quinta-feira, 21 de maio de 2015

Annarita Sidoti (1969-2015)

Annarita Sidoti em Atenas-1997.
O «Pardalito de Ouro» deixou esta manhã de cantar. Annarita Sidoti morreu hoje, após seis anos de luta contra o cancro e poucas horas depois de ter entrado no coma final. Foi o desfecho de um processo em que a atleta italiana enfrentou com enorme coragem um tumor que veio a revelar-se fatal.

Nos últimos tempos, Annarita falou de forma aberta sobre a doença que a afectava, transmitindo sempre uma imagem de bravura na luta que travava e, ao mesmo tempo, palavras de confiança, que confirmavam a sua determinação e inspiravam todos os que a ouviam.

Nascida em 1969 em Gioiosa Marea, na costa norte da Sicília, Annarita Sidoti começou a destacar-se como marchadora quando, ainda júnior, registou a primeira de 47 internacionalizações. Com 19 anos tomou parte nos segundos mundiais de juniores, realizados em Sudbury (Canadá), de onde saiu com um quarto lugar nos 5000 m marcha, cumpridos em 22.36,47 m.

Vieram depois os anos de sénior e de ouro. Apenas dois anos passados sobre a prova canadiana, sagrava-se em Split (ex-Jugoslávia) campeã europeia dos 10 km, repetindo o feito oito anos depois, em 1998, na cidade de Budapeste (Hungria). Pelo meio, nos europeus de Helsínquia de 1994, ficou em segundo lugar.

O momento mais alto da carreira competitiva seria vivido em Atenas-97, quando se sagrou campeã mundial dos 10000 m marcha, com a marca que ficaria para sempre como recorde pessoal: 42.55,49 m (tinha desde 1994 41.46 m em estrada, obtido em Livorno-94). Sidoti foi ainda a vencedora da prova feminina da primeira Taça da Europa de Marcha (Corunha-96, 10 km), tendo registado três presenças em Jogos Olímpicos (Barcelona-92, Atlanta-96 e Sydney-2000).

Mas se foi nos 10 km que mais se notabilizou, a fixação da distância longa (20 km) nos grandes competições internacionais não impediu Annarita de também aí demonstrar as capacidade de marchadora, tendo alcançado em 2000 um muitíssimo respeitável recorde pessoal de 1.28.38 h, marca averbada na cidade alemã de Eisenhüttenstadt, a 17 de Junho.

Do currículo da marchadora siciliana consta ainda a vitória nos europeus de pista coberta de 1994 (Paris) e nos mundiais universitários de 1995 (Fukuoka, Japão).

A longa marcha de Annarita Sidoti chegou agora ao fim. Pelo caminho foram ficando numerosas vitórias, fosse nas pistas fosse na vida quotidiana, onde articulou com enorme carácter a necessidade de tratamento e o acompanhamento dos três filhos menores que deixa.

«Foi o desporto que me ensinou a ser assim. A nunca desistir, a acreditar que a derrota só se consuma se nos rendermos. Tenho travado lutas maiores do que quando era atleta, agora tenho pela frente um adversário que não cede, que pode matar-nos primeiro a alma do que o corpo. Mas esta batalha não ma vencerá!» - disse em certa ocasião, durante uma sessão pública em que falou da sua situação.

O «Pardalito de Ouro», como a «Gazzetta dello Sport» lhe chamou após a vitória em Split, era assim, de uma ética insuperável, que lhe permitiu ver a doença vencer-lhe o corpo, mas nunca a alma.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

XXXI Jogos Universitários SELL em Kaunas

Agnė Klebauskaitė e Marius Šavelskis nos SELL-2015.
Foto: fb A.Agnė Klebauskaitė. Montagem: O Marchador
A cidade de Kaunas, na Lituânia, recebeu, de 15 a 17 de Maio, os XXXI Jogos Universitários envolvendo estudantes da Finlândia, Estónia, Letónia e da própria Lituânia, cuja primeira edição teve lugar em 1923. A regularidade de realização do evento foi interrompida durante 50 anos pela ocupação soviética dos países bálticos, tendo o evento sido recuperado em 1997.

A marcha atlética, que nem sempre integrou o atletismo nos jogos, teve agora assento no programa de 2015, com provas no final da manhã do dia 16 de Maio nas distâncias de 5.000 metros para masculinos e de 3.000 metros para femininos na pista do Estádio S. Darius e S. Girėnas, em Kaunas.

Marius Šavelskis, marchador internacional da categoria de sub-23 da Universidade de Desporto da Lituânia, dominou a prova masculina, com 19.38,73 aos 5.000 metros, recorde ao ar livre (antes: 19.55,04) e próximo do seu melhor registo obtido em fevereiro do corrente ano na pista coberta de Klaipéda (19.29,68). De notar que Šavelskis conseguiu em Lugano (15 de Março) a marca de 1.23.52 na distância olímpica de 20 km.

Agnė Klebauskaitė, igualmente atleta internacional lituana e representante da Universidade «Mykolas Riomeris», venceu à vontade a prova feminina de 3.000 metros, com 14.25,69.

Classificações
5.000 metros masculinos
1.º, Marius Šavelskis, 1994 (LSU), 19.38,73
2.º, Artur Mastianica, 1992 (LEU), 21.13,08
3.º, Normantas Petriša, 1994 (LSU), 21.26,00

3.000 metros femininos
1.ª, Agnė Klebauskaitė, 1992 (MRU), 14.25,69
2.ª, Rita Andrejeva, 1991 (VDU), 16.39,61

Colaboração: Kristina Saltanovic

terça-feira, 19 de maio de 2015

Caio Bonfim e Erica Sena conquistam Troféu Brasil Caixa Atletismo

As provas de marcha com destaque para os vencedores, Erica e Caio.
Fotos: Wagner Carmo/CBAt e fb de Nair Da Rosa
Montagem: O Marchador
Caio Bonfim e Erica Sena, os melhores marchadores brasileiros da atualidade, confirmaram a sua condição de favoritos e triunfaram nas provas de 20 km marcha do mais importante evento do atletismo brasileiro, o Troféu Brasil Caixa de Atletismo, que tiveram lugar este sábado, em São Bernardo do Campo, São Paulo, pelas 7 horas, a masculina, e pelas 9 horas, a feminina, com uma temperatura que oscilou entre os 18 e os 22 graus Celsius e com a humidade particularmente elevada logo ao início da manhã (86%),

Na prova masculina o brasiliense, que nas últimas semanas esteve em grande actividade competitiva, principalmente em competições realizadas no continente europeu, com excelentes classificações e expressivas marcas na distância, desta vez e segundo o seu treinador e pai, a estratégia assentou na realização de “um treino de luxo”. Obteve a marca de 1.24.53. José Bagio foi o segundo classificado, com 1.25.16, e Rudney Dias o terceiro com 1.26.51.

Vice-campeão pan-americano em Arica, no Chile, “mordendo” os calcanhares de Barrondo, vice-campeão olímpico, Caio vai competir na próxima etapa do challenge mundial de marcha, na Corunha, a 6 de junho e, depois, prosseguir a preparação com vista aos mundiais de Pequim, mais um passo para o momento mais aguardado da sua carreira competitiva quando pelas 14.30 horas do primeiro dia agosto de 2016, no Rio de janeiro, apresentar-se diante dos seus compatriotas, na final dos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos.

Na prova feminina de 20 km marcha, Erica de Sena, a pernambucana que tem igualmente conseguido boas prestações este ano, venceu com a marca de 1.37.10, seguida de Cisiane Lopes, com 1.39.29, e de Elianay Pereira, com 1.42.44.

A viver em Cuenca, no Equador, e casada com Andrés Chocho, Erica, que já tem os mínimos para os Jogos Olímpicos, prepara-se, também, para competir na Corunha e, depois, representar o seu país nos sul-americanos (Lima), nos pan-americanos (Toronto) e, finalmente, nos mundiais de Pequim.

De salientar, ainda, que pela primeira vez em provas de marcha atlética realizadas no Brasil, foi introduzida a regra do “pit lane”, aprovada pela IAAF (vigorará este ano nos mundiais de juvenis), e que substitui a habitual desclassificação após a terceira falta sofrida por um atleta, pela paragem, por determinado tempo, numa área reservada para o efeito.

Classificações
20 km marcha masculinos
1.º, Caio Oliveira de Sena Bonfim, 1991 (CASO), 1.24.53
2.º, Jose Alessandro Bernardo Bagio, 1981 (AABLU), 1.25.16
3.º, Rudney Dias Nogueira, 1990 (USIPA), 1.26.51
4.º, Mario José dos Santos Junior, 1979 (CA BM&FBOVESPA), 1.28.50
5.º, Daniel Alexandre Voigt, 1984 (FME TIMBO), 1.29.42
6.º, Luiz Felipe dos Santos, 1983 (ASSEM), 1.32.43
7.º, Max Batista Goncalves dos Santos, 1994 (CASO), 1.36.32
8.º, Luan Ricardo Sales Santos, 1996 (CASO), 1.37.01
9.º, Maike Melo Pereira, 1995 (GE ALTA VELOCIDADE), 1.38.01
10.º, Diogo Dias Gamboa, 1983 (ASSEM), 1.41.57
11.º, Brian Willian Schmoegel, 1993 (FME TIMBO), 1.47.15
12.º, Rony Batista Pala Filho, 1996 (CASO), 1.47.25
13.º, Cicero Sabino de Moura, 1957 (GR BARUERI), 1.53.25
14.º, Adriano Reis dos Santos Varao, 1987 (GR BARUERI), 2.00.15
Desclassificados: Lucas Gomes de Souza Mazzo, 1994 (ORCAMPI UNIMED), Samir Cesar Sabadin, 1981 (Curitiba SMELJ), Clayton Pereira da Paixao, 1978 (GE ALTA VELOCIDADE), Rubem Olimpio Farias, 1982 (CASO) e Domingos Rosa de Souza, 1967 (GR BARUERI).
Desistentes: Bruno Marques Fidelis, 1994 (FECAM), Moacir Zimmermann, 1983 (AABLU), Steve Alberto Silva Santos, 1993 (SESI Esporte MG) e Tiago do Nascimento Fonseca, 1989 (A.I.I.H).

20 km marcha femininos
1.ª, Erica Rocha de Sena, 1985 (ORCAMPI UNIMED), 1.37.10
2.ª, Cisiane Dutra Lopes, 1983 (AASD), 1.39.29
3.ª, Elianay Santana da Silva Pereira, 1984 (CASO), 1.42.44
4.ª, Nair da Rosa, 1980 (AABLU), 1.50.03
5.ª, Paula Raissa Paz da Silva, 1993 (AA FUNTEC), 1.56.12
6.ª, Liliane Priscila Barbosa, 1989 (ABC), 1.59.53
7.ª, Tamires Alves de Souza, 1997 (IEMA), 2.01.26
8.ª, Leticia Cibulskis, 1996 (IEMA), 2.03.19
9.ª, Mariana da Costa Silva, 1995 (GR BARUERI), 2.13.25
10.ª, Edjane Maria da Silva, 1975 (GR BARUERI), 2.16.47
Desclassificadas: Andressa Souza da Silva, 1995 (CASO), Francisca Rosa de Sousa, 1980 (GR BARUERI), Andreza Ferreira de Freitas, 1995 (GR BARUERI) e Jennifer Fernandes, 1994 (JUNDIAI CLUBE).
Desistentes: Aline Rocha Lima, 1996 (ASA São Bernardo-CAIXA), Indira Cristina Biacchi Carvalho, 1994 (E.C. Pinheiros) e Karina Francine Moreira, 1996 (ASA-SERTÃOZINHO).

segunda-feira, 18 de maio de 2015

EMACNS Grosseto 2015 – 20 km femininos

Vencedoras nas suas categorias etárias: Melania Aurizzi (W40), Elena
Cinca (W45), Myriam Nicolas (W50), Aurora Alvarez (W60)  e Heidi
Maeder (W70). Fotos: Emmanuel Tardi. Montagem: O Marchador
Escaldantes 20 km para senhoras tiveram lugar em Grosseto, Itália (17 de Maio), a contar para os Campeonatos da Europa de Masters em estrada, com a temperatura acima dos 30 graus Celsius e com a partida a ser dada pelas 15h05, 5 minutos depois dos 30 km homens.

Alinharam na partida 61 atletas de diferentes faixas etárias e representando 12 países. 50 concluiram a prova, 5 foram desclassificadas e 6 desistiram.

As três primeiras marchadoras a cortar a meta foram todas da categoria 40-44 anos, com Melania Aurizzi, de Itália, por sinal a menos jovem, a triunfar com 2.03.19, apenas 7 segundos antes de Brit Schroeter, da Alemanha (2.03.26). Lenka Borovickova, da República Checa, assumiu a terceira posição absoluta, com 2.05.08.

O top 10 fechou em 2.12.30, realçando-se nas 6.ª e 9.ª posições da geral as italianas W55, Daniella Ricciutelli (2.07.56) e Giuseppina Comba (2.11.57) respectivamente. As concorrentes mais idosas a enfrentarem a longa distância em condições tão adversas foram as alemãs Helga Draeger (W75), nascida em 1939, com 2.49.31 e Erna Antritter (W80), nascida em 1935, que seria desclassificada, tinha já cumprido 1 hora e 34 minutos de prova.

Na classificação por países, a Itália conquistou 10 das 23 medalhas individuais que foram entregues, com 5 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze. A Alemanha conseguiu 5 (1+2+2).

Classificações
W35
1.ª, Simona Palandri, 1976 (Itália), 2.20.20
Desistente: Yvonne Markgraf, 1975 (Alemanha).

W40
1.ª, Melania Aurizzi, 1970 (Itália), 2.03.19
2.ª, Brit Schroeter, 1974 (Alemanha), 2.03.26
3.ª, Lenka Borovickova, 1973 (República Checa), 2.05.08
4.ª, Barbara Segreto, 1971 (Itália), 2.17.37
Desclassificada: Urszula Radziewinska, 1972 (Áustria).
Desistente: Fiorella Casafina, 1970 (Itália).

W45
1.ª, Elena Cinca, 1970 (Itália), 2.05.30
2.ª, Anna Maria Famea, 1966 (Itália), 2.15.53
3.ª, Maria Unterholzner, 1968 (Alemanha), 2.18.13
4.ª, Nathalie Halloy, 1967 (França), 2.20.37
5.ª, Mara Rinasa, 1966 (Letónia), 2.23.46
6.ª, Aija Rogale, 1968 (Letónia), 2.26.24
7.ª, Silke Glombitza, 1967 (Alemanha), 2.28.56
8.ª, Silvia Waelde, 1966 (Alemanha), 2.28.56
9.ª, Teresa Cistaro, 1967 (Itália), 2.53.44

W50
1.ª, Myriam Nicolas, 1963 (Bélgica), 2.05.36
2.ª, Dominique Ciantar Lequio, 1961 (Itália), 2.08.15
3.ª, Mirella Patti, 1962 (Itália), 2.09.47
4.ª, Irina Kokorina, 1964 (Rússia), 2.12.30
5.ª, Angela Martin, 1964 (Grã-Bretanha), 2.22.44
6.ª, Roswitha Ebel, 1963 (Alemanha), 2.24.18
7.ª, Christine Metraux, 1964 (Suíça), 2.26.10
8.ª, Brigitte Gitti Zeidler, 1964 (Alemanha), 2.26.11
9.ª, Birgit Komoll, 1960 (Alemanha), 2.32.31
Desclassificada: Petra Gensel, 1961 (Alemanha).

W55
1.ª, Daniela Ricciutelli, 1956 (Itália), 2.07.56
2.ª, Giuseppina Comba, 1957 (Itália), 2.11.57
3.ª, Maria Paola Formiconi, 1956 (Itália), 2.14.27
4.ª, Martine Mourgues, 1956 (França), 2.19.26
5.ª, Maria Rita Echle, 1957 (Alemanha), 2.26.49
6.ª, Dace Saulite, 1959 (Letónia), 2.28.38
7.ª, Brigitte Patrzalek, 1958 (Alemanha), 2.30.53
8.ª, Monika Schwantzer, 1955 (Áustria), 2.31.15
9.ª, Olga Agisheva, 1957 (Rússia), 2.41.06
10.ª, Nina Boltakaeva, 1959 (Rússia), 2.53.04
Desistente: Lorena Caffi', 1960 (Itália).

W60
1.ª, Aurora Alvarez, 1952 (Espanha), 2.21.22
2.ª, Dorothea Grolig, 1951 (Áustria), 2.26.05
3.ª, Rita Zuravlova, 1953 (Letónia), 2.31.00
4.ª, Liudmila Nityagovskaya, 1954 (Rússia), 2.39.06
5.ª, Claudine Anxionnat, 1951 (França), 2.42.53
Desclassificada: Vera Avilova, 1952 (Rússia).
Desistente: Cath Duhig, 1954 (Grã-Bretanha).

W65
1.ª, Rita Del Pinto, 1949 (Itália), 2.28.11
2.ª, Antonina Tyshko, 1947 (Ucrânia), 2.33.40
3.ª, Vera Trushkina, 1950 (Rússia), 2.34.32
4.ª, Alena Winterova, 1949 (República Checa), 2.44.43
5.ª, Margarete Molter, 1947 (Alemanha), 2.47.31
6.ª, Heidrun Neidel, 1947 (Alemanha), 2.48.05
7.ª, Brigita De Coppet, 1946 (Suíça), 2.49.27
8.ª, Nina Jurcina, 1949 (Letónia), 2.52.13

W70
1.ª, Heidi Maeder, 1943 (Suíça), 2.22.55
2.ª, Ursula Klink, 1944 (Alemanha), 2.29.12
3.ª, Gisela Theunissen, 1942 (Alemanha), 2.48.57
Desclassificada: Larysa Lebiedieva, 1940 (Ucrânia).
Desistentes: Ursula Herrendoerfer, 1940 (Alemanha) e Dzintra Zinkovska, 1945 (Letónia).

W75
1.ª, Helga Draeger, 1939 (Alemanha), 2.49.31

W80
Desclassificada: Erna Antritter, 1935 (Alemanha).

EMACNS Grosseto 2015 - 30 km masculinos

Vencedores nas suas categorias etárias: Luís Correia (M35), Christer
Svensson (M45), Patrice Brochot (M60), Arthur Thomson (M75) e
Steffen Borsch (M45). Fotos: Emmanuel Tardi
Montagem: O Marchador
Domingo, dia 17, com os termómetros a registarem mais de 30 graus Celsius, deu-se a partida, pelas 15h00, da prova de 30 km marcha masculinos, a segunda da disciplina, a fechar o programa dos campeonatos europeus de masters em estrada de Grosseto, Itália.

Em condições particularmente difíceis, foram 100 os atletas à partida, representando 17 países, tendo terminado apenas 69, com 22 desistentes e 9 desclassificados.

Tal como já havia sucedido nos 10 km, Steffen Borsch (M40), da Alemanha, voltou a dominar, registando 2.35.09 h, agora com mais vantagem sobre o segundo classificado, desta feita, Normunds Ivzans (M40), da Letónia, com 2.38.35 h. Na terceira posição da geral absoluta, mais um atleta M40, Jose Manuel Gomez, de Espanha, com 2.40.40 h.

O português Luís Correia obteve uma segunda medalha de ouro na categoria 35-39 anos, com 2.41.54 h, sendo 4.º da geral. Não foi feliz a estreia nos campeonatos de outro português, Luís Silva, que desistiu cerca dos 13 km quando liderava a prova com algum avanço e na companhia de Luís Correia. Este ainda seguiu sozinho até aos 18 km vindo então a ser alcançado pelos homens M40.

O top 10 foi fechado com 2.50.30 h, marca obtida por Uwe Schroeter (M55), da Alemanha.

Em termos colectivos, foi agora a vez da Alemanha liderar no número de medalhas, com 5 (2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze). Grã-Bretanha (2+1-1) e Itália (0+2+2) obtiveram 4 cada.

Classificações
M35
1.º, Luis Manuel da Silva Correia, 1978 (Portugal), 2.41.54
2.º, Francesco Scafuro, 1977 (Itália), 2.49.13
3.º, Grzegorz Grinholc, 1977 (Polónia), 2.49.32
4.º, Gennaro De Lello, 1979 (Itália), 3.08.50
Desistente: Ruben Pinera, 1975 (Espanha).

M40
1.º, Steffen Borsch, 1973 (Alemanha), 2.35.09
2.º, Normunds Ivzans, 1971 (Letónia), 2.38.35
3.º, Jose Manuel Gomez, 1973 (Espanha), 2.40.40
4.º, David Pueyo, 1973 (Espanha), 2.48.07
5.º, Viacheslav Degtyarenko, 1971 (Rússia), 2.51.40
6.º, Ernesto Croci, 1973 (Itália), 2.55.30
7.º, Gian Mauro Pirino, 1972 (Itália), 2.59.24
8.º, Ivars Lapins, 1975 (Letónia), 3.13.04
9.º, Fabio Vaccari, 1974 (Itália), 3.21.29
Desistente: Luis Silva, 1970 (Portugal).

M45
1.º, Christer Svensson, 1969 (Suécia), 2.45.48
2.º, Steffen Meyer, 1966 (Alemanha), 2.48.44
3.º, Gyula Dudas, 1966 (Hungria), 2.51.13
4.º, Jose Antonio Aparicio, 1969 (Espanha), 2.59.42
5.º, Fabio Aina, 1966 (Itália), 3.01.07
6.º, Franco Geronimo, 1968 (Itália), 3.02.52
7.º, Giuseppe Saponaro, 1969 (Itália), 3.10.22
8.º, Franz Kropik, 1968 (Áustria), 3.10.36
9.º, Joachim Maier, 1970 (Alemanha), 3.15.28
10.º, Gianni Siragusa, 1968 (Itália), 3.33.36
Desclassificado: Emmanuel Tardi, 1967 (França).
Desistente: Roberto Defendenti, 1968 (Itália).

M50
1.º, Antonio Gonzalez, 1962 (Espanha), 2.55.07
2.º, Josef Smola, 1964 (República Checa), 3.03.42
3.º, Walter Arena, 1964 (Itália), 3.05.31
4.º, Roman Brzezowsky, 1964 (Áustria), 3.05.57
5.º, Ferenc Major, 1961 (Hungria), 3.06.07
6.º, Alessandro Volpi, 1960 (Itália), 3.16.22
7.º, Igor Agishev, 1962 (Rússia), 3.23.34
8.º, Alessandro Maccarini, 1964 (Itália), 3.24.15
9.º, Madars Breide, 1964 (Letónia), 3.24.41
Desclassificados: Markus Reifinger, 1960 (Áustria) e Julian Iglesias, 1962 (Espanha).
Desistentes: Silvio Dorigo, 1962 (Itália), Bruno Morotti, 1964 (Itália), Stefan Werner, 1964 (Alemanha) e Ronald Papst, 1962 (Alemanha).

M55
1.º, Uwe Schroeter, 1959 (Alemanha), 2.50.30
2.º, Miroslaw Luniewski, 1957 (Polónia), 3.01.02
3.º, Gabriele Caldarelli, 1959 (Itália), 3.06.58
4.º, Josef Kalat, 1955 (República Checa), 3.14.18
5.º, Franco Venturi Degli Esposti, 1957 (Itália), 3.25.01
6.º, Jean-Michel Bano, 1955 (França), 3.30.49
7.º, Guenter Evertz, 1957 (Alemanha), 3.31.55
8.º, Zbigniew Kwita, 1959 (Polónia), 3.35.25
9.º, Georg Hauger, 1957 (Alemanha), 3.38.09
Desistente: Steve Allen, 1956 (Grã-Bretanha).

M60
1.º, Patrice Brochot, 1951 (França), 3.03.42
2.º, Miroslav Fliegl, 1954 (República Checa), 3.04.07
3.º, Ignacio Melo, 1952 (Espanha), 3.04.57
4.º, Malcolm Martin, 1955 (Grã-Bretanha), 3.07.53
5.º, Sergey Lyzhin, 1955 (Rússia), 3.14.37
6.º, Alfons Schwarz, 1954 (Alemanha), 3.26.49
7.º, Uwe Tolle, 1955 (Alemanha), 3.29.59
8.º, Gabriele Moretti, 1955 (Itália), 3.36.21
9.º, Andrew Cox, 1952 (Grã-Bretanha), 3.42.45
Desclassificado: Horst Kiepert, 1951 (Alemanha).
Desistentes: Daniel Brot, 1953 (Suíça), Graziano Morotti, 1951 (Itália) e Alberto Pio, 1952 (Itália).

M65
1.º, Ian Richards, 1948 (Grã-Bretanha), 2.59.45
2.º, Ettorino Formentin, 1947 (Itália), 3.11.25
3.º, John Hall, 1949 (Grã-Bretanha), 3.28.12
4.º, Bernd Ocker Hoelters, 1946 (Alemanha), 3.28.33
5.º, Gyorgy Laszlo Kiss, 1947 (Hungria), 3.35.44
6.º, Ferdinando Rutolo, 1947 (Itália), 3.40.03
7.º, Jaroslav Ptak, 1947 (República Checa), 3.41.04
8.º, Mario Angelini, 1946 (Itália), 3.43.25
9.º, Antonio Ferro, 1948 (Itália), 3.45.45
10.º, David Kates, 1948 (Grã-Bretanha), 3.45.54
11.º, Paolo Muscas, 1947 (Itália), 3.55.30
Desclassificados: Johann Siegele, 1948 (Áustria), Roger Michell, 1948 (Grã-Bretanha) e Walter Brandenburg, 1946 (Suíça).
Desistentes: Ludwig Niestelberger, 1948 (Áustria), Rudolf Michlfeit, 1946 (Áustria), John Mcmullin, 1946 (Irlanda) e Wolfgang Neumueller, 1949 (Alemanha).

M70
1.º, Zdenek Gonsiorovsky, 1941 (República Checa), 3.40.18
2.º, Christoph Hoehne, 1941 (Alemanha), 3.50.11
3.º, Raitis Lerme, 1942 (Letónia), 4.04.47
4.º, Iurii Polovshchikov, 1942 (Rússia), 4.06.21
5.º, Stanislav Marek, 1942 (República Checa), 4.10.01
Desclassificados: Wolf-dieter Giese, 1943 (Alemanha) e Oleksandr Volskyi, 1940 (Ucrânia).
Desistentes: Arvid Johanne Bjoersvik, 1943 (Noruega) e Kenneth Bobbett, 1944 (Grã-Bretanha).

M75
1.º, Arthur Thomson, 1936 (Grã-Bretanha), 3.38.26
2.º, Edmund Shillabeer, 1939 (Grã-Bretanha), 3.42.51
3.º, Horst Lenz, 1937 (Alemanha), 4.00.47
Desistente: Wilhelm Schmid, 1938 (Alemanha).
Desclassificado: Alexis Jordana, 1937 (França).

M80
Desistentes: Ivan Pushkin, 1930 (Ucrânia), Mykola Panaseiko, 1934 (Ucrânia) e Norbert Will, 1935 (Grã-Bretanha).

domingo, 17 de maio de 2015

Alemanha surpreende em dia de Miguel López

A partida dos 20 km, os 3 primeiros e a cerimónia colectiva.
Fotos: Philipp Pohle – Racewalk Pictures
Montagem: O Marchador
Numa fase mais fresca do dia em que Múrcia acolheu a 11.ª Taça da Europa de Marcha, Miguel Ángel López impôs o favoritismo e a condição de jogar «em casa» e venceu a prova dos 20 km masculinos, creditando-se com 1.19.52 h, prevalecendo sobre o eslovaco Matej Tóth, segundo, com 1.20.21 h, e o francês Yohann Diniz, terceiro, com 1.20.37 h.

Com uma partida bem rápida a tentar surpreender a concorrência, Yohann Diniz destacou-se a meio da primeira volta de mil metros, que completou em 3.59 m, com quase 40 metros de avanço o grupo liderado pelos compatriotas Kevin Campion e Antonin Boyez, os russos Aleksandr Ivanov e Denis Strelkov, Miguel López, o ucraniano Ihor Hlavan e demais pelotão.

Com andamento claramente abaixo de quatro minutos por quilómetro, Yohann Diniz manteve-se no comando nas primeiras voltas, com a perseguição a ser intensificada por López, Ivanov e Strelkov a partir dos três quilómetros, que completaram com a 17 segundos de atraso em relação ao francês.

Denotando já alguma quebra de ritmo, Diniz cumpriria a primeira légua em 19.55 m, sendo pouco depois alcançado pelo espanhol e por Ivanov, que entretanto tinham deixado Denis Trelkov para trás. Nesta fase, Rússia, Ucrânia e França lideravam em termos colectivos, seguidos de Espanha e Alemanha.

Próximo de meio da prova, Aleksandr Ivanov, com duas notas de desclassificação, cedeu ligeiramente em relação a Miguel López, encontrando-se Diniz a uns 30 metros.

Com a definição mais clara das posições dos grupos que se iam desfazendo e com alguma quebra que já se notava entre franceses e espanhóis, a Alemanha subia ao terceiro lugar colectivo a meio da competição, ainda com Ivanov junto de López, seguidos de Diniz, a seis segundos. Mais atrás, um trio com Matej Tóth, o bielorrusso Dzianis Simanovich e o ucraniano Ihor Hlavan, a pouco mais de vinte segundos do líder.

A vitória individual nestes 20 km ficou decidida logo a seguir, quando o espanhol campeão europeu partiu isolado rumo a um sucesso de que só por momentos de duvidou com aquela tirada inicial do francês recordista europeu da distância. Francês que viria a decair na classificação até ao quinto posto, para recuperar posições nas voltas finais e atingir o pódio.

Já com Ivanov desclassificado a seguir aos 15 km, Matej Tóth surgiu então na segunda posição, seguido de Simanovich e de Diniz. A Rússia ficava com a vitória colectiva irremediavelmente comprometida, surgindo nesta fase uma Alemanha com uma equipa equilibrada, a concluir com os elementos posicionados entre o sétimo lugar de Christopher Linke e o 13.º de Carl Dohmann (Hagen Pohle foi 12.º).

Imparável na sua marcha rumo à meta, Miguel López seria o único abaixo da hora e vinte, mantendo quase o mesmo ritmo de início a fim. Tóth garantia o segundo lugar enquanto Diniz aproveitou um momento de menor à-vontade de Simanovich para passar o bielorrusso na luta pelo último lugar no pódio.

Colectivamente, a Alemanha sagrou-se campeã pela primeira vez nas competições de seniores das taças da Europa de marcha. Antes, vencera em Eisenhüttenstadt-2000 nos 10 km juniores masculinos (2.º, Jan Albrecht; 3.º, Andre Katzinski; 8.º, Frank Werner).

Terminando no 21.º lugar, Miguel Carvalho foi o primeiro e único português na meta, averbando um novo recorde pessoal, com 1.25.40 h. O atleta de Rio Maior chegou imediatamente à frente do segundo espanhol, Luís Alberto Amezcua, e do francês Kevin Campion, que de início chegou a andar nos primeiros lugares.

Os irmãos Sérgio e João Vieira abandonaram a competição antes de atingida a meia prova.

Classificações
20 km masculinos
1.º, Miguel Ángel López, 1988 (Espanha), 1.19.52
2.º, Matej Tóth, 1983 (Eslováquia), 1.20.21
3.º, Yohann Diniz, 1978 (França), 1.20.37
4.º, Dzianis Simanovich, 1987 (Bielorrússia), 1.21.11
5.º, Ihor Hlavan, 1990 (Ucrânia), 1.21.24
6.º, Andrey Krivov, 1985 (Rússia), 1.22.05
7.º, Christopher Linke, 1988 (Alemanha), 1.22.06
8.º, Perseus Karlström, 1990 (Suécia), 1.22.44
9.º, Denis Strelkov, 1990 (Rússia), 1.22.47
10.º, Ato Ibáñez, 1985 (Suécia), 1.22.48
11.º, Giorgio Rubino, 1986 (Itália), 1.22.55
12.º, Hagen Pohle, 1992 (Alemanha), 1.23.07
13.º, Carl Dohmann, 1990 (Alemanha), 1.23.16
14.º, Andriy Kovenko, 1973 (Ucrânia), 1.23.21
15.º, Alex Wright, 1990 (Irlanda), 1.23.35
16.º, Tom Bosworth, 1990 (Grã-Bretanha), 1.23.54
17.º, Rafal Augustyn, 1984 (Polónia), 1.23.59
18.º, Nazar Kovalenko, 1987 (Ucrânia), 1.24.03
19.º, Erik Tysse, 1980 (Noruega), 1.24.34
20.º, Pyotr Trofimov, 1983 (Rússia), 1.25.22
21.º, Miguel Carvalho, 1994 (Portugal), 1.25.40
22.º, Kevin Campion, 1988 (França), 1.25.49
23.º, Luís Alberto Amezcua, 1992 (Espanha), 1.25.49
24.º, Jarkko Kinnunen, 1984 (Finlândia), 1.26.03
25.º, Arnis Rumbenieks, 1988 (Letónia), 1.26.32
26.º, Veli-Matti Partanen, 1991 (Finlândia), 1.26.40
27.º, Brendan Boyce, 1986 (Irlanda), 1.26.47
28.º, Antón Kucmín, 1984 (Eslováquia), 1.26.53
29.º, Francesco Fortunato, 1994 (Itália), 1.27.04
30.º, Aleksi Ojala, 1992 (Finlândia), 1.27.13
31.º, Leonardo Dei Tos, 1992 (Itália), 1.27.34
32.º, Antonin Boyez, 1984 (França), 1.28.15
33.º, Michele Antonelli, 1994 (Itália), 1.28.17
34.º, Alvaro Martin, 1994 (Espanha), 1.28.45
35.º, Matias Korpela, 1989 (Finlândia), 1.29.30
36.º, Rafal Sikora, 1987 (Polónia), 1.30.31
37.º, Dušan Majdán, 1987 (Eslováquia), 1.30.31
38.º, Adrian Dragomir, 1994 (Roménia), 1.30.32
39.º, Patrik Spevák, 1994 (Eslováquia), 1.31.48
40.º, Ruslan Dmytrenko, 1986 (Ucrânia), 1.32.38
41.º, José Igancio Díaz, 1979 (Espanha), 1.32.46
42.º, Sahin Senoduncu, 1994 (Turquia), 1.34.06
43.º, Bruno Erent, 1990 (Croácia), 1.38.00
44.º, Lauri Lelumees, 1978 (Estónia), 1.39.11
Desistentes: Dzmitry Dziubin, 1990 (Bielorrússia), Dietmar Hirschmugl, 1968 (Áustria), Serkan Dogan, 1992 (Turquia), Genadij Kozlovskij, 1991 (Lituânia), Recep Çelik, 1983 (Turquia), Ersin Tacir, 1985 (Turquia), Sérgio Vieira, 1976 (Portugal) e João Vieira, 1976 (Portugal).
Desclassificados: Håvard Haukenes, 1990 (Noruega), Aleksandr Ivanov, 1993 (Rússia), Margus Luik, 1980 (Estónia), Lukasz Nowak, 1988 (Polónia), Joakim Sælen, 1993 (Noruega), Florin Alin Stirbu, 1992 (Roménia) e Catalin Vasile Suhani, 1991 (Roménia).

Classificação colectiva
1.ª, Alemanha, 32 pontos
2.ª, Rússia, 35
3.ª, Ucrânia, 37
4.ª, Espanha, 57
5.ª, França, 58
6.ª, Eslováquia, 68
7.ª, Itália, 71
8.º, Finlândia, 80 pontos

Rússia avassaladora nos juniores femininos de Múrcia

As cerimónias de premiação individual e colectiva das juniores.
Imagens a partir de vídeo RFEA. Montagem: O Marchador
A russa Klavdiya Afanasyeva venceu esta tarde a prova de juniores femininos da Taça da Europa de Marcha, em Múrcia (Espanha), concluindo a competição de 10 km em 45.55 m. Garantido de imediato a vitória colectiva da Rússia, a compatriota Mariya Losinova foi segunda, com 46.11 m, adiante da espanhola María Perez, que fechou o pódio individual, com 47.08 m.

Com 34ºC de temperatura e algum vento (mas jáa muita sombra), a prova iniciou-se com a manutenção do grupo compacto no primeiro quilómetro, mas alongando-se logo a seguir, com as três espanholas a marcar um ritmo relativamente baixo, traduzido em 4.46 m na passagem aos 1000 metros.

No final da volta seguinte, já o grupo da frente estava reduzido a 12 atletas, entre as quais as concorrentes mais credenciadas espanholas, russas, italianas e a lituana Živile Vaiciukeviciute.

Logo a seguir já passagem aos 3000 metros, cumpridos pelas primeiras em 14.25 m, Losinova forçou ritmo na frente, o que fez reduzir o grupo a sete unidades (as três russas, María Pérez, Noemi Stella, Eleonora Dominici e Živile Vaiciukeviciute). Mais atrás, as restantes duas espanholas, a terceira italiana Giada Francesca Ciabini e a polaca Katarzyna Zdzieblo.

Nova aceleração produzida um quilómetro depois por Losinova e o trio de russas ficou isolado na frente, seguido de Pérez e Stella. Mais recuadas, Vaiciukeviciute e Dominici.

A meio da competi;ção, Stella ultrapassa e deixa para trás María Pérez, num momento em que Rússia, Espanha e Itália lideravam a classificação colectiva provisória, por essa ordem.

Pérez recupera e após o sexto quilómetro volta a passar Stella, para não mais ser alcança da pela italiana. Pouco depois, ainda antes dos 7 km, Klavdiya Afanasyeva isolou-se na frente (32.29), resolvendo a questão da vitória individual.

Até final, a única nota relevante foi a desclassifica;\ao da terceira russa, Olga Shargina, perto da entrada na volta final.

Em relação às portuguesas, Edna Barros foi 14.ª, com 49.58 mlogo seguida de Catarina Marques, com 50.01, um novo recorde pessoal por 23 segundos.

Em termos colectivos, vitória da Rússia, com três pontos, seguida da Espanha, com nove, e da Itália, com 12. Portugal ocupou o sexto posto, com 29 pontos.

Classificações
10 km juniores femininos
1.ª, Klavdiya Afanasyeva, 1996 (Rússia), 45.55
2.ª, Mariya Losinova, 1997 (Rússia), 46.11
3.ª, Mária Pérez, 1996 (Espanha), 47.08
4.ª, Noemi Stella, 1997 (Itália), 47.19
5.ª, Katarzyna Zdzieblo, 1996 (Polónia), 47.52
6.ª, Lidia Sánchez-Puebla, 1996 (Espanha), 48.01
7.ª, Živile Vaiciukeviciute, 1996 (Lituânia), 48.20
8.ª, Eleonora Dominici, 1996 (Itália), 48.46
9.ª, Monika Vaiciukeviciute, 1996 (Lituânia), 49.10
10.ª, Irene Vazquez, 1998 (Espanha), 49.14
11.ª, Anastasiya Rarouskaya, 1996 (Bielorrússia), 49.29
12.ª, Hanna Suslyk, 1996 (Ucrânia), 49.49
13.ª, Angelika Augustyn, 1996 (Polónia), 49.53
14.ª, Catarina Marques, 1996 (Portugal), 49.59
15.ª, Edna Barros, 1996 (Portugal), 50.05
16.ª, Giada Francesca Ciabini, 1997 (Itália), 50.38
17.ª, Emilia Lehmeyer, 1997 (Alemanha), 51.01
18.ª, Carmen Bianca Molnar, 1996 (Roménia), 52.00
19.ª, Yuliya Balkouskaya, 1996 (Bielorrússia), 52.19
20.ª, Axelle Ham, 1997 (França), 52.20
21.ª, Henrika Parviainen, 1997 (Finlândia), 52.42
22.ª, Annika Brembach, 1996 (Alemanha), 52.45
23.ª, Ivanna Danylyuk, 1996 (Ucrânia), 53.16
24.ª, Emma Achurch, 1997 (Grã-Bretanha), 53.35
25.ª, Teresa Zurek, 1998 (Alemanha), 53.47
26.ª, Kseniya Byelova, 1998 (Ucrânia), 55.17
27.ª, Margarita Kozlova, 1996 (Estónia), 1.08.16
Desistentes: Tereza Korvasová, 1996 (República Checa) e Lika Mitrofanova, 1999 (Estónia).
Desclassificados: Rita Récsei, 1996 (Hungria), Olga Shargina, 1996 (Rússia) e Lena Ungerböck, 1997 (Áustria).

Classificação colectiva
1.º, Rússia, 3 pontos
2.º, Espanha, 9 pts
3.º, Itália, 12 pts
4.º, Lituânia, 16 pts
5.º, Polónia, 18 pts
6.º, Portugal, 29 pts
7.º, Bielorrússia, 30 pts
8.º, Ucrânia, 35 pts
9.º, Alemanha, 39 pts