sexta-feira, 11 de julho de 2014

Esperanças em Braga, este fim-de-semana

Em 2013, Miguel Carvalho (esq.) e Mara Ribeiro (2.ª dir.)
foram os vencedores dos nacionais de sub-23.
Foto: João Glória
A Federação Portuguesa de Atletismo levará a efeito, este fim-de-semana em Braga, os Campeonatos Nacionais de Esperanças (atletas com menos de 23 anos), com as provas de marcha, ambas na distância de 10.000 metros, a disputarem-se, simultaneamente, pelas 19.15 horas, elas nas pistas 1 a 4, e eles nas pistas 5 a 8.
Estão inscritos 13 atletas no sector masculino (mínimos: 55.00,00) e 10 no sector feminino (mínimos: 1.04.00,00). Cerca de metade dos atletas inscritos pertence à categoria de juniores.
Na prova masculina, Miguel Carvalho (CN Rio Maior), campeão nas duas últimas edições, é o grande candidato á vitória, tendo realizado, em março deste ano, na pista do cartaxo, a marca de 42.16,58.
Na prova feminina, com a ausência de Mara Ribeiro (campeã em título) e Mariana Mota, ambas preparando-se para os mundiais de juniores, Filipa Ferreira e Nadia Cancela assumem-se como principais candidatas ao título.
A equipa de juízes de marcha será constituída por André Brito (juiz-chefe), José Varela, Bruno Fernandes, Sérgio Pereira e Ricardo Dias.
A lista de inscritos, divulgada pela FPA, é a seguinte:
Femininos
CO Pechão - Filipa Ferreira, 1994; Edna Barros, 1996 (jun); Laura Leal, 1996 (jun); Liandra Leal, 1996 (jun)
SL Benfica – Nadia Cancela, 1993
J. Vidigalense – Vitória Oliveira, 1992
CS Gaia – Elisabete Pinho, 1995 (jun)
CDE Fuzileiros – Bianca Amaral, 1996 (jun)


Masculinos
CN Rio Maior – Miguel Carvalho, 1994; Miguel Rodrigues, 1996 (jun);
Giral Sol – RC – Hélder Santos, 1996 (jun)
CA Seia - Rui Coelho, 1994; Samuel Pereira, 1993

CF Belenenses - André Pagaime, 1993
CO Pechão – Fábio Conceição, 1993
SL Benfica - Pedro Santos, 1992
CDCJ Ilha Verde - Marco Amaral, 1993
CA Ferreira do Zêzere – João Martins, 1995 (jun)
A. Jardim da Serra – Xavier Sousa, 1996 (jun)
Juventude Vidigalense – André Salgueiro, 1995 (jun)
GCA Donas – Luís Pássaro, 1994; Manuel Alves, 1994

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Torneio Olímpico Jovem: até quando a discriminação da marcha?

Sofia Avoila, vencedora do DN Jovem
de 1991. Foto: O Marchador
O Torneio Nacional Olímpico Jovem, que teve a sua primeira edição em 1983, com a participação de quatro associações distritais (Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal), alargado a oito associações no ano seguinte, incluiu, pela primeira vez, provas de marcha (femininos e masculinos) na edição de 1985, coincidindo com a adesão, nesse ano, de um amplo número de associações, cobrindo 18 distritos do país.

O evento, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Atletismo, que contou na primeira década com o patrocínio do jornal “Diário de Notícias”, então sob a designação de “DN Jovem”, integrou atletas dos escalões de infantis e iniciados. Em 1994, com a mudança de patrocinador (Comité Olímpico de Portugal), passou a ser designado por “Olímpico Jovem” com os escalões de iniciados e juvenis a que se juntou, por alguns anos, o escalão de juniores.

Paulo Esteves, foi o primeiro atleta a inscrever o nome na lista dos vencedores da competição. Competia pelo Clube Português de Marcha Atlética. Na ocasião, o jornal Diário de Notícias referia-se, assim, ao atleta da Associação de Atletismo de Lisboa:
 
“Mais categórica ainda que a vitória da Sofia Rodrigues foi a do Paulo Esteves, um “afilhado” do olímpico José Pinto e irmão (sem aspas) de outro promissor praticante, Jorge Esteves (que costuma acompanhar o José Pinto durante os treinos no estádio do CDUL. ‘Comecei a marchar por influência do meu irmão, há uns dois anos e agora ganho quase todas as provas em que entro (escalão de iniciados).’ Treina seis dias por semana.“

Hélder Gonçalves, do distrito de Setúbal, o vencedor do Olímpico Jovem do corrente ano, representa o Grupo Desportivo de Cavadas e é treinado por Eduardo Silva. Nos Nacionais de Juvenis, recentemente realizados, conseguiu atingir o pódio, obtendo o terceiro lugar nos 5.000 m marcha, com novo recorde pessoal.

Sofia Rodrigues, saudosamente lembrada, foi a primeira vencedora da prova feminina da marcha, em representação do distrito de Lisboa. Treinava e competia pelo Centro de Cultura e Desporto de Olivais Sul, uma coletividade que, nesses tempos, “dava cartas” no atletismo e, particularmente, na especialidade, na região de Lisboa. Foram muitos os jovens do clube que se dedicaram à marcha atlética (Paula Gracioso destacou-se especialmente), treinando-se nas margens do campo de futebol, por cima da rotunda do aeroporto. Sempre apoiados e acarinhados por Artur Ferreira, um antigo fundista do Clube de Futebol “Os Belenenses”, e pelo dirigente José Pagamim, os seus atletas conquistaram títulos nacionais individuais e coletivos.

No historial da competição feminina de iniciados, Santarém, com 8 triunfos individuais, Algarve, com 4, Porto e Lisboa, com 3 cada um, Leiria, com 2, e Setúbal, com 1, incluiram representantes seus na lista das vencedoras das provas de marcha, no escalão de iniciados. No sector masculino Lisboa segue na dianteira, com 7 triunfos, 6 dos quais nos primeiros 6 anos, seguindo-se Setúbal, com 4, Santarém, com 2, Leiria, Algarve e Porto, com 2 cada um, e Viana do Castelo, com 1 triunfo.

Sofia Avoila que venceu em 1991 (na foto), representando o distrito de Setúbal, na única vitória conseguida até ao momento por esta associação, sagrar-se-ia campeã europeia de juniores, quatro anos depois, pelas mãos de Francisco Mariano, que ainda hoje orienta jovens marchadores do Montijo.

Rita Vazão, do distrito de Leiria, a vencedora da edição deste ano, foi a segunda atleta, no historial da competição, a vencer a prova em representação do distrito de Leiria, depois de Sandra Monteiro, em 1993, que representou as cores de Portugal nos mundiais de juniores, em Sydney, em 1996. Representando o Grupo Desportivo das Pedreiras, é treinada por Emanuel Moniz tendo, recentemente, obtido a quinta posição nos Nacionais de Juvenis (5.000 m pista), com novo recorde pessoal.

Do rol de vencedoras do escalão de iniciadas no Torneio Nacional Olímpico Jovem, destacam-se atletas que hoje são figuras de primeiro plano no panorama nacional e internacional da marcha atlética: Susana Feitor (1989 e 1990), Sofia Avoila (1991), Inês Henriques (1994 e 1995), Vera Santos (1996), e Ana Cabecinha (1999).

A sua participação no evento, com várias delas a nascerem do Olímpico Jovem, representou um enorme incentivo para as suas carreiras. Não existisse outro motivo válido, e este seria, por si só, fator de peso para se manter a disciplina, na sua integralidade, no programa da competição. Não se compreende nem se aceita, pois, que em 2015, se possa cortar de novo na marcha, eliminando-se as provas de iniciados.

Vários têm sido os apelos dirigidos às estruturas diretiva e técnica da Federação Portuguesa de Atletismo no sentido de ser corrigida esta anormalidade que infelizmente perdura há mais de uma década. Considerando que o torneio, historicamente, tem constituído um estímulo ao aparecimento de quantidade e qualidade de praticantes, é confrangedor, frustrante, e injusto verificar-se que a expetativa do aproveitamento desse benefício, não pode, para a marcha atlética, ser superior a metade da das restantes disciplinas.

Vencedores
Iniciados femininos
1985 - Sofia Rodrigues (Lisboa)
1986 - Anabela Mendes (Lisboa)
1987 - Carla Gonçalves (Porto)
1988 - Carla Gonçalves (Porto)
1989 - Susana Feitor (Santarém)
1990 - Susana Feitor (Santarém)
1991 - Sofia Avoila (Setúbal)
1992 - Felicidade Rosa (Lisboa)
1993 - Sandra Monteiro (Leiria)
1994 - Inês Henriques (Santarém)
1995 - Inês Henriques (Santarém)
1996 - Vera Santos (Santarém)
1997 - Sheila Azevedo (Algarve)
1998 - não se disputou
1999 - Ana Cabecinha (Algarve)
2000 - não se disputou
2001 - não se disputou
2002 - Elisabete Alexandre (Algarve)
2003 - não se disputou
2004 - Catarina Godinho (Santarém)
2005 - não se disputou
2006 - Sandra C. Monteiro (Porto)
2007 - não se disputou
2008 - Anna Hurlebaus (Santarém)
2009 - não se disputou
2010 - Mara Ribeiro (Santarém)
2011 - não se disputou
2012 - Carolina Costa (Algarve)
2013 - não se disputou
2014 - Rita Vazão (Leiria)

Iniciados masculinos
1985 - Paulo Esteves (Lisboa)
1986 - Paulo Esteves (Lisboa)
1987 - Amílcar Dias (Lisboa)
1988 - Luís Mota (Lisboa)
1989 - Avelino Costa (Lisboa)
1990 - António Gaspar (Lisboa)
1991 - Sérgio Marques (Porto)
1992 - Pedro Veríssimo (Santarém)
1993 - Hugo Pimenta (Lisboa)
1994 - Bruno Silva (Porto)
1995 - Acácio Diogo (Setúbal)
1996 - Ricardo Vendeira (Setúbal)
1997 - Ivo Madaleno (Setúbal)
1998 - Juvenis e juniores
1999 - José Silva (Leiria)
2000 - Juvenis e juniores
2001 - não se disputou
2002 - Jorge Eduardo (Algarve)
2003 - não se disputou
2004 - Luís Lopes (Santarém)
2005 - não se disputou
2006 - Flávio Silva (Viana do Castelo)
2007 - não se disputou
2008 - Bruno Pedro (Leiria)
2009 - não se disputou
2010 - João Martins (Santarém)
2011 - não se disputou
2012 - Tiago Epaminondas (Algarve)
2013 - não se disputou
2014 - Hélder Gonçalves (Setúbal)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O «caso» Lashmanova e o iceberg da dopagem

Lashmanova nos mundiais de Moscovo-2013.
Foto: Jeff Salvage
O recente caso de dopagem de que resultou a suspensão da marchadora russa Elena Lashmanova por dois anos traz de novo ao debate público o problema do «doping» enquanto forma anti-regulamentar e ilegal de participação na actividade desportiva. A onda de indignação tem sido tanto maior quanto o relevo que a atleta em causa apresenta na realidade desportiva internacional: por um lado, trata-se nada mais nada menos que da actual campeã olímpica e mundial dos 20 km marcha femininos; por outro, refere-se a uma atleta ainda jovem, de apenas 22 anos, com um início de carreira fulgurante e a prometer desempenhos futuros difíceis de igualar (pelo menos para os padrões actuais, considerando o nível dos recordes mundiais e as marcas habitualmente realizadas nas principais competições internacionais).

Mas o «caso» Lashmanova trouxe agregado outro aspecto deste problema, representado pelo facto de se tratar de mais um entre inúmeros casos de dopagem verificados com atletas de uma mesma «escola» de marchadores, a de Saransk, orientados por um treinador comum, Viktor Chyogin. A associação entre esse treinador e o nome daquela cidade da Rússia parece uma mistura explosiva, que deu já origem a que fossem expressas opiniões que até há pouco tempo se ouvia apenas em conversas particulares e que vão no sentido de penalização também do treinador - leia-se: a sua irradicação do universo desportivo.

A ideia tem por base a concepção assumida no Código Mundial Antidopagem, cujo art.º 21.2 refere os papéis e as responsabilidades do pessoal de apoio aos atletas. Ora, as equipas técnicas (treinadores e não só) fazem parte desse círculo que rodeia o atleta, facto que desencadeia a vontade de ver punidos não apenas os atletas mas todos os que à sua volta, por acção ou omissão, colaboram no recurso a substâncias ou métodos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem.

Nos últimos anos (consideremos desde o início do século XXI), mais de trinta marchadores entraram na lista negra dos atletas suspensos por dopagem, incluindo cinco actuais ou antigos campeões olímpicos (três russos, um italiano e uma grega). Cerca de metade deles (16) são russos, mas há pelo menos outros dez países manchados. A este propósito, consulte-se a lista publicada pela AIFA com os nomes dos atletas a cumprir sanções por dopagem (ligação no final do texto). São centenas de nomes de atletas de todas as especialidades do atletismo, entre eles os dos referidos marchadores.

Neste contexto, ainda que seja justo defender o afastamento específico deste ou daquele agente envolvido em casos de «doping» (e muito se tem falado no treinador Viktor Chyogin, orientador técnico de quase todos os marchadores russos apanhados em controlos de dopagem e tido por muitos como suspeito de forte envolvimento nos casos dos seus atletas), importa que não se tente encontrar culpados convenientes, ao mesmo tempo que se deixa escapar aqueles que até agora têm conseguido passar entre os pingos da chuva.

Enquanto as acusações se centram nos casos mais notórios dos russos (mas nem por isso mais graves, dado que graves são eles todos), há por certo quem esteja a esfregar as mãos de contente por não estar no centro das atenções. Ou seja, enquanto se fala dos russos esquece-se os outros. E não faltam situações muito suspeitas e «ligações perigosas» envolvendo atletas, ex-atletas, treinadores, dirigentes, juízes, médicos, familiares...). Os casos conhecidos são, possivelmente, apenas a ponta de um iceberg que é bem capaz de chegar muito fundo.

Impõe-se uma acção séria, devidamente planeada, capaz de verificar suspeitas e de fundamentar acusações, afastando do mundo do desporto todos os agentes nocivos que possam ser detectados. A não ser que se queira que a poeira assente para depois tudo continuar na mesma.

O que menos se deseja é acções isoladas, dirigidas especificamente a uma ou duas pessoas, deixando de mãos livres aqueles que, muito provavelmente, se vão mantendo na sombra, continuando a manobrar cordelinhos e a proteger prevaricadores que, além de porem em causa a sua própria saúde, criam os mais graves atropelos à verdade desportiva.

Note-se que nos últimos dez anos tiveram lugar três edições dos Jogos Olímpicos de Verão, cada uma delas com três provas de marcha: 20 km masculinos, 20 km femininos e 50 km (masculinos). Como nessas edições nenhum atleta bisou vitórias, temos nove campeões em nove provas olímpicas de marcha de Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012. Desses nove «campeões», cinco vieram a ser suspensos por dopagem após as respectivas vitórias olímpicas: a grega Athanasia Tsoumeleka (Atenas-2004, 20 km femininos), o italiano Alex Schwazer (Pequim-2008, 50 km) e os russos Valeriy Borchin (Pequim-2008, 20 km masculinos), Sergey Kirdyapkin (Londres-2012, 50 km) e, agora, Elena Lashmanova (Londres-2012, 20 km femininos). Ou seja, mais de metade dos campeões olímpicos da marcha do século XXI são batoteiros!

terça-feira, 8 de julho de 2014

Marchadores espanhóis destacam-se nos nacionais de juniores e sub-23

Laura García-Caro, campeã de Espanha
de juniores. Foto: Héctor Corpa
Disputaram-se este fim-de-semana os campeonatos espanhóis para as categorias de juniores (61.ª edição) e sub-23 (29.ª edição) em lugares distintos, os primeiros em Castellón (Valência) e os segundos em Durango (Biscaia, País Basco), produzindo um excelente conjunto de resultados nas provas de 10.000 m marcha, realizadas em pista.

Em Durango, nos sub-23, impuseram-se, no setor masculino, Álvaro Martín, com o tempo de 40.05,99, seguido de Marc Tur, com 40.19,85, e de Alberto Amezcua, com 40.34,88, e no setor feminino, Amanda Cano (47.28,55), com os restantes lugares do pódio a serem preenchidos por Mar Juárez, com 48.23,38, e  María Larios, com 49.40,24.

Álvaro Martín e Alberto Amezcua, com Miguel Ángel Molina, integrarão a seleção espanhola para  os 20 km dos europeus de Zurique, que terão lugar em agosto próximo.

Em Castellón, na prova feminina de juniores, Laura García-Caro, a recordista nacional (45.29), foi a grande figura da prova, que venceu com o tempo de 47.04,04, batendo o recorde dos campeonatos, que estava na posse de Júlia Takacs, com 47.10,01, tempo obtido em 2008. Nos lugares imediatos posicionaram-se María Pérez García, com 47.25,82, e Lídia Sánchez, com 49.15,03. Nos rapazes, Diego García, com 42.39,73, Pablo Oliva, com 43.00,35, e Fabian Bernabe, com 44.03,19, foram os três primeiros, com marcas muito boas e um futuro realmente promissor, tal como no setor feminino.

A federação espanhola confirmará os nomes dos dois primeiros atletas juniores, masculinos e femininos, para os mundiais da categoria, que terão lugar ainda este mês em Eugene, nos EUA. Laura García-Caro e Diego García terão boas possibilidades de se intrometer na luta pelas primeiras posições, já que as suas melhores marcas situam-se entre as melhores do mundo.

Classificações
Campeonatos de Espanha de Sub-23 (Durango)

10.000 m marcha masculinos
1.º, Álvaro Martín, 40.05,99
2.º, Marc Tur, 40.19,85
3.º, Luis Alberto Amezcua, 40.34,88
4.º, Francisco Jose Duran, 42.18,54
5.º, Ivan Pajuelo, 42.26,50
6.º, David Reyes, 44.51,09
7.º, Luis Cambronero, 46.14,43
8.º, Christian Curopos, 46.41,43
9.º, Luis Manuel Pérez, 47.06,37


10.000 m marcha femininos
1.ª, Amanda Cano, 47.28,55
2.ª, Mar Juárez, 48.23,38
3.ª, María Larios, 49.40,24
4.ª, Paula Martínez, 50.51,38
5.ª, Veronica Aliaga, 52.08,23
6.ª, Coral Aja, 52.55,15
7.ª, Macarena Martín, 53.27,03
8.ª, Rocío Carbia, 54.23,59
9.ª, Miriam Costas, 54.51,63
10.ª, Laura Sanchidrian, 55.57,59
11.ª, Teresa Elena Corbal, 57.29,82.


Campeonatos de Espanha de Juniores (Castellón)
10.000 m marcha masculinos
1.º, Diego García, 42.39,73
2.º, Pablo Oliva, 43.00,35
3.º, Fabian Bernabe, 44.03,19
4.º, Nil Rodes, 44.52,89
5.º, Adrian López, 47.06,84
6.º, Marc Guerrero, 47.45,17
7.º, Mario Viñas, 48.17,04
8.º, Pedro José García, 48.21,45
9.º, Marcos Cintron, 49.25,57
10.º, Juan De Dios García, 50.56,98
Desclassificado: Daniel Ballesteros


10.000 m marcha femininos
1.ª, Laura Garcia-caro, 47.04,04
2.ª, María Pérez, 47.25,82
3.ª, Lídia Sánchez-puebla, 49.15,03
4.ª, Melisa Sánchez, 50.56,26
5.ª, Mar Chillón, 53.02,17
6.ª, Miriam Gil, 55.35,47
7.ª, Sara Ramírez, 55.42,43
8.ª, Alexandra Tardio, 55.47,55
9.ª, Carla Santaelena, 57.10,64
10.ª, Marisol Diz, 58.02,73
11.ª, Mariona Martínez, 58.57,78
Desistente: Alicia Del Río

segunda-feira, 7 de julho de 2014

México poderoso na marcha masculina dos centro-americanos de sub-20 e sub-18

Os dois primeiros classificados dos sub-20,
Ricardo Ortíz (esq.) e José Luís Doctor. Foto: Gustavo Vega
A segunda jornada dos Campeonatos Centro-americanos de Atletismo para atletas de idades inferiores a 20 anos, que decorreu sábado passado, em Morelia, estado mexicano de Michoacán, acentuou o domínio dos jovens marchadores mexicanos, com mais quatro medalhas, duas de ouro e duas de prata.

Na categoria de sub-18, Noel Chama (México), com 42.45,24, marca de nível mundial, venceu a competição alardeando grande superioridade. O seu compatriota, Henrique Martínez, classificou-se na segunda posição obtendo a marca de 43.40,0, enquanto o terceiro lugar do pódio foi preenchido pelo porto-riquenho Jorge Cruz, com o tempo de 49.44,73.

Noel Chama Almazán, que estuda na Universidade Nacional Autónoma do México, na capital do país, tem como recorde pessoal (e que é também recorde do México no escalão de juvenis) a marca de 42.07,18, obtida este ano no decorrer dos campeonatos nacionais da categoria, realizados em maio. É um dos 16 selecionados, a nível mundial,  para os Jogos Olímpicos da Juventude, que terão lugar este ano na cidade chinesa de Nanjing.

A uma questão sobre o que o que mais o atrai na disciplina da marcha, o jovem atleta respondeu desta forma:

“Gosto desta especialidade porque para correr qualquer um pode fazê-lo. Na marcha é diferente, não é tão simples. Se não marchas bem poderás ser desclassificado e esta pequena dificuldade faz com que sinta enorme prazer no que faço. Apesar de não ter problemas com os juízes de marcha, todos os dias trabalhamos a técnica a fim de não nos descuidarmos e podermos ir sempre melhorando."

Na categoria de sub-20, Ricardo Ortíz, José Luís Doctor e ainda Noel Chama e Henrique Martínez, estes dos sub-18, conduziram a prova nos primeiros quilómetros, realizando um trabalho conjunto. Ortiz aceleraria a passada a que só correspondeu Martínez. Os dois mantiveram-se largas voltas no comando até que, a 2.800 metros do fim, a melhor condição física de Ortiz levou-o a isolar-se para terminar vitorioso no tempo de 42.24,10, novo recorde dos campeonatos. Doctor, com 43.10,71, arrecadou a medalha de prata, e o guatemalteco Jurguen Grave, a de bronze, com 44.06,44.

Ricardo Ortíz Rivera, que no próximo ano terá todas as possibilidades de ingressar no grupo de elite da marcha mexicana, declarou-se satisfeito com a marca obtida, pois esta permitir-lhe-á chegar a Eugene, nos EUA, mais bem preparado para os mundiais de juniores, que decorrerão naquela cidade do estado americano de Oregon, de 22 a 27 deste mês. Por outro lado, a medalha ganha tem um sabor especial já que é a primeira que conquista numa competição internacional. Objetivos para Eugene?

“Melhorar a minha marca [41.33,11, 9.º lugar em Taicang] e classificar-me nos cinco primeiros.”

domingo, 6 de julho de 2014

Mara e Hélder vencem marcha dos nacionais de juniores

Depois da presença conjunta na Taça do Mundo
de Taicang, os mundiais de juniores não deverão assistir
à presença do par Miguel Rodrigues e Hélder Santos.
Foto: facebook de Miguel Rodrigues
Mara Ribeiro (CN Rio Maior), em femininos, e Hélder Santos (Gira Sol-RC), em masculinos, são os novos campeões nacionais juniores de marcha em pista, depois das vitórias alcançadas este sábado, no Luso, durante os nacionais disputados sobre 10 mil metros. A atleta de Rio Maior registou 48.40,22 m, superando largamente (mais uma vez) os mínimos para os mundiais de juniores de Eugene (EUA), estabelecidos em 51.00,00 m, enquanto o marchador do Gira Sol ficou a menos de seis segundos dos mínimos masculinos da distância, ao concluir em 44.25,85 m (mínimo de 44.20,00).


Na prova feminina, a vitória de Mara Ribeiro nunca esteve em causa, sendo significativa a vantagem acumulada sobre as demais concorrentes. Para concluir a época interna da melhor maneira, depois de meses em que lesões impediram desempenhos ao nível esperado, Mara obteve a melhor marca pessoal do ano, ainda que não tivesse superado o recorde pessoal (48.07,88), estabelecido em 2013.

Ao pódio acederam outras duas atletas para quem os mínimos para Eugene não foram obstáculo de monta: Mariana Mota (SL Benfica) levou a melhor na luta pelo segundo lugar com Edna Barros e terminou em 50.11,41 m (mínimos reconfirmados), contra 50.17,81 m da algarvia, que no próximo ano ainda será júnior e nestes campeonatos superou os mínimos para os mundiais pela primeira vez e o recorde pessoal por larga margem.

De assinalar ainda o quarto lugar de Carolina Costa (CO Pechão), que, apesar de arredada da luta protagonizada pelas da frente, não deixou de registar 53.53,00 m, tempo considerável para uma juvenil de primeiro ano. Aliás, entre juvenis, merecem também referência especial Salomé Santos (CN Rio Maior, 5.ª, 54.56,37) e Ana Leonor (LA Francisco Mariano, 8.ª, 56.23,20).

Nos rapazes, Hélder Santos era uma das esperanças de novos mínimos para os mundiais, a par de Miguel Rodrigues (CN Rio Maior), que na Taça do Mundo de Taicang, em Maio, ficara a dez segundos da marca exigida para Eugene. O atleta do Gira Sol bem se empenhou, logrando mesmo uma vitória folgada (cerca de 300 metros de vantagem), mas a ampulheta ficou sem areia a pouco mais de vinte metros da meta.

Miguel Rodrigues chegaria em segundo lugar, com 45.38,84 m, não conseguindo igualmente a marca mínima, enquanto João Martins (CA Ferreira do Zêzere), também ele júnior por mais um ano, registava 47.38,80 m para o terceiro posto. Não muito longe mas já fora do pódio terminou o juvenil de primeiro ano Vasco Santos (CA Marinha Grande), com 47.53,20 m. Também nesta prova há a referir outro participante do escalão etário inferior com marca estimulante: o sexto classificado, Pedro Amaral (CDCJ Ilha Verde), que se creditou com 51.16,82 m.

Os novos campeões nacionais sucedem a Filipa Ferreira (CO Pechão) e Miguel Carvalho (CN Rio Maior), vencedores há um ano nos campeonatos realizados em Fátima, então com as marcas, respectivamente, de 49.30,07 m e de 45.45,38 m.

Em balanço: ainda que estes campeonatos não fossem um torneio de apuramento para os mundiais de juniores, a verdade é que as meninas ganharam aos rapazes por 3-0 em mínimos, sendo que uma das três primeiras ficará de fora das duas vagas para Eugene.

Classificações
10.000 m marcha masculinos
1.º, Hélder Santos 96 Jun (Gira Sol-RC), 44.25,85
2.º, Miguel Rodrigues 96 Jun (CN Rio Maior), 45.38,84
3.º, João Martins 95 Jun (CA Ferreira do Zêzere), 47.38,80
4.º, Vasco Santos 98 Juv (CA Marinha Grande), 47.53,20
5.º, Xavier Sousa 96 Jun (ACD Jardim da Serra), 48.20,64
6.º, Pedro Amaral 97 Juv (CDCJ Ilha Verde), 51.16,82
7.º, Cláudio Cotrim 96 Jun (CP Alcanena), 55.04,13
8.º, Rodrigo Rodrigues 98 Juv (SL Benfica), 56.35,75
9.º, Rui Rodrigues 97 Juv (ACR Mealhada), 59.10,78
10.º, Vítor Guedes 96 Jun (GD Moure), 1.03.37,96


10.000 m marcha femininos
1.ª, Mara Ribeiro 95 Jun (CN Rio Maior), 48.40,22
2.ª, Mariana Mota 95 Jun (SL Benfica), 50.11,41
3.ª, Edna Barros 96 Jun (CO Pechão), 50.17,81
4.ª, Carolina Costa 98 Juv (CO Pechão), 53.53,00
5.ª, Salomé Santos 97 Juv (CN Rio Maior), 54.56,37
6.ª, Elisabete Pinho 95 Jun (CS Gaia), 55.10,27
7.ª, Laura Leal 96 Jun (CO Pechão), 55.39,82
8.ª, Ana Leonor 98 Juv (LA Francisco Mariano), 56.23,20
9.ª, Catarina Marques 96 Jun (individual), 56.33,81
10.ª, Rita Ribeiro 96 Jun (CN Rio Maior), 57.23,79
11.ª, Catarina Anastácio 97 Juv (LA Francisco Mariano), 1.00.17,24
12.ª, Bianca Amaral 96 Jun (CDE Fuzeiros), 1.02.19,83

sábado, 5 de julho de 2014

Mexicanas conquistam 4 medalhas nos centro-americanos de sub-20 e sub-18

As segundas classificadas, Iliana García e Guadalupe Sánchez.
Atrás, as vencedoras Sonia Barrondo e Vivian Castillo.
Foto: Teléfono Rojo
A mexicana Vivian Castillo e a guatemalteca Sonia Barrondo, conquistaram, este sábado, as primeiras medalhas de ouro nos 5.000 metros marcha, provas que abriram a primeira jornada dos XX Campeonatos Centro-americanos e das Caraíbas de Atletismo, para as categorias de sub-18 e sub-20, que se disputam, este fim-de-semana, na cidade mexicana de Morelia, estado de Michoacán.

Na categoria de sub-18, Vivian Castillo realizou a marca de 24.32,47, seguida da sua compatriota Iliana García, com 24.46,94, e da porto-riquenha Rachelle de Orbeta, com 25.02,28.

No escalão sub-20, Sonia Barrondo, irmã de Erick Barrondo, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, e que sonha seguir os seus passos, completou as doze voltas e meia à pista obtendo o tempo de 24.37,81. As mexicanas María Guadalupe Sánchez, com 24.58,40, e Lluvia González, com 26.20,93, ocuparam os restantes lugares do pódio.

Nacionais de Juniores no Luso determinam presença no mundial

Mariana Mota, Edna Barros e Mara Ribeiro, as atletas
do pódio júnior dos campeonatos de estrada
 em Quarteira-2013. Foto: fb Luís Mota.
Montagem: O Marchador
A Vila do Luso vai acolher este fim-de-semana os Campeonatos Nacionais de Juniores, prova derradeira de observação dos atletas que já obtiveram os mínimos ou possam vir a realizá-los, de acordo com os critérios estabelecidos pela Federação Portuguesa de Atletismo com vista à participação nos mundiais da categoria, que terão lugar, ainda este mês, em Eugene, nos EUA.

A FPA definiu como mínimos de participação nas provas de 10.000 metros marcha do mundial, 44.20,00 para os masculinos e 51.00,00 para os femininos. Nos critérios de selecção elege o período entre 10 de Junho e 6 de Julho como o mais importante para avaliar o estado de forma desportiva de potenciais seleccionáveis, o que, para os marchadores, se resume praticamente aos campeonatos nacionais de juniores, dia 5 de julho.

No setor feminino, e já com mínimos alcançados, temos Mara Ribeiro, do CN Rio Maior, com um recorde pessoal de 48.07,88 (2013), ela que é líder da temporada com 49.39 em Taicang (4 de maio), e também, no mesmo evento internacional, Mariana Mota, do SL Benfica, com 50.05. Perfila-se ainda como candidata, Edna Barros, do CO Pechão, com 51.22, tempo obtido em fevereiro deste ano em Quarteira.

No setor masculino, o rio-maiorense Miguel Rodrigues, com 44.30 em Taicang (3 de maio), é o que está mais próximo de ultrapassar a marca exigida (44.20). Hélder Santos, do Gira Sol-RC, será outro atleta a perseguir esse objectivo, detendo 45.03 quando dos regionais de marcha de Santarém (4 de janeiro).

Para as provas de marcha, 10.000 metros, com mínimos muito acessíveis, a realizarem-se no dia de hoje, estão inscritos 12 atletas masculinos, 8 juniores e 4 juvenis (mínimos: 57.00,00 ou 25.30,00 nos 5.000 metros) e 16 femininos, 10 juniores e 6 juvenis (mínimos: 1.06.00,00 ou 29.00,00 nos 5.000 metros).   

Os 28 atletas inscritos representam 16 clubes provenientes de 9 distritos do país. O maior contingente de atletas pertence ao Clube Oriental de Pechão, com cinco atletas, todas inscritas na prova feminina e é também a região algarvia que apresenta o maior número de atletas. Novidade é a estreia na distância de Carolina Costa, campeã nacional de juvenis.

Na última edição, Miguel Carvalho (CNRM) e Filipa Ferreira (COP) conquistaram os títulos nacionais de juniores. São recordistas nacionais, com marcas de excecional nível para a categoria, Susana Feitor (CNRM), com 45.17,25, tempo obtido na já desaparecida pista de atletismo do Benfica, em 1994, e João Vieira (CNRM), com 41.31,21, marca alcançada em Braga, nos Nacionais de 1995.

A equipa de juízes de marcha será chefiada por Joaquim Graça, juiz internacional do painel da AIFA, que está designado para atuar em Eugene, nos mundiais de juniores, acompanhando-o os seus colegas Albertino Saramago, Argentina Cordeiro, Bruno Fernandes, e Sérgio Pereira, membros dos graus A e B do painel nacional de especialistas.

Lista de inscritos por clube é a seguinte:

Femininos
CA Marinha Grande: Marisa Paulino (1996);
CDE Fuzeiros: Bianca Amaral (1996);
CN Rio Maior: Mara Ribeiro (1995) e Salomé Santos (1997);
CO Pechão: Carolina Costa (1998), Edna Barros (1996), Laura Leal (1996), Liandra Gonçalves (1996); e Marta Leal (1997);
CP Corroios: Mafalda Marques (1997);
C Spiridon Gaia: Elisabete Pinho (1995);
CS Marítimo: Isabel Oliveira (1996);
Individual (Algarve): Catarina Marques (1996);
Learntogether AFM: Ana Leonor (1998) e Catarina Anastácio (1997);
SL Benfica: Mariana Mota (1995).

Masculinos
ACR Mealhada: Rui Rodrigues (1997);
A Jardim Serra: Xavier Sousa (1996);
CA Ferreira Zêzere: João Martins (1995);
CA Marinha Grande: Vasco Santos (1998);
CN Rio Maior: Miguel Rodrigues (1996);
CP Alcanena: Cláudio Cotrim (1996);
GD Moure: Vítor Guedes (1996);
Gira Sol-RC: Hélder Santos (1996);
CDCJ Ilha Verde: Pedro Amaral (1997);
J Vidigalense: André Salgueiro (1995);
SL Benfica: Paulo Afonso (1995) e Rodrigo Rodrigues (1998).

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Bosworth e Lewis vencem campeonatos britânicos

O início da prova masculina e três figuras em destaque: Dane
Bird-Smith, Tom Bosworth e Heather Lewis. Fotos: fb Francisco
Reis e Zimbio. Montagem: O Marchador
Tom Bosworth, em masculinos, e Heather Lewis, em femininos, sagraram-se campeões britânicos de marcha, ao vencerem domingo, em Birmingham, as provas de 5000 metros da especialidade em mais uma edição dos Campeonatos de Atletismo da Grã-Bretanha. Bosworth averbou um novo recorde nacional de 19.16,82 m, superando a marca de 19.27,39 m obtida em 2013 por Alex Wright, enquanto Lewis registou 22.09,87 m.

A prova masculina foi vencida por um atleta extracampeonato, o australiano Dane Bird-Smith, que, com 19.14,53 m, estabeleceu a melhor marca em solo britânico sobre 5000 m marcha (marcas obtidas por marchadores britânicos ou estrangeiros). Depois de Bird-Smith e de Bosworth terminaria outro «extra», Quentin Rew, da Nova Zelândia, creditado com 20.07,00 m.

O australiano isolou-se na liderança da prova no terceiro quilómetro, impondo um ritmo a que Bosworth não conseguiu corresponder, ainda que o britânico tenha logrado na fase final aproximar-se do vencedor, acabando com menos de dez metros de atraso. Jamie Higgins (20.55,01), no primeiro ano de sénior, e o juvenil Callum Wilkinson (21.52,01, recorde pessoal), foram a guarda-de-honra do novo campeão nacional, completando o pódio do campeonato após concluírem, respectivamente, nos quarto e quinto lugares da classificação absoluta.

O português Francisco Reis terminou na oitava posição geral, com uma melhor marca pessoal do ano de 24.01,66 m.

Nas senhoras, a galesa Heather Lewis, que cumpre o primeiro ano de sénior, destacou-se da concorrência logo na fase inicial da competição, ganhando uma vantagem considerável sobre a neozelandesa Alana Barber e o pelotão que se formou atrás das duas primeiras. No entanto, o esforço da primeira parte da prova transformou-se num sacrifício na segunda metade, com Barber a aproximar da frente e obrigando a líder a esforço redobrado para conseguir garantir a vitória.

Na meta, menos de dois segundos separaram Lewis (22.09,87) de Barber (22.11,52, recorde pessoal), enquanto mais atrás, a juvenil Emma Achurch (24.14,96, recorde pessoal) e a júnior Ellie Dooley (25.06,84) asseguravam os lugares disponíveis do pódio do campeonato nacional.

No que à marcha diz respeito, estes campeonatos realizados no Alexander Stadium demonstraram que a Grã-Bretanha dispõe de um conjunto de jovens já capazes de competir ao mais alto nível nacional (ainda que em distâncias curtas), oferecendo sólida garantia de um futuro risonho para a marcha atlética daquele país no contexto internacional. Como se viu, cinco dos seis atletas do pódio nestes campeonatos tinham 20 anos ou menos.

Classificações
5000 m marcha masculinos
1.º, Dane Bird-Smith (Austrália), 19.14,53 (extra)
2.º, Tom Bosworth, 19.16,82
3.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 20.07,00 (extra)
4.º, Jamie Higgins, 20.55,01
5.º, Callum Wilkinson, 21.52,01
6.º, Alex Eaton, 22.27,73
7.º, Guy Thomas, 23.21,15
8.º, Francisco Reis (Portugal), 24.01,66 (extra)
9.º, Luc Legon, 24.57,37
Desclassificado: Adam Cowan

5000 m marcha femininos
1.ª, Heather Lewis, 22.09,87
2.ª, Alana Barber (Nova Zelândia), 22.11,52 (extra)
3.ª, Emma Achurch, 24.14,96
4.ª, Ellie Dooley, 25.06,84
5.ª, Grazina Narviliene (Lituânia), 25.17,00 (extra)
6.ª, Heather Butcher, 25.38,46
7.ª, Jasmine Nichols, 26.01,52
8.ª, Rebecca Collins, 26.54,09
9.ª, Brenda Gannon, 27.18,28
Desclassificada: Maria Corcello (Itália)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Takacs faz cair em Cáceres mais um recorde de Espanha

Julia Takacs e Álvaro Martín na frente em Cáceres.
Fotos:  fb Raquel Gomez Mamen Ledesma.
Montagem: O Marchador
Julia Takacs Nyerges (Playas de Castellon) que há 3 semanas atrás estabelecera em Huelva uma nova melhor marca absoluta espanhola nos 3.000 metros (12.11,27), volta a ser notícia, pela mesma razão, desta feita no «XXVII Encuentro de Atletismo Diputación de Cáceres» (3 de julho), ao registar 20.30,04 na distância de 5.000 metros. A anterior marca (20.45,11) encontrava-se na posse de Beatriz Pascual quando dos 92.os Campeonatos da Catalunha em Barcelona-2012.

Enquanto Takacs fazia um autêntico contra-relógio numa prova realizada à noite (21.30 h) e com boas condições atmosféricas, a luta pela segunda posição estava bem animada, levando vantagem a júnior Laura Garcia-caro (A.D. Marathon), com 22.43,48, um segundo à frente da sua colega de clube Ainhoa Pinedo (22.44,80).

Já a prova masculina, em simultâneo com a feminina mas nas pistas exteriores (5 a 8), foi muito bem disputada com um pódio com marcas na casa dos 19 minutos e todas elas recordes pessoais: Álvaro Martín (Playas de Castellon), com 19.15,08, Marc Tur (S.G. Pontevedra), com 19.18,35, e o júnior Diego García (A.D. Marathon), com 19.24,13, este a bater por 1,7 segundos a melhor marca espanhola da categoria (antes 19.25,86 de Álvaro Martín – Avilés-2013).

O meeting contou com participação de marchadores portugueses em considerável número (sete atletas) em representação do Centro de Atletismo de Seia (Guarda) e do Grupo de Convívio e Amizade nas Donas (Castelo Branco).

Pedro Martins, do CA Seia, foi o melhor classificado, 6.º, com o seu melhor registo esta época (21.34,18), sendo imediatamente seguido na classificação pelos seus colegas de equipa, Pedro Santos (7.º, 21.38,57), a ficar muito próximo do seu recorde pessoal de há anos, e Rui Coelho (8.º, 21.55,57). Concluíram ainda os marchadores das Donas, Amaro Teixeira (10.º, 22.57,86), Luís Pássaro (11.º, 24.02,88) e Manuel Alves (13.º, 25.52,09), todos com significativos recordes pessoais. Ainda deste clube, participou a iniciada Inês Reis, que foi 10.ª classificada (27.22,05).

Classificações
5.000 metros femininos
1.ª, Julia Takacs Nyerges, 1989 (Playas de Castellon), 20.30,04
2.ª, Laura Garcia-caro Lorenzo, 1995 (A.D. Marathon), 22.43,48
3.ª, Ainhoa Pinedo Gonzalez, 1983 (A.D. Marathon), 22.44,80
4.ª, Laura Gutierrez de Tena Ramos, 1988 (CEA Tenerife 1984), 24.20,64
5.ª, Alexandra Tardio Ortega, 1996 (At Almendralejo), 25.49,08
6.ª, Irene Montejo Garces de Marcilla, 1998 (Grupo Oasis TresCantos), 25.52,93
7.ª, Macarena Martin Uriol, 1992 (Juventud Elche Arosa), 25.58,85
8.ª, Marina Sillero Mesonero, 1998 (At Ianuarius Salamanca), 26.58,44
9.ª, Laura Sanabria Sanchez, 2000 (At Almendralejo), 27.00,40
10.ª, Inês Reis, 1999 (GCA Donas - Portugal), 27.22,05
11.ª, Laura Vazquez Andriano, 1997 (Atletismo Badajoz), 32.47,38
12.ª, Araceli Sanchez Pacheco, 1973 (Esc At Caceres), 33.29,18
13.ª, Maria del Carmen Merino Carrizosa, 1967 (At Almendralejo), 33.32,13
14.ª, Maria Jose de Cruces Ramos, 1970 (At Almendralejo), 34.55,07

5.000 metros masculinos
1.º, Álvaro Martín Uriol, 1994 (Playas de Castellon), 19.15,08
2.º, Marc Tur Pico, 1994 (S.G. Pontevedra), 19.18,35
3.º, Diego García Carrera, 1996 (A.D. Marathon), 19.24,13
4.º, Jose Ignacio Diaz Velazquez, 1979 (FC Barcelona), 20.44,53
5.º, Ivan Pajuelo Paredes, 1993 (A.D. Marathon), 20.55,41
6.º, Pedro Martins, 1968 (CA Seia - Portugal), 21.34,18
7.º, Pedro Santos, 1986 (CA Seia - Portugal), 21.38,57
8.º, Rui Coelho, 1994 (CA Seia - Portugal), 21.55,57
9.º, Adrian Lopez Sanchez, 1995 (At Almendralejo), 21.56,71
10.º, Amaro Teixeira, 1989 (GCA Donas - Portugal), 22.57,86
11.º, Luís Pássaro, 1994 (GCA Donas - Portugal), 24.02,88
12.º, Jose Muñoz Belmonte, 1961 (Atletismo Zafra), 25.27,06
13.º, Manuel Alves, 1994 (GCA Donas - Portugal), 25.52,09
14.º, Antonio Polo Marquez, 1961 (Esc At Caceres), 30.25,78

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Michta e Nunn, campeões norte-americanos de 20 km em Sacramento

Os pódios da marcha e os campeões John Nunn e Maria Michta.
Fotos a partir de vídeos em usatf.tv
Montagem: O Marchador
Sacramento (Califórnia) recebeu os campeonatos norte-americanos de atletismo, com a marcha a ter assento no programa com provas de 20 km para femininos (dia 28 de junho) e masculinos (dia 29), em figurino que contemplou um circuito em estrada de 2 km com saída e entrada no «Hornet Stadium».

Nos femininos, Maria Michta (Walk USA) tomou a dianteira imediatamente após o tiro de partida e ganhou 50 metros de vantagem ainda a prova não tinha saído do estádio, aumentando gradualmente o seu avanço para terminar com 1.35.54,37 e obter o seu 5.º título consecutivo nos campeonatos. Miranda Melville (New York AC, 1.37.59.83) e Erin Gray (Bowerman TC, 1.39.23,91) acompanharam Michta no pódio de uma prova concluída por 10 atletas.

Nos masculinos, John Nunn (U.S. Army) apenas tomou a iniciativa a partir dos 15 km, isolando-se para terminar com 1.27.56,39 e obter o seu 2.º título nos campeonatos. Nick Christie (Missouri Bap, 1.29.52,67) que chegou a comandar com ligeira vantagem até aos 13 km, viria a cair para a 3.ª posição, sendo ultrapassado na sua última volta ao circuito por Patrick Stroupe (1.29.26,68). 12 atletas concluíram a prova.

A equipa do blogue «O Marchador» aproveita a oportunidade para formular votos de felicidades a Maria Michta que amanhã (dia 3) inicia uma nova etapa da sua vida pessoal celebrando matrimónio com Joel Coffey.

Classificações
20.000 metros femininos (28 de Junho)
1.ª, Maria Michta, 1986 (Walk USA), 1.35.54,37
2.ª, Miranda Melville, 1989 (New York AC), 1.37.59.83
3.ª, Erin Gray, 1987 (Bowerman TC), 1.39.23,91
4.ª, Katie Burnett, 1988 (Individual), 1.40.01,61
5.ª, Susan Randall, 1974 (Miami Valley), 1.40.21,21
6.ª, Erin Taylor-Talcott, 1978 (Shore AC), 1.43.41,92
7.ª, Jill Cobb, 1975 (Miami Valley), 1.46.15,09
8.ª, Stephanie Casey, 1983 (Individual), 1.48.50,26
9.ª, Sam Cohen, 1977 (Wisconsin Ru), 1.49.34,15
10.ª, Molly Josephs, 1994 (Missouri Bap), 1.52.40,59

20.000 metros masculinos (29 de Junho)
1.º, John Nunn, 1978 (U.S. Army), 1.27.56,39
2.º, Patrick Stroupe, 1984 (Individual), 1.29.26,68
3.º, Nick Christie, 1991 (Missouri Bap), 1.29.52,67
4.º, Alejandro Chavez, 1993 (Missouri Bap), 1.30.28,15
5.º, John Cody Risch (Q Elite), 1.32.49,07
6.º, Emmanuel Corvera (Individual), 1.34.08,71
7.º, Michael Giuseppe Mannozzi, 1986 (Shore AC), 1.36.04,88
8.º, Richard Luettchau II, 1984 (Shore AC), 1.38.20,68
9.º, Jonathan Hallman, 1993 (Shore AC), 1.39.32,96
10.º, Matthew De Witt (Parkside AC), 1.40.37,38
11.º, Joel Pfahler, 1990 (Miami Valley), 1.41.11,65
12.º, David Swarts (Pegasus AC), 1.48.57,93

terça-feira, 1 de julho de 2014

Seaman e Dunfee, campeões canadenses em Moncton

Imagens da marcha nos campeonatos do Canadá.
Fotos: MarcGrandmaison.com/Athletics Canada e
facebook de Tim Seaman. Montagem: O Marchador
Rachel Seaman (Peterborough), com 1.32.54, e Evan Dunfee (Racewalk West), com 1.21.57, obtiveram, de forma folgada, os títulos nacionais de 20 km do Canadá, por ocasião dos campeonatos disputados em Moncton (27 a 29 de Junho).

Para Seaman, tratou-se do seu sétimo título com uma marca que é recorde dos campeonatos, batendo a anterior de 1.34.50 na posse de Janice McCaffrey desde a edição de 2000. A presente temporada da atleta fica marcada, de forma muito positiva, pelo recorde nacional 1.30.43 obtido em Manchester, New Jersey, em março, e ainda pela marca de 1.31.14 em Taicang, China, em maio. Nicola Evangelista (1.50.08) e Katelynn Ramage (1.54.24), ambas em representação do Racewalk West, completaram os lugares do pódio dos campeonatos.

No caso de Dunfee, que na prova ainda contou com a oposição de Iñaki Gómez, vindo este a desistir depois dos 10 km, obteve o seu quarto título nacional como sénior, e também ele bateu o recorde do seu país com 1.20.13 mas na taça do mundo de marcha em Taicang. Foi, aliás, neste evento internacional que o Canadá obteve a 4.ª posição nos 20 km masculinos, proeza colectiva graças às prestações de E.Dunfee (11.º, com a já referida marca de 1.20.13), I. Gómez (12.º, 1.20.18) e B. Thorne (13.º, 1.20.19). Subiram aos segundo e terceiros lugares do pódio masculino em Moncton, Benjamim Thorne (Racewalk West, 1.27.11) e Bruno Carrière (Rive-Sud, 1.33.08).

Uma referência para Marek Adamowicz (Rive-Sud), o vencedor nos juniores masculinos com 43.56 aos 10 km.

Classificações (27 Junho)
20 km femininos
1.ª, Rachel Seaman, 1986 (Peterborough), 1.32.54
2.ª, Nicola Evangelista, 1988 (Racewalk West), 1.50.08
3.ª, Katelynn Ramage, 1993 (Racewalk West), 1.54.24
4.ª, Catherine McCormack, 1972 (Ontario Race), 2.09.27
5.ª, Amanda Schneider, 1989 (Ontario Race), 2.15.47

20 km masculinos
1.º, Evan Dunfee, 1990 (Racewalk West), 1.21.57
2.º, Benjamim Thorne, 1993 (Racewalk West), 1.27.11
3.º, Bruno Carrière, 1992 (Rive-Sud), 1.33.08
Desistente: Inaki Gomez, 1988 (Racewalk West).
Desclassificado: Creighton Connolly, 1988 (Ontario Race).

10 km juniores femininos
1.ª, Mandy Roach, 1996 (Rive-Sud), 1.01.46

10 km juniores masculinos
1.º, Marek Adamowicz, 1996 (Rive-Sud), 43.56
2.º, Caleb Cheng, 1995 (Strathcona L), 46.00
3.º, Vincent Gagné, 1997 (Fleur de Lys), 1.01.40