segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Maria Alice Fernandes de ouro nos europeus de veteranos

Maria Alice Fernandes numa cerimónia e a preparar-se para
vencer em Zgorzelec. Fotos: Subsídios para a História
do Atletismo em Aveiro e Emmanuel Tardi
Maria Alice Fernandes conquistou a medalha de ouro nos 5.000 metros marcha (categoria de 60-64 anos, 29.18,04) dos Campeonatos da Europa de Veteranos em pista (EVACS), prova ontem disputada na pista do estádio Mosir, na cidade polaca de Zgorzelec.

A atleta portuguesa, que era favorita no seu escalão pois detinha a melhor marca entre as 15 concorrentes, evidenciou larga superioridade, terminando com quase dois minutos de vantagem sobre a segunda classificada, a espanhola Aurora Álvarez (31.12,69). A terceira posição viria a ser ocupada por Liubov Shymko (Ucrânia), com 32.13,55.

Alice soma agora a sua 14.ª medalha, em especial a sua 13.ª de ouro, em participações em campeonatos da Europa de pista que vem disputando, em cada dois anos, desde 1998.

Já na categoria de 45-49 anos, Teresa Mendes Gomes classificou-se na 11.ª posição, na sua terceira participação no historial deste evento. Foi cronometrada em 34.07,16, a sua melhor marca da época.

Uma referência para o português Francisco Reis, que, defendendo as cores britânicas, obteve, em estreia, a medalha de prata (categoria 50-54 anos), com a marca de 24.31,84.

Classificação (escalão W45)
1.ª, Corinne Henchoz (Suíça, 1964), 27:39.01
2.ª, Irina Kokorina (Rússia, 1964), 27:39.51
3.ª, Nicolas Myriam (Bélgica, 1963), 27:55.98
4.ª, Chris Sarembe-Stegmaier (Alemanha, 1966), 28:22.59
5.ª, Valentyna Zagalska (Ucrânia, 1964), 29:57.69
6.ª, Catherine Pongin (França, 1963), 30:40.75
7.ª, Silvia Waelde (Alemanha, 1966), 30:42.51
8.ª, Sylvie Regnier (França, 1962), 31:30.62
9.ª, Maureen Elvaria Noel (Grã-Bretanha, 1963), 32:08.80
10.ª, Silke Glombitza (Alemanha, 1967), 32:32.00
11.ª, Teresa Gomes (Portugal, 1964), 34:07.16
12.ª, Rica Ditten (Alemanha, 1964), 34:12.75
13.ª, Monika Mueller (Alemanha, 1964), 34:25.15
14.ª, Anne Gormley (Irlanda, 1963), 34:31.40
15.ª, Muriel Oger (Bélgica, 1964), 35:03.80
Desclassificada: Barbara Primas (Alemanha, 1965).
 
Classificação (escalão W60)
1.ª, Maria Alice Fernandes (Portugal, 1952), 29:18.04
2.ª, Aurora Alvarez (Espanha, 1952), 31:12.69
3.ª, Liubov Shymko (Ucrânia, 1950), 32:13.55
4.ª, Edith Brochot (França, 1952), 32:22.81
5.ª, Dorothea Grolig (Áustria, 1951), 32:29.27
6.ª, Maria Jose Briz (Espanha, 1951), 32:54.70
7.ª, Claudine Anxionnat (França, 1951), 33:05.72
8.ª, Heidrun Neidel (Alemanha, 1947), 34:16.80
9.ª, Yoshi Teufert-Shibata (Alemanha, 1950), 35:05.48
10.ª, Margarete Molter (Alemanha, 1947), 35:41.99
11.ª, Alena Winterova (Rep. Checa, 1949), 35:56.48
12.ª, Rita del Pinto (Itália, 1949), 37:20.18
13.ª, Karmella Michlfeit (Áustria, 1949), 37:32.16
14.ª, Gruenig Heidrun (Alemanha, 1949), 37:35.63
Desclassificada: Luiza Nurieva (Rússia, 1950).

domingo, 19 de agosto de 2012

Australiana Beki Lee surpreendida com pedido de casamento

Beki Lee, em prova e perante o namorado.
Montagem: O Marchador, com fotos News Limited
Inesperados e muito emocionantes foram os momentos vividos por Beki Lee logo após concluir a prova de 20 km marcha dos Jogos Olímpicos.

Lee, que se classificou na 28.ª posição, estava muito feliz por ter melhorado o seu recorde pessoal na distância, e por quase um minuto. Saboreava o momento nas imediações do Palácio de Buckingham quando, longe de imaginar tal situação, vê ajoelhar-se aos seus pés o namorado, Daniel Smith.

A surpresa foi enorme pois Smith, que na companhia do seu irmão Brendan viajara propositadamente da Austrália para vê-la, nada lhe dissera. Pensou até que o gesto majestoso do namorado seria em reconhecimento da excelente prova que acabara de realizar.

Mas Smith não se ficou por ali. Solenemente, pediu-a, numa cena digna de Hollywood, em casamento. Então, sob vibrantes aplausos de uma multidão que acabara de assistir a uma espetacular prova de marcha, e perante o disparar ininterrupto dos flashes das máquinas dos fotógrafos, a atleta australiana aceitou que um anel de prata que ele guardara religiosamente, durante todo o dia, no seu bolso, lhe fosse colocado no dedo, de forma a selar um momento tão grandioso, não só em termos desportivos mas também pessoais.

“Estou na Lua! Que dia! Uma surpresa total. Ele é realmente maravilhoso. Nunca esquecerei este dia. Fiquei sem palavras!”, disse Lee aos jornalistas.

Por sua vez, Daniel Smith referiu que um dos momentos mais importantes da sua vida foi ter escutado de Lee o “sim”. Feliz, igualmente, pela prova dela, pensou que a altura ideal para a pedir em casamento teria de ser em Londres. Vivendo juntos há cerca de cinco anos, Lee e Smith viajaram depois para Paris, a cidade do romantismo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Homenagem a Ana Cabecinha em Baleizão, sua terra natal

Ana Cabecinha, na frente de um pelotão de Londres-2012.
Foto: Lusa
Com a melhor marca pessoal do ano e a apenas 17 segundos do recorde nacional que lhe pertence, Ana Cabecinha foi a melhor dos cinco marchadores presentes nos Jogos Olimpicos de Londres, obtendo um prestigiante 9.º lugar nos 20 km marcha. Nos Jogos de Pequim, há quatro anos, a marchadora do Clube Oriental de Pechão obtivera igualmente um meritório desempenho, classificando-se em 8.º lugar.

Natural de Baleizão, no distrito de Beja, Cabecinha vai ser hoje homenageada pela Junta de Freguesia, a que se associa a Associação de Atletismo de Beja, em sinal de reconhecimento e gratidão.

De 27 anos de idade, a valorosa marchadora algarvia, que é treinada desde sempre por Paulo Murta, mereceu palavras de rasgado elogio em declarações à imprensa do presidente da Junta de Freguesia de Baleizão, terra que a viu nascer, referindo que é um orgulho contar com uma atleta deste gabarito.

Novos desafios se lhe deparam, entre os quais os mundiais de Moscovo, em 2013, os de Pequim, em 2015, e os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016, enquanto se prepara para a última prova da época, a final do Challenge Mundial de Marcha, que terá lugar em Erdos, na China, dia 14 de setembro.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Associação lisboeta despreza a marcha atlética

A página da Associação de Atletismo de Lisboa sem referência aos
resultados dos eventos de marcha realizados em 18.12.2011 e 7.01.2012.
Até à data de hoje, e decorridos que estão mais de 7 meses desde a realização do campeonato regional de marcha em estrada, a 7 de Janeiro do corrente ano, nos arruamentos do Estádio Universitário de Lisboa, e das provas de marcha do Grande Prémio de Natal, a 18 de Dezembro de 2011, permanecem inexistentes os resultados destes eventos da responsabilidade directa da Associação de Atletismo de Lisboa.

Apesar dos alertas junto da associação da capital, e de inclusivamente o assunto ter sido colocado directamente ao presidente da direcção, nada aconteceu em termos de publicação, como facilmente se comprova pela imagem (ao lado) que reflecte a divulgação de resultados da AAL na sua página na Net.

Note-se que as competições em apreço até tiveram a participação de vários atletas olímpicos, em particular os da edição de Londres, como é o caso de João Vieira, Pedro Isidro, Vera Santos e ainda da lituana Kristina Saltanovic.

Esta incompreensível situação, que viola regras básicas de uma estrutura organizativa que se preze, ilustra uma ausência de respeito para com a disciplina, seus atletas e clubes.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Europeus de Veteranos com mais de 300 marchadores

Tem início hoje, e prolonga-se até ao dia 25 do corrente mês, o 18.º Campeonato da Europa de Veteranos em pista (EVACS), evento que tem a particularidade de ser realizado em cidades fronteiriças da Alemanha (Zittau), da Polónia (Bogatynia e Zgorzelec) e da República Checa (Hrádek nad Nisou).

De acordo com dados fornecidos pela organização, a competição reunirá a presença de 3836 atletas em representação de 38 países.

A disciplina da marcha atlética inclui no programa, dia 19, em Zgorzelec, as provas de 5.000 metros em pista para masculinos e femininos, e dia 22, em Hradek nad Nisou, as provas de 10 km femininos e 20 km masculinos, ambas em estrada.

315 são os marchadores inscritos que envergarão as cores de 28 países, com a Alemanha a apresentar o maior contingente, 90. França (33) e Itália (24) são os países que se seguem. O escalão de 45 anos nas senhoras e os escalões de 60 e 65 anos nos homens figuram como os mais representativos em número de participantes.

A delegação portuguesa, que perfaz 47 atletas, inclui duas marchadores sobejamente conhecidas, Maria Alice Fernandes (GDL - Grupo Desportivo da Lourocoop, Aveiro) e Teresa Mendes Gomes (CLUVE - Clube de Veteranos de Atletismo de Coimbra).

Incluído na delegação britânica estará, em estreia neste tipo de eventos, o antigo internacional português Francisco Reis.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Qieyang Shenjie: a primeira medalhada chinesa de origem tibetana

Qieyang Shenjie, cortando a meta nos Jogos Olímpicos
de Londres e conquistando a medalha de bronze. Foto: Xinhua
Fez-se história quando a marchadora Qieyang Shenjie, participante nos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres, cruzou a linha de meta na terceira posição, alcançando, desta forma, a primeira medalha olímpica de uma atleta nascida no Tibete.

De uma família humilde, dedicada à pastorícia, foi com lágrimas nos olhos que os pais assistiram, noite dentro, pela televisão, ao êxito da sua filha, mesmo sem compreenderem uma palavra que fosse do que dizia o locutor chinês. A atleta, por via da preparação para os Jogos, que a obrigou a um treino diário de cerca de 30 quilómetros, não vê os pais há bastante tempo.

O presidente da província autónoma de Qinghai, em Habei, no Tibete, referiu  que a população assistiu entusiasticamente, via televisão, ao maior feito desportivo protagonizado  pela atleta da região e que é o orgulho de Qinghai, dos tibetanos e da China.

Qieyang Shenjie, cujo nome em tibetano, Choeyang Kyi, significa “sol”, fez juntar no percurso, durante 1 hora 25 minutos e 16 segundos, tempo que constituiu um novo recorde asiático, gentes do Tibete e de outras regiões da China num fervoroso e emocionado apoio.

Terminada a prova, Shenjie, de 21 anos, sempre com um sorriso nos lábios, disse aos jornalistas sentir-se extremamente honrada por ter sido a primeira representante tibetana medalhada nuns Jogos Olímpicos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Elena Lashmanova, a nova estrela mundial da marcha feminina

Elena Lashmanova, após a vitória de Londres. Foto: Reuters
Ainda na memória de quantos (e foram muitos milhares) viram ao vivo e dos milhões que assistiram pela televisão estão os momentos inesquecíveis da prova feminina dos 20 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres, disputados este sábado, de onde emerge uma figura com todo o seu esplendor no panorama mundial da especialidade: Elena Lashmanova.

A jovem atleta russa, de apenas 20 anos de idade, estudante de biologia na Universidade da Mordóvia, bateu o recorde mundial que era pertença da sua compatriota Vera Sokolova, confirmando amplamente os créditos que a apontavam como a mais forte opositora de Olga Kaniskina, sua colega de treino, principalmente depois da vitória surpreendente na Taça do Mundo de Marcha realizada em maio deste ano na capital mundial deste desporto: Saransk.

Numa brilhantíssima transição do escalão júnior para o de seniores, Lashmanova, que no ano passado, em Olhão, na Taça da Europa, triunfara categoricamente nos 10 km juniores, obteria ainda nesse mesmo ano, nos europeus da categoria, o recorde mundial.

Em 2008, Kaniskina sagrara-se campeã olímpica e à chegada à sua terra natal teve como prémio as chaves de um apartamento e de um automóvel de luxo. Mas Lashmanova não teve ainda tempo de se deslumbrar com esse tipo de recompensas. Tímida e reservada, a nova campeã olímpica, treinada por Viktor Chegin, tal como Kaniskina e o medalha de ouro nos 50 km, Sergey Kirdyapkin, tem um futuro radiante à sua frente.

Citando o livro da sua predileção, "O  Principezinho", de Antoine de Saint-Éxupery, apetece dizer desta atleta que já nos cativou que "preparar o futuro significa fundamentar o presente."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A incrível desclassificação de Yohann Diniz

Yohann Diniz já tropeçara nos europeus de Barcelona
de 2010. Foto: AP
O francês Yohann Diniz, recordista mundial dos 50 mil metros marcha, terminou os 50 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres no oitavo lugar, com 3.39.32 h.  Concluída a prova, descansou um pouco e dirigiu-se para a zona mista, onde foi de imediato acediado pelos jornalistas, sobretudo franceses, desejosos de conhecer as suas impessões da prova. A certo momento, respondidas todas as perguntas, um repórter fotográfico vem dar ao atleta a notícia que a todos espantou: afinal, Diniz tinha sido desclassificado.

Em causa estaria um abastecimento fora da zona regulamentada para o efeito. Em Daegu, durante os mudiais de 2011, o desfecho tinha sido o mesmo, só que aí a razão tinham sido três notas de desclassificação.

Reunidas algumas informações, percebe-se que a história começou cerca dos 35 quilómetros de competição, quando no grupo da frente se produziu uma aceleração a que Yohann Diniz não conseguiu responder. Na volta seguinte, passando junto da zona de abastecimento, o atleta francês teve uma atitude invulgar: além de ouvir os conselhos do treinador, olhou para Pascal Chirat, mas, ao concentrar-se no treinador, acabou por tropeçar nos pés das barreiras de vedação e caiu. Levantou-se, retomou a prova e mais à frente parou para despejar algumas garrafas de água para limpar os arranhões. O problema foi ter recebido essa água fora da zona de abastecimento, acto considerado irregular.

Pouco depois, Pascal Chirat recebia a informação de que o seu atleta iria ser desclassificado. Estava-se nos 43 quilómetros de prova e, vinte minutos depois, a chefia da equipa francesa de atetismo apresentava reclamação da desclassificação. Em vão: Diniz foi mesmo desclassificado, por abastecimento fora do local previsto para o efeito. Na folha de classificação, o nome de Yohann Diniz aparece no lote dos desclassificados. Sem qualquer nota de desclassificação.

domingo, 12 de agosto de 2012

Pedro Isidro: a prova de que a marcha é para todos

Pedro Isidro, concluindo a participação nos Jogos Olímpicos
de Londres. Foto: Nuno Veiga / Lusa
A edição de “A Bola” de hoje  dá grande destaque a Pedro Isidro, que terminou, este sábado, a prova dos 50 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres na 40.ª posição.

António Simões, jornalista daquele periódico desportivo de referência nacional, salienta o facto de este atleta “especial” ter conseguido chegar à meta pelo seu próprio pé, ao contrário de outros que tiveram de ser socorridos em cadeiras de rodas ou “curvados sobre si próprios, como velhinhos a precisar de bengalas”.

O atleta de 27 anos que chegou à frente de Mikel Odriozola (6.º nos mundiais de 2007, 4.º na Taça do Mundo de Marcha de 2008 e 13.º nos Jogos Olímpicos de 2008), ainda teve fôlego para sorrir e se benzer, ritual que o acompanha em todas as provas.

Treinado por Luís Dias, este marchador que realizou em Londres um tempo abaixo das quatro horas tem sabido superar muitas das dificuldades que poderiam inibir a sua ascensão ao mais alto nível da modalidade.

O articulista, especialista de longa data em temas da modalidade, faz ainda referência à fé de Pedro Isidro, que pretende agora ir a Fátima a pé. Bem precisa este atleta de manter acesa a esperança para suportar todas as dificuldades da vida, uma delas comum a muitos portugueses, o desemprego.

sábado, 11 de agosto de 2012

Recital de Kaniskina dá título e recorde mundial a Lashmanova

Kaniskina, Lashmanova e Qieyang no pódio olímpico de Londres.
Foto: Facebook de Antonio Amigo
A russa Elena Lahmanova sagrou-se esta tarde campeã olímpica dos 20 km marcha, vencendo em Londres, com 1.25.02 h. A marca constitui novo recorde mundial, retirando seis segundos ao registo obtido pela compatriota Vera Sokolova em 26 de Fevereiro de 2011 nos campeonatos da Rússia, realizados em Sóchi.

A prova foi quase totalmente dominada por Olga Kaniskina, que se destacou ao tiro de partida, apenas com a companhia da chinesa Hong Liu dos dois aos seis quilómetros. Mais atrás formava-se um grupo que incluía as restantes russas e chinesas e ainda a italiana Elisa Rigaudo e a guatemalteca Mirna Ortiz, esta desclassificada pouco depois.

A meio da prova, Kaniskina passava com 42.33 m, tendo 80 metros de avanço sobre a melhor chinesa e mais 100 para grupo perseguidor, já só com as russas Lashmanova e Kirdyapkina e as chinesas Xiuzhi Lu e Shenjie Qieyang. Era a fase da prova em que Ana Cabecinha marcava posição nos lugares imediatos, com a espanhola María Vasco e a australiana Claire Tallent, desclassificada na volta seguinte.

Num grupo seguinte, Inês Henriques mantinha-se bem colocada, pelos 12.º a 14.º lugares, com María José Poves (Espanha), Olive Loughnane (Irlanda) e Nadiya Borovska (Ucrânia).

A entrada na légua final mostrou a face estratégica de Elena Lashmanova, que lançou o seu ataque para tentar isolar-se no segundo lugar. Kirdyapkina cedia no grupo e atrasava-se para o quinto posto, com as chinesas Lu e Qieyang a conseguirem acompanhar Lashmanova num primeiro momento. Também Lu cederia pouco depois, com Shenjie Qieyang a gerir com grande risco duas notas de desclassificação.

Lashmanova conseguiria largar a chinesa no quilómetro final e alcançar Kaniskina na recta da meta. Daí até ao fim foi apenas assistir ao golpe de misericórdia da jovem recordista mundial de juniores, agora também recordista absoluta mundial, olímpica, europeia e russa, com 1.25.02 h. Kaniskina gastava mais sete segundos e Shenjie Qieyang garantia a medalha de bronze, com um novo recorde da Ásia, a 1.25.16 h.

Com uma prova regular, a rondar os 4.20 a 4.25 m por quilómetro até final da terceira légua, Ana Cabecinha conseguia terminar na nona posição, com 1.28.03 h, a melhor marca portuguesa do ano e a segunda melhor marca de sempre da atleta. Acabou à frente de María Vasco mas não resistiu ao final mais forte de Beatriz Pascual, que garantiu a oitava posição.

Sempre integrada num segundo grupo, Inês Henriques fez uma primeira meia prova a ritmos invariavelmente abaixo de 4.30 m por quilómetro, mas decresceu na segunda metade e cortou a meta com uma marca que é a sua melhor do ano, 1.29.54 h, correspondendo ao 15.º lugar.

Menos bem esteve sempre Vera Santos, que desde início navegou por águas secundárias, para lá do 30.º lugar. Terminou no 49.º posto, com 1.35.51 h, conseguindo em todo o caso levar a prova até final e honrar dessa forma a selecção para os Jogos Olímpicos.

Melhor esteve a lituana Kristina Saltanovic, a residir em Portugal há já muitos anos, que fez quase toda a prova em ritmo de recorde pessoal (1.30.44, Munique, 2002), tendo mesmo chegado a perigar o recorde lituano de Sonata Milušauskaité (1.30.26, Pequim, 2008). No entanto, uma fase final mais sofrida acabou por levar a atleta para a marca final de 1.31.04 h, notável mesmo assim para a marchadora de 37 anos, que com esse resultado garantiu a melhor posição  entre as lituanas, no 21.º lugar.

Classificação
1.ª, Elena Lashmanova (Rússia), 1.25.02
2.ª, Olga Kaniskina (Rússia), 1.25.09
3.ª, Shenjie Qieyang (China), 1.25.16
4.ª, Hong Liu (China), 1.26.00
5.ª, Anisya Kirdyapkina (Rússia), 1.26.26
6.ª, Xiuzhi Lu (China), 1.27.10
7.ª, Elisa Rigaudo (Itália), 1.27.36
8.ª, Beatriz Pascual (Espanha), 1.27.56
9.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 1.28.03
10.ª, María Vasco (Espanha), 1.28.14
11.ª, Masumi Fuchise (Japão), 1.28.41
12.ª, María José Poves (Espanha), 1.29.36
13.ª, Olive Loughnane (Irlanda), 1.29.39
14.ª, Eleonora Giorgi (Itália), 1.29.48
15.ª, Inês Henriques (Portugal), 1.29.54
16.ª, Nadiya Borovska (Ucrânia), 1.30.03
17.ª, Regan Lamble (Austrália), 1.30.08
18.ª, Mayumi Kawasaki (Japão), 1.30.20
19.ª, Melanie Seeger (Alemanha), 1.30.44
20.ª, Laura Reynolds (Irlanda), 1.31.02
21.ª, Kristina Saltanovic (Lituânia), 1.31.04
22.ª, Agnieszka Szwarnóg (Polónia), 1.31.14
23.ª, Agnieszka Dygacz (Polónia), 1.31.28
24.ª, Agnese Pastare (Letónia), 1.31.54
25.ª, Hanna Drabenia (Bielorrússia), 1.31.58
26.ª, Brigita Virbalyté (Lituânia), 1.31.58
27.ª, Olha Iakovenko (Ucrânia), 1.32.07
28.ª, Beki Lee (Austrália), 1.32.14
29.ª, Maria Michta (E.U. América), 1.32.27
30.ª, Mónica Equihua (México), 1.32.28
31.ª, Jamy Franco (Guatemala), 1.33.18
32.ª, Sandra Arenas (Colômbia), 1.33.21
33.ª, Claudia Balderrama (Bolívia), 1.33.28
34.ª, Ingrid Hernández (Colômbia), 1.33.34
35.ª, Lucie Pelantová (República Checa), 1.33.35
36.ª, Nguyen Thi Thanh Phuc (Vietname), 1.33.36
37.ª, Kumi Otoshi (Japão), 1.33.50
38.ª, Claudia Stef (Roménia), 1.33.56
39.ª, Neringa Aidietyte (Lituânia), 1.34.01
40.ª, Yadira Guamán (Equador), 1.34.47
41.ª, Viktória Madarász (Hungria), 1.34.48
42.ª, Ayman Kozhakhmetova (Casaquistão), 1.35.00
43.ª, Arabelly Orjuela (Colômbia), 1.35.05
44.ª, Déspina Zapounídou (Grécia), 1.35.19
45.ª, Paulina Buziak (Polónia), 1.35.23
46.ª, Mayra Herrera (Guatemala), 1.35.33
47.ª, Semiha Mutlu (Turquia), 1.35.33
48.ª, Nastassia Yatsevich (Bielorrússia), 1.35.41
49.ª, Vera Santos (Portugal), 1.35.51
50.ª, Olena Shumkina (Ucrânia), 1.36.42
51.ª, Paola Pérez (Equador), 1.37.05
52.ª, Rachel Seaman (Canadá), 1.37.36
53.ª, Maria Czaková (Eslováquia), 1.37.43
54.ª, Anne Halkivaha (Finlândia), 1.38.49
55.ª, Milángela Rosales (Venezuela), 1.42.46

Desclassificadas: Claire Tallent (Austrália),Johanna Jackson (Grã-Bretanha), Mirna Ortíz (Guatemala) e Yeongeun Jeon (Coreia do Sul).

Desistentes: Sabine Krantz (Alemanha) e Sholpan Kozhakhmetova (Casaquistão).

Sergey Kirdyapkin vence 50 km dos Jogos Olímpicos

Sergey Kirdyapkin conquista em Londres o primeiro título olímpico.
Foto: LOCOG
O russo Sergey Kirdyapkin venceu esta manhã os 50 km marcha dos Jogos Olímpicos de Londres, terminando com o magnífico tempo de 3.35.59 h, à frente do australiano Jared Tallent (3.36.53) e do chinês Si Tianfeng (3.37.16). A marca de Kirdyapkin constitui novo recorde olímpico, superando o máximo estabelecido há quatro anos, em Pequim, pelo italiano Alex Schwazer, então creditado com 3.37.09 h. Pedro Isidro foi 40.º, com 3.58.59, enquanto João Vieira desistiu cerca dos 24 quilómetros.

Na melhor prova de 50 km da história olímpica, com sete resultados abaixo de 3.40.00 h e 40 marcas abaixo das quatro horas, o marchador russo teve uma competição que poderia dividir-se em duas. Até aos 35 quilómetros andou pelos grupos da frente, ora liderando ora atrasando-se. Num segundo momento, a partir dessa marca, Kirdyapkin recuperou para a frente da prova e isolou-se na liderança para não mais ser alcançado, deixando o interesse da prova centrado na luta pelas medalhas de prata e de bronze.

Nesse particular prevaleceu Jared Tallent, com uma prova em que andou muito tempo nas proximidades de Kirdyapkin, tanto no grupo da frente como na fase de atraso do russo. Seria também a partir dos 35 quilómetros que iria chegar-se à frente, ainda que de forma menos explícita do que o atleta de Saransk. O australiano chegaria ao segundo lugar a cerca de seis qulómetros do final, depois de ter passado mais de meia prova a gerir duas notas de desclassificação e repetindo a classificação na prova de igual distância dos Jogos de Pequim, em 2008.

Si Tianfeng, que não resistiu ao ataque final de Tallent, teve forças para conservar o lugar de pódio, chegando em terceiro, depois de em certo momento ter dado ideia de poder fazer melhor. Foi ele o responsável pelo atraso de Kirdyapkin e Tallent quando aos 34 quilómetros lançou um ataque que o isolou na dianteira. Só perto dos 40 quilómetros seria alcançado pelo trio de russos presentes (Kirdyapkin, Sergey Bakulin e Igor Erokhin).

A fase final da competição seria ainda marcada pela recuperação do irlandês Robert Heffernan, a retirar bem mais de sete minutos ao seu recorde nacional de 3.45.30 h, estabelecido nos europeus de Barcelona de 2010, terminando agora com 3.37.54 h, a que correspondeu o quarto lugar conseguido ao «sprint» com o russo Erokhin (quinto, com o mesmo tempo).

Com a desistência de João Vieira à passsagem dos 24 quilómetros quando rondava em ascensão cerca do 30.º lugar e queixando-se do calor e do esforço inicial, Pedro Isidro acabou por ser o único português na meta, sendo o 40.º classificado. A marca ficou a 59 segundos do recorde pessoal, que a meio da prova chegou a parecer poder ser batido. Ainda assim, um resultado respeitável para um atleta que se estreava nos Jogos Olímpicos e que, com a marca obtida, honrou a chamada à selecção nacional. Para o atleta de Caxias, missão bem cumprida!

Com o desempenho desta manhã, Pedro Isidro tornou-se o terceiro português a baixar das quatro horas nos 50 km em Jogos Olímpicos, depois das marcas alcançadas por José Pinto em Seul-1988 (3.55.57) e por António Pereira em Pequim-2008 (3.48.12).

Com mais de vinte atletas com recordes pessoais ou nacionais (além do recorde olímpico superado pelos dois primeiros), nota ainda para o novo recorde de África alcançado pelo sul-africano Marc Mundell, a realizar 3.55.32 h, superando por 2.27 minutos o máximo continental que já lhe pertencia desde a Taça do Mundo de Saransk, em Maio passado.

Classificação
1.º, Sergey Kirdyapkin (Rússia), 3.35.59
2.º, Jared Tallent (Austrália), 3.36.53
3.º, Tianfeng Si (China), 3.37.16
4.º, Robert Heffernan (Irlanda), 3.37.54
5.º, Igor Erokhin (Rússia), 3.37.54
6.º, Sergey Bakulin (Rússia), 3.38.55
7.º, Jianbo Li (China), 3.39.01
8.º, Matej Tóth (Eslováquia), 3.41.24
9.º, Lukasz Nowak (Polónia), 3.42.47
10.º, Koichiro Morioka (Japão), 3.43.14
11.º, André Höhne (Alemanha), 3.44.26
12.º, Bertrand Moulinet (França), 3.45.35
13.º, Chilsung Park (Coreia do Sul), 3.45.55
14.º, Ivan Trotski (Bielorrússia), 3.46.09
15.º, Jarkko Kinnunen (Finlândia), 3.46.25
16.º, Horacio Nava (México), 3.46.59
17.º, Marco De Luca (Itália), 3.47.19
18.º, Rafal Sikora (Polónia), 3.47.47
19.º, Ihor Hlavan (Ucrânia), 3.48.07
20.º, Jesús Ángel García (Espanha), 3.48.32
21.º, Trond Nymark (Noruega), 3.48.37
22.º, Nathan Deakes (Austrália), 3.48.45
23.º, Omar Zepeda (México), 3.49.14
24.º, Christopher Linke (Alemanha), 3.49.19
25.º, Aléxandros Papamihaíl (Grécia), 3.49.56
26.º, Luke Adams (Austrália), 3.53.41
27.º, Emerson Hernandez (São Salvador), 3.53.57
28.º, José Leyver (México), 3.55.00
29.º, Brendan Boyce (Irlanda), 3.55.01
30.º, Quentin Rew (Nova Zelândia), 3.55.03
31.º, Cedric Houssaye (França), 3.55.16
32.º, Marc Mundell (África do Sul), 3.55.32
33.º, Fredy Hernández (Colômbia), 3.56.00
34.º, Junghyun Yim (Coreia do Sul), 3.56.34
35.º, Serhiy Budza (Ucrânia), 3.56.35
36.º, Basanta Bahadur Rana (Índia), 3.56.48
37.º, Jianguo Zhao (China), 3.56.59
38.º, Dong-young Kim (Coreia do Sul), 3.57.33
39.º, Marius Cocioran (Roménia), 3.57.52
40.º, Pedro Isidro (Portugal), 3.58.59
41.º, Antti Kempas (Finlândia), 4.01.50
42.º, Mikel Odriozola (Espanha), 4.02.48
43.º, John Nunn (E.U. América), 4.03.28
44.º, Maciej Rosiewicz (Geórgia), 4.05.20
45.º, Igors Kazakevics (Letónia), 4.06.47
46.º, Tadas Šuškevicius (Lituânia), 4.08.16
47.º, Xavier Moreno (Equador), 4.09.23
48.º, Miloš Bátovský (Eslováquia), 4.09.32
49.º, Vitaliy Anichkin (Casaquistão), 4.14.09
50.º, Benjamín Sánchez (Espanha), 4.14.40
51.º, Dominic King (Grã-Bretanha), 4.15.05

Desclassificados: Edward Araya (Chile), Andrés Chocho (Equador), Yohann Diniz (França), Erick Barrondo (Guatemala), Jaime Quiyuch (Guatemala), Colin Griffin (Irlanda), Yuki Yamazaki (Japão), Oleksiy Kazanin (Ucrânia).

Desistentes: Takayuki Tanii (Japão), Rafal Fedaczynski (Polónia), João Vieira (Portugal), Nenad Filipovic (Sérvia).

20 km femininos - lista de saída (Londres 2012)

A lista de saída da prova de 20 km marcha femininos agendada para hoje, dia 11, pelas 17.00 horas, contempla 61 atletas, em representação de 33 países.

O recorde do mundo pertence a Vera Sokolova (Rússia), com 1.25.08, obtido em Sochi, em 26 de Fevereiro de 2011. O dos Jogos pertence a outra russa, Olga Kaniskina, com 1.26.31, e data de 22 de Agosto 2008 (Pequim).

A lista de saída é a seguinte:
Dorsal, nome, país, marca 2012 em 20 km/melhor marca

1073: Regan Lamble (Austrália), 1.34.34/1.31.39
1074: Beki Lee (Austrália), 1.36.45/1.33.09
1081: Claire Tallent (Austrália), 1.28.53/1.28.53
1177: Hanna Drabenia (Bielorrússia), 1.32.36/1.32.36
1206: Nastassia Yatsevich (Bielorrússia), 1.32.16/1.29.30
1210: Claudia Balderrama (Bolívia), 1.35.54/1.35.54
1316: Rachel Seaman (Canadá), 1.33.05/1.33.05
1382: Hong Liu (China), 1.25.46/1.25.46
1385: Xiuzhi Lu (China), 1.27.01/1.27.01
1387: Shenjie Qieyang (China), 1.27.04/1.27.04
1423: Sandra Arenas (Colômbia), 1.32.36/1.32.36
1430: Ingrid Hernández (Colômbia), 1.34.56/1.34.06
1439: Arabelly Orjuela (Colômbia), 1.34.41/1.34.41
1537: Lucie Pelantová (República Checa), 1.32.53/1.32.53
1580: Yadira Guamán (Equador), 1.36.17/1.36.17
1582: Paola Pérez (Equador), 1.32.01/1.32.01
1652: Beatriz Pascual (Espanha), 1.29.53/1.27.44
1655: María José Poves (Espanha), 1.28.15/1.28.15
1660: María Vasco (Espanha), 1.28.54/1.27.25
1733: Anne Halkivaha (Finlândia), 1.37.05/1.37.05
1861: Johanna Jackson (Grã-Bretanha), 1.35.25/1.30.41
1944: Sabine Krantz (Alemanha), 1.30.57/1.27.56
1966: Melanie Seeger (Alemanha), 1.33.24/1.28.17
2001: Déspina Zapounídou (Grécia), 1.31.08/1.31.08
2016: Jamy Franco (Guatemala), 1.30.57/1.30.57
2017: Mayra Herrera (Guatemala), 1.31.03/1.31.03
2018: Mirna Ortíz (Guatemala), 1.28.54/1.28.54
2056: Viktória Madarász (Hungria), 1.33.34/1.33.34
2108: Olive Loughnane (Irlanda), 1.31.32/1.27.45
2112: Laura Reynolds (Irlanda), 1.32.34/1.32.34
2153: Eleonora Giorgi (Itália), 1.31.18/1.31.18
2158: Elisa Rigaudo (Itália), 1.29.25/1.27.12
2249: Masumi Fuchise (Japão), 1.30.36/1.28.03
2253: Mayumi Kawasaki (Japão), 1.30.51/1.28.49
2258: Kumi Otoshi (Japão), 1.29.48/1.29.11
2281: Ayman Kozhakhmetova (Casaquistão), 1.31.55/1.31.55
2282: Sholpan Kozhakhmetova (Casaquistão), 1.33.21/1.33.21
2363: Yeongeun Jeon (Coreia do Sul), 1.35.09/1.34.41
2406: Agnese Pastare (Letónia), 1.32.49/1.31.25
2431: Neringa Aidietyte (Lituânia), 1.33.05/1.33.05
2438: Kristina Saltanovic (Lituânia), 1.33.28/1.30.44
2443: Brigita Virbalyté (Lituânia), 1.31.08/1.31.08
2509: Mónica Equihua (México), 1.34.40/1.34.40
2681: Paulina Buziak (Polónia), 1.29.44/1.29.44
2682: Agnieszka Dygacz (Polónia), 1.31.40/1.30.56
2701: Agnieszka Szwarnóg (Polónia), 1.30.56/1.30.56
2722: Ana Cabecinha (Portugal), 1.29.53/1.27.46
2727: Inês Henriques (Portugal), 1.30.55/1.29.36
2731: Vera Santos (Portugal), 1.32.48/1.28.14
2774: Claudia Stef (Roménia), 1.31.46/1.27.41
2864: Olga Kaniskina (Rússia), 1.28.33/1.24.56
2868: Anisya Kirdyapkina (Rússia), 1.27.43/1.25.09
2875: Elena Lashmanova (Rússia), 1.26.30/1.26.30
2993: Maria Czaková (Eslováquia), 1.37.41/1.37.41
3097: Semiha Mutlu (Turquia), - /1.37.06
3153: Nadiya Borovska (Ucrânia), 1.33.10/1.32.30
3165: Olha Iakovenko (Ucrânia), 1.33.29/1.32.08
3190: Olena Shumkina (Ucrânia), 1.31.55/1.25.32
3309: Maria Michta (E.U. América), 1.35.57/1.34.52
3355: Milángela Rosales (Venezuela), 1.36.45/1.35.10
3359: Nguyen Thi Thanh Phuc (Vietname), 1.35.13/1.35.13
Fonte: IAAF

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

50 km masculinos - lista de saída (Londres 2012)

63 atletas, em representação de 35 países, integram a lista de saída da prova de 50 km marcha agendada para amanhã, dia 11, pelas 9.00 horas.


O recorde do mundo pertence a Denis Nizhegorodov (Rússia), com 3.34.14, obtido em Cheboksary, em 11 de Maio de 2008.

O recorde dos Jogos Olímpicos data de 22 de Agosto de 2008 (Pequim) e foi obtido por Alex Schwazer (Itália), com 3.37.09, atleta que, ainda há poucos dias, foi excluído de participar nos Jogos de Londres por controlo positivo de dopagem.

A lista de saída é a seguinte:
Dorsal, nome, país, marca 2012 em 50 km/melhor marca

1035: Luke Adams (Austrália), - /3.43.39
1040: Nathan Deakes (Austrália), - /3.35.47
1064: Jared Tallent (Austrália), 3.40.32/3.38.56
1170: Ivan Trotski (Bielorrússia), 3.55.26/3.54.49
1333: Edward Araya (Chile), 4.02.03/4.02.03
1351: Jianbo Li (China), 3.47.30/3.43.02
1359: Tianfeng Si (China), 3.43.05/3.38.48
1370: Jianguo Zhao (China), 3.52.04/3.41.10
1413: Fredy Hernández (Colômbia), 4.00.22/3.59.40
1572: Andrés Chocho (Equador), - /3.49.32
1574: Xavier Moreno (Equador), 3.58.57/3.52.07
1607: Emerson Hernandez (São Salvador), - /3.56.09
1618: Jesús Ángel García (Espanha), 3.48.15/3.39.54
1631: Mikel Odriozola (Espanha), 4.03.19/3.41.47
1638: Benjamín Sánchez (Espanha), 3.58.51/3.58.51
1722: Antti Kempas (Finlândia), - /3.55.19
1724: Jarkko Kinnunen (Finlândia), - /3.47.36
1749: Yohann Diniz (França), - /3.38.45
1755: Cedric Houssaye (França), - /3.53.24
1764: Bertrand Moulinet (França), - /3.50.49
1814: Dominic King (Grã-Bretanha), 4.06.34/4.06.34
1885: Maciej Rosiewicz (Geórgia), 4.07.24/3.55.48
1903: André Höhne (Alemanha), 3.49.50/3.43.19
1913: Christopher Linke (Alemanha), 3.47.33/3.47.33
1984: Aléxandros Papamihaíl (Grécia), 3.55.13/3.55.13
2013: Erick Barrondo (Guatemala), 3.44.59/3.44.59
2015: Jaime Quiyuch (Guatemala), - /3.50.33
2066: Basanta Bahadur Rana (Índia), 4.02.13/4.02.13
2091: Brendan Boyce (Irlanda), 3.57.53/3.57.53
2093: Colin Griffin (Irlanda), 3.52.55/3.51.32
2094: Robert Heffernan (Irlanda), - /3.45.30
2131: Marco De Luca (Itália), 3.49.50/3.46.31
2227: Koichiro Morioka (Japão), 3.45.22/3.44.45
2238: Takayuki Tanii (Japão), 3.43.56/3.43.56
2244: Yuki Yamazaki (Japão), 3.41.47/3.40.12
2265: Vitaliy Anichkin (Casaquistão), 4.08.51/4.08.51
2355: Dong-young Kim (Coreia do Sul), 3.56.12/3.51.12
2359: Chilsung Park (Coreia do Sul), 3.55.24/3.47.13
2360: Junghyun Yim (Coreia do Sul), 4.24.35/3.53.05
2389: Igors Kazakevics (Letónia), 3.59.02/3.52.38
2429: Tadas Šuškevicius (Lituânia), 4.06.29/3.52.31
2499: José Leyver (México), 3.51.31/3.49.16
2501: Horacio Nava (México), 3.51.23/3.45.21
2508: Omar Zepeda (México), 3.48.38/3.48.38
2597: Trond Nymark (Noruega), 3.55.43/3.41.16
2611: Quentin Rew (Nova Zelândia), 3.58.48/3.58.48
2650: Rafal Fedaczynski (Polónia), - /3.46.05
2665: Lukasz Nowak (Polónia), 3.44.24/3.44.24
2670: Rafal Sikora (Polónia), 3.46.52/3.46.16
2712: Pedro Isidro (Portugal), 3.58.00/3.58.00
2718: João Vieira (Portugal), 3.45.17/3.45.17
2759: Marius Cocioran (Roménia), 3.57.55/3.57.55
2787: Marc Mundell (África do Sul), 3.57.57/3.57.57
2801: Sergey Bakulin (Rússia), 3.46.14/3.38.46
2807: Igor Erokhin (Rússia), 3.38.10/3.38.08
2810: Sergey Kirdyapkin (Rússia), 3.38.08/3.38.08
2949: Nenad Filipovic (Sérvia), 4.04.17/3.59.17
2987: Miloš Bátovský (Eslováquia), - /3.54.08
2991: Matej Tóth (Eslováquia), - /3.39.46
3125: Serhiy Budza (Ucrânia), 3.53.02/3.53.02
3131: Ihor Hlavan (Ucrânia), 3.51.24/3.51.24
3133: Oleksiy Kazanin (Ucrânia), 3.50.17/3.50.17
3243: John Nunn (E.U. América), 4.04.41/4.04.41
Fonte: IAAF