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sábado, 17 de outubro de 2026

Antonella Palmisano recebe novas medalhas de Europeus passados

A marchadora Antonella Palmisano, o quatrocentista David Re, e
personalidades na cerimónia realizada no Aeroporto de Fiumicino,
 em Roma. Fotos: La Sicilia. Montagem: O Marchador.

Em 2013, nos Campeonatos da Europa de Atletismo Sub-23, disputados em Tampere, na Finlândia, a vencedora dos 20 km marcha, a russa Svetlana Vasilyeva, foi posteriormente desclassificada por infração às regras antidopagem, relacionada com o uso de substâncias anabolizantes. Cinco anos mais tarde, nos Campeonatos da Europa de Atletismo, realizados em Berlim, em 2018, também a segunda classificada, a checa Anežka Drahotová, viria a ser desclassificada por infrações antidopagem.

Estas decisões permitiram à italiana Antonella Palmisano, que havia terminado ambas as competições na terceira posição, ascender na classificação e receber as respetivas medalhas correspondentes aos novos lugares alcançados.

A atleta, que representa o Gruppo Sportivo Fiamme Gialle e é campeã olímpica dos 20 km marcha dos Jogos de Tóquio 2021, recebeu as medalhas numa cerimónia realizada no Aeroporto de Fiumicino, em Roma. A iniciativa contou com a presença de Stefano Mei, presidente da Federação Italiana de Atletismo (FIDAL), de Roberto Rao, administrador do aeroporto, e de Marco Sicari, diretor da Gala de Ouro.

A escolha do aeroporto como palco da cerimónia assumiu um significado simbólico, representando o apoio das estruturas aeroportuárias aos atletas nas suas partidas e chegadas, por ocasião da participação em grandes competições internacionais. O evento contou ainda com a presença de outras figuras de relevo do atletismo italiano, numa altura em que a modalidade protagonizou uma época de grande destaque, tanto dentro como fora de fronteiras.

Importa ainda assinalar as consequências destas reclassificações para as restantes atletas. Nos Europeus Sub-23 de 2013, a ucraniana Lyudmyla Olyanovska passou a ostentar o título na categoria, a russa Nina Ochotnikova ascendeu à terceira posição, enquanto as portuguesas Daniela Cardoso e Nádia Cancela passaram a ocupar os décimo e décimo quinto lugares, respetivamente. Já nos Europeus de Berlim, em 2018, a lituana Živilė Vaiciukevičiūtė subiu ao terceiro lugar do pódio, conquistando a medalha de bronze, e a portuguesa Ana Cabecinha melhorou a sua classificação, passando do oitavo para o sétimo lugar.