada, no Bombarral, este sábado

Imagem: Município do Bombarral. Montagem: O Marchador

Contrariando o que era habitual (e normal) nas Taças de Portugal de Marcha, isto é, na realização do evento numa pista sintética, a Federação Portuguesa de Atletismo agendou a competição para hoje, sábado (22), no Bombarral (distrito de Leiria), mas em estrada, num circuito (1 km) instalado na Rua do Chafariz Velho, junto ao Centro de Saúde local.

Numa competição eminentemente coletiva e em termos absolutos, o programa inicia-se às 18h00 com as provas femininas de 10 km absolutos e sub-20 e ainda 5 km sub-18 (incluiu sub-26), sendo que 1 hora mais tarde terão lugar as masculinas sobre iguais distâncias e escalões etários. A anteceder a Taça realizam-se provas para sub-14 (3 km) e sub-12 (1km) num âmbito local designado por «Bombarral a Marchar».

Encontram-se inscritos 62 atletas (24 masculinos e 38 femininos) em representação de 30 clubes, cuja listagem por prova pode ser consultada aqui.

A edição de 2022 disputada na pista de Faro teve como vencedores coletivos, em masculinos e femininos, a coletividade de Setúbal, o Clube Recreativo do Penteado.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Ever Palma e Miranda Melville triunfam no Mt. SAC Relays, Walnut, CA

Nick Christie, Ever Palma e Miranda Melville. Imagens: RUNMTSAC e RunnerSpace
Montagem: O Marchador

O mexicano Ever Palma Olivares e a estadunidense Miranda Melville venceram as provas mistas de 20.000 metros marcha «Elite» na pista do Estádio «Hilmer Lodge» incluídas no programa do prestigiado Mt. SAC Relays, em 63.ª edição, realizado no Campus do Mt. San Antonio College da cidade de Walnut, no estado da California, E.U. América (12 a 15/4).

Palma, que pouco antes dos 5.000 metros já comandava isolado, passou aos 10.000 metros em 41:03.06 para concluir as 50 voltas à pista no tempo de 1:23:00.55, bem à frente dos seus principais opositores, Nick Christie, que obteve 1:26:14.54, e Samuel Allen, de 20 anos de idade, com 1:31:05.28, marca próxima do seu melhor.

Melville, que desfrutou da companhia de Maria Michta-Coffey até à metade da prova, registou um parcial aos 10.000 metros de 48:24.82 e cortou a meta em 1:37:45.71, contra 1:38:23.23 da sua adversária direta. Stephanie Casey viria a ser a terceira classificada, posição que recuperou (a Katie Burnett) a cinco voltas dos final, com 1:41:09.21.

Seguiu-se outra prova de marcha, sobre 5.000 metros (mista), com vitórias, nos masculinos, de Ryan Allen, com 23:27.06, e nos femininos, da sub-20 Angelica Harris, com 24:06.47, recorde pessoal.

Classificações (14/4)
20.000 m masculinos
1.º, Ever Jair Palma Olivares (1992), 1:23:00.55
2.º, Nick Christie (1991), 1:26:14.54
3.º, Samuel Allen (2002), 1:31:05.28
4.º, Jordan Crawford (2000), 1:33:22.23
5.º, Emmanuel Corvera (1993), 1:34:01.35
6.º, Juan Axel Montanez ( - ), 1:34:26.03
7.º, Bricyn Healey (1998), 1:37:44.69
8.º, Allen James (1964), 1:49:43.68

20.000 m femininos
1.ª, Miranda Melville (1989), 1:37:45.71
2.ª, Maria Michta-Coffey (1986), 1:38:23.23
3.ª, Stephanie Casey (1983), 1:41:09.21
4.ª, Katie Burnett (1988), 1:41:37.01
5.ª, Janelle Branch ( - ), 1:45:26.37
6.ª, Katherine Miale (1997), 1:45:34.47
7.ª, Celina Lepe (1996), 1:46:40.90
8.ª, Lydia McGranahan (1976), 1:50:03.24

5.000 m masculinos
1.º, Ryan Allen, 23:27.06
2.º, Clayton Stoil, 23:39.14
3.º, Christopher Zuck, 24:03.00
4.º, David Dorantes, 25:35.40

5.000 m femininos
1.ª, Angelica Harris, 24:06.47
2.ª, Heather Durrant, 24:55.82
3.ª, Hannah Durrant, 26:47.87
4.ª, Janeth Ortega, 27:31.63
5.ª, Lianny Guzman, 29:33.02

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Dominik Černý e Ema Hačundová vencem 20 km em Banská Bystrica, Eslováquia

Partida e pódios dos 20 km em Banská Bystrica. Fotos: SAZ (mp/mt)
Montagem: O Marchador

Disputados que foram os campeonatos nacionais da Eslováquia de 35 km em Dudince (25/3), foi agora a vez de Banská Bystrica receber os campeonatos de 20 km, integrados na 7.ª edição do Meeting Internacional, disputados no domingo passado (16/4).

Vencendo e acumulando os títulos nacionais 2023 sobre a distância, Dominik Černý e Ema Hačundová, ambos representantes do ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica, obtiveram novos recordes pessoais de 1:23:51 e 1:37:47 respetivamente.

Na prova masculina, Michal Morvay, do ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica, foi o segundo classificado, com 1:27:07, e o sub-23 checo Jaromír Morávek, do Smola Chuze Praha, o terceiro, com um recorde pessoal de 1:28:40. Foi notada a ausência, por lesão, de Miroslav Úradník, o campeão deste ano nos 35 km em Dudince.

Na prova feminina, as segunda e terceira posições do pódio eslovaco e também do meeting foram alcançadas pela sub-23 Alžbeta Ragasová, do AK Spartak Dubnica nad Váhom, com 1:39:21, recorde pessoal, e Hana Burzalová, do ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica, com 1:41:10, ela que venceu o campeonato em 2022. Registe-se ainda a quarta posição da húngara Viktória Madarász, com 1:42:15, atleta medalhada (bronze) nos Europeus de Munique-2022 (35 km).

De entre as várias outras provas do programa do evento, referência para os vencedores sub-20 (10 km), Filip Krestianko, do ŠK BCF Dukla Banská Bystrica, com 44:08, e Tamara Indrišková, do AK AŠK Slávia Trnava, com 51:05, e para os sub-18 (5 km), Jakub Mažgút, do ŠK BCF Dukla Banská Bystrica, com 25:40, e Petra Kusá, do AK ZŤS Martin, com 25:12.

Para além dos anfitriões, da Eslováquia, participaram ainda atletas oriundos da Áustria, Hungria, Lituânia e República Checa.

Principais classificações
20 km masculinos - geral
1.º, Dominik Černý, 1997 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 1:23:51
2.º, Michal Morvay, 1996 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 1:27:07
3.º, Jaromír Morávek, 2003 (CZE - Rep. Checa / Smola Chuze Praha), 1:28:40
Desistente: Machník Ľuboš, 1988 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica).

20 km femininos - geral
1.ª, Ema Hačundová, 1999 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 1:37:47
2.ª, Alžbeta Ragasová, 2002 (AK Spartak Dubnica nad Váhom), 1:39:21
3.ª, Hana Burzalová, 2000 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 1:41:10
4.ª, Viktória Madarász, 1985 (HUN - Hungria), 1:42:15
5.ª, Klaudia Žárska, 1999 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica), 1:43:06
Desistentes: Karin Devaldová, 2003 (AK Slávia TU Košice) e Mária Katerinka Czaková, 1988 (ŠK Dukla o.z. Banská Bystrica).

Classificações completas de todas as provas, aqui.

Raivo Saulgriezis vence 20 km em Olomouc. Vít Hlaváč e Eliška Martínková com títulos nacionais checos

O letão Raivo Saulgriezis, os campeões nacionais Vít Hlaváč e Eliška Martínková, e os
pódios dos campeonatos checos de 20 km. Fotos: Jaroslav Vychodil-Česká atletika
e fb Raivo Saulgriezis. Montagem: O Marchador

Em Olomouc, na República Checa, disputou-se no passado sábado (15/4), o tradicional meeting de marcha atlética, em 57.ª edição, evento em simultâneo com os campeonatos nacionais de 20 km.

Nas provas de 20 km, o triunfo masculino pertenceu a Raivo Saulgriezis, da Letónia, a participar extra-campeonato, com 1:27:59, à frente de Vít Hlaváč, do A. C. TEPO Kladno, a obter o título nacional com 1:28:51. Enquanto as posições do pódio checo ficavam definidas com Adam Zajíček, do Atletika Poruba z.s., a obter 1:30:04 (3.º na geral), e Lukáš Gdula, do Hvězda Pardubice z.s., com 1:37:03 (5.º), entre eles cortava a meta o eslovaco e veterano M45 Milan Rízek, do Atletika ŠK Skalica, quarto classificado na geral, com 1:35:31.

Já no que diz respeito ao triunfo feminino nos 20 km, este, sem oposição, pertenceu a Eliška Martínková, da Univerzitní Sportovní Klub Praha, que acumulou o título nacional com 1:41:36. Recorde-se que a atleta, de 21 anos de idade, detém como recorde pessoal a marca de 1:30:53 obtida em Podebrady-2022. O pódio ficou completo com atletas sub-20 de primeiro ano, Ema Klimentová, do Atletický klub Šternberk z.s., com 1:48:54, e Alžběta Franklová, do SK Jeseniova, com 1:50:02, ambas com recordes pessoais.

Na variante classificativa dos 10 km, as vitórias absolutas pertenceram ao irlandês Brendan Boyce, com 42:37, e à sub-20 checa Tereza Pittnerová, do SK Vrchlabí Smola Konstrukce, com 58:09.

Principais classificações
20 km masculinos - geral
1.º, Raivo Saulgriezis, 1994 (LAT - Latvia), 1:27:59
2.º, Vít Hlaváč, 1997 (A. C. TEPO Kladno), 1:28:51
3.º, Adam Zajíček, 2003 (Atletika Poruba z.s.), 1:30:04
4.º, Milan Rízek, 1978 (SVK - Slovakia / Atletika ŠK Skalica), 1:35:31
5.º, Lukáš Gdula, 1991 (Hvězda Pardubice z.s.), 1:37:03
6.º, Rostislav Kolář, 1987 (SK Hranice, z.s.), 1:39:40
7.º, Alexandr Malysa, 1997 (VSK Univerzita Brno), 1:47:44
8.º, Roman Říha, 1990 (AK ŠKODA Plzeň), 1:54:24
9.º, Josef Smola, 1964 (SMOLA CHŮZE Praha), 1:57:10
10.º, Antonín Kozelka, 1985 (TJ Sokol Hradec Králové), 2:07:21
Desclassificados: Jaromír Morávek, 2003 (AK ŠKODA Plzeň) e Martin Nedvídek, 1975 (AC Rumburk, z.s.).

20 km femininos
1.º, Eliška Martínková, 2002 (Univerzitní sportovní klub Praha), 1:41:36
2.º, Ema Klimentová, 2005 (Atletický klub Šternberk z.s.), 1:48:54
3.º, Alžběta Franklová, 2005 (SK Jeseniova), 1:50:02
4.º, Kučerová Štěpánka Pohlová, 1987 (TJ Sokol Hradec Králové), 1:52:11
5.º, Nelly Bugárová, 2001 (AK ŠKODA Plzeň), 1:54:32
6.º, Johana Petříková, 2002 (Spartak Praha 4), 1:57:34
7.º, Michaela Bakliková, 2001 (AK ŠKODA Plzeň), 1:58:47
8.º, Lenka Borovičková, 1973 (SK Nové Město nad Metují), 2:07:25
9.º, Ivana Vranková, 1974 (TJ Sokol Opava), 2:15:02
10.º, Adriana Strnadlová, 2005 (SSK Vítkovice, z.s.), 2:20:26
Desistente: Klára Hlaváčová, 2003 (A. C. TEPO Kladno).

Consulte os resultados completos do evento, aqui.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Noda, Okada e Liu, os principais destaques nos 35 km em Wajima

Em Wajima, a partida conjunta dos 35 km e as finalizações de Tomohiro Noda,
Kumiko Okada e Hong Liu. Fotos: Tsukuriku Online, News Infoseek e JAAF
Montagem: O Marchador

No Japão, dois meses depois dos 20 km em Kobe, foi agora a vez dos 35 km, com os campeonatos nacionais a serem realizados no dia 16/4, na cidade de Wajima, província de Ishikawa, um importante evento de qualificação para os Mundiais de Atletismo de Budapeste, em agosto, e ainda para os Jogos da Ásia em Hangzhou, em setembro.

E não foram defraudadas as perspetivas de obtenção de excelentes resultados, desde logo com os campeões a estabelecerem novos recordes do Japão, nos masculinos, através de Tomohiro Noda, e por 2 segundos, com 2:23:13 (antes, 2:23:15 de Masatora Kawano em Eugene-2022), e nos femininos, Kumiko Okada, com 2:44:11 (antes, 2:45:09 de Serena Sonoda também em Eugene).

Na participação aberta, registe-se igualmente o novo recorde asiático obtido pela chinesa e campeã olímpica Hong Liu, a primeira a cortar a meta no setor feminino, com 2:38:42, melhorando a anterior marca de 2:40:06 estabelecida em Dudince, há 3 semanas. Outra atleta em evidência foi a australiana Allanah Pitcher, quarta na geral com 2:50:23, marca que constitui recorde do seu país e da Oceania.

Ainda nos campeonatos nacionais, mencione-se os atletas que completaram os pódios, nos masculinos, Satoshi Maruo, com 2:25:49, e o anterior recordista nacional, Masatora Kawano, com 2:26:51, e nos femininos, Serena Sonoda, também ela a suplantar a anterior (e sua) melhor marca nacional, com 2:44:25, e Masumi Fuchise, com 2:57:51.

Classificações
35 km masculinos - geral
1.º, Tomohiro Noda, 2:23:13
2.º, Satoshi Maruo, 2:25:49
3.º, Masatora Kawano, 2:26:51
4.º, Hayato Katsuki, 2:28:53
5.º, Kazuki Takahashi, 2:30:55
6.º, Motofumi Suwa, 2:32:39
7.º, Haruki Manju, 2:33:10
8.º, Kotaro Wake, 2:37:44
9.º, Rihito Ishida, 2:37:55
extra: Dylan Richardson (Austrália), 2:38:37
10.º, Yuki Ito, 2:42:37
11.º, Tatsuya Tanaka, 2:42:44
extra: Man Chin (Hong Kong), 2:47:05
12.º, Tomoya Kanzawa, 2:47:59
13.º, Toru Yamamoto, 2:48:05
14.º, Toshiaki Hirosawa, 3:05:33
15.º, Naohiro Koyama, 3:12:41
Desistentes: Hayato Yanagihara, Daisuke Matsunaga e extra - Diego Pinzon (Colômbia).
Desclassificado: Masaru Ikinaga.

35 km femininos - geral
extra: Hong Liu (China), 2:38:42
1.ª, Kumiko Okada, 2:44:11
2.ª, Serena Sonoda, 2:44:25
extra: Allanah Pitcher (Austrália), 2:50:23
3.ª, Masumi Fuchise, 2:57:51
extra: Siu Nga Ching (Hong Kong), 2:59:32
4.ª, Kaori Kawazoe, 2:59:46
5.ª, Mao Tatsumi, 3:04:41
6.ª, Yuki Yoshizumi, 3:13:12
7.ª, Aoi Shibata, 3:18:26
Desistentes: Nami Hayashi e Kaori Inoue.

Os resultados completos que incluem os parciais em cada 5 km podem ser consultados aqui.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Karl Junghannß bate recorde da Alemanha de 35 km marcha em Erfurt

Os 35 km em Erfurt, sagrando-se campeões nacionais Karl Junghannß (dorsal 84)
e Bianca Maria Dittrich (2). Fotos: Race Walk Pictures-Hagen Pohle
Montagem: O Marchador

Nos Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada da Alemanha, em Erfurt (15/4), destaque também para a prova de 35 km do evento em que Karl Junghannß, do LC Top Team Thüringen, juntou ao título nacional conquistado um novo recorde do seu país, com 2:28:19, superando a anterior marca de 2:29:30 obtida por Christopher Linke no europeus de Munique no ano passado.

Junghannß, que obteve a marca de qualificação direta para os Mundiais de Budapeste-2023, melhorando o seu recorde pessoal do ano passado em Frankfurt (2:31:37), teve poucos mas fortes oponentes, nomeadamente Carl Dohmann, do SCL Heel Baden-Baden, segundo classificado, com 2:31:52, Nathaniel Seiler, do TV Bühlertal, terceiro, com um recorde pessoal de 2:33:39, e ainda o vice-campeão olímpico nos 50 km de Tóquio, Jonathan Hilbert, do LG Ohra Energie, quarto a cortar a meta, com 2:33:56.

Na prova feminina, Bianca Maria Dittrich, do Droste-Running-Team, sagrou-se campeã, com 3:03:13, a terceira vez que competiu na distância num espaço de um mês (12/3, Aix-les-Bains; 25/3, Dudince). Acompanharam-na no pódio, Katrin Schusters, representante do Polizei SV Berlin, com 3:15:04, e a W45 Bianca Schenker, do LG Vogtland, com 3:34:16, recorde pessoal.

De entre outras provas destinadas às categorias mais jovens, registe-se os títulos nacionais conquistados, nos sub-20 (10 km), por Frederick Weigel, com 42:44, e Lena Sonntag, com 47:28, ambos do SC Potsdam, prova em que a 2.ª classificada foi Kylie Garreis, LG Vogtland, com 48:58, todos com recordes pessoais. Nos sub-18, títulos também para atletas do SC Potsdam, Nick Joel Richardt, com 44:17 (10 km), e Lara Jolie Feigl, com 27:24 (5 km).

Nas provas de 10 km para as diferentes faixas etárias dos veteranos, mencione-se os três primeiros na ordenação geral masculina, Pascal Artur, M35 (Eintracht Frankfurt e.V, 54:01), Steffen Borsch, M50 (SV Halle, 54:10), e Uwe Schröter, M60 (LG Vogtland, 54:27), e a melhor absoluta do setor feminino, Brit Schröter, W45 (LG Vogtland, 54:26).

Fonte: DLV

Classificações
35 km masculinos
1.º, Karl Junghannß, 1996 (LC Top Team Thüringen), 2:28:19
2.º, Carl Dohmann, 1990 (SCL Heel Baden-Baden), 2:31:52
3.º, Nathaniel Seiler, 1996 (TV Bühlertal), 2:33:39
4.º, Jonathan Hilbert, 1995 (LG Ohra Energie), 2:33:56

35 km femininos
1.ª, Bianca Maria Dittrich, 1993 (Droste-Running-Team), 3:03:13
2.ª, Katrin Schusters, 1997 (Polizei SV Berlin), 3:15:04
3.ª, Bianca Schenker, 1974 (LG Vogtland), 3:34:16

Resultados completos, aqui.

Christopher Linke e Saskia Feige vencem 20 km em Erfurt, Alemanha

A partida dos 20 km em Erfurt e os campeões absolutos, Christopher Linke e Saskia Feige.
Fotos: Race Walk Pictures-Hagen Pohle. Montagem: O Marchador

Na cidade alemã de Erfurt, sob tempo chuvoso e fresco mas ainda assim com boas condições para a obtenção marcas, realizaram-se os Campeonatos Nacionais de Marcha em Estrada (15/4), destacando-se os títulos nacionais e as prestações sobre 20 km dos credenciados Christopher Linke e Saskia Feige.

Linke, representante do SC Potsdam, vice-campeão da Europa em Munique-2022 nos 35 km, optou agora por competir sobre 20 km (é o recordista nacional da distância), obtendo a marca de 1:21:00. Nils Brembach, colega de clube de Linke e que o acompanhou em fase inicial, foi o segundo classificado, com 1:22:15, e Leo Köpp, do LG Nord Berlin, o terceiro classificado, com 1:24:14. Referência ainda para o campeão sub-23 e 4.º na geral, Johannes Frenzl, do SC Potsdam, com 1:24:20, e para o primeiro de vários veteranos a competir na prova, Steffen Borsch, atleta M50 do SV Halle, 5.º na geral, com 1:45:23.

Feige, atleta de 25 anos de idade, do SC DHfK Leipzig e.V., também ela medalhada nos europeus de Munique-2022 (bronze nos 20 km), dominou por completo e obteve um recorde pessoal por larga margem, com 1:28:28 (antes, 1:29:25-2022). A marca obtida para além de garantir a qualificação para os Mundiais de Budapeste deste ano, aproxima-se do recorde nacional (1:27:56) que desde Hildesheim-2004 vai estando na posse de Sabine Zimmer. O pódio absoluto ficou completo com Emilia Lehmeyer, do LG Nord Berlin, com 1:39:25, e Lea Anika Obenaus, do SC Potsdam, a 1.ª sub-23, com 1:52:21.

Fonte: DLV

Classificações
20 km masculinos
1.º, Christopher Linke, 1988 (SC Potsdam), 1:21:00
2.º, Nils Brembach, 1993 (SC Potsdam), 1:22:15
3.º, Leo Köpp, 1998 (LG Nord Berlin), 1:24:14
4.º, Johannes Frenzl, 2001 (SC Potsdam), 1:24:20
5.º, Steffen Borsch, 1973 (SV Halle), 1:45:23
6.º, Pascal Artus, 1988 (Eintracht Frankfurt e.V.), 1:51:30
7.º, Denis Franke, 1969 (TV Bühlertal), 1:58:19
8.º, Andreas Wild, 1982 (ASV Erfurt), 2:00:32
9.º, Hartmut Bretag, 1960 (Leichtathletik in Beeskow e.V.), 2:05:05
10.º, Helmut Prieler, 1955 (SpVgg Niederaichbach), 2:06:44
11.º, Andreas Ritzenhoff, 1967 (BTB Oldenburg), 2:08:01
12.º, Joachim Maier, 1970 (SV Breitenbrunn), 2:08:31
13.º, Reinhard Langhammer, 1952 (ASV Erfurt), 2:17:16
14.º, Klaus Pflästerer, 1958 (AC 92 Weinheim), 2:21:13
15.º, Stefan Lehmann, 1951 (Polizei SV Berlin), 2:21:33 p.z.
16.º, Stefan Nißl, 1959 (TV Ludweiler), 2:21:59
17.º, Ronald Papst, 1962 (ASV Erfurt), 2:26:27
18.º, Ralf Janotte, 1957 (Polizei SV Berlin), 2:26:39
19.º, Bernd Ocker Hölters, 1946 (Polizei SV Berlin), 2:28:42
20.º, Horst Kiepert, 1951 (MBB-SG Augsburg), 2:29:33

20 km femininos
1.ª, Saskia Feige, 1997 (SC DHfK Leipzig e.V.), 1:28:28
2.ª, Emilia Lehmeyer, 1997 (LG Nord Berlin), 1:39:25
3.ª, Lea Anika Obenaus, 2003 (SC Potsdam), 1:52:21
4.ª, Johanna Wax, 2000 (SpVgg Niederaichbach), 2:15:58

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Em Manágua, vitórias sub-20 de Gabriel Alvarado (Nicarágua) e Sharon Herrera (Costa Rica)

Nos 10 km sub-20 em Manágua, partidas e chegadas, com Sharon Herrera (dorsal 310),
Gabriel Alvarado (205) e Brayan Matías (202). Fotos: Carlos Montealto-Noticias Deportes
Montagem: O Marchador

Ainda no domingo (16/4), referência final para as provas de 10 km destinadas a atletas da categoria sub-20, a contar para a Taça Pan-americana de Marcha Atlética em Manágua, Nicarágua.

O nicaraguense Gabriel Alvarado deu a vitória maculina ao seu país com 42:43, após chegada ao sprint com o guatemalteco Bryan Matias, que registou mais um segundo (42:44), enquanto, nos femininos, a costa-riquenha Sharon Herrera venceu de forma bem destacada, com 47:39.

A fechar o pódio masculino, prova que contou com 16 participantes, entrou o colombiano Jesus Leonardo Ramírez, com 43:16. Nos femininos (13 participantes), o pódio ficou completo com a colombiana Natalia Pulido, com 48:41, e a guatemalteca Yaquelin Teletor Jerónimo, com 49:18.

Na classificação coletiva global do evento, a Colômbia foi a vencedora, somando 3 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze.

Classificações (16/4)
10 km sub-20 masculinos
1.º, Gabriel Antonio Alvarado Dávila, 2004 (Nicaragua), 42:43
2.º, Bryan Alexander Matias Ortíz, 2005 (Guatemala), 42:44
3.º, Jesus Leonardo Ramírez, 2005 (Colombia), 43:16
4.º, Miguel Arcangel Peña León, 2004 (Colombia), 43:22
5.º, Uziel Enrique Col Caal, 2005 (Guatemala), 44:20
6.º, Julian Andrés Alfonso Carvajal, 2005 (Colombia), 44:24
7.º, Ezequiel Alejandro Arrubla Díaz, 2005 (Colombia), 44:45
8.º, Otavio Henrique Vicente, 2004 (Brasil), 45:07
9.º, Miguel Angel Quispe Quispe, 2004 (Perú), 45:09
10.º, Angel Vasquez Montes de Oca, 2005 (México), 45:56
11.º, Miguel Angel Palacios San José, 2006 (Guatemala), 46:36
12.º, Lorenzo Antonio Davila Ruiz, 2004 (México), 47:10
13.º, Emanuel Joset Apaza Apaza, 2005 (Perú), 47:30
14.º, Klaubert Ferreira de Franca, 2005 (Brasil), 48:59
15.º, Joao Victor Silva Magalhaes, 2004 (Brasil), 49:35
16.º, Sebastian Escutia Bermudez, 2004 (México), 50:47

10 km sub-20 femininos
1.ª, Sharon Lisseth Herrera Soto, 2004 (Costa Rica), 47:39
2.ª, Natalia Pulido, 2004 (Colombia), 48:41
3.ª, Yaquelin Michell Teletor Jerónimo, 2004 (Guatemala), 49:18
4.ª, María Fernanda Santiago Francisco, 2004 (México), 50:00
5.ª, Lisbeth Carolina López Jayes, 2005 (Guatemala), 51:37
6.ª, Vanessa Jimena Martinez Martinez, 2004 (México), 54:22
7.ª, Luciana Beatriz Hilario Reyes, 2005 (Perú), 54:48
8.ª, Thalliane Miranda da Cruz, 2005 (Brasil), 56:58
9.ª, Yudy Iris Quispe Chambilla, 2006 (Perú), 58:48
10.ª, Keesha Lee Vázquez Gonzalez, 2006 (Puerto Rico), 1:00:23
Desistentes: Gabrielly dos Santos, 2004 (Brasil), Gabrielly Pereira Neves, 2005 (Brasil) e Karla Ximena Serrano Olivares, 2004 (México).

José Montaña e Viviane Lyra triunfam nos 35 km em Manágua

As provas de 35 km em Manágua e os respetivos pódios.
Fotos: fb Viviane Lyra, Revista Atletismo Peruano e Erick Martínez Martínez.
Montagem: O Marchador

A abrir o segundo dia (domingo, 16/4) da Taça Pan-americana de Marcha Atlética em Manágua, na Nicarágua, e quando eram 5h45 da manhã, foi dada a partida conjunta das provas de 35 km masculinos e femininos, saindo vencedores o colombiano José Leonardo Montaña e a brasileira Viviane Santana Lyra.

Nos masculinos (16 participantes), os marchadores colombianos seguiram êxito da véspera (vitórias nos 20 km), arrecadando as medalhas de ouro e prata através de José Leonardo Montaña e Juan José Soto, separados na meta por 17 segundos, e as marcas de 2:37:49 e 2:38:06. O bronze foi conquistado pelo brasileiro Max Batista dos Santos, com 2:40:06.

Nos femininos (12 participantes), Viviane Lyra, já qualificada para os mundiais de Budapeste, venceu de forma folgada e obteve a marca de 2:55:03, e ainda antes do cronómetro atingir as 3 horas de prova entrou na meta a peruana Evelyn Inga, segunda classificada com 2:58:26. A terceira posição seria para a colombiana Arabelly Orjuela, com 3:01:27.

Classificações (16/4)
35 km masculinos
1.º, José Leonardo Montaña Arevalo, 2001 (Colombia), 2:37:49
2.º, Juan José Soto Ruíz, 1999 (Colombia), 2:38:06
3.º, Max Batista Goncalves dos Santos, 1994 (Brasil), 2:40:06
4.º, Luis Henry Campos Cruz, 1995 (Perú), 2:43:08
5.º, Yassir Ameth Cabrera Lopez, 1988 (Panamá), 2:44:11
6.º, Jose Leyver Ojeda Blas, 1985 (México), 2:44:20
7.º, José María Raimundo, 1993 (Guatemala), 2:47:27
8.º, Josias Daniel Cruzado Castro, 2002 (Perú), 2:51:31
9.º, Jefferson Daniel Segura Zepeda, 1998 (México), 2:52:44
10.º, Diego Pereira Lima, 1987 (Brasil), 2:57:23
11.º, Rudney Dias Nogueira, 1990 (Brasil), 2:59:58
12.º, Braylin Santana Tejada, 1992 (República Dominicana), 3:28:40
Desistentes: Bernardo Uriel Barrondo García, 1993 (Guatemala), Julio Cesar Salazar Enriquez, 1993 (México) e Erick Bernabé Barrondo García, 1991 (Guatemala).
Desclassificado: Jorge Armando Ruiz Fajardo, 2001 (Colombia).

35 km femininos
1.ª, Viviane Santana Lyra, 1993 (Brasil), 2:55:03
2.ª, Evelyn Karla Inga Huaynalaya, 1998 (Perú), 2:58:26
3.ª, Arabelly Orjuela Sánchez, 1988 (Colombia), 3:01:27
4.ª, María Guadalupe Sanchez Magaña, 1995 (México), 3:05:58
5.ª, Yoci Yoana Caballero Huaman, 1993 (Perú), 3:06:44
6.ª, Aura Libertad Morales Alvarez, 1982 (México), 3:09:08
7.ª, Elvira Arizay Cruz Salinas, 1992 (México), 3:11:00
8.ª, Mayara Luize Vicentainer, 1991 (Brasil), 3:11:15
9.ª, Lizbeth Silva Miranda, 1989 (México), 3:23:57
10.ª, María Fernanda Peinado, 2001 (Guatemala), 3:32:02
Desistentes: Elianay Santana da Silva Pereira Barboza, 1984 (Brasil) e Mirna Sucely Ortíz Flores, 1987 (Guatemala).

domingo, 16 de abril de 2023

César Herrera e Laura Chalarca vencem 20 km na Taça Pan-americana Manágua 2023

As provas de 20 km, vencidas por Laura Chalarca e César Herrera.
Fotos: fb Comité Olímpico Nicaragüense. Montagem: O Marchador

Os colombianos César Herrera e Laura Chalarca sagraram-se vencedores das provas de 20 km do primeiro dia (sábado, 15/4) da 21.ª edição da Taça Pan-americana de Marcha Atlética que decorre, até hoje, em Manágua, a capital da Nicarágua.

Nos masculinos, com 21 participantes (3 desistentes e 1 desclassificado), César Herrera, vice-campeão sul-americano sub-23 (Guayaquil-2021), foi o mais forte e cortou a meta no tempo de 1:24:32 (apenas a 5 segundos do seu recorde pessoal), sendo seguido pelos mexicanos José Luis Doctor, o recente vencedor dos 35 km em Dudince (rec.nacional, 2:26:37), que agora obteve 1:24:42, e Noel Chama, com 1:25:02. Ainda na casa da 1 hora e 25 minutos de prova entraram o guatemalteco José Alejandro Barrondo (1:25:40) e o canadiano (Evan Dunfee (1:25:51).

Nos femininos, Laura Mojica Chalarca, atleta de 23 anos de idade, medalha de prata nos sul-americanos sub-23 em Cascavel-2022, saiu vitoriosa com a marca de 1:34:44 que constitui um novo recorde pessoal, superando a peruana Mary Luz Andia, com 1:35:39, e a mexicana Alejandra Ortega, com 1:36:05. Até à quinta posição entraram a brasileira Gabriela Muniz (1:36:12, recorde pessoal) e a boliviana Mayra Quispe (1:37:17). A prova teve a participação de 16 atletas (2 desistentes).

O evento prossegue hoje com as provas de 35 km e 10 km sub-20 para masculinos e femininos.

Classificações (15/4)
20 km masculinos
1.º, Cesar Alberto Herrera Cortes, 1999 (Colombia), 1:24:32
2.º, Jose Luis Doctor Morales, 1996 (México), 1:24:42
3.º, Noel Ali Chama Almazán, 1997 (México), 1:25:02
4.º, José Alejandro Barrondo Xuc, 1996 (Guatemala), 1:25:40
5.º, Evan Dunfee, 1990 (Canada), 1:25:51
6.º, Andrés Eduardo Olivas Nuñez, 1998 (México), 1:26:01
7.º, Brandon Bernardo Segura Zepeda, 1996 (México), 1:26:10
8.º, Mateo Romero Blanco, 2003 (Colombia), 1:26:42
9.º, Jesús Osvaldo Calderón Gómez, 1997 (México), 1:27:13
10.º, Ricardo Ortíz Rivera, 1995 (México), 1:27:31
11.º, Kevin Salvador Cahuana Quispe, 2001 (Perú), 1:29:27
12.º, Ronaldo Hernandez Castellanos, 1994 (Cuba), 1:29:43
13.º, Paulo Rbeiro, 2001 (Brasil), 1:29:48
14.º, Juan Manuel Calderon Zuñiga, 1999 (Costa Rica), 1:30:19
15.º, José Eduardo Ortíz Flores, 2000 (Guatemala), 1:33:08
16.º, Ronald Estiven Salla Garcez, 2003 (Colombia), 1:33:20
17.º, Edson Alves De Aguiar, 1999 (Brasil), 1:35:28
Desistentes: Lucas Gomes De Souza Mazzo, 2001 (Brasil), Jorge Méndez Brito, 1990 (República Dominicana) e Carlos Sanchez Cantera, 1985 (México).
Desclassificado: Francis Erick Soto Rojas, 2002 (Perú).

20 km femininos
1.ª, Laura Cristina Chalarca Mojica, 2000 (Colombia), 1:34:44
2.ª, Mary Luz Andia Arotaipe, 2000 (Perú), 1:35:39
3.ª, Alejandra Ortega Solis, 1994 (México), 1:36:05
4.ª, Gabriela De Souza Muniz, 2002 (Brasil), 1:36:12
5.ª, Mayra Karen Quispe Mancilla, 2000 (Bolivia), 1:37:17
6.ª, Maritza Rafaela Poncio Tzul, 1994 (Guatemala), 1:38:40
7.ª, Valeria Ortuño Martinez, 1998 (México), 1:38:49
8.ª, Natalia Beatriz Alfonzo Castillo, 1994 (Venezuela), 1:40:45
9.ª, Sara Patricia Pulido Sandoval, 1994 (Colombia), 1:44:37
10.ª, Brigitte Sheyla Coaquira Albarracin, 1999 (Perú), 1:46:21
11.ª, Inés Huallpa Condo, 2002 (Bolivia), 1:48:01
12.ª, Olivia Lundman, 2003 (Canada), 1:48:56
13.ª, Bruna Batista De Oliveira, 2002 (Brasil), 1:50:36
14.ª, Larissa Fernanda Frois, 2000 (Brasil), 1:53:19
Desistentes: Sofia Elizabeth Ramos Rodriguez, 2002 (México) e Rocio Estefania Sanchez Gaytan, 2001 (México).

sábado, 15 de abril de 2023

Evento promocional de marcha atlética em Ocquerre, França (resultados)

Em Ocquerre, os vencedores, Nicolas Boyer e Emma Ribeiro, os pódios, e a equipa
de juízes de marcha. Fotos: Emmanuel Tardi. Montagem: O Marchador

Em Ocquerre, localidade que dista 50 km de Paris, França, teve lugar dia 9/4 um evento de promoção da disciplina olímpica de marcha sobre 10 km, beneficiando de boas condições atmosféricas.

Numa prova em que o primeiro quilómetro foi percorrido na pista e os restantes nove num circuito em estrada próximo do estádio, Nicolas Boyer, atleta M45 do US Champagne, foi o vencedor masculino com 54:09, depois de ter tido a companhia, em fase inicial, de Mathieu Olivares, também da mesma faixa etária, do Neuilly-sur-Marne, segundo classificado, com 59:54.

Nos femininos, vitória para a sub-20 Emma Ribeiro, representante do AC Pays de l'Ourcq, com 1:00:47.

A equipa dos juízes de marcha foi constituída por Emmanuel Tardi (chefe), Dominique Leclercq, Florent Brou, Eric Swidzinski, Claude Mauny e Michel Letoqueux.

Espera-se agora que o evento tenha a devida e desejada continuidade na próxima época.

Colaboração: Emmanuel Tardi

Classificações
10 km masculinos
1.º, Nicolas Boyer, 1977 (US Champagne), 54:09
2.º, Mathieu Olivares, 1976 (Neuilly-sur-Marne), 59:54
3.º, Stephane Labrousse, 1959 (AVIA Club), 1:03:16
4.º, Cyrille Levesque, 1973 (UAI Nogent), 1:04:21
5.º, Guy Baudet, 1955 (CAP 94), 1:10:27
6.º, Patrick Montigny, 1949 (US Ivry), 1:38:55

10 km femininos
1.ª, Emma Ribeiro, 2004 (AC Pays de l'Ourcq), 1:00:47
2.ª, Delphine Reaud, 1982 (AC Paris-Joinville), 1:01:46
3.ª, Sophie Dore, 1977 (UAI Nogent), 1:06:06
4.ª, Nathalie Steinville, 1964 (ASFI Villejuif), 1:06:42