terça-feira, 11 de setembro de 2012

Caio Bonfim e Cleia Silva triunfam no Sub 23 brasileiro

Cleia Silva e os componentes do pódio masculino, Caio Bonfim,
Rudney Nogueira e Jean Rominhuk. Fotos: Wagner Carmo/CBAt.
Montagem: O Marchador. 
Realizou-se este fim de semana o campeonato brasileiro de atletismo de Sub-23, uma organização da Confederação Brasileira de Atletismo e da Federação de Atletismo do Paraná, com as provas de marcha, na distância de 20.000 metros, a serem realizadas na pista do Estádio Willie Davids, em Maringá.

Na prova masculina Caio Bonfim, atleta do Distrito Federal, e que recentemente esteve nos Jogos Olímpicos, venceu muito tranquilamente, construindo uma ampla vantagem de 13 minutos sobre o segundo classificado, superioridade que se começou a notar logo nas primeiras voltas da prova. Caio completou a prova em 1.25.14,1, novo recorde da competição. O anterior máximo era de Rafael Duarte, com 1.27.08,5, tempo estabelecido em 2004.

Na prova feminina, Cleia Silva, também do Distrito Federal, conquistou o título de esperanças, com o tempo de 1.55.55,6, ainda assim com uma confortável vantagem de cerca de 6 minutos sobre a sua mais direta competidora. A atleta superiorizou-se à detentora da melhor marca brasileira anual na categoria, Camila da Silva, segunda classificada.

Na classificação coletiva São Paulo foi a primeira arrecadando 75 medalhas (31 de ouro, 24 de prata e 20 de bronze) seguida do Rio de Janeiro, com 20 medalhas (4,9,7) e do Distrito Federal, com 5 (3,2,0). Brevemente serão conhecidos os representantes brasileiros no Campeonato Sul-americano da categoria que terá lugar nos dias 22 e 23 deste mês, em São Paulo.

Resultados

20.000 metros masculinos (8 Set.)
1.º, Caio Oliveira de Sena Bonfim (1991), 1.25.14.1
2.º, Rudney Dias Nogueira (1990), 1.38.17.5
3.º, Jean Pedro Rominhuk (1992), 1.40.51.0
4.º, Diogo Mello da Rosa (1992), 1.46.30.6
Desclassificados:
Brian Willian Schmoegel (1993), Max Batista Gonzalves dos Santos (1994) e Eduardo Martins da Silva (1992).

20.000 metros femininos (9 Set.)
1.ª, Cleia da Cruz Silva (1992), 1.55.55.6
2.ª, Camila da Silva (1992), 2.02.43.8
3.ª, Thais Cristina Fernandes da Silva (1991), 2.10.27.2
4.ª, Rute dos Santos (1993), 2.11.42.2
5.ª, Gabriela Fernandes Lopes (1992), 2.16.16.1
6.ª, Marcilia Bellini Choinaki (1994), 2.22.39.9
Desclassificada: Maria Teresa de Oliveira Gaspar da Silva (1991);
Desistentes: Deise Barbosa da Silva (1991) e Leticia Aline de Souza (1994).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Druskininkai (Lituânia) em festa

Druskininkai 2012. Fotos: Gintaras Grigas/LAF

A XX edição do meeting de marcha de Druskininkai e, em simultâneo, campeonatos da Lituânia de 10 km em estrada, realizou-se no passado sábado em clima de festa, contando com a participação de cerca de centeia e meia de atletas, com delegações da Polónia, Bielorrússia e Letónia.

Marius Žiūkas (Prienai-Vilnius, 40.59) e Brigita Virbalytė (Vilnius-Alytus, 44.15) foram os vencedores das principais provas sobre 10 km do meeting e sagraram-se campeões da distância pela quarta e terceira vez, respectivamente. Ambos registaram marcas de boa valia e que constituem as melhores da temporada. Brigita estabeleceu a sua melhor marca pessoal.

Tadas Šuškevičius (42.10) e Genadij Kozlovskij (42.50), nos masculinos, e Kristina Saltanovič (46.23), já em regime de férias, e Agnė Klebauskaitė (49.45), ocuparam os restantes lugares do pódio.

Principais resultados:

10 km masculinos
1.º, Marius Žiūkas, 40.59
2.º, Tadas Šuškevičius, 42.10
3.º, Genadij Kozlovskij, 42.50
4.º, Ričardas Rekst, 43.38
5.º, Mieczysław Romanowski (Polónia), 44.13
6.º, Artur Mastianica, 44.17
7.º, Rafał Goławski (Polónia), 46.10
8.º, Janusz Goławski (Polónia), 52.17

10 km femininos
1.ª, Brigita Virbalytė, 44.17
2.ª, Kristina Saltanovič, 46.23
3.ª, Agnė Klebauskaitė, 49.45
4.ª, Inga Mastianica, 51.02
5.ª, Nadzeya Darazuk (Bielorrússia), 52.25
6.ª, Jolanta Karaś (Polónia), 54.23
7.ª, Emilia Kopeć (Polónia), 57.13
8.ª, Rita Andrejeva, 1.01.19

10 km masc. 1993-1994
1.º, Edgars Gjačs (Letónia), 43.16
2.º, Yauhen Tsitsiak (Bielorrússia), 44.57
3.º, Wiktor Szabo (Polónia), 45.05
9 participantes

5 km fem. 1993-1994
1.ª, Marlena Chojecka (Bielorrússia), 24.27
2.ª, Gintarė Vaiciukevičiūtė, 24.30
3.ª, Skirgailė Gumauskaitė, 27.46
4 participantes

5 km masc. 1995-1996
1.º, Vadzim Lamanosau  (Polónia), 23.07
2.º, Tomas Pagirys, 23.13
3.º, Paulius Abasevičius, 23.55
6 participantes

3 km fem. 1995-1996
1.ª, Živilė Vaiciukevičiūtė, 14.30
2.ª, Monika Vaiciukevičiūtė, 14.48
3.ª, Olga Niedziałek (Polónia), 14.57
9 participantes

domingo, 9 de setembro de 2012

Egídio Bernardes, um treinador especial

Egídio Bernardes (em cima, 2.º à esq.) no Campeonato do Mundo de
Atletismo S.Down IAADS - Açores (Maio/2012), evento que teve como
patrono o ex-internacional futebolista Pauleta. Foto: ANDDI.
Auxiliar pedagógico do ensino especial, Egídio Bernardes exerce funções no Centro de Educação Especial “O Ninho”, em Rio Maior, desde há três décadas, contribuindo com todo o seu entusiasmo e saber para a causa do atletismo, particularmente, na área da deficiência intelectual.

Segundo o próprio refere, “o desporto é um ótimo meio de promover a integração social das pessoas portadoras de necessidades especiais, mais um meio tendente de criar modos e condições de vida o mais semelhantes possível com as formas e condições de vida do resto da sociedade”.

E é neste sentido que viu na marcha atlética a possibilidade de desenvolver um trabalho junto dos alunos da instituição. Em finais da década de 80, iniciou a sua atividade no atletismo e, apesar de não ser um especialista de marcha, observava com atenção a atividade dos marchadores, apreendendo os conhecimentos técnicos em ações e cursos de formação.

Apesar das dificuldades sentidas no desenvolvimento do projeto – é ele próprio que na sua viatura particular leva os atletas às provas, a motivação e o entusiasmo destes é notório. O lema adotado é sempre o de se conseguir concluir a prova, não importando o lugar, mas procurando cumprir as regras por que se rege a disciplina. O sucesso é inegável.

Há quem tenha já conseguido excelentes resultados no plano competitivo e o exemplo mais paradigmático é o de Pedro Isidro, atleta internacional que representa as cores do Sport Lisboa e Benfica, no plano federado, treinado por Luís Dias, e que se tornou no primeiro atleta com deficit intelectual a nível mundial a participar nos Jogos Olímpicos, concretamente os de Londres, na prova de 50 km marcha que, estoicamente, concluiu.

A APD-Amadora, organização filiada na ANDDI (Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual), a que Pedro Isidro está filiado, congratulou-se com a seleção para os Jogos referindo tratar-se de “um feito a todos os níveis assinalável e uma enorme conquista de integração”.

Egídio Bernardes foi o primeiro treinador de Pedro Isidro, era este novato. Fica, portanto, o reconhecimento a quem faz do desporto um veículo de integração na sociedade.

sábado, 8 de setembro de 2012

Shaul Ladany, marchador sobrevivente do atentado de Munique

Shaul Ladany (2.º esq.) numa visita recente ao Estádio Olímpico
de Munique, com outros sobreviventes do atentado de 1972.
Foto: DAPD
Cumpriram-se esta quarta-feira 40 anos sobre uma das grandes tragédias da história do desporto: o assalto palestiniano à aldeia olímpica de Munique. O saldo foi a morte de 17 pessoas: 11 membros da delegação de Israel, cinco comandos palestinianos e um polícia alemão. Entre os israelitas que escaparam, encontrava-se Shaul Ladany, um professor do Instituto Superior de Comércio de Telavive que na véspera participara na prova de 50 km marcha, classificando-se no 19.º lugar.
 
No momento do ataque, Ladany estava a dormir, tal como os restantes quatro companheiros do apartamento n.º 2. Sem que nunca se tivesse percebido porquê, os palestinianos não ligaram a essa residência, passaram por ela e avançaram para outras desse mesmo edifício 31 da Rua Connolly. Quando atacaram o apartamento 3 encontraram resistência inesperada, que os obrigou a abrir fogo. Os disparos acordaram a vizinhança, Shaul Ladany incluído.
 
Sem tempo para pensar com clareza mas percebendo que alguma coisa terrível estava a passar-se, Ladany teve o discernimento de saltar pela janela do seu rés-do-chão. Os israelitas não tinham sido alertados para qualquer perigo do género mas estavam habituados a ter de cuidar-se onde quer que fossem. Já na rua, o marchador desatou a correr com quanta força tinha, sem olhar para trás, contornando o edifício e indo bater à porta de outro rés-do-chão, onde estavam alojados treinadores da selecção dos Estados Unidos. Depois de rapidamente explicar o que se passava foi puxado para dentro. Tinha conseguido escapar.
 
Os companheiros de quarto, esses ainda lá tinham ficado a espreitar pelas cortinas para tentar perceber o que se passava. De início não se assustaram, porque numa das noites anteriores já tinham sido acordados com disparos de atletas do tiro que comemoravam os feitos olímpicos com tiros para o ar a meio da noite. Desta vez, não era o caso, mas levaram mais tempo a perceber isso do que Shaul Ladany.
 
Shaul tinha quatro anos e vivia em Belgrado quando a força aérea nazi bombardeou a cidade, arrasando-lhe a casa. Já dessa vez tivera a sorte de escapar, com toda a família. Mas não se livrou do degredo dos campos de concentração. Foi levado para Bergen-Belsen, 40 quilómetros a noroeste de Hanôver, de onde foi libertado em 1945 pelos exércitos aliados, a par do pai, da mãe, das irmãs e de mais 40 mil pessoas. Tinha então oito anos e entrava na sua «terceira vida». A quarta começaria na madrugada de 4 para 5 de Setembro de 1972, de novo em solo alemão.
 
Shaul Paul Ladany tem 76 anos, vive na pequena cidade israelita de Omer, perto do deserto do Negev, e é professor de Engenharia Industrial na Universidade Ben-Gurion, tendo oito patentes registadas, mais de cem comunicações científicas apresentadas e 13 livros publicados. Num deles, «King of the Road», editado em 1997, conta em 378 páginas a sua experiência de marchador.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

JOSÉ MARÍN

José Marín em Atenas, 1982. Foto: RFEA.
Eis uma das figuras mais importantes da marcha atlética espanhola e mundial em toda a década de oitenta: Josep Marín Sospedra, campeão europeu de 20 km nos Campeonatos Europeus celebrados em Atenas, em 1982, que aqui, em jeito de homenagem, relembramos, passados que estão precisamente 30 anos (7 de setembro).

Três dias após a conquista da medalha de ouro nos 20 km de Atenas, Marín classifica-se na segunda posição nos 50 km sendo eleito como o melhor atleta espanhol de 1982. Outro grande feito deste magnífico atleta, que nos causava muita admiração aquando das deslocações de equipas portuguesas a Barcelona, por ocasião do Grande Prémio de L’Hospitalet, foi conseguido nos primeiros mundiais de atletismo, realizados em 1983, em Helsínquia onde conquistou a medalha de prata nos 50 km marcha. 

Nascido em 25 de janeiro de 1950 em Prat de Llobregat, em Barcelona, Espanha, foi atleta internacional por 56 vezes. Recordista mundial dos 30 e 50 km marcha em pista, em 1979, Marín representou a Espanha por quatro vezes em Jogos Olímpicos onde sempre registou resultados de topo: Moscovo, 1980 (5.º nos 20 km, 6.º nos 50 km), Los Angeles, 1984 (6.º nos 20 km), Seúl, 1988 ( 4.º nos 20 km, 5.º nos 50 km) e Barcelona, 1992 (9.º nos 50 km).

A carreira desportiva de Marín foi ainda marcada por outros resultados, muito relevantes, no panorama internacional: em 1985 vence os 20 km da Taça do Mundo de Marcha e em 1987 é medalha de bronze nos 20 km dos Mundiais de Roma. 

José Marín que, entretanto enveredou pela carreira de treinador, conduzindo alguns dos melhores marchadores espanhóis a êxitos internacionais, é atualmente o responsável técnico do setor de marcha da Real Federação Espanhola de Atletismo.

Lembremos os 16 primeiros classificados nos 20 km:

1.º, José Marín (Espanha), 1.23.43
2.º, Jozef Pribilinec (Checoslováquia), 1.25.55
3.º, Pavol Blažek (Checoslováquia), 1.26.13
4.º, Gérard Lelièvre (França), 1.26.20
5.º, Alessandro Pezzatini (Itália), 1.26.39
6.º, Carlo Mattioli (Itália), 1.26.56
7.º, Nikolay Matvieyev (União Soviética), 1.27.57
8.º, Reima Salonen (Finlândia), 1.28.04
9.º, Roland Wieser (Rep. Democrática Alemã), 1.29.11
10.º, Pyotr Pochenchuk (União Soviética), 1.30.13
11.º, Steven Barry (Grã-Bretanha), 1.31.00
12.º, Martial Fesselier (França), 1.32.23
13.º, Ian McCombie (Grã-Bretanha), 1.32.36
14.º, José Pinto (Portugal), 1.34.19
15.º, Lennart Mether (Suécia), 1.35.09
16.º, Jan Staaf (Suécia), 1.37.37

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Campeonatos da Nova Zelândia de distâncias curtas

Imagem da partida conjunta, no porto de Wellington.
Foto: Murray Free
Em dia de céu limpo, tempo fresco e brisa suave, a marginal de Wellington voltou a ser palco, sábado passado (1 de Setembro), dos Campeonatos da Nova Zelândia de Marcha em estrada, sobre distâncias curtas. Reunindo 38 participantes, as provas tiveram maior emoção na competição de 5 km para juvenis masculinos (atletas com 16 anos), onde Jonathan Lord revalidou o título de há um ano, com 27.12 m e não muita vantagem sobre Jared Free (27.33) e Jamie Shaw (27.47).
 
No sector feminino, Roseanne Robinson tentou sempre manter-se a par do líder masculino, Mike Parker. A atleta de Otago terminou os 10 km das seniores em 50.34 m, enquanto o colega de Auckland se creditava com 50.18 m. Outro título revalidado foi o de Courtney Ruske, nas juniores (19 anos), com 24.46 m nos 5 km.
 
Entre os veteranos, destaque para uma atleta «da casa», Jacqueline Wilson, que superou o recorde neozelandês dos 10 km no seu escalão (W65), com a marca final de 1.05.48 h.
 
Numa jornada em que o maior número de títulos individuais foi conquistado pelo Athletics Taranaki Inc, com cinco vitórias, nota para a acção da equipa de juízes liderada por Peter Wrigley, recém-regressado dos Jogos Olímpicos de Londres: quatro atletas foram desclassificados, num total de 23 notas de desclassificação e 22 atletas advertidos.
 
com David Lonsdale e «Heel and Toe»
 
Títulos atribuídos:
Femininos
5 km
16 anos: Emma Dunbar (Athletics Auckland Inc), 32.59
19 anos: Courtney Ruske (Athletics Canterbury Inc), 24.46
10 km
Seniores: Roseanne Robinson (Athletics Otago Inc), 50.34
W50: Terri Grimmett (Athletics Wellington Inc), 1.02.07
W55: Theresa Large (Athletics Taranaki Inc), 1.03.00
W60: Marlene White (Athletics Taranaki Inc), 1.05.40
W65: Jacqueline S. Wilson (Trentham United Harrier Club Inc), 1.05.48
 
Masculinos
5 km
16 anos: Jonathon Lord (Athletics Canterbury Inc), 27.12
19 anos: Stuart Hood (Athletics Wellington Inc), 27.34
10 km
Seniores: Mike Parker (Athletics Auckland Inc), 50.18
M40: Mike Morresey (Athletics Taranaki Inc), 52.14
M45: John Roskvist (Trentham United Harrier Club Inc), 1.05.05
M50: Des Hussey (Athletics Taranaki Inc), 58.46
M55: David Cushing (Athletics Manawatu Wanganui Inc), 1.02.08
M60: Eric Kemsley (Athletics Taranaki Inc), 54.56

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Campeonatos do Reino Unido de 10 km estrada

Momentos antes da partida. Foto: facebook de Grazina Kiliute.

Jo Jackson (Middlesbrough & Cleveland) e Alex Wright (Belgrave Harriers) sagraram-se campeões britânicos dos 10 km marcha em estrada disputados em Hillingdon, na zona oeste de Londres, no passado domingo.

Johanna obteve 46 minutos e 22 segundos, marca que é a sua melhor na presente época, e distanciou-se claramente da segunda classificada, a júnior Heather Lewis (50.25). A lituana Grazina Narviliene assegurou a terceira posição com 55.20.

Alex, da categoria de esperanças, registou 44 minutos e 6 segundos e desembaraçou-se com facilidade dos seus mais directos opositores, o italiano Carlos Alberto de Sasa (47.41) e o polaco Fabian Deuter (50.19).

Resultados

10 km femininos
1.ª, Johanna Jackson (Middlesbrough & Cleveland Harriers), 46.52
2.ª, Heather Lewis, júnior (Pembrokeshire Harriers AAC), 50.25
3.ª, Grazina Narviliene, W35 (Ealing, Southall & Middx - Lituânia), 55.20
4.ª, Gemma Bridge, júnior (Radley AC), 55.35
5.ª, Fiona McGorum (Leicester WC), 55.35
6.ª, Alana Barber (Nova Zelândia), 56.46
7.ª, Helen Middleton, W45 (Enfield & Haringey AC), 50.06
8.ª, Rebecca Collins, u23 (Medway & Maidstone AC), 59.38
9.ª, Ellie Dainton, juvenil (Llanelli AC), 59.49
10.ª, Cath Duhig, W55 (Ryston Runners), 1.00.24
11.ª, Jasmine Nicholls, júnior (Leicester WC), 1.01.16
12.ª, Judy Howard, W55 (Abingdon Amblers AC), 1.03.00
13.ª, Ann Wheeler, W55 (Leicester WC/Midland Masters), 1.03.38
14.ª, Noel Blatchford, W60 (Abingdon Amblers AC), 1.05.40
15.ª, Susan Barnett, W60 (Cambridge & Coleridge AC), 1.06.58
16.ª, Angie Alstrachen, W45 (Gloucester), 1,08.32
17.ª, Linda Spinks, W45 (Enfield & Haringey AC), 1.09.29
18.ª, Joyce Crawford (Redlodge Runners), 1.09.44
19.ª, Karen Davis (Birchfield Harriers), 1.13.21
Desclassificada: Bethan Davies (Cardiff AAC)

10 km masculinos
1.º, Alex Wright, sub23 (Belgrave Harriers), 44.06
2.º, Carlo Alberto de Sasa (Ilford AC - Itália), 47.41
3.º, Fabian Deuter (Hillingdon AC - Polónia), 50.19
4.º, Steve Uttley, M55 (Ilford AC), 52.58
5.º, Arthur Thompson (Enfield & Haringey AC), 55.49
6.º, Steve Arnold, M45 (Nuneaton Harriers), 56.14
7.º, David Crane (Surrey WC), 56.18
8.º, John Ralph, M55 (Enfield & Haringey AC), 57.54
9.º, Steve Allen, M50 (Ilford AC), 58.58
10.º, Peter Hannell, M65 (Surrey WC), 1.01.43
11.º, John Constandinou, M40 (Birchfield Harriers - Chipre), 1.02.43
12.º, Kenneth Bobbett, M60 (Hillingdon AC), 1.02.47
13.º, Colin Vesty, M45 (Leicester WC), 1.02.56
14.º, Mick Harren (Surrey WC), 1.03.22
15.º, Alan O'Rawe, M70 (Ilford AC), 1.03.31
16.º, Stephen Crane (Surrey WC), 1.04.01
17.º, Keith Richards, M65 (Coventry Godiva Harriers), 1.04.08
18.º, Mark Palethorpe, M45 (Worcester AC), 1.07.42
19.º, Russell Vroydel (Hillingdon AC), 1.08.03

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Marchadores finlandeses triunfadores em Gotemburgo


Jarkko Kinnunen (31), o vencedor, Andreas Gustafsson, Ato
Ibáñez, Veli-Matti Partanen e Perseus Karlstrom (13).
Foto: facebook de Louis Herrey. Montagem: O Marchador.
Jarkko Kinnunen (40.11,83) e Karoliina Kaasalainen (23.17,93) venceram, sábado passado, em Gotemburgo (Suécia), as provas de marcha de 10.000 metros masculinos e 5.000 metros femininos integradas no tradicional e famoso “Finnkampen”, encontro internacional de atletismo que se disputa anualmente entre a Suécia e a Finlândia.
 
Jarkko, um especialista de 50 km que tomou parte na prova dessa distância dos Jogos Olímpicos de Londres e que havia realizado o seu recorde pessoal de 10.000 m a 8 de Julho do corrente ano, em Kauhava (39.55,09), realizou agora a boa marca de 40.11,83, batendo o seu compatriota Veli-Matti Partanen por 18 segundos. A terceira posição foi ocupada pelo sueco Perseus Karlstrom, com 40.40,47, um recorde pessoal e a quinta marca de sempre no seu país. Andreas Gustafsson, o primeiro a cortar a meta, viria a ser desclassificado por acumulação de faltas, em particular na última volta.
 
Karoliina, participante este ano nos 20 km em Saransk quando da Taça do Mundo de Marcha, venceu de forma confortável, com 24 segundos a separarem-na da segunda classificada, a também finlandesa Anne Halkivaha (23.42,34). A terceira classificada, a veterana sueca de 58 anos de idade Siw Karlstrom, com 23.57,58, obteria um novo recorde mundial da categoria W55 (55-59 anos), suplantando a anterior marca na posse da australiana Lyn Ventris (23.57,9).
 
A soma de pontos nas provas de marcha (27-14) foi favorável à Finlândia.
 
Resultados
10.000 metros masculinos
1.º, Jarkko Kinnunen (Finlândia), 40.11,83
2.º, Veli-Matti Partanen (Finlândia), 40.29,84
3.º, Perseus Karlstrom (Suécia), 40.40,47
4.º, Ato Ibáñez (Suécia), 42.16,89
Desclassificados: Andreas Gustafsson (Suécia) e Antti Kempas (Finlândia).
Colectivamente: Finlândia, 12 pontos; Suécia, 7 pontos.
 
10.000 metros femininos
1.ª, Karoliina Kaasalainen (Finlândia), 23.17,93
2.ª, Anne Halkivaha (Finlândia), 23.42,34
3.ª, Siw Karlström (Suécia), 23.57,58
4.ª, Henrika Parviainen (Finlândia), 25.45,86
5.ª, Ellinor Hogrell (Suécia), 26.08,58
6.ª, Monica Månsson-Martinsson (Suécia), 26.19,45
Colectivamente: Finlândia, 15 pontos; Suécia, 7 pontos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bernd Kannenberg, campeão olímpico há 40 anos

Bernd Kannenberg (à dir.), preparando o ataque
a Soldatenko para ganhar os 50 km dos Jogos
Olímpicos de Munique, em 1972
Possivelmente, ninguém com 1,76 m de altura e 75 quilos de peso pensará tornar-se marchador de sucesso, mas essa não foi uma limitação para Bernhard Gerhard Kannenberg e enganaram-se os que mediram a capacidade competitiva do alemão-federal pela relação da fita métrica com a balança. Bernd Kannenberg é um ex-marchador alemão-federal nascido a 20 de Agosto de 1942 (fez 70 anos há poucos dias) na cidade de Königsberg, capital da província alemã da Prússia Oriental e, durante quase quinhentos anos, de todo o império da Prússia. No final da II Guerra Mundial (1945), a cidade foi tomada pelo Exército Vermelho, passou a fazer parte da União Soviética e, um ano depois, teve o nome mudado para Kalininegrado, fazendo hoje parte da província com o mesmo nome e que constitui um exclave russo entre a Lituânia e a Polónia.
 
Tinha Bernhard dois anos quando a família se mudou para Remscheidt, no vale do Reno, fugindo do avanço das tropas de Estaline sobre o território germânico. Por lá iria o pequeno iniciar-se nos estudos e na dedicação ao desporto, destacando-se na luta livre e no halterofilismo, modalidades em que se sagrou campeão regional pelo Club VfB Marathon de Remscheidt.
 
Incorporado no Exército Alemão no início da década de 1960, Bernd Kannenberg teria aí as primeiras experiências de voleibol e ginástica. Mas também de marcha, ainda não a marcha atlética, apenas a militar, na forma de grandes marchas pelos caminhos florestais. Seguindo por muito tempo a carreira das armas, seria a 6 de Setembro de 1969 que Kannenberg entraria pela primeira vez numa prova de marcha atlética, já com fins competitivos. Para esse dia, a escola de oficiais precisava de um atleta para completar a equipa para uma prova popular de 20 km a realizar perto de Nuremberga. Já com 27 anos, Bernd Kannenberg lá foi preencher a vaga e em boa hora o fez, dado que nesse dia nascia uma das lendas da marcha atlética mundial, um dos melhores exemplos de perfeição técnica.
 
Kannenberg foi o surpreendente vencedor do dia e, de prova em prova, de vitória em vitória, chegou à selecção nacional da República Federal Alemã, sendo seleccionado para os europeus de Helsínquia de 1971. Sairia da capital finlandesa com o nono lugar, mercê de uma marca de 1.32.06 h.

Enveredou depois pela distância longa, apresentando-se nos Jogos Olímpicos de Munique de 1972, bem perto de casa, para competir nos 20 e nos 50 km. Na prova mais curta acabou por não terminar, mas na mais longa manteve aceso duelo com o campeão da Europa do ano anterior, Veniamin Soldatenko. Kannenberg impôs-se com um novo recorde olímpico de 3.56.11 h, contra 3.58.24 h do soviético. Uma multidão de 80 mil espectadores aguardava o seu campeão nas bancadas do Estádio Olímpico. Era o dia 3 de Setembro. Faz hoje 40 anos.

domingo, 2 de setembro de 2012

URGEIRIÇA fez história na marcha (1976 – 1991)

João Marques e Carlos Albano, os dinamizadores.
Foto: Carlos Gomes.
A Casa do Pessoal da Empresa Nacional de Urânio (Minas da Urgeiriça), muito por ação de um atleta, Carlos Albano Eduardo, então funcionário administrativo da empresa, considerado o primeiro especialista nacional de marcha atlética, tomou em mãos, por vários anos, a realização de um Grande Prémio.
 
A competição, além de ter sido pioneira enquanto certame exclusivo de marcha atlética, foi um estímulo para o aparecimento de organizações semelhantes em diferentes regiões de Portugal.
 
Naqueles tempos, e principalmente nas primeiras edições da prova, era em clima de autêntica romaria e festa que se rumava para aquelas bandas. Um autocarro, por vezes dois, punha-se à estrada, invariavelmente a um sábado, com partidas de Lisboa, transportando atletas, na sua maioria do Centro de Cultura e Desporto de Olivais Sul e da Associação Desportiva de Oeiras, assim como do Benfica, do Santa Iria e de outros clubes, numa viagem que – as estradas não eram como são hoje - levava várias horas a fazer-se. Desta forma, o convívio e a amizade ganhavam pontos.
 
A organização do evento disponibilizava gratuitamente as residências temporárias do pessoal da empresa. Durante longo tempo, mesmo passados anos após a cessação da atividade, o Grande Prémio da Urgeiriça figurou na lista das provas de marcha mais participadas de sempre, incluindo a posição cimeira. Ocupando toda a manhã de um domingo primaveril era, quase sempre, ao som de música alta dos Gipsy Kings, que os atletas de todos os escalões etários percorriam as artérias da simpática vila mineira.
 
Nas primeiras edições, a prova mais longa do programa ligou Urgeiriça a Canas de Senhorim. Em 1979, deu-se a estreia dos 20 km para seniores masculinos, distância que raramente era incluída no programa atlético nacional de então. O próprio Carlos Albano chegou a tomar parte na prova bem como o atual presidente da junta de freguesia de Canas de Senhorim, Luís Pinheiro. Foram aí estabelecidos os dois primeiros recordes nacionais, curiosamente, por Luís Dias, ex-treinador nacional de marcha, e por Paulo Alves que, mais tarde, viria a ser o diretor-técnico nacional da Federação Portuguesa de Triatlo.
 
Eram também sempre aguardados os momentos finais de entrega dos (muitos) prémios aos participantes mais bem classificados, antecedidos de um almoço que a organização oferecia gentilmente às delegações onde primava a gastronomia beirã.
 
Nesse tempo havia em disputa um enorme e belíssimo troféu destinado ao clube que vencesse a competição três vezes seguidas ou cinco alternadas, considerando o somatório de pontos alcançados pelos dez melhores atletas no conjunto de todos os escalões etários.
 
“Sentíamos grande prazer quando um clube de fora da região levava o ambicionado troféu, mais ao alcance de delegações com grande número de atletas, já que seria certamente um estímulo para que voltassem em próximas edições”, refere Carlos Albano, um dos grandes obreiros da iniciativa, acrescentando que foi sempre muito trabalhoso colocar-se de pé tal empreendimento.
 
“Os patrocínios oficiais eram muito escassos. O INATEL, a que o grupo desportivo da empresa estava filiado, contribuía com alguma coisa. No entanto, os prémios eram muito interessantes. Havia ofertas de várias taças e troféus por parte de empresas e de entidades bancárias, destas até coleções de moedas recebíamos. Vários patrocinadores faziam questão de comparecer à cerimónia de premiação”.
 
“Nessa ocasião a Casa do Pessoal disponibilizava um veículo para transporte dos atletas seus trabalhadores, a provas realizadas em Lisboa e Vila Franca de Xira. Recordo-me que numa das edições da Urgeiriça existia uma prova de 5 km de iniciação, na qual um jovem – Carlos Tenreiro - filho de um trabalhador da empresa, se destacou e, inclusivamente, ficou muito bem classificado nuns nacionais de juniores. Não fossem as dificuldades de transporte que o impediram de ir a provas fora da região e teria sido um marchador de grande categoria”
 
Carlos Albano realça ainda, e de forma elogiosa, o grande trabalho na organização do evento do seu colega de então, João Marques, um grande entusiasta da marcha atlética, pessoa muito metódica, e do apoio dado, na medida das possibilidades, da direção da Casa do Pessoal, que em determinadas edições conseguiu que o Hotel das Felgueiras disponibilizasse, a preços muito razoáveis, a estadia de muitos atletas.

sábado, 1 de setembro de 2012

3.º acampamento internacional de jovens, em Atenas

Uma parte dos participantes no evento.
Esta quinta-feira (29 de agosto), na vila de Agios Andreas, em Atenas, tiveram lugar provas de marcha atlética integradas no 3.º acampamento desportivo internacional que contaram com a participação de atletas da Grécia, Ucrânia, Hungria e Suécia.

Apesar das provas, na distância de 5 km, terem sido disputadas ao final da tarde, foi intenso o calor que se fez sentir, cerca de 30 graus centígrados. No entanto, tal não impediu que se realizassem marcas de boa valia.

Na prova masculina há a destacar o surpreendente triunfo do jovem atleta grego, de apenas 16 anos, Zacharias Tsamoudakis, que ao realizar 20.36 na légua, obteve um novo recorde nacional de juniores e sub-23. Note-se que o segundo classificado, o ucraniano Igor Liashchenko (20.45), sagrou-se em 2010, campeão olímpico da juventude nos 10.000 metros marcha, competição realizada em Singapura.

Na prova feminina a grega Despina Zapounidou que participou nos Jogos Olímpicos de Pequim e Londres, triunfou folgadamente (22.02), com uma vantagem de quase quatro minutos sobre a segunda classificada, a ucraniana Victorya Bokum.

5 km masculinos
1.º, Zacharias Tsamoudakis (1996), 20.36
2.º, Igor Liashchenko (Ucrânia, 1993), 20.45
3.º, Victor Nemies (Hungria, 1989), 22.01
4.º, Ioannis Vaitstis (1995), 22.23
5.º, Vasilis Chrisikos (1988), 22.29
6.º, Savvas Kravariotis (1996), 22.29
7.º, Panagiotis Mouzakis (1992), 23.33
8.º, Andrey Dubovyk (Ucrânia, 1997), 24.05
9.º, Nickos Samouridis (1997), 25.07
10.º, Dimitris Tsordias (1996), 25.25
11.º, Isaias Tsitoglou (1963), 26.30

5 km femininos
1.ª, Despina Zapounidou (1986), 22.02
2.ª, Viktoriya Bokum (Ucrânia, 1995), 25.46
3.ª, Athanasia Vaitsi (1998), 26.05
4.ª, Ageliki Mpagatela (1995), 26.34
5.ª, Evangelia Vaitsi (1994), 26.34
6.ª, Spiridoula Stavrou (1988), 26.43
7.ª, Necktaria Stamati (1997), 27.41
8.ª, Milica Stojacovic (Sérvia, 1993), 28.08
9.ª, Maria Aydin (Suécia, 1993), 28.23
10.ª, Efi Kourkoutsaki (1998), 29.00
11.ª, Fotini Christopoulou (1997), 31.22
 
Colaboração: Zoe Gini

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

11.05,95 para Matej Tóth em Dubnica nad Váhom

Matej Tóth a caminho da vitória.
Foto: SITA/Tomás Somr.
Montagem: O Marchador
Matej Tóth foi protagonista do 10.º meeting de atletismo designado por “Atletický Most” e ainda memorial “Zdenka Hrbácka”, realizado em Dubnica nad Váhom, na Eslováquia (26 de Agosto), ao vencer a prova de 3.000 metros marcha com a excelente marca de 11.05,95 m.

Matej, de 29 anos, finalista olímpico nos 50 km (8.º) dos jogos de Londres, esperou até cerca dos 2600 metros para assumir a liderança da prova, realizando uma última volta à pista do estádio Mestský em 1.22,6 m, permitindo-lhe obter um novo recorde do meeting, na sua posse desde 2003 (11.17,35), ano da primeira edição. No entanto, o seu melhor registo na distância cifra-se em 10.57,32 e foi obtido em pista coberta, em Fevereiro de 2011, em Viena, Áustria.

Na segunda posição, nove segundos depois, chegaria o seu compatriota Anton Kučmín, com 11.15,32, também a superar o recorde do meeting, ele que marcou as passagens dos 1000 metros até aos 2200 metros, a ritmos de 3.44 por km. O polaco Grzegorz Sudol, o primeiro a cruzar a meta nas duas primeiras passagens (aos 200 e 600 metros), fechou o pódio com 11.21,90. Dusan Majdán, o 4.º classificado, terminaria ainda antes de se atingirem os 12 minutos de prova (11.47,97).

Resultados

3.000 metros marcha masculinos
1.º, Matej Tóth (Eslováquia, 1983), 11.05,95
2.º, Anton Kucmín (Eslováquia, 1984), 11.15,32
3.º, Grzegorz Sudol (Polónia, 1978), 11.21,90
4.º, Dusan Majdán (Eslováquia, 1987), 11.47,97
5.º, Miroslav Úradník (Eslováquia), 12.32,49
6.º, Michal Morvay (Eslováquia, 1996), 13.06,57
Desclassificado: Jirí Malysa (República Checa, 1991)