terça-feira, 17 de junho de 2014

Atletas de Setúbal e Leiria vencem provas de marcha do Olímpico Jovem

As partidas das provas de marcha feminina e masculina.
Fotos: CD Marco e João Glória. Montagem: O Marchador
Hélder Gonçalves, da Associação de Atletismo de Setúbal, e Rita Vazão, da Associação de Atletismo de Leiria, foram os vencedores das provas de 4.000 metros marcha para iniciados, grupos A+B, da 32.ª edição do Torneio Olímpico Jovem que se disputou este fim-de-semana, em Lisboa, na pista principal do Estádio Universitário.

Nos masculinos, Hélder Gonçalves, com 20.30,90, distanciou-se por apenas 10 segundos de Tiago Fonseca, de Castelo Branco (20.40,60), o segundo classificado. A terceira posição foi para Daniel Gouveia, da Guarda (20.49,90), o primeiro das associações do grupo B.

Nos femininos, Rita Vazão, com 22.22,73, superiorizou-se, com evidente vantagem, a Inês Reis, de Castelo Branco (22.53,45). Ednice Barros, do Algarve (23.23,14), foi a terceira.

O atleta setubalense, que representa o GD Cavadas, ficou a 7,9 segundos da sua melhor prestação (20.23,01), conseguida na prova de apuramento regional. A leiriense, atleta do GD Pedreiras, estabeleceu um novo recorde pessoal melhorando o seu anterior registo em 15,5 segundos. Ambos cumprem a sua segunda época no escalão de iniciados tendo oportunidade de, no próximo ano, competirem pelas suas associações no escalão de juvenis. Iniciaram a atividade competitiva, na especialidade, no primeiro ano do escalão de infantis, em 2011.

No grupo B do Torneio, Daniel Gouveia, da Guarda, que representa o CA Seia, e Daniela Palmeiro, de Évora (25.50,59), que está inscrita no Estrela FC, bateram os seus melhores registos na distância, ele por 9,9 segundos e ela por nada menos de 1 minuto e 19,1 segundos. Ambos iniciaram-se na disciplina há pouco tempo, o Daniel em dezembro do ano passado, por ocasião do grande prémio de Celorico da Beira, e a Daniela no dia 3 de maio, numa prova realizada em Vendas Novas.

Na última edição, com iniciados, a de 2012, o Algarve dominou alcançando duas vitórias neste escalão. Este ano destacam-se as classificações dos representantes de Castelo Branco, com dois segundos lugares.

Globalmente, o nível técnico/regulamentar não foi elevado, tendo sido registadas 5 desclassificações, havendo, neste capítulo, muito trabalho a fazer-se por parte dos treinadores dos jovens atletas.

Esperemos que a estrutura dirigente da Federação Portuguesa de Atletismo reinclua, no próximo ano, a outra prova em falta, que será, em 2015, a dos iniciados, pondo fim a esta atitude absolutamente discriminatória e potenciando o desenvolvimento de todas as especialidades do atletismo português. 

Classificações
4.000 metros masculinos
Grupo A
1.º, Hélder Gonçalves, 1999 (Setúbal), 20.30,90
2.º, Tiago Fonseca, 1999 (Castelo Branco), 20.40,60
3.º, Nuno Gonçalves, 1999 (Porto), 24.25,10
4.º, Luís Raposo, 1999 (Açores), 24.33,70
Desclassificados: Rui Ferreira, 2000 (Santarém), Rodrigo Marques, 1999 (Algarve), João Pires, 1999 (Leiria) e Justino Nzinguilo, 2000 (Lisboa).
Grupo B
1.º, Daniel Gouveia, 2000 (Guarda), 20.49,90
2.º, João Pires, 2000 (Évora), 25.40,40
3.º, Henrique João, 1999 (Vila Real), 25.49,00
4.º, Rafael A. Sousa, 1999 (Madeira), 26.00,80
5.º, João Simões, 2000 (Viseu), 26.55,50
Desistente: Diogo Figueira, 1999 (Beja).

4.000 metros femininos
Grupo A
1.ª, Rita Vazão, 1999 (Leiria), 22.22,73
2.ª, Inês Reis, 1999 (Castelo Branco), 22.53,45
3.ª, Ednice Barros, 1999 (Algarve), 23.23,14
4.ª, Catarina Santos, 2000 (Setúbal), 24.11,37
5.ª, Cheila Nunes, 1999 (Santarém), 25.06,84
6.ª, Lara Martins, 1999 (Porto), 25.17,24
7.ª, Nicole Healion, 1999 (Açores), 25.39,11
8.ª, Andreia Reis, 1999 (Lisboa), 26.02,11
9.ª, Sarah Vitorino, 2000 (Viana do Castelo), 27.05,47
10.ª, Inês Almeida, 2000 (Aveiro), 28.02,93
11.ª, Margarida Penacho, 1999 (Coimbra), 28.13,54
Grupo B
1.ª, Daniela Palmeiro, 2000 (Évora), 25.50,59
2.ª, Iara Silva, 1999 (Madeira), 25.53,25
3.ª, Joana Matos, 2000 (Guarda), 26.46,77
4.ª, Eva Nobre, 1999 (Vila Real), 29.39,67
Desclassificada: Ana Santiago, 2000 (Beja).

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Martín e Curiazzi vencem marcha nos mediterrânicos de sub-23

A italiana Federica Curiazzi e os espanhóis Marc Tur
(2.º) e Álvaro Martín (1.º). Fotos: fb Atleti per Caso e
Begoña Luis Pérez. Montagem: O Marchador
Numa jornada marcada pela grande intensidade do calor, com temperatura bem acima de 30ºC, foram bem distintas as provas que permitiram a Álvaro Martín e Federica Curiazzi sagrarem-se campeões mediterrânicos de marcha em sub 23, sábado, em Aubagne, no Sul de França. Para o espanhol, a tarefa foi bem mais difícil, com forte oposição de vários colegas de prova. Terminaria os 10 mil metros em 42.50,87 m, pouco mais que um segundo melhor que o compatriota Marc Tur (42.52,19), com o italiano Francesco Fortunato a fechar o pódio, com 42.54,52 m. Para a italiana, a prova foi uma espécie de contra-relógio individual na mesma distância, cumprida em 46.33,33 m, um novo máximo pessoal, que não permitiu à francesa Émilie Tissot (47.16,80) e à espanhola Amanda Cano (48.19,41) melhor que os segundo e terceiro postos, respectivamente.

A competição masculina foi sempre mais equilibrada, com um considerável grupo na frente e pouca distância a separar os demais concorrentes. Miguel Carvalho, o único português em prova, terminaria no oitavo lugar, com 43.58,66 m, marca que não pode ser desvalorizada, levadas em consideração as condições atmosféricas.

Nos femininos, com Curiazzi bem destacada à procura de novo recorde pessoal, a luta era desenvolvida mais atrás, com Émilie Tissot e Amanda Cano a digladiarem-se pela medalha de prata. Muitas vezes prejudicada pela impossibilidade de garantir a completa extensão e evitar faltas por flexão, a francesa conseguiu desta vez terminar a prova, apesar de ter recebido duas notas de desclassificação que causaram susto. Mesmo assim, Tissot conseguiu em grande risco garantir o segundo lugar, depois de se destacar de forma clara da espanhola. Um bom prémio para a atleta francesa, impossibilitada de treinar-se durante várias semanas, devido aos estudos de fisioterapia que desenvolve na Alemanha.

Não muito longe mas já fora do pódio terminaria outra representante de Espanha, Mar Juárez (48.37,92), seguida da primeira portuguesa, Filipa Ferreira, cuja marca de 49.01,17 m, não sendo a melhor pessoal, é ainda assim consequência de um excelente desempenho individual. Nádia Cancela, com 50.06,27 m, foi sétima e Vitória Oliveira, na primeira internacionalização, terá sido quem mais se ressentiu do calor, terminando no 10.º lugar, com 51.55,71 m. Para a marchadora da Juventude Vidigalense, melhores dias virão, certamente! Pelo menos, mais frescos.

Classificações:
10.000 metros masculinos
1.º, Álvaro Martín, 1994 (Espanha), 42.50,87
2.º, Marc Tur, 1994 (Espanha), 42.52,19
3.º, Francesco Fortunato, 1994 (Itália), 42.54,52
4.º, Muratcan Karapinar, 1996 (Turquia), 43.03,74
5.º, Francisco Duran, 1993 (Espanha), 43.12,09
6.º, Leonardo Dei Tos, 1992 (Itália), 43.16,83
7.º, Vito Minei, 1994 (Itália), 43.34,45
8.º, Miguel Carvalho, 1994 (Portugal), 43.58,66
9.º, Hugo Andrieu, 1992 (França), 44.48,82
10.º, Aurelien Quinion, 1993 (França), 46.19,00
Desclassificado: Sahin Senocuncu (Turquia).

10.000 metros femininos
1.ª, Federica Curiazzi, 1992 (Itália), 46.33,33
2.ª, Émilie Tissot, 1993 (França), 47.16,80
3.ª, Amanda Cano, 1994 (Espanha), 48.19,41
4.ª, Mar Juárez, 1993 (Espanha), 48.37,92
5.ª, Filipa Ferreira, 1994 (Portugal), 49.01,17
6.ª, María Larios, 1992 (Espanha), 50.03,09
7.ª, Nádia Cancela, 1993 (Portugal), 50.06,27
8.ª, Maria Vittoria Becchetti, 1994 (Itália), 50.20,73
9.ª, Inès Pastorino, 1992 (França), 51.14,53
10.ª, Vitória Oliveira, 1992 (Portugal), 51.55,71
Desistentes: Chahinez Nasri, 1996 (Tunísia), Anna Clemente, 1994 (Itália) e Derya Karakurt, 1996 (Turquia).

domingo, 15 de junho de 2014

Neringa e Barrondo triunfam em Alytus

Neringa Aidietytė (152) teve sempre a prova controlada.
Foto: Darius Skarnulis/
FLA
A lituana Neringa Aidietytė e o guatemalteco Erick Barrondo venceram as provas de 20 km do 40.º Festival Internacional de Marcha de Alytus, realizado esta sexta-feira naquela cidade da Lituânia, a contar para o circuito de marcha da Associação Europeia de Atletismo. À vitória, Neringa Aidietytė juntou um novo recorde nacional, com 1.29.01 h, marca que supera por 36 segundos o anterior máximo, que lhe pertencia desde a Taça do Mundo de Taicang, em 3 de Maio passado. O marchador da América Central averbou 1.23.10 h, marca relativamente discreta para a sua conhecida valia mas que bastou para garantir o triunfo.

Na prova feminina, Mirna Ortiz, da Guatemala, foi segunda classificada, com 1.29.45 h, enquanto Brigita Virbalytė (Lituânia) terminava no terceiro posto, com 1.31.00 h, a escassos cinco segundos do recorde pessoal, obtido precisamente naquele local, no festival de há um ano.

Após a competição, Neringa Aidietytė mostrou-se muito satisfeita com a vitória e com a marca alcançada, acrescentando que teria ficado igualmente contente mesmo que não tivesse batido o recorde, uma vez que já lhe pertencia. Considerou anda que a prova teve elevado nível qualitativo.

Com mais duas atletas da Guatemala a terminarem nos lugares imediatos (Mayra Herrera, 1.32.12, e Maritza Poncio, 1.33.14), as «da casa» viram desistir Kristina Saltanovic, que com dificuldade em concentrar-se na competição preferiu poupar-se para os europeus de Zurique, terminando as jovens Inga Mastianica no 10.º lugar (1.40.18) e Agnė Klebauskaitė (1.45.01) na 12.ª posição.

Entre os homens, a competição foi mais animada, com o bielorrusso Dzmitry Dziubin a registar 1.23.23 h no segundo lugar, apenas menos quatro segundos que o compatriota Ivan Trotski, terceiro, com 1.23.27 h. A vitória de Barrondo só no quilómetro final ficou garantida, depois de uma prova em que o atleta da Guatemala esteve sempre no controlo da competição.

Tadas Šuškevičius, sexto classificado com 1.24.52 h, foi o primeiro lituano, conquistando dessa forma o título nacional (tal como Neringa nos femininos). Šuškevičius manteve-se em bom desempenho até cerca dos 12 quilómetros, momento em que entrou em quebra, não conseguindo acompanhar os da frente.

Com 27 atletas à partida nos masculinos, 23 completaram a distância, o mesmo fazendo 13 das 18 atletas que alinharam na competição feminina.

Depois da realização desta sexta competição, o circuito de marcha da Associação Europeia de Atletismo conclui-se em 31 de Agosto, com  a realização da Taça Voronovo, em Moscovo, na Rússia.

Classificações
20 km femininos
1.ª, Neringa Aidietytė, 1983 (Lituânia), 1.29.01
2.ª, Mirna Sucely Ortiz, 1987 (Guatemala), 1.29.45
3.ª, Brigita Virbalytė, 1985 (Lituânia), 1.31.00
4.ª, Mayra Carolina Herrera, 1988 (Guatemala), 1.32.12
5.ª, Maritza Rafaela Poncio, 1994 (Guatemala), 1.33.14
6.ª, Katarzyna Golba, 1989 (Polónia), 1.34.26
7.ª, Anastassia Yatsevich, 1985 (Bielorrúsia), 1.36.17
8.ª, Panayióta Tsinopoúlou, 1990 (Grécia), 1.39.01
9.ª, Anna Krakhmaleva, 1992 (Rússia), 1.39.48
10.ª, Inga Mastianica, 1989 (Lituânia), 1.40.18
11.ª, Natalya Kopliyenko, 1994 (Rússia), 1.42.22
12.ª, Agnė Klebauskaitė, 1992 (Lituânia), 1.45.01
13.ª, Ilma Melne, 1993 (Letónia), 1.59.22
Desistentes: Natalia Plomińska, 1992 (Polónia), Michalina Wosik, 1994 (Polónia), Ekateríni Theodoropoúlou, 1993 (Grécia), Kristina Saltanovič, 1975 (Lituânia) e Ainhoa Pinedo Gonzalez, 1983 (Espanha).

20 km masculinos
1.º, Erik Bernabé Barrondo, 1991 (Guatemala), 1.23.10
2.º, Dzmitry Dziubin, 1990 (Bielorrúsia), 1.23.23
3.º, Ivan Trotski, 1976 (Bielorrúsia), 1.23.27
4.º, Andrei Talashka, 1982 (Bielorrúsia), 1.24.00
5.º, Aliaksandr Liakhovich, 1989 (Bielorrúsia), 1.24.40
6.º, Tadas Šuškevičius, 1985 (Lituânia), 1.24.52
7.º, Marius Šavelskis, 1994 (Lituânia), 1.25.00
8.º, Jaime Daniel Quiyuch, 1988 (Guatemala), 1.25.04
9.º, Anibal Eduardo Paau, 1987 (Guatemala), 1.26.47
10.º, Fredy Hernández, 1978 (Colômbia), 1.27.04
11.º, Arnis Rumbenieks, 1988 (Letónia), 1.27.09
12.º, Ričardas Rekst, 1987 (Lituânia), 1.27.10
13.º, Genadij Kozlovskij, 1991 (Lituânia), 1.27.38
14.º, Artur Mastianica, 1992 (Lituânia), 1.28.17
15.º, Marcel Lehmberg, 1992 (Alemanha), 1.28.44
16.º, Sergey Korepanov, 1984 (Rússia), 1.29.13
17.º, Jonathan Hilbert, 1995 (Alemanha), 1.29.31
18.º, Yauheni Zalesski, 1993 (Bielorrúsia), 1.30.53
19.º, Karl Junghannβ, 1996 (Alemanha), 1.32.52
20.º, Normunds Ivzāns, 1971 (Letónia), 1.34.59
21.º, Lauri Lelumees, 1978 (Estónia), 1.38.45
22.º, Raivo Saulgriezis, 1994 (Letónia), 1.39.54
23.º, Evaldas Silčenko, 1992 (Lituânia), 1.40.07
Desclassificados: Dawid Tomala, 1989 (Polónia) e Jakub Jelonek, 1985 (Polónia).
Desistentes: Normantas Petriša, 1994 (Lituânia) e Marius Žiūkas, 1985 (Lituânia).

sábado, 14 de junho de 2014

Quatro marchadores nos Jogos do Mediterrâneo de Sub-23, em França

Os representantes da marcha atlética portuguesa
em Aubagne: Nádia Cancela, Filipa Ferreira,
Vitória Oliveira e Miguel Carvalho.
Fotos: FB N.Cancela e V.Oliveira
Montagem: O Marchador
Hoje e amanhã terão lugar no Estádio de Lattre de Tassigny, em Aubagne, França, os primeiros Jogos do Mediterrâneo para atletas com menos de 23 anos de idade. Portugal, que apresentará uma delegação de 25 atletas, contará com a presença dos marchadores Miguel Carvalho (CN Rio Maior), Filipa Ferreira (CO Pechão), Nádia Cancela (SL Benfica), e Vitória Oliveira (Juv. Vidigalense), esta atleta estreando-se em representação da seleção nacional. 

A organização, da responsabilidade da União Mediterrânea de Atletismo, entidade que alberga 25 países (a Líbia e a Síria não a integram), espera receber mais de 400 jovens que participarão em 42 provas.

As provas de marcha disputam-se hoje, com o tiro de partida dos 10.000 m femininos a ser dado às 16:55 horas e, cinco minutos depois, será a vez dos 10.000 m masculinos.

A delegação lusa é chefiada por Susana Feitor, diretora da Federação Portuguesa de Atletismo, que aos 39 anos de idade, ainda é uma marchadora de grande nível internacional tendo realizado este ano, nos 20 km da Taça do Mundo de Marcha, em Taicang, uma das melhores marcas da sua já longa e rica carreira desportiva.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Formação junta juízes de marcha de 9 associações do país

No próximo sábado, dia 14, terá lugar em Lisboa, nas instalações do Centro de Medicina Desportiva, um curso de formação e certificação de juízes de marcha para acesso ao grau B do painel nacional. O programa terá início às 9:30 horas e prolongar-se-á até às 19:30 horas.

A preleção estará a cargo de José Dias, membro do painel internacional de juízes de marcha (nível III da IAAF), e de Luís Dias, membro do Comité de Marcha da Associação Europeia de Atletismo, integrando ainda os trabalhos mais quatro juízes internacionais, nomeadamente, Joaquim Graça, do painel de nível III da IAAF, Ana Toureiro, José Ganso e Vasco Guedes. Todos exercerão ainda funções avaliativas.

O período da manhã será reservado a sessões teóricas, à exibição de imagens gravadas em vídeo e ainda a uma sessão prática, realizada na pista com a colaboração de atletas praticantes da especialidade. Serão ministrados os melhores procedimentos na matéria.

O período da tarde está destinado à exibição e análise de imagens gravadas em vídeo bem como à realização dos três exames a que os candidatos se submeterão: teste escrito e oral e o teste prático, que ocorrerá aquando da realização das provas de marcha da fase final do Torneio Nacional Olímpico Jovem.

Os cerca de 30 juízes que se inscreveram representam 9 associações distritais do continente e ilhas, nomeadamente, Algarve, Coimbra, Évora, Leiria, Lisboa, São Miguel, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo.

Julia Takacs com recorde nacional de Espanha no meeting de Huelva

Ana Cabecinha, Julia Takacs e Laura Garcia-Caro em Huelva.
Foto: H. Corpa/huelva24.com. Montagem: O Marchador
Julia Takacs venceu os 3.000 metros marcha em pista do X Meeting Ibero-americano de atletismo que ontem se disputou na cidade de Huelva, com muita gente a assistir, realizando a marca de 12.11,27, novo recorde nacional de Espanha. Takacs que já tendo mínimos para os Europeus de Zurique (20 km) ficou de fora da seleção, passou aos 1.000 m em 4.07,88, e aos 2.000 m em 8.08,63. A anterior melhor marca estava na posse de María Vasco, com 12.20,44 (Gavá-2004).

Ana Cabecinha, que na fase inicial impôs um ritmo forte, foi segunda com um novo recorde pessoal de 12.17,50, aproximando-se do recorde nacional que está na posse de Susana Feitor com 12.08,30 desde 2001. Na terceira posição classificou-se a atleta da casa, a júnior Laura Garcia-Caro Lorenzo, com 12.44,21, estabelecendo um novo recorde nacional na categoria, que era pertença de Marí Cruz Díaz, com 13.04,73, tempo de passagem aos 5.000 m, quando venceu os mundiais de juniores, realizados em 1988, em Sudbury, no Canadá. Ainda dentro dos 12 minutos de prova ficou a consagrada Beatriz Pascual (12.50,70) também com um novo recorde pessoal.

Outras quatro jovens marchadoras algarvias, Edna Barros, Catarina Marques, Carolina Costa e Laura Leal, tomaram parte na competição, aproveitando a proximidade geográfica de Huelva.

Foi a primeira vez que a marcha atlética integrou o meeting ibero-americano, iniciado após a realização dos Campeonatos Ibero-americanos, em 2004, em que Cabecinha conquistou a medalha de prata. Takacs referiu, no final que “não estava nada habituada a realizar distâncias tão curtas mas senti-me muito bem. Fico contente por ter batido o recorde que, sinceramente, não fazia ideia de qual era o tempo”, tecendo palavras de elogio aos organizadores pela introdução da disciplina no torneio.

Classificações
3.000 metros femininos
1.ª, Julia Takacs, 1989 (Espanha), 12.11,27
2.ª, Ana Cabecinha, 1984 (Portugal - CO Pechão), 12.17,50
3.ª, Laura Garcia-Caro Lorenzo, 1995 (Espanha), 12.44,21
4.ª, Beatriz Pascual Rodriguez, 1982 (Espanha), 12.50,70
5.ª, Edna Barros, 1986 (Portugal - CO Pechão), 14.28,72
6.ª, Catarina Marques, 1996 (Portugal - Individual), 15.02,37
7.ª, Carolina Costa, 1998 (Portugal - CO Pechão), 15.06,37
8.ª, Cristina Palacios Alonso, 1988 (Espanha), 15.22,36
9.ª, Laura Leal, 1996 (Portugal - CO Pechão), 15.40,85
10.ª, Laura Sanabria Sanchez, 2000 (Espanha), 16.30,54
11.ª, M.ª Jose De Cruces Ramos, 1970 (Espanha), 20.30,18
Desclassificada: Macarena Uriol Batuecas, 1960 (Espanha) e Alicia Lozano, 1970 (Espanha).

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Olímpico Jovem mais uma vez corta na marcha

Há um ano, o blogue «O Marchador» manifestava neste espaço virtual a esperança (pouco virtual e muito real) de que uma nova equipa federativa representasse nova mentalidade na direcção da FPA e que daí resultasse o fim da discriminação da marcha no programa do Torneio Olímpico Jovem. Passado um ano e tendo lugar neste fim-de-semana, em Lisboa, a 32.ª edição desse torneio, verifica-se que o problema se mantém: a disciplina da marcha faz parte do programa apenas de um dos escalões envolvidos, este ano o dos iniciados (4000 m masculinos e 4000 m femininos), ficando os juvenis sem poder competir nesta especialidade.

Há vários anos que a situação se mantém (desde 2004, num ano não há marcha para juvenis, noutro ano não há marcha para iniciados) e há vários anos que se reclama contra esta injustiça. Quem consultar o regulamento da competição tem a prova irrefutável do que aqui se diz, traduzida de forma gráfica: o quadro de dupla entrada que sintetiza as provas a realizar está devidamente preenchido em todos os campos, excepto nos que se referem à marcha para juvenis masculinos e juvenis femininos, onde um traço indica não haver qualquer prova. Nos restantes campos há sempre uma, duas, três, quatro provas. Ou mais.

É lamentável que a situação se mantenha, não havendo nenhuma justificação válida para esta opção da FPA.

Nunca é de mais lembrar que os torneios dirigidos aos jovens são um importante factor de motivação para a prática da marcha. E é também de não esquecer que o desenvolvimento das diferentes especialidades do atletismo representa o desenvolvimento da modalidade no seu todo.

Tratando-se de um torneio que ostenta o conceito olímpico no próprio nome e que conta com o apoio do Comité Olímpico de Portugal, convirá que não é lá muito olímpica esta visão do desporto que sonega a alguns a oportunidade dada aos demais.

Ou bem que o Torneio Olímpico Jovem é para juvenis e iniciados ou bem que é para alguns juvenis e alguns iniciados. Ou bem que é um torneio de atletismo ou bem que é um torneio de algumas especialidades do atletismo. Assim configurado, o que ele não é certamente é olímpico. Pelo menos para lá do nome.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Meeting «Cidade de Abrantes» dá o exemplo

A partida feminina com Inês Henriques (668) a vencedora.
Foto: fb CA Galinheiras. Logótipo: C.M. Abrantes
Montagem: O Marchador
A Associação de Atletismo de Santarém e a Câmara Municipal de Abrantes deram um bom exemplo ao fazerem integrar a disciplina da marcha atlética no programa do meeting «Cidade de Abrantes», realizado ontem (10 de Junho), saindo vencedores das provas de 5.000 metros, Inês Henriques, do Clube de Natação de Rio Maior, e Sérgio Vieira, do Sport Lisboa e Benfica, que marcaram flagrante superioridade para os seus mais directos adversários com diferenças à chegada de mais de 2 minutos.

Inês Henriques, com 21.32,08, obteve o seu melhor registo em pista, batendo a sua marca de 21.38,05 que, curiosamente, tinha sido obtida também no mesmo meeting mas em 2010, quando fora segunda classificada atrás de Vera Santos. No entanto, na mesma distância mas em estrada detém 21.25, um parcial em prova de 10 km em Pequim-2010. Daniela Cardoso (24.01,40) e a júnior Mara Ribeiro (24.29,28) completaram o pódio. Foram 9 as atletas participantes.

Sérgio Vieira, com 20.50,74, limitou-se a vencer e completou a sua 5.ª prova na distância na presente temporada, se bem que três delas disputadas em recinto coberto. O júnior Miguel Rodrigues (23.00,05) e Amaro Teixeira (23.21,94) ocuparam as posições imediatamente a seguir. O número de participantes foi de 11, ligeiramente superior ao sucedido na prova feminina.

Classificações
5.000 metros femininos
1.ª, Inês Henriques, 1980 (CN Rio Maior), 21.32,08
2.ª, Daniela Cardoso, 1991 (Leiria Marcha A), 24.01,40
3.ª, Mara Ribeiro, 1995 (CN Rio Maior), 24.29,28
4.ª, Mariana Mota, 1995 (SL Benfica), 24.35,11
5.ª, Alexandra Lamas, 1968 (CA Galinheiras), 25.28,41
6.ª, Rita Ribeiro, 1996 (CN Rio Maior), 26.55,31
7.ª, Felicidade Rosa, 1979 (CA Galinheiras), 30.44,51
Desclassificada: Maria Orlete Mendes, 1950 (CA Galinheiras).
Desistente: Maria Eugénia Fernandes, 1967 (CA Galinheiras).

5.000 metros masculinos
1.º, Sérgio Vieira, 1976 (SL Benfica), 20.50,74
2.º, Miguel Rodrigues, 1996 (CN Rio Maior), 23.00,05
3.º, Amaro Teixeira, 1989 (GC Amizade Donas), 23.21,94
4.º, Pedro Santos, 1992 (SL Benfica), 23.33,35
5.º, Luís Pássaro, 1994 (GC Amizade Donas), 24.52,58
6.º, Manuel Alves, 1994 (GC Amizade Donas), 27.06,57
7.º, Carlos Paiva, 1968 (CA Galinheiras), 27.08,31
8.º, Henrique Santos, 1965 (GD Diana), 27.40,88
9.º, Paulo Ramos, 1968 (CA Galinheiras), 28.05,83
Desistentes: João Martins, 1995 (CA Ferreira Zêzere) e André Pagaime, 1993 (CF Belenenses).

terça-feira, 10 de junho de 2014

A marcha no memorial «Josef Woitowicz» em Mielec, Polónia

Agnieszka Dygacz e Grzegorz Sudoł (dorsal 19).
Fotos: BiR – Mielec24. Montagem: O Marchador
Numa iniciativa dos clubes da cidade polaca de Mielec, nomeadamente o OTG Sokol e o LKS Stal Mielec, com o apoio da autarquia e de patrocinadores, disputou-se no passado dia 6 de Junho o primeiro meeting de atletismo e memorial «Josef Woitowicz» em homenagem ao treinador, também especialista na marcha, que preparou vários atletas olímpicos na disciplina e que faleceu em 2013 com 78 anos de idade.

O programa do meeting contemplou uma prova principal de 5.000 metros em categoria aberta, disputada já de noite com luz artificial do estádio de Mielec e com a presença de vários dos melhores marchadores olímpicos polacos, e ainda, a anteceder esta, provas para os mais jovens sobre 3.000 e 5.000 metros.

Grzegorz Sudol, do KS AZS AWF Kraków, e Agnieszka Dygacz, do AZS-AWF Katowice, foram os grandes vencedores da noite, com 19.03,94 e 21.35,29 respectivamente, ambos a estabelecerem novos recordes pessoais em pista. Ocuparam os outros lugares dos pódios, nos masculinos, Rafał Fedaczyński (19.22,01) e Rafał Augustyn (19.30,86), e nos femininos, Agnieszka Szwarnóg (22.06,68) e Katarzyna Golba (22.19,06).

Em declarações produzidas após a competição, Sudol referiu ter obtido uma vitória «sentimental» dedicando-a ao baptismo da sua filha recém-nascida, e que, se bem que goste de 5.000 metros, gosta ainda mais de 50 km. Já Dygacz manifestou-se muito satisfeita por mais um recorde pessoal, a juntar ao estabelecido nos 20 km este ano em Taicang (3 de Maio), com 1.28.58, marca que figura como recorde da Polónia.

Nas provas para os mais jovens, destaque para a marca de 22.44,56 aos 5.000 metros cronometrada à atleta, júnior de 1.º ano, Katarzyna Zdziebło, em representação do clube local, o LKS Stal Mielec.

Colaboração: Kristina Saltanovic

Classificações
Categoria aberta - 5.000 metros masculinos
1.º, Grzegorz Sudoł, 1978 (KS AZS AWF Kraków), 19.03,94
2.º, Rafał Fedaczyński, 1980 (AZS-AWF Katowice), 19.22,01
3.º, Rafał Augustyn, 1984 (OTG Sokół Mielec), 19.30,86
4.º, Rafał Sikora, 1987 (KS AZS AWF Kraków), 19.58,56
5.º, Łukasz Augustyn, 1990 (OTG Sokół Mielec), 21.29,98
6.º, Paweł Gawroński, 1990 (KS AZS AWF Kraków), 21.44,65
7.º, Jakub Herba, 1992 (KS AZS AWF Kraków), 22.44,35
8.º, Oleksiy Melnyk, 1992 (OTG Sokół Mielec), 25.29,00

Categoria aberta - 5.000 metros femininos
1.ª, Agnieszka Dygacz, 1985 (AZS-AWF Katowice), 21.35,29
2.ª, Agnieszka Szwarnóg, 1986 (KS AZS AWF Kraków), 22.06,68
3.ª, Katarzyna Golba, 1989 (AZS-AWF Katowice), 22.19,06
4.ª, Paulina Buziak, 1986 (OTG Sokół Mielec), 22.41,12
5.ª, Monika Kapera, 1990 (AZS-AWF Katowice), 22.45,58
6.ª, Jolanta Karaś, 1989 (AZS-AWF Warszawa), 24.53,06

Categoria sub20 – 5.000 metros masculinos
1.º, Marek Kubas, 1996 (GUKLA Bratkowice Korzeniowski.pl), 22.43,93
2.º, Piotr Jacher, 1998 (LKS Stal Mielec), 24.25,78
3.º, Sebastian Tara, 1997 (LKS Stal Mielec), 25.16,39

Categoria sub20 – 5.000 metros femininos
1.ª, Katarzyna Zdziebło, 1996 (LKS Stal Mielec), 22.44,56
2.ª, Angelika Augustyn, 1996 (OTG Sokół Mielec), 23.46,45
3.ª, Barbara Kantorowska, 1995 (LKS Stal Mielec), 24.04,41
4.ª, Małgorzata Jacher, 1997 (LKS Stal Mielec), 25.16,39
5.ª, Kinga Majchrowicz, 1995 (CWKS Resovia Rzeszów), 25.53,18
6.ª, Wiktoria Augustyn, 1997 (OTG Sokół Mielec), 27.49,28
7.ª, Wiktoria Młynek, 1998 (LKS Stal Mielec), 27.59,13
8.ª, Natalia Kalina, 1996 (GUKLA Bratkowice Korzeniowski.pl), 29.29,08
9.ª, Małgorzata Cetnarska, 1998 (KKS Victoria Stalowa Wola), 29.50,40
10.ª, Bogna Grębowiec, 1997 (KKS Victoria Stalowa Wola), 30.40,76

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bird-Smith e Lewis triunfam em York

O pódio masculino com Quentin Rew, Dane Bird-Smith
e Luke Hickey, e a vencedora feminina Heather Lewis.
Fotos: Mark Easton e twitter York Walk.
Montagem: O Marchador
O australiano Dane Bird-Smith, em masculinos, e a galesa Heather Lewis, em femininos, foram os vencedores das provas de 20 km do Grande Prémio da Grã-Bretanha em Marcha Atlética, realizado este domingo, em York, no Norte de Inglaterra. Bird-Smith completou a distância em 1.24.03 h, enquanto a marchadora britânica cumpriu a prova em 1.39.58 h.

Na prova masculina, foi também dos antípodas que veio o segundo classificado, o neozelandês Quentin Rew, creditado com 1.27.54 h, à frente do irlandês Luke Hickey, que fechou o pódio com 1.28.13 h. Alana Barber, da Nova Zelândia, foi a segunda entre as senhoras, com um novo recorde pessoal de 1.43.46 h, não tendo havido mais atletas classificadas. Nesta prova, a desilusão foi a britânica Johanna Atkinson (ex-Jackson), que alinhava com uma marca da época de 1.33.43 h, à procura dos mínimos para os europeus, estabelecidos na Grã-Bretanha e Irlanda do Norte em 1.32.00 h. Com a desistência em York, a situação parece complicada para que a melhor marchadora inglesa da actualidade e recordista britânica dos 20 km marcha, possa alinhar nos Campeonatos da Europa de Atletismo, que terão lugar dentro de dois meses em Zurique, na Suíça.

Longe da melhor marca já obtida este ano (1.22.20, Podebrady, 12 de Abril) e que constitui recorde pessoal, Tom Bosworth não foi agora além de 1.29.10 h. O marchador actualmente a viver em Leeds apresentou-se em recuperação de lesão, tendo cumprido a segunda metade da prova em ritmo bastante mais lento que o normal. À marca correspondeu o quinto lugar, atrás ainda do irlandês Brendan Boyce, creditado com 1.28.25 h, mas foi suficiente para que Bosworth confirmasse o lugar na equipa britânica para Zurique. Entre os três desistentes contou-se o português Francisco Reis.

Nas competições para juniores, Emma Achurch venceu os 10 km femininos, com 52.24 m, adiante de Jasmine Nicholls (56.00), enquanto Cameron Corbishley se impunha nos masculinos e na mesma distância, com 47.36 m, à frente de Callum Wilkinson (50.02) e de Guy Thomas (52.36).

O Grande Prémio da Grã-Bretanha em Marcha Atlética foi realizado no circuito de ciclismo de mil metros adjacente à Cidade Desportiva de York.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Dane Bird-Smith, 1992 (Austrália), 1.24.03
2.º, Quentin Rew, 1984 (Nova Zelândia), 1.27.54
3.º, Luke Hickey, 1994 (Irlanda), 1.28.13
4.º, Brendan Boyce, 1986 (Irlanda), 1.28.25
5.º, Tom Bosworth, 1990 (Grã-Bretanha), 1.29.10
6.º, James Treanor, 1993 (Irlanda), 1.30.32
7.º, Anders Hansson, 1992 (Suécia), 1.32.36
8.º, Joakim Saelen, 1993 (Noruega), 1.37.11
9.º, Ian Richards, 1948 (Grã-Bretanha), 1.49.27
10.º, Jonathan Hobbs, 1993 (Grã-Bretanha), 1.53.17
11.º, Richard Wild, 1970 (Grã-Bretanha), 1.54.53
12.º, Steve Uttley, 1957 (Grã-Bretanha), 1.57.57
Desistentes: Francisco Reis, 1960 (Portugal), Jamie Higgins, 1994 (Grã-Bretanha) e Cian McManamon, 1991 (Irlanda).
Desclassificados: Creighton Connolly, 1988 (Canadá) e Alex Wright, 1990 (Irlanda).

20 km femininos
1.ª, Heather Lewis, 1993 (Grã-Bretanha), 1.39.58
2.ª, Alana Barber, 1987 (Nova Zelândia), 1.43.46
Desistentes: Michelle Turner, 1972 (Grã-Bretanha), Johanna Atkinson, 1985 (Grã-Bretanha) e Mari Olsson, 1986 (Suécia).

10 km juniores masculinos
1.º, Cameron Corbishley, 1997 (Grã-Bretanha), 47.36
2.º, Callum Wilkinson, 1997 (Grã-Bretanha), 50.02
3.º, Guy Thomas, 1997 (Grã-Bretanha), 52.36

10 km juniores femininos
1.ª, Emma Achurch, 1997 (Grã-Bretanha), 52.24
2.ª, Jasmine Nicholls, 1995 (Grã-Bretanha), 56.00
Desistentes: Ellie Dooley, 1995 (Grã-Bretanha) e Lena Thomas, 1996 (Suécia).
Desclassificada: Myriam Begel, 1995 (França).

domingo, 8 de junho de 2014

Doping (a)traiu Pyotr Bogatyrev

Pyotr Bogatyrev em Tampere 2013.
Foto: Zimbio
O campeão europeu sub-23 dos 20 km marcha de 2011 (Ostrava) e 2013 (Tampere), Pyotr Bogatyrev, é a mais recente «baixa» entre os marchadores russos por motivo de dopagem (uso ou tentativa de uso de substância ou método dopante). Segundo adianta o «site» La Marcia na sua conta de Facebook a partir da notícia publicada no sítio mantido pelo marchador Francesco Fortunato (atletipercaso.net), o atleta russo apresentou valores desconformes no passaporte biológico, facto que determinou a sua suspensão por dois anos, a contar desde 16 de Outubro de 2013.

O caso remonta a 12 de Julho de 2011, poucos dias antes dos europeus de sub-23 de Ostrava (Rep. Checa), quando os valores anormais foram detectados no conjunto de registos dos parâmetros biológicos do atleta. O processo foi-se desenvolvendo até à decisão final, publicada de forma discreta AIFA no mês passado (passando praticamente desapercebida, como muitas vezes sucede em situações deste género).

A consequência deste caso alarga-se à anulação dos resultados obtidos a seguir a 12 de Julho de 2011, ou seja, à perda dos títulos averbados tanto em Ostrava como em Tampere (Finlândia). Desta forma, o campeão europeu de sub-23 de 2011 passa a ser o polaco Dawid Tomala, subindo na classificação os russos Denis Strelkov (de 3.º a 2.º) e Valery Filipchuk (de 4.º a 3.º), além dos demais classificados. No caso de Tampere-2013, o título continental passa para outro russo, Aleksander Ivanov, que ficara em segundo lugar, enquanto o alemão Hagen Pohle vai trocar a medalha de bronze pela de prata, ascendendo o italiano Massimo Stano ao terceiro lugar da classificação (é para ele que vai a medalha de bronze actualmente na posse de Pohle). Estas alterações constam já das classificações actualizadas dos dois eventos, publicadas na página de internet da Associação Europeia de Atletismo.

Tal como em tantos outros casos de marchadores russos suspensos (ou até irradicados) por dopagem, Pyotr Bogatyrev é um dos atletas orientados por Viktor Chyogin, que com os seus pupilos é o treinador que mais medalhas ajudou a ganhar nas provas de marcha dos cinco grandes eventos da especialidade a nível mundial ou continental – Jogos Olímpicos, mundiais e europeus de atletismo e ainda taças do mundo e da Europa de marcha.

Pyotr Bogatyrev nasceu a 11 de Março de 1991 e ao longo da carreira estabeleceu recordes pessoais de 1.19.36 h nos 20 km (Cheboksary, Rússia, 8/6/2013), 39.33 m nos 10 km (Voronovo, Rússia, 16/9/2012) e 40.50,37 m nos 10 mil metros (Moncton, Canadá, 23/7/2010).

Poderá voltar a competir a partir de 16 de Outubro de 2015.

sábado, 7 de junho de 2014

Aleksander Yargunkin vence campeonatos da Rússia de 50 km

Aleksander Yargunkin, o vencedor. Na foto ao lado, na companhia
 do mexicano Horacio Nava. Fotos: Cheboksary online.
Montagem: O Marchador
Numa jornada bem mais fresca que a da véspera, Aleksander Yargunkin venceu este sábado a prova de 50 km dos Campeonatos da Rússia de Marcha Atlética, que decorreram durante dois dias em Cheboksary. O atleta da Mordóvia cumpriu a distância em 3.42.26 h, um novo recorde pessoal que supera largamente o anterior máximo pessoal, cifrado em 3.49.47 h e obtido naquela mesma cidade a 9 de Junho de 2013.

A prova começou por ser dominada pelo jovem Roman Efstifeev, de 21 anos, e pelo bem mais experiente Horacio Nava, do México, país que nesta prova alinhou com vários atletas extracampeonato. A dupla andaria isolada na frente até cerca dos 30 quilómetros de prova, momento em que Yargunkin se lhes juntou. Com este a impor um ritmo cada vez mais elevado, só o mexicano conseguiu acompanhá-lo a partir daí, mantendo-se juntos até à fase decisiva, vivida de forma emotiva por atletas e espectadores.

No final, Aleksander Yargunkin prevaleceu sobre o mexicano, terminando com 26 segundos de vantagem, ficando Nava creditado com 3.42.51 h. Também para Horacio Nava se tratou de um novo máximo pessoal, superando a marca obtida durante os Jogos Olímpicos de Pequim, de 3.45.21 h (22/8/2008). A marca fica próxima do recorde mexicano de 3.41.20 h, que desde 11 de Junho de 1978 (Podebrady, Rep. Checa) está na posse de Raúl González, precisamente o treinador nacional de marcha do México e responsável pela orientação de Nava. Referindo-se ao desempenho do seu atleta no final da prova, González afirmou que, num circuito com a excelente qualidade deste em Cheboksary, Horacio Nava baterá com certeza o recorde mexicano de 50 km.

Roman Efstifeev chegou na terceira posição (segundo do campeonato nacional e primeiro sub-23), com 3.45.41 h, adiante de Sergei Stepanov, com 3.54.17 h e medalha de bronze.

O treinador nacional de marcha e maratona da Rússia, Aleksey Melnikov, comentou no final da competição que «Yargunkin obteve um resultado muito expressivo na luta com Nava, realizando a quarta melhor marca mundial do ano na distância», acrescentando terem registado excelentes estreias os jovens Efstifeev e Stepanov.

Com a vitória alcançada em Cheboksary, Yargunkin vai ser proposto pelo departamento técnico da federação russa para integrar a equipa nacional dos 50 km para os Campeonatos da Europa de Atletismo, que se realizarão em Zurique (Suíça), de 12 a 17 de Agosto. Para essa prova e na sequência da Taça do Mundo de Marcha de Taicang, estão já seleccionados Mikhail Ryzhov e Ivan Noskov.

A prova contou com 16 atletas à partida, tendo todos terminado.

Sokolova e Strelkov, campeões russos de 20 km marcha

As provas de 20 km masculinos e femininos, com os vencedores
Denis Strelkov e Vera Sokolova. Fotos: Cheboksary online e
site da Fed. Atletismo da Rússia. Montagem: O Marchador
Vera Sokolova e Denis Strelkov sagraram-se esta sexta-feira campeões da Rússia de 20 km marcha, ao vencerem em Cheboksary as provas dessa distância na primeira jornada dos campeonatos russos de marcha atlética. Numa prova que foi necessário antecipar em uma hora (para as 8h00 da manhã) devido ao intenso calor que se faz sentir na região, a marchadora da Mordóvia começou a destacar-se após os primeiros oito quilómetros, vindo a dominar daí até final, para se creditar com 1.28.05 h e assim garantir a vaga que estava em aberto para a equipa russa dos 20 km femininos dos europeus de Zurique, dentro de dois meses. Já Denis Strelkov, também da Mordóvia, creditou-se com 1.19.47 h, marca que constitui novo recorde pessoal, superando o registo de 1.19.53 h averbado em Sóchi, a 23 de Fevereiro de 2013, quando dos campeonatos russos de Inverno do ano passado.

Na prova feminina, a competição foi um tanto apertada, com Svetlana Vasilyeva a nunca se deixar atrasar de mais, para terminar no segundo posto, com 1.28.49 h. Apesar de estar ainda a recuperar de doença recente, ficou a apenas 19 segundos do recorde pessoal obtido naquela mesma cidade a 9 de Setembro de 2012. Lina Bikulova foi a terceira classificada, com 1.30.28 h.

Em contraponto, na competição masculina, Strelkov impôs-se desde início no circuito de mil metros, assumindo a liderança logo nas primeiras passadas, para não mais ceder o primeiro lugar, ao mesmo tempo que aumentava de forma gradual a vantagem sobre todos os concorrentes. No final, evidenciando uma superioridade pouco esperada à partida, o avanço foi superior a três minutos para o segundo classificado, Pyotr Trofimov (1.22.56), enquanto o campeão europeu de juniores Pavel Parshin fechava o pódio, com 1.23.27 h.

Graças a estas vitórias, Vera Sokolova e Denis Strelkov serão propostos pelo responsável técnico da marcha e da maratona da Federação Russa de Atletismo, Aleksey Melnikov, para integrarem os trios russos para os 20 km marcha dos europeus de Zurique, ela acompanhando Anisya Kirdyapkina e Elmira Alembekova (1.ª e 3.ª na Taça do Mundo de Taicang, onde Sokolova já tinha sido 4.ª); ele ao lado de Andrey Ruzavin (3.º na Taça do Mundo) e de Aleksander Ivanov (campeão mundial em título).

Satisfeito com o desempenho também de Svetlana Vasilyeva, Melnikov acrescentou, após a prova feminina, que a jovem esperança da marcha feminina russa irá manter-se em preparação como reserva para Zurique, porque «nesta vida nunca se sabe o que pode acontecer».