domingo, 21 de julho de 2013

Já campeã na marcha, Anezka Drahotová foi finalista nos obstáculos

Anezka Drahotová, ladeada pela irmã Eliska e por Oksana Golyatkina,
no pódio do 10 mil m marcha femininos. Foto: Colombo
Caso pouco comum (ainda que não inédito) na alta competição foi protagonizado pela marchadora checa Anezka Drahotová, vencedora, quinta-feira passada, da prova feminina dos 10 mil metros marcha dos europeus de juniores de Rieti. Numa demonstração de variedade de capacidades e de resistência assinalável, a nova campeã europeia de juniores de marcha foi também finalista, este sábado, nos 3000 m obstáculos.
 
O resultado desta segunda final não ficará especialmente assinalado na história dos campeonatos: Anezka classificou-se na nona posição, com uma marca que nem a título pessoal é especialmente significativa. O que impressiona neste desempenho é o facto de a atleta ter consigo chegar à final graças a um apuramento disputado no próprio dia em que venceu a competição de marcha.
 
Passavam poucos minutos das sete e meia da tarde em Rieti quando a Anezka Drahotová regressou à pista para entrar na segunda série da prova de obstáculos. Menos de dez horas antes concluíra de forma brilhante a prova de marcha, causando à formação da Rússia uma primeira desilusão, ao impor-se a Oksana Golyatkina na luta pelo ouro e pelo ceptro europeu (a irmã Eliska faria o mesmo segundos depois à também russa Nadezhda Leontyeva na busca do lugar restante do pódio).
 
Mas, na jornada da tarde, Anezka terminou no terceiro lugar a sua série de apuramento, garantindo um dos lugares de acesso directo à final (passavam as primeiras quatro). E até parecia que não tinha feito dez quilómetros de marcha (bem) acelerada na jornada matinal...
 
Foi o suficiente para um sucesso que até ajudou a afastar do caminho para a final a portuguesa Diana Almeida, a primeira a ficar de fora da corrida decisiva, mas que teve ainda o brilho de um resultado de melhor qualidade do que a marca obtida na final.
 
Em todo o caso, além da raridade do desempenho, este foi um exemplo de empenho e de interesse variados na prática desportiva, com uma atleta que parece não querer enveredar (pelo menos por agora) por uma via de especialização, que, em todo o caso, já nem poderia considerar-se precoce.
 
Ou talvez o velho lema olímpico do desporto pelo desporto.

sábado, 20 de julho de 2013

Pavel Parshin campeão europeu júnior de marcha

Pavel Parshin na meta, seguido de Vito Minei e de Álvaro Martín.
Foto: a partir de streaming AEA
Depois de ter sido campeão mundial de juvenis em 2011 e de ter vencido a prova de juniores da Taça da Europa de Dudince, em Maio passado, o marchador russo Pavel Parshin acrescentou esta manhã mais um sucesso internacional ao seu currículo vencendo os 10 mil metros marcha dos europeus de juniores de Rieti. No final de uma prova cheia de interesse, Parshin registou 41.01,55 m, à frente do italiano Vito Minei (41.08,76, rec. pessoal) e do espanhol Álvaro Martín (41.13,95). Miguel Carvalho terminou na décima posição, com 43.00,20 m.
 
Logo ao fim de meia volta parecia começar a definir-se uma classificação semelhante à da última Taça da Europa de Dudince, quando Pavel Parshin e o compatriota Nikolay Markov fizeram uma prova isolada e terminaram juntos nos dois primeiros lugares. Desta vez, isolaram-se com apenas 200 metros de prova, perante um pelotão liderado pelos italianos Minei e Francesco Fortunato, pelos espanhóis Martín e Marc Tur e ainda pelo turco Sahin Senoduncu, com Miguel Carvalho no meio deste primeiro grupo.
 
Até cerca dos três quilómetros, a vantagem dos russos foi aumentando para cerca de 50 metros, com uma passagem nesse parcial em 12.12 m. Markov e Parshin alternavam na liderança, enquanto o atleta português começava a descolar do primeiro pelotão, tal como o grego Kostandinos Dedópoulos.
 
Iniciava-se por esses momentos a recuperação dos mais rápidos do grupo perseguidor (Martín, Tur e Minei), que se aproximaram gradualmente da frente. Já com Marc Tur atrasado, Álvaro Martín e Vito Minei alcançariam Parshin e Markov cerca dos 6300 metros. Menos de uma volta depois, o espanhol assumiu a liderança com uma variação de ritmo a que todos responderam.
 
Por esta altura, Miguel Carvalho mantinha-se numa posição mais recuada (12.º lugar), mas revelando sempre um ritmo controlado e que prenunciava um recorde pessoal.
 
No entanto, cerca dos 7350 metros, Nikolay Markov foi recolher esponjas no posto de refrescamento e não mais conseguiu recolar ao trio da frente, ficando nesse momento definido o grupo que conquistaria as medalhas, faltando saber por que ordem se apresentariam no pódio.
 
Com Martín sempre no comando, o espanhol tentaria isolar-se na frente com uma aceleração por voltas dos 8200 metros, mas Parshin e Minei responderam tão facilmente que começava antornar-se claro que Álvaro Martín seria quem se encontrava menos bem. Martín voltaria a tentar ganhar vantagem a 700 metros do final mas o russo responderia de imediato e abalava dos dois companheiros, caminhando daí até final sem oposição na procura do ouro.
 
Vito Minei reservou para a última volta a sua aceleração derradeira, impondo-se por cerca de 20 metros a um Martín conformado e satisfeito pelo terceiro lugar obtido e pela medalha de bronze conquistada.
 
Quanto ao marchador português, ainda ganhou dois lugares nos quilómetros finais (por desclassificação de Dedópoulos e ultrapassagem do terceiro russo, Viktor Sokolov), falhando por escassas duas décimas de segundo a entrada na casa dos 42 minutos. Em todo o caso, a marca não fica longe do recorde pessoal, estabelecido em 42.47,89 m (2013, na Taça FPA, Quarteira).
 
Resultados
10.000 m marcha masculinos
1.º, Pavel Parshin (Rússia), 41.01,55
2.º, Vito Minei (Itália), 41.08,76
3.º, Álvaro Martín (Espanha), 41.13,95
4.º, Nikolay Markov (Rússia), 41.50,88
5.º, Marc Tur (Espanha), 41.51,24
6.º, Francesco Fortunato (Itália), 42.23,99
7.º, Jamie Higgins (Grã-Bretanha), 42.25,06
8.º, Artsiom Turkou (Bielorrússia), 42.28,29
9.º, Sahin Senoduncu (Turquia), 42.46,39
10.º, Miguel Carvalho (Portugal), 43.00,20
11.º, Viktor Sokolov (Rússia), 43.01,29
12.º, Tomas Bagdány (Hungria), 44.17,90
13.º, Luke Hickey (Irlanda), 44.18,05
14.º, Marius Savelskis (Lituânia), 44.55,76
15.º, Markus Kirölä (Finlândia), 45.36,17
16.º, Normantas Petrisa (Lituânia), 45.41,34
17.º, Miroslav Úradník (Eslováquia), 45.52,41
18.º, Adrian Dragomir (Roménia), 46.22,36
19.º, Elmo Koivunen (Finlândia), 47.24,82
Desclassificados: Marco Amati (Itáia), Konstadínos Dedópoulos (Grécia), Andrej Dolinský (Eslováquia).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Depois de Itália, Espanha pretende entrar no fitwalking

Pormenor da actividade prática durante o curso de Canet de Mar.
Foto: AEMA
Graças a um primeiro curso de instrutores levado a cabo no passado sábado em Canet de Mar, perto de Barcelona, a Espanha tornou-se o primeiro país a juntar-se à Itália numa actividade relacionada com a marcha e que surge identificada pela designação de «fitwalking». Baseada nos princípios da marcha acelerada imaginada pelos irmãos italianos e antigos marchadores Giorgio e Maurizio Damilano, o «fitwalking» é apresentado como uma actividade física assente no acto de elementar de andar, perseguindo fins de bem-estar e de exercício que active física e psicologicamente o indivíduo.

Este primeiro curso espanhol foi dinamizado pelos consagrados ex-marchadores internacionais Jorge Llopart, de Espanha, e Raffaello Ducceschi, de Itália, sob orientação prévia dos irmãos Damilano. Primeiro passo do «fitwalking» no país vizinho, a iniciativa registou a participação de alguns nomes conhecidos da marcha em Espanha, entre atletas, dirigentes e familiares de atletas internacionais da marcha atlética, com realce para Mikel Odriozoa e Myriam Fernández, além de duas «fitwalkers» oriundas de cidades catalãs.

O «fitwalking» dispõe já de uma associação internacional, criada em Itália e que congrega os referidos dois fundadores do conceito, dois representantes da actividade em Espanha (Jorge Llopart e Raffaello Ducceschi, ainda que este último seja italiano), um delegado húngaro (Attila Csont), uma checa (Iveta Zemanovà), um alemão (Hartwig Gauder) e um japonês (Fumio Imamura). Ou seja, uma constelação de marchadores do mais elevado quilate, com campeões e medalhados em Jogos Olímpicos e campeonatos do mundo e da Europa.

Alguns destes membros da Associação Internacional de Fitwlaking participaram numa reunião realizada em Saluzzo (Itália), na qual foram definidas as linhas orientadoras para que a actividade possa ser reconhecida no plano internacional como prática de características únicas. Uma actividade descrita como adequada para qualquer idade, realizável em qualquer lugar, combinando os conceitos de «fitness» em grupo, bem-estar e actividade desportiva visando a manutenção e a melhoria das condições de saúde, num regime de equilíbrio entre as vertentes psíquica e física.

Restará agora saber como vai esta actividade desenvolver-se naqueles e noutros países. Para já, no curso de instrutores realizado em Canet de Mar, os participantes tiveram como única condição o pagamento de uma taxa de inscrição, no valor de 100 euros.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Anezka Drahotová triunfa nos europeus de Rieti

Ainda juvenil, Anezka Drahotová já estivera
na prova das juniores da Taça da Europa
de Olhão de 2011. Foto: O Marchador
A checa Anezka Drahotová venceu esta manhã os 10 mil metros marcha femininos dos Campeonatos da Europa de Atletismo para juniores, a decorrer em Rieti (Itália), registando o tempo de 44.15,87 m, novo recorde júnior e absoluto da República Checa. Cinco segundos depois chegava a russa Oksana Golyatkina, com a medalha de bronze a ir para a irmã gémea da nova campeã, Eliska Drahotová.
 
Filipa Ferreira foi a melhor portuguesa, terminando em 10.º lugar, com um novo recorde pessoal de 49.16,70 m, enquanto Mara Ribeiro chegava seis lugares depois, com 51.24,38 m.
 
Anezka Drahotová esteve durante toda a prova no controlo da competição, liderando quase sempre, de início a par da irmã, com ritmos que variaram entre os 4.15 e os 4.35 m. Cedo se percebeu que a classificação seria decidida entre as checas e a russa Oksana Golyatkina, a única, de resto, a acompanhar Anezka nas voltas finais, quando Eliska já se atrasara. A dois quilómetros do fim, Oksana assumiu a liderança numa tentativa de ganhar posição para a vitória, mas a primeira das gémeas conseguiria resistir e contra-atacar, para terminar com cerca de vinte metros de avanço sobre a russa e um novo recorde do seu país.
 
Anezka Drahotová rematava assim uma época em que se revelou uma das melhores atletas europeias do escalão, acabando por conquistar o ceptro continental poucos meses depois de ter sido terceira na Taça da Europa de Marcha, em Dudince, então com um resultado na casa dos 46 minutos na distância em estrada. Desta vez teve ainda a satisfação da companhia da irmã Eliska no pódio, enquanto a vencedora de Dudince, a russa Nadezhda Leontyeva, se quedava agora pela quarta posição.
 
Menos bem terá estado Mara Ribeiro, a cujo 16.º lugar correspondeu uma marca abaixo da expectativa, mas Filipa Ferreira superou o recorde pessoal, estabelecendo-o agora nos já referidos 49.16,70 m, um feito sempre digno de registo numa competição com a camisola nacional.
 
No final da prova, a nova campeã europeia de juniores manifestou-se contente com o resultado, acrescentando ter tentado ao longo da competição ir acelerando de volta para volta. Já Oksana Golyatkina declarou ter sido uma prova muito dura e que esperava ter ganho, não tendo sido suficiente o seu esforço.
 
Resultados
1.ª, Anezka Drahotová (Rep. Checa), 44.15,87
2.ª, Oksana Golyatkina (Rússia), 44.21,03
3.ª, Eliska Drahotová (Rep. Checa), 44.45,27
4.ª, Nadezhda Leontyeva (Rússia), 45.23,95
5.ª, Laura García-Caro (Espanha), 47.17,74
6.ª, Anna Clemente (Itália), 47.53,13
7.ª, Gintare Vaiciukeviciute (Lituânia), 48.02,43
8.ª, Anastasiya Rodzkina (Bielorrússia), 48.19,13
9.ª, Amanda Cano (Espanha), 48.32,77
10.ª, Filipa Ferreira (Portugal), 49.16,70
11.ª, Gamze Özgür (Turquia), 49.57,00
12.ª, Mihaela Valentina Acatrinei (Roménia), 49.57,61
13.ª, Marianna (Lengyel (Hungria), 49.57,93
14.ª, Mariavittoria Becchetti (Itália), 50.00,17
15.ª, Mihaela Valentina Puscasu (Roménia), 50.31,50
16.ª, Mara Ribeiro (Portugal), 51.24,38
17.ª, Monika Harnakova (Eslováquia), 51.46,62
18.ª, Carmen Bianca Molnar (Roménia), 53.15,77
19.ª, Erika Parviainen (Finlândia), 53.53,28
Desclassificadas: Alessia Costantino (Itália) e Viktoryia Rashchupkina
(Bielorrússia).

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Campeonatos Europeus Juniores terão o tiro de partida amanhã

Estádio de Rieti que acolhe os europeus de juniores de 2013
Iniciam-se amanhã, em Rieti, Itália, cidade medieval com larga tradição histórica, os 22.os Campeonatos Europeus de Juniores, com as primeiras medalhas a serem atribuídas na prova de 10.000 metros marcha femininos, com início marcado pelas 8h30. Sábado pelas 9h10, realizam-se os 10.000 metros marcha masculinos (horas de Portugal continental). Os campeonatos prolongam-se até 18 deste mês.

A delegação portuguesa, constituída por 19 atletas, inclui os marchadores Miguel Carvalho e Mara Ribeiro, do Clube de Natação de Rio Maior, ambos treinados por Jorge Miguel, que acompanha a equipa, e Filipa Ferreira, do Clube Oriental de Pechão, treinada por Paulo Murta. Todos os marchadores já possuem experiência competitiva a nível internacional.

Estão inscritos 23 atletas masculinos e 21 femininos e é de esperar que, como habitualmente tem acontecido nos últimos anos, os marchadores russos exerçam largo domínio.

Na prova masculina, as atenções centram-se em Viktor Sokolov (41.11,2) e Pavel Parshin (40.51.31), este campeão mundial juvenil em 2011 e vencedor da Taça do Mundo deste ano em Dudince. O espanhol Álvaro Martín, com 40.35.52 (melhor marca do ano), terá, igualmente, sérias possibilidades de ocupar um lugar no pódio.

Na prova feminina, em que Elena Lashmanova, a atual campeão olímpica, triunfou há dois anos, em Tallinn, estabelecendo um novo máximo mundial de juniores, com 42.59,48, o domínio russo tenderá a ser avassalador. Com as 7 primeiras marchadoras nas listas anuais europeias a pertencerem à Rússia, o favoritismo recai sobre Oksana Golyatkina (44.50,0) e Nadezhda Leontyeva (45.43.64), vencedoras de Dudince e Lugano, respetivamente. De resto, apontam-se como candidatas na luta por um dos lugares, presumivelmente disponíveis, no pódio feminino, as atletas da Bielorrúsia e a italiana Ana Clemente.

A equipa de oficiais internacionais nomeados para a competição, desta vez sem a presença de juízes internacionais de marcha portugueses (José Dias esteve em Donetsk, nos Mundiais de Juvenis, e Ana Toureiro em Tampere, nos Europeus de Sub-23), está muito bem representada, com Jorge Salcedo na qualidade de Delegado Técnico (o outro é o espanhol Gemma Castano), José Paulo Moreira, na equipa de Oficiais Técnicos Internacionais, e o médico Pedro Branco na qualidade de Delegado do Controlo do Doping.

Para as provas de marcha, Nicola Maggio (Itália), regressado de Donetsk, será o juiz-chefe de uma equipa composta pelos especialistas internacionais de marcha de nível II da IAAF, a estoniana Jekaterina Jutkina, o alemão Manfred Bott, a sueca Anna Johannesson, a sérvia Vesna Repic e o espanhol Sergio Solana.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Novos e velhos títulos nos nacionais de veteranos

Pedro Martins (CA Seia) ganhou novo título nacional,
agora no escalão M45. Foto: O Marchador (arquivo)
As provas de 5000 metros marcha dos Campeonatos Nacionais de Pista ao Ar Livre para Veteranos, realizadas este sábado na pista de atletismo do Centro de Estágios do Luso, resultaram em novos campeões nacionais em alguns escalões e na renovação de títulos em outros.

Numa competição em que alinharam alguns antigos e actuais atletas internacionais da especialidade, assinale-se os resultados obtidos por Alexandra Lamas (CA Galinheiras) no escalão F40 e Maria Alice Fernandes (GD Lourocoope) em F60, no sector feminino, ou ainda por Pedro Martins (CA Seia) nos M45 e José Cândida (Carris) nos M70.

Pena foi que as provas tenham sido conjuntas para masculinos e femininos, todos com partida com corda na pista 1.

Resultados
5000 m marcha femininos
Escalão F40
1.ª, Alexandra Lamas (72, CA Galinheiras), 26.20,72
2.ª, Eugénia Fernandes (69, CA Galinheiras), 34.05,26
3.ª, Sandra Silva (72, CA Galinheiras), 36.33,23
4.ª, Natália Santos (70, GD Lourocoope), 38.01,33

Escalão F45
1.ª, Lídia Pereira (67, CP Mangualde), 31.10,04
2.ª, M. Fátima Resende (67, GD Lourocoope), 40.00,52

Escalão F60
1.ª, M. Alice Fernandes (52, GD Lourocoope), 29.50,49
2.ª, M. Orlete Mendes (51, CA Galinheiras), 30.35,71


5000 m marcha masculinos
Escalão M35
1.º, Vítor Araújo (74, NA Cucujães), 26.26,68

Escalão M40
1.º, Luís Silva (70, J Vidigalense), 23.05,28
2.º, Jaime Santos (72, GD Lourocoope), 25.50,06
3.º, Carlos Paiva (69, CA Galinheiras), 26.03,80
4.º, Paulo Ramos (69, CA Galinheiiras), 26.22,18
5.º, Hélio Patrício (72, CBAM), 34.27,99

Escalão M45
1.º, Pedro Martins (68, CA Seia), 22.40,26
2.º, José Lopes (64, Carris), 30.19,65

Escalão M50
1.º, Luís Ribeiro (60, Carris), 30.34,59
2.º, António Santos (61 NA Cucujães), 39.57,32
Desclassificado: Rogério Filipe (59, CPA-S)

Escalão M55
1.º, António Gonçalves (53, GA Casais do Vento), 34.53,41
2.º, Agostinho Carriço (56, Carris), 37.13,81

Escalão M60
1.º, José Gomes (50, Carris), 40.05,65

Escalão M70
1.º, José Cândida (40, Carris), 34.38,52

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Portugal apresentará candidatos a Athlone

A Federação Portuguesa de Atletismo, mantendo uma tradição, de há vários anos, na aposta dos seus melhores juízes de atletismo às certificações internacionais do setor da arbitragem, implementadas pela Associação Europeia de Atletismo, quer para Oficiais Técnicos Internacionais (área europeia), quer para Juízes de Internacionais de Marcha (nível II da IAAF), vai, este ano, seguir idêntico caminho.

O corrente ano constituirá, pois, naquele capítulo, um ano marcante para o setor da arbitragem portuguesa, que terá entre mãos a responsabilidade da organização, em Lisboa, de 6 a 8 de setembro, de um seminário para os referidos Oficiais Técnicos, com vista a nova avaliação para o quadro europeu de especialistas, que engloba, no painel actual, os juízes Luís Abegão (Évora) e Maria Amélia dos Anjos (Braga).

Por sua vez, de 10 a 13 de outubro, a cidade irlandesa de Athlone receberá os juízes especialistas de marcha do painel europeu de nível II da IAAF e, ainda, os novos candidatos, dois por país, no máximo. Os formadores, Peter Marlow (Grã-Bretanha) e Luis Saladie (Espanha), conduzirão, uma vez mais, o seminário e os exames, propondo os nomes que constituirão o novo painel, válido para o quadriénio de 2014/2017, em função dos resultados apurados.

O exame será composto por testes escritos e orais (30 pontos cada), realizados em língua inglesa, e um outro, composto por observações de imagens, registadas em vídeo, com a valoração de 40 pontos.

Certa, para já, é a presença, em Athlone, de Ana Toureiro, pertencente ao painel europeu. Na década de 80, iniciando-se na Associação Desportiva de Oeiras, foi uma especialista de marcha. Em 1990 ingressou no primeiro painel nacional de grau A. Atuou nos recentes campeonatos europeus de Sub-23, realizados há poucos dias, em Tampere, na Finlândia.

Entretanto, está a decorrer o processo de avaliação dos candidatos ao painel europeu, destinado a juízes do painel nacional de grau A, que deverão ter idades compreendidas entre os 21 e 61 anos, possuir, no mínimo, 5 anos de experiência ininterrupta no referido grau, expressar-se na língua inglesa (falada e escrita) e não exercer a função de treinadores de marcha.





Recorda-se que quatro juízes portugueses já integraram o painel europeu: José Ganso, do Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo de Setúbal, de 2000 a 2009, Eduardo Gonçalves e João Pires, ambos do CA da AA de Santarém, de 2001 a 2005, e André Brito, do CA da AA do Porto, de 2005 a 2009.

domingo, 14 de julho de 2013

Marchadores japoneses em destaque nos mundiais de juvenis

Toshikazu Yamanishi revelou grande serenidade e muita técnica ao
sagrar-se campeão do mundo de juvenis. Foto: a partir de vídeo AIFA
Foi de emoção, a prova masculina de 10 mil metros marcha, realizada este sábado em Donetsk, durante os Campeonatos do Mundo de Atletismo para Juvenis, que estão a decorrer naquela cidade ucraniana. Com o domínio inicial do australiano Nathan Brill, que chegou a deter vantagem considerável sobre os perseguidores, o meio da prova foi alcançado em 20.53,73 m pelo atleta dos antípodas. A partir daí, seria a recuperação do pelotão, com o guatemalteco José Alejandro Barrondo (primo do vice-campeão olímpico dos 20 km marcha Erick Barrondo) a assumir a liderança, enquanto Brill se atrasava. Mais atrás vinham o russo Maksim Krasnov, o japonês Toshikazu Yamanishi e o espanhol Diego García.
 
Krasnov viria a ultrapassar o atleta da Guatemala e a comandar durante algumas voltas, mas Barrondo parecia determinado a vencer e reassumiu a liderança já perto do quilómetro final. No entanto, na última volta, Yamanishi desferiu um ataque decisivo, acumulando uma vantagem mais que suficiente para se sagrar campeão, deixando para trás Barrondo, Krasnov e Diego García, com o espanhol a cair para fora do pódio.
 
Toshikazu Yamanishi terminaria em 41.53,80 m (novo recorde pessoal), conseguindo uma vitória que os russos raramente têm concedido em grandes competições para os escalões jovens. Mais atrás, a competição assumia foros de dramatismo nos momentos finais, com José Alejandro Barrondo a ser desclassificado na recta da meta e Diego García a encurtar de forma evidente a distância para Maksim Krasnov (42.03,10), que ainda assim conseguiu preservar a medalha de prata por um escasso metro de vantagem na meta sobre o espanhol (42.03,32). Para todos os medalhados, novos máximos pessoais, a que se juntou ainda o do quarto classificado, outro japonês, Yuga Yamashita (42.07,94).
 
Nathan Brill terminaria na quinta posição, com 42.54,70 m, apesar de tudo com uma vantagem enorme sobre o sexto, Zaharías Tsamoudákis (Grécia, 45.14,15), com mais de uma volta de atraso em relação a Brill. O atleta grego terá sido a maior desilusão da prova, considerando a marca com que vinha creditado: 42.02,70, resultado obtido há menos de duas semanas e que fazia dele um potencial medalhado nestes mundiais. Se calhar, as energias já tinha sido gastas em Larissa, a cidade grega onde obteve aquela marca.
 
Numa prova com nada menos que dez desistências e três desclassificações entre 40 atletas à partida, o português Hélder Santos conseguiu terminar na 18.ª posição, honrando a chamada à selecção nacional com um novo recorde pessoal na distância em pista (48.33,81), ainda que longe do melhor que detém em estrada, 46.20 m, registado a 6 de Abril, durante o Grande Prémio Internacional de Rio Maior em Marcha Atlética.
 
Noemi Stella e Momoko Mizota felicitam a nova campeã do mundo,
Olga Shargina. Foto: a partir de vídeo AIFA
Bem mais calma foi a competição feminina de 5000 m marcha, com a líder mundial, Olga Shargina, a destacar-se a quatro voltas do fim. A russa impunha-se assim à italiana Noemi Stella, que liderara quase sempre desde início, assumindo-se com grande personalidade como forte candidata à vitória.
 
Shargina acabaria por vencer de forma confortável com nova melhor marca mundial do ano para o escalão, ao registar 22.13,91 m. Também aqui, o Japão esteve em muito bom plano, graças ao desempenho de Momoko Mizota, que ainda ultrapassaria Noemi Stella para conquistar a medalha de prata, com 22.42,77, contra 22.48,95 m da transalpina.
 
A partir de Jon Mulkeen, para a AIFA
 
Resultados
10.000 m marcha masculinos
1,º, Toshikazu Yamanishi (Japão), 41.53,80
2,º, Maksim Krasnov (Rússia), 42.03,10
3,º, Diego García (Espanha), 42.03,32
4,º, Yuga Yamashita (Japão), 42.07,94
5,º, Nathan Brill (Austrália), 42.54,70
6,º, Zaharías Tsamoudákis (Grécia), 45.14,15
7,º, Gregorio Angelini (Itália), 45.26,66
8,º, Bence Venyercsán (Hungria), 46.08,48
9,º, Biao Yao (China), 46.15,78
10,º, Manuel Bermúdez (Espanha), 46.21,96
11,º, Marek Adamowicz (Canadá), 46.35,67
12,º, Karl Junghanns (Alemanha), 46.35,81
13,º, Giuseppe Inglese (Itália), 47.36,17
14,º, Jefferson Chacón (Venezuela), 47.39,34
15,º, Cristian Merchán (Colômbia), 47.40,32
16,º, Michal Morvay (Eslováquia), 47.51,77
17,º, Jürgen Grave (Guatemala), 48.04,81
18,º, Hélder dos Santos (Portugal), 48.33,81
19,º, César Augusto Rodríguez (Peru), 48.35,50
20,º, Djaber Bouras (Argélia), 48.54,12
21,º, Jianxing Dai (China), 49.23,34
22,º, Braulio Morocho (Equador), 49.26,60
23,º, Oracio Chiliquinga (Equador), 49.38,08
24,º, Hamad Ali Alhindaassi (Emirados Árabes Unidos), 50.13,03
25,º, Vitaliy Zub (Ucrânia), 50.28,47
26,º, Óscar Menjívar (El Salvador), 50.43,36
27,º, Andrei Gafita (Roménia), 50.54,19
Desclassificados: Brayan Fuentes (Colômbia), Vitaliy Terekhin (Casaquistão) e José Alejandro Barrondo (Guatemala).
Desistentes: Efstrátios-Yeóryios Kelepoúris (Grécia), Oleksandr Zholob (Ucrânia), Arturs Makars (Letónia), Miroslav Úradník (Eslováquia), Nikola Lilic (Sérvia), Mohammed Fekkoun (Argélia), Muratcan Karapinar (Turquia), Paolo Yurivilca (Peru), Maricel Necula (Roménia), Vladislav Saraykin (Rússia).
 
5000 m marcha femininos
1.ª, Olga Shargina (Rússia), 22.13.91
2.ª, Momoko Mizota (Japão), 22.42.77
3.ª, Noemi Stella (Itália), 22.48.95
4.ª, Wenli Zhao (China), 22.58.56
5.ª, Klavdiia Afanasieva (Rússia), 23.33.24
6.ª, Xianghua Xiao (China), 23.44.33
7.ª, María Pérez (Espanha), 23.48.11
8.ª, Katarzyna Zdzieblo (Polónia), 23.50.37
9.ª, Lídia Sanchéz-Puebla (Espanha), 24.24.59
10.ª, Henrika Parviainen (Finlândia), 24.32.42
11.ª, Karla Jaramillo (Equador), 24.34.18
12.ª, Carmen Bianca Molnar (Roménia), 24.38.61
13.ª, Jessica Tapia (México), 24.39.49
14.ª, Neena Kamba Thankan (Índia), 24.42.18
15.ª, Daniela Pastrana (Colômbia), 24.43.12
16.ª, Živilé Vaiciukeviciuté (Lituânia), 24.47.72
17.ª, Eleonora Dominici (Itália), 24.52.98
18.ª, Daniela Dorado (Colômbia), 25.06.03
19.ª, Riheb Mansouri (Tunísia), 25.06.46
20.ª, Elena Goh Ling Yin (Malásia), 25.10.36
21.ª, Hanna Suslyk (Ucrânia), 25.19.03
22.ª, Ivanna Danylyuk (Ucrânia), 25.20.53
23.ª, Radoslava Piliarová (Eslováquia), 26.12.70
24.ª, Lena Tomas (Suécia), 26.23.21
25.ª, Milica Kostic (Sérvia), 26.38.04
26.ª, Nikoleta Abbatantuono (Eslováquia), 26.47.50
27.ª, Rita Récsei (Hungria), 26.49.95
28.ª, Ivana Renic (Croácia), 27.22.32
Desclassificadas: Lena Ungerböck (Áustria) e Chahinez Nasri (Tunísia).
Desistente: Mildred Raya (México).

sábado, 13 de julho de 2013

Juízes internacionais de marcha nos mundiais de juvenis

 
A cidade ucraniana de Donetsk, situada a sudeste de Kiev, nas margens do rio Kalmius, foi fundada em 1869 pelo empresário galês John Hughes, que aí construiu uma siderurgia e explorou várias minas de carvão. Um século e meio depois ainda é a indústria o principal motor da economia da região, que conta com um milhão e meio de habitantes.
 
As provas de marcha dos Campeonatos Mundiais de Juvenis, em pista, vão ter lugar neste sábado de manhã, tendo-se inscrito, na prova masculina de 10.000 metros, 43 atletas, e na feminina, de 5.000 metros, 34 atletas, números realmente muito elevados.
 
José Dias é um dos juízes internacionais de marcha nomeados pela IAAF para esta competição e exercerá as funções de juiz-chefe, detendo o poder individual de desclassificação de qualquer atleta nos últimos 100 metros da prova, em conformidade com a regra 230.3 (a) do Regulamento Técnico internacional. Será a sua 74.ª internacionalização, num percurso iniciado em 1988, na Corunha.
 
O italiano Nicola Maggio, que será o juiz-chefe nos europeus de juniores deste ano, a finlandesa Anne Fröberg, a americana Maryanne Daniel, a eslovaca Silvia Hanusova e o indonésio Sardjito Sardjito completarão a equipa de juízes de marcha.
 
Um outro oficial internacional português encontra-se igualmente nomeado pela IAAF para estes campeonatos: Luís Figueiredo (juiz internacional de partidas).
 
Refira-se, de igual modo, que um dos delegados técnicos que a IAAF designou para supervisionar a competição, o espanhol Luis Saladie, é também juiz internacional de marcha, integrado no painel da Associação Europeia de Atletismo, e formador de acções de certificação internacional de juízes de marcha.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Hélder Santos (Mundiais de Juvenis) – Perfil atlético

Hélder Santos.
Foto: facebook de Luís Feiteira.
É o primeiro marchador do distrito de Setúbal a ser selecionado para os Campeonatos Mundiais de Juvenis, em Donetsk. Competirá nos 10.000 m marcha, agendados para as 10.25 horas (hora local) do dia 13 de julho.

Em 2009 (infantil) dá os primeiros passos na marcha atlética, inscrito pelo Centro de Atletismo da Baixa da Banheira, tendo como treinador Adriano Encarnação, que o acompanhou até ao final da época de 2011/2012.

Em 2010 (iniciado) participa na fase final do Torneio Olímpico Jovem, classificando-se no 4.º lugar. Nesse ano é 8.º nos Campeonatos Nacionais de Juvenis.

Em 2011 (iniciado) vence o Torneio Nacional Marchador Jovem, integrado nos Campeonatos Nacionais Marcha, em estrada, e consegue, ainda, a medalha de bronze nos Campeonatos Nacionais de Juvenis.

Em 2012 (juvenil) vence os 5.000 m pista do seu escalão, no Grande Prémio das Galinheiras, obtendo a marca de 22.46,1, e é menos feliz nas duas competições de 10 km, efetuadas na época, a contar para os nacionais de estrada (juvenis) e os nacionais de juniores (pista), onde é desclassificado.

Na presente época desportiva (juvenil) regista a primeira mudança de clube e de treinador. Integra o Grupo Desportivo Popular Chão Duro – Escola de Atletismo Luís Feiteira, passando a ser orientado tecnicamente por Francisco Mariano. 

Em maio de 2013 cessa a sua ligação a Francisco Mariano, passando, desde então, a ser treinado por Luís Feiteira. No mesmo período deixa o GDP Chão Duro, que perde a segunda designação, inscrevendo-se na Associação de Atletismo de Setúbal como atleta individual. As melhores marcas pessoais do atleta são registadas neste ano.

CURRÍCULO

Distância: 5.000 m/10.000 m marcha
Data de nascimento: 7 de Março de 1996
Treinador atual: Luís Feiteira
Clube: Individual - Setúbal
Recordes pessoais:
5.000 m – 22.18,5 - Seixal, 2013
10 km (estrada) – 46.20 - Rio Maior, 2013

Evolução:
5.000 m (pista) / 10 km (estrada)

2010 (Iniciado) - 26.34,96 (p)
2011 (Iniciado) - 23.54,65 (p)
2012 (Juvenil) - 22.46,1 (p)
2013 (Juvenil) - 22.18,5 (p) / 46.20 (e)

Posições relevantes em competições nacionais (2013):

3.º – Campeonatos Nacionais de Juvenis (5.000 m pista – 22.51,95), Guimarães
1.º – Campeonatos Nacionais de Marcha - Juvenis (10 km estrada – 47.42), Montijo
1.º – Campeonatos Nacionais de Juvenis (5.000 m pista – 22.51,95), Guimarães
3.º – Campeonatos Nacionais de Juniores (5.000 m p.cob. – 23.16,11), Pombal

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Marchador português nos mundiais de juvenis

A Federação Portuguesa de Atletismo indicou o nome do jovem marchador Hélder Daniel Santos para integrar a delegação portuguesa que vai estar presente nos Campeonatos Mundiais de Juvenis, a realizar em Donetsk, na Ucrânia, de 9 a 14 de julho.

Para esta competição (atletas nascidos em 1996 e 1997), a IAAF estabeleceu, para as provas de marcha (pista), mínimos de 25.30,00, nos 5.000 m femininos, e de 48.30,00, nos 10.000 m masculinos, os mesmos da FPA. Determinou ainda um limite de participações comparticipadas para cada federação membro, em função do número de atletas finalistas na edição anterior, sendo o máximo permitido de 20 atletas, quota atribuída aos EUA. A Jamaica, com 18 atletas, e o Quénia, com 16, são outros dos países com maior número de participações objecto de comparticipação.

Tendo em conta que, também em julho, terá lugar em Utrecht, na Holanda, o Festival Olímpico da Juventude Europeia, sem provas de marcha, a FPA dividiu os atletas pelas duas competições, com a participação nesta prova a incidir em atletas nascidos em 1997.

No caso da marcha, sabe-se que, por comunicação transmitida oralmente, o setor técnico da FPA manifestou o propósito de inscrever apenas um marchador para os mundiais de Donetsk, quando já eram três os atletas com mínimos, no caso, Miguel Carvalho, do C.N. Rio Maior, e Edna Barros, do C.O. Pechão, além de Hélder Santos, do Grupo Desportivo Popular Chão Duro – Escola de Atletismo Luís Feiteira.

Quanto ao setor masculino, seria difícil que os responsáveis federativos aceitassem a deslocação dos dois atletas. Já em relação ao setor feminino, parece-nos que a atleta algarvia, que tem conseguido meritórios resultados no seu escalão, cotando-se como uma das boas revelações da especialidade, mereceria que tudo pudesse ter sido feito para que em Donetsk estivessem presentes dois marchadores (um masculino e outro feminino).

No Festival Olímpico da Juventude estarão presentes atletas das especialidades de 100 e 200 m, 110 m barreiras, 400 m, 400 m barreiras, 1500 m, 3.000 m, martelo e disco e ainda triplo salto e comprimento, enquanto, para os mundiais, representarão o nosso país dois atletas dos 100 e 200 m, uma dos 2.000 m obstáculos, uma do comprimento, uma do martelo e um da marcha.

É de Catarina Godinho, atleta de Ferreira do Zêzere, a melhor prestação portuguesa em mundiais de juvenis, obtendo o 7.º lugar na edição de 2005, em Marráquexe.

Presença de marchadores portugueses em mundiais de juvenis (entre parêntesis, os treinadores dos referidos atletas):

I – Bydgoszcz, Polónia – 1999
15.º - Cláudio Estrela – 50.36.91 (Paulo Murta)
18.º - Carla Monteiro – 25.17.79 (Pedro Martins)

II – Debrecen, Hungria – 2001
10.ª – Ana Cabecinha – 24.35.72 (Paulo Murta)
12.º - José Silva – 45.26.95 (Carlos Carmino)
30.º - Luís Osório – 52.36.23 (Charters de Azevedo)

III – Sherbrooke, Canadá – 2003
12.º - Gonçalo Bejinha – 47.23.30 (Paulo Bejinha)

IV – Marráquexe, Marrocos – 2005
7.ª – Catarina Godinho – 24.14.08 (Luís Graça)

V – Ostrava, República Checa – 2007
15.º – Luís Lopes – 46.18.84 (Jorge Miguel)

VI – Bressanone, Itália – 2009
22.º – Bruno Pedro – 49.23.34 (António Gonçalves)

Pyotr Bogatyrev revalida título europeu de Sub-23 em Tampere

Pyotr Bogatyrev e Aleksandr Ivanov, os russos dominadores
dos 20 km de Tampere. Foto: streaming AEA
O russo Pyotr Bogatyrev revalidou esta quarta-feira o título de campeão da Europa de 20 km marcha no escalão Sub-23, ao vencer, em Tampere (Finlândia), a prova da distância dos campeonatos que aí decorrem, com 1.21.31 h. Tal como há dois anos em Ostrava (Rep. Checa), Bogatyrev teve de socorrer-se da ponta final para levar de vencida mais um título. Desta vez impôs-se ao compatriota Aleksander Ivanov por três segundos, bem mais do que em 2011, quando venceu por um escasso segundo o polaco Dawid Tomala, ainda que com marca bastante inferior.
 
A prova teve um início marcado pelo arranque fulgurante do alemão Hagen Pohle, que rapidamente conseguiu oito segundos de avanço sobre os perseguidores, num pelotão composto pelos russos Pyotr Bogatyrev, Aleksandr Ivanov e Kirill Frolov, pelos ucranianos Ihor Lyashchenko e Oleksandr Verbytskyy e ainda pelo espanhol Luís Alberto Amezcua.
 
Após a terceira volta, com Verbytskyy já atrasado do grupo, destacaram-se Bogatyrev e Ivanov na perseguição ao alemão, que seria alcançado logo a seguir à légua, cumprida por Hagen Pohle em 20.53 m. Os russos conseguiriam no nono quilómetro deixar o germânico para trás e passando depois a meio da prova com 41.33 m, menos quatro segundos que Pohle. Nos lugares imediatos, os ucranianos Lyashchenko e Verbytskyy deixavam no ar a expectativa de emoção para a segunda metade da prova, distando respectivamente 44 e 46 segundos da liderança.
 
No entanto, os segundos dez quilómetros mais não fizeram do que confirmar as posições da frente, com os russos a não darem oportunidades a nenhum adversário, ao imporem um andamento que na légua final variou entre os 3.48 minutos do quilómero final e os 3.58 m do 17.º Um andamento de todo inacessível aos restantes atletas em prova, entre os quais acabou por destacar-se o italiano Massimo Stano, que navegou pelo fim da classificação nos primeiros quilómetros, passou a meio da prova no 11.º lugar, para concluir a competição num excelente quarto posto, com um novo recorde pessoal de 1.25.25 h.
 
No esforço final na última meia volta, Pyotr Bogatyrev conseguiu ganhar um pouco mais de 10 metros sobre Aleksandr Ivanov, traduzidos numa vantagem de três segundos na classificação, relegando o compatriota para o segundo lugar, mas com direito, também ele, a recorde pessoal na distância (1.21.34).
 
Resultados
1.º, Pyotr Bogatyrev (Rússia), 1.21.31
2.º, Aleksandr Ivanov (Rússia), 1.21.34
3.º, Hagen Pohle (Alemanha), 1.25.04
4.º, Massimo Stano (Itália), 1.25.25
5.º, Oleksandr Verbytskyy (Ucrânia), 1.26.01
6.º, Ihor Lyashchenko (Ucrânia), 1.26.43
7.º, LukáS Gdula (Rep. Checa), 1.27.10
8.º, Iván Pajuelo (Espanha), 1.28.06
9.º, Nils Brembach (Alemanha), 1.28.27
10.º, Mieczyslaw Romanowski (Polónia), 1.29.39 SB
11.º, Aurelien Quinion (França), 1.29.39
12.º, Marcel Lehmberg (Alemanha), 1.30.02
13.º, Genadij Kozlovskij (Lituânia), 1.30.41
14.º, Aku Partanen (Finlândia), 1.31.02
15.º, Giovanni Renò (Itália), 1.31.11
16.º, Francisco José Duran (Espanha), 1.31.15
17.º, Kirill Frolov (Rússia), 1.33.07
18.º, Edgars Gjacs (Letónia), 1.33.13
19.º, Giacomo Viganò (Itália), 1.33.26
Desistentes: Luís Alberto Amezcua (Espanha) e Yauhen Zaleski (Bielorrússia).
Desclassificados: Artur Mastianica (Lituânia), Aleksi Ojala (Finlândia) e Pavel
Schrom (Rep. Checa).

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Svetlana Vasilyeva vence 20 km dos europeus de Sub-23

Svetlana Vasilyeva, campeã europeia de Sub-23 em Tampere.
Foto: streaming AEA
A russa Svetlana Vasilyeva venceu esta tarde os 20 km marcha femininos dos 9.os Campeonatos da Europa de Atletismo para Sub-23, que decorrem até domingo em Tampere, na Finlândia. A atleta creditou-se com a marca final de 1.30.07 h, o suficiente para se impor à ucraniana Lyudmyla Olyanovska (1.30.37) e à italiana Antonella Palmisano (1.30.59), suas companheiras no pódio. Entre as portuguesas, Daniela Cardoso foi 11.ª, com 1.40.43 h, e Nádia Cancela terminou no 16.º lugar, registando 1.46.33 h.
 
A prova iniciou-se com a formação de um grupo de liderança composto pelas três russas (Svetlana Vasilyeva, Natalya Serezhkina e Nina Ochotnikova), pela ucraniana Lyudmyla Olyanovska, pela italiana Antonella Palmisano, pela bielorrussa Darya Balkunets e pela francesa Émilie Tissot. Este septeto passou aos cinco quilómetros com 23.28 m, numa fase em que o ritmo era imposto por Serezhkina. À passagem pela légua, Daniela Cardoso partilhava o 13.º lugar com a espanhola Sara Alonso (que seria desclassificada poucos minutos depois, tal como a compatriota Mar Juárez), enquanto Nádia Cancela seguia num grupo mais atrás.
 
A meio da prova, o pelotão da frente estava reduzido a cinco unidades, por atraso de Tissot e de Balkunets. O tempo de passagem revelava um forte aumento de ritmo, traduzido num parcial de 22.36 m (10.000 em 46.04). Era uma fase em que Nina Ochotnikova e Antonella Palmisano pareciam revelar dificuldades em acompanhar as acelerações de Olyanovska e sobretudo de Serezhkina, a que muito discretamente ia correspondendo Vasilyeva.
 
Já com Ochotnikova atrasada, Vasilyeva iria desferir um ataque decisivo pouco depois de cumpridos 12 quilómetros, desmembrando o grupo e ganhando uma vantagem que seria consolidada até final. Atrás, a ucraniana Lyudmyla Olyanovska revelava-se mais forte que todas as concorrentes directas, gerindo durante mais de dez quilómetros duas notas de desclassificação, enquanto Serezhkina parecia segura no terceiro posto. No entanto, dos 14 para os 15 quilómetros, Antonella Palmisano conseguiu recuperar esse lugar, que não mais perderia até final, terminando com um recorde pessoal de 1.30.59 h.
 
No pódio, medalha de ouro para a Rússia (Svetlana Vasilyeva), prata para a Ucrânia (Lyudmyla Olyanovska) e bronze para a Itália (Antonella Palmisano). Uma palavra para a bielorrussa Darya Balkunets, que depois de se atrasar do grupo da frente, teve a serenidade de controlar o andamento e garantir que não era ultrassada por mais ninguém. De resto, a classificada seguinte (Federica Curiazzi) terminaria mais de dois minutos e meio após a eslava.
 
Daniela Cardoso conseguiria na segunda metade da prova desenvencilhar-se da romena Georgiana Enache, que a acompanhou durante algumas voltas, melhorando seis lugares e mais de 15 minutos em relação à anterior participação  nos europeus de Sub-23 (Ostrava-2011). Nádia Cancela apenas foi ultrapassada pela finlandesa Elisa Neuvonen, atleta que com grande regularidade de ritmo conseguiu passar do último lugar (21.º) aos 10 quilómetros para o 15.º na classificação final.
 
Resultados
1.ª, Svetlana Vasilyeva (Rússia), 1.30.07
2.ª, Lyudmyla Olyanovska (Ucrânia), 1.30.37
3.ª, Antonella Palmisano (Itália), 1.30.59
4.ª, Natalya Serezhkina (Rússia), 1.31.50
5.ª, Nina Ochotnikova (Rússia), 1.33.20
6.ª, Darya Balkunets (Bielorrússia), 1.34.52
7.ª, Federica Curiazzi (Itália), 1.37.34
8.ª, Inès Pastorino (França), 1.38.04
9.ª, Inna Kashina (Ucrânia), 1.38.50
10.ª, Émilie Menuet (França), 1.40.10
11.ª, Daniela Cardoso (Portugal), 1.40.43
12.ª, Georgiana Enache (Roménia), 1.41.05
13.ª, Elena Poli (Itália), 1.41.19
14.ª, Natalia Plominska (Polónia), 1.43.51
15.ª, Elisa Neuvonen (Finlândia), 1.45.42
16.ª, Nádia Cancela (Portugal), 1.46.33
17.ª, Karolina Wierus (Polónia), 1.47.54
18.ª, Katarina Strmenová (Eslováquia), 1.50.01
19.ª, Barbara Kovacs (Hungria), 1.52.53
Desclassificadas. Mar Juárez (Espanha), Sara Alonso (Espanha), Alexandra
Aichimoaei (Roménia) e Émilie Tissot (França).

Russas açambarcam pódio nos 20 km das Universíadas de Kazan

Anisya Kirdyapkina, nova campeã e recordista das Universíadas.
Foto: O Marchador
Depois das claras vitórias individual e colectiva dos marchadores russos na marcha masculina das Universíadas que se desenrolam em Kazan (Rússia), marcadas ainda pelo recorde dos Jogos alcançado por Andrey Krivov, coube hoje às colegas dos 20 km femininos alargar o domínio daquela superpotência mundial da marcha com mais quatro medalhas (as três individuais e a colectiva de ouro), a que se juntou novo recorde dos Jogos Mundiais Universitários.
 
Anisya Kirdyapkina impôs-se de forma imperial a toda a concorrência, liderada pelas compatriotas Vera Sokolova, Irina Yumanova e Lina Bikulova, as únicas que permaneciam na sua companhia no início da segunda metade da prova.
 
De início, a competição foi animada pela presença na dianteira da chinesa da Formosa Chang Chia-Feng, que, no entanto, tão depressa esteve na liderança como logo a seguir (segunda volta de dois quilómetros) caiu para o fim do grupo de participantes, de onde nunca mais saiu. Ao longo da segunda légua, às russas ainda se mantinham coladas a bielorrussa Hanna Drabenia, a irlandesa Laura Reynolds, a chinesa Yang Mingxia, a equatoriana Paola Pérez e a mexicana Lizbet Silva, mas a meio da prova já as russas ocupavam em exclusivo os quatro lugares da frente, sem ninguém a incomodar.
 
Relegadas as adversárias para fora dos lugares de pódio, logo se percebeu que Lina Bikulova era quem tinha mais dificuldade em corresponder ao empenho de Kirdyapkina, Sokolova e Yumanova na dianteira, sobretudo devido a um ritmo imposto bem abaixo dos quatro minutos e meio por quilómetro.
 
A classificação começou pouco depois a ficar mais clarificada quando Yumanova se atrasou (na 7.ª de 10 voltas) e, logo a seguir, à entrada para a légua final, quando Anisya Kirdyapkina voltou a forçar o ritmo, de tal forma que nem Vera Sokolova a conseguiu acompanhar. Já com Kirdyapkina isolada a caminho da medalha de ouro, Sokolova acabaria por ser desclassificada, pouco antes de completar 18 quilómetros de prova, com três notas de suspensão.
 
Na meta, Kirdyapkina averbava a única marca inferior à hora e meia (1.29.30), sendo necessário esperar mais de um minuto para que terminasse a segunda classificada, Irina Yumanova (1.30.41), fechando as russas com Lina Bikulova (1.32.30) e assim conseguindo ocupar todos os três lugares do pódio individual.
 
A marca da vencedora é também a primeira no historial da prova nas Universíadas abaixo de 1.30 h, constituindo por isso recorde dos campeonatos, superando a que Olga Mikhailova estabelecera em Belgrado (Sérvia), há precisamente quatro anos, então com 1.30.43 h.
 
Obviamente, a Rússia triunfou por equipas, com um total de 4.32.41 h na soma das marcas das três primeiras, contra 4.49.54 h da China, a única outra formação a terminar com equipa completa.
 
Terminadas as provas de marcha destes Jogos Mundiais Universitários, a Rússia consegue um parcial de quatro medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze, num total possível de 12 medalhas, consideradas as classificações individuais e colectivas das duas provas (20 km maculinos e 20 km femininos). Em rigor, além das seis medalhas individuais, apenas duas colectivas poderiam ser alcançadas, pelo que a Rússia terá falhado apenas a medalha de prata individual da prova masculina.
 
Resultados
1.ª, Anisya Kirdyapkina (Rússia), 1.29.30
2.ª, Irina Yumanova (Rússia), 1.30.41
3.ª, Lina Bikulova (Rússia), 1.32.30
4.ª, Hanna Drabenia (Bielorrússia), 1.33.15
5.ª, Yangg Mingxia (China), 1.33.22
6.ª, Laura Reynolds (Irlanda), 1.33.31
7.ª, Paola Pérez (Equador), 1.33.40
8.ª, Aiman Kozhakhmetova (Casaquistão), 1.36.37
9.ª, Lucie Pelantova (Rep. Checa), 1.37.03
10.ª, Maria Czakova (Eslováquia), 1.37.20
11.ª, Zhang Xin (China), 1.38.16
12.ª, Gao Ni (China), 1.38.16
13.ª, Hiroi Maeda (Japão), 1.38.48
14.ª, Ching Siu Nga (Hong Kong), 1.40.52
15.ª, Zhou Tongmei (China), 1.44.44
16.ª, Stephanie Stigwood (Austrália), 1.45.05
17.ª, Chang Chia-Feng (Formosa), 1.47.36
Desistentes: Rachel Tallent (Austrália) e Despina Zapounidou (Grécia).
Desclassificadas: Lizbet Silva Miranda (México) e Vera Sokolova (Rússia).
 
Por equipas
1.ª, Rússia, 4.32.41
2.ª, China, 4.49.54