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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

G.P. de Marcha das Galinheiras em 33.ª edição, este sábado em Lisboa

Fotos: arq. Atletismo Magazine, O Marchador e fb Artur Araújo.
Montagem: O Marchador.

Uma vez mais, e pela 33.ª edição, o Centro de Atletismo das Galinheiras organiza o seu Grande Prémio de Marcha Atlética (25.ª Légua do CAG), um emblemático evento que terá por palco a Pista de Atletismo Prof. Mário Moniz Pereira, na Alta de Lisboa, na manhã deste sábado (7/11).

Como vem sendo habitual, o grande prémio abrange atletas de todos os escalões etários, de benjamins A até veteranos, estes divididos em 8 categorias. O programa-horário, sujeito a eventuais alterações, inicia-se às 14:00 horas com 1.000 metros para os benjamins A e B, ou seja, sub-10 e sub-12 (que deverão competir em separado pelo elevado número de inscrições), seguindo-se, às 14:15 horas, os 2.000m para os Infantis (sub-14) e atletas do Desporto Especial, às 14:40 horas os 3.000m para os Iniciados (sub-16) e Veteranos mais idosos, a partir dos 60 anos (VI, VII e VIII), às 15:10 horas, os 5.000m femininos para Juvenis (sub-18), Juniores (sub-20), Seniores e Veteranos mais jovens, 35 a 59 anos (I, II, III, IV e V), finalizando às 16:00 horas, com os 5.000 metros masculinos destinados aos mesmos escalões da prova de igual distância feminina.

Esta edição conta com 122 atletas inscritos, em representação de 21 clubes (incluindo a habitual e simpática delegação da Extremadura espanhola), provenientes de 6 distritos do país.

Para além dos prémios individuais em cada escalão e coletivos (dez primeiras equipas da geral), serão atribuídos prémios aos melhores tecnicistas sob a designação «José Henriques».

De enaltecer a organização do evento a cargo do Centro de Atletismo das Galinheiras, cuja direção é este ano liderada pela Fátima Costa, também ela marchadora, que imediatamente antes da cerimónia de premiação na sede do clube, proporciona um beberete aos atletas, treinadores, dirigentes e convidados.

Por curiosidade, refira-se que 1.ª edição do Grande Prémio de Marcha foi realizada a 14 de dezembro de 1985, com os principais triunfos individuais a pertencerem a José Dias, do Centro de Cultura e Desporto dos Olivais Sul, e a Paula Gracioso, do Clube Oriental de Lisboa, e o coletivo ao Clube de Futebol «Os Belenenses».

A secção «Docs» do blogue «O Marchador» disponibiliza (temporariamente) o regulamento e a listagem de atletas inscritos, aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Campeonatos de Marcha da Nova Zelândia sobre distâncias longas – Christchurch 2026 (resultados)

Catherine McCarten (meia-maratona) e Toby O’Rorke (maratona)
em Christchurch. Fotos: Race Walking NZ e Egmont Athletics Club.
Montagem: O Marchador.

Toby O’Rorke, na maratona masculina, e Catherine McCarten, na meia-maratona feminina, obtiveram os títulos nacionais absolutos da Nova Zelândia na edição inaugural dos Campeonatos de Marcha em Estrada «Sri Chinmoy» nas novas distâncias da disciplina, um evento realizado no passado domingo (1/11) em Christchurch, cidade da costa lesta da Ilha do Sul.

Na maratona, Toby O’Rorke, de apenas 20 anos de idade, representante do clube Egmont Athletics e da cidade de Opunake, cumpriu a distância em 4:17:35, obtendo o seu primeiro título como sénior. Foi internacional pelo seu país nos Campeonatos do Mundo de Seleções de Marcha, quando sub-20 em Antália-2024 (10 km), e já sénior, este ano em Brasília (meia-maratona).

Na meia-maratona feminina, Catherine McCarten, atleta W45 do Egmont Athletics/New Plymouth, sagrou-se campeã absoluta da distância com 2:26:39. Na mesma distância mas no setor masculino, prova aberta mas não considerada como campeonato, Lucas Martin, de 22 anos, do Athletics Whanganui/Whanganui, também ele participante nos mundiais da disciplina em Brasília-2026, saiu vitorioso com um recorde pessoal de 1:41:18, sendo seguido por Daniel du Toit, do Trentham United/Nelson, que obteve 1:43:53, e o M55 David Smyth, de Christchurch Avon/Christchurch, com 2:28:55.

Refira-se ainda a conquista do título nacional sub-18 feminino em 10 km por Annabelle Grant, de 15 anos de idade, do Papanui Athletics/Christchurch, com 1:09:27, e para a vencedora da prova aberta de 5 km absolutos, Paige Batson (13 anos), de Christchurch, com 34:14.

Os resultados completos dos campeonatos (incluem os de corrida sobre 50 km e 100 km), podem ser consultados aqui.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Campeonatos de Marcha Atlética em Pista – Hong Kong 2026 (resultados)

Os campeões de Hong Kong, nos 5.000 m, Man Kit Chin (dorsal 1),
Yan Ki Zheng (19), nos 10.000 m, Chung Yin Tsang (2) e Sze Wai
Luna Wong (28), e a nova recordista nacional sub-18 Tsz Kei Xu.
Fotos: HKAAA - Hong Kong Race Walking Association.

No Complexo Desportivo «Wan Chai» em Hong Kong, uma Região Administrativa Especial da China, realizaram-se os Campeonatos Nacionais Absolutos de Marcha em Pista (31/10) nas distâncias dos 5.000 metros e 10.000 metros, provas que tiveram a participação de 55 atletas masculinos e femininos.

Nos 5.000 metros masculinos, mais um título nacional para Man Kit Chin, atleta de 35 anos de idade, o mais credenciado marchador hongueconguense da atualidade e detentor de vários recordes nacionais, que registou 23:48.05, com parciais em cada 1.000 metros de 4:37.27, 4:41.48, 4:45.84 (14:04.59 aos 3.000 metros), 4:58.65 e 4:44.76.

Na mesma distância, mas no setor feminino, uma prova bem participada (17 atletas), Yan Ki Zheng foi a mais rápida e venceu com a marca de 32:20.12, sendo seguida pela sub-18 Tsz Kei Xu, que obteve 32:29.87, um recorde nacional batido por larga margem (antes, 32:05.34 de Hui Hong em 2019).

Já nos 10.000 metros, os títulos em disputa foram conquistados, nos masculinos, por Chung Yin Tsang, com 53:19.13, ele que detém 52:38.59 como recorde pessoal obtido em fevereiro deste ano na mesma pista, e nos femininos, por Sze Wai Luna Wong, que se distanciou consideravelmente da concorrência para concluir a prova em 56:04.26.

Principais classificações

5.000 m masculinos
1.º, Man Kit Chin (WAC), 23:48.05
2.º, Chun Hung Tse (SHTB), 25:48.97
3.º, Man Shun Siu (HKRWA), 26:20.37
4.º, Junhong Wu (AVOHK), 31:19.87
5.º, Kin Ning Yeung (SHTB), 32:33.93
(…)
9 participantes

5.000 m femininos
1.ª, Yan Ki Zheng (RRAC), 32:20.12
2.ª, Tsz Kei Xu (SHTB), 32:29.87
3.ª, Wing Sheung Siu (SHTB), 33:01.85
4.ª, Emily Shuk Ting Cheung (DBSAC), 33:11.06
5.º, Yijin Xu, 34:15.83
(…)
17 participantes (1 desistente e 1 desclassificada)

10.000 m masculinos
1.º, Chung Yin Tsang (TCAA), 53:19.13
2.º, Chun Hung Tse (SHTB), 53:53.64 p.z.
3.º, Man Shun Siu (HKRWA), 57:54.95 p.z.
4.º, Wai Kin Kelvin Lau (DBSAC), 1:03:38.54
5.º, Tai Chiu Ko (HKRWA), 1:03:40.52
(…)
14 participantes

10.000 m femininos
1.ª, Sze Wai Luna Wong (SHTB), 56:04.26
2.ª, Sau Man Ng (SHTB), 1:01:36.26
3.ª, Oi Yan Keung (HKRWA), 1:04:28.65
4.ª, Po Man Lo (SCAA), 1:04:45.41
5.ª, Sau Han Lau, 1:06:57.70
(,,,)
15 participantes (1 desclassificada)

Resultados completos disponíveis aqui.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Miguel Arcángel Peña e Ruby Dayana Segura sagram-se campeões colombianos – Bucaramanga 2026

Miguel Arcángel Peña e Ruby Dayana Segura na liderança das
provas de marcha dos campeonatos em Bucaramanga.
Imagens: Diego A. Valencia/Atletismo Sudamericano
e IG FafiRunner. Montagem: O Marchador.

O Campeonato Nacional de Atletismo da Colômbia, inicialmente previsto para finais de agosto mas adiado devido ao sismo de magnitude elevada que então afetou o país, decorreu nos passados dias 30, 31 de outubro e 1 de novembro na pista do Estádio La Flora na cidade de Bucaramanga (959 metros de altitude), um evento que contou com provas de marcha sobre 10.000 metros realizadas ao início da manhã do segundo dia (31).

Miguel Arcángel Peña e Ruby Dayana Segura, atletas representantes da Liga de Atletismo Bogotá que em meados de outubro conquistaram em Santa Fé (Argentina) as medalhas de prata e de ouro nos Campeonatos Sul-americanos de Atletismo sub-23, obtiveram os títulos nacionais absolutos de pista, ele a registar um recorde pessoal de 40:39.80 e ela a obter a marca de 46:20.00.

As posições imediatas foram ocupadas, nos masculinos (7 participantes), por Ezequiel Alejandro Arrubla, de Antioquia, com 41:35.68, e por Jesús Leonardo Ramirez, de Bogotá D.C., com 43:09.47, e nos femininos (2 participantes), por Natalia Pulido Acevedo, de Valle del Cauca, com 46:34.82.

A classificação geral coletiva por pontos ditou o primeiro lugar para Antioquia, que revalida o título com 433 pontos, enquanto na soma de medalhas alcançadas no evento o maior número foi conseguido por Valle del Cauca, com 32.

Classificações (31/10)

10.000 m masculinos
1.º, Miguel Arcangel Peña Leon, 2004 (Bogotá D.C.), 40:39.80
2.º, Ezequiel Alejandro Arrubla Diaz, 2005 (Antioquia), 41:35.68
3.º, Jesus Leonardo Ramirez Hernandez, 2005 (Bogotá D.C.), 43:09.47
4.º, Daverson Alejandro Meza Arango, 2000 (Antioquia), 43:34.88
5.º, Kenny Martin Perez Parra, 1994 (Valle del Cauca), 52:35.00
Desistente: David Felipe Garzon Flechas (Boyacá).
Desclassificado: Brayan Alberto Fuentes Rozo, 1996 (Bogotá D.C.).

10.000 m femininos
1.ª, Ruby Dayana Segura Garcia, 2006 (Bogotá D.C.), 46:20.00
2.ª, Natalia Pulido Acevedo, 2004 (Valle del Cauca), 46:34.82

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Há 51 anos, a marcha entrava no Torneio Popular dos Bairros de Lisboa

Fotos: Blogue «Em defesa do Benfica» e Jornal «O Benfica»
Montagem: O Marchador.

A 2 de novembro de 1975, o Torneio dos Bairros do Sport Lisboa e Benfica integrou, pela primeira vez, provas de marcha atlética. Cinquenta e um anos depois, a efeméride constitui uma boa oportunidade para recordar como nasceu e se desenvolveu a marcha na cidade de Lisboa e, em particular, como encontrou no Benfica um espaço decisivo para a sua afirmação.

A marcha atlética na cidade de Lisboa começou a ser praticada em agosto de 1975, quando um grupo de jovens aspirantes à prática do atletismo apareceu na então pista de tartan do Benfica, anexa ao antigo Estádio da Luz, onde decorriam torneios de captação promovidos pela Direção-Geral dos Desportos.

Ávidos por iniciarem uma carreira competitiva, esses jovens estavam longe de imaginar que a marcha viria a constituir o seu principal foco de atenção e uma parte marcante do seu percurso desportivo.

Um dos técnicos da DGD (Direcção-Geral dos Desportos) era o professor Francisco Assis, que colocava os jovens a experimentar as diferentes especialidades do atletismo. Especialista nas disciplinas de meio-fundo e fundo, Assis frequentara anteriormente um estágio em França, onde tivera oportunidade de observar os marchadores da seleção gaulesa no pleno exercício da sua preparação para importantes competições internacionais.

Regressou desse estágio com uma convicção bem vincada: a marcha atlética, então uma ilustre desconhecida em Portugal, salvo algumas aparições esporádicas noutros pontos do país, merecia ser integrada no plano de formação das atividades desenvolvidas na pista da Luz. E foi assim que, a par das corridas, dos saltos e dos lançamentos, a marcha passou também a fazer parte da família do atletismo naquele contexto.

Depois dos primeiros treinos e testes, foram vários os atletas que aderiram à iniciativa, juntando ao entusiasmo pela prática daquela que era, na altura, uma especialidade ainda pouco conhecida em Portugal, um forte espírito de confraternização e amizade.

E Francisco Assis, como que querendo passar o testemunho, orientou aqueles que mais se destacaram para que prosseguissem a sua ligação à especialidade, não apenas enquanto atletas, mas também como futuros dirigentes e treinadores.

Foi um enorme desafio, ao qual se agarraram com todo o entusiasmo, lançando-se assim os alicerces para a consolidação da marcha atlética, principalmente num clube com enorme projeção na modalidade e que poderia constituir, no plano estratégico e institucional, uma importante rampa de lançamento.

As primeiras medidas levadas a efeito no clube, que contava no seu seio com dirigentes da craveira de Américo Ferreira e Arnaldo Santos, passaram pela integração da marcha no programa de atletismo do chamado “Torneio dos Bairros”, competição que atraía anualmente a participação de muitos jovens.

E foi assim que, a 2 de novembro de 1975, se realizou a primeira prova de marcha integrada naquele torneio: os 5 quilómetros, disputados num circuito em estrada situado na zona onde hoje se encontra o Centro Comercial Colombo, com partida e chegada na pista do Benfica.

A adesão foi espetacular. Embora os resultados não constituíssem o fator mais importante, a participação revelou-se um excelente estímulo para que aqueles dedicados atletas prosseguissem, com redobrado entusiasmo, as funções que lhes tinham sido confiadas.

Pouco depois, foi criada a Comissão Dinamizadora de Marcha do Sport Lisboa e Benfica, formada por Luís Dias, José Dias, José Pinto e, mais tarde, Jorge Abrantes. A comissão viria a desempenhar um papel muito importante no lançamento de novas ideias, na dinamização da especialidade e na participação de atletas do SLB em provas que, entretanto, se realizavam em várias zonas do país.

Uma das mais emblemáticas viria, aliás, a nascer no ano seguinte, 1976: o primeiro Grande Prémio de Marcha Atlética da Urgeiriça.

O próprio Sport Lisboa e Benfica viria também a organizar alguns grandes prémios num circuito em estrada que circundava o antigo Estádio da Luz, sempre com o entusiasmo e o empenho do saudoso Arnaldo Santos.

Arnaldo Santos viria posteriormente a ser presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Atletismo, tendo-lhe sido concedida, a título póstumo, a Placa de Honra ao Mérito, a mais alta distinção atribuída pela Federação a juízes e árbitros da estrutura do atletismo português.

Foram, assim, dados os primeiros passos de uma história que começara quase por acaso, numa pista de tartan, com um grupo de jovens à procura de uma oportunidade para praticar atletismo, e que acabaria por encontrar na marcha atlética uma paixão que marcou o seu percurso pessoal e desportivo, e, para alguns, uma atividade à qual dedicariam muitos anos como atletas, treinadores, dirigentes e juízes.

Passados 51 anos, vale a pena recordar esses primeiros passos e, sobretudo, aqueles que os deram. Porque é também através da memória das pessoas, dos clubes e das iniciativas que se constrói a história de uma modalidade.

domingo, 1 de novembro de 2026

Campeonatos da Europa de Atletismo na Silésia (2028) e em Helsínquia (2030)

Imagens: European Athletics. Montagem: O Marchador.

Depois dos Campeonatos da Europa de Atletismo realizados em agosto passado em Birmingham, são já conhecidos os locais das duas próximas edições do evento, conforme decisões tomadas pelo Conselho da European Athletics: Silésia 2028 e Helsínquia 2030.

Na Voivodia da Silésia, província administrativa da Polónia localizada no sul do país, a cidade de Chorzów será palco, de 3 a 8 de junho de 2028, do maior evento da Europa na modalidade, que nesse ano somará 28 edições. A primeira edição dos campeonatos ocorreu em 1934 na cidade italiana de Turim, então apenas para atletas masculinos.

Sendo 2028 o ano dos Jogos Olímpicos, o evento desta dimensão, pela primeira vez a ser realizado na Polónia, constitui uma importante oportunidade de obtenção de mínimos de qualificação direta e ainda de acumulação de pontos com vista ao posicionamento nos rankings mundiais de acesso a Los Angeles, no caso da disciplina da marcha atlética apenas para a prova da meia-maratona.

Em Helsínquia, a capital da Finlândia, o ano de 2030 (em período a definir no mês de agosto) representará para o evento, em 29.ª edição, um regresso ao Estádio Olímpico da cidade, palco dos europeus da modalidade nos anos 1971, 1994 e 2012. É importante igualmente recordar que Helsínquia foi igualmente a sede de outros relevantes eventos, como foram os casos dos Jogos Olímpicos (1952) e de dois Mundiais de Atletismo (1983, em 1.ª edição) e 2005.

Ainda sobre as edições passadas dos Europeus de Atletismo em Helsínquia, destaque-se em 1994 a medalha de ouro alcançada pela marchadora finlandesa Sari Essayah na distância da prova de então, os 10 km, com 42:37, recorde dos campeonatos.

Com as convulsões a que temos assistido nos últimos anos nas distâncias da marcha atlética nos principais eventos internacionais, resta saber que provas da disciplina farão parte do programa dos europeus da modalidade em 2030!